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materia nº 3/2025

Tipo Outros
Número / Ano 3 / 2025
Date 2025-12-18
EmentaRelatório e Justificativa do Voto ao Projeto de Decreto do Legislativo 016/2025
native_id2780

Autoria

Documents (1)

texto original #

status: extracted · method: native · backend: pypdfium2 · confidence: 1.00 · pages: 3

Boa noite a todos, agradeço aqui primeiramente a Deus, pelas nossas vidas, pela nossa saúde
e a todos que estão aqui presente no plenário, meus colegas vereadores, pessoal a da
imprensa, todo nosso povo que se encontra presente no plenário e aos que nos assistem pelas
redes sociais.
JUSTIFICATIVA DO MEU VOTO.
Hoje não estamos aqui apenas para analisar números ou papéis carimbados. Estamos aqui
para encarar a realidade dura que foi deixada para trás e que ainda pesa sobre os ombros da
nossa cidade e, principalmente, sobre a vida do nosso povo.
Diante disso, não podemos nos esconder atrás de um parecer técnico. Sim, o Tribunal de
Contas aprovou as contas da gestão passada com ressalvas sob o aspecto formal. Mas a
realidade que herdamos é de um município com 12 milhões de reais em dívidas, conforme o
relatório de transição, além de um empréstimo de 20 milhões de reais, com parcelas de
aproximadamente 450 mil reais por mês, que hoje estrangula o orçamento e compromete
investimentos essenciais.
A cidade foi entregue suja, abandonada e largada à própria sorte. Desde o dia 1º de
janeiro, a atual gestão precisou retirar mais de 1.840 cargas de lixo e entulhos, o que por si
só já demonstra o nível de descaso e abandono deixado pela gestão passada.
Antes de falar de números, preciso falar da realidade da nossa zona rural. Eu estive lá,
percorri todo o território da zona rural do município, juntamente com o secretário de obras,
André Leal, e só ouvi reclamações: máquinas quebradas, estradas e pontes destruídas e
completo abandono. Desde o dia 1º de janeiro, o que encontramos foi uma situação precária,
sem estrutura e sem planejamento, sendo necessário buscar parcerias para conseguir atender
minimamente a população rural.
Mas nada revela o tamanho do caos do que a situação da saúde. A atual gestão precisou
decretar estado de calamidade, diante da falta de medicamentos básicos nos postos de
saúde. O hospital municipal foi herdado com uma dívida superior a 5 milhões de reais,
colocando em risco o atendimento à população e evidenciando o colapso deixado pela gestão
passada.
E aqui é preciso reconhecer o trabalho da gestão atual. Mesmo diante desse cenário
devastador encontrado no dia 1º de janeiro, o prefeito Jacson e sua equipe vêm atuando com
firmeza, coragem, honestidade, transparência e responsabilidade para reorganizar o
município. Um exemplo claro disso é a área da saúde: a gestão atual conseguiu reduzir o
custo mensal do hospital de aproximadamente 1 milhão e quarenta mil reais para cerca
de 640 mil reais, mantendo os mesmos serviços oferecidos e ainda ampliando benefícios
à população. Isso é gestão séria, isso é compromisso com o dinheiro público.
Portanto, é preciso dizer com todas as letras: mesmo herdando um município endividado,
sucateado e em situação crítica, a gestão atual não se omitiu. Pelo contrário, vem
trabalhando incansavelmente para tirar o município dessa situação, reconstruir o que foi
abandonado e devolver dignidade à população.
Esse abandono também atingiu o esporte. O ginásio e o estádio foram deixados em estado de
descaso, sem condições de uso, deixando atletas e desportistas totalmente desassistidos, sem
apoio e sem espaço.
O que ficou foi um município com patrimônio público deteriorado, ruas esburacadas,
zona rural abandonada, esporte sucateado e uma cidade empurrada para uma situação de
quase calamidade administrativa.
E aqui faço questão de enfatizar:
É compromisso dos vereadores atuais, sim, fiscalizar as contas passadas. Mesmo aqueles
que não participaram da gestão anterior. Isso não é perseguição política, isso não é
revanchismo — isso é respeito aos votos que recebemos da população. Cada voto
depositado nas urnas nos deu uma missão clara: fiscalizar, cobrar, dizer a verdade e defender
o interesse público.
Não fomos eleitos para passar pano no passado. Fomos eleitos para ter coragem. Para
honrar cada voto recebido. Para representar o povo.
Aprovar essas contas seria dizer que tudo isso é aceitável. Seria normalizar o abandono, a
dívida, o descaso. E eu não posso, em consciência, fazer isso.
Por respeito ao povo da zona rural, aos desportistas, aos trabalhadores, aos servidores, à
população mais humilde e carente, às famílias que sofrem diariamente as consequências
dessa má gestão passada, eu justifico o meu voto, pela não aprovação das contas da gestão
passada.
Faço esse voto com responsabilidade, com coragem e com compromisso com o futuro do
nosso município.
Muito obrigado.

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