| Tipo | Requerimento INFORMAÇÕES |
|---|---|
| Número / Ano | 202 / 2025 |
| Date | 2025-12-16 |
| Ementa | Resposta ao Requerimento 66/2025 - Anexo 02 |
| native_id | 28010 |
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FÓRMULA CONFIDENCIAL FÓRMULA CONFIDENCIAL FÓRMULA CONFIDENCIAL FÓRMULA CONFIDENCIAL FÓRMULA CONFIDENCIAL FÓRMULA CONFIDENCIAL FÓRMULA CONFIDENCIAL FÓRMULA CONFIDENCIAL FÓRMULA CONFIDENCIAL FÓRMULA CONFIDENCIAL FÓRMULA CONFIDENCIAL FÓRMULA CONFIDENCIAL FÓRMULA CONFIDENCIAL FÓRMULA CONFIDENCIAL Nova Renko Indústria Ltda. Rua Miguel Gimenes Alves, 630 – Jd. Santa Izabel - CEP:13.185.490 – Hortolândia – SP – SAC (11) 3385-0073 SAC: sac@renko.com.br - http: www.renko.com.br Página 1 de 2 MIRAX OXY DESINFETANTE PARA USO HOSPITALAR PARA SUPERFICIES FIXAS Descrição: Desinfetante formulado à base de Quaternário de Amônio de 5ª geração e Peróxido de Hidrogênio estabilizado com tensoativos biodegradáveis, desenvolvido para as áreas de assistência à saúde, tais como: clínicas médicas e odontológicas, consultórios, ambulatórios e hospitais. Possui excelente propriedade oxidante capaz de eliminar microrganismos patogênicos causadores de enfermidades e odores indesejáveis, através da ação das bolhas efervescentes de oxigênio ativo (O2). Apresenta eficiência comprovada contra as bactérias Staphylococcus aureus, Salmonella Choleraesuis, Pseudomonas Aeruginosa, Enterocuccus hirae, Acinetobaacter Baumani, Enterococcus spp. resistente à vancomicina(VRE), Klebsiella pneumoniae(KPC), Staphylococcus aureus resistente a meticilina(MRSA), Candida Albicans, Micobacterium smegmatis. Eficácia virucida: CORONAVÍRUS/ COVID19/MHV-3 (murino), HCoV-OC43, HCoV-HKU1, SARSr-CoV e MERS-CoV; ADENOVÍRUS TYPE 5; ADENOVÍRUS TYPE 5; NOROVÍRUS MURINO (Vesivírus, Lagovírus, Sapovírus e Norovírus). Características do produto: • Produto concentrado, proporcionando menor quantidade de itens em estoque; • Rápida diluição em água; • Possui agentes especiais de limpeza, que remove com grande facilidade a sujeira e gorduras; • Facilmente removido por enxágue; • Amplo espectro de ação contra bactérias gram-positivas e negativas, leveduras e algas; Indicação de uso: Na desinfecção de superfícies fixas e artigos não críticos como: pisos, paredes, portas, escadas, janelas, vidros, luminárias, bancadas, mesas, macas, mobiliário hospitalar, colchões, bandejas de medicação, maçanetas, telefones, pias, ralos, vasos sanitários, cesto de lixo, termômetro axilar, estetoscópio, suporte soro, aparelho de pressão, comadres, cadeiras de banho, papagaios, cubas. Possui excelente ação oxidante sobre: resíduos orgânicos, sangue, manchas de mofo, etc. Modo de Uso: Produto concentrado, podendo ser diluído antes do uso. Bactérias Multirresistentes: Klebsiella pneumaniae(KPC), Acinetobacter Baumani, Enterococcus spp. resistente à vancomicina (VRE), Staphylococcus aureus resistente a meticilina (MRSA). Utilizar na proporção de 1 parte do produto para até 50 partes de água (1:50) tempo de contato de 10 minutos. Eficácia Fungicida: Candida Albicans, Micobacterium smegmatis, utilizar na proporção de 1 parte do produto para até 25 partes de água (1:25), tempo de contato de 10 minutos. Eficácia Bactericida: Para limpeza e desinfecção de superfícies fixas e artigos não críticos contaminados com Staphylococcus aureus, Salmonella choleraesuis, Pseudomonas aeruginosa, Enterococcus hirae e Escherichia coli, utilizar na diluição de 1:100 (1 parte do produto para 100 partes de água), com o tempo de contato de 10 minutos. Eficácia virucida: CORONAVÍRUS/ COVID19/MHV-3 (murino), HCoV-OC43, HCoV-HKU1, SARSr-CoV e MERS-CoV; ADENOVÍRUS TYPE 5; ADENOVÍRUS TYPE 5; NOROVÍRUS MURINO ( Vesivírus, Lagovírus, Sapovírus e Norovírus). Utilizar na diluição de 1:100 (1 parte do produto para 100 partes de água), com o tempo de contato de 2 minutos. BOLETIM TÉCNICO Revisão: 03/2020 N°113 Nova Renko Indústria Ltda. Rua Miguel Gimenes Alves, 630 – Jd. Santa Izabel - CEP:13.185.490 – Hortolândia – SP – SAC (11) 3385-0073 SAC: sac@renko.com.br - http: www.renko.com.br Página 2 de 2 Na limpeza geral de pisos e superfícies laváveis, utilizar na proporção de 1 parte do produto para até 250 partes de água (1:250), ou 4mL do produto em 1L de água. Após a diluição mais apropriada, a limpeza poderá ser feita com o auxílio um pulverizador e uma esponja de limpeza, mop, escovão ou rodo seguido de enxágue com água ou remoção do resíduo com um tecido de fibra sintética absorvente. Observação: Não armazenar ou diluir o produto, para uso, em recipientes metálicos, pois ocorrerá a desestabilização do peróxido de hidrogênio. Não reage com produtos à base de clorexidina. Dados físico-químicos: Aparência Liquido translúcido Cor e Odor Incolor / Característico pH, a 25°C 1 - 2 Ingrediente ativos (H2O2) %. Peróxido de hidrogênio – 6,65% Cloreto de alquil dimetil benzil amônio e Cloreto de didecil dimetil amônio– 3,6% Densidade, g/mL a 25°C 1,020 – 1,040 Inflamabilidade Não inflamável Apresentação: Produto disponível em frascos de 1L e bombonas de 5L e 20L. Precauções de uso: CONSERVE FORA DO ALCANÇE DE CRIANÇAS E DOS ANIMAIS. PERIGO: CAUSA QUEIMADURAS GRAVES. CUIDADO: IRRITANTE PARA OS OLHOS E PELE. NÃO MISTURE COM OUTROS PRODUTOS. PRECAUÇÕES E CUIDADO EM CASO DE ACIDENTE: Não inale vapores/ aerossóis. Use luvas de proteção/ roupa de proteção apropriada, botas, proteção ocular, proteção facial. Lave as mãos cuidadosamente após manuseio. EM CASO DE INGESTÃO: Lave a boca. NÂO provoque vômito. EM CASO DE CONTATO COM A PELE (ou o cabelo): Retire imediatamente toda a roupa contaminada. Lave a pele com água/ tome um banho. Lave a roupa contaminada antes de utiliza-la novamente. EM CASO DE CONTATO COM OS OLHOS Lave cuidadosamente com água durante vários minutos. No caso de uso de lentes de contato, remova-as, se for fácil. Continue enxaguando. EM CASO DE INALAÇÃO: Remova a pessoa para local ventilado e em uma posição que não dificulte a respiração. Sempre que possível, em caso de acidentes, leve o rótulo ou embalagem do produto. Não misture com água na embalagem original. Nunca reutilize a embalagem vazia para outros fins. Cuidados de conservação: Este produto deve ser mantido em sua embalagem original e fechado. Conserve o produto em local seco ao abrigo do sol. Não utilize a embalagem vazia para outros fins. Lave com bastante água corrente os objetos e utensílios utilizados como medida antes de reutilizá-los. Prazo de validade: 24 meses a partir da data de fabricação. 1. Identificação Identificação do produto: MIRAX OXY DESINFETANTE HOSPITALAR Outros meios de identificação: MOXY Uso recomendado do produto químico: DESINFETANTE HOSPITALAR Restrições de uso do produto químico: Não aplicável. Fornecedor: Nova Renko Indústria Ltda. Endereço: Rua Miguel Gimenes Alves,630 - Jd.Sta Izabel Complemento: Hortolândia/SP - CEP: 13.185-490 Telefone para contato: (19) 3809-2028 Telefone para emergências: 08007226001 2. Identificação de perigos Classificação da substância ou mistura: Toxicidade aguda - Oral: Categoria 4 Corrosão/irritação à pele: Categoria 1A Lesões oculares graves/irritação ocular: Categoria 1 Perigoso ao ambiente aquático - Agudo: Categoria 3 Perigoso ao ambiente aquático - Crônico: Categoria 3 Elementos de rotulagem do GHS Palavra de advertência: Perigo Frase(s) de perigo: H302 - Nocivo se ingerido . H314 - Provoca queimaduras graves à pele e lesões oculares graves . H318 - Provoca lesões oculares graves . H402 - Nocivo para os organismos aquáticos . H412 - Nocivo para os organismos aquáticos, com efeitos prolongados . Frase(s) de precaução: • Prevenção: P270 - Não coma, beba ou fume durante a utilização deste produto., P273 - Evite a liberação para o meio ambiente., P264 - Lave cuidadosamente após o manuseio., P260 - Não inale as poeiras/fumos/gases/névoas/vapores/aerossóis., P280 - Use luvas de proteção/roupa de proteção/proteção ocular/proteção facial., P272 - A roupa de trabalho contaminada não pode sair do local de trabalho • Resposta à emergência: P301 + P310 - EM CASO DE INGESTÃO: Contate imediatamente um CENTRO DE INFORMAÇÃO TOXICOLÓGICA/médico/..., P330 - Enxágue a boca., P301 + P330 + P331 - EM CASO DE INGESTÃO: Enxágue a boca. NÃO provoque vômito., P303 + P361 + P353 - EM CASO DE CONTATO COM A PELE (ou com o cabelo): Retire imediatamente toda a roupa Ficha com Dados de Segurança (FDS) Conforme ABNT NBR 14725 Identificação do produto: MIRAX OXY DESINFETANTE HOSPITALAR Data da última revisão 08/02/2024 Versão: 7 FDS Nº 18 Página 1 de 8 contaminada. Enxágue a pele com água/tome uma ducha., P304 + P340 - EM CASO DE INALAÇÃO: Remova a pessoa para local ventilado e a mantenha em repouso numa posição que não dificulte a respiração., P305 + P351 + P338 - EM CASO DE CONTATO COM OS OLHOS: Enxágue cuidadosamente com água durante vários minutos. No caso de uso de lentes de contato, remova-as, se for fácil. Continue enxaguando., P310 - Contate imediatamente um CENTRO DE INFORMAÇÃO TOXICOLÓGICA ou um médico., P321 - Tratamento específico (veja … neste rótulo)., P363 - Lave a roupa contaminada antes de usá-la novamente. • Armazenamento: P405 - Armazene em local fechado à chave. • Disposição: P501 - Descarte o conteúdo/recipiente em conformidade com as regulamentações locais. Outros perigos que não resultam em uma classificação: Não disponível Outras informações: Não disponível 3. Composição e informações sobre os ingredientes Tipo de produto: Mistura Ingredientes ou impurezas que contribuam para o perigo: Outras informações: Não disponível. 4. Medidas de primeiros-socorros Descrição das medidas de primeiros-socorros necessárias • Inalação: Não se espera reações adversas nas diluições recomendadas, porém, caso haja mal estar, remover a vítima para local fresco e ventilado, afrouxando as roupas e mantendo-a em repouso. Procurar um médico, levando o rótulo do produto sempre que possível. Leve esta FDS. • Contato com a pele: Lave imediatamente a pele com água e sabão. Remova a roupa contaminada e lave antes de reutilizar. Se desenvolver sinais e sintomas, procure atendimento médico. • Contato com os olhos: Lavar os olhos com água em abundância por 15 minutos, mantendo as pálpebras abertas, movimentando bem o olho. Procurar um oftalmologista imediatamente, levando o Ficha com Dados de Segurança (FDS) Conforme ABNT NBR 14725 Identificação do produto: MIRAX OXY DESINFETANTE HOSPITALAR Data da última revisão 08/02/2024 Versão: 7 FDS Nº 18 Página 2 de 8 Identidade química Nº CAS Concentração ou faixa de concentração (%) PEROXIDO DE HIDROGENIO 50% 7722-84-1 10 - 15 TENSOATIVO NÃO IÔNICO 68439-46-3 1 - 5 CLORETO DE ALQUIL DIMETIL BENZIL AMONIO 61789-71-7 1 - 5 CLORETO DE DIDECIL DIMETIL AMONIO 7173-51-5 1 - 5 SEQUESTRANTE 2809-21-4 0,5 - 1 rótulo do produto sempre que possível. Leve esta FDS. • Ingestão: Se ingerido, não provoque o vômito e contate imediatamente um CENTRO DE INFORMAÇÃO TOXICOLÓGICA ou um médico. Leve esta FDS. Sintomas e efeitos mais importantes, agudos ou tardios: Não disponível. Notas para o médico: Contém Peróxido de Hidrogênio. 5. Medidas de combate a incêndio Meios de extinção apropriados: Produto não inflamável Meios de extinção inadequados: Não disponível. Perigos específicos da substância ou mistura: Não disponível. Medidas de proteção da equipe de combate a incêndio: Não são previstas ações de proteção especiais para combate ao incêndio. 6. Medidas de controle para derramamento ou vazamento Precauções pessoais, equipamentos de proteção e procedimentos de emergência • Para o pessoal que não faz parte dos serviços de emergência: Evite o contato com os olhos, a pele ou a roupa. Não coma, beba durante a utilização deste produto. Lave-se cuidadosamente após o manuseio. Lave a roupa contaminada antes de usá-la novamente. • Para o pessoal do serviço de emergência: Usar equipamento de proteção individual conforme seção 8. Precauções ao meio ambiente: Evite a liberação para o meio ambiente. Para grandes vazamentos, cubra os drenos e construa diques para prevenir a entrada no sistema de esgoto ou cursos naturais de água., Usar equipamento de proteção individual conforme seção 8 . Métodos e materiais para o estancamento e a contenção: Utilize barreiras naturais ou de contenção de derrame. Para grandes vazamentos, se necessário, obtenha assistência profissional. Para pequenos vazamentos, colete o produto derramado e coloque em recipientes próprios. Coloque o material adsorvido em recipientes apropriados e remova-os para local seguro. Isolamento da área: Isole imediatamente a área de derramamento/vazamento. Mantenha as pessoas afastadas. Métodos e materiais para a limpeza: Absorva o produto remanescente, com areia seca, terra, vermiculite, ou qualquer outro material inerte absorvente. 7. Manuseio e armazenamento Precauções para o manuseio seguro • Recomendações para o manuseio seguro: Utilizar EPI's de proteção: óculos e luvas de acordo com a seção 8 deste documento.Cumprir com a legislação sobre segurança e higiene no trabalho. Ficha com Dados de Segurança (FDS) Conforme ABNT NBR 14725 Identificação do produto: MIRAX OXY DESINFETANTE HOSPITALAR Data da última revisão 08/02/2024 Versão: 7 FDS Nº 18 Página 3 de 8 • Prevenção de incêndio e explosão: Produto químico não inflamável, Manter o produto em embalagens bem fechadas, armazenadas em local fresco, seco e ventilado, protegido de impactos físicos. • Recomendações gerais sobre higiene: Ao manusear o produto, fazer uso de equipamentos de proteção necessários e após o uso recomenda se lavar as mãos, não consumir alimentos próximo aos produtos. Retirar a roupa contaminada. Condições de armazenamento seguro • Condições adequadas: Armazenar em local ventilado e em embalagens originais fechadas e limpas. • Condições que devem ser evitadas, incluindo qualquer incompatibilidade: Não armazenar próximo a alimentos, Armazenamento conjunto com produtos incompatíveis (ex.: bases fortes e hipoclorito de sódio). • Materiais para embalagem • Recomendados: Embalagem plástica, originária de fábrica. • Inadequados: Não utilize outras embalagens que não a original. Outras informações: Manter os recipientes do produto fechados e rotulados adequadamente. 8. Controle de exposição e proteção individual Parâmetros de controle • Limites de exposição ocupacional: Não disponível. • Indicadores biológicos: Não disponível. • Outros limites e valores: Não disponível. Medidas de controle de engenharia: Quando usado como indicado, não é necessária ventilação especial. Medidas de proteção pessoal • Proteção dos olhos/face: Óculos de proteção contra respingos. • Proteção da pele: Botas de Borracha ou Sapato de Segurança. • Proteção respiratória: Não aplicável. • Proteção das mãos: Luvas de proteção impermeáveis (PVC, Polietileno ou Neoprene). • Perigos térmicos: Não aplicável. Outras informações: Não disponível. 9. Propriedades físicas e químicas • Aspecto Estado Físico: Líquido; Cor: Incolor a amarelado Ficha com Dados de Segurança (FDS) Conforme ABNT NBR 14725 Identificação do produto: MIRAX OXY DESINFETANTE HOSPITALAR Data da última revisão 08/02/2024 Versão: 7 FDS Nº 18 Página 4 de 8 • Odor: Caracteristico • pH: 1,0 - 2,0 • Ponto de fusão / ponto de congelamento: Não disponível • Ponto de ebulição ou ponto inicial de ebulição e intervalo de ebulição: Não disponível • Inflamabilidade: Produto Químico não Inflamável • Limite inferior de explosão / inflamabilidade: Produto Químico não Inflamável • Limite superior de explosão / inflamabilidade: Produto Químico não Inflamável • Ponto de Fulgor: Não disponíve • Temperatura de autoignição: Não aplicável • Temperatura de decomposição: Não aplicável • Viscosidade cinemática: Não aplicável • Solubilidade: Totalmente miscível • Coeficiente de partição n-octanol / água (valor log): Não disponível • Densidade e / ou densidade relativa: 1,02 - 1,04 g/mL • Pressão de vapor: Não disponível • Densidade relativa do vapor: Não aplicáve • Características das partículas: Não aplicável • Outras informações: Ingrediente Ativo (H2O2) 5,85 - 7,15% ; Cloreto de alquil dimetil benzil amônio e Cloreto de didecil dimetil amônio– 3,24 - 3,96% 10. Estabilidade e reatividade Estabilidade química: Estável em condições normais de pressão e temperatura. Reatividade: Reage com bases fortes. Possibilidade de reações perigosas: Reage com bases e outros materiais orgânicos, Reage com produtos alcalino (Hipoclorito de Sódio). Condições a serem evitadas: Temperaturas elevadas e luz solar direta. Materiais incompatíveis: Hipoclorito de Sódio. Produtos perigosos da decomposição: Pode incluir monóxido de carbono, dióxido de carbono (CO2) e outros gases ou vapores tóxicos 11. Informações toxicológicas Toxicidade aguda: ETA mistura: DL50 (Oral) = 1098,9 mg/Kg; DL50 (Dérmical) = 24444,4 mg/Kg; DL50 (Inalatória) = 84,62 mg/L Corrosão/irritação da pele: Provoca irritação moderada á pele. Lesões oculares graves/irritação ocular: Dor, vermelhidão, inchaço da conjuntiva e visão turva. Sensibilização respiratória ou da pele: Pode provocar sensibilização. Mutagenicidade em células germinativas: Não aplicável. Carcinogenicidade: Não aplicável. Toxicidade à reprodução: Não disponível. Ficha com Dados de Segurança (FDS) Conforme ABNT NBR 14725 Identificação do produto: MIRAX OXY DESINFETANTE HOSPITALAR Data da última revisão 08/02/2024 Versão: 7 FDS Nº 18 Página 5 de 8 Toxicidade para órgãos-alvo específicos - exposição única: Não aplicável. Toxicidade para órgãos-alvo específicos - exposição repetida: Não aplicável. Perigo por aspiração: Não disponível. Outras informações: Contém Peróxido de Hidrogênio. 12. Informações ecológicas Ecotoxicidade: GHS Agudo 3: Nocivo para os organismos aquáticos; GHS Crônico 3: Nocivo para os organismos aquáticos, com efeitos prolongados Persistência e degradabilidade: Não disponível. Potencial bioacumulativo: Não disponível. Mobilidade no solo: Não disponível. Outros efeitos adversos: Não disponível. 13. Considerações sobre destinação final Métodos recomendados para destinação final • Produto: Descarte de acordo com os regulamentos federais, estaduais e locais. • Embalagem usada: É realizado a logística reversa via EURECICLO. 14. Informações sobre transporte Regulamentações nacionais e internacionais: Terrestres: • ONU: 1760 • Nome apropriado para embarque: LÍQUIDO CORROSIVO, N.E. (Não aplicável) • Classe / Subclasse: 8 - Substâncias corrosivas • Número de Risco: 80 • Grupo de Embalagem: II • Perigoso para o meio ambiente: Não • Regulamentação terrestre: Agência Nacional de Transportes Terrestres - Resolução nº 5998 e suas alterações Decreto no. 98.973/1990 Transporte Terrestre – Regulamento Mercosul Decreto no. 1797/1996 Decreto no. 2.866/1998 • Outras informações: Não disponível. Hidroviário: Ficha com Dados de Segurança (FDS) Conforme ABNT NBR 14725 Identificação do produto: MIRAX OXY DESINFETANTE HOSPITALAR Data da última revisão 08/02/2024 Versão: 7 FDS Nº 18 Página 6 de 8 • ONU: 1760 • Nome apropriado para embarque: CORROSIVE LIQUID, N.O.S. (Não aplicável) • Classe / Subclasse: 8 • Grupo de Embalagem: II • Código EmS: Fire: F-A Spill: S-B • Regulamentação hidroviária: Agência Nacional de Transportes Aquaviários - Resolução nº 2.239 Diretoria de Portos e Costas do Ministério da Marinha - Normam-05/DPC International Maritime Dangerous Goods – Code (código IMDG) • Outras informações: Não disponível. Aéreo: • ONU: 1760 • Nome apropriado para embarque: CORROSIVE LIQUID, N.O.S. (Não aplicável) • Classe / Subclasse: 8 • Grupo de Embalagem: II • Regulamentação aérea: Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) Transporte de Artigos Perigosos em Aeronaves Civis – RBAC – nº 175 – Emenda nº 03 INSTRUÇÃO SUPLEMENTAR – IS Nº 175-001 Revisão I International Civil Aviation Organization – Technical Instructions (ICAO-TI), International Air Transport Association – Dangerous Goods Regulations (IATA-DGR) • Outras informações: Não disponível. Regulamentações adicionais: Não disponível. 15. Informações sobre regulamentações Regulamentações específicas de segurança, saúde e meio ambiente para o produto químico: Resolução n° 5998 e suas alterações (Agência Nacional de Transportes Terrestres) Decreto Federal no. 2.657 (Ministério do Trabalho e Emprego) Norma Regulamentadora 26 - Decreto 229 (Ministério do Trabalho e Emprego) ABNT NBR 14725 Norma Regulamentadora 15 (Ministério do Trabalho e Emprego) 16. Outras informações Informações importantes, mas não especificamente descritas às seções anteriores: Esta FDS foi elaborada baseada nos conhecimentos atuais do produto químico e fornece informações quanto à proteção, à segurança, à saúde e ao meio ambiente. Adverte-se que o manuseio de qualquer substância química requer o conhecimento prévio de seus perigos Ficha com Dados de Segurança (FDS) Conforme ABNT NBR 14725 Identificação do produto: MIRAX OXY DESINFETANTE HOSPITALAR Data da última revisão 08/02/2024 Versão: 7 FDS Nº 18 Página 7 de 8 pelo usuário. Cabe à empresa usuária do produto promover o treinamento de seus empregados e contratados quanto aos possíveis riscos advindos do manuseio do produto. Referências: [Purple Book] – ONU – Organização das Nações Unidas [ECHA] European Chemical Agency. Regulamentos 1907/2006 e 1272/2008. Disponível em: http://echa.europa.eu/ [HSNO] NOVA ZELÂNDIA. HSNO Chemical Classification and Information Database (CCID). Disponível em: http://www.epa.govt.nz/search-databases/Pages/nzioc-search.aspx [IFA] ALEMANHA. GESTIS Substance Database. Disponível em: http://gestisen.itrust.de/nxt/gateway.dll/gestis_en/000000.xml?f=templates$fn=default.htm$3.0 [NITE – National Institute of Technology and Evaluation] JAPÃO. Chemical Management. Disponível em: http://www.safe.nite.go.jp/english/ghs/ghs_index.html [NIOSH – The National Institute for Ocuupational Safety and Health] ESTADOS UNIDOS. Centers for Disease Control and Prevention. Disponível em: http://www.cdc.gov/niosh/topics/default.html [ACGIH] – American Conference of Governamental Industrial Hygienists. Disponível em: https://www.acgih.org/ ISO 11014 EURECICLO - https://alias.eureciclo.com.br/ Legendas e abreviaturas: ACGIH - American Conference of Governamental Industrial Hygienists, BCF - Bioconcentration factor ou Fator de bioconcentração, CAS - Chemical Abstracts Service, CE50 ou EC50 - Concentração efetiva 50%, CL50 ou LC50 - Concentração letal 50%, DL50 ou LD50 - Dose letal 50%, DNEL - Derived No-Effect Level, PNEC - Predicted No-Effect Concentration Ficha com Dados de Segurança (FDS) Conforme ABNT NBR 14725 Identificação do produto: MIRAX OXY DESINFETANTE HOSPITALAR Data da última revisão 08/02/2024 Versão: 7 FDS Nº 18 Página 8 de 8 Nova Renko Indústria Ltda. Rua Miguel Gimenes Alves, 630 – Jd. Santa Izabel - CEP:13.185.490 – Hortolândia – SP – SAC (11) 3385-0073 SAC: sac@renko.com.br - http: www.renko.com.br Página 1 de 3 MIRAX OXY DESINFETANTE PARA USO HOSPITALAR PARA SUPERFICIES FIXAS Descrição: Desinfetante formulado à base de Quaternário de Amônio de 5ª geração e Peróxido de Hidrogênio estabilizado com tensoativos biodegradáveis, desenvolvido para as áreas de assistência à saúde, tais como: clínicas médicas e odontológicas, consultórios, ambulatórios e hospitais. Possui excelente propriedade oxidante capaz de eliminar microrganismos patogênicos causadores de enfermidades e odores indesejáveis, através da ação das bolhas efervescentes de oxigênio ativo (O2). Apresenta eficiência comprovada contra as bactérias Staphylococcus aureus, Salmonella Choleraesuis, Pseudomonas Aeruginosa, Enterocuccus hirae, Acinetobacter Baumannii, Enterococcus spp. resistente à vancomicina(VRE), Klebsiella pneumoniae(KPC), Staphylococcus aureus resistente a meticilina(MRSA), Candida Albicans, Candida auris, Micobacterium smegmatis. Eficácia virucida: CORONAVÍRUS/ COVID19/MHV-3 (murino), HCoV-OC43, HCoV-HKU1, SARSr-CoV e MERS-CoV; ADENOVÍRUS TYPE 5; ADENOVÍRUS TYPE 5; NOROVÍRUS MURINO (Vesivírus, Lagovírus, Sapovírus e Norovírus). Características do produto: • Produto concentrado, proporcionando menor quantidade de itens em estoque; • Rápida diluição em água; • Possui agentes especiais de limpeza, que remove com grande facilidade a sujeira e gorduras; • Facilmente removido por enxágue; • Amplo espectro de ação contra bactérias gram-positivas e negativas, leveduras e algas; • Possui estabilidade de até 30 dias após diluição; • Efeito residual na superfície de até 14 dias; Indicação de uso: Na desinfecção de superfícies fixas e artigos não críticos como: pisos, paredes, portas, escadas, janelas, vidros, luminárias, bancadas, mesas, macas, mobiliário hospitalar, colchões, bandejas de medicação, maçanetas, telefones, pias, ralos, vasos sanitários, cesto de lixo, termômetro axilar, estetoscópio, suporte soro, aparelho de pressão, comadres, cadeiras de banho, papagaios, cubas. Possui excelente ação oxidante sobre: resíduos orgânicos, sangue, manchas de mofo, etc. Modo de Uso: Produto concentrado, podendo ser diluído antes do uso. Multirresistentes: Staphylococcus aureus resistente a meticilina (MRSA), Candida auris. Utilizar na proporção de 1 parte do produto para até 50 partes de água (1:50) tempo de contato de 10 minutos. Klebsiella pneumaniae (KPC), Acinetobacter Baumannii e Enterococcus spp. resistentes à vancomicina (VRE), utilizar na diluição de 1:100 (1 parte do produto para 100 partes de água), com o tempo de contato de 10 minutos. Eficácia Fungicida: Micobacterium smegmatis, utilizar na proporção de 1 parte do produto para até 25 partes de água (1:25), tempo de contato de 10 minutos. Candida Albicans utilizar na diluição de 1:100 (1 parte do produto para 100 partes de água), com o tempo de contato de 10 minutos. Eficácia Bactericida: Para limpeza e desinfecção de superfícies fixas e artigos não críticos contaminados com Staphylococcus aureus, Salmonella choleraesuis, Pseudomonas aeruginosa, Enterococcus BOLETIM TÉCNICO Revisão: 02/2022 N°113 Nova Renko Indústria Ltda. Rua Miguel Gimenes Alves, 630 – Jd. Santa Izabel - CEP:13.185.490 – Hortolândia – SP – SAC (11) 3385-0073 SAC: sac@renko.com.br - http: www.renko.com.br Página 2 de 3 hirae e Escherichia coli, utilizar na diluição de 1:100 (1 parte do produto para 100 partes de água), com o tempo de contato de 10 minutos. Eficácia virucida: CORONAVÍRUS/ COVID19/MHV-3 (murino), HCoV-OC43, HCoV-HKU1, SARSr-CoV e MERS-CoV; ADENOVÍRUS TYPE 5; ADENOVÍRUS TYPE 5; NOROVÍRUS MURINO (Vesivírus, Lagovírus, Sapovírus e Norovírus). Utilizar na diluição de 1:100 (1 parte do produto para 100 partes de água), com o tempo de contato de 2 minutos. Na limpeza geral de pisos e superfícies laváveis, utilizar na proporção de 1 parte do produto para até 250 partes de água (1:250), ou 4mL do produto em 1L de água. Aplique a solução do produto no piso ou superfície com o auxílio um pulverizador e uma esponja de limpeza, mop, escovão e deixe agir pelo tempo mínimo recomendado. Deixe o piso ou superfície secar, não há necessidade de enxague. Observação: Não armazenar ou diluir o produto, para uso, em recipientes metálicos, pois ocorrerá a desestabilização do peróxido de hidrogênio. Não reage com produtos à base de clorexidina. Estabilidade após diluição de até 30 dias, entretanto vão depender das seguintes condições: 1. Qualidade da água de diluição; 2. Tipo de embalagem para armazenagem; 3. Local de armazenagem e intempéries. Dados físico-químicos: Aparência Liquido translúcido Cor e Odor Incolor / Característico pH, a 25°C 1 - 2 Ingrediente ativos (H2O2) %. Peróxido de hidrogênio – 6,65% Cloreto de alquil dimetil benzil amônio e Cloreto de didecil dimetil amônio– 3,6% Densidade, g/mL a 25°C 1,020 – 1,040 Inflamabilidade Não inflamável Apresentação: Produto disponível em frascos de 1L e bombonas de 5L e 20L. Precauções de uso: CONSERVE FORA DO ALCANÇE DE CRIANÇAS E DOS ANIMAIS. PERIGO: CAUSA QUEIMADURAS GRAVES. CUIDADO: IRRITANTE PARA OS OLHOS E PELE. NÃO MISTURE COM OUTROS PRODUTOS. PRECAUÇÕES E CUIDADO EM CASO DE ACIDENTE: Não inale vapores/ aerossóis. Use luvas de proteção/ roupa de proteção apropriada, botas, proteção ocular, proteção facial. Lave as mãos cuidadosamente após manuseio. EM CASO DE INGESTÃO: Lave a boca. NÂO provoque vômito. EM CASO DE CONTATO COM A PELE (ou o cabelo): Retire imediatamente toda a roupa contaminada. Lave a pele com água/ tome um banho. Lave a roupa contaminada antes de utiliza-la novamente. EM CASO DE CONTATO COM OS OLHOS Lave cuidadosamente com água durante vários minutos. No caso de uso de lentes de contato, remova-as, se for fácil. Continue enxaguando. EM CASO DE INALAÇÃO: Remova a pessoa para local ventilado e em uma posição que não dificulte a respiração. Sempre que possível, em caso de acidentes, leve o rótulo ou embalagem do produto. Não misture com água na embalagem original. Nova Renko Indústria Ltda. Rua Miguel Gimenes Alves, 630 – Jd. Santa Izabel - CEP:13.185.490 – Hortolândia – SP – SAC (11) 3385-0073 SAC: sac@renko.com.br - http: www.renko.com.br Página 3 de 3 Nunca reutilize a embalagem vazia para outros fins. Cuidados de conservação: Este produto deve ser mantido em sua embalagem original e fechado. Conserve o produto em local seco ao abrigo do sol. Não utilize a embalagem vazia para outros fins. Lave com bastante água corrente os objetos e utensílios utilizados como medida antes de reutilizá-los. Prazo de validade: 24 meses a partir da data de fabricação. PEROXY 4D 15/05/2023, 09:44 Consultas - Agência Nacional de Vigilância Sanitária https://consultas.anvisa.gov.br/#/saneantes/produtos/25351015085201701/?numeroProcesso=25351015085201701 1/5 Consultas / Saneantes - Produtos Registrados / Saneantes - Produtos Registrados Detalhe do Produto: PEROXY 4D Nome da Empresa Spartan do Brasil Produtos Químicos Ltda. CNPJ 46.256.772/0002-70 Autorização 3.00.018-9 Nome Comercial PEROXY 4D Classe Terapêutica DESINFETANTE DE NÍVEL INTERMEDIÁRIO Registro 300180183 Processo 25351.015085/2017-01 Vencimento do registro 27/03/2027 Situação do Produto ATIVO Rótulo Visualizar 1º rótulo Apresentação ATIVA Forma Farmacêutica Nº Apres. Data de Publicação FRASCO DE PLASTICO OPACO + FILME DE POLIETILENO LIQUIDO 1 27/03/2017 Validade 2 anos Registro 3001801830014 Princípio Ativo Embalagem Primária - FRASCO DE PLASTICO OPACO Secundária - FILME DE POLIETILENO Local de Fabricação Fabricantes Nacionais Spartan do Brasil Produtos Químicos Ltda. - SUMARÉ - BRASIL Fabricantes Internacionais [sem dados cadastrados] Via de Administração [sem dados cadastrados] IFA único Não Conservação INDICADO NO TEXTO DE ROTULAGEM 15/05/2023, 09:44 Consultas - Agência Nacional de Vigilância Sanitária https://consultas.anvisa.gov.br/#/saneantes/produtos/25351015085201701/?numeroProcesso=25351015085201701 2/5 Restrição de prescrição [sem dados cadastrados] Restrição de uso [sem dados cadastrados] Destinação [sem dados cadastrados] Restrito a hospitais Não Informado Tarja [sem dados cadastrados] Medicamento de referência Não Apresentação fracionada Não Apresentação ATIVA Forma Farmacêutica Nº Apres. Data de Publicação BOMBONA PLASTICA + FILME DE POLIETILENO LIQUIDO 2 27/03/2017 Validade 2 anos Registro 3001801830022 Princípio Ativo Embalagem Primária - BOMBONA PLASTICA Secundária - FILME DE POLIETILENO Local de Fabricação Fabricantes Nacionais Spartan do Brasil Produtos Químicos Ltda. - SUMARÉ - BRASIL Fabricantes Internacionais [sem dados cadastrados] Via de Administração [sem dados cadastrados] IFA único Não Conservação INDICADO NO TEXTO DE ROTULAGEM Restrição de prescrição [sem dados cadastrados] Restrição de uso [sem dados cadastrados] Destinação [sem dados cadastrados] Restrito a hospitais Não Informado Tarja [sem dados cadastrados] 15/05/2023, 09:44 Consultas - Agência Nacional de Vigilância Sanitária https://consultas.anvisa.gov.br/#/saneantes/produtos/25351015085201701/?numeroProcesso=25351015085201701 3/5 Medicamento de referência Não Apresentação fracionada Não Apresentação ATIVA Forma Farmacêutica Nº Apres. Data de Publicação BOMBONA PLASTICA LIQUIDO 3 27/03/2017 Validade 2 anos Registro 3001801830030 Princípio Ativo Embalagem Primária - BOMBONA PLASTICA Local de Fabricação Fabricantes Nacionais Spartan do Brasil Produtos Químicos Ltda. - SUMARÉ - BRASIL Fabricantes Internacionais [sem dados cadastrados] Via de Administração [sem dados cadastrados] IFA único Não Conservação INDICADO NO TEXTO DE ROTULAGEM Restrição de prescrição [sem dados cadastrados] Restrição de uso [sem dados cadastrados] Destinação [sem dados cadastrados] Restrito a hospitais Não Informado Tarja [sem dados cadastrados] Medicamento de referência Não Apresentação fracionada Não Apresentação ATIVA Forma Farmacêutica Nº Apres. Data de Publicação TAMBOR PLASTICO LIQUIDO 4 27/03/2017 Validade 2 anos Registro 3001801830049 15/05/2023, 09:44 Consultas - Agência Nacional de Vigilância Sanitária https://consultas.anvisa.gov.br/#/saneantes/produtos/25351015085201701/?numeroProcesso=25351015085201701 4/5 Princípio Ativo Embalagem Primária - TAMBOR PLASTICO Local de Fabricação Fabricantes Nacionais Spartan do Brasil Produtos Químicos Ltda. - SUMARÉ - BRASIL Fabricantes Internacionais [sem dados cadastrados] Via de Administração [sem dados cadastrados] IFA único Não Conservação INDICADO NO TEXTO DE ROTULAGEM Restrição de prescrição [sem dados cadastrados] Restrição de uso [sem dados cadastrados] Destinação [sem dados cadastrados] Restrito a hospitais Não Informado Tarja [sem dados cadastrados] Medicamento de referência Não Apresentação fracionada Não Apresentação ATIVA Forma Farmacêutica Nº Apres. Data de Publicação ACONDICIONAMENTO NAO PREVISTO NA TABELA LIQUIDO 5 27/03/2017 Validade 2 anos Registro 3001801830057 Princípio Ativo Embalagem Primária - ACONDICIONAMENTO NAO PREVISTO NA TABELA Local de Fabricação Fabricantes Nacionais Spartan do Brasil Produtos Químicos Ltda. - SUMARÉ - BRASIL Fabricantes Internacionais [sem dados cadastrados] 15/05/2023, 09:44 Consultas - Agência Nacional de Vigilância Sanitária https://consultas.anvisa.gov.br/#/saneantes/produtos/25351015085201701/?numeroProcesso=25351015085201701 5/5 Via de Administração [sem dados cadastrados] IFA único Não Conservação INDICADO NO TEXTO DE ROTULAGEM Restrição de prescrição [sem dados cadastrados] Restrição de uso [sem dados cadastrados] Destinação [sem dados cadastrados] Restrito a hospitais Não Informado Tarja [sem dados cadastrados] Medicamento de referência Não Apresentação fracionada Não Voltar BOLETIM INFORMATIVO Desinfetante de nível intermediário e Detergente de Alto Desempenho, indicado para área hospitalar e todas as áreas que buscam por limpeza eficiente e desinfecção em uma única operação. Produto à base de Quaternário de Amônio de 5ª geração e Peróxido de Hidrogênio, ativos bactericidas que proporcionam alto desempenho em um amplo espectro de microrganismos e ação bacteriostática de 72 horas. Peroxy 4D O Peroxy 4D foi especialmente desenvolvido pensando nas dificuldades encontradas na área hospitalar em relação as bactérias super resistentes e surtos ocasionados por elas. Além disso, apresenta excelente relação custo benefício em aplicações de limpeza e desinfecção, nas mais diversas áreas, tais como: hospitais, clínicas, hotéis, shoppings, indústrias em geral, etc. Peroxy 4D limpa, desinfeta e alveja qualquer superfície lavável em uma única operação. A combinação dos ativos bactericidas Peróxido de Hidrogênio e Quaternário de Amônio de 5ª geração, elimina 99,999% de microrganismos da superfície. O Peróxido de Hidrogênio elimina os microrganismos por oxidação, enquanto o Quaternário de Amônio elimina por desnaturação, além de garantir ação bacteriostástica de 72 horas, ou seja, promove a segurança da superfície, protegendo-a da proliferação de microrganismos por tempo prolongado. LINHA HOSPITALAR Característica Tecnologia www.spartanbrasil.com.br Eficiência Cumprimento da Norma para Registro no MS: Staphylococcus Aureus, Salmonella Choleraesuis, Pseudomonas Aeruginosa, Escherichia Coli e Enterococcus Hirae, Acinetobacter Baumannii. Ação** Virucida SARS-CoV-2. Desinfetante e eliminador de Clostridium Difficile Tempo de ação para Candida auris na diluição de 1:100 é de 15 minutos. Para os demais microrganismos o tempo de ação é de 10 minutos. Cumprimento da Norma para Registro no MS: Tricophyton Mentagrophytes e Candida auris. Cumprimento da Norma para Registro no MS: Mycobacterium Bovis e Mycobacterium Smegmatis. Comumente Encontrado: Clostridium Difficile. Cumprimento da Norma para Registro no MS: Aspergillus Niger, Candida Albicans e Candida auris. **Observação: 1:100 Multirresistentes: Staphylococcus Aureus MRSA, Acinetobacter Baumannii Produtora de Carbapenemase, Enterococcus FaeciumVRE e Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase (KPC). 72h AÇÃO BACTERIOSTÁTICA FICIÊNCIA E CONTRA O NOVO CORONAVÍRUS (Sars-CoV-2) PEROXY 4D Desinfetante Hospitalar de Nível Intermediário Propriedades e Utilizações PEROXY 4D é desinfetante de nível intermediário e detergente de alto desempenho e indicado para área hospitalar. Formulado à base de Quaternário de Amônio de 5ª geração e Peróxido de Hidrogênio, ativos bactericidas que proporcionam alto desempenho em um amplo espectro de microrganismos, elimina 99,999% de microrganismos da superfície. O PEROXY 4D foi especialmente desenvolvido pensando nas dificuldades encontradas na área hospitalar em relação as bactérias super resistentes e surtos ocasionados por elas.Além disso, apresenta excelente relação custo benefício em aplicações de limpeza e desinfecção. Em hospitais, PEROXY 4D é indicado para áreas críticas, tais como, centros cirúrgicos, centro obstétrico, UTI, UTI Neonatal, unidade de diálise, setor de hemodinâmica, unidade de transplante, unidade de queimados, unidade de isolamento, área suja da lavanderia, etc., em áreas semicríticas, tais como, enfermaria, ambulatórios, banheiros, central de triagem, etc. PEROXY 4D é indicado também para laboratórios de análises clínicas, clínicas médicas, odontológicas e de estéticas. É ideal para desinfecção de superfícies fixas, tais como, piso, parede, teto, portas, bancadas, escadas, janelas, vidros, luminárias, equipamentos, mobiliários, louças sanitárias, macas, incubadoras, etc., e artigos não críticos, tais como, termômetro axilar, estetoscópio, suporte de soro, aparelhos de pressão, comadres, papagaios, bacias, cuba rim, cadeiras de banho, etc. PEROXY 4D é um desinfetante de nível intermediário, indicado para artigos de inaloterapia e assistência ventilatória. PEROXY 4D tem ação bactericida e bacteriostática, agindo com eficácia sobre as bactérias gram-positivas e gram-negativas. PEROXY 4D possui laudos que comprovam sua ação de desinfecção contra as bactérias Staphylococcus aureus, Salmonella choleraesuis, Pseudomonas aeruginosa, Acinetobacter baumannii, Enterococcus hirae, Escherichia coli e Stenotrophomonas maltophilia, ao vírus SARSCoV-2, a fungos Tricophyton mentagrophytes, Aspergillus niger, Candida albicans e Candida auris, as bactérias multirresistentes, Acinetobacter baumannii produtora de Carbapenemase (Multirresistente),VRE, Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase (KPC) e Staphylococcus MRSA, aos tubérculos Mycobacterium bovis e Mycobacterium smegmatis, e aos esporos Clostridium difficile. O poder bacteriostático do PEROXY 4D é comprovado por laudos, evidenciando que o produto deixa um residual de Quaternário de Amônio por 72 horas. Informações Técnicas CARACTERÍSTICAS FÍSICO- QUÍMICAS Aparência: Líquido Transparente Cor: Incolor Odor: Característico pH: 2,0 - 3,0 Princípio ativo bactericida: Peróxido de Hidrogênio 4,25% e Cloreto de cocobenzil alquil dimetil amônio, Cloreto de didecil dimetil amônio 5,6% COMPOSIÇÃO Água, tensoativo não-iônico, acidificante e ativos EMBALAGENS 2 x 5 L, 4 x 2 L PRODUTO SANEANTE REGISTRADO NA ANVISA/MS SOB N° 3.0018.0183 PEROXY 4D Desinfetante Hospitalar de Nível Intermediário Instruções de Uso Garantia A Spartan trabalha com Sistema de Gestão Integrada (SGI), que alinha as diretrizes da empresa com as gestões de qualidade, meio ambiente, comercial, saúde e segurança ocupacional, informação, pessoas, responsabilidade social e gestão de riscos.Dessa maneira, todas as áreas da empresa trabalham em sincronia para que a Spartan mantenha sua excelência em pessoas, produtos, serviços e sistemas. Para limpeza e desinfecção de nível intermediário (eliminação de Clostridium difficile) 1. Diluir PEROXY 4D, na diluição recomendada (atentar-se ao nível de carga orgânica na superfície). 2. Aplicar a solução de produto, com auxílio de pano descartável, pano microfibra ou fibra de limpeza. 3. Deixar agir por 10 minutos. 4. Enxaguar e secar, se houver necessidade. Para limpeza e desinfecção de superfícies fixas e artigos não críticos 1. Diluir PEROXY 4D, na diluição recomendada (atentar-se ao nível de carga orgânica na superfície). 2. Aplicar a solução de produto, com auxílio de pano descartável, pano microfibra ou fibra de limpeza. 3. Deixar agir por 10 minutos. 4. Enxaguar e secar, se houver necessidade. Para limpeza de pisos 1. Diluir PEROXY 4D, na diluição recomendada. 2. Aplicar a solução de produto, com auxílio de mop ou no tanque da máquina lavadora de pisos. 3. Deixar agir por 10 minutos. 4. Enxaguar, se houver necessidade. Método Diluições Limpador e desinfetante (para desinfecção de nível intermediário) 1:25 (40 mL de produto para 1 Litro de água) Método Diluições Limpador e desinfetante (para superfícies fixas e artigos não críticos) 1:100 (10 mL de produto para 1 Litro de água) Método Diluições Limpador (para limpeza de pisos) 1:250 (4 mL de produto para 1 Litro de água) PEROXY 4D Desinfetante Hospitalar de Nível Intermediário PEROXY 4D Desinfetante Hospitalar de Nível Intermediário Para limpeza e desinfecção de artigos de inaloterapia e assistência ventilatória 1. Realizar uma pré lavagem em imersão com detergente neutro, detergente enzimático ou Peroxy 4D. Deixe agir por 5 minutos e realize ação mecânica com auxílio de escova de cerdas macias ou fibras de limpeza.Enxaguar com água limpa 2. Imergir os artigos em uma nova solução de Peroxy 4D, deixando agir por 10 minutos 3. Enxaguar com água limpa e secar os artigos Método Diluições Para limpeza e desinfecção de artigos de inaloterapia e assistência ventilatória 1:25 (40 mL de produto para 1 Litro de água) www.spartanbrasil.com.br PEROXY 4D Ficha de informações de segurança de produtos químicos conforme com NBR 14725-4:2014 SEÇÃO 1: IDENTIFICAÇÃO 1.1 Identificador do produto: PEROXY 4D Outros meios de identificação: Não aplicável 1.2 Utilizações identificadas relevantes da substância ou mistura e utilizações desaconselhadas: Usos pertinentes: Desinfetante hospitalar Usos desaconselhados: Todos aqueles usos não especificados nesta epígrafe ou na epígrafe 7.3 1.3 Identificação do fornecedor da FISPQ: SPARTAN DO BRASIL PRODUTOS QUÍMICOS LTDA RODOVIA ADAUTO CAMPO DALL'ORTO, KM 1,9 - SP - 110/330 13.178-440 SUMARÉ - SP - BRASIL Tel.: (19) 3037-3300 www.spartanbrasil.com.br 1.4 Número de telefone de emergência: Pró Química 0800-110-8270 SEÇÃO 2: IDENTIFICAÇÃO DE PERIGOS 2.1 Classificação da substância ou mistura: NBR 14725-2: A classificação deste produto foi efetuada em conformidade com a norma NBR14725-2: Aquatic Chronic 2: Perigoso ao ambiente aquático – Crônico, Categoria 2, H411 Eye Irrit. 2A: Irritação ocular, categoria 2, H319 Skin Irrit. 2: Irritação cutânea, categoria 2, H315 2.2 Elementos do rótulo: NBR 14725-2: Atenção Frases de perigo: Aquatic Chronic 2: H411 - Tóxico para os organismos aquáticos, com efeitos prolongados. Eye Irrit. 2A: H319 - Provoca irritação ocular grave. Skin Irrit. 2: H315 - Provoca irritação à pele. Frases de precaução: P264: Lave cuidadosamente após o manuseio. P273: Evite a liberação para o meio ambiente. P280: Use luvas de proteção/roupa de proteção/proteção ocular/calçado protetor. P302+P352: EM CASO DE CONTATO COM A PELE: Lave com água e sabão em abundância. P305+P351+P338: EM CASO DE CONTATO COM OS OLHOS: Enxágue cuidadosamente com água durante vários minutos. No caso de uso de lentes de contato, remova-as, se for fácil. Continue enxaguando. P337+P313: Caso a irritação ocular persista: consulte um médico. P391: Recolha o material derramado. P501: Descarte o conteúdo e/ou o recipiente de acordo com a norma sobre resíduos perigosos ou embalagens e resíduos de embalagens, respetivamente. Composição química Cloreto Cocobenzil Alquildimetil Amônio + Cloreto de Didecil Dimetil Amônio; peróxido de hidrogénio em solução; 4-Nonilfenol, ramificado, etoxilado 2.3 Outros perigos que não resultam em uma classificação: Não aplicável SEÇÃO 3: COMPOSIÇÃO E INFORMAÇÕES SOBRE OS INGREDIENTES 3.1 Substância: Não aplicável - CONTINUA NA PÁGINA SEGUINTE - Impressão: 04/07/2023 Emissão: 29/09/2021 Revisão: 03/07/2023 Versão: 3 (substitui 2) Página 1/10 Documento gerado com o CHEMETER (www.siam-it.com) PEROXY 4D Ficha de informações de segurança de produtos químicos conforme com NBR 14725-4:2014 SEÇÃO 3: COMPOSIÇÃO E INFORMAÇÕES SOBRE OS INGREDIENTES (continuação) 3.2 Mistura: Descrição química: Mistura a base de tensoativos catiónicos e agente bactericida Componentes: De acordo com a norma NBR 14725-4:2014, o produto contém: Identificação Nome químico/classificação Concentração CAS: 127087-87-0 4-Nonilfenol, ramificado, etoxilado Acute Tox. 4: H302; Aquatic Acute 3: H402; Aquatic Chronic 3: H412; Eye Irrit. 2A: H319 - Atenção 2,5 - <10 % CAS: 61789-71-7+7173-51- 5 Cloreto Cocobenzil Alquildimetil Amônio + Cloreto de Didecil Dimetil Amônio Acute Tox. 3: H301; Aquatic Chronic 1: H410; Skin Corr. 1B: H314; STOT RE 2: H373 - Perigo 5,04 - <6,16 % CAS: 7722-84-1 peróxido de hidrogénio em solução Acute Tox. 4: H302+H332; Acute Tox. 5: H313; Ox. Liq. 1: H271; Skin Corr. 1A: H314 - Perigo 3,82 - <4,67 % Para mais informações sobre a perigosidade da substâncias, consultar as seções 11, 12 e 16. SEÇÃO 4: MEDIDAS DE PRIMEIROS-SOCORROS 4.1 Descrição das medidas de primeiros socorros: Os sintomas como consequência de uma intoxicação podem apresentar-se posteriormente à exposição, pelo que, em caso de dúvida, exposição direta ao produto químico ou persistência do sintoma, solicitar cuidados médicos, mostrando a FISPQ deste produto. Por inalação: Trata-se de um produto não classificado como perigoso por inalação, no entanto, no caso de sintomas de intoxicação é recomendado retirar o afetado do local de exposição, administrar ar limpo e mantê-lo em repouso. Solicitar cuidados médicos no caso de que os sintomas persistam. Por contato com a pele: Tirar a roupa e os sapatos contaminados, limpar a pele ou lavar a zona afetada com água fria abundante e sabão neutro. Em caso de afeção grave consultar um médico. Se o produto causar queimaduras ou congelação, não se deve tirar a roupa pois poderá agravar a lesão se esta estiver colada à pele. Caso se formem bolhas na pele, estás não se devem rebentar pois aumentaria o risco de infeção. Por contato com os olhos: Enxaguar os olhos com água em abundância à temperatura ambiente pelo menos durante 15 minutos. Evitar que o afetado esfregue ou feche os olhos. No caso, do afetado usar lentes de contato, estas devem ser retiradas sempre que não estejam coladas aos olhos, pois, de outro modo, poderia produzir-se um dano adicional. Em todos os casos, depois da lavagem, deve consultar um médico o mais rapidamente possível com a FISPQ do produto. Por ingestão/aspiração: Não induzir o vómito, caso isto aconteça, manter a cabeça inclinada para a frente para evitar a aspiração. Manter o afetado em repouso. Enxaguar a boca e a garganta, porque existe a possibilidade de que tenham sido afetadas na ingestão. 4.2 Sintomas e efeitos mais importantes, agudos ou tardios: Os efeitos agudos e retardados são os indicados nos pontos 2 e 11. 4.3 Notas para o medico: Não aplicável SEÇÃO 5: MEDIDAS DE COMBATE A INCÊNDIO 5.1 Meios de extinção: Meios de extinção adequados: Produto não inflamável em condições normais de armazenamento, manipulação e uso. Utilizar preferencialmente agua. Meios de extinção inadequados: Não aplicável 5.2 Perigos específicos da substância ou mistura: Como consequência da combustão ou decomposição térmica são gerados subprodutos de reação que podem ser altamente tóxicos e, consequentemente, podem apresentar um risco elevado para a saúde. 5.3 Medidas de proteção da equipe de combate a incêndio: - CONTINUA NA PÁGINA SEGUINTE - Impressão: 04/07/2023 Emissão: 29/09/2021 Revisão: 03/07/2023 Versão: 3 (substitui 2) Página 2/10 Documento gerado com o CHEMETER (www.siam-it.com) PEROXY 4D Ficha de informações de segurança de produtos químicos conforme com NBR 14725-4:2014 SEÇÃO 5: MEDIDAS DE COMBATE A INCÊNDIO (continuação) Em função da magnitude do incêndio, poderá ser necessário o uso de roupa protetora completa e equipamento de respiração autónomo. Dispor de um mínimo de instalações de emergência ou elementos de atuação (mantas ignífugas, farmácia portátil, etc.) Disposições adicionais: Atuar conforme o Plano de Emergência Interno e as Fichas Informativas sobre a atuação perante acidentes e outras emergências. Suprimir qualquer fonte de ignição. Em caso de incêndio, refrigerar os recipientes e tanques de armazenamento de produtos suscetíveis de inflamação, explosão ou "BLEVE" como consequência de elevadas temperaturas. Evitar o derrame dos produtos utilizados na extinção do incêndio no meio aquático. SEÇÃO 6: MEDIDAS DE CONTROLE PARA DERRAMAMENTO OU VAZAMENTO 6.1 Precauções pessoais, equipamento de proteção e procedimentos de emergência: Para o pessoal que não faz parte dos serviços de emergência: Isolar as fugas sempre que não representar um risco adicional para as pessoas que desempenhem esta função. Perante a exposição potencial com o produto derramado, é obrigatório o uso de elementos de proteção pessoal (ver epígrafe 8). Evacuar a zona e manter as pessoas sem proteção afastadas. Para o pessoal do serviço de emergência: Usar equipamento de protecção. Manter as pessoas desprotegidas afastadas. Ver SEÇÃO 8. 6.2 Precauções ao meio ambiente: Evitar a todo o custo qualquer tipo de derrame no meio aquático. Conter adequadamente o produto absorvido em recipientes hermeticamente precintáveis. Notificar a autoridade competente no caso de exposição ao público em geral ou ao meio ambiente. 6.3 Métodos e materiais para a contenção e limpeza: Recomenda-se: Absorver o derrame através de areia ou absorvente inerte e transladar para um local seguro. Não absorver com serradura ou outros absorventes combustíveis. Para qualquer consideração relativa à eliminação, consultar a epígrafe 13. 6.4 Remissão para outras secções: Veja as seções 8 e 13. SEÇÃO 7: MANUSEIO E ARMAZENAMENTO 7.1 Precauções para um manuseio seguro: A.- Precauções para a manipulação segura Cumprir a legislação vigente em matéria de prevenção de riscos laborais quanto ao manuseamento de cargas. Manter ordem, limpeza e eliminar por métodos seguros (epígrafe 6). B.- Recomendações técnicas para a prevenção de incêndios e explosões. É recomendado transvazar a velocidades lentas para evitar a criação de cargas eletrostáticas que possam afetar produtos inflamáveis. Consultar a epígrafe 10 sobre condições e matérias que devem ser evitadas. C.- Recomendações técnicas para prevenir riscos ergonómicos e toxicológicos. Não comer nem beber durante o seu manuseamento, lavando as mãos posteriormente com produtos de limpeza adequados. D.- Recomendações técnicas para prevenir riscos meio ambientais. Devido ao perigo que este produto representa para o meio ambiente, é recomendado que seja manipulado dentro de uma área que disponha de barreiras de controlo da contaminação em caso de derrame, assim como dispor de material absorvente nas imediações do mesmo 7.2 Condições de armazenamento seguro, incluindo qualquer incompatibilidade: A.- Medidas técnicas de armazenamento Armazenar em local fresco, seco e ventilado B.- Condições gerais de armazenamento. Evitar fontes de calor, radiação, eletricidade estática e o contato com alimentos. Para informação adicional, ver epígrafe 10.5 7.3 Utilizações finais específicas: Exceto as indicações já especificadas, não é necessário realizar nenhuma recomendação especial quanto às utilizações deste produto. SEÇÃO 8: CONTROLE DE EXPOSIÇÃO E PROTEÇÃO INDIVIDUAL - CONTINUA NA PÁGINA SEGUINTE - Impressão: 04/07/2023 Emissão: 29/09/2021 Revisão: 03/07/2023 Versão: 3 (substitui 2) Página 3/10 Documento gerado com o CHEMETER (www.siam-it.com) PEROXY 4D Ficha de informações de segurança de produtos químicos conforme com NBR 14725-4:2014 SEÇÃO 8: CONTROLE DE EXPOSIÇÃO E PROTEÇÃO INDIVIDUAL (continuação) 8.1 Parâmetros de controle: Substâncias cujos limites de tolerância e valores teto devem ser controladas no ambiente de trabalho: Não existem valores limites ambientais para as substâncias que constituem o produto. 8.2 Medidas de controle de engenharia: A.- Medidas de proteção pessoal Cumprir com a NORMA REGULAMENTADORA N.º 01 -DISPOSIÇÕES GERAIS e GERENCIAMENTO DE RISCOS OCUPACIONAIS atualizada pela PORTARIA Nº 6.730, DE 9 DE MARÇO DE 2020. Como medida de prevenção recomenda-se a utilização de equipamentos de proteção individuais básicos. Para mais informações sobre os equipamentos de proteção individual (armazenamento, utilização, limpeza, manutenção, classe de proteção,…) consultar o folheto informativo fornecido pelo fabricante do EPI. As indicações contidas neste ponto referem-se ao produto puro. As medidas de proteção para o produto diluído podem variar em função do seu grau de diluição, uso, método de aplicação, etc. Para determinar o cumprimento de instalação de chuveiro de emergência e/ou lavaolhos nos armazéns deve ter-se em conta a regulamentação referente ao armazenamento de produtos químicos aplicável em cada caso. Para mais informações ver epígrafe 7.1 e 7.2. Toda a informação aqui apresentada é uma recomendação, sendo necessário a sua implementação por parte dos serviços de prevenção de riscos laborais ao desconhecer as medidas de prevenção adicionais que a empresa possa dispor. B.- Proteção respiratória: Será necessária a utilização de equipamentos de proteção no caso de formação de neblinas ou no caso de ultrapassar os limites de exposição profissional. C.- Proteção específica das mãos. Pictograma EPI Observações Proteção obrigatória das mãos Luvas de proteção contra riscos menores Substituir as luvas perante qualquer indício de deterioração. Para períodos de exposição prolongados ao produto para utilizadores profissionais/industriais torna-se recomendável a utilização de luvas de proteção quimica. Segundo a norma ABNT NBR 13712:1996. Dado que o produto é uma mistura de diferentes materiais, a resistência do material das luvas não se pode calcular de antemão com total fiabilidade e, portanto, têm de ser controladas antes da sua aplicação. D.- Proteção ocular e facial Pictograma EPI Observações Proteção obrigatória da cara Óculos panorâmicos contra salpicos/projeções Limpar diariamente e desinfetar periodicamente de acordo com as instruções do fabricante. Recomenda-se a sua utilização, no caso de risco de salpicos. Segundo a norma ABNT NBR 16360:2015. E.- Proteção corporal Pictograma EPI Observações Roupa de trabalho Substituir perante qualquer indício de deterioração. Para períodos de exposição prolongados ao produto por utilizadores profissionais/industriais é recomendável CE III, de acordo com as normas EN ISO 6529:2013, EN ISO 6530:2005, EN ISO 13688:2013, EN 464:1995 Calçado de trabalho anti-derrapante Substituir perante qualquer indício de deterioração. Para períodos de exposição prolongados ao produto por utilizadores profissionais/industriais é recomendável CE III, de acordo com as normas EN ISO 20345:2012 e EN 13832-1:2007 F.- Medidas complementares de emergência Medida de emergência Normas Medida de emergência Normas Chuveiro de emergência ANSI Z358-1 ISO 3864-1:2011, ISO 3864-4:2011 Lavagem dos olhos DIN 12 899 ISO 3864-1:2011, ISO 3864-4:2011 Controle da exposição ambiental: Em virtude da legislação de proteção do meio ambiente, é recomendado evitar o derrame tanto do produto como da sua embalagem no meio ambiente. Para informação adicional, ver epígrafe 7.1.D NBR 16388:2015 - Tintas para construção civil: - CONTINUA NA PÁGINA SEGUINTE - Impressão: 04/07/2023 Emissão: 29/09/2021 Revisão: 03/07/2023 Versão: 3 (substitui 2) Página 4/10 Documento gerado com o CHEMETER (www.siam-it.com) PEROXY 4D Ficha de informações de segurança de produtos químicos conforme com NBR 14725-4:2014 SEÇÃO 8: CONTROLE DE EXPOSIÇÃO E PROTEÇÃO INDIVIDUAL (continuação) Compostos orgânicos voláteis: 5,6 % peso Densidade de C.O.V. a 20 ºC: 56,7 kg/m³ (56,7 g/L) SEÇÃO 9: PROPRIEDADES FÍSICAS E QUÍMICAS 9.1 Informações sobre propriedades físicas e químicas de base: Para obter informações completas ver a ficha técnica do produto. Aspecto físico: Estado físico a 20 ºC: Líquido. Aspecto: Transparente Cor: Incolor Odor: Característico Limiar olfativo: Não aplicável * Volatilidade: Ponto de ebulição à pressão atmosférica: >80 ºC Pressão de vapor a 20 ºC: 2268 Pa Pressão de vapor a 50 ºC: 11966,76 Pa (11,97 kPa) Taxa de evaporação a 20 ºC: Não aplicável * Caracterização do produto: Densidade a 20 ºC: 987 - 1038 kg/m³ Densidade relativa a 20 ºC: 1,013 Viscosidade dinâmica a 20 ºC: 1 - 10 cP Viscosidade cinemática a 20 ºC: Não aplicável * Viscosidade cinemática a 40 ºC: Não aplicável * Concentração: Não aplicável * pH: 2 - 3 Densidade do vapor a 20 ºC: Não aplicável * Coeficiente de partição n-octanol/água: Não aplicável * Solubilidade em água a 20 ºC: Não aplicável * Propriedade de solubilidade: Não aplicável * Temperatura de decomposição: Não aplicável * Ponto de fusão/ponto de congelação: Não aplicável * Inflamabilidade: Ponto de fulgor: Não inflamável (>93 ºC) Inflamabilidade (sólido, gás): Não aplicável * Temperatura de auto-ignição: 315 ºC Limite de inflamabilidade inferior: Não aplicável * Limite de inflamabilidade superior: Não aplicável * Características das partículas: Diâmetro equivalente mediano: Não aplicável 9.2 Outras informações: Informações relativas às classes de perigo físico: Propriedades explosivas: Não aplicável * Propriedades comburentes: Não aplicável * *Não existem dados disponíveis a data da elaboração deste documento ou porque não é aplicável devido a natureza e perigo do produto - CONTINUA NA PÁGINA SEGUINTE - Impressão: 04/07/2023 Emissão: 29/09/2021 Revisão: 03/07/2023 Versão: 3 (substitui 2) Página 5/10 Documento gerado com o CHEMETER (www.siam-it.com) PEROXY 4D Ficha de informações de segurança de produtos químicos conforme com NBR 14725-4:2014 SEÇÃO 9: PROPRIEDADES FÍSICAS E QUÍMICAS (continuação) Corrosivos para os metais: Não aplicável * Calor de combustão: Não aplicável * Aerossóis-percentagem total (em massa) de componentes inflamáveis: Não aplicável * Outras características de segurança: Tensão superficial a 20 ºC: Não aplicável * Índice de refracção: Não aplicável * Brix: 11,0 - 14,0% Nas diluições de 1:100; 1:25 e 1:10 - pH: 6,0 - 8,0 *Não existem dados disponíveis a data da elaboração deste documento ou porque não é aplicável devido a natureza e perigo do produto SEÇÃO 10: ESTABILIDADE E REATIVIDADE 10.1 Reatividade: Não se esperam reações perigosas se cumprirem as instruções técnicas de armazenamento de produtos químicos. 10.2 Estabilidade química: Quimicamente estável nas condições de manuseamento, armazenamento e utilização. 10.3 Possibilidade de reações perigosas: Sob as condições não são esperadas reações perigosas para produzir uma pressão ou temperaturas excessivas. 10.4 Condições a serem evitadas: Aplicáveis para manipulação e armazenamento à temperatura ambiente: Choque e fricção Contato com o ar Aquecimento Luz Solar Humidade Não aplicável Não aplicável Não aplicável Não aplicável Não aplicável 10.5 Materiais incompatíveis: Ácidos Água Matérias comburentes Matérias combustíveis Outros Evitar ácidos fortes Não aplicável Evitar incidência direta Precaução Evitar alcalis ou bases fortes 10.6 Produtos perigosos da decomposição: Ver epígrafe 10.3, 10.4 e 10.5 para conhecer os produtos de decomposição especificamente. Dependendo das condições de decomposição, como consequência da mesma podem ser libertadas misturas complexas de substâncias químicas: dióxido de carbono (CO₂), monóxido de carbono e outros compostos orgânicos. SEÇÃO 11: INFORMAÇÕES TOXICOLÓGICAS 11.1 Informações sobre os efeitos toxicológicos: Não se dispõem de dados experimentais do produto em si relativamente às propriedades toxicológicas Efeitos perigosos para a saúde: Em caso de exposição repetitiva, prolongada ou a concentrações superiores às estabelecidas pelos limites de exposição ocupacional, podem ocorrer efeitos adversos para a saúde em função da via de exposição: A- Ingestão (efeito agudo): - Toxicidade aguda: Com base nos dados disponíveis, os critérios de classificação não são preenchidos, no entanto, apresenta substâncias classificadas como perigosas por ingestão. Para mais informação, ver epígrafe 3. - Corrosividade/Irritação: A ingestão de uma dose considerável pode originar irritação da garganta, dor abdominal, náuseas e vómitos. B- Inalação (efeito agudo): - Toxicidade aguda: Com base nos dados disponíveis, os critérios de classificação não são preenchidos, no entanto, apresenta substâncias classificadas como perigosas por inalação. Para mais informação, ver epígrafe 3. - Corrosividade/Irritação: Com base nos dados disponíveis, os critérios de classificação não são preenchidos, no entanto apresenta substâncias classificadas como perigosas para este artigo. Para mais informações ver seção 3. C- Contato com a pele e os olhos. (efeito agudo): - Contato com a pele: Produz inflamação cutânea. - Contato com os olhos: Lesões oculares após o contato - CONTINUA NA PÁGINA SEGUINTE - Impressão: 04/07/2023 Emissão: 29/09/2021 Revisão: 03/07/2023 Versão: 3 (substitui 2) Página 6/10 Documento gerado com o CHEMETER (www.siam-it.com) PEROXY 4D Ficha de informações de segurança de produtos químicos conforme com NBR 14725-4:2014 SEÇÃO 11: INFORMAÇÕES TOXICOLÓGICAS (continuação) D- Efeitos CMR (carcinogenicidade, mutagenicidade e toxicidade para a reprodução): - Carcinogenicidade: Com base nos dados disponíveis, os critérios de classificação não são preenchidos e não apresenta substâncias classificadas como perigosas para os efeitos descritos. Para mais informação, ver epígrafe 3. IARC: peróxido de hidrogénio em solução (3) - Mutagenicidade: Com base nos dados disponíveis, os critérios de classificação não são preenchidos, não apresentando substâncias classificadas como perigosas para este artigo. Para mais informações ver seção 3. - Toxicidade pela reprodução: Com base nos dados disponíveis, os critérios de classificação não são preenchidos, não apresentando substâncias classificadas como perigosas para este artigo. Para mais informações ver seção 3. E- Efeitos de sensibilização: - Respiratória: Com base nos dados disponíveis, os critérios de classificação não são preenchidos e não apresenta substâncias classificadas como perigosas com efeitos sensibilizantes. Para mais informação, ver epígrafe 3. - Cutânea: Com base nos dados disponíveis, os critérios de classificação não são preenchidos, não apresentando substâncias classificadas como perigosas para este artigo. Para mais informações ver seção 3. F- Toxicidade para órgãos-alvo específicos (STOT), tempo de exposição: Com base nos dados disponíveis, os critérios de classificação não são preenchidos, não apresentando substâncias classificadas como perigosas para este artigo. Para mais informações ver seção 3. G- Toxicidade para órgãos-alvo específicos (STOT), a exposição repetida: - Toxicidade para órgãos-alvo específicos (STOT), a exposição repetida: Com base nos dados disponíveis, os critérios de classificação não são preenchidos, no entanto, apresenta substâncias classificadas como perigosas por exposição repetitiva. Para mais informações, consultar a epígrafe 3. - Pele: Com base nos dados disponíveis, os critérios de classificação não são preenchidos, não apresentando substâncias classificadas como perigosas para este artigo. Para mais informações ver seção 3. H- Perigo de aspiração: Com base nos dados disponíveis, os critérios de classificação não são preenchidos, não apresentando substâncias classificadas como perigosas para este artigo. Para mais informações ver seção 3. Outras informações: Não aplicável Informação toxicológica específica das substâncias: Identificação Toxicidade aguda Género 4-Nonilfenol, ramificado, etoxilado DL50 oral 500 mg/kg (ATEi) CAS: 127087-87-0 DL50 cutânea >5000 mg/kg CL50 inalação >20 mg/L peróxido de hidrogénio em solução DL50 oral 500 mg/kg (ATEi) CAS: 7722-84-1 DL50 cutânea >5000 mg/kg CL50 inalação 11 mg/L (ATEi) Cloreto Cocobenzil Alquildimetil Amônio + Cloreto de Didecil Dimetil Amônio DL50 oral 2100 mg/kg Ratazana CAS: 61789-71-7+7173-51-5 DL50 cutânea 1100 mg/kg Ratazana CL50 inalação >20 mg/L SEÇÃO 12: INFORMAÇÕES ECOLÓGICAS Não se dispõem de dados experimentais do produto em si relativamente às propriedades ecotoxicológicas 12.1 Ecotoxicidade: Toxicidade aguda: Identificação Concentração Espécie Género Cloreto Cocobenzil Alquildimetil Amônio + Cloreto de Didecil Dimetil Amônio CL50 >0,1 - 1 mg/L (96 h) Peixe CAS: 61789-71-7+7173-51-5 EC50 >0,1 - 1 mg/L (48 h) Crustáceo EC50 >0,1 - 1 mg/L (72 h) Alga peróxido de hidrogénio em solução CL50 16,4 mg/L (96 h) Pimephales promelas Peixe CAS: 7722-84-1 EC50 7,7 mg/L (24 h) Daphnia magna Crustáceo EC50 2,5 mg/L (72 h) Chlorella vulgaris Alga - CONTINUA NA PÁGINA SEGUINTE - Impressão: 04/07/2023 Emissão: 29/09/2021 Revisão: 03/07/2023 Versão: 3 (substitui 2) Página 7/10 Documento gerado com o CHEMETER (www.siam-it.com) PEROXY 4D Ficha de informações de segurança de produtos químicos conforme com NBR 14725-4:2014 SEÇÃO 12: INFORMAÇÕES ECOLÓGICAS (continuação) Identificação Concentração Espécie Género 4-Nonilfenol, ramificado, etoxilado CL50 84,7 mg/L (96 h) Lepomis macrochirus Peixe CAS: 127087-87-0 EC50 23 mg/L (48 h) Daphnia magna Crustáceo EC50 19,5 mg/L (72 h) Desmodesmus subspicatus Alga 12.2 Persistência e degradabilidade: Informação específica das substâncias: Identificação Degradabilidade Biodegradabilidade Cloreto Cocobenzil Alquildimetil Amônio + Cloreto de Didecil Dimetil Amônio DBO5 Não aplicável Concentração 100 mg/L CAS: 61789-71-7+7173-51-5 DQO Não aplicável Período 28 dias DBO5/DQO Não aplicável % Biodegradado 25 % 4-Nonilfenol, ramificado, etoxilado DBO5 Não aplicável Concentração Não aplicável CAS: 127087-87-0 DQO Não aplicável Período 28 dias DBO5/DQO Não aplicável % Biodegradado 81 % 12.3 Potencial bioacumulativo: Informação específica das substâncias: Identificação Potencial de bioacumulação Cloreto Cocobenzil Alquildimetil Amônio + Cloreto de Didecil Dimetil Amônio BCF 5 CAS: 61789-71-7+7173-51-5 Log POW -1,67 Potencial Baixo 4-Nonilfenol, ramificado, etoxilado BCF 8 CAS: 127087-87-0 Log POW 5,67 Potencial Baixo 12.4 Mobilidade no solo: Identificação Absorção/dessorção Volatilidade 4-Nonilfenol, ramificado, etoxilado Koc 427 Henry Não aplicável CAS: 127087-87-0 Conclusão Baixo Solo seco Não aplicável Tensão superficial Não aplicável Solo úmido Não aplicável 12.5 Resultados da avaliação PBT e mPmB: Não aplicável 12.6 Outros efeitos adversos: Não descritos SEÇÃO 13: CONSIDERAÇÕES SOBRE DESTINAÇÃO FINAL 13.1 Métodos recomendados para destinação final: Gestão do resíduo (eliminação e valorização): Consultar o gestor de resíduos autorizado para as operações de valorização e eliminação. No caso da embalagem ter estado em contato direto com o produto, esta será tratada do mesmo modo como o próprio produto, caso contrário será tratada com resíduo não perigoso. Não se aconselha o seu vazamento em cursos de água. Ver epígrafe 6.2. Disposições relacionadas com a gestão de resíduos: Disposições estatais relacionadas com a gestão de resíduos: NBR 10004:2004, Resíduos sólidos - Classificação. NBR 16725:2014, Resíduo químico — Informações sobre segurança, saúde e meio ambiente — Ficha com dados de segurança de resíduos químicos (FDSR) e rotulagem. Lei Nº 12305/2010 - Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Decreto nº 7.404 de 23 de Dezembro de 2010, Regulamenta a Lei no 12.305, de 2 de agosto de 2010 SEÇÃO 14: INFORMAÇÕES SOBRE TRANSPORTE Este produto não é regulamentado para transporte (Terrestre,IMDG,IATA) - CONTINUA NA PÁGINA SEGUINTE - Impressão: 04/07/2023 Emissão: 29/09/2021 Revisão: 03/07/2023 Versão: 3 (substitui 2) Página 8/10 Documento gerado com o CHEMETER (www.siam-it.com) PEROXY 4D Ficha de informações de segurança de produtos químicos conforme com NBR 14725-4:2014 SEÇÃO 15: INFORMAÇÕES SOBRE REGULAMENTAÇÕES 15.1 Regulamentação/legislação específica para a substância ou mistura em matéria de saúde, segurança e ambiente: - Lista nacional de agentes cancerígenos para humanos – LINACH: Não aplicável Disposições particulares em matéria de proteção das pessoas ou do meio ambiente: É recomendado utilizar a informação recompilada nesta FISPQ como dados de entrada numa avaliação de riscos das circunstâncias locais com o objetivo de estabelecer as medidas necessárias de prevenção de riscos para o manuseamento, utilização, armazenamento e eliminação deste produto. Outras legislações: NBR 14725-1:2009 Versão Corrigida:2010, Produtos químicos Informações sobre segurança, saúde e meio ambiente. Parte 1: Terminologia NBR 14725-2:2019 equivale ao conjunto ABNT NBR 14725-2:2009 Versão corrigida:2010 e Emenda 1, de 13.06.2019. Parte 2: Sistema de classificação de perigo NBR 14725-3:2017, Produtos químicos Informações sobre segurança, saúde e meio ambiente. Parte 3: Rotulagem NBR 14725-4:2014, Produtos químicos — Informações sobre segurança, saúde e meio ambiente. Parte 4: Ficha de informações de segurança de produtos químicos (FISPQ). NBR 15480:2018, Transporte rodoviário de produtos perigosos - Programa de gerenciamento de risco e plano de ação de emergência NBR 15481:2017, Transporte rodoviário de produtos perigosos — Requisitos mínimos de segurança NBR 7500:2018, Identificação para o transporte terrestre, manuseio, movimentação e armazenamento de produtos NBR 7501:2011, Transporte terrestre de produtos perigosos — Terminologia NBR 10004:2004, Resíduos sólidos Classificação Lei Nº 12305/2010 Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Decreto nº 7.404 de 23 de Dezembro de 2010 e Decreto nº 9.177 de 23 de Outubro de 2017, Regulamenta a Lei no 12.305, de 2 de agosto de 2010. NBR 16725:2014, Resíduo químico — Informações sobre segurança, saúde e meio ambiente — Ficha com dados de segurança de resíduos químicos (FDSR) e rotulagem. RESOLUÇÃO Nº 5.998, DE 3 DE NOVEMBRO DE 2022 - Atualiza o Regulamento para o Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos e aprova as suas Instruções Complementares, e dá outras providências. SEÇÃO 16: OUTRAS INFORMAÇÕES Legislação aplicável á FISPQ: Esta FISPQ foi desenvolvida em conformidade com NBR 14725-4:2014, Produtos químicos — Informações sobre segurança, saúde e meio ambiente. Parte 4: Ficha de informações de segurança de produtos químicos (FISPQ) Textos das frases contempladas na seção 2: H315: Provoca irritação à pele. H319: Provoca irritação ocular grave. H411: Tóxico para os organismos aquáticos, com efeitos prolongados. Textos das frases contempladas na seção 3: As frases indicadas não se referem ao produto em si, são apenas a título informativo e fazem referência aos componentes individuais que aparecem na secção 3 NBR 14725-2: Acute Tox. 3: H301 - Tóxico se ingerido. Acute Tox. 4: H302 - Nocivo se ingerido. Acute Tox. 4: H302+H332 - Nocivo por ingestão ou inalação. Acute Tox. 5: H313 - Pode ser nocivo em contato com a pele. Aquatic Acute 3: H402 - Nocivo para os organismos aquáticos. Aquatic Chronic 1: H410 - Muito tóxico para os organismos aquáticos, com efeitos prolongados. Aquatic Chronic 3: H412 - Nocivo para os organismos aquáticos, com efeitos prolongados. Eye Irrit. 2A: H319 - Provoca irritação ocular grave. Ox. Liq. 1: H271 - Pode provocar incêndio ou explosão, muito comburente. Skin Corr. 1A: H314 - Provoca queimadura severa à pele e dano aos olhos. Skin Corr. 1B: H314 - Provoca queimadura severa à pele e dano aos olhos. STOT RE 2: H373 - Pode provocar danos aos órgãos por exposição repetida ou prolongada. Conselhos relativos à formação: Recomenda-se formação mínima em matéria de prevenção de riscos laborais ao pessoal que vai a manipular este produto, com a finalidade de facilitar a compreensão e a interpretação desta FISPQ, bem como da etiqueta / rótulo do produto. Principais fontes de literatura: Associação brasileira de normas técnicas Abreviaturas e acrónimos: - CONTINUA NA PÁGINA SEGUINTE - Impressão: 04/07/2023 Emissão: 29/09/2021 Revisão: 03/07/2023 Versão: 3 (substitui 2) Página 9/10 Documento gerado com o CHEMETER (www.siam-it.com) PEROXY 4D Ficha de informações de segurança de produtos químicos conforme com NBR 14725-4:2014 SEÇÃO 16: OUTRAS INFORMAÇÕES (continuação) (FISPQ) Ficha de informações de segurança de produtos químicos (IMDG) Código Marítimo Internacional de Mercadorias Perigosas (IATA) Associação Internacional de Transporte Aéreo (ICAO) Organização de Aviação Civil Internacional (DQO) Demanda Química de oxigénio (DBO5) Demanda biológica de oxigénio aos 5 dias (BCF) Fator de bioconcentração (DL50) dose letal 50 (CL50) concentração letal 50 (EC50) concentração efetiva 50 (Log POW) logaritmo coeficiente partição octanol-água (Koc) coeficiente de partição do carbono orgânico (EPI) Equipamento de proteção individual (IARC) Centro Internacional de Investigação do Cancro As informações constantes desta ficha são baseadas nos nossos melhores conhecimentos até à data de publicação, e são prestadas de boa fé. Devem no entanto ser entendidas como guia, não constituindo garantia, uma vez que as operações com o produto não estão sob nosso controlo, não assumindo esta empresa, qualquer responsabilidade por perdas ou danos daí resultantes.Estas informações não dispensam, em nenhum caso, ao utilizador do produto de cumprir e respeitar a legislação e normas aplicáveis ao produto, à segurança, à higiene e à proteção da saúde do Homem e do meio ambiente, e de efectuar suficiente verificação e teste processual de eficácia. Os trabalhadores envolvidos e responsáveis pela área de segurança deverão ter acesso às informações constantes desta ficha de forma a garantir a segurança na armazenagem, manuseamento e transporte deste produto. FIM DA FISPQ Impressão: 04/07/2023 Emissão: 29/09/2021 Revisão: 03/07/2023 Versão: 3 (substitui 2) Página 10/10 Documento gerado com o CHEMETER (www.siam-it.com) Boletim de Análise – BA LMG-00328/23 Página 1 de 4 SQB 0623/i (P) – Registro da Qualidade (Atualizado em 13/Dezembro/2021) SQB 0623/I (P) – Quality Record (updated December, 13, 2021) Bioagri Laboratórios Ltda. Piracicaba-SP | Rodovia SP 127, Km 24 | Guamium – Caixa postal: 573 | CEP: 13.412-000 | merieuxnutrisciences.com DADOS REFERENTES AO CLIENTE Nome da Empresa do Solicitante*: SPARTAN DO BRASIL PRODUTOS QUÍMICOS LTDA Endereço*: Rodovia Adauto Campo Dall ‘Orto, km 1,9 – SP 110-330 – Jardim Manchester (Nova Veneza) - Sumaré - São Paulo - 13178-440 DADOS DO ENSAIO Ensaio: Determ. da ativid. bactericida de desinf. químicos para instrumentos utilizados em áreas médicas pelo método de ensaio e prescrição (fase 2, etapa 2) N° do Processo Comercial: 01294/23 Data de início do ensaio: 27/04/2023 Data do fim do ensaio: 11/05/2023 Metodologia utilizada: EN 14561: 2007 Observações*: N/A DADOS REFERENTES À AMOSTRA Identificação do item de ensaio*: PEROXY 4D Código do item de ensaio (Merieux): SAN-0366-01/23 Lote do item de ensaio*: 193.088/23 Amostrador*: Amostra fornecida pelo cliente e/ou empresa solicitante (*1): Fornecida pelo Cliente Data de fabricação do item de ensaio*: 30/03/2023 Data de validade do item de ensaio*: 30/03/2025 Data do recebimento do item de ensaio: 04/04/2023 09:00 (*1) Os resultados das análises referem-se somente aos itens de ensaio analisados e se aplicam a amostra conforme recebida Procedimentos Uma suspensão bacteriana em solução junto com substância interferente é adicionada espalhando-a sobre um carreador de vidro. Após secagem, o carreador é imerso a uma mistura preparado do produto a ser submetido ao ensaio ou ao produto pronto uso, dependendo da indicação de rotulagem. A mistura é mantida nas condições obrigatórias á 20º ± 1ºC por até 60 minutos ± 10s. Ao final do tempo de contato definido (indicação do cliente), o carreador é transferido para um neutralizante contendo contas de vidro. As bactérias são recuperadas da superfície do carreador por agitação. O número de bactérias sobreviventes em cada amostra é determinado e a redução é calculada. Os mesmos procedimentos são adotados para o controle, preparado em água dura. Condições do ensaio Neutralizante: Mistura de Tween; saponina; L-histidina, lecitina 3g/L, tiossulfato de sódio 5g/L. Temperatura do ensaio foi de 20º; Tempo de contato: 10 minutos, conforme solicitado pelo cliente; Temperatura de incubação 36º. Diluição de uso indicada: 1:100. Condição de limpeza: albumina bovina 0,3 g/l ou Microrganismos: Stenotrophomonas malthophilia ATCC 13637. Boletim de Análise – BA LMG-00328/23 Página 2 de 4 SQB 0623/i (P) – Registro da Qualidade (Atualizado em 13/Dezembro/2021) SQB 0623/I (P) – Quality Record (updated December, 13, 2021) Bioagri Laboratórios Ltda. Piracicaba-SP | Rodovia SP 127, Km 24 | Guamium – Caixa postal: 573 | CEP: 13.412-000 | merieuxnutrisciences.com RESULTADOS ANALÍTICOS DA AMOSTRA Resultados Tabela 1. Resultados da validação do método de neutralização para o produto testado. Microrganismo teste (referência) Suspensão bacteriana do ensaio (N) Suspensão bacteriana do ensaio (Nw) Número de células viáveis (UFC/mL) Suspensão Bacteriana (Nvo) Validação das condições experimentai s (A) Validação do neutralizant e (B) Validação do método de diluição neutralizaçã o (C) Stenotrophomonas malthophilia ATCC 13637 1,51E+09 1,59E+06 3,75E+01 3,00E+01 3,05E+01 3,65E+01 Tabela 2. Resultados médios de contagens do microrganismo recuperado, na condição de limpeza ou sujeira, após 10 minutos de tempo de contato e reduções em ufc/mL, logarítmica e percentual Microrganismo teste (referência) Número médio de células recuperadas (ufc/mL) Reduções obtidas Redução percentual Na Nw/Na (ufc/mL) Log Nw - Log Na %R (=100 – (Na x 100/ Nw) Stenotrophomonas malthophilia ATCC 13637 <1,40E+02 >1,14E+05 >5,05 >99,999% Regra de Decisão de acordo com a norma EN 14561:2007 Critério de aceitação: Para que o item de teste seja considerado satisfatório nas condições do ensaio validado, ele deve reduzir o número de células viáveis de 105 ou mais (≥5 logs) em até 10 minutos a 20ºC com a substância interferente escolhida, nas condições definidas para este ensaio (validadas). Declaração de Conformidade De acordo com os resultados obtidos e nas condições do ensaio, o Item de teste foi considerado satisfatório frente ao microrganismo testado. Obs: Este Boletim de Análise só pode ser reproduzido por inteiro e sem nenhuma alteração. Este Boletim refere-se somente à amostra analisada, não sendo extensivo a outros lotes e/ou produtos. Plano de amostragem não realizada pelo Laboratório. Os documentos e registros gerados neste ensaio serão mantidos no(s) arquivo(s) por um período mínimo de seis (6) anos. Piracicaba, 11 de maio de 2023. Boletim de Análise – BA LMG-00328/23 Página 3 de 4 SQB 0623/i (P) – Registro da Qualidade (Atualizado em 13/Dezembro/2021) SQB 0623/I (P) – Quality Record (updated December, 13, 2021) Bioagri Laboratórios Ltda. Piracicaba-SP | Rodovia SP 127, Km 24 | Guamium – Caixa postal: 573 | CEP: 13.412-000 | merieuxnutrisciences.com Caroline Faganello (CRBio-SP 127162/01) Responsável Técnico Boletim de Análise – BA LMG-00328/23 Página 4 de 4 SQB 0623/i (P) – Registro da Qualidade (Atualizado em 13/Dezembro/2021) SQB 0623/I (P) – Quality Record (updated December, 13, 2021) Bioagri Laboratórios Ltda. Piracicaba-SP | Rodovia SP 127, Km 24 | Guamium – Caixa postal: 573 | CEP: 13.412-000 | merieuxnutrisciences.com ANEXO COMPOSIÇÃO DECLARADA (Componentes e respectivas concentrações) Componentes Concentrações (%) Objetivo Data de Execução: 03 de Fevereiro de 2021 Responsabilidade: Equipe Técnica Spartan do Brasil Produtos: Peroxy 4D Fungo com Alto Nível de Resistência: Candida auris Linha Hospitalar Orientação de produtos para higienização de superfícies em casos de isolamento por Candida auris em ambientes hospitalares. Candida auris é um fungo emergente,que representa uma séria ameaça à saúde pública 1 . É resistente a diversos medicamentos antifúngicos e causa infecções graves na corrente sanguínea 2 . O primeiro caso constatado a respeito deste fungo foi no ano de 2009 no Japão e, desde então, infecções por Candida auris ocorreram em outros países. O fungo representa alta ameaça à saúde global, pois causa infecções invasivas associadas à alta mortalidade 3 . O que é Candida auris? Rod. Adauto Campo Dall’Orto, Km 1,9 - Jardim Manchester(NovaVeneza) CEP: 13178-440 - Sumaré/SP Tel.: +55 (19) 3838-9900 /(19) 3037-3300 e-mail: spartan@spartanbrasil.com.br www.spartanbrasil.com.br Introdução A Spartan do Brasil publicou um comunicado em 09/12/2020 a respeito do alerta de risco do fungo Candida auris, com base nas atualizações publicadas pela Anvisa, por meio da Nota Técnica N° 11/2020. Esse documento traz novas informações técnicas relacionadas à esta cepa de microrganismo, que possui elevado nível de resistência a antifúngicos. Estudos de Ativos Químicos Mediante ao risco ocasionado pelo fungo Candida auris em ambientes hospitalares e áreas de assistência a saúde, se fez necessária a realização de pesquisas por meio de artigos como o publicado pela Infection Control & Hospital Epidemiology , Volume 38 , Edição 10 , outubro de 2017 , pp. 1240-1243, informações repassadas pelo CDC (Centers for Disease Control and Prevention) e ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que nos proporcionou diretrizes suficientes para desafiar mais uma vez o nosso produto Peroxy 4D frente a esta nova cepa de fungo.E o resultado foi satisfatório na proporção de 1:25 (40 mL de produto Como é a disseminação? Conforme artigo publicado pela Infection Control & Hospital Epidemiology , Volume 38 , Edição 10 , outubro de 2017 , pp. 1240-1243, o fungo C. auris foi encontrado em ambientes hospitalares, sugerindo que superfícies contaminadas podem ser uma fonte de transmissão. Essa informação foi reiterada pela nota técnica N° 11/2020, em que o modo preciso de transmissão ainda é desconhecido, porém há indícios que superfícies xas e equipamentos utilizados na assistência a saúde podem ser um meio de transmissão. Rod. Adauto Campo Dall’Orto, Km 1,9 - Jardim Manchester(NovaVeneza) CEP: 13178-440 - Sumaré/SP Tel.: +55 (19) 3838-9900 /(19) 3037-3300 e-mail: spartan@spartanbrasil.com.br www.spartanbrasil.com.br Medidas de Prevenção e Controle Considerando todas informações evidenciadas neste estudo e seguindo todas as orientações direcionadas pela nota técnica N°11/2020, a prevenção e o controle no combate ao fungo Candida auris deve ser com ênfase na higienização das mãos utilizando produtos que seguem todas as diretrizes da RDC N°42/2010. Nós da Spartan do Brasil podemos encaminhar informações sobre produtos para antissepsia das mãos. O cuidado para a prevenção também se faz necessário na higienização de superfícies xas e equipamentos de assistência a saúde. Lembrando que a capacitação constante dos colaboradores seguindo os protocolos de higiene e limpeza preconizados pelo Manual de Segurança do Paciente em Serviços de Saúde, é fundamental para reduzir os riscos de surtos hospitalares. Os princípios básicos de higienização não podem ser esquecidos, no entanto a higienização deve acontecer: De cima para baixo Da área menos contaminada para a mais contaminada, Do fundo para a saída do local de isolamento, Não utilizar movimentos circulares, Atentar-se a superfícies de contato. em 1 litro de água) e 10 minutos de contato. Esse teste de eciência microbiológica (através da metodologia EN 14562) para Candida auris foi realizado em laboratórios com habilitação REBLAS e credenciados na Anvisa. Concedendo assim mais uma cepa com alto nível de resistência testada frente ao limpador com ação desinfetante Peroxy 4D. Veja abaixo o seu amplo espectro de atuação microbiológica: Referência Bibliográficas: 1.ANVISA. Comunicado de Risco Nº 01/2017Relatos de surtos de Candida auris em serviços de saúde da América Latina. Agência Nacional de Vigilância Sanitária.Disponível em: <https://www20.anvisa.gov.br/segurancadopaciente/index.php/ alertas/item/comunicado-de-risco-01-2017-candida-auris> Acesso em: 09 dez. 2020. 2. CDC, United States Centers for Disease Control and Prevention. Candida auris. Information for Infection Preventionists.Disponível em: <https://www.cdc.gov/fungal/candida-auris/fact-sheets/cdcmessage-infection-experts.html> Acesso em: 09 dez. 2020. 3. ANVISA. Nota Técnica N°11/2O20. Orientações para identificação, prevenção e controle de infecções por Candida auris em serviços de saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária.Disponível em: <https://www.gov.br/anvisa/ptbr/centraisdeconteudo/publicacoes/servicosdesaude/notastecnicas/nota-tecnica-gvims_n-11_2020_orientacoes_candidaauris_21-12-2020.pdf> Acesso em: 03 fev. 2021. 4. Cadnum, J., Shaikh, A., Piedrahita, C., Sankar, T., Jencson, A., Larkin, E., . . . Donskey, C. (2017). Effectiveness of Disinfectants Against Candida auris and Other Candida Species. Infection Control & Hospital Epidemiology, 38(10), 1240-1243. doi:10.1017/ice.2017.162 5. CDC, United States Centers for Disease Control and Prevention. Candida auris. Infection Prevention and Control for Candida auris. Disponível em: <https://www.cdc.gov/fungal/candida-auris/c-auris-infectioncontrol.html> Acesso em: 09 dez. 2020. 6. ANVISA.Alerta de Risco GVIMS/GGTES/Anvisa no 01/2020. Identificação de possível caso de Candida auris no Brasil. <https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticiasanvisa/2020/identificacao-de-possivel-caso-de-candidaauris-nobrasil/ALERTA012020CANDIDAAURIS07.12.2020_2.pdf> Acesso em: 09 dez. 2020. RELATÓRIO FINAL AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ESPOROCIDA DO ITEM DE TESTE PEROXY 4D, FRENTE AO SISTEMA TESTE Clostridium difficile. Relatório Final nº N.3637267.2023 INSTALAÇÃO DE TESTE Ecolyzer Mercês Rua Romão Puiggari, 898 – Vila das Mercês São Paulo – SP. CEP: 04164-001 Telefone: (11) 2948-9990 E-mail: bianca.oliveira@ecolyzer.com.br Home Page: www.ecolyzer.com.br PATROCINADOR Spartan do Brasil Produtos Químicos LTDA Rodovia Adauto Campo Dall ‘Orto, Km 1,9 – SP 110-330 – Jardim Manchester Sumaré – São Paulo – SP CEP: 13178-440 Telefone: (19) 3037-3300 E-mail: valmeida@spartanbrasil.com.br / rabertoni@spartanbrasil.com.br NOVEMBRO/2023 RF N.3637267.2023 F-GL 68.04 Aprovado em: 02/06/2023 Relatório Final de Estudo NBPL Página 2 de 15 SUMÁRIO SIGLAS E DEFINIÇÕES.........................................................................................................................................3 DECLARAÇÃO DE CONFORMIDADE DO ESTUDO............................................................................................4 DECLARAÇÃO DA GARANTIA DA QUALIDADE................................................................................................5 RESUMO .................................................................................................................................................................6 1. OBJETIVO.......................................................................................................................................................7 2. SELEÇÃO E JUSTIFICATIVA DO SISTEMA TESTE....................................................................................7 3. ITENS DO ESTUDO........................................................................................................................................7 3.1 INFORMAÇÕES DO SISTEMA TESTE (SIT).....................................................................................................7 3.2 ITEM DE TESTE ..........................................................................................................................................7 3.2.1 Caracterização.................................................................................................................................8 4. LOCAL DE REALIZAÇÃO DO ESTUDO .......................................................................................................9 5. DATAS.............................................................................................................................................................9 6. MATERIAL UTILIZADO ..................................................................................................................................9 6.1 REAGENTES, MEIO DE CULTURA, SOLUÇÕES, ALIMENTOS, ENTRE OUTROS.....................................................9 6.2 EQUIPAMENTOS E VIDRARIAS VOLUMÉTRICAS UTILIZADAS ..........................................................................10 7. MÉTODOS.....................................................................................................................................................11 7.1 GUIAS OFICIAIS DE TESTE .........................................................................................................................11 8. DELINEAMENTO EXPERIMENTAL DO ESTUDO ......................................................................................11 8.1 PREPARO DOS CILINDROS CARREADORES.......................................................................................................11 8.2 PREPARO DO ITEM DE TESTE....................................................................................................................11 8.3.1 Verificação da Concentração obtida no Inóculo...................................................................................12 8.5 VERIFICAÇÃO DA CONCENTRAÇÃO DOS CARREADORES .............................................................................12 8.6 PROCEDIMENTO TESTE ............................................................................................................................13 8.7 CONTROLES ............................................................................................................................................13 9. RESULTADOS E DISCUSSÕES..................................................................................................................14 9.1 CRITÉRIO DE ACEITAÇÃO..........................................................................................................................14 10. CONCLUSÃO............................................................................................................................................14 11. REGISTROS..............................................................................................................................................14 12. ARMAZENAMENTO DO ITEM DE TESTE, SIT E ITEM DE REFERÊNCIA ...........................................15 13. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.........................................................................................................15 RF N.3637267.2023 F-GL 68.04 Aprovado em: 02/06/2023 Relatório Final de Estudo NBPL Página 3 de 15 SIGLAS E DEFINIÇÕES cmHg Centímetro de Mercúrio L Litro mm Milímetro mL Mililitro N Normalidade µL Microlitro °C Graus Celsius AOAC The Association of Official Analytical Chemists ATCC American Type Culture Collection BPL Boas Práticas de Laboratório CAS Chemical Abstracts Service Cgcre Coordenação Geral de Acreditação do Inmetro DE Diretor de Estudo DICLA Divisão De Acreditação de Laboratórios F Formulário FC Fase Crítica GQ Garantia da Qualidade GL Geral de Laboratório GIT Gerente da Instalação Teste Wirtz-Conklin Coloração para esporos com verde malaquita. Com exposição prolongada ao corante verde malaquita, associado ao aquecimento, permite a penetração do corante. HCL Ácido Clorídrico NaOH Hidróxido de Sódio IT Instalação de Teste IUPAC Sigla de "International Union of Pure and Applied Chemistry", que em português é "União Internacional da Química Pura e Aplicada". A IUPAC é uma organização que foi criada com o objetivo de elaborar as regras da nomenclatura oficial de todos os compostos químicos. ITR Instrução de Trabalho MB Microbiologia NIT Norma Inmetro Técnico PE Plano de Estudo RF Relatório Final POP Procedimento Operacional Padrão RDC Resolução da Diretoria Colegiada CD Clostridium difficile. SIT Sistema Teste UV Ultravioleta UT Unidade de teste Data de Inspeção Dia em que a GQ inspecionou o estudo. Data de Relato Dia em que a GQ relatou os resultados da inspeção realizada. RF N.3637267.2023 F-GL 68.04 Aprovado em: 02/06/2023 Relatório Final de Estudo NBPL Página 4 de 15 DECLARAÇÃO DE CONFORMIDADE DO ESTUDO O presente estudo foi conduzido de acordo com os princípios das Boas Práticas de Laboratórios (BPL). Todos os documentos referentes ao presente estudo, dados brutos, plano de estudo e relatório final, assim como o item de teste, encontram-se à disposição do patrocinador na IT ECOLYZER MERCÊS, localizada à Rua Romão Puiggari, 898 – Vila das Mercês –São Paulo-SP - CEP 04164-001. DIRETOR DE ESTUDO Nome: Livia Maria Zeferino Barbosa Formação: Eng. Agrônoma – CREA 5069181114 Endereço: Rua Romão Puiggari, 898 – Vila das Mercês São Paulo/SP - CEP 04164-001 Telefone: (11) 2948-9990 Endereço Eletrônico: livia.barbosa@ecolyzer.com.br ____________________________________________ 23/11/2023 Desvio 01: Alteração do Diretor de Estudo de Bianca Porto de Oliveira, conforme constava no Plano de Estudo, para o Diretor de Estudo Livia Maria Zeferino Barbosa. A alteração foi necessária pois o DE responsável inicialmente está ausente da função, sendo necessário a nomeação de outro DE para finalização do estudo. EQUIPE IT ECOLYZER MÊRCES Nome Responsabilidade Bianca Porto Analista RF N.3637267.2023 F-GL 68.04 Aprovado em: 02/06/2023 Relatório Final de Estudo NBPL Página 5 de 15 DECLARAÇÃO DA GARANTIA DA QUALIDADE Este relatório final, nº N.3637267.2023, foi inspecionado e revisado pela Garantia da Qualidade da IT ECOLYZER MERCÊS, localizada à rua Romão Puiggari, 898 – Vila das Mercês – São Paulo – SP – CEP: 04164-001, sendo avaliados sua clareza, conteúdo e, que ele reflete os dados brutos. Eu, Claudia Cristina Ramos, como representante da Garantia da Qualidade da IT ECOLYZER declaro que as inspeções realizadas são baseadas nos Princípios das Boas Práticas de Laboratório, como estabelecido pela NIT-DICLA-035/Cgcre. Inspeções de Estudo PE / Fase Crítica / RF Data de Inspeção Data de Relato Plano de Estudo (Longa Duração) 25/09/2023 26/09/2023 Relatório Final 23/11/2023 23/11/2023 Pessoal Informado (PE) GIT Gláucio Pereira Machado DE Bianca Porto de Oliveira Pessoal Informado (RF) GIT Gláucio Pereira Machado DE Livia Maria Zeferino Barbosa REPRESENTANTE DA GARANTIA DA QUALIDADE Nome: Claudia Cristina Ramos Formação: Química – CRQ IV 04161558 Endereço: Romão Puiggari, 898 – Vila das Mercês São Paulo – SP – CEP: 04164-001 Telefone: (11) 2948-9990 Endereço Eletrônico: claudia@ecolyzer.com.br ________________________________________ 23/11/2023 RF N.3637267.2023 F-GL 68.04 Aprovado em: 02/06/2023 Relatório Final de Estudo NBPL Página 6 de 15 RESUMO A avaliação da atividade esporocida possui a finalidade de determinar a eficácia do ativo, presente no Item de Teste, possui de eliminar o sistema teste em questão, em uma diluição e em um tempo de contato determinado. O procedimento baseia-se na introdução de cilindros carreadores, previamente contaminados com micro-organismos alvos, em tubos de ensaio contendo o Item de Teste, onde permanecem pelo tempo de contato definido. Posteriormente, os cilindros são transferidos para tubos de ensaio contendo meio de cultura adequado e após a transferência de todos os carreadores, os mesmos são transferidos para novos tubos de meio de cultura e incubados por no mínimo 21 dias. No estudo realizado, o Item de Teste PEROXY 4D demonstrou atividade esporocida frente ao sistema teste Clostridium difficile., na indicação de 1:80 e tempo de contato de 10 minutos, sendo, portanto, considerado satisfatório. RF N.3637267.2023 F-GL 68.04 Aprovado em: 02/06/2023 Relatório Final de Estudo NBPL Página 9 de 15 4. LOCAL DE REALIZAÇÃO DO ESTUDO O Estudo será realizado na IT Ecolyzer Mercês, localizada à Rua Romão Puiggari, 898 – Vila das Mercês – São Paulo - SP - CEP 04164-001, no Laboratório de Microbiologia (MB). 5. DATAS Início do Estudo (Assinatura do PE) 26/09/2023 Início do Experimento Término do Experimento 18/10/2023 13/11/2023 Término do estudo (Assinatura do Relatório Final) 23/11/2023 Desvio 03: Alteração das datas do cronograma, conforme constava no Plano de Estudo, de início da fase analítica e FC I e II de 26/09/2023, para 18/10/2023, de FC III e de término de fase analítica de 17/10/2023 para 13/11/2023. Alteração da data de Assinatura do Relatório Final de 24/10/2023, conforme constava no Plano de Estudo, para 23/11/2023, devido a programação do laboratório. 6. MATERIAL UTILIZADO 6.1 Reagentes, meio de cultura, soluções, alimentos, entre outros Reagentes • Triton X-10; • Ácido Clorídrico; • Hidróxido de Sódio; • Cloreto de Bário; • Sulfito de Sódio; • Corantes para Método de Wirtz-Conklin; • Verde de Malaquita; • Coloração de Gram; • Sangue de Carneiro Desfibrinado. Meios de Cultura e Soluções • Caldo Tioglicolato; • Caldo Tioglicolato com Neutralizante; • Caldo Tioglicolato com Hidróxido de Sódio; • TSAB; • Solução de Ácido Clorídrico 2,5N; • Água Purificada Estéril. RF N.3637267.2023 F-GL 68.04 Aprovado em: 02/06/2023 Relatório Final de Estudo NBPL Página 10 de 15 Material Estéril • Cilindros de Porcelana; • Algodão; • Pinça; • Espátula; • Pérolas de Vidro; • Funil de Vidro; • Tubos de Ensaio; • Placas de Petri com Papel Filtro; • Ponteiras; • Frascos; • Pipeta Graduada; • Placa de Petri Descartável; • Pipeta de Pasteur. Suprimentos Diversos Auxiliares • Béquer; • Estante para Tubos de Ensaio; • Gancho de Transferência de Cilindros com extremidade formando ângulo suficiente para permitir o Transporte dos Carreadores; • Pinça Reta de Metal, com extremidade pontiaguda, com aproximadamente 115mm de comprimento. 6.2 Equipamentos e Vidrarias volumétricas utilizadas • Banho Ultra Termostático com circulador; • Estufa Incubadora; • Câmara de Fluxo Laminar; • Cronômetro; • Termômetro Digital; • Balança; • Termômetro de Vidro; • Esterilizador Infravermelho; • Agitador de Tubos; • Micropipeta; RF N.3637267.2023 F-GL 68.04 Aprovado em: 02/06/2023 Relatório Final de Estudo NBPL Página 11 de 15 • Contador de Colônias • Dessecador de Vidro; • Banho Ultrassônico; • Bomba a Vácuo; • Pipeta Volumétrica. 7. MÉTODOS 7.1 Guias oficiais de teste Sporocidal Activity of Desinfectants, 966.04 – AOAC, 21th Edition – 2019. POP – MB 08 ATIVIDADE ESPOROCIDA/ ESTERILIZANTE. 8. DELINEAMENTO EXPERIMENTAL DO ESTUDO 8.1 Preparo dos Cilindros Carreadores Foram observados danos, ranhuras, lascas e manchas visíveis nos cilindros e desprezados os cilindros danificados. Os cilindros de porcelana foram mergulhados em solução de Triton X-100 por 1 hora, enxaguados abundantemente com água da torneira e rinsados 5 vezes com água purificada. Os cilindros foram colocados separadamente em tubos de ensaio, cada tubo contendo 24 cilindros, depois esterilizados durante 15 minutos por 121°C. 8.2 Preparo do Item de Teste O Item de Teste foi preparado conforme indicado no Modo de Ação e/ou Aplicação descrito no item 3.2 e então foram distribuídos, dentro da câmara de fluxo laminar, 10 mL em cada um dos 12 tubos de ensaio estéreis, onde no primeiro tubo constará o número do plano de estudo e será mantida a sequência dos tubos organizados em estante, e foram levados posteriormente ao banhoultratermostático com circulador, para que atingissem a temperatura de 20°C. 8.3 Preparo do Sistema Teste A partir da cultura estoque, foi retirado alçadas de 4 mm e transferida para 25 tubos de ensaio contendo 10 mL de CMM/MnSO4, que foi incubado por 72±2 horas sob temperatura de 36 1°C. Após esse período, o crescimento em meio líquido foi transferido para um frasco estéril contendo pérolas de vidro e macerado até que a película, característica do crescimento do micro-organismo em questão, se desmanche. A suspensão macerada foi filtrada através de um funil contendo um pedaço de algodão hidrófilo. RF N.3637267.2023 F-GL 68.04 Aprovado em: 02/06/2023 Relatório Final de Estudo NBPL Página 12 de 15 8.3.1 Verificação da Concentração obtida no Inóculo Para garantir a obtenção de inóculo teste em concentração ideal (107 - 108 UFC/mL), foi realizada diluição seriada e plaqueamento em duplicata e incubação conforme tabela a seguir: Diluição INCUBAÇÃO MEIO TEMP PERÍODO CONDIÇÃO 10-5 a 10-8 TSAB 36 ± 1°C 48 horas Anaerobiose Após a leitura das placas, foi determinada a concentração bacteriana 5 x 107 . 8.4 Contaminação dos Carreadores A suspensão verificada, foi distribuída em 3 tubos em intervalo de 2 minutos, cada tubo contendo 24 cilindros de porcelana, sendo que os adicionais foram usados para o controle do teste. Após 15 minutos de contato, os 72 cilindros foram transferidos em posição vertical sobre papel de filtro contido em duas placas de petri previamente esterilizados para drenar o líquido. As placas com os carreadores contaminados foram colocadas no dessecador a vácuo contendo sílica gel. O vácuo foi acionado a 40cmHg durante vinte minutos, os carreadores permaneceram sob vácuo durante 24 horas para secagem e foram utilizados no dia do teste. 8.5 Verificação da Concentração dos Carreadores Após 24 horas em anaerobiose, foram selecionados aleatoriamente 5 carreadores e transferidos para tubos contendo 10 mL do caldo de subcultura, sendo os tubos posicionados dentro de um béquer de vidro onde foi adicionada água suficiente para manter o mesmo nível de solução existente nos tubos de ensaio. O béquer foi levado para um banho de ultrassom segurando-o para que o mesmo não encostasse ao fundo do aparelho e então foi sonicado durante 5 minutos (± 30 segundos). Após a sonicação, cada tubo contendo carreador foi brevemente misturado, em agitador de tubos e então realizado um pool das extrações obtidas e submetidos a solução a diluição seriada em tampão fosfato e plaqueamento conforme a seguir: Diluição INCUBAÇÃO MEIO TEMP PERÍODO CONDIÇÃO 10-1 a 10-5 TSAB 36 ± 1°C Mínimo 24 horas Anaerobiose Após a leitura das placas, foi determinada a concentração bacteriana no pool de 1 x 105 . RF N.3637267.2023 F-GL 68.04 Aprovado em: 02/06/2023 Relatório Final de Estudo NBPL Página 13 de 15 8.6 Procedimento Teste Após o Item de Teste estabilizar na temperatura de 20°C, foi iniciado o contato entre os cilindros contaminados e secos com o Item de Teste, onde, utilizando um gancho de transferência flambado, foram adicionados 5 cilindros contaminados e secos a cada um dos 12 tubos contendo o Item de Teste, com intervalo adequado. Após 5 minutos de contato, os cilindros foram transferidos para os 60 tubos de meio de cultura, com o número do plano de estudo e a data identificada no primeiro tubo, sendo mantida a sequência dos tubos organizados em estante. Após a transferência de todos os carreadores, os mesmos foram transferidos para novos tubos de meio de cultura, também identificando o primeiro tubo com o número do plano de estudo e data da realização do ensaio. Os 120 tubos foram incubados por 21 dias a 36 ± 1°C. 8.7 Controles Controle da Cultura Teste Foi adicionado 10 mL de ácido clorídrico 2,5N em 4 tubos estéreis identificados com o respectivo tempo de contato. Foram levados ao banho ultratermostático a 20 ± 1°C até que atingissem a temperatura. Foram transferidos 4 cilindros contaminados e secos para cada tubo, com intervalo de 30 segundos, e colocados no banho de água a 20 ± 1°C. Após 2, 5, 10 e 20 minutos de contato, foi retirado cada carreador e colocado no respectivo tubo com meio Tioglicolato fluido modificado, identificado com tempo de contato e data. Cada tubo foi agitado por 20 segundos e os carreadores foram transferidos para outro tubo de meio de cultura, com suas devidas identificações. Todos os tubos foram incubados por 21 dias a 36 ± 1°C. Os esporos resistiram ao HCl 2,5N por 2 minutos. Viabilidade dos Meios de Subcultura Foi adicionado nos tubos de meio de subcultura e em tubo de Tioglicolato modificado contendo NaOH, um cilindro de porcelana contaminado e seco. Foi incubado por 21 dias a 36 ± 1°C. Ocorreu crescimento do SIT. Esterilidade dos Cilindros Carreadores Foi adicionado um carreador estéril em um tubo contendo meio de subcultura utilizado no teste, e será incubado a 36 ± 1°C por 21 dias. Não ocorreu crescimento microbiano RF N.3637267.2023 F-GL 68.04 Aprovado em: 02/06/2023 Relatório Final de Estudo NBPL Página 14 de 15 9. RESULTADOS E DISCUSSÕES As leituras foram realizadas através da avaliação da presença ou ausência de turvação nos tubos do teste. Foi observada a presença de turvação em 7 tubos de ensaio, estes foram submetidos à confirmação de crescimento através do método de Coloração de Gram e Wirtz-Conklin, onde não foi confirmada a presença do sistema teste. Após esta verificação, confirmou-se a presença de crescimento do sistema teste em 0 tubos do estudo, sendo considerado então que o Sistema Teste foi eliminado em 60 dos 60 carreadores. Nos controles de esterilidade do meio de cultura, de soluções e dos materiais utilizados não foi observado presença de crescimento microbiano. No controle de viabilidade ocorreu a presença de turvação, comprovando o crescimento do sistema teste no carreador e, portanto, validando os resultados do estudo. 9.1 Critério de Aceitação A ação esporocida do Item de Teste será evidenciada, quando for capaz de eliminar os esporos do sistema teste em 59 dos 60 carreadores utilizados. No caso de ocorrer crescimento no tubo contendo o carreador e seu respectivo tubo da primeira lavagem, este será considerado satisfatório. 10. CONCLUSÃO Através dos resultados apresentados e discutidos, podemos concluir que o Item de Teste PEROXY 4D demonstrou atividade esporocida frente ao sistema teste Clostridium difficile., na indicação de 1:80 e tempo de contato de 10 minutos, sendo, portanto, considerado satisfatório. 11. REGISTROS Todos os dados originais e registros desse estudo serão arquivados na IT Ecolyzer Mercês, localizada Rua Romão Puiggari, 898 – Vila das Mercês – São Paulo-SP - CEP 04164-001. Se houver transferência para outro local esta será documentada pelo responsável da área. Os registros mantidos incluem e não se limitam a: correspondências pertinentes aos estudos, plano de estudo, desvios ou emendas ao Plano de Estudo, registros de cadeia de custódia do item de teste, dados brutos e outros documentos relacionados à interpretação e avaliação dos resultados, bem como uma cópia do Relatório Final. Esses registros serão arquivados na IT Ecolyzer Mercês, por um período de 05 anos. RF N.3637267.2023 F-GL 68.04 Aprovado em: 02/06/2023 Relatório Final de Estudo NBPL Página 15 de 15 12. ARMAZENAMENTO DO ITEM DE TESTE, SIT E ITEM DE REFERÊNCIA O Item de Teste permanecerá armazenado na sala de armazenamento de Item de Teste. O SIT permanecerá armazenado no refrigerador de armazenamento de Micro-organismos. 13. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Não se aplica. ______________________ LAUDOS DE EFICÁCIA NOVO CORONAVÍRUS (Sars-CoV-2). FICIÊNCIA E CONTRA O NOVO CORONAVÍRUS (Sars-CoV-2) Acesse: www.spartanbrasil.com.br Saiba mais sobre o Peroxy 4D ANTES DA HIGIENIZAÇÃO Relatório de ensaio AR-20-UP-017212-01-N Data 31/07/2020 Código da amostra 692-2020-00016778 SPARTAN DO BRASIL PRODUTOS QUÍMICOS LTDA. Sr. Lopes Thiago tlopes@spartanbrasil.com.br RODOVIA ADAUTO CAMPO DALL’ORTO, KM 1,9 JARDIM MANCHESTER 13178440 SUMARÉ/SP BRASIL Referência do cliente: Amostra I (PRÉ) Dados da amostra: Pré Higienização Local de coleta: Grade da cama Data de coleta: 23/07/2020 Horário de coleta: 10:55 Responsável pela coleta: Adriano Macedo Produto: Peroxy 4D Concentração testada: 1:100 (1 para 100) Tempo de contato: 10 minutos Embalagem: Outros Peso da amostra: 15 g Data do pedido: 23/07/2020 Referência do pedido BS Data de recebimento: 23/07/2020 Transportada por: Eurofins Início da Análise: Término da Análise: 24/07/2020 25/07/2020 Resultados de ensaio _________________________________________________________________________________________________ Resultado Unidade Detecção de Virus em Superfície Vírus padrão atenuado Presença /swab Lista de Métodos Detecção de SARS-CoV-2 e Vírus padrão atenuado em swab Eurofins Technologies VirSeek Method Informações Adicionais O método é baseado na extração de RNA e RT-PCR em tempo real (Reação em Cadeia da Polimerase com Transcrição Reversa) para a detecção de SARS-CoV-2 e outros vírus pertencentes ao grupo do Coronavirus. A metodologia contempla o uso de controles conforme descritos nos métodos de referência ISO 15216. Os resultados referem-se à amostra do swab recebido. Laudo emitido por Ana Luiz Suporte técnico: asmsbc@eurofins.com Assinatura Assinado eletrônicamente conforme "Medida Provisória 2.200-2" de 24/8/2001. Visite http://www.eurofins.com.br/assinaturadigital para baixar uma chave de verificação. Juliana Catto Ribeiro Gerente de Unidade de Negócios Analytical Technology Serviços Analíticos e Ambientais Ltda. Rua Bittencourt Sampaio, 105 Fone +55 11 5904 8800 04126-060 São Paulo/SP comercialanatech@eurofins.com BRASIL www.eurofins.com Relatório de ensaio AR-20-UP-017213-01-N Data 31/07/2020 Código da amostra 692-2020-00016779 SPARTAN DO BRASIL PRODUTOS QUÍMICOS LTDA. Sr. Lopes Thiago tlopes@spartanbrasil.com.br RODOVIA ADAUTO CAMPO DALL’ORTO, KM 1,9 JARDIM MANCHESTER 13178440 SUMARÉ/SP BRASIL Referência do cliente: Amostra II (PRÉ) Dados da amostra: Pré Higienização Local de coleta: Braço esquerdo poltrona Data de coleta: 23/07/2020 Horário de coleta: 11:08 Responsável pela coleta: Adriano Macedo Produto: Peroxy 4D Concentração testada: 1:100 (1 para 100) Tempo de contato: 10 minutos Embalagem: Outros Peso da amostra: 15 g Data do pedido: 23/07/2020 Referência do pedido BS Data de recebimento: 23/07/2020 Transportada por: Eurofins Início da Análise: Término da Análise: 24/07/2020 25/07/2020 Resultados de ensaio _________________________________________________________________________________________________ Resultado Unidade Detecção de Virus em Superfície Vírus padrão atenuado Presença /swab Lista de Métodos Detecção de SARS-CoV-2 e Vírus padrão atenuado em swab Eurofins Technologies VirSeek Method Informações Adicionais O método é baseado na extração de RNA e RT-PCR em tempo real (Reação em Cadeia da Polimerase com Transcrição Reversa) para a detecção de SARS-CoV-2 e outros vírus pertencentes ao grupo do Coronavirus. A metodologia contempla o uso de controles conforme descritos nos métodos de referência ISO 15216. Os resultados referem-se à amostra do swab recebido. Laudo emitido por Ana Luiz Suporte técnico: asmsbc@eurofins.com Assinatura Assinado eletrônicamente conforme "Medida Provisória 2.200-2" de 24/8/2001. Visite http://www.eurofins.com.br/assinaturadigital para baixar uma chave de verificação. Juliana Catto Ribeiro Gerente de Unidade de Negócios Analytical Technology Serviços Analíticos e Ambientais Ltda. Rua Bittencourt Sampaio, 105 Fone +55 11 5904 8800 04126-060 São Paulo/SP comercialanatech@eurofins.com BRASIL www.eurofins.com Relatório de ensaio AR-20-UP-017214-01-N Data 31/07/2020 Código da amostra 692-2020-00016780 SPARTAN DO BRASIL PRODUTOS QUÍMICOS LTDA. Sr. Lopes Thiago tlopes@spartanbrasil.com.br RODOVIA ADAUTO CAMPO DALL’ORTO, KM 1,9 JARDIM MANCHESTER 13178440 SUMARÉ/SP BRASIL Referência do cliente: Amostra III (PRÉ) Dados da amostra: Pré Higienização Local de coleta: Espelho da maçaneta – porta do banheiro Data de coleta: 23/07/2020 Horário de coleta: 11:19 Responsável pela coleta: Adriano Macedo Produto: Peroxy 4D Concentração testada: 1:100 (1 para 100) Tempo de contato: 10 minutos Embalagem: Outros Peso da amostra: 15 g Data do pedido: 23/07/2020 Referência do pedido BS Data de recebimento: 23/07/2020 Transportada por: Eurofins Início da Análise: Término da Análise: 24/07/2020 25/07/2020 Resultados de ensaio _________________________________________________________________________________________________ Resultado Unidade Detecção de Virus em Superfície Vírus padrão atenuado Presença /swab Lista de Métodos Detecção de SARS-CoV-2 e Vírus padrão atenuado em swab Eurofins Technologies VirSeek Method Informações Adicionais O método é baseado na extração de RNA e RT-PCR em tempo real (Reação em Cadeia da Polimerase com Transcrição Reversa) para a detecção de SARS-CoV-2 e outros vírus pertencentes ao grupo do Coronavirus. A metodologia contempla o uso de controles conforme descritos nos métodos de referência ISO 15216. Os resultados referem-se à amostra do swab recebido. Laudo emitido por Ana Luiz Suporte técnico: asmsbc@eurofins.com Assinatura Assinado eletrônicamente conforme "Medida Provisória 2.200-2" de 24/8/2001. Visite http://www.eurofins.com.br/assinaturadigital para baixar uma chave de verificação. Juliana Catto Ribeiro Gerente de Unidade de Negócios Analytical Technology Serviços Analíticos e Ambientais Ltda. Rua Bittencourt Sampaio, 105 Fone +55 11 5904 8800 04126-060 São Paulo/SP comercialanatech@eurofins.com BRASIL www.eurofins.com RESULTADOS APÓS HIGIENIZAÇÃO Relatório de ensaio AR-20-UP-017216-01-N Data 31/07/2020 Código da amostra 692-2020-00016782 SPARTAN DO BRASIL PRODUTOS QUÍMICOS LTDA. Sr. Lopes Thiago tlopes@spartanbrasil.com.br RODOVIA ADAUTO CAMPO DALL’ORTO, KM 1,9 JARDIM MANCHESTER 13178440 SUMARÉ/SP BRASIL Referência do cliente: Amostra I (PÓS) Dados da amostra: Pós Higienização Local de coleta: Grade da cama Data de coleta: 23/07/2020 Horário de coleta: 11:47 Responsável pela coleta: Adriano Macedo Produto: Peroxy 4D Concentração testada: 1:100 (1 para 100) Tempo de contato: 10 minutos Embalagem: Outros Peso da amostra: 15 g Data do pedido: 23/07/2020 Referência do pedido BS Data de recebimento: 23/07/2020 Transportada por: Eurofins Início da Análise: Término da Análise: 24/07/2020 25/07/2020 Resultados de ensaio _________________________________________________________________________________________________ Resultado Unidade Detecção de Virus em Superfície Vírus padrão atenuado Ausência /swab Lista de Métodos Detecção de SARS-CoV-2 e Vírus padrão atenuado em swab Eurofins Technologies VirSeek Method Informações Adicionais O método é baseado na extração de RNA e RT-PCR em tempo real (Reação em Cadeia da Polimerase com Transcrição Reversa) para a detecção de SARS-CoV-2 e outros vírus pertencentes ao grupo do Coronavirus. A metodologia contempla o uso de controles conforme descritos nos métodos de referência ISO 15216. Os resultados referem-se à amostra do swab recebido. Laudo emitido por Ana Luiz Suporte técnico: asmsbc@eurofins.com Assinatura Assinado eletrônicamente conforme "Medida Provisória 2.200-2" de 24/8/2001. Visite http://www.eurofins.com.br/assinaturadigital para baixar uma chave de verificação. Juliana Catto Ribeiro Gerente de Unidade de Negócios Analytical Technology Serviços Analíticos e Ambientais Ltda. Rua Bittencourt Sampaio, 105 Fone +55 11 5904 8800 04126-060 São Paulo/SP comercialanatech@eurofins.com BRASIL www.eurofins.com Relatório de ensaio AR-20-UP-017217-01-N Data 31/07/2020 Código da amostra 692-2020-00016783 SPARTAN DO BRASIL PRODUTOS QUÍMICOS LTDA. Sr. Lopes Thiago tlopes@spartanbrasil.com.br RODOVIA ADAUTO CAMPO DALL’ORTO, KM 1,9 JARDIM MANCHESTER 13178440 SUMARÉ/SP BRASIL Referência do cliente: Amostra II (PÓS) Dados da amostra: Pós Higienização Local de coleta: Braço esquerdo poltrona Data de coleta: 23/07/2020 Horário de coleta: 11:57 Responsável pela coleta: Adriano Macedo Produto: Peroxy 4D Concentração testada: 1:100 (1 para 100) Tempo de contato: 10 minutos Embalagem: Outros Peso da amostra: 15 g Data do pedido: 23/07/2020 Referência do pedido BS Data de recebimento: 23/07/2020 Transportada por: Eurofins Início da Análise: Término da Análise: 24/07/2020 25/07/2020 Resultados de ensaio _________________________________________________________________________________________________ Resultado Unidade Detecção de Virus em Superfície Vírus padrão atenuado Ausência /swab Lista de Métodos Detecção de SARS-CoV-2 e Vírus padrão atenuado em swab Eurofins Technologies VirSeek Method Informações Adicionais O método é baseado na extração de RNA e RT-PCR em tempo real (Reação em Cadeia da Polimerase com Transcrição Reversa) para a detecção de SARS-CoV-2 e outros vírus pertencentes ao grupo do Coronavirus. A metodologia contempla o uso de controles conforme descritos nos métodos de referência ISO 15216. Os resultados referem-se à amostra do swab recebido. Laudo emitido por Ana Luiz Suporte técnico: asmsbc@eurofins.com Assinatura Assinado eletrônicamente conforme "Medida Provisória 2.200-2" de 24/8/2001. Visite http://www.eurofins.com.br/assinaturadigital para baixar uma chave de verificação. Juliana Catto Ribeiro Gerente de Unidade de Negócios Analytical Technology Serviços Analíticos e Ambientais Ltda. Rua Bittencourt Sampaio, 105 Fone +55 11 5904 8800 04126-060 São Paulo/SP comercialanatech@eurofins.com BRASIL www.eurofins.com Relatório de ensaio AR-20-UP-017218-01-N Data 31/07/2020 Código da amostra 692-2020-00016784 SPARTAN DO BRASIL PRODUTOS QUÍMICOS LTDA. Sr. Lopes Thiago tlopes@spartanbrasil.com.br RODOVIA ADAUTO CAMPO DALL’ORTO, KM 1,9 JARDIM MANCHESTER 13178440 SUMARÉ/SP BRASIL Referência do cliente: Amostra III (PÓS) Dados da amostra: Pós Higienização Local de coleta: Espelho da maçaneta – porta do banheiro Data de coleta: 23/07/2020 Horário de coleta: 12:09 Responsável pela coleta: Adriano Macedo Produto: Peroxy 4D Concentração testada: 1:100 (1 para 100) Tempo de contato: 10 minutos Embalagem: Outros Peso da amostra: 15 g Data do pedido: 23/07/2020 Referência do pedido BS Data de recebimento: 23/07/2020 Transportada por: Eurofins Início da Análise: Término da Análise: 24/07/2020 25/07/2020 Resultados de ensaio _________________________________________________________________________________________________ Resultado Unidade Detecção de Virus em Superfície Vírus padrão atenuado Ausência /swab Lista de Métodos Detecção de SARS-CoV-2 e Vírus padrão atenuado em swab Eurofins Technologies VirSeek Method Informações Adicionais O método é baseado na extração de RNA e RT-PCR em tempo real (Reação em Cadeia da Polimerase com Transcrição Reversa) para a detecção de SARS-CoV-2 e outros vírus pertencentes ao grupo do Coronavirus. A metodologia contempla o uso de controles conforme descritos nos métodos de referência ISO 15216. Os resultados referem-se à amostra do swab recebido. Laudo emitido por Ana Luiz Suporte técnico: asmsbc@eurofins.com Assinatura Assinado eletrônicamente conforme "Medida Provisória 2.200-2" de 24/8/2001. Visite http://www.eurofins.com.br/assinaturadigital para baixar uma chave de verificação. Juliana Catto Ribeiro Gerente de Unidade de Negócios Analytical Technology Serviços Analíticos e Ambientais Ltda. Rua Bittencourt Sampaio, 105 Fone +55 11 5904 8800 04126-060 São Paulo/SP comercialanatech@eurofins.com BRASIL www.eurofins.com Data de Publicação: 07/10/2021 16:03 Identificação Conta Cliente: Spartan do Brasil Produtos Químicos Ltda CNPJ/CPF: 46.256.772/0002-70 Contato: Valcir Almeida Telefone: 19 3037 3363 Endereço: Rod Adauto Campo Dall'Orto Ligacao Anhanguera-Paulini, S/N, Km 1.9 Sp - 110/330 Sala 01 - Jardim Manchester - Sumaré - São Paulo - CEP: 13178-440 - Brazil Nº Amostra: 30526-1/2021.0 - PEROXY 4D Tipo de Amostra: Produto para Limpeza - Registro Data Recebimento: 06/10/2021 15:26 Composição Química: CONFIDENCIAL Lote: 482.272/21 Data de Fabricação: 23/09/2021 Data de Validade: 23/09/2023 Quantidade de Amostra: 2 L Quantidade de Embalagens Recebidas: 1 Responsabilidade da Amostragem: Contratante Resultados Analíticos Físico Química Análise Resultado Método de Análise Data Início Data de Término Determinação de Corrosividade SC - Sem corrosão POP-FQ 48 06/10/2021 15:40 07/10/2021 15:42 Notas Os resultados referem-se única e exclusivamente aos itens ensaiados. É proibida a reprodução parcial deste relatório e a reprodução em partes requer aprovação por escrito da Ecolyzer. A autenticidade deste relatório pode ser validada acessando o site: https://portal.mylimsweb.com. Ao clicar na opção "Validar documento", serão solicitados: número da amostra, ano e os 6 ultimos dígitos da chave de validação encontrada no final do relatório. Legendas: NA: Não se aplica. LQ: Limite de Quantificação. : Tatiane Palagano Tuany Miranda Analista Responsável CRQ 94536 Gerente Técnico CRF – SP: 72264 Chave de Validação: 7bc2689ce70a49769c6b66db165db421 Relatório de Análises 30526/2021.0.FQ Determinação de Corrosividade Proposta Comercial: PC4246/2021.1 Rua Romão Puiggari, 898, Vila das Mercês - São Paulo, Brasil - CEP: 04164 001 Tel.: +55(11) 2948 9990 - ecolyzer@ecolyzer.com.br - ecolyzer.com.br Pag.1/1 Data de Publicação: 30/11/2021 11:54 Identificação Conta Cliente: Spartan do Brasil Produtos Químicos Ltda CNPJ/CPF: 46.256.772/0002-70 Contato: Carmem Camargo Telefone: 19 3838 9900 / 3037-3300 / 3037 3375 Endereço: Rod Adauto Campo Dall'Orto Ligacao Anhanguera-Paulini, S/N, Km 1.9 Sp - 110/330 Sala 01 - Jardim Manchester - Sumaré - São Paulo - CEP: 13178-440 - Brazil Nº Amostra: 35781-1/2021.0 - PEROXY 4D Tipo de Amostra: Produto para Limpeza - Registro Data Recebimento: 19/11/2021 13:54 Lote: 482.272/21 Data de Fabricação: 23/09/2021 Data de Validade: 23/09/2023 Quantidade de Amostra: 300 G Quantidade de Embalagens Recebidas: 1 Responsabilidade da Amostragem: Contratante Composição Química: CONFIDENCIAL Resultados Analíticos Físico Química Análise Resultado Método de Análise Data Início Data de Término Determinação de Corrosividade SC - Sem corrosão POP-FQ 48 29/11/2021 10:49 30/11/2021 10:48 Notas Os resultados referem-se única e exclusivamente aos itens ensaiados. É proibida a reprodução parcial deste relatório e a reprodução em partes requer aprovação por escrito da Ecolyzer. A autenticidade deste relatório pode ser validada acessando o site: https://portal.mylimsweb.com. Ao clicar na opção "Validar documento", serão solicitados: número da amostra, ano e os 6 ultimos dígitos da chave de validação encontrada no final do relatório. Legendas: NA: Não se aplica. LQ: Limite de Quantificação. : Tatiane Palagano Tuany Miranda Analista Responsável CRQ 94536 Gerente Técnico CRF – SP: 72264 Chave de Validação: b532e68c2e804e04a3c4901bbfc55ea2 Relatório de Análises 35781/2021.0.FQ Determinação de Corrosividade Proposta Comercial: PC5115/2021.1 Rua Romão Puiggari, 898, Vila das Mercês - São Paulo, Brasil - CEP: 04164 001 Tel.: +55(11) 2948 9990 - ecolyzer@ecolyzer.com.br - ecolyzer.com.br Pag.1/1 Data de Publicação: 07/10/2021 16:04 Identificação Conta Cliente: Spartan do Brasil Produtos Químicos Ltda CNPJ/CPF: 46.256.772/0002-70 Contato: Valcir Almeida Telefone: 19 3037 3363 Endereço: Rod Adauto Campo Dall'Orto Ligacao Anhanguera-Paulini, S/N, Km 1.9 Sp - 110/330 Sala 01 - Jardim Manchester - Sumaré - São Paulo - CEP: 13178-440 - Brazil Nº Amostra: 30527-1/2021.0 - PEROXY 4D Tipo de Amostra: Produto para Limpeza - Registro Data Recebimento: 06/10/2021 15:26 Composição Química: CONFIDENCIAL Lote: 482.272/21 Data de Fabricação: 23/09/2021 Data de Validade: 23/09/2023 Quantidade de Amostra: 2 L Quantidade de Embalagens Recebidas: 1 Responsabilidade da Amostragem: Contratante Resultados Analíticos Físico Química Análise Resultado Método de Análise Data Início Data de Término Determinação de Corrosividade SC - Sem corrosão POP-FQ 48 06/10/2021 15:40 07/10/2021 15:42 Notas Os resultados referem-se única e exclusivamente aos itens ensaiados. É proibida a reprodução parcial deste relatório e a reprodução em partes requer aprovação por escrito da Ecolyzer. A autenticidade deste relatório pode ser validada acessando o site: https://portal.mylimsweb.com. Ao clicar na opção "Validar documento", serão solicitados: número da amostra, ano e os 6 ultimos dígitos da chave de validação encontrada no final do relatório. Legendas: NA: Não se aplica. LQ: Limite de Quantificação. : Tatiane Palagano Tuany Miranda Analista Responsável CRQ 94536 Gerente Técnico CRF – SP: 72264 Chave de Validação: 4e7c9046e3304dfa8b2f90dd71404582 Relatório de Análises 30527/2021.0.FQ Determinação de Corrosividade Proposta Comercial: PC4246/2021.1 Rua Romão Puiggari, 898, Vila das Mercês - São Paulo, Brasil - CEP: 04164 001 Tel.: +55(11) 2948 9990 - ecolyzer@ecolyzer.com.br - ecolyzer.com.br Pag.1/1 Data de Publicação: 05/11/2021 16:14 Identificação Conta Cliente: Spartan do Brasil Produtos Químicos Ltda CNPJ/CPF: 46.256.772/0002-70 Contato: Valcir Almeida Telefone: 19 3037 3363 Endereço: Rod Adauto Campo Dall'Orto Ligacao Anhanguera-Paulini, S/N, Km 1.9 Sp - 110/330 Sala 01 - Jardim Manchester - Sumaré - São Paulo - CEP: 13178-440 - Brazil Nº Amostra: 29236-6/2021.2 - PEROXY 4D - COURVIN LAVÁVEL Tipo de Amostra: Produto para Limpeza - Registro Data Recebimento: 24/09/2021 11:32 Composição Química: CONFIDENCIAL Lote: 482.272/21 Data de Fabricação: 23/09/2021 Data de Validade: 23/09/2023 Quantidade de Amostra: 2 L Quantidade de Embalagens Recebidas: 1 Responsabilidade da Amostragem: Contratante Resultados Analíticos Físico Química Análise Resultado Método de Análise Data Início Data de Término Determinação de Corrosividade SC - Sem corrosão POP-FQ 48 27/10/2021 08:14 28/10/2021 08:14 Notas Os resultados referem-se única e exclusivamente aos itens ensaiados. É proibida a reprodução parcial deste relatório e a reprodução em partes requer aprovação por escrito da Ecolyzer. A autenticidade deste relatório pode ser validada acessando o site: https://portal.mylimsweb.com. Ao clicar na opção "Validar documento", serão solicitados: número da amostra, ano e os 6 ultimos dígitos da chave de validação encontrada no final do relatório. Legendas: NA: Não se aplica. LQ: Limite de Quantificação. : Informações Adicionais Diluição: 1:100 Tempo de Contato: 24 horas Revisão Motivo da revisão: Inclusão da superfície de teste no nome da amostra e alteração da formulação para confidencial, conforme solicitação do cliente. Tatiane Palagano Tuany Miranda Analista Responsável CRQ 94536 Gerente Técnico CRF – SP: 72264 Chave de Validação: 8160e4a7e5d84a7399f836a4b5da325f Relatório de Análises 29236/2021.2.FQ Determinação de Corrosividade Este relatório de análises cancela e substitui o relatório 29236/2021.1 Proposta Comercial: PC4246/2021.1 Rua Romão Puiggari, 898, Vila das Mercês - São Paulo, Brasil - CEP: 04164 001 Tel.: +55(11) 2948 9990 - ecolyzer@ecolyzer.com.br - ecolyzer.com.br Pag.1/1 Data de Publicação: 07/10/2021 16:01 Identificação Conta Cliente: Spartan do Brasil Produtos Químicos Ltda CNPJ/CPF: 46.256.772/0002-70 Contato: Valcir Almeida Telefone: 19 3037 3363 Endereço: Rod Adauto Campo Dall'Orto Ligacao Anhanguera-Paulini, S/N, Km 1.9 Sp - 110/330 Sala 01 - Jardim Manchester - Sumaré - São Paulo - CEP: 13178-440 - Brazil Nº Amostra: 30524-1/2021.0 - PEROXY 4D Tipo de Amostra: Produto para Limpeza - Registro Data Recebimento: 06/10/2021 15:26 Composição Química: CONFIDENCIAL Lote: 482.272/21 Data de Fabricação: 23/09/2021 Data de Validade: 23/09/2023 Quantidade de Amostra: 2 L Quantidade de Embalagens Recebidas: 1 Responsabilidade da Amostragem: Contratante Resultados Analíticos Físico Química Análise Resultado Método de Análise Data Início Data de Término Determinação de Corrosividade SC - Sem corrosão POP-FQ 48 06/10/2021 15:40 07/10/2021 15:42 Notas Os resultados referem-se única e exclusivamente aos itens ensaiados. É proibida a reprodução parcial deste relatório e a reprodução em partes requer aprovação por escrito da Ecolyzer. A autenticidade deste relatório pode ser validada acessando o site: https://portal.mylimsweb.com. Ao clicar na opção "Validar documento", serão solicitados: número da amostra, ano e os 6 ultimos dígitos da chave de validação encontrada no final do relatório. Legendas: NA: Não se aplica. LQ: Limite de Quantificação. : Tatiane Palagano Tuany Miranda Analista Responsável CRQ 94536 Gerente Técnico CRF – SP: 72264 Chave de Validação: d9e040162e9e42738157e442ab0a2190 Relatório de Análises 30524/2021.0.FQ Determinação de Corrosividade Proposta Comercial: PC4246/2021.1 Rua Romão Puiggari, 898, Vila das Mercês - São Paulo, Brasil - CEP: 04164 001 Tel.: +55(11) 2948 9990 - ecolyzer@ecolyzer.com.br - ecolyzer.com.br Pag.1/1 Data de Publicação: 07/10/2021 16:02 Identificação Conta Cliente: Spartan do Brasil Produtos Químicos Ltda CNPJ/CPF: 46.256.772/0002-70 Contato: Valcir Almeida Telefone: 19 3037 3363 Endereço: Rod Adauto Campo Dall'Orto Ligacao Anhanguera-Paulini, S/N, Km 1.9 Sp - 110/330 Sala 01 - Jardim Manchester - Sumaré - São Paulo - CEP: 13178-440 - Brazil Nº Amostra: 30525-1/2021.0 - PEROXY 4D Tipo de Amostra: Produto para Limpeza - Registro Data Recebimento: 06/10/2021 15:26 Composição Química: CONFIDENCIAL Lote: 482.272/21 Data de Fabricação: 23/09/2021 Data de Validade: 23/09/2023 Quantidade de Amostra: 2 L Quantidade de Embalagens Recebidas: 1 Responsabilidade da Amostragem: Contratante Resultados Analíticos Físico Química Análise Resultado Método de Análise Data Início Data de Término Determinação de Corrosividade SC - Sem corrosão POP-FQ 48 06/10/2021 15:40 07/10/2021 15:42 Notas Os resultados referem-se única e exclusivamente aos itens ensaiados. É proibida a reprodução parcial deste relatório e a reprodução em partes requer aprovação por escrito da Ecolyzer. A autenticidade deste relatório pode ser validada acessando o site: https://portal.mylimsweb.com. Ao clicar na opção "Validar documento", serão solicitados: número da amostra, ano e os 6 ultimos dígitos da chave de validação encontrada no final do relatório. Legendas: NA: Não se aplica. LQ: Limite de Quantificação. : Tatiane Palagano Tuany Miranda Analista Responsável CRQ 94536 Gerente Técnico CRF – SP: 72264 Chave de Validação: 94930b2b37e34da8bbcf96f0cac14103 Relatório de Análises 30525/2021.0.FQ Determinação de Corrosividade Proposta Comercial: PC4246/2021.1 Rua Romão Puiggari, 898, Vila das Mercês - São Paulo, Brasil - CEP: 04164 001 Tel.: +55(11) 2948 9990 - ecolyzer@ecolyzer.com.br - ecolyzer.com.br Pag.1/1 Data de Publicação: 05/11/2021 16:14 Identificação Conta Cliente: Spartan do Brasil Produtos Químicos Ltda CNPJ/CPF: 46.256.772/0002-70 Contato: Valcir Almeida Telefone: 19 3037 3363 Endereço: Rod Adauto Campo Dall'Orto Ligacao Anhanguera-Paulini, S/N, Km 1.9 Sp - 110/330 Sala 01 - Jardim Manchester - Sumaré - São Paulo - CEP: 13178-440 - Brazil Nº Amostra: 29236-4/2021.2 - PEROXY 4D - POLICARBONATO Tipo de Amostra: Produto para Limpeza - Registro Data Recebimento: 24/09/2021 11:32 Composição Química: CONFIDENCIAL Lote: 482.272/21 Data de Fabricação: 23/09/2021 Data de Validade: 23/09/2023 Quantidade de Amostra: 2 L Quantidade de Embalagens Recebidas: 1 Responsabilidade da Amostragem: Contratante Resultados Analíticos Físico Química Análise Resultado Método de Análise Data Início Data de Término Determinação de Corrosividade SC - Sem corrosão POP-FQ 48 27/10/2021 08:13 28/10/2021 08:13 Notas Os resultados referem-se única e exclusivamente aos itens ensaiados. É proibida a reprodução parcial deste relatório e a reprodução em partes requer aprovação por escrito da Ecolyzer. A autenticidade deste relatório pode ser validada acessando o site: https://portal.mylimsweb.com. Ao clicar na opção "Validar documento", serão solicitados: número da amostra, ano e os 6 ultimos dígitos da chave de validação encontrada no final do relatório. Legendas: NA: Não se aplica. LQ: Limite de Quantificação. : Informações Adicionais Diluição: 1:100 Tempo de Contato: 24 horas Revisão Motivo da revisão: Inclusão da superfície de teste no nome da amostra e alteração da formulação para confidencial, conforme solicitação do cliente. Tatiane Palagano Tuany Miranda Analista Responsável CRQ 94536 Gerente Técnico CRF – SP: 72264 Chave de Validação: aa63b16ec6f34c1fb8bedd21cfbe927d Relatório de Análises 29236/2021.2.FQ Determinação de Corrosividade Este relatório de análises cancela e substitui o relatório 29236/2021.1 Proposta Comercial: PC4246/2021.1 Rua Romão Puiggari, 898, Vila das Mercês - São Paulo, Brasil - CEP: 04164 001 Tel.: +55(11) 2948 9990 - ecolyzer@ecolyzer.com.br - ecolyzer.com.br Pag.1/1 Data de Publicação: 24/11/2021 16:19 Identificação Conta Cliente: Spartan do Brasil Produtos Químicos Ltda CNPJ/CPF: 46.256.772/0002-70 Contato: Mayra Tesser Telefone: 19 3037 3340 Endereço: Rod Adauto Campo Dall'Orto Ligacao Anhanguera-Paulini, S/N, Km 1.9 Sp - 110/330 Sala 01 - Jardim Manchester - Sumaré - São Paulo - CEP: 13178-440 - Brazil Nº Amostra: 35231-1/2021.0 - PEROXY 4D Tipo de Amostra: Produto para Limpeza - Registro Data Recebimento: 11/11/2021 10:36 Composição Química: CONFIDENCIAL Lote: 368.213/21 Data de Fabricação: 27/07/2021 Data de Validade: 27/07/2023 Quantidade de Amostra: 300 G Quantidade de Embalagens Recebidas: 1 Responsabilidade da Amostragem: Contratante Resultados Analíticos Físico Química Análise Resultado Método de Análise Data Início Data de Término Determinação de Corrosividade SC - Sem corrosão POP-FQ 48 23/11/2021 11:01 24/11/2021 11:00 Notas Os resultados referem-se única e exclusivamente aos itens ensaiados. É proibida a reprodução parcial deste relatório e a reprodução em partes requer aprovação por escrito da Ecolyzer. A autenticidade deste relatório pode ser validada acessando o site: https://portal.mylimsweb.com. Ao clicar na opção "Validar documento", serão solicitados: número da amostra, ano e os 6 ultimos dígitos da chave de validação encontrada no final do relatório. Legendas: NA: Não se aplica. LQ: Limite de Quantificação. : Tatiane Palagano Tuany Miranda Analista Responsável CRQ 94536 Gerente Técnico CRF – SP: 72264 Chave de Validação: a5c0feecad8744e193d9cc3c5aa66762 Relatório de Análises 35231/2021.0.FQ Determinação de Corrosividade Proposta Comercial: PC4872/2021.1 Rua Romão Puiggari, 898, Vila das Mercês - São Paulo, Brasil - CEP: 04164 001 Tel.: +55(11) 2948 9990 - ecolyzer@ecolyzer.com.br - ecolyzer.com.br Pag.1/1 PGRSS PGRSS PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE PGRSS PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE Campo Novo do Parecis - MT 2025 MISSÃO Nossa Missão é ser um Hospital de referência, proporcionando uma assistência integral com qualidade e inovação, com princípios éticos, respeitando a sociedade e valorizando nossos profissionais. VISÃO Criar uma instituição sólida com credibilidade e sustentabilidade, alcançando uma assistência integral e humanizada. VALORES Respeito, Tolerância e União. SUMÁRIO Conteúdo DEFINIÇÕES ................................................................................................................................... 7 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................ 9 DOS OBJETIVOS ........................................................................................................................... 10 OBJETIVO GERAL..................................................................................................................... 10 OBJETIVOS ESPECÍFICOS ......................................................................................................... 10 1. CARACTERIZAÇÃO DO ESTABELECIMENTO......................................................................... 11 2. EQUIPE TÉCNICA.................................................................................................................. 15 3. INFORMAÇÕES AMBIENTAIS, SANITÁRIAS E SAÚDE DO TRABALHADOR ........................... 17 4. DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO ATUAL................................................................................... 18 4.1. DIAGNÓTICO SITUACIONAL DOS RESÍDUOS GERADOS ........................................... 18 4.2.1. IDENTIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS GERADOS .......................................................... 20 5. PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE (PGRSS)................... 21 5.1.1. GERAÇÃO - REDUÇÃO NA FONTE ......................................................................... 21 5.1.2. MANEJO DE RESIDUOS QUIMICOS....................................................................... 23 5.2.1. CLASSIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE. .................................. 25 5.2.2. PLANILHA SEGREGATÓRIA – SETORES E SEGREGAÇÃO DOS RESÍDUOS ............. 29 5.2.3. IDENTIFICAÇÃO DOS GRUPOS DOS RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE ............ 34 5.3.1. ACONDICIONAMENTO ADOTADOS POR CLASSIFICAÇÃO DOS GRUPOS ............ 36 5.6.1. ABRIGO EXTERNO ................................................................................................. 42 5.9.1. EMPRESAS RESPONSÁVEIS PELA COLETA E TRANSPORTE DOS RSS.................... 43 6. RECURSOS HUMANOS: CAPACITAÇÃO, TREINAMENTO E EDUCAÇÃO AMBIENTAL CONTINUADA. ............................................................................................................................. 46 6.5.1. MAPA DE RISCO E PROGRAMA DE SAÚDE OCUPACIONAL ................................. 52 6.5.2. ATIVIDADES DA CIPA - COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES.... 56 6.5.3. ATIVIDADES DA CCIH – COMISSÃO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR . 56 7. SAÚDE E SEGURANÇA OCUPACIONAL................................................................................. 58 8. PLANO DE CONTINGÊNCIA.................................................................................................. 64 Ações Emergenciais............................................................................................................ 64 Boas Práticas para uma Comunicação Rápida Eficiente: ............................................................ 65 Pré-definição de mensagens: Para tornar a comunicação ainda mais ágil, as mensagens podem ser previamente definidas e configuradas para envio rápido em momentos de emergência. Por exemplo, “Vazamento de resíduos na ala X” ou “Incêndio na sala Y”........................................ 65 Treinamento contínuo: Todos os envolvidos no plano de contingência devem ser treinados em como utilizar as ferramentas de comunicação rapidamente durante uma emergência............ 65 9. PLANO DE MINIMIZAÇÃO DE RISCOS.................................................................................. 65 10. PLANO EMERGENCIAL.................................................................................................... 67 11. INDICADORES ................................................................................................................. 71 12. PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO...................................................................................... 72 13. CRONOGRAMA DE IMPLANTAÇÃO, EXECUÇÃO E OPERAÇÃO....................................... 73 14. CONSIDERAÇÕES FINAIS................................................................................................. 74 15. REFERÊNCIAS.................................................................................................................. 76 Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS) Data da Elaboração: 30/11/2025 Elaborado por: Ana Carolina Antunes Verificado por: Elaine Aparecida da Silva Avaliado por: VIGILÂNCIA SANITÁRIA ESTADUAL Data de Vigência: 2026/2028 DEFINIÇÕES Resíduos Sólidos (RS): Residual das atividades humanas, considerados pelos geradores como inúteis, indesejáveis, podendo-se apresentar no estado sólido, semissólido ou líquido, desde que não seja passível de tratamento convencional, e podendo-se ter procedências: industrial, doméstica, hospitalar, institucional, agrícola, comercial, público, entre outros. Ficam incluídos, também nessa definição os lodos provenientes de sistemas de tratamento de água, aqueles gerados em equipamentos e instalações de controle de poluição, bem como determinados líquidos cujas particularidades tornem inviável seu lançamento na rede pública de esgotos ou corpos hídricos, ou exijam para isso soluções técnicas e economicamente inviáveis em face de melhor tecnologia disponível. Resíduos de Serviços de Saúde (RSS): Consideram-se resíduos de serviços de saúde, aqueles gerados direta ou indiretamente nas atividades práticas desenvolvidas em hospitais, farmácias, consultórios odontológicos, clínicas veterinárias, laboratórios de ensino e pesquisa acadêmica de anatomia humana, de análises clínicas de patologias e anatomia humanas, atividades de assistência domiciliar de programas “Home Care”, e demais prestadores de serviços de saúde. Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS): Conjuntos de medidas técnicas que oferecem o manejo, a gestão e administração adequada dos resíduos sólidos, além de medida mitigadora de proteção e preservação da saúde humana e do meio ambiente, ou ferramenta técnica, política, e institucional, requisito legal para o licenciamento ambiental de empreendimentos diversos com expressivo, representativo e significativo impacto ambiental, no que concerne aos resíduos sólidos, desde a fase de geração até a disposição final. O PGRSS contempla as quantidades e características dos resíduos gerados, classificação, condições de segregação, acondicionamento, armazenamento temporário, transporte, tecnologia de tratamento, formas de disposição final e programas de controle na fonte, objetivando a eliminação de práticas e procedimentos incompatíveis com a legislação e normas técnicas vigentes. Planejamento do PGRSS: Primeira etapa inicial do projeto, na qual se faz estudos preliminares e estudos de possibilidades, pesquisas bibliográficas, diagnósticos, levantamentos de dados primários e secundários para elaboração do projeto propriamente dito. Implementação do PGRSS: Segunda etapa do projeto, na qual se faz sensibilização, mobilização, envolvimento, avaliações, acompanhamentos, relatórios de desempenho, monitoramentos, metodologias de ação, cronograma e programas de ação, medidas e políticas de controle, revisão do PGRSS. Implantação PGRSS: Última etapa do projeto, na qual se faz a prática efetiva das ações estabelecidas e pertinentes, propriamente ditas, visando externar as proposições do projeto, aplicando-o na rotina de trabalho, e executando-o dentro das reais possibilidades e condições da unidade. O plano deve contar com prazo para sua implantação. Monitoramento e avaliação da implantação do PGRSS: A fase de monitoramento deverá persistir durante toda a vida útil do empreendimento. Reavaliação do PGRSS: O PGRSS deve ser reavaliado anualmente para o ano seguinte por profissional habilitado, pois o PGRSS tem validade de apenas 1 ano. Manejo Integrado de Resíduos de Serviços de Saúde (MIRSS): Conjunto de operações técnicas, administrativas, institucionais, multidisciplinares e legais para desenvolver ações de gerenciamento, higienização, organização e segurança ocupacional intra e extra estabelecimento. INTRODUÇÃO O gerenciamento adequado dos resíduos de serviços de saúde (RSS) é fundamental para garantir a segurança ambiental, a saúde pública e a proteção dos trabalhadores da área hospitalar. Os resíduos gerados pelas unidades de saúde, como hospitais, clínicas e laboratórios, apresentam características específicas que os diferenciam de resíduos comuns, incluindo materiais infectantes, químicos, perfuro cortantes e radioativos, que, se não tratados e descartados de forma correta, podem representar um risco significativo para a saúde humana e o meio ambiente. Este Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS) foi elaborado com o objetivo de assegurar que todos os resíduos gerados no hospital sejam manejados de maneira responsável e de acordo com as regulamentações vigentes, incluindo a Resolução RDC nº 222/2018 da ANVISA e as normas estabelecidas pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). O plano visa orientar todos os profissionais envolvidos no processo, desde a geração até o destino final dos resíduos, promovendo práticas sustentáveis e seguras no ambiente hospitalar. A implementação de um PGRSS eficaz é essencial não apenas para o cumprimento das exigências legais, mas também para a minimização dos impactos ambientais e para a redução de riscos ocupacionais. O gerenciamento adequado envolve o cumprimento rigoroso de etapas que incluem a segregação, acondicionamento, coleta, transporte, tratamento e disposição final dos resíduos, garantindo que cada tipo de resíduo receba o tratamento correto, conforme sua classificação. Este plano se baseia nos princípios da sustentabilidade, da prevenção de riscos e da eficiência operacional, buscando continuamente a melhoria na gestão dos resíduos de serviços de saúde, a fim de contribuir para um ambiente hospitalar seguro, saudável e comprometido com a preservação ambiental. DOS OBJETIVOS OBJETIVO GERAL Implementar um sistema eficiente de gerenciamento de resíduos de serviços de saúde (RSS) no hospital, que garanta a correta segregação, manuseio, armazenamento, transporte, tratamento e disposição final dos resíduos gerados, visando à proteção da saúde pública, à segurança dos trabalhadores e à preservação do meio ambiente, em conformidade com a legislação vigente. OBJETIVOS ESPECÍFICOS Classificar e segregar adequadamente os resíduos de acordo com suas características (infectantes, químicos, perfuro cortantes, comuns, entre outros), seguindo as normas técnicas e regulamentações aplicáveis. Capacitar todos os colaboradores envolvidos no processo de geração e manejo de resíduos, promovendo treinamentos periódicos sobre as práticas adequadas e normas de segurança. Estabelecer um fluxo organizado para a coleta, transporte e armazenamento temporário dos resíduos dentro das dependências do hospital, minimizando o risco de acidentes ocupacionais e exposição a materiais perigosos. Implementar medidas de controle e monitoramento para assegurar que os procedimentos de tratamento e destinação final dos resíduos sejam realizados de forma correta e sustentável, reduzindo impactos ambientais. Reduzir a geração de resíduos hospitalares por meio de estratégias de minimização na fonte, reuso e reciclagem, sempre que possível, de forma a otimizar os recursos e reduzir custos. Garantir a conformidade com as normas e legislações vigentes, incluindo a Resolução RDC nº 222/2018 da ANVISA e outras orientações dos órgãos reguladores, com a documentação adequada de todas as etapas do processo de gerenciamento de resíduos. Monitorar e revisar continuamente o PGRSS, promovendo ajustes e melhorias contínuas para aumentar sua eficiência e eficácia no controle dos resíduos gerados pela instituição. 1.CARACTERIZAÇÃO DO ESTABELECIMENTO Compreende a identificação e caracterização física da unidade de saúde e outros empreendimentos cujas atividades resultem em geração dos Resíduos de Serviços de Saúde. 1.1. IDENTIFICAÇÃO DO ESTABELECIMENTO Razão Social: INSTITUTO SOCIAL DE SAÚDE SÃO LUCAS CNPJ: 96.295.654/0008-35 Nome Fantasia: Hospital Municipal Euclides Horst Natureza: Público. Endereço: Av. Brasil, 1669 NE - Centro – Campo Novo do Parecis/MT CEP: 78.360-000 Telefone: (65) 3382-1746 E-mail: Alvará de Funcionamento: Nº. 1682 Emissão: 17/05/2022 Validade: 31/12/2025. Alvará Sanitário: ***** Horário de funcionamento: 24 horas 1.2. CLASSIFICAÇÃO DO ESTABELECIMENTO DE SAÚDE; Porte: (médio e pequeno); Complexidade: Baixa e Média Complexidade. Referência em: 30/11/2025 Número de leitos: 36 leitos Número de leitos ativos: 36 Número de leitos ativos total e por especialidade médica: Unidade de Serviço Número de Leitos Clínica Médica (M/F) 12 Obstetrícia Clinica 05 Obstetrícia Cirúrgica 05 Clínica Cirúrgica (M/ F) 06 Clinica Pediátrica Clinica 04 Isolamentos 01 Semi-Intensiva 03 TOTAL 36 Número de internações/dia (adotar média semanal): Número de atendimentos diários (ambulatorial, consultório, serviço de diagnóstico e de terapia) - média semanal: 160 Setor Média pacientes/semanal Ambulatorial 1.120 Serviço de Diagnóstico 50 Número de visitantes/dia: 50 1.3. CARACTERIZAÇÃO ARQUITETONICA A Estrutura Física conta com: Recepção; Sala de Serviço Social; Setor da Administração; Banheiros Feminino e Masculino; Sala para Pré-Consulta; Consultórios Médicos; Consultório de Enfermagem; Sala para Nebulização; Sala para Suturas e Curativos; Sala para Gesso; Sala para Soroterapia e Administração de Medicamentos (administração rápida de medicamentos); Sala para Emergência; Observação Pediátrica; Observação Feminina e Masculina (pacientes poderá ficar em observação por até 24 horas); Sala para Avaliação de Gestantes Depósito de Materiais de Limpeza (DML); Posto de Enfermagem, Farmácia, Almoxarifado (Copa); Lavanderia e Rouparia, Vestiários Feminino e Masculino; Sala de Imagem (Raio-X); Sala de imagem de tomografia; Copa; Central de Materiais Esterilizados (CME); Repouso Feminino e Masculino e Repouso Médico. Área de Geração; Escritório (área administrativa); Observação; Sala de Cirurgia; RPA- Recuperação Pós-Anestésico; Enfermaria; Posto de Enfermagem; Recepção; Farmácia; Setor de Radiologia; Sala de Parto; Box de Emergência; Nutrição (cozinha); Lavanderia; CARACTERIZAÇÃO FUNCIONAL Especialidade de Atendimento: Urgência/Emergência e Clinica Geral Horário de funcionamento: 24 horas Número de atendimentos: Aproximadamente 200 pacientes/dia Número total de funcionários: 170 funcionários divididos em área administrativa e médica: Cargos/Função Quantidade Administrador 01 Auxiliares de Serv. Gerais 12 Copeiras 02 Cozinheira 04 Auxiliar da cozinha 05 Enfermeiros 18 Auxiliar da Lavadeiras 02 Coordenador de faturamento 01 Controlador de Acesso 01 Auxiliar da farmácia 04 Auxiliar administrativo NIR 01 Maqueiro 02 Faturista 01 Auxiliar de manutenção 02 Auxiliar Administrativo 01 Médicos 37 Motoristas 0 Recepcionistas 08 Técnicos de Enfermagem 47 Técnicos de Radiologia 08 INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES; O Hospital Municipal Euclides Horst, localizado na cidade de Campo Novo do Parecis, Mato Grosso, fundado em 31/10/2001, desempenha um papel fundamental no atendimento à saúde da população local e das regiões circunvizinhas. Fundado com o propósito de suprir a crescente demanda por serviços médicos na região norte do estado, o hospital tem sido uma referência em cuidados hospitalares e serviços de urgência e emergência. Com uma equipe qualificada de profissionais da saúde, o Hospital Municipal Euclides Horst continua a ser um ponto de referência, consolidando sua importância como um dos principais centros de saúde de Campo Novo do Parecis e seu entorno. A Unidade de Saúde está aberta para atender a comunidade em casos de (emergência, urgência e assistência ambulatorial, diagnósticos, internações, etc., sendo referência regional em atendimentos referenciados. O Hospital conta com profissionais e equipamentos para atender com rapidez e qualidade em casos como fraturas, cortes e acidentes graves, ou se necessário é acionada a Central de Regulação Estadual, que regulara atendimento para outra Unidade de Saúde referência. O Hospital atende uma média diária de 160 pacientes/dia, tanto em situações ambulatoriais, quanto em procedimentos com maiores complexidades, conforme sua capacidade instalada, conforme sua Caracterização Arquitetônica. 2.EQUIPE TÉCNICA Responsável legal pelo estabelecimento: Elaine Aparecida da Silva. Formação: Enfermeira. Responsável técnico pelo estabelecimento – Divisão médica: Anderson Abrahão de Matos Araújo. Formação: Medicina. Registro profissional: CRM/MT n. 10304. Responsável técnico pelo estabelecimento – Divisão Enfermagem: Adriana Antunes de Matos. Formação: Enfermagem. Registro profissional: COREN/MT n. 495.069 Responsável técnico pela elaboração do PGRSS: Ana Carolina Antunes. Formação: Enfermagem. Registro profissional: COREN/MT n: 942.325 Responsável pela implantação do PGRSS: Ana Carolina Antunes. Formação: Enfermagem. Registro profissional: COREN/MT nº 942.325. Responsável técnico pelo PGRSS: Ana Carolina Antunes Formação: Enfermagem Registro profissional: COREN/MT nº 942.325 2.1. RESPONSABILIDADES DOS ENVOLVIDOS NO PGRSS NÍVEL RESPONSABILIDADES Responsável Técnico Assegurar que os Resíduos dos Serviços de Saúde sejam manuseados de forma a garantir a segurança dos funcionários, dos usuários do SUS, da comunidade e do meio ambiente, fornecendo todo o apoio ao responsável pelo PGRSS. Responsáveis pela elaboração do PGRSS Implementar e assegurar a manutenção do PGRSS e a execução das respectivas normas de segurança. Responsável pelo PGRSS Implementar e assegurar a manutenção do PGRSS e a aplicação das respectivas normas de segurança, realizando treinamentos sempre que necessário. Responsável pela Implantação do PGRSS Gerente Administrativo (Assegura que os RSS sejam manuseados de forma a garantir a segurança das pessoas e do meio ambiente). Responsável pela Saúde do Trabalhador Responsável por (Garantir a saúde ocupacional dos trabalhadores envolvidos e de monitorar os riscos existentes no processo) Funcionários Cumprimento das respectivas normas de segurança, seguindo todas as orientações do RT e em caso de anormalidades, relatar ao mesmo, para sanar qualquer inconformidade. 3.INFORMAÇÕES AMBIENTAIS, SANITÁRIAS E SAÚDE DO TRABALHADOR Apresentar os seguintes documentos: • Alvará Sanitário do Hospital (Ver anexo X) • Licença ambiental do Hospital (Ver anexo X) • Licença Ambiental e Alvará Sanitário, das empresas terceirizadas quando pertinente. (Ver anexo X) (Ver anexo X) • Programas Internos de Educação Ambiental e de Saúde do Trabalhador. • Política Ambiental • Deferimento de análise de projeto de estrutura física e de atividade da Unidade de Saúde junto a Vigilância Sanitária (Ver anexo X) • Plano de Radioproteção (Ver anexo X) • CCIH – Comissão de Controle de Infecção Hospitalar. (Ver anexo X)· CIPA – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Ver anexo X) 4.DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO ATUAL 4.1. DIAGNÓTICO SITUACIONAL DOS RESÍDUOS GERADOS O Hospital Municipal Euclides Horst recebeu inicialmente, um investimento de cinco milhões de reais, que está sendo aplicado na readequação do sistema de atendimento hospitalar. Este investimento contemplará demandas estruturais da unidade e nas áreas de Enfermagem, abrigo de resíduos, Farmácia, Fisioterapia, Medicina, Programas que assegura a saúde do paciente e do trabalhador. Atualmente, o HMEH é referência na assistência à saúde em baixa e média complexidade e serviços de Saúde que atende o município e distritos. Este é um hospital que presta serviços para o SUS, com média de capacidades de instalação de 36 leitos, tem o compromisso de efetivar a gestão participativa e descentralizada e contemplar a Política Nacional de Humanização. Com base na RDC 222, DE 28 DE MARÇO DE 2018, cujas atividades envolvam qualquer etapa do gerenciamento dos RSS, sejam eles públicos e privados, filantrópicos, civis ou militares, incluindo aqueles que exercem ações de ensino e pesquisa, esta Instituição realizou um levantamento dos resíduos produzidos. Para sintetizarmos o resultado da avaliação, alguns setores foram agrupados de acordo com as atividades neles exercidas, já que se observou que os tipos de resíduos produzidos são semelhantes. Segue abaixo as especificidades dos serviços detalhadas: Os setores considerados administrativos são: Coordenação de Enfermagem, Diretoria Administrativa, Financeiro, Recepção, Consultórios, Faturamento, Serviço de Prontuário de Paciente, Serviço de Controle de Infecção Hospitalar. As enfermarias: as unidades são predominantemente assistenciais, onde se localizam unidades de internação e observação, e como praticamente todos os setores apresentam banheiro, este foi considerado como local específico de geração de resíduos. Locais de preparo e consumo de alimentos, como as copas existentes, serão descritos em conjunto com aqueles do Setor de Nutrição, Refeitório. O diagnóstico foi realizado por unidade geradora, e abaixo, o resumo dos resíduos gerados em cada setor do hospital de forma geral bem como a forma de acondicionamento. Área de Geração Resíduo Acondicionamento Escritório (área administrativa) Grupo D lixeiras de 15L com saco preto. Observação Grupos A e D Grupo A: Lixeira de 30L acionada por pedal com saco branco leitoso identificado. Grupo D: Lixeira de 50L acionada por pedal com saco preto. Salas de Cirurgia Grupos A, D e E Grupo A: 01 Lixeira de 30L acionada por pedal com saco branco leitoso identificado.Grupo D: Lixeira de 30L acionada por pedal com saco preto. Grupo E: 01 DESCARPAK de 20L com suporte. RPA- Recuperação PósAnestésico Grupos A, D e E Grupo A: 01 Lixeira de 30L acionada por pedal com saco branco leitoso identificado. Grupo D: Lixeira de 100L e 30L acionada por pedal com saco preto. Grupo E: 01 DESCARPAK de 20L com suporte. Enfermaria Grupos D Grupo D: Lixeira de 50L acionada por pedal com saco preto. Posto de Enfermagem Grupos A, D e E Grupo A: Lixeira de 100L acionada por pedal, com saco leitoso identificado. Grupo D: Lixeira de 100L e 30L acionada por pedal com saco preto. Grupo E: 01 DESCARPAK de 30L com suporte. Recepção Grupo D Grupo D: Lixeira de 100L e 30L acionada por pedal com saco preto. Farmácia Grupo D e E Grupo D: Lixeira de 50L acionada por pedal com saco preto. Grupo E: 01 DESCARPAK de 20L com suporte. Setor de Radiologia Grupo A e D Grupo A: 01 Lixeira de 50L acionada por pedal com saco branco leitoso identificado. Grupo D: Lixeira de 50L acionada por pedal com saco preto. Obstetrícia + Pré - Parto Grupo A, D Grupo A: Lixeira de 50L acionada por pedal, com saco leitoso identificado. Grupo D: Lixeira de 100L e 30L acionada por pedal com saco preto. Clínicas médica masculina e feminina Grupo A, D e E Grupo A: 01 Lixeira de 50L acionada por pedal, com saco leitoso identificado. Grupo D: Lixeira de 100L e 30L acionada por pedal. Grupo E: 01 DESCARPAK de 20L com suporte 4.2. INVENTÁRIO DE RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE – RSS 4.2.1.IDENTIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS GERADOS Os resíduos gerados nos serviços de saúde foram divididos em grupos para melhor controle, saber quais são os resíduos que a unidade de saúde produz e dividilos, tornará mais fácil saber qual será o procedimento a ser tomado ao resíduo “x”. Depois desta fase terá que quantificar estes materiais gerados por grupo e designar qual será seu destino, quem coleta, quando coleta, como irá coletar, descrever o procedimento em função do grupo e para onde será transportado. Estes resíduos recebem uma classificação e são divididos em grupos: A, B, C, D e E, conforme Resolução CONAMA 358/2005, e quando couber, NBR 10004 da ABNT. Os resíduos gerados pelo Hospital Municipal Euclides Horst – Campo Novo do Parecis/MT, pertencem aos grupos A, B, D e E, e para o cálculo de quantificação de resíduos foi realizado com base na pesagem diária, com amostragem de 15 (quinze) dias dos resíduos gerados já separados por grupos conforme a classificação, tirando-se a média diária e estimando para 1 mês. GRUPOS RESÍDUOS PESO – MÉDIA ESTIMADA A – Infectantes 357kg B – Risco Químico 150kg D – Comum (Rejeito) Não é pesado E – Perfuros 90kg Box de Emergência Grupo A, D e E Grupo A: 01 Lixeira de 100L acionada por pedal, com saco leitoso identificado. Grupo D: Lixeira de 100L e 30L acionada por pedal com saco preto. Grupo E: 01 DESCARPAK de 20L com suporte. Nutrição (cozinha) Grupo D Lixeira de 200L acionada por pedal. Lixeira de 100L acionada por pedal. Lavanderia Grupo A e D Grupo A: Lixeira de 50L acionada por pedal, com saco leitoso identificado. Grupo D: Lixeira de 100L e 30L acionada por pedal com saco preto. 5.PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE (PGRSS) 5.1. MANEJO O manejo dos RSS é a ação de gerenciar os resíduos em seus aspectos intra e extra estabelecimento, desde a geração até a disposição final. Segundo a RDC ANVISA no 306/04, o gerenciamento dos RSS consiste em um conjunto de procedimentos planejados e implementados, a partir de bases científicas e técnicas, normativas e legais. Tem o objetivo de minimizar a geração de resíduos e proporcionar aos mesmos um manejo seguro, de forma eficiente, visando à proteção dos trabalhadores, a preservação da saúde, dos recursos naturais e do meio ambiente. O gerenciamento deve abranger todas as etapas de planejamento dos recursos físicos, dos recursos materiais e da capacitação dos recursos humanos envolvidos no manejo dos RSS incluindo as seguintes etapas a seguir. 5.1.1. GERAÇÃO - REDUÇÃO NA FONTE 5.1.1.1. ASPECTOS GERAIS DA MINIMIZAÇÃO DOS RESÍDUOS Por minimização entende‐se aquelas práticas técnicas e administrativas que visam à redução, a reutilização, a recuperação ou a reciclagem dos resíduos gerados no Hospital. A minimização traz como consequência principal, a redução dos custos de tratamento e de disposição final. A primeira forma é reduzir a quantidade de resíduos gerados, buscando formas de combater o desperdício, ou seja, gerar o mínimo, através da substituição de insumos, mudança de procedimentos, materiais e tecnologia. Este procedimento se aplica a todos os materiais utilizados: embalagens, materiais descartáveis - que são bastante utilizados, restos e sobras alimentares, produtos químicos etc. (BRASIL - MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2006). Outra forma é reutilizar o material descartado para a mesma finalidade que a anterior, por exemplo, frascos e vasilhames, após um processo de desinfecção e limpeza. Essa é uma medida de difícil aplicação, uma vez que os resíduos contaminados não devem ser reutilizados. Portanto, nestes casos, a reutilização se torna inadequada, não só devido aos possíveis agentes infectantes presentes, mas também por uma questão de respeito aos funcionários e pacientes, que não se sentiriam confortados reutilizando equipamentos, materiais e objetos de saúde vencidos ou já utilizados por outros (BRASIL - MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2006; SOUZA, 2006). A terceira forma de minimizar é reciclar resíduos, que consiste no encaminhamento de materiais recicláveis para reaproveitamento (BRASIL - MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2006). A RDC ANVISA nº 306/04 define reciclagem como “o processo de transformação dos resíduos que, utiliza técnicas de beneficiamento para reprocessamento ou obtenção de matéria-prima para fabricação de novos produtos”. Seus benefícios são: diminuição da quantidade de resíduos a ser disposta no solo, economia de energia, preservação de recursos naturais e outros (BRASIL – MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2006). Todos os processos que envolvem redução, reutilização e reciclagem devem ser cuidadosamente planejados e operados, considerando o princípio da precaução, para evitar que se coloque em risco a saúde dos trabalhadores envolvidos, bem como a dos pacientes, ou, até mesmo, impedindo a contaminação do meio ambiente (BRASIL - MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2006). Para isto, elegeram‐se como objetivos para esta etapa: • Reduzir a geração de resíduos e os custos de seu processamento; • Incentivar a adoção de técnicas e procedimentos redutores da geração de resíduos infectantes em geral; • Formas possíveis de minimização (redução, reutilização ou reciclagem) de resíduos. A elaboração deste Plano permitiu constatar na prática que a minimização de resíduos praticada deverá ser a seguinte: 5.1.1.2. GRUPO B Sistema digital para imagenologia evitando a geração de reveladores e fixadores; Uso de métodos de limpeza físicos ao invés de químicos; Os cartuchos e tonners de impressoras deverão ser recarregados por empresas especializadas; A centralização da dispensação de medicamentos e produtos químicos; Os filmes de raios-X contêm metanol, amônia e metais pesados como o cromo, que contaminam o solo e o lençol freático com resíduos tóxicos. No Hospital Municipal Euclides Horst a Radiografia é Digital, o equipamento adquire a imagem digitalizada, podendo ser armazenada, pós-processada, distribuída e impressa, com isso, não há a necessidade de repetir o exame por problemas técnicos (gerando menor radiação no paciente) e ainda ajuda a preservar o meio ambiente, por não utilizar produtos químicos para sua revelação e ainda diminui a devastação de árvores, pois muitas vezes não é impresso em filmes (a celulose é a base do filme de raios-x). 5.1.1.3. GRUPO D Deverão ser realizados treinamentos com a equipe Assistencial para abordar a racionalização na produção de lixo; A centralização e otimização dos pedidos de compras através da descrição técnica minuciosa do produto desejado, a fim de que sejam adquiridos somente aqueles com as características que realmente venham atender as necessidades. Dessa forma, evita‐se os desperdícios decorrentes do encalhe, a subutilização ou o gasto excessivo desnecessário do produto; A redução da variedade de produtos utilizados, optando por aqueles que atendam as necessidades de forma mais ampla, sem comprometer os aspectos de qualidade e de segurança. Como exemplo, podemos citar os detergentes, os desinfetantes e as soluções limpadoras de um modo geral; A segregação de resíduos nas diversas fontes geradoras; O controle de inventário através da compra de quantidades mínimas e quando necessário, para evitar a expiração do prazo de validade do produto; A manutenção preventiva de equipamentos e utensílios; Discussão sobre materiais e equipamentos utilizados para a escolha daqueles que causem menor dano aos funcionários e ao meio ambiente; Padronização de processos com clareza de ações e maior eficácia na assistência; Precauções universais com objetivo de proteção do funcionário e do paciente minimizando os danos em infecções hospitalares. 5.1.2. MANEJO DE RESIDUOS QUIMICOS A rotulagem adotada protocolo denominado esse rótulo possui sinais de fácil reconhecimento e entendimento, os quais podem dar uma ideia geral do comportamento do material, assim como de seu grau de periculosidade. As normas para a rotulagem são as seguintes: • A etiqueta deve ser colocada no frasco antes de se inserir o resíduo químico para evitar erros; • Abreviação e fórmulas não são permitidas; • Os frascos contendo os resíduos devem estar devidamente etiquetados; • A etiqueta deve ser impressa em preto e branco; • Se utilizando canetas, deve-se optar pela cor preta, escrita em letra de forma, devendo ser legível e de fácil entendimento; • Para o preenchimento do rótulo pode-se consultar as Fichas de Informações de Segurança de Produtos Químicos (FISPQ) ou Material Safety Data Sheet (MSDS) nas quais as características de cada produto químico podem ser encontradas. Os materiais concentrados não devem estar armazenados no DML, devendo ser utilizado após a diluição, conforme orientação do fabricante. Não se devem misturar resíduos químicos, eles devem ser armazenados em recipientes separados, mesmo quando em pequenos volumes. 5.2. SEGREGAÇÃO A segregação é uma das operações fundamentais para permitir o cumprimento dos objetivos de um sistema eficiente de manuseio de resíduos e consiste em separar ou selecionar apropriadamente os resíduos segundo a classificação adotada. Essa operação deve ser realizada na fonte de geração e está condicionada à prévia capacitação do pessoal de serviço. Dessa forma, os resíduos são separados de acordo com as características físicas, químicas, biológicas, o seu estado físico e os riscos envolvidos, utilizando se para isto a classificação adotada: A, B, D e E. Classificar os RSS é um passo indispensável para proceder sua segregação. A segregação cumpre uma função básica, pois entre os RSS só uma pequena parte é perigosa para a saúde (entre 10% e 25% do total de resíduos gerados), o restante está constituído por resíduos comuns, semelhantes aos resíduos domiciliares. Reduzir ao mínimo os resíduos gerados é a meta que o PGRSS tem que necessariamente perseguir. Um bom gerenciamento dos resíduos de serviços de saúde deve ter como princípio a segregação na fonte, o que resulta na redução do volume de resíduos com potencial de risco e na incidência de acidentes ocupacionais, pensada como um processo contínuo. Ela deve se expandir a todos os tipos de resíduos progressivamente, tendo em vista a segurança, o reaproveitamento e redução de custo no tratamento ou reprocessamento dos mesmos. Nesse serviço especializado, existem vários tipos de resíduos gerados e, para efetivar a gestão com base no princípio de minimização dos riscos adicionais dos RSS, adotamos procedimentos de segregação de acordo com o tipo de resíduo, no próprio local de geração. As vantagens de praticar a segregação na origem são: • redução dos riscos para a saúde e o ambiente, impedindo que os resíduos potencialmente infectantes ou especiais, que geralmente são frações pequenas, contaminem os outros resíduos gerados no hospital; • diminuição de gastos, já que apenas terá tratamento especial uma fração e não todos resíduos; • aumento da eficácia da reciclagem. O acondicionamento consiste no ato de embalar os resíduos segregados, em sacos ou recipientes com capacidade de acondicionamento compatível com a geração diária de cada tipo de resíduo, sendo que um acondicionamento inadequado compromete a segurança do processo e o encarece. Recipientes inadequados ou improvisados (pouco resistentes, mal fechados ou muito pesados), construídos com materiais sem a devida proteção, aumentam o risco de acidentes de trabalho, sendo assim, os resíduos não devem ultrapassar 2/3 do volume dos recipientes. Os recipientes de acondicionamento existentes nas salas de cirurgia e nas salas de parto não necessitam de tampa para vedação, devendo os resíduos serem recolhidos imediatamente após o término dos procedimentos. As identificações consistem no conjunto de medidas que permite o reconhecimento dos resíduos contidos nos sacos e recipientes, fornecendo informações ao correto manejo dos RSS. Os recipientes de coleta interna e externa, assim como os locais de armazenamento onde são colocados os RSS, devem ser identificados em local de fácil visualização, de forma indelével, utilizando símbolos, cores e frases, além de outras exigências relacionadas à identificação de conteúdo e aos riscos específicos de cada grupo de resíduos. 5.2.1. CLASSIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE. A classificação dos RSS vem sofrendo um processo de evolução contínuo, na medida em que são introduzidos novos tipos de resíduos nas unidades de saúde e como resultado do conhecimento do comportamento destes perante o meio ambiente e a saúde, como forma de estabelecer uma gestão segura com base nos princípios da avaliação e gerenciamento dos riscos envolvidos na sua manipulação. Os resíduos de serviços de saúde são parte importante do total de resíduos sólidos urbanos, não necessariamente pela quantidade gerada (cerca de 1% a 3% do total), mas pelo potencial de risco que representam à saúde e ao meio ambiente. Os RSS são classificados em função de suas características e consequentes riscos que podem acarretar ao meio ambiente e à saúde. De acordo com a RDC ANVISA no 306/04 e Resolução CONAMA no 358/05, os RSS são classificados em cinco grupos: A, B, C, D e E. 5.2.1.1. GRUPO A Resíduos com a possível presença de agentes biológicos que, por suas características, podem apresentar risco de infecção. 5.2.1.1.1. SUBGRUPO A1 • Culturas e estoques de micro-organismos; resíduos de fabricação de produtos biológicos, exceto os medicamentos hemoderivados; descarte de vacinas de microrganismos vivos, atenuados ou inativados; meios de cultura e instrumentais utilizados para transferência, inoculação ou mistura de culturas; resíduos de laboratórios de manipulação genética. • Resíduos resultantes da atividade de ensino e pesquisa ou atenção à saúde de indivíduos ou animais, com suspeita ou certeza de contaminação biológica por agentes classe de risco 4, microrganismos com relevância epidemiológica e risco de disseminação ou causador de doença emergente que se torne epidemiologicamente importante ou cujo mecanismo de transmissão seja desconhecido. • Bolsas transfusionais contendo sangue ou hemocomponentes rejeitadas por contaminação ou por má conservação, ou com prazo de validade vencido, e aquelas oriundas de coleta incompleta. • Sobras de amostras de laboratório contendo sangue ou líquidos corpóreos, recipientes e materiais resultantes do processo de assistência à saúde contendo sangue ou líquidos corpóreos na forma livre. 5.2.1.1.2. SUBGRUPO A2 • - Carcaças, peças anatômicas, vísceras e outros resíduos provenientes de animais submetidos a processos de experimentação com inoculação de microrganismos, bem como suas forrações, e os cadáveres de animais suspeitos de serem portadores de microrganismos de relevância epidemiológica e com risco de disseminação, que foram submetidos ou não a estudo anatomopatológico ou confirmação diagnóstica. 5.2.1.1.3. SUBGRUPO A3 • - Peças anatômicas (membros) do ser humano; produto de fecundação sem sinais vitais, com peso menor que 500 gramas ou estatura menor que 25 centímetros ou idade gestacional menor que 20 semanas, que não tenham valor científico ou legal e não tenha havido requisição pelo paciente ou seus familiares. 5.2.1.1.4. SUBGRUPO A4 • - Kits de linhas arteriais, endovenosas e dialisadores, quando descartados. • - Sobras de amostras de laboratório e seus recipientes contendo fezes, urina e secreções, provenientes de pacientes que não contenham e nem sejam suspeitos de conter agentes classe de risco 4, e nem apresentem relevância epidemiológica e risco de disseminação, ou microrganismo causador de doença emergente que se torne epidemiologicamente importante ou cujo mecanismo de transmissão seja desconhecido ou com suspeita de contaminação com príons. • - Recipientes e materiais resultantes do processo de assistência à saúde, que não contenha sangue ou líquidos corpóreos na forma livre. • - Peças anatômicas (órgãos e tecidos), incluindo a placenta, e outros resíduos provenientes de procedimentos cirúrgicos ou de estudos anatomopatológicos ou de confirmação diagnóstica. • - Cadáveres, carcaças, peças anatômicas, vísceras e outros resíduos provenientes de animais não submetidos a processos de experimentação com inoculação de microrganismos. • - Bolsas transfusionais vazias ou com volume residual pós-transfusão. 5.2.1.2. GRUPO B Resíduos contendo produtos químicos que apresentam periculosidade à saúde pública ou ao meio ambiente, dependendo de suas características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade, carcinogenicidade, teratogenicidade, mutagenicidade e quantidade. • - Produtos farmacêuticos. • - Resíduos de saneantes, desinfetantes, desinfestantes; resíduos contendo metais pesados; reagentes para laboratório, inclusive os recipientes contaminados por estes. • - Efluentes de processadores de imagem (reveladores e fixadores). • - Efluentes dos equipamentos automatizados utilizados em análises clínicas. • - Demais produtos considerados perigosos: tóxicos, corrosivos, inflamáveis e reativos. • Os filmes de raios-X contêm metanol, amônia e metais pesados como o cromo, que contaminam o solo e o lençol freático com resíduos tóxicos. No Hospital Municipal Euclides Horst a Radiografia é Digital, o equipamento adquire a imagem digitalizada, podendo ser armazenada, pós-processada, distribuída e impressa, com isso, não há a necessidade de repetir o exame por problemas técnicos (gerando menor radiação no paciente) e ainda ajuda a preservar o meio ambiente, por não utilizar produtos químicos para sua revelação e ainda diminui a devastação de árvores, pois muitas vezes não é impresso em filmes (a celulose é a base do filme de raios-x). 5.2.1.3. GRUPO C Qualquer material que contenha radionuclídeo em quantidade superior aos níveis de dispensa especificados em norma da CNEN e para os quais a reutilização é imprópria ou não prevista. O hospital Municipal Euclides Horst não produz este tipo de lixo. 5.2.1.4. GRUPO D Resíduos que não apresentam risco biológico, químico ou radiológico à saúde ou ao meio ambiente, podendo ser equiparados aos resíduos domiciliares – Resíduos comuns e recicláveis. • - papel de uso sanitário e fralda, absorventes higiênicos, peças descartáveis de vestuário, gorros e máscaras descartáveis, resto alimentar de paciente, material utilizado em antissepsia e hemostasia de venóclises, luvas de procedimentos que não entraram em contato com sangue ou líquidos corpóreos, equipo de soro, abaixadores de língua e outros similares não classificados como A1; • - sobras de alimentos e do preparo de alimentos; • - resto alimentar de refeitório; • - resíduos provenientes das áreas administrativas; • - resíduos de varrição, flores, podas e jardins; • - resíduos de gesso provenientes de assistência à saúde; • - forrações de animais de biotérios sem risco biológico associado. • - resíduos recicláveis sem contaminação biológica, química e radiológica associada. • -pelos de animais. 5.2.1.5. GRUPO E Materiais perfurocortantes ou escarificantes, tais como: lâminas de barbear, agulhas, escalpes, ampolas de vidro, brocas, limas endodônticas, pontas diamantadas, lâminas de bisturi, lancetas; tubos capilares; ponteiras de micropipetas; lâminas e lamínulas; espátulas; e todos os utensílios de vidro quebrados no laboratório (pipetas, tubos de coleta sanguínea e placas de Petri) e outros similares. 5.2.2. PLANILHA SEGREGATÓRIA – SETORES E SEGREGAÇÃO DOS RESÍDUOS Esta planilha contém a listagem de todos os setores, relacionando os tipos de resíduos neles gerados. LOCAL SETOR GRUPO SUBGRUPO CARACTERIZAÇÃO HVG Apoio Administrativo D __ D ‐ Papel; Resíduos provenientes de áreas administrativas; Apoio Assistencial/ Serviço Social __ D ‐ Papel; Resíduos provenientes de áreas administrativas; Copa __ D ‐ Papel de uso sanitário sobras de alimentos; resíduos provenientes de áreas administrativas; Resíduos de varrição. Sanitários Masc, Fem. PNE __ D ‐ Papel de uso sanitário, absorventes higiênicos, sobras de alimentos, resíduos provenientes de áreas administrativas. Recepção I e II __ D ‐ Papel; Resíduos provenientes de áreas administrativas; Vestiários Feminino/Masculino __ D ‐ Papel; Resíduos provenientes de áreas administrativas; Abrigo para Ambulância __ D ‐ Papel; Resíduos provenientes de áreas administrativas; Repouso Feminino/Masculino __ D ‐ Papel; Resíduos provenientes de áreas administrativas; Sala de ReHidratação D e E __ D ‐ Papel; Resíduos provenientes de áreas administrativas; E ‐ Materiais perfuro-cortantes ou escarificantes, tais como: lâminas de barbear, brocas, agulhas, escalpes, ampolas de vidro, lâminas de bisturi, lancetas, espátulas. Sala de Inalação/Nebulização D e E __ D ‐ Papel; Resíduos provenientes de áreas administrativas; E ‐ Materiais perfuro-cortantes ou escarificantes, tais como: lâminas de barbear, brocas, agulhas, escalpes, ampolas de vidro, lâminas de bisturi, lancetas, espátulas. Sala Exame Indiferenciado D __ D ‐ Papel; Resíduos provenientes de áreas administrativas; Consultório Médico D e E __ D ‐ resíduos provenientes de áreas administrativas. E ‐ Materiais perfuro-cortantes ou escarificantes, tais como: lâminas de barbear, brocas, agulhas, escalpes, ampolas de vidro, lâminas de bisturi, lancetas, espátulas. CME A, B, D A1, A4 A1 ‐ Recipientes e materiais resultantes de processo de assistência à saúde, contendo sangue ou líquidos corpóreos de forma livre. A4 ‐ Recipiente e materiais resultantes do processo de assistência à saúde, que não contenha sangue ou líquidos corpóreos na forma livre, outros resíduos de procedimentos cirúrgicos. B – Resíduos de saneante, desinfetantes, desinfetantes. D ‐ resíduos provenientes de áreas administrativas. Coleta Laboratório A, B, D e E A1, A4 A1 ‐ Recipientes e materiais resultantes de processo de assistência à saúde, contendo sangue ou líquidos corpóreos de forma livre. A4 ‐ Recipiente e materiais resultantes do processo de assistência à saúde, que não contenha sangue ou líquidos corpóreos na forma livre, outros resíduos de procedimentos cirúrgicos. B – Resíduos de saneante, desinfetantes, desinfetantes. D ‐ resíduos provenientes de áreas administrativas. E ‐ Materiais perfuro-cortantes ou escarificantes, tais como: lâminas de barbear, brocas, agulhas, escalpes, ampolas de vidro, lâminas de bisturi, lancetas, espátulas. DML B __ Resíduos de saneante, desinfetantes, desinfetantes. RAIO-X B, D __ B - No Hospital Vale do Guaporé a Radiografia é Digital, o equipamento adquire a imagem digitalizada, podendo ser armazenada, pósprocessada, distribuída e impressa, com isso, não há a necessidade de repetir o exame por problemas técnicos (gerando menor radiação no paciente) e ainda ajuda a preservar o meio ambiente D ‐ resíduos provenientes de áreas administrativas. Farmacia A, B, D e E A4 A4 – Recipientes e materiais resultantes do processo de assistência à saúde, que não contenha sangue ou líquidos corpóreos na forma livre. B ‐ Produtos antimicrobianos, digitálicos, anti‐retrovirais, resíduos e insumos farmacêuticos dos medicamentos controlados pela Portaria MS 344/98 e suas atualizações. D ‐ resíduos provenientes de áreas administrativas. E ‐ Materiais perfuro-cortantes ou escarificantes, tais como: agulha, escalpe, ampolas de vidro, lâminas de bisturi, lancetas, espátulas. Observação Pediátrica, Masc/Fem. A, B, D e E A1, A4 A1 – Recipientes e materiais resultantes do processo de assistência à saúde, contendo líquidos corpóreos na forma livre. A4 – Recipientes e materiais resultantes do processo de assistência à saúde, que não contenha sangue ou líquidos corpóreos na forma livre. D ‐ resíduos provenientes de áreas administrativas. E ‐ Materiais perfuro-cortantes ou escarificantes, tais como: agulhas escalpe, ampolas de vidro, lâminas de bisturi, lancetas, espátulas. Posto de Enfermagem/Sala para Adm. Medicamentos / Soroterapia A, B, D e E A4 A4 – Recipientes e materiais resultantes do processo de assistência à saúde, que não contenha sangue ou líquidos corpóreos na forma livre. B ‐ Produtos antimicrobianos, digitálicos, anti‐retrovirais, resíduos e insumos farmacêuticos dos medicamentos controlados pela Portaria MS 344/98 e suas atualizações. D ‐ resíduos provenientes de áreas administrativas. E ‐ Materiais perfuro-cortantes ou escarificantes, tais como: agulha, escalpe, ampolas de vidro, lâminas de bisturi, lancetas, espátulas. Sala para Suturas e Curativos A, B, D e E A4 A4 – Recipientes e materiais resultantes do processo de assistência à saúde, que não contenha sangue ou líquidos corpóreos na forma livre. B ‐ Produtos, resíduos e insumos farmacêuticos. D ‐ resíduos provenientes de áreas administrativas. E ‐ Materiais perfuro-cortantes ou escarificantes, tais como: agulha, escalpe, ampolas de vidro, lâminas de bisturi, lancetas, espátulas. Sala para Gesso A, B e D A4 A4 – Recipientes e materiais resultantes do processo de assistência à saúde, que não contenha sangue ou líquidos corpóreos na forma livre. B ‐ Produtos, resíduos e insumos farmacêuticos. D ‐ resíduos provenientes de áreas administrativas. Sala de Emergência A, B, D e E A4 A4 – Recipientes e materiais resultantes do processo de assistência à saúde, que não contenha sangue ou líquidos corpóreos na forma livre. B ‐ Produtos antimicrobianos, digitálicos, anti‐retrovirais, resíduos e insumos farmacêuticos dos medicamentos controlados pela Portaria MS 344/98 e suas atualizações. D ‐ resíduos provenientes de áreas administrativas. E ‐ Materiais perfuro-cortantes ou escarificantes, tais como: agulha, escalpe, ampolas de vidro, lâminas de bisturi, lancetas, espátulas. Sala de Resíduos A, B, e E A1, A4 A1 ‐ Recipientes e materiais resultantes de processo de assistência à saúde, contendo sangue ou líquidos corpóreos de forma livre. A4 – Recipientes e materiais resultantes do processo de assistência à saúde, que não contenha sangue ou líquidos corpóreos na forma livre. B ‐ Produtos antimicrobianos, digitálicos, anti‐retrovirais, resíduos e insumos farmacêuticos dos medicamentos controlados pela Portaria MS 344/98 e suas atualizações. E ‐ Materiais perfuro-cortantes ou escarificantes, tais como: agulha, escalpe, ampolas de vidro, lâminas de bisturi, lancetas, espátulas. 5.2.3. IDENTIFICAÇÃO DOS GRUPOS DOS RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE Conjunto de medidas que permite o reconhecimento dos resíduos contidos nos sacos e recipientes, fornecendo informações ao correto manejo dos RSS. A identificação dos resíduos serve para garantir a segregação realizada nos locais de geração, e deve estar aposta nos sacos de acondicionamento, nos recipientes de coleta interna e externa, nos recipientes de transporte interno e externo, e nos locais de armazenamento, em local de fácil visualização, de forma indelével, utilizando-se símbolos, cores e frases, atendendo aos parâmetros referenciados na norma NBR 7500 da ABNT, além de outras exigências relacionadas à identificação de conteúdo e ao risco específico de cada grupo de resíduos. O recipiente para os materiais perfuro cortante, devem receber a identificação de PERFUROCORTANTE, e a denominação da contaminação: resíduos biológicos, tóxicos e rejeitos radioativos, sendo que este deve conter o nome do elemento radioativo, a indicação da meia vida e a data da sua geração. A identificação dos sacos de armazenamento e dos recipientes de transporte poderá ser feita por adesivos, ou outros, desde que seja garantida a resistência destes aos processos normais de manuseio dos sacos e recipientes. O Grupo A é identificado pelo símbolo de substância infectante constante na NBR-7500 da ABNT, com rótulos de fundo branco, desenho e contornos pretos. O Grupo B é identificado através do símbolo de risco associado, de acordo com a NBR 7500 da ABNT e com discriminação de substância química (símbolo de infectante). O Grupo E é identificado pelo símbolo de substância infectante constante na NBR 7500 da ABNT, com rótulos de fundo branco, desenho e contornos pretos, acrescido da inscrição de RESÍDUO PERFUROCORTANTE, indicando o risco que apresenta o resíduo. Simbologia e Identificação Grupo Simbologia Cor da Embalagem O grupo A é identificado, no mínimo, pelo símbolo de risco biológico, com rótulo de fundo branco, desenho e contornos pretos, acrescido da expressão RESÍDUO INFECTANTE. Saco plástico Branco Leitoso O grupo B é identificado por meio de símbolo e frase de risco associado à periculosidade do resíduo químico. Observação – outros símbolos e frases do GHS também podem ser utilizados. devem ser utilizados, de acordo com o risco do resíduo. Grupo B é armazenado junto com o infectante em saco plástico branco identificado. O grupo C é representado pelo símbolo internacional de presença de radiação ionizante (trifólio de cor magenta ou púrpura) em rótulo de fundo amarelo, acrescido da expressão MATERIAL RADIOATIVO, REJEITO RADIOATIVO ou RADIOATIVO. O grupo D deve ser identificado conforme definido pelo órgão de limpeza urbana. Saco plástico Azul ou Preto O grupo E é identificado pelo símbolo de risco biológico, com rótulo de fundo branco, desenho e contorno preto, acrescido da inscrição de RESÍDUO PERFUROCORTANTE. Embalagem rígida, resistente á punctura, ruptura e vazamento, com tampa e identificada. 5.3. ACONDICIONAMENTO É a colocação do resíduo em embalagens adequadas adotadas para coleta, transporte, armazenamento e disposição final segura. Deve ser de acordo com o tipo do resíduo e os limites de enchimento devem ser obedecidos. Os resíduos sólidos são acondicionados em saco plásticos contido em recipiente (lixeira) confeccionado com material lavável, resistente à punctura, ruptura e vazamento, com tampa provida de sistema sem contato manual, com cantos arredondados e resistentes ao tombamento. Os resíduos perfuro-cortantes e abrasivos são descartados em recipientes rígidos, resistentes à punctura, ruptura e vazamento, com tampa e devidamente identificados (NBR 13853/97) e deve ser fechado quando 2/3 (dois terços) de sua capacidade estiverem preenchidos. 5.3.1. ACONDICIONAMENTO ADOTADOS POR CLASSIFICAÇÃO DOS GRUPOS 5.3.1.1. GRUPO A São acondicionados em saco branco leitoso, resistente, impermeável, utilizando-se saco duplo para os resíduos pesados e úmidos, devidamente identificado com rótulos de fundo branco, desenho e contornos pretos, contendo símbolo e a inscrição de RESÍDUO COM RISCO BIOLÓGICO. Serão utilizados sacos plásticos de cor branca leitosa como forro de recipientes “lixeiras” constituídas de material rígido, com pedal para abertura da tampa, superfície interna lisa, lavável, que não apresente vazamentos, com capacidade entre 50 (cinquenta) e 100 (cem) litros, na cor branca. 5.3.1.1.1. SUBGRUPO A1 Não podem deixar a unidade geradora sem tratamento prévio. Devem ser inicialmente acondicionados de maneira compatível com o processo de tratamento a ser utilizado. Após o tratamento, podem ser acondicionados como resíduos do Grupo D. Já os resíduos de “bolsas transfusionais contendo sangue ou hemocomponentes rejeitadas por contaminação ou por má conservação, ou com prazo de validade vencido, e aquelas oriundas de coleta incompleta; recipientes e materiais resultantes do processo de assistência à saúde, contendo sangue ou líquidos corpóreos na forma livre”, classificados no Grupo A1, serão submetidos a tratamento antes da disposição final. Após o tratamento, podem ser acondicionados como resíduos do Grupo D. Caso o tratamento venha a ser realizado fora da unidade geradora, o acondicionamento para transporte deve ser em recipiente rígido, resistente à ruptura e vazamento, com tampa provida de controle de fechamento e devidamente identificada pelo símbolo de substância infectante constante na NBR‐7500 da ABNT, de forma a garantir o transporte seguro até a unidade de tratamento. 5.3.1.1.2. SUBGRUPO A3 Quando encaminhados para o sistema de tratamento, serão acondicionados em saco constituído de material resistente a ruptura e vazamento, impermeável, baseado no NBR 9191/2000 da ABNT, respeitando os limites de peso de cada saco, sendo proibido o seu esvaziamento ou reaproveitamento, identificado com o símbolo de substância infectante (Conforme NBR 7500 da ABNT). 5.3.1.1.3. SUBGRUPO A4 Serão acondicionados em saco constituído de material resistente a rupturas e vazamentos, impermeáveis, baseados na NBR 9191/2000 da ABNT, respeitando os limites de peso de cada saco, sendo proibido o seu esvaziamento ou reaproveitamento, na cor branca, leitosa, substituído quando atinge 2/3 de sua capacidade ou pelo menos uma vez a cada 24 horas e identificado como símbolo de substância infectante, com rótulos de fundo branco, desenho e contornos pretos (Conforme NBR 7500 da ABNT). 5.3.1.2. GRUPO B São acondicionados em embalagem original ou embalagem específica e identificados como RESÍDUO COM RISCO QUÍMICO. Os resíduos sólidos devem ser acondicionados em recipientes de material rígido, adequados para cada tipo de substância química, respeitadas as suas características físico‐químicas e seu estado físico, e devem ser identificados através do símbolo de risco associado, de acordo com a NBR 7500 da ABNT e com discriminação de substância química e frases de risco. ESSE TÓPICO É ACONDICIONADO NO MESMO RECIPIENTE DO INFECTANTE. 5.3.1.3. GRUPO D São acondicionados em sacos pretos resistentes com capacidade para 50 e 100 litros. Os resíduos sólidos devem ser acondicionados em saco constituído de material resistente a ruptura e vazamento, impermeável, baseado na NBR 9191/2000 da ABNT, respeitando os limites de peso de cada saco, sendo proibido o seu esvaziamento ou reaproveitamento. Os sacos devem estar contidos em recipientes de material lavável, resistente à punctura, ruptura e vazamento, com tampa provida de sistema de abertura sem contato manual, com cantos arredondados e ser resistente ao tombamento, de cor clara diferente da cor branca, exceto as lixeiras da área administrativa que não possuirá tampa. Os sacos plásticos destinados ao acondicionamento de resíduos do grupo D devem ser substituídos ao atingirem 2/3 de sua capacidade ou pelo menos uma vez a cada 24 horas. Para os resíduos do Grupo D, destinados à reciclagem ou reutilização, a identificação deve ser feita nos recipientes e nos abrigos de guarda de recipientes, usando código de cores e suas correspondentes nomeações, baseadas na Resolução CONAMA nº. 275/2001, e símbolos de tipo de material reciclável: Azul ‐ PAPÉIS Amarelo ‐ METAIS Verde ‐ VIDROS Vermelho – PLÁSTICOS 5.3.1.4. GRUPO E Serão acondicionados e armazenados no local de sua geração imediatamente após o uso em recipientes rígidos, resistentes a punctura, rompimento e vazamento, com Tampa (embalagens rígidas para perfuro cortantes infectantes), devidamente identificados pelo símbolo de substância infectante constante na NBR 7500 da ABNT, desenho e contornos pretos, acrescidos de RESÍDUO INFECTANTE PERFUROCORTANTE, risco biológico e são lacrados e descartados quando o preenchimento atinge 2/3 de sua capacidade, sendo expressamente proibido o esvaziamento desses recipientes para reaproveitamento. 5.3.1.5. ACONDICIONAMENTO DOS RESÍDUOS GERADOS NA ÁREA ADMINISTRATIVA Os cartuchos e tonner de impressoras que não puderem ser recarregados serão encaminhados para o abrigo de resíduos, onde serão armazenadas com rodízio. As pilhas, baterias e as lâmpadas comuns também deverão ser imediatamente encaminhadas para o abrigo externo de resíduos. As lâmpadas fluorescentes devem ser acondicionadas em suas embalagens originais e segregadas em local seguro dentro do abrigo de resíduos para que não haja risco de quebra das mesmas. 5.4. COLETA E TRANSPORTE INTERNO Compreendem a operação de transferência dos resíduos acondicionados no local da geração para o armazenamento temporário, tratamento interno e armazenamento externo, com a finalidade de disponibilização para a coleta. É nesta fase que o processo se torna visível para o usuário e o público em geral, pois os resíduos são transportados nos equipamentos de coleta (carros de coleta) em áreas comuns. A coleta é planejada com base no tipo de RSS, volume gerado, roteiros (itinerários), dimensionamento dos abrigos, regularidade, frequência de horários de coleta externa. Deve ser dimensionada considerando o número de funcionários disponíveis, número de carros de coletas, EPIs e demais ferramentas e utensílios necessários. Os resíduos biológicos e perfuro cortantes gerados devem ser acondicionados em local seguro e separado, longe da circulação de pessoas até o momento da coleta, evitando contaminação cruzada de materiais. O coletor de resíduos tem que ser fechado quando 2/3 de sua capacidade estiverem preenchidos. A frequência e horário devem respeitar a quantidade de resíduo acumulado em cada área. O recolhimento do material é realizado três vezes no período de 24 horas, e /ou quando necessário. Para os horários da Coleta Interna não coincidam com o horário de alimentação dos pacientes e com a entrega de roupa limpa, foi necessária uma melhor distribuição dos horários, conforme tabela abaixo: MANHÃ TARDE NOITE 05:00 Coleta de lixo 11:00 Coleta de Roupa Suja 06:00 Coleta de Roupa Suja 20:00 Jantar 07:40 Café da Manhã 15:00 Lanche 18:30 Coleta de Roupa Suja 08:00 Limpeza das Unidades 17:00 Coleta de Lixo 06:40 Entrega de roupa Limpa 17:00 Entrega de roupa Limpa 11:00 Almoço 13:30 Coleta lixo O funcionário da limpeza deve recolher os sacos quando estes estiverem com 2/3 de sua capacidade preenchida e/ou nos horários preconizados. Os sacos recolhidos devem ser retirados segurando pelas bordas. Deve ser fechada com dois nós, a fim de que se mantenham fechados colocando carro funcional. Os sacos de resíduos comuns não devem ser armazenados no saco do carro funcional. Os coletores de perfuro cortantes colocado em saco branco leitoso, devem ser fechados e recolhidos pelas bordas. Verificar se as embalagens estão devidamente fechadas. No caso de acidente ou derramamento no recipiente, deve-se imediatamente realizar a limpeza e desinfecção simultânea do local, e notificar a chefia da unidade. Equipamento de proteção individual de uso obrigatório na coleta de resíduos infectante e perfuro cortante: uniforme, gorro, óculos, máscara, luvas, sapato de proteção ou botas. Equipamentos de proteção individual na coleta de resíduos comum de uso obrigatório: uniforme, luvas, sapato de proteção ou botas. ARMAZENAMENTO TEMPORÁRIO No armazenamento interno os resíduos podem ficar armazenados até que haja um volume significativo que justifique o custo com a coleta e o tratamento, respeitadas todas as condições inerentes às características destes resíduos. O armazenamento temporário consiste na guarda temporária dos recipientes contendo os resíduos já acondicionados, em local próximo aos pontos de geração, visando agilizar a coleta dentro do estabelecimento e otimizar o deslocamento entre os pontos geradores e o ponto destinado à disponibilização para coleta externa. No armazenamento temporário não é permitida a retirada dos sacos de resíduos de dentro dos recipientes coletores ali estacionados, pois esta etapa consiste no acondicionamento dos resíduos em abrigo, em recipientes coletores adequados, em ambiente exclusivo e com acesso facilitado para os veículos coletores, no aguardo da realização da etapa de coleta externa. 5.5. TRANSPORTE EXTERNO E DISPOSIÇÃO FINAL. A coleta e transporte externos consistem na remoção dos RSS do abrigo de resíduos até a unidade de tratamento ou destino final. GRUPO A2 e Grupo E encaminhados para os Aterros Sanitários pela empresa Responsável. O resíduo comum é coletado pelo Serviço Municipal Quanto à disposição final os resíduos do Grupo D e Resíduos orgânicos – processo de compostagem – Lixão. O transporte interno de resíduos deve ser realizado atendendo roteiro previamente definido e em horários não coincidentes com a distribuição de roupas, alimentos e medicamentos, períodos de visita ou de maior fluxo de pessoas ou de atividades. Deve ser feito separadamente de acordo com o grupo de resíduos e em recipientes específicos a cada grupo de resíduos. Consiste na disposição de resíduos no solo, previamente preparado para recebêlos, obedecendo a critérios técnicos de construção e operação, e com licenciamento ambiental de acordo com a Resolução CONAMA nº 237/97. 5.6. ARMAZENAMENTO EXTERNO Destina-se a abrigar resíduos previamente acondicionados em sacos plásticos e recipientes resistentes à punctura e ruptura, identificados e depositados em contêineres com tampas. Com acesso facilitado, em ambiente fechado para atender o armazenamento dos contêineres do grupo A, B e D, além de observar as demais especificações técnicas construtivas do abrigo de resíduo descrita na RDC n° 306/2004. 5.6.1. ABRIGO EXTERNO É a contenção temporária de resíduos em área específica, denominada “ABRIGO DE RESÍDUOS”, durante o aguardo da coleta externa, para a destinação visando ao tratamento ou à disposição final. Deve ter identificação na porta e os sacos de resíduos devem permanecer dentro dos contêineres devidamente identificados. Após a coleta os resíduos infectantes e perfuro cortantes são levados até o Abrigo de Resíduos, onde é mantido dentro de embalagens fechadas aguardando o recolhimento pela empresa terceirizada. Já o resíduo comum é coletado pelo município de acordo com a rotina do mesmo. Segue o seguinte fluxo: • Fazer a desinfecção do carro coletor com água e hipoclorito de sódio, diariamente ou quando necessário. • Proceder à limpeza das luvas, botas e avental com as mãos enluvadas, voltar para a unidade e proceder à antissepsia das mãos. 5.7. COLETA E TRANSPORTE EXTERNO (se houver) A empresa contratada para realizar a coleta e transporte externo é a PAZ AMBIENTAL – COLETA E TRATAMENTO DE RESÍDUOS PERIGOSOS LTDA, localizada Área Rural – CHACARA Lote 58r-2e, Bairro: área Rural de Vilhena/RO. CEP: 76.980-002 Vilhena/RO. FONE: 69 3322-6752, CNPJ: 10.331.865/0001-94. Consiste na operação de remoção e transporte externo dos resíduos, entre o armazenamento externo de RSS do abrigo de resíduos (armazenamento externo) até a unidade de tratamento ou disposição final, pela utilização de técnicas que garantam a preservação das condições de acondicionamento e a integridade dos trabalhadores, da população e do meio ambiente. Deve estar de acordo com as regulamentações do órgão de limpeza urbana. A coleta e transporte externos dos resíduos de serviços de saúde devem ser realizados de acordo com as normas NBR 12810 e NBR 14652 da ABNT. 5.8. TRATAMENTO EXTERNO Classes Tratamento e disposição final Grupo A – Resíduos Biológicos ‐ Tratamento prévio: entregues a Empresa Terceirizada; Grupo B – Medicamentos vencidos ou frascos/ampolas com resíduos de antimicrobianos - Vencidos: entregues a Empresa Terceirizada; - Danificados ou com problemas de fabricação: enviados ao fabricante ou encaminhados a VISA local; - Oriundos de processos: descartados em recipiente adequado para coleta externa. Grupo C – Resíduos Radioativos NR Grupo D – Comum Não necessita Grupo E – Perfurocortantes - Acondicionar em recipiente rígido e com tampa até a coleta pela Empresa terceirizada. 5.9. DISPOSIÇÃO FINAL Consiste na disposição de resíduos no solo, previamente preparado para recebê-los, obedecendo a critérios técnicos de construção e operação, e com licenciamento ambiental de acordo com a Resolução CONAMA nº 237/97. A coleta e transporte externos consistem na remoção dos RSS do abrigo de resíduos até a unidade de tratamento ou destino final. GRUPO A2 e Grupo E encaminhados para os Aterros Sanitários pela empresa Responsável. O resíduo comum é coletado pelo Serviço Municipal Quanto à disposição final os resíduos do Grupo D e Resíduos orgânicos – processo de compostagem – Lixão. 5.9.1. EMPRESAS RESPONSÁVEIS PELA COLETA E TRANSPORTE DOS RSS Resíduos do Grupo A, B e E Responsável pelo Transporte: PAZ AMBIENTAL – COLETAE TRATAMENTO DE RESÍDUOS PERIGOSOS. Veículo Utilizado: Veículo adequado e autorizado pela ANTT Frequência da Coleta: cada 15 dias Tratamento e Destino Final: Incinera Tratamento de Resíduos Ltda Resíduos do Grupo D não recicláveis. Responsável pelo Transporte: Prefeitura Municipal de Campo Novo do Parecis/MT Veículo Utilizado: Caminhões apropriado para coleta Frequência da Coleta: 3 vezes por semana. Tratamento e Destino Final: Disposição em local destinado aos resíduos comuns sem tratamento prévio. ABRIGO DE HIGIENIZAÇÃO É o local ou área destinado à limpeza e desinfecção simultânea dos utensílios, carros de coletores, suporte de saco de lixo, baldes, ferramental (pá, ancinho etc.), vassoura, contêineres e demais equipamentos sob demanda. ABASTECIMENTO DE ÁGUA A forma do abastecimento de água é através do sistema de abastecimento rede pública – DAP Departamento de Água Parecis, possui uma caixa d'água uma é distribuída para o Hospital e Centro Cirúrgico, não é utilizado aplicação de produtos químicos nesta água, uma vez que a água abastecida pela empresa DAP Campo Novo do Parecis/MT já possui os produtos químicos necessários a manutenção da qualidade e desinfecção da água abastecida ao hospital. O Controle interno da qualidade da água é realizado semestral, a coleta de material é feita no próprio reservatório. Após a coleta é encaminhado para análise laboratorial. Esgotamento sanitário é realizado pela Departamento de Infraestrutura de Campo Novo do Parecis/MT, todo o esgoto doméstico produzido pelo hospital é coletado através de caixa de coleta de esgoto, e este é encaminhado ao sistema público de tratamento de esgoto localizado neste município e operado pela Departamento de Infraestrutura de Campo Novo do Parecis/MT. QUALIDADE DA ÁGUA DE ABASTECIMENTO A água é essencial para o bom funcionamento de um estabelecimento de saúde. É utilizada na limpeza geral, preparação dos alimentos, esterilização dos materiais, análises laboratoriais, preparação dos medicamentos, e na higiene pessoal, tanto dos profissionais do estabelecimento quanto dos pacientes. Para evitar problemas à saúde e jurídicos, a água utilizada nos diversos setores deve ter qualidade compatível ao seu uso. O tratamento utilizado para a obtenção desta qualidade deve obedecer a parâmetros estabelecidos. Os riscos relacionados à ingestão de água contaminada por agentes biológicos e os derivados de poluentes, dispostos nos esgotos ou causados por acidentes ambientais podem ser minimizados através de análises periódicas, evitando problemas à saúde da população. Conforme Pereira Neto (1993), as bactérias patogênicas encontradas na água contaminada e/ou alimentos, assim como os vírus e parasitas, se constituem nas principais fontes de mortalidade. Estas bactérias patogênicas podem causar doenças epidêmicas como cólera e febre tifoide, bem como casos de enterites e diarreias infantis, muitas vezes letal. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 80% de todas as doenças existentes no mundo estão associadas à má qualidade da água. A qualidade da água considerada aceitável é obtida através de técnicas de captação, armazenamento e tratamento, previstas na legislação pertinente a este assunto. A água utilizada para abastecimento do Hospital Municipal Euclides Horst - HMEH vem da rede pública de abastecimento. Esta deve satisfazer os critérios definidos pela PORTARIA 2914 do MS, e o estabelecimento possui laudos que atestem a qualidade da água utilizada. Em anexo os documentos das análises feitas por Laboratório da água de abastecimento do Hospital. Um dos pontos mais importantes no tratamento da água é a desinfecção dos reservatórios. Assim, através de técnicas de desinfecção, com base nos parâmetros legais, é possível manter a qualidade da água armazenada nestes. Deve ser feita a limpeza dos reservatórios de 6 em 6 meses, utilizando hipoclorito de sódio. Tabela - Manutenção da Qualidade da Água Hospital Municipal Euclides Horst. Atividade Frequência Responsável Limpeza dos reservatórios e Desinfecção dos reservatórios A cada 6 meses Setor de Manutenção e Reparos Avaliação da condição dos reservatórios A cada 30 dias Setor de Manutenção e Reparos Análise da Qualidade de Água Anual Laboratório Analítica - Análise Química & Controle da Qualidade (sante) Tabela - Tratamento de água Utilização Pré-tratamento interno Tratamento interno Análise/Monitoramento Todo o Estabelecimento Potabilidade Não Físico, químico e bacteriológico. Água Potável (beber) Potabilidade Sim (Filtros antes do Bebedouro, troca mensal). Físico, químico e bacteriológico. Utilização Pré-tratamento interno Tratamento interno Análise/Monitoramento 5.10. TRATAMENTO DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO (SE HOUVER) Esgotamento sanitário é realizado pelo Departamento de Infraestrutura do município, todo o esgoto doméstico produzido pelo hospital é coletado através de caixa de coleta de esgoto, e este é encaminhado ao sistema público de tratamento de esgoto localizado neste município e operado pelo Departamento de Infraestrutura do município. 6.RECURSOS HUMANOS: CAPACITAÇÃO, TREINAMENTO E EDUCAÇÃO AMBIENTAL CONTINUADA. O Programa de capacitação, treinamento e educação ambiental continuada dos recursos humanos visa a conscientização e valorização dos gestores e trabalhadores envolvidos no gerenciamento da importância da segurança e da proteção coletiva e individual no trato com os resíduos dos serviços de saúde. 6.1. PROGRAMA DE TREINAMENTO O pessoal envolvido diretamente com o gerenciamento de resíduos será capacitado na ocasião de sua admissão e mantido sob educação continuada para as atividades de manejo de resíduos, incluindo a sua responsabilidade com higiene pessoal, dos materiais e dos ambientes. A capacitação abordará a importância da utilização correta de equipamentos de proteção individual como: uniforme, luvas, avental impermeável, máscara, botas e óculos de segurança específicos a cada atividade, bem como a necessidade de mantê-los em perfeita higiene e estado de conservação. Todos os profissionais que trabalham no serviço de saúde, mesmo os que atuam temporariamente ou não estejam diretamente envolvidos nas atividades de gerenciamento de resíduos, devem conhecer o sistema adotado para o gerenciamento de RSS (resíduos de serviço de saúde), a prática de segregação de resíduos, reconhecer os símbolos, expressões, padrões de cores adotados, conhecer a localização dos abrigos de resíduos, entre outros fatores indispensáveis à completa integração ao PGRSS. Nestas ações deverão estar contempladas medidas preventivas e de intervenção que assegurem condições adequadas de saúde. Devendo ainda abordar itens como: • Da origem dos resíduos e os respectivos riscos operacionais; • A importância da segregação dos resíduos na origem; • Da padronização de acondicionadores por tipo de lixo gerado e forma de apresentação para a coleta; • Da identificação dos acondicionadores, veículo de coleta e armazenamento de resíduos; • A importância e uso de EPI; • As providências a serem tomadas em caso de acidente e situação de emergência; • A importância e procedimentos para a adequada higienização: das pessoas, dos instrumentos e veículos utilizados no PGRSS; • A importância do trabalho em equipe e das parcerias, para a qualidade do PGRSS; • A segurança química (inclusive a radioativa, se houver) e biológica. 6.2. PROGRAMA INTERNO DE EDUCAÇÃO SANITÁRIA E AMBIENTAL Implementar um Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde significa, além de elaborar o referido plano, promover treinamentos continuados para todos os envolvidos no trato dos resíduos. Será tarefa da Enfermagem (Enfermeira) definir conteúdos, métodos e frequência da capacitação para cada estabelecimento de saúde, assim como realizar a capacitação em todos os setores. Por diferentes razões, a redução e a segregação dos Resíduos de Serviços de Saúde representam a chave do sucesso no gerenciamento desses resíduos. É nesta etapa que intervém um grande número de pessoas, a maior parte delas ocupadas em atender o paciente, muitas vezes em condições de urgência. Para os médicos, enfermeiras e auxiliares, os resíduos gerados podem parecer um aspecto de pouca importância, a menos que tenham sido capacitados. Na realidade, a segurança e o bem estar do pessoal que maneja os RSS dependem, em boa parte, da capacitação e motivação dos médicos, enfermeiros, pacientes e de todo o pessoal que interage na geração desses resíduos. É importante lembrar que o pessoal da limpeza, que tem acesso a todas as seções do estabelecimento de saúde, deve se sentir parte importante da equipe e deverá receber uma cuidadosa capacitação para entender como a limpeza é fator importante no tratamento do paciente. Não se deve esquecer que entre os objetivos do PGRSS inclui-se a segurança ocupacional intra-estabelecimento de saúde. A capacitação permite identificar os perigos e aumentar a segurança no ambiente de trabalho, reduzindo o índice de acidentes e de enfermidades derivadas. É muito importante que todos os envolvidos recebam informações sobre as características de cada uma das etapas do processo de manejo dos RSS: segregação, coleta, identificação, armazenamento e transporte. Também devem ser ampliados os conhecimentos sobre os riscos potenciais que os RSS representam na transmissão de enfermidades. O treinamento básico envolvendo o manejo dos RSS deverá abordar, no mínimo, a seguinte estrutura curricular: • Educação Ambiental; • Controle de Água de Abastecimento; • Controle de Resíduos Sólidos; • Dos Símbolos, expressões, padrões de cores adotadas para o gerenciamento de RSS; De acordo com as normas sanitárias e ambientais vigentes; • Da localização dos ambientes de armazenamento e dos abrigos de RSS; Para facilitar o trabalho dos profissionais envolvidos no recolhimento dos RSS; • Das definições, tipo, classificação e risco no manejo dos RSS; Para melhorar o processo como um todo e proteger a saúde dos trabalhadores envolvidos no gerenciamento dos RSS; • Das responsabilidades e tarefas; Para minimizar os riscos no gerenciamento dos RSS; • Da identificação dos grupos de RSS; Para melhorar o processo como um todo e proteger a saúde dos trabalhadores envolvidos no gerenciamento dos RSS; • Da utilização dos coletores dos RSS; Para minimizar os riscos no gerenciamento dos RSS; • Do uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e Coletiva (EPC); Para proteger a saúde dos trabalhadores envolvidos no gerenciamento dos RSS; • Da Biossegurança; Afim de proteger a saúde dos trabalhadores envolvidos no gerenciamento dos RSS; • Das orientações quanto à higiene pessoal e dos ambientes; Para minimizar os riscos no gerenciamento dos RSS; • Das orientações especiais e treinamento em proteção radiológica quando houver rejeitos radioativos; Para proteger a saúde dos trabalhadores envolvidos no gerenciamento dos RSS; • Das providências a serem tomadas em caso de acidentes e de situações emergenciais; Para minimizar os riscos no gerenciamento dos RSS; • Da visão básica do gerenciamento dos resíduos sólidos no município; Para melhorar o processo como um todo; • Das noções básicas de controle de infecção e de contaminação química; Afim de proteger a saúde dos trabalhadores envolvidos no gerenciamento dos RSS. • Do conhecimento dos instrumentos de avaliação e controle do PGRSS. 6.3. EDUCAÇÃO CONTINUADA A Educação Ambiental Continuada terá como objetivo conscientizar todos os trabalhadores, pacientes, clientes e visitantes da necessidade da cooperação de todos para a manutenção de um ambiente limpo e saudável num estabelecimento de serviços de saúde. Devendo ser realizado com frequência. Normalmente, os profissionais envolvidos são: médicos, enfermeiros, auxiliares, pessoal de limpeza, coletadores internos e externos, pessoal de manutenção e serviços. O programa deve se apoiar em instrumentos de comunicação e sinalização e abordar os seguintes temas, de modo geral: • - Noções gerais sobre o ciclo de vida dos materiais. • - Conhecimento da legislação ambiental, de limpeza pública e de vigilância sanitária relativas aos RSS. • - Visão básica do gerenciamento dos resíduos sólidos no município. • - Definições, tipo e classificação dos resíduos e seu potencial de risco. • - Orientações sobre biossegurança (biológica, química e radiológica). • - Orientações especiais e treinamento em proteção radiológica quando houver rejeitos radioativos. • - Sistema de gerenciamento adotado internamente no estabelecimento. • - Formas de reduzir a geração de resíduos e reutilização de materiais. • - Identificação das classes de resíduos. • - Conhecimento das responsabilidades e de tarefas. • - Medidas a serem adotadas pelos trabalhadores na prevenção e no caso de ocorrência de incidentes, acidentes e situações emergenciais. • - Orientações sobre o uso de Equipamentos de Proteção Individual - EPIs e Coletiva – EPCs específicos de cada atividade, bem como sobre a necessidade de mantê-los em perfeita higiene e estado de conservação. • - Orientações sobre higiene pessoal e dos ambientes. • - Conhecimento sobre a utilização dos veículos de coleta. O programa deve ter em conta as constantes alterações no quadro funcional e na própria logística dos estabelecimentos e a necessidade de que os conhecimentos adquiridos sejam reforçados periodicamente. O ideal é que o programa de educação seja ministrado: • Antes do início das atividades dos empregados; • Em periodicidade predefinida; • Sempre que ocorra uma mudança das condições de exposição dos trabalhadores aos agentes físicos, químicos, biológicos. Sempre levar em consideração que os profissionais que atuam no processo podem não ter em sua formação noções sobre cuidados ambientais. Via de regra, sua formação é específica, técnica e não proporciona o preparo necessário para a busca de condições que propiciem a minimização de riscos, tanto os que são inerentes à execução de suas atividades quanto os que envolvem o meio ambiente. Assim, são procedentes algumas sugestões para elaboração dessa capacitação quanto a: • - Organizar a capacitação em módulos para as diferentes categorias envolvidas no processo, adequando a linguagem e conteúdos às funções e atividades e deixando claro seu respectivo nível de responsabilidade. É essencial definir metas, expectativas a serem atingidas e as competências para a execução das atividades; • - Capacitar, sensibilizar e motivar médicos, enfermeiras e auxiliares em todos os assuntos relativos aos RSS, enfatizando o processo de segregação, uma vez que a segregação (separação em grupos, subgrupos e compatibilidade) e o acondicionamento dos RSS é a chave de todo o processo de manejo; • - Ministrar capacitação do pessoal de limpeza de maneira cuidadosa. Devem ser incluídos conhecimentos sobre o impacto da realização inadequada dos serviços no processo de gerenciamento de resíduos; • - Incluir um módulo de divulgação dirigido ao pessoal que não esteja diretamente envolvido com os RSS, para que conheçam os métodos utilizados e os possíveis riscos do ambiente de trabalho; • - Agregar em todos os módulos de capacitação, informação sobre as situações de emergência; • - Avaliar constantemente o programa de capacitação; • - Utilizar técnicas participativas apoiadas por materiais audiovisuais, cartazes, folhetos etc. 6.4. CAMPANHAS EDUCATIVAS O estabelecimento de serviços de saúde deverá promover campanhas educativas de divulgação utilizando: folhetos, cartilhas, mensagens com frases ou ilustrações, atividades, informando os cuidados com o trato com o lixo, o desperdício e a vantagem de minimizar, reduzir, reciclar e reutilizar além dos custos dos serviços e os aspectos ambiental e sanitário. SAÚDE DO TRABALHADOR O PGRSS deverá contemplar ações para minimização ou eliminação da exposição ocupacional aos agentes de riscos ocupacionais (físicos, químicos, biológicos, radioativos, ergonômicos) e de acidentes causados diretamente pelos resíduos ou decorrentes do processo de manejo dos RSS, com apresentação do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO e Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA, em cumprimento, respectivamente, as NR 7 e 9, aprovadas pela Portaria nº 3 214/78 – MTE. 6.5. MAPEAMENTO DOS RISCOS AMBIENTAIS ASSOCIADOS AO RSS 6.5.1. MAPA DE RISCO E PROGRAMA DE SAÚDE OCUPACIONAL Riscos associados aos resíduos de serviços de saúde: Agravos à saúde humana, implicações epidemiológicas, e danos ao próprio meio ambiente (poluição e contaminação do ar, água e solo), e aos recursos naturais, contaminação cruzada, e riscos de acidentes do trabalho. Brasil (2001), “entende-se por risco a probabilidade que tem um indivíduo de gerar ou desenvolver efeitos adversos à saúde, sob condições específicas, em situação de perigo próprias do meio”. Porém, a presença de um agente de risco não significa risco efetivo. “O risco, em uma determinada situação é resultado da combinação de fatores relativos aos resíduos e o processo, ao ambiente e ao indivíduo ou grupo exposto” (RIBEIRO FILHO, 2001). A segurança é um dos principais aspectos a ser considerado quando se refere ao gerenciamento de RSS. Ela envolve decisões que podem ser simples e rotineiras, como complexas e com altos investimentos. Para se buscar a segurança quanto ao risco para a saúde e para o meio ambiente, é preciso determinar, primeiramente, os riscos, para após dimensionar as medidas a serem propostas para solucionar o problema. Segundo Ribeiro Filho (2001), para afirmar que os RSS são perigosos, é preciso primeiramente conhecer suas características e os processos que os geram, levando em conta o contexto em que eles se encontram e o objeto de exposição ao risco. A análise deste é o instrumento mais importante para a tomada de decisão, pois estabelece quais as medidas de segurança e prevenção a serem tomadas. Identificação e localização dos riscos potenciais: O primeiro passo para identificar os riscos é a sua definição, conforme a natureza dos agentes envolvidos. Os cinco tipos de riscos nos ambientes laborais, definidos a partir da Portaria 3214/78 do Ministério do Trabalho e Emprego, em suas Normas Regulamentadoras (NR) de Medicina e Segurança do Trabalho, são: Riscos físicos: formas de energia a que os trabalhadores possam estar expostos. Entre os agentes causadores pode-se citar: ruído, vibrações, pressões anormais, radiações ionizantes e não ionizantes.(NR-09 e NR-15). Riscos químicos: substâncias, compostos ou produtos que possam penetrar no organismo pelas vias respiratórias, nas formas de poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases ou vapores, ou que, pela natureza da atividade de exposição, possam ter contato ou ser absorvido pelo organismo através da pele ou por ingestão. (NR-09 e NR-15). Riscos biológicos: bactérias, fungos, bacilos, parasitas, protozoários, vírus, entre outros (NR-09). Os riscos biológicos são classificados pela: patogenicidade para o homem; virulência; modos de transmissão; disponibilidade de medidas profiláticas eficazes; disponibilidade de tratamento eficaz; e endemicidade. Riscos ergonômicos: elementos físicos e organizacionais que interferem no conforto da atividade laboral, e consequentemente nas características psicofisiológicas do trabalhador (NR-17). Riscos de acidentes: condições com potencial de causar danos aos trabalhadores nas mais diversas formas, levando-se em consideração o não cumprimento das normas técnicas previstas. Alguns riscos de acidentes estão relacionados ao arranjo físico, eletricidade, máquinas e equipamentos, incêndio/explosão, armazenamento, ferramentas, etc. O gerenciamento de riscos é a administração que visa ao controle de riscos. E isso deve ser feito a partir da avaliação sistemática dos riscos do estabelecimento, fundamentados em princípios humanos, técnicos, legais, econômicos, etc. As principais etapas do gerenciamento de risco são (BRASIL - MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2002): • Análise do risco; • Avaliação do risco; • Definição de medidas preventivas; e • Eliminação ou minimização do risco. Tabela - Identificação dos Riscos Potenciais SETOR FÍSICO QUÍMICO BIOLÓGICO ERGÔNOMICO ACIDENTES CME – ÁREA SUJA E ÁREA LIMPA Calor Ruído Detergente enzimático, ácido peracético e hipoclorito de sódio Contaminação por agente biológico, Contato com fluido corporal. Postura inadequada, Levantamento e transp. manual de peso, trabalho em pé. Quedas, queimadura, irritação pele, choque elétrico, perfurações. POSTOS DE ENFERMAGEM Calor Medicamentos e gazes medicinais Contaminação por agente biológico, doenças, Contato com fluido corporal. Postura inadequada Trabalho em pé e sentado, esforço físico, levantamento de peso, Choque elétrico iluminação deficiente. movimentos repetitivos. FARMÁCIA Ruído Medicamentos --- Postura inadequada, trabalho em pé e sentado, esforço físico, levantamento de peso, movimentos repetitivos Queda, corte, perfuração. RECEPÇÕES --- ---- Contato com pacientes, transeuntes. Movimentos repetitivos, Postura inadequada. --- SETORES CLÍNICOS ASSISTENCIAIS Ruídos Radiações ionizante, calor ---- Contato com material biológico Postura inadequada, trabalho em pé, movimentos repetitivos Materiais perfuro cortantes, choque elétricos, iluminação deficiente. SETOR RADIOLOGIA Radiação ionizante Reveladores e fixadores Contato com pacientes Postura inadequada, trabalho em pé, movimentos repetitivos Materiais perfuro cortantes, choques elétricos. LAVANDERIA – ÁREA SUJA E LIMPA Calor, ruídos Produtos químicos, detergentes utilizados no processo de lavagem. Roupas contaminadas com material biológico, materiais perfuro cortantes contaminados. Empurrar carrinhos, levantamento e transporte manual de pesos, postura inadequada, movimentos repetitivos, trabalho em pé. Arranjo físico inadequado, choque elétrico, queimaduras, perfuração. SETORES ADMINISTRATIVOS --- --- Contato eventual com paciente. Cadeiras inadequadas, trabalho sentado, movimentos repetitivos, outras situações causadoras de stress físico e psíquico Queda, choque elétrico. Tabela - Controle de Riscos RISCO POSSÍVEIS DANOS A SAUDE MEDIDAS DE CONTROLE FÍSICO Problemas auditivos, hipertensão. Uniforme, climatização, protetor auricular, Luvas, avental, bota de PVC, exaustores, capacitação dos profissionais. QUÍMICO Intoxicação, alergia. Luvas látex, bota PVC, óculos, avental, Capacitação dos profissionais. BIOLÓGICO Contaminação, doenças. Touca, máscaras descartáveis, luvas, bota PVC, óculos, manutenção e limpeza de arcondicionado, utilizar máscaras ao transitar, uniforme, avental, Segregação correta, Acondicionamento em recipientes específicos para perfuro cortantes, capacitação dos profissionais. ERGONÔMICO Doenças ocupacionais Ginástica laboral, Cadeiras adequadas com apoio para antebraço e para os pés, balcão adequado, apoio para pés, capacitação dos profissionais. ACIDENTES Fratura, hematomas, doenças, choque, agressão, perfurações, cortes, quedas, batidas e queimaduras. Segregação correta, acondicionamento em recipientes específicos para perfuro cortantes, Luvas de procedimento, máscara de solda, escadas para pegar coisas que estão no alto, retirar fiação exposta, manutenção, segurança na recepção, capacitação dos profissionais. 6.5.2. ATIVIDADES DA CIPA - COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES Realiza treinamentos para as diversas categorias profissionais enfocando as prevenções de acidentes hospitalares, que incluem: • Identificação dos riscos do processo de trabalho, elaborar o mapa de riscos, com participação do maior número de trabalhadores. • Elaboração do plano de trabalho que possibilite a ação preventiva na solução de problemas de segurança e saúde no trabalho. • Participação da implementação e do controle da qualidade das medidas de prevenção necessárias, bem como da avaliação das prioridades de ação nos locais de trabalho. • A verificação periódica nos ambientes e condições de trabalho visando à identificação de situações que venham a trazer riscos para segurança e saúde dos trabalhadores. • A realização, a cada reunião, a avaliação do cumprimento das metas fixadas em seu plano de trabalho e discutir as situações de riscos que foram identificadas. • Divulgação aos trabalhadores informações relativas à segurança e saúde no trabalho. • Identificação dos EPI’s adequados de forma setorial. 6.5.3. ATIVIDADES DA CCIH – COMISSÃO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR Realiza treinamentos para as diversas categorias profissionais enfocando as Precauções Padrão para as infecções hospitalares, que inclui: • A higienização das mãos. • O uso de equipamentos de proteção individual (EPI). • O descarte correto de materiais perfuro cortantes. • Os cuidados com a manipulação de artigos e equipamentos de assistência contaminados com sangue e outros fluídos orgânicos. • O supervisionamento do atendimento à exposição acidental com materiais biológicos. A CCIH rege e representa a Comissão de Gerenciamento de Resíduos, participando ativamente da elaboração e implementação do Plano de Gerenciamento de Resíduos. Serão realizados cursos, palestras, oficinas e outras ações educativas a fim de desenvolver atividade de forma segura além dos EPI’s já citados deverá ser seguido as seguintes normas: 6.5.3.1. PROIBIÇÕES: • Desenvolver seu trabalho sem utilizar os equipamentos de proteção individual adequado para suas atividades; • Deixar de zelar pela guarda e conservação adequada dos equipamentos de proteção individual e coletiva; • Desenvolver atividades fora de sua função, salvo quando receber ordem de serviço; • Transportar manualmente carga superior a 20 kg; • Alterar processos de trabalho sem a ciência da chefia imediata; • Deixar de zelar pela higiene nas instalações sanitárias; • Ultrapassar a capacidade de 2/3 de volume dos sacos de lixo; • Misturar classes de resíduos. 6.5.3.2. Obrigações: • Comunicar imediatamente a sua supervisão toda a condição de risco no trabalho ou alteração de processo, falha em equipamentos, fator humano ou qualquer condição que comprometa o bom desempenho da atividade; • Trabalhar com zelo visando a saúde ocupacional, segurança do trabalho, qualidade da atividade; • Colaborar com a empresa na aplicação das Normas Regulamentadoras de Saúde e Segurança do Trabalho; • Comunicar acidentes de trabalho à sua supervisão e à comissão de controle de infecção hospitalar. POP orientando procedimento está disponível na Triagem. 7. SAÚDE E SEGURANÇA OCUPACIONAL A proteção à saúde e segurança dos trabalhadores nos estabelecimentos prestadores de serviços de saúde em geral deve ser considerada relevante para o cumprimento das metas estabelecidas no PGRSS. É fundamental garantir transparência nas relações de emprego e trabalho. É isso que deve se refletir, claramente, nas questões de saúde e segurança do trabalhador em todas as etapas de trabalho. Além das condições adequadas é necessário informar o trabalhador, da melhor forma possível, sobre: • As características das etapas do processo e da organização do trabalho; • Os riscos existentes; • As causas dos riscos; • Medidas de controle de risco (ou preventivas), como as medidas e equipamentos de proteção Individual e coletiva, necessárias e existentes; • Procedimentos em caso de acidentes, incidentes, doenças, agravos à saúde; • Absenteísmo, como reflexo de sintomas de agravos à saúde. Os treinamentos devem estar imbuídos do espírito de transparência e contemplar a sequência descrita, e a proteção à saúde e segurança dos trabalhadores está contemplada na filosofia das três etapas fundamentais de análise de riscos: • O reconhecimento dos riscos existentes no processo de trabalho; • O estudo e análise da conjuntura existente, inclusive definindo pontos críticos de controle; • O controle dos riscos existentes. O cumprimento da sequência das duas primeiras etapas é importante para se atingir, da melhor forma possível, o principal objetivo que é "o controle dos riscos existentes". Dentro da análise de riscos são especificadas prioridades para os níveis de intervenção das medidas de controle: • 1ª prioridade: eliminação da fonte poluidora (ou contaminante); • 2ª prioridade: controle de risco na fonte geradora (proteção coletiva); • 3ª prioridade: controle do risco no meio, entre a fonte e os indivíduos (proteção coletiva); • 4ª prioridade: controle do risco a que está exposto o indivíduo diretamente envolvido (proteção individual). Todo o processo de análise específica de riscos de resíduos de serviços de saúde, pode ser representado por um fluxograma que permite visualizar os componentes da conjuntura em estudo. A legislação trabalhista dá o nome de mapeamento de riscos a esse estudo. No caso dos resíduos de serviços de saúde poderia ser elaborado um fluxograma específico. A partir deste fluxograma pode-se estudar e documentar os aspectos seguintes: • - Atividades envolvidas; • - Produtos e equipamentos envolvidos; • - Recursos humanos envolvidos; • - Riscos existentes; • - Danos possíveis (acidentes, doenças, agravos, incidentes); • - Medidas de controle necessárias; • - Medidas de controle existentes. Quanto às medidas de controle: • Normalmente são propostas mais de uma medida, para "cercar o risco"; • Estas medidas possuem algumas "linhas de conduta" para proteção coletiva; • Organização do trabalho; proteção individual; • Treinamento (sempre fundamental); etc. 7.1. EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO Os equipamentos de proteção são todos os dispositivos destinados a proteger a saúde e a integridade física do trabalhador. Os equipamentos de proteção devem ser utilizados pelos funcionários que manuseiam os resíduos e devem ser os mais adequados para lidar com os tipos de resíduos de serviços de saúde. Devem ser utilizados de acordo com as recomendações normativas do Ministério do Trabalho. O pessoal envolvido diretamente com os processos de higienização, coleta, transporte, tratamento e armazenamento de resíduos, são submetidos a exame médico a cada 06 meses, conforme Portaria Nº 3214 do Ministério do Trabalho e Emprego. Os trabalhadores envolvidos na assistência são imunizados conforme Programa Nacional de Imunização – PNI, devendo obedecer a calendário elaborado pela CCIH da Unidade, que mantêm arquivo com situação vacinal dos profissionais. A Unidade possui um Protocolo para a Profilaxia de Acidentes Biológicos. A Unidade dispõe de controle de estoque de Equipamentos de Proteção Individual e Coletiva. 7.2. RISCOS ASSOCIADOS Á SAÚDE E SEGURANÇÃO DO TRABALHADOR O manuseio dos resíduos envolve risco potencial de acidente, principalmente para os profissionais que atuam na coleta, no transporte, no tratamento e na disposição final dos resíduos. O potencial de risco dos RSS aumenta quando os mesmos são manuseados de forma inadequada ou não são apropriadamente acondicionados e descartados, especialmente em situações que favorecem a penetração de agentes de risco no organismo. O colaborador que manipula os resíduos esta sendo submetido aos seguintes riscos: RISCO BIOLÓGICO, RISCO FÍSICO, RISCO QUÍMICO, RISCO ERGONÔMICO, RISCO DE ACIDENTE. A saúde do trabalhador é um processo que compreende que visa a proteção da saúde dos trabalhadores reduzindo as patologias decorrentes da atividade desenvolvida e promovendo um processo produtivo porém seguro. Essa metodologia deve envolver uma equipe multidisciplinar por se tratar de um tema tão amplo, onde abordaremos os processos de higienização, coleta, transporte, tratamento, e armazenamento de resíduos. As ações preventivas quanto ao manuseio dos referidos materiais e procedimentos são realizados pela Comissão de Prevenção de Acidentes (CIPA), Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) e Programa de Educação Continuada. 7.3. PPRA Programa de Prevenção de Riscos Ambientais, sendo o mapeamento de todos os riscos inerentes ao ambiente de trabalho, através de avaliações, medições e monitoramentos para manter a integridade física dos trabalhadores e diminuir os riscos e probabilidades de acidentes de trabalho. O PPRA deverá ser elaborado, preferencialmente, por profissionais devidamente habilitados e capacitados, tais como: Engenheiro de Segurança do Trabalho, Médico do Trabalho ou Técnico de Segurança do Trabalho. Possui 3 (três) estágios (planejamento, implementação e implantação); possui como metas e objetivos básicos comuns (saúde e segurança dos trabalhadores e do meio ambiente; alcance de projeto de 1 (um) ano; levantamentos e diagnósticos qualitativos e quantitativos para avaliação dos riscos). 7.4. PCMSO O Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional, cujo produto final será a proteção e prevenção de agravos á saúde e doenças relacionadas ao trabalho, através de avaliações, exames médicos (exame médico admissional e acidente de trabalho, periódico, de retorno ao trabalho, de mudança de função e dimensional). Esse programa deverá ser elaborado por profissional habilitado e capacitado, via de regra, o Médico do Trabalho. 7.5. ORGANIZAÇÃO E CUIDADOS ESPECIAIS Como orientação obrigatória deve-se sempre: • Trabalhar com muita atenção; • Não usar roupas de tecido sintético, ou facilmente inflamável; • Não cortar nenhum tipo de material com a boca; • Não levar as mãos à boca ou aos olhos quando estiver trabalhando com produtos químicos; sempre lavar vigorosamente as mãos antes e depois de manipular comida; • Não comer, beber ou fumar dentro do estabelecimento; • Fechar todas as gavetas e portas que abrir; • Manter as bancadas sempre limpas e livres de materiais estranhos ao trabalho; • Nunca manter comida no laboratório; fazer limpeza prévia, com material apropriado; • Descartar papéis usados e materiais inservíveis nos coletores somente quando não apresentar riscos de contato com produtos químicos oxidantes; • Em caso de derramamento de produtos tóxicos, inflamáveis ou corrosivos, parar o trabalho, isolando a área, advertir pessoas próximas sobre o ocorrido, só efetuar a limpeza após consultar a ficha de emergência do produto, alertar a chefia, verificar e corrigir a causa do problema, e no caso do envolvimento de pessoas, procurar o serviço de assistência médica mais próxima. 7.6. AÇÕES DE PROTEÇÃO À SAÚDE DO TRABALHADOR O pessoal envolvido diretamente com o gerenciamento dos resíduos deverá ser capacitado e mantido sob educação permanente para as atividades de manejo dos resíduos, incluindo sua responsabilidade com higiene pessoal, dos materiais e do ambiente. Durante o manuseio dos resíduos, o funcionário deverá utilizar os seguintes equipamentos de proteção individual: • Óculos incolor, máscara respiratória N95 ou PFF2, gorro (touca descartável), uniforme manga longa. • Luvas de PVC ou borracha, impermeáveis, resistentes, cor clara, antiderrapante e de cano longo e por baixo, luvas de procedimentos. • Botas de PVC, impermeáveis, cano médio comprimento. • Avental de PVC, impermeável e de médio comprimento. Após a coleta interna, o funcionário deverá lavar as mãos ainda enluvadas, retirando as luvas e colocando‐as em local apropriado. O funcionário deve lavar as mãos antes de calçar as luvas e depois de retirá‐las. Em caso de ruptura das luvas, o funcionário deve descartá‐las imediatamente não as reutilizando. Certos equipamentos de proteção individual devem ser lavados e desinfetados diariamente, sempre que houver contaminação com material infectante, devem ser substituídos imediatamente, lavados e esterilizados. As pessoas envolvidas com o manuseio de resíduos devem ser submetidas a exame admissional, periódico, de retorno ao trabalho, mudança de função e dimensional. Os exames e avaliações que devem ser submetidos são anamnese ocupacional, exame físico, exame mental. Todos os empregados quando admitidos devem passar por exame médico admissional e receberão as primeiras e seguintes doses das vacinas, sendo vacina de hepatite B, dupla adulto (difteria e tétano) e Febre Amarela, e serão acompanhados pela Enfermeira da CCIH até o término do seu esquema de doses, assim como também receberão as vacinas de campanhas nacionais ao qual estiverem incluídos os trabalhadores da saúde. 7.7. AÇÕES DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES E SEGURANÇA DO TRABALHADOR Para a Prevenção de Acidentes e Exposição do Trabalhador e Agentes Biológicos, devem ser adotadas as seguintes medidas: • Realizar antissepsia das mãos sempre que houver contato da pele com sangue e secreções; • Usar luvas sempre e ao retirá-las realizar lavagem das mãos; • Não fumar e não se alimentar durante o manuseio com resíduos; • Retirar as luvas e lavar as mãos sempre que exercer outra atividade não relacionada aos resíduos (Ir ao sanitário, atender ao telefone, beber água, etc.); • Manter o ambiente sempre limpo; • Em caso de Acidentes com perfuro cortante as seguintes medidas são tomadas: • Seguir protocolo de exposição acidental a material biológico (CCIH); • Lavar bem o local com água e sabão durante 5 minutos; • Notificar imediatamente a chefia imediata; • Encaminhar para atendimento médico na unidade de emergência para realizar avaliação do acidente quanto a gravidade e realização dos procedimentos necessários bem como uso da medicação quando indicado o mais rápido possível. Todos acidentes de trabalho com exposição a materiais biológicos são considerados Urgência. • Procurar os membros da CIPA e CCIH para: registro, acompanhamento, orientações, descrição do acidente e encaminhá-la à para administrativo para preenchimento da CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho), conforme fluxograma de acidente de trabalho. • Acompanhar os acidentados de acordo com a Sorologia do paciente fonte (ex: se paciente fonte for Hepatite B reagente – acompanhar o acidentado com exames de Hepatite com 3, 6 e 12 meses) conforme Protocolo da CCIH de Exposição a Material Biológico. 8.PLANO DE CONTINGÊNCIA Identificação de Riscos: Analisar as situações de risco que podem ocorrer no ambiente de trabalho, tais como: ✓ Vazamentos ou rompimentos de containers de resíduos contaminados. ✓ Incêndios no local de armazenamento de resíduos. ✓ Falha no transporte de resíduos para descarte adequado. ✓ Exposição acidental a agentes biológicos ou químicos. ✓ Contaminação de áreas externas. Ações Emergenciais • Vazamento de Resíduos: Procedimentos para conter o vazamento, isolar a área, realizar a limpeza adequada e a correta destinação do material. • Incêndio: Procedimentos para o combate ao fogo, acionamento de brigada de incêndio, evacuação e contenção de riscos. • Acidentes com Funcionários: Ações para socorrer funcionários envolvidos em acidentes com resíduos contaminados, incluindo primeiros socorros e encaminhamento a serviços de saúde. • Falhas no Transporte: Definir medidas emergenciais caso o transporte de resíduos não ocorra como previsto, como a rede de contato com prestadores de serviços de transporte alternativo ou sistemas de contingência. Plano de Comunicação Comunicação via Telefones Móveis Chamadas de emergência: O uso de números pré-determinados para chamadas de emergência é vital. Estes podem ser contatos diretos com as autoridades de saúde, serviços de emergência, bombeiros e equipes internas responsáveis pela gestão de resíduos. ✓ Autoridades de Saúde. ✓ Vigilância Sanitária. ✓ Corpo de Bombeiros. Boas Práticas para uma Comunicação Rápida Eficiente: Pré-definição de mensagens: Para tornar a comunicação ainda mais ágil, as mensagens podem ser previamente definidas e configuradas para envio rápido em momentos de emergência. Por exemplo, “Vazamento de resíduos na ala X” ou “Incêndio na sala Y”. Treinamento contínuo: Todos os envolvidos no plano de contingência devem ser treinados em como utilizar as ferramentas de comunicação rapidamente durante uma emergência. 9.PLANO DE MINIMIZAÇÃO DE RISCOS Os riscos pode ser clasificados em diferentes tipos, como: ✓ Riscos biológicos: Exposição a agentes patogênicos, como vírus, bactérias e fungos (exemplo: HIV, Hepatite, Tuberculose). ✓ Riscos químicos: Exposição a produtos tóxicos ou perigosos, como medicamentos, desinfetantes e reagentes laboratoriais. ✓ Riscos físicos: Incluem radiação, ruído, temperatura extrema, vibração, etc. ✓ Riscos ergonômicos: Problemas causados por posturas inadequadas ou repetição de movimentos. ✓ Riscos mecânicos: Máquinas, equipamentos ou materiais que podem causar acidentes, como cortes, esmagamento ou quedas. ✓ Riscos psicossociais: Estresse, sobrecarga de trabalho, assédio ou desconforto mental. Para identificar esses riscos, a equipe de segurança pode realizar: ✓ Observação direta dos processos. ✓ Entrevistas e questionários com os colaboradores. ✓ Inspeções periódicas no local de trabalho. Avaliação dos Riscos Após a identificação, é fundamental avaliar a gravidade e a probabilidade de ocorrência de cada risco identificado. A avaliação ajuda a priorizar as ações de minimização de riscos. A avaliação pode ser feita com base em uma matriz de risco, que considera dois parâmetros: Probabilidade de ocorrência: Alta, média ou baixa. Impacto potencial: Alto, médio ou baixo. Definição de Medidas Preventivas e Corretivas Com base na avaliação dos riscos, as medidas preventivas e corretivas devem ser planejadas para reduzir ou eliminar os riscos. Estas medidas podem incluir: Medidas Preventivas Treinamento e capacitação contínuos: Educação sobre os riscos e as boas práticas de segurança. Exemplos incluem treinamento sobre uso de EPIs, segurança no manuseio de produtos químicos, primeiros socorros e protocolo de resposta a acidentes. Revisão de processos e protocolos: Alteração de processos ou métodos de trabalho que possam reduzir os riscos. Exemplo: uso de equipamentos automáticos para evitar o contato manual com agentes biológicos. Melhoria de ambiente e infraestrutura: Alterações físicas, como a instalação de sistemas de ventilação adequados, pisos antiderrapantes, iluminação apropriada e sinalização de segurança. Equipamentos de Proteção Individual (EPIs): Fornecimento adequado de EPIs, como luvas, máscaras, aventais, óculos de proteção, etc., conforme o tipo de risco. Automatização de processos de risco elevado: Uso de dispositivos automáticos para manipulação de substâncias perigosas ou resíduos. Medidas Corretivas Ações imediatas em caso de acidente: Ter um plano claro para ações corretivas imediatas, como primeiros socorros, evacuação ou interrupção das atividades para minimizar danos. Reparo e manutenção de equipamentos: Garantir a manutenção regular de equipamentos, como sistemas de incêndio, sistemas de ventilação, máquinas e dispositivos médicos. Descontaminação e limpeza: Protocolos detalhados para descontaminação e limpeza das áreas afetadas por substâncias perigosas ou biológicas, com equipamentos e produtos apropriados. 10. PLANO EMERGENCIAL Para evitar que as ações emergenciais ocorram são necessários certos procedimentos no manuseio dos resíduos: • Nunca encapar, entortar ou desconectar as agulhas usadas do corpo da seringa; • Nunca exceder o limite de enchimento do recipiente que acondiciona o resíduo; • Utilizar os EPI indicados para a execução do trabalho; • Lavar sempre as mãos antes de calçar, retirar e ter retirado as luvas; • Higienizar diariamente e guardar os EPI não descartáveis em local apropriado; • Certificar‐se de que objetos perfuro‐cortantes não estão na roupa que será encaminhada para a lavanderia 10.1. RECOMENDAÇÕES TÉCNICAS PARA A ABORDAGEM DOS ACIDENTES COM MATERIAL BIOLÓGICO E/OU PERFURO - CORTANTES. Após exposição a material biológico, realizar a profilaxia secundária de acordo com cuidados na vigência de exposição: • Lavar local exposto imediatamente; • Pele (água e sabão); • Mucosas (água); • Olhos (água ou solução salina). • Análise da exposição; • Apoio e esclarecimento; • Análise clínica e sorológica; • Coleta de sangue do acidente e da fonte; • Profilaxia (HIV) (2 horas até 36 horas extras); • Solicitação e dispensação de antirretrovirais ou vacinas; 10.2. RECOMENDAÇÕES PARA QUIMIOPROFILAXIA APÓS EXPOSIÇÃO AO RISCO DE CONTÁGIO COM O VÍRUS DA AIDS (HIV) Fluxograma de Conduta Após Acidente ACIDENTE ↓ CUIDADOS LOCAIS (Supervisão chefia imediata) ↓ NOTIFICAÇÃO (Médico Trabalho/ CCIH – CAT) ↓ ANÁLISE DE DADOS DA FONTE DE CONTÁGIO (Causa e tipo de acidente, vacinas Quimioprofilaxia, etc) ↓ ORIENTAÇÃO INDIVIDUAL AO PROFISSIONAL ↓ SEGUIMENTO CLÍNICO LABORATORIAL MONITORAMENTO O plano emergencial da Unidade consiste em regras gerais de contenção nos casos de derramamento de material biológico ou químico sobre o corpo, em bancada, piso e parede. EXAMES PACIENTE FONTE TIPO DE ACIDENTE (EPI, FLUIDO) RETORNOS ROTINA 10.3. PROCEDIMENTOS NO CASO DE DERRAMAMENTO DE MATERIAL BIOLÓGICO SOBRE O CORPO • Remover a roupa contaminada. • Colocar o jaleco, roupa e qualquer outra peça do vestiário em saco plástico identificado e com o símbolo de risco biológico. • Lavar cuidadosamente a área do corpo, exposta ao agente de Risco Biológico, usando água e sabão, por pelo menos cinco minutos. • Sangue ou outro agente de Risco Biológico que atinja os olhos deve ser lavado imediatamente. • Encaminhar ao atendimento médico. • Monitorar todo o pessoal envolvido no derramamento e na limpeza através de exames e acompanhamento médico. • Comunicar o ocorrido ao responsável pelo serviço. • Registrar o acidente na CCIH e Serviço de saúde ocupacional. Em caso de derramamento de material biológico em bancada, piso e parede, deve-se iniciar as medidas de contenção imediatamente. 10.4. DERRAMAMENTO DE MATERIAL BIOLÓGICO MEDIDAS • Avisar aos trabalhadores e outros presentes do derramamento. • Usar EPI composto de jaleco de manga longa, luvas descartáveis, gorro, óculos de segurança ou protetor facial e máscara descartável. • Cobrir o derramamento com material absorvente (toalha de papel). • Colocar desinfetante sobre o material absorvente e nas bordas do derramamento (hipoclorito a 1%). O desinfetante deve ter sua eficiência em relação ao microrganismo do derramamento comprovada, verificar e observar as concentrações indicadas e o tempo de contato. • Aguardar 30 minutos. • Após absorção do derramamento pelo material absorvente, limpar a área com toalhas de papel embebidas em desinfetante. • Colocar as toalhas de papel e outros resíduos descartáveis em saco de autoclave identificado e com o símbolo de Risco Biológico. • Encaminhar para auto clavação antes do descarte final. Após tal procedimento solicitar do funcionário da higienização a limpeza de rotina no local. • Registrar o incidente à CCIH e Serviço de Saúde Ocupacional da unidade. Em consenso, definiu-se que o PGRSS deverá ser atualizado a cada 3 anos, desde que não ocorram modificações na estrutura física da unidade ou acréscimo de novos serviços, e deverá ter parâmetros de avaliação visando ao seu aperfeiçoamento contínuo. A análise e aprovação do PGRSS se efetuarão pelos órgãos de meio ambiente e de saúde competentes, conforme os critérios de elegibilidade ambiental e de saúde. 11. INDICADORES A Unidade de saúde deverá elaborar relatório de desempenho anualmente contendo as condições de operação do PGRSS e de operação dos equipamentos utilizados, e esses deverão estar disponíveis para a fiscalização dos órgãos competentes, devendo ser feitas avaliações frequentes de todas as atividades que compõem a operação do PGRSS. Periodicamente deverão ser realizadas auditorias em todos os processos padronizados e as falhas serão registradas e discutidas, bem como o apontamento das necessidades dos setores com definição da competência dos setores envolvidos, e serem mantidos todos os registros de operação de venda ou de doação dos resíduos destinados às empresas terceirizadas devidamente licenciadas, bem como para verificação da geração do empreendimento no decorrer dos anos. No monitoramento do plano deve constar o desenvolvimento de instrumentos de avaliação e controle, incluindo a construção de indicadores claros, objetivos, autoexplicativos e confiáveis, que permitam acompanhar a eficácia do PGRSS implantado. A avaliação referida no item anterior deve ser realizada levando-se em conta, no mínimo, os seguintes indicadores, conforme RDC 306: . Geração de resíduos por categoria • Kg de resíduos comuns por leito/paciente/dia • Kg de resíduos perigosos (infectantes, químicos, perfuro cortantes, etc.) por leito/paciente/dia • Proporção de resíduos perigosos sobre o total gerado (%) . Segregação correta de resíduos • % de segregação correta nas unidades geradoras • % de sacos coletados com resíduos mal segregados • Número de não conformidades registradas na triagem . Cobertura e conformidade • % de setores da unidade de saúde que seguem o PGRSS • % de conformidade com normas legais (ex.: RDC ANVISA, CONAMA, legislações estaduais/municipais) . Capacitação • % de colaboradores treinados em gestão de resíduos • Número de treinamentos realizados por ano • Frequência de reciclagem/atualização de treinamentos . Armazenamento, transporte e destinação • Tempo médio de armazenamento temporário dos resíduos • % de resíduos perigosos corretamente tratados • % de resíduos comuns destinados a aterros sanitários licenciados • Número de coletas feitas por empresa especializada por mês . Custos • Custo por quilo de resíduo tratado • Custo total mensal/anual com gerenciamento de resíduos • % do orçamento destinado à gestão de resíduos . Monitoramento e auditoria • Número de inspeções internas realizadas • Número de ações corretivas implementadas • Relatórios de indicadores entregues (frequência e qualidade) 12. PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO 12.1. SEGREGAÇÃO E ACONDICIONAMENTO ✓ Utilização de lixeiras com tampa, acionadas por pedal; ✓ Utilização das cores preconizadas pela RDC nº 33 para os sacos e diferenciação também das lixeiras; Coleta interna; • Adequação dos carrinhos de transporte; ✓ Definir que o carrinho nunca retorne ao hospital sem passar por lavação; ✓ Obedecer aos horários de coleta dos resíduos. ✓ Aquisição de carros devidamente identificados para coleta de resíduos. ✓ Implantação do PGRSS ✓ Quantificar (pesar) os resíduos gerados na instituição por classificação Capacitar todos os colaboradores ✓ Adquirir recursos para o PGRSS ✓ Readequar o manejo de resíduos a partir da atual classificação ✓ Readequar o abrigo externo Segurança Ocupacional ✓ Exames periódico conforme PCMSO; ✓ Estabelecer Programa de Imunização; 13. CRONOGRAMA DE IMPLANTAÇÃO, EXECUÇÃO E OPERAÇÃO Atividades a serem realizadas após a aprovação do PGRSS pelas autoridades competentes: • Reuniões de planejamento. • As reuniões de planejamento contemplarão os mecanismos e estudos para implantação do PGRSS no Hospital. Formação da Comissão para implantação e gerenciamento do PGRSS: • Esta Comissão será formada por membros de várias áreas, sendo todos funcionários do Hospital Municipal Euclides Horst , e serão nomeados para a Comissão através de portaria, e cada membro será responsável por assessorar os responsáveis pelo plano assim como fiscalizar e contribuir para o bom funcionamento do plano em seu setor, também fica responsável em participar periodicamente de treinamentos e reuniões de planejamento do PGRSS. Construção do sistema de armazenamento dos resíduos. • A implantação do abrigo estará prevista no projeto arquitetônico realizado pelo Setor de Infraestrutura do Hospital Municipal Euclides Horst. Aquisição dos equipamentos para acondicionamento e armazenamento de resíduos. Nas reuniões de planejamento serão realizadas já foi discutido e adquirido parte dos equipamentos contemplados neste PGRSS, levando em conta a realidade operacional do empreendimento. E serão reformuladas conforme demanda. Definição e contato de empresas responsáveis pela coleta e transporte. Deverão ser contratadas empresas devidamente licenciadas dos resíduos pertinentes. Treinamento do pessoal - Capacitação para o trabalho com RSS. • O treinamento dos funcionários é etapa primordial para o sucesso na implantação do PGRSS. 13.1. METAS DE IMPLANTAÇÃO DO PGRSS • Quantificar os resíduos gerados na instituição por classificação; • Capacitar todos os colaboradores; • Readequar o manejo de resíduos a partir da atual classificação; • Readequar o abrigo externo. 14. CONSIDERAÇÕES FINAIS A preocupação e o cuidado com o descarte de resíduos é antes de tudo, um compromisso ético e moral com a sociedade. Dessa forma, todas as instituições, entidades, estabelecimentos, unidades de saúde e sociedade civil organizada precisam adotar uma postura mais crítica e decisória. Não só discutindo, propondo alternativas, mas sim desenvolvendo ações concretas. No contexto da hierarquização administrativa e gestão estratégica de resíduos, a segregação em diferentes classes é outro aspecto importante para o gerenciamento, pois a seleção dos métodos e procedimentos a serem seguidos, está atrelada ao destino e disposição final. Portanto, uma vez implementado e implantado o Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde, este pode oferecer outros aspectos positivos, tais como: economias na aquisição de insumos, sensibilização e mobilização pela responsabilidade social e ambiental, valorização e qualificação do quadro técnico profissional, com isso, este estabelecimento compromete a seguir as disposições e implantar as medidas contidas neste plano. VALIDAÇÃO O PGRSS é um documento de referência para que o estabelecimento implante o plano, explique-o interna e externamente e para quaisquer outras ações de gestão de resíduos de serviços de saúde. Para tanto valido esse documento para posterior Implementação. DIRETORA ADMINISTRATIVA 15. REFERÊNCIAS Para fins de atendimento de apresentação do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos Sépticos deverão ser observadas as seguintes Legislações e Normas Técnicas: 5. Legislação e Normas Técnicas Lei Federal 9605/98-Lei de Crimes Ambientais e estabelece responsabilidades ambientais. NBR- 7500/2003- Símbolos de Riscos e Manuseio para o transporte e armazenamento de Matérias / Simbologia; NBR- 10.004/87- Classificação de Resíduos Sólidos – Quanto aos seus riscos potenciais ao Meio Ambiente e á Saúde Pública, para que estes passam ter manuseio e destinação adequada. NBR-12.807/93 - RSS/ Terminologia; NBR- 12.809/93- Manuseio de RSS/Procedimentos; locais de Armazenamento temporário. NBR- 12.810- Coleta de RSS/ Procedimentos; NBR- 13221- Transporte de Resíduos; NBR- 13.853/97 Coletores de RSS Perfuro – Cortantes – Requisitos e Métodos de Ensaio; NBR- 12.235- Armazenamento de Resíduos Químicos; NBR- 14.652- Coletor transportador Rodoviários de RSS Grupo A / Coleta Externa; NBR- 10.157/87- Aterro de Resíduos Perigosos; NBR- 13.896/97- Aterro de Resíduos Não Perigosos; NBR- 12808/93- NBR- 8419/93- Projetos de Aterro Sanitários NBR- 9190- Embalagem NBR- 9191-93- Especificação NBR- 9195/93- Determinação da Resistência à Queda Livre - Método de Ensaio; NBR- 13.055/93- Determinação da Capacidade Volumétrica - Método de Ensaio; NBR-13.056/93 - Filmes Plásticos para sacos para adicionamento de lixo verificação da transparência - Método de Ensaio; NBR- 9800/87 Resolução 344/98/MS - Resíduos do grupo B e Insumos Farmacêuticos Sujeitos o Controle especial. RDC 306/2004 - Regulamento Técnico para Gerenciamento de RSS CONAMA 358/2005 - Tratamento e Disposição Final de RSS CONAMA 316/02 - Sistema de Tratamento Térmico por Incineração de RSSRDC 50/2002 ANVISA - regulamento técnico para Planejamento, programação elaboração e avaliação de projetos Físicos de estabelecimentos de saúde Rede Coletora de esgoto e sistema de tratamento. CNEN-NE – 6.05/85- Rejeitos Radioativos; CNEN-NE- 6.02- Licenciamento de Instalações radioativas; CONAMA nº. 237/97 - Licenciamento Ambiental CONAMA nº. 316/02 - Sistema de Tratamento Térmico por Incineração CONAMA357/2005- Lei Estadual nº. 786/2002 – Dispõe sobre a Política Estadual de Resíduos Sólidos. CONAMA 05/93Gerenciamneto de Resíduos de Saúde, Postos e etc. CONAMA 275/2001- CONAMA 05/88- CONAMA 006/88 – Gestão de Resíduos pelo gerador. CONAMA 006/91 – Incineração de Resíduos NBR 10.005/2004 Processo de Extrato Lixiviador de Resíduos Sólidos. NBR 10.006/2004 Solubilização de Resíduos NBR 10.007/2004 Amostragem de Resíduos CONSEMA 37/97 Lei nº. 38/95- Código Ambiental – Lei 7888/2003 - Dispõe sobre a Educação Ambiental no estado de MT. FUNDAMENTAÇÃO LEGAL BRASIL. Ministério da Saúde (MS). Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Resolução Normativa Nº 01, de 25 de outubro de 1978. Dispõe sobre a aprovação das normas a serem obedecidas pelos detergentes e seus congêneres. BRASIL. Ministério do Meio Ambiente (MMA). Lei Nº 6.938, de 31 de agosto de 1981. Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente e dá outras providências. BRASIL. Ministério da Saúde (MS). Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Portaria Nº 89, de 25 de agosto de 1994. Dispõe sobre a determinação do registro dos produtos saneantes: "água sanitária" e "alvejante", categoria congênere a detergente alvejante e desinfetante para que o uso geral seja procedido de acordo com as normas regulamentares. BRASIL. Ministério do Meio Ambiente (MMA). Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). Resolução CONAMA Nº 237, de 19 de dezembro de 1997. Dispõe sobre o licenciamento ambiental; competência da União, Estados e Municípios; listagem de atividades sujeitas ao licenciamento. BRASIL. Ministério do Meio Ambiente (MMA). Lei Nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998. Dispõe sobre as leis de crimes ambientais e dá outras providências. BRASIL. Ministério do Meio Ambiente (MMA). Lei Nº 9.795, de 27 de abril de 1999. Institui a Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências. BRASIL. Ministério do Meio Ambiente (MMA). Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). Resolução CONAMA Nº 257, de 30 de junho de 1999. Disciplina o descarte e o gerenciamento ambientalmente adequado de pilhas e baterias usadas, no que tange à coleta, reutilização, reciclagem, tratamento ou disposição final. BRASIL. Ministério da Saúde (MS). Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) Nº 18, de 29 de fevereiro de 2000. Dispõe sobre as normas gerais para funcionamento de empresas especializadas na prestação de serviços de controle de vetores e pragas urbanas. BRASIL. Ministério da Saúde (MS). Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Resolução RE Nº 176, de 24 de outubro de 2000. Dispõe sobre o estabelecimento de critérios que informem a população sobre a qualidade do ar interior em ambientes climatizados artificialmente de uso público e coletivo, cujo desequilíbrio poderá causar agravos à saúde dos seus ocupantes. BRASIL. Ministério do Meio Ambiente (MMA). Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). Resolução CONAMA Nº 275, de 25 de abril de 2001. Estabelece o código de cores para os diferentes tipos de resíduos, a ser adotado na identificação de coletores e transportadores, bem como nas campanhas informativas para a coleta seletiva. BRASIL. Ministério da Saúde (MS). Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) Nº 50, de 21 de fevereiro de 2002. Dispõe sobre a avaliação física em estabelecimento de saúde. BRASIL. Ministério do Meio Ambiente (MMA). Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). Resolução CONAMA Nº 316, de 29 de outubro de 2002. Dispõe sobre procedimentos e critérios para o funcionamento de sistemas de tratamento térmico de resíduos. BRASIL. Ministério da Saúde (MS). Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) Nº 208, de 01 de agosto de 2003. Dispõe sobre a aprovação do regulamento técnico a ser aplicado aos produtos enquadrados na categoria neutralizador de odores. BRASIL. Ministério da Saúde (MS). Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) Nº 306, de 07 de dezembro de 2004. Dispõe sobre o Regulamento Técnico para o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. BRASIL. Ministério do Meio Ambiente (MMA). Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). Resolução CONAMA Nº 357, de 17 de março de 2005. Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes, e dá outras providências. BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). Resolução CONAMA Nº 358, de 29 de abril de 2005. Dispõe sobre o tratamento e a disposição final dos Resíduos dos Serviços de Saúde. MATO GROSSO. Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SEMA-MT). Lei Nº 7.862, de 19 de dezembro de 2002. Dispõe sobre a Política Estadual de Resíduos Sólidos. MATO GROSSO. Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SEMA). Lei Complementar Nº 38, de 21 de novembro de 1995. Dispõe sobre o Código Ambiental e dá outras providências. MATO GROSSO. Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SEMA-MT). Conselho Estadual de Meio Ambiente (CONSEMA). Resolução CONSEMA Nº 37, de 16 de dezembro de 1997. Referente aos resíduos de serviços de saúde. MATO GROSSO. Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SEMA-MT). INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 001, de 12 de fevereiro de 2008. Estabelece atribuições ao Poder Público e responsabilidades ao Estabelecimento gerador de resíduos de serviços de saúde, bem como o Termo de Referência para elaboração e apresentação do Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde - PGRSS. MATO GROSSO. Assembleia Legislativa (Projeto de Lei de autoria do Deputado José Domingos Fraga/ Maio de 2008). Dispõe sobre a coleta, reutilização, reciclagem, tratamento e destinação final de resíduos tecnológicos no Estado de Mato Grosso, e estabelece outras providências. POPS Procedimentos de Limpeza e Desinfecção em Centro Cirúrgico e na Central de Processamento de Materiais e Esterilização HOSPITAL MUNICIPAL EUCLIDES HORST CAMPO NOVO DO PARECIS- MT Versão 1.0 Elaboração: Francislaine de Almeida de Sousa – Gerente de Enfermagem Institucional -ISSSL Natasha Bruna Souza AugustinSupervisora de Enfermagem Institucional- ISSSL Data da elaboração: 01/03/2024 Revisor: Natasha Bruna Souza AugustinSupervisora de Enfermagem Institucional- ISSSL Data da revisão: 03/09/2025 Validação: Adriana Antunes de Matos - RT de enfermagem Data da validação: 03/09/2025 Aprovação: Ana Claudia Saito- Coordenadora de enfermagem CC e CME Data da aprovação: 03/09/2025 Histórico de atualizações do documento Versão Emissão/Revisão Próxima Versão Descrição da alteração 01 01/03/2024 Elaboração do documento Sumário 1. INTRODUÇÃO 6 2. SALA DE CIRURGIA: LIMPEZA CONCORRENTE 7 DEFINIÇÃO 7 MATERIAIS NECESSÁRIOS 7 DESCRIÇÃO 8 3. 9 DEFINIÇÃO 9 MATERIAIS NECESSÁRIOS 9 DESCRIÇÃO 10 4. SALA DE CIRURGIA: LIMPEZA APÓS PROCEDIMENTOS INFECTADOS OU DE LONGA DURAÇÃO 11 DEFINIÇÃO 11 MATERIAIS NECESSÁRIOS 11 DESCRIÇÃO 12 5. SALA DE RECUPERAÇÃO PÓS-ANESTÉSICA: LIMPEZA CONCORRENTE 13 DEFINIÇÃO 13 MATERIAIS NECESSÁRIOS 13 DESCRIÇÃO 13 6. SALA DE RECUPERAÇÃO PÓS-ANESTÉSICA: 14 LIMPEZA TERMINAL 14 DEFINIÇÃO 14 MATERIAIS NECESSÁRIOS 15 DESCRIÇÃO 15 7. RECEPÇÃO DE PACIENTES: LIMPEZA CONCORRENTE 16 MATERIAIS NECESSÁRIOS 16 DESCRIÇÃO 17 8. RECEPÇÃO DE PACIENTES: LIMPEZA TERMINAL 18 MATERIAIS NECESSÁRIOS 18 DESCRIÇÃO 19 9. POSTO DE ENFERMAGEM: LIMPEZA CONCORRENTE 20 DEFINIÇÃO 20 MATERIAIS NECESSÁRIOS 20 DESCRIÇÃO 20 10. POSTO DE ENFERMAGEM: LIMPEZA TERMINAL 21 DEFINIÇÃO 21 MATERIAIS NECESSÁRIOS 22 DESCRIÇÃO 22 ÁREA ADMINISTRATIVA: LIMPEZA CONCORRENTE 23 DEFINIÇÃO 23 MATERIAIS NECESSÁRIOS 23 DESCRIÇÃO 24 11. ÁREA ADMINISTRATIVA: 25 4 LIMPEZA TERMINAL 25 DEFINIÇÃO 25 MATERIAIS NECESSÁRIOS 25 DESCRIÇÃO 25 12. CENTRAL DE MATERIAIS E ESTERILIZAÇÃO (CME): LIMPEZA CONCORRENTE 26 DEFINIÇÃO 26 MATERIAIS NECESSÁRIOS 27 DESCRIÇÃO 27 13. CENTRAL DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO: 28 LIMPEZA TERMINAL 28 DEFINIÇÃO 28 MATERIAIS NECESSÁRIOS 28 DESCRIÇÃO 29 14. CENTRAL DE MATERIAIS E ESTERILIZAÇÃO (CME): LIMPEZA DAS AUTOCLAVES 30 DEFINIÇÃO 30 MATERIAIS NECESSÁRIOS 30 DESCRIÇÃO 31 OBSERVAÇÕES 31 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 32 5 1. INTRODUÇÃO O Serviço de Limpeza e Desinfecção de Superfícies em Serviços de Saúde compreende a limpeza, conservação, higienização e desinfecção das superfícies fixas e equipamentos permanentes das diferentes áreas. O mesmo tem a finalidade de preparar o ambiente para suas atividades, mantendo a ordem e conservando equipamentos e instalações, evitando, principalmente, a disseminação de microrganismos responsáveis pelas infecções relacionadas à assistência à saúde. As superfícies em serviços de saúde compreendem: mobiliários, pisos, paredes, divisórias, portas e maçanetas, tetos, janelas, equipamentos para a saúde, bancadas, pias, macas, divãs, suporte para soro, balança, computadores, instalações sanitárias, grades de aparelho de condicionador de ar, ventilador, exaustor, luminárias, bebedouro, aparelho telefônico e outros. O Serviço em discussão deverá contribuir para prevenir a deterioração de superfícies, objetos e materiais, promovendo conforto e segurança aos pacientes, acompanhantes, estudantes e aos funcionários, por intermédio de um meio ambiente limpo. Ademais, será considerada a importância de manter as superfícies limpas, reduzindo o número de microrganismos dessas e otimizando os custos. Em se tratando da higienização diária, esta inclui a limpeza realizada em todas as unidades do estabelecimento de saúde, com a finalidade de limpar e organizar o ambiente, recolher os resíduos, de acordo com a sua classificação, e repor os materiais de consumo diário (sabonete líquido, papel higiênico, entre outros). Ainda destaca-se que as superfícies contaminadas podem servir de reservatórios de agentes patogênicos. Entretanto, normalmente, estas áreas não estão associadas diretamente à transmissão de infecção para profissionais da área de saúde ou 6 para pacientes. A higiene de uma sala de cirurgia e na CME, portanto, não consiste, apenas, em rotinas de limpezas de equipamentos, pisos, paredes e portas, havendo alguns fatores que influenciam na escolha do procedimento de desinfecção, a citar: natureza do item a ser desinfectado, microorganismos sensíveis aos efeitos do germicida, quantidade de matéria orgânica, tipo e concentração do produto utilizado, temperatura, dentre outros Em se tratando das salas cirúrgicas, estas devem ser submetidas ao procedimento de limpeza em dois momentos distintos: limpeza concorrente e limpeza terminal. 2. SALA DE CIRURGIA: LIMPEZA CONCORRENTE DEFINIÇÃO Limpeza realizada após o término de um procedimento cirúrgico e antes do início de outro, no intuito de serem removidas sujidades e/ou matéria orgânica e de se evitar a ocorrência de incidentes relacionados a infecções adquiridas no ambiente operatório, ampliando a segurança dos pacientes, funcionários e estudantes. A mesma inclui o recolhimento dos resíduos, de acordo com a sua classificação. Destarte, este tipo de limpeza não envolve a utilização de máquinas, e sim, de rodo, equipamento constituído por cabo de alumínio ou PVC. Nesta perspectiva, entendem-se como contaminadas as áreas que, após a saída do paciente da sala cirúrgica, foram tocadas pelas mãos, estando em contato com o paciente e com a presença de fluidos corporais. Deve ser higienizado, pois, minimamente, todo o mobiliário, equipamentos e piso que circundam a área do foco cirúrgico ou do paciente. MATERIAIS NECESSÁRIOS ● Roupa Privativa ● EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) descartáveis: gorro e 7 luvas; ● EPIs duráveis, de acordo com as circunstâncias de risco: protetor ocular, botas e luvas de cano longo; ● EPC (Equipamento de Proteção Coletiva): placa sinalizadora de risco; ● Soluções: quaternário de amônio, álcool a 70%, desodorizante (se necessário), água e detergente; ● Materiais diversos: balde, rodo, panos para limpeza de mobília e chão ou pano descartável, pá de lixo, saco para resíduo, esponja sintética e vassoura de vaso; ● Equipamentos: carro funcional completo e escada (conforme disponibilização da unidade). DESCRIÇÃO 1. Reunir o material necessário no carro funcional, estacionando-o no corredor, ao lado da porta de entrada da sala de cirurgia; 2. Utilizar os EPIs necessários e indicados para a realização do procedimento de limpeza; 3. Recolher os resíduos e acondicioná-los, de acordo com sua classificação; 4. Lavar o recipiente de resíduos; 5. Realizar a limpeza das bancadas, mesas auxiliares, monitor, mesa cirúrgica, foco de luz e outros com pano descartável ou pano de limpeza de mobília umedecido em água e detergente. Enxaguar e secar. Por fim, friccionar com álcool a 70%; 6. Realizar a limpeza do colchão com pano descartável ou pano de limpeza de mobília umedecido em água e detergente. Enxaguar e secar. Por fim, aplicar o quaternário de amônio, deixando-o agir por 10 minutos e enxaguar; 7. Passar o rodo com pano umedecido em quaternário de amônio, em sentido unidirecional, do fundo da sala em direção à sua porta, recolhendo todas as partículas e resíduos, bem como realizando limpeza e desinfecção; 8. Realizar limpeza de parede, utilizando através de movimento unidirecional (de cima para baixo), um pano umedecido com água e detergente. Em presença de matéria orgânica, realizar a 8 desinfecção aplicando o quaternário de amônio, deixando-o agir por 10 minutos e enxaguar; 9. Efetuar, quando na presença de matéria orgânica, a desinfecção do local com quaternário de amônio, mediante remoção do excesso da matéria orgânica exposta, deixando-o agir por 10 minutos e removendo-o com pano úmido; 10.Repor os sacos plásticos para resíduos nos recipientes e organizar o ambiente; 11.Lavar as luvas, removê-las com a técnica adequada e higienizar as mãos; 12.Avisar ao responsável do setor sobre o término da limpeza; 13.Solicitar o preenchimento do check-list no término da limpeza dos procedimentos relativos à limpeza concorrente; 14.Reabastecer o carro funcional, se necessário. 3. SALA DE CIRURGIA: LIMPEZA TERMINAL DEFINIÇÃO Limpeza que envolve maior complexidade, envolvendo todas as superfícies da sala de cirurgia: horizontais, verticais, internas e externas. O procedimento inclui a limpeza de paredes, pisos, teto, painel de gases, equipamentos, todos os mobiliários, portas, peitoris, luminárias, filtros e grades de ar condicionado e outros. Objetiva-se, pois, reduzir a sujidade e a população microbiana, de modo a diminuir a possibilidade de contaminação ambiental. Neste sentido, a limpeza terminal do Centro Cirúrgico deverá ser realizada semanalmente, em um dia pré-estabelecido, e quando houver necessidade (após a realização de procedimento cirúrgico infectado ou de longa duração, por exemplo). MATERIAIS NECESSÁRIOS ● Uniforme: calça, camisa e sapato de proteção; ● EPIs descartáveis: gorro e luvas; 9 ● EPIs duráveis, de acordo com as circunstâncias de risco: protetor ocular, botas e luvas de cano longo; ● EPC: placa sinalizadora de risco; ● Soluções: quaternário de amônio, desodorizante (se necessário), água e detergente; ● Materiais diversos: balde, rodo, panos para limpeza de mobília e chão ou pano descartável, pá de lixo, saco para resíduo, esponja sintética e vassoura de vaso (tina); ● Equipamentos: carro funcional completo, máquina de lavar e escada. DESCRIÇÃO 1) Reunir o material necessário no carro funcional, estacionando-o no corredor, ao lado da porta de entrada da sala de cirurgia; 2) Utilizar os EPIs necessários e indicados para a realização do procedimento de limpeza; 3) Efetuar, quando na presença de matéria orgânica, a desinfecção do local com quaternário de amônio, mediante remoção do excesso da matéria orgânica exposta, deixando-o agir por 10 minutos e removendo-o com pano úmido; 4) Trocar as luvas, para a execução das demais etapas; 5) Recolher os resíduos e acondicioná-los, de acordo com sua classificação; 6) Realizar a limpeza de portas, das maçanetas, das bancadas, mesas auxiliares, monitor, mesa cirúrgica, foco de luz e outros com pano descartável ou pano de limpeza umedecido em água e detergente. Enxaguar e secar. Por fim, aplicar quaternário de amônio, deixando-o agir por 10 minutos e enxaguar; 7) Retirar manchas do teto, paredes, pisos, rodapés e mobiliários, com esponja sintética umedecida com água e detergente. Remover o excesso com pano limpo e levemente umedecido em água limpa e secar; 8) Realizar limpeza e desinfecção de parede e teto, utilizando um pano umedecido com quaternário de amônio; 10 9) As paredes devem ser limpas de cima para baixo e o teto deve ser limpo em sentido unidirecional; 10) Passar o rodo com pano umedecido em quaternário de amônio, em sentido unidirecional, do fundo da sala em direção à sua porta, recolhendo todas as partículas e resíduos, bem como realizando limpeza e desinfecção; 11) Utilizar a máquina de lavar piso, em movimentos “oito deitados”, de modo unidirecional; 12) Proceder a limpeza e a desinfecção do recipiente para resíduos; 13) Repor os sacos plásticos para resíduos nos recipientes e organizar o ambiente; 14) Lavar as luvas, removê-las com a técnica adequada e higienizar as mãos; 15) Avisar ao responsável do setor sobre o término da limpeza. 4. SALA DE CIRURGIA: LIMPEZA APÓS PROCEDIMENTOS INFECTADOS OU DE LONGA DURAÇÃO DEFINIÇÃO Tipo de limpeza a ser realizada após um procedimento infectado ou de longa duração. Para a mesma, utilizam-se os mesmos critérios da limpeza terminal, considerando-se a necessidade ou não de higiene total das paredes e do teto. MATERIAIS NECESSÁRIOS ● Uniforme: calça, camisa e sapato de proteção; ● EPIs descartáveis: gorro e luvas; ● EPIs duráveis, de acordo com as circunstâncias de risco: protetor ocular, botas e luvas de cano longo; ● EPC: placa sinalizadora de risco; ● Soluções: quaternário de amônio, desodorizante (se necessário), água e detergente; ● Materiais diversos: balde, rodo, panos para limpeza de mobília e chão ou pano descartável, pá de lixo, saco para 11 resíduo, esponja sintética e vassoura de vaso (tina); ● Equipamentos: carro funcional completo, máquina de lavar e escada. DESCRIÇÃO 1) Reunir o material necessário no carro funcional, estacionando-o no corredor, ao lado da porta de entrada da sala de cirurgia; 2) Utilizar os EPIs necessários e indicados para a realização do procedimento de limpeza; 3) Efetuar, quando na presença de matéria orgânica, a desinfecção do local com quaternário de amônio, mediante remoção do excesso da matéria orgânica exposta, deixando-o agir por 10 minutos e removendo-o com pano úmido; 4) Trocar as luvas, para a execução das demais etapas; 5) Recolher os resíduos e acondicioná-los, de acordo com sua classificação; 6) Realizar a limpeza de portas, das maçanetas, das bancadas, mesas auxiliares, monitor, mesa cirúrgica, foco de luz e outros com pano descartável ou pano de limpeza umedecido em água e detergente. Enxaguar e secar. Por fim, aplicar quaternário de amônio, deixando-o agir por 10 minutos e enxaguar; 7) Realizar limpeza e desinfecção de parede e teto, utilizando um pano umedecido com quaternário de amônio; 8) As paredes devem ser limpas de cima para baixo e o teto deve ser limpo em sentido unidirecional; 9) Passar o rodo com pano umedecido em quaternário de amônio, em sentido unidirecional, do fundo da sala em direção à sua porta, recolhendo todas as partículas e resíduos, bem como realizando limpeza e desinfecção; 10) Utilizar a máquina de lavar piso, em movimentos “oito deitados”, de modo unidirecional; 11) Proceder a limpeza do recipiente para resíduos; 12) Repor os sacos plásticos para resíduos nos recipientes e organizar o ambiente; 12 13) Lavar as luvas, removê-las com a técnica adequada e higienizar as mãos; 14) Avisar ao responsável do setor sobre o término da limpeza. 5. SALA DE RECUPERAÇÃO PÓS-ANESTÉSICA: LIMPEZA CONCORRENTE DEFINIÇÃO Limpeza que deve ser realizada entre o atendimento de um paciente e outro e após a alta do paciente para sua unidade de destino. Após serem desmontados os acessórios de suporte ventilatório e encaminhados os mesmos ao processo de desinfecção ou esterilização, inicia-se o processo de limpeza, semelhante à recomendada em salas de cirurgia. MATERIAIS NECESSÁRIOS ● Roupa Privativa; ● EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) descartáveis: gorro e luvas; ● EPIs duráveis, de acordo com as circunstâncias de risco: protetor ocular, botas e luvas de cano longo; ● EPC (Equipamento de Proteção Coletiva): placa sinalizadora de risco; ● Soluções: quaternário de amônio, álcool a 70%, desodorizante (se necessário), água e detergente; ● Materiais diversos: balde, rodo, panos para limpeza de mobília e chão ou pano descartável, pá de lixo, saco para resíduo, esponja sintética e vassoura de vaso (tina); ● Equipamentos: carro funcional completo e escada, se necessário. DESCRIÇÃO 1. Reunir o material necessário no carro funcional, estacionando-o no corredor, ao lado da porta de entrada da Sala de Recuperação Pós-Anestésica (SRPA); 2. Utilizar os EPIs necessários e indicados para a realização do procedimento de limpeza; 3. Recolher os resíduos e acondicioná-los, de acordo com sua 13 classificação; 4. Lavar o recipiente de resíduos; 5. Realizar a limpeza da porta, das bancadas, monitor, mesas auxiliares, cama, maca, colchão, escadinha e outros com pano descartável ou pano de limpeza umedecido em água e detergente. Depois, enxaguar e secar. Por fim, friccionar com álcool a 70%; 6. Realizar a limpeza do colchão com pano descartável ou pano de limpeza de mobília umedecido em água e detergente. Enxaguar e secar. Por fim, aplicar o quaternário de amônio, deixando-o agir por 10 minutos e enxaguar; 7. Passar o rodo com pano umedecido em quaternário de amônio, em sentido unidirecional, do fundo da sala em direção à sua porta, recolhendo todas as partículas e resíduos, bem como realizando limpeza e desinfecção; 8. Realizar limpeza de parede, utilizando através de movimento unidirecional (de cima para baixo), um pano umedecido com água e detergente. Em presença de matéria orgânica, realizar a desinfecção aplicando o quaternário de amônio, deixando-o agir por 10 minutos e enxaguar; 9. Efetuar, quando na presença de matéria orgânica, a desinfecção do local com quaternário de amônio, mediante remoção do excesso da matéria orgânica exposta, deixando-o agir por 10 minutos e removendo-o com pano úmido; 10.Repor os sacos plásticos para resíduos nos recipientes e organizar o ambiente; 11.Lavar as luvas, removê-las com a técnica adequada e higienizar as mãos; 12.Avisar ao responsável do setor sobre o término da limpeza; 13.Reabastecer o carro funcional, se necessário. 6. SALA DE RECUPERAÇÃO PÓS-ANESTÉSICA: LIMPEZA TERMINAL DEFINIÇÃO Limpeza semanal que envolve maior complexidade, 14 envolvendo todas as superfícies da sala de recuperação pós-anestésica: horizontais, verticais, internas e externas. O procedimento inclui a limpeza de paredes, pisos, teto, painel de gases, equipamentos, todos os mobiliários, portas, peitoris, luminárias, filtros, grades de ar condicionado e outros. MATERIAIS NECESSÁRIOS ● Roupa privativa ● EPIs descartáveis: gorro e luvas; ● EPIs duráveis, de acordo com as circustâncias de risco: protetor ocular, botas e luvas de cano longo; ● EPC: placa sinalizadora de risco; ● Soluções: quartenário de amônio, desodorizante (se necessário), água e detergente; ● Materiais diversos: balde, rodo, panos para limpeza de mobília e chão ou pano descartável, pá de lixo, saco para resíduo, esponja sintética e vassoura de vaso (tina); ● Equipamentos: carro funcional completo, máquina de lavar e escada. DESCRIÇÃO 1. Reunir o material necessário no carro funcional, estacionando-o no corredor, ao lado da porta de entrada da RPA; 2. Utilizar os EPIs necessários e indicados para a realização do procedimento de limpeza; 3. Efetuar, quando na presença de matéria orgânica, a desinfecção do local com quaternário de amônio, mediante remoção do excesso da matéria orgânica exposta, deixando-o agir por 10 minutos e removendo-o com pano úmido; 4. Trocar as luvas, para a execução das demais etapas; 5. Recolher os resíduos e acondicioná-los, de acordo com sua classificação; 6. Realizar a limpeza de portas, das maçanetas, das bancadas, mesas auxiliares, monitor, mesa cirúrgica, foco de luz e outros com pano descartável ou pano de limpeza umedecido em água e detergente. 15 7. Enxaguar e secar. 8. Por fim, aplicar quaternário de amônio, deixando-o agir por 10 minutos e enxaguar; 9. Retirar manchas do teto, paredes, pisos, rodapés e mobiliários, com esponja sintética umedecida com água e detergente. Remover o excesso com pano limpo e levemente umedecido em água limpa e secar; 10.Realizar limpeza e desinfecção de parede e teto, utilizando um pano umedecido com quaternário de amônio; 11.As paredes devem ser limpas de cima para baixo e o teto deve ser limpo em sentido unidirecional; 12.Passar o rodo com pano umedecido em quaternário de amônio, em sentido unidirecional, do fundo da sala em direção à sua porta, recolhendo todas as partículas e resíduos, bem como realizando limpeza e desinfecção; 13.Utilizar a máquina de lavar piso, em movimentos “oito deitados”, de modo unidirecional; 14.Proceder a limpeza do recipiente para resíduos; 15.Repor os sacos plásticos para resíduos nos recipientes e organizar o ambiente; 16.Lavar as luvas, removê-las com a técnica adequada e higienizar as mãos; 17.Avisar ao responsável do setor sobre o término da limpeza. 7. RECEPÇÃO DE PACIENTES: LIMPEZA CONCORRENTE Higienização realizada diariamente, com a finalidade de limpar, desinfetar e organizar o referido ambiente, repor os materiais de consumo diário e recolher os resíduos, a serem acondicionados de acordo com sua classificação. MATERIAIS NECESSÁRIOS ● Roupa privativa ● EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) descartáveis: gorro e luvas; ● EPIs duráveis, de acordo com as circustâncias de risco: 16 protetor ocular, botas e luvas de cano longo; ● EPC (Equipamento de Proteção Coletiva): placa sinalizadora de risco; ● Soluções: quaternário de amônio, álcool a 70%, desodorizante (se necessário), água e detergente; ● Materiais diversos: balde, rodo, panos para limpeza de mobília e chão ou pano descartável, pá de lixo, saco para resíduo, esponja sintética e vassoura de vaso (tina); ● Equipamentos: carro funcional completo e escada, se necessário. DESCRIÇÃO 1. Reunir o material necessário no carro funcional, estacionando-o no corredor; 2. Utilizar os EPIs necessários e indicados para a realização do procedimento de limpeza; 3. Recolher os resíduos e acondicioná-los, de acordo com sua classificação; 4. Lavar o recipiente de resíduos; 5. Realizar a limpeza da porta, das bancadas, mesas auxiliares e outros com pano descartável ou pano de limpeza umedecido em água e detergente. 6. Depois, enxaguar e secar. Por fim, friccionar com álcool a 70%; 7. Realizar a limpeza da poltrona com pano descartável ou pano de limpeza de mobília umedecido em água e detergente. Enxaguar e secar. Por fim, aplicar o quaternário de amônio, deixando-o agir por 10 minutos e enxaguar; 8. Passar o rodo com pano umedecido em quaternário de amônio, em sentido unidirecional, do fundo da sala em direção à sua porta, recolhendo todas as partículas e resíduos, bem como realizando limpeza e desinfecção; 9. Realizar limpeza de parede, utilizando através de movimento unidirecional (de cima para baixo), um pano umedecido com água e detergente. 10.Em presença de matéria orgânica, realizar a desinfecção 17 aplicando o quaternário de amônio, deixando-o agir por 10 minutos e enxaguar; 11.Efetuar, quando na presença de matéria orgânica, a desinfecção do local com quaternário de amônio, mediante remoção do excesso da matéria orgânica exposta, deixando-o agir por 10 minutos e removendo-o com pano úmido; 12.Repor os sacos plásticos para resíduos nos recipientes e organizar o ambiente; 13.Lavar as luvas, removê-las com a técnica adequada e higienizar as mãos; 14.Avisar ao responsável do setor sobre o término da limpeza; 15.Reabastecer o carro funcional, se necessário. 8. RECEPÇÃO DE PACIENTES: LIMPEZA TERMINAL Limpeza semanal que envolve maior complexidade, envolvendo todas as superfícies da sala de recepção de pacientes: horizontais, verticais, internas e externas. O procedimento inclui a limpeza de paredes, pisos, teto, equipamentos, todos os mobiliários, porta, luminárias, filtros, grades de ar condicionado e outros. MATERIAIS NECESSÁRIOS ● Roupa privativa ● EPIs descartáveis: gorro e luvas; ● EPIs duráveis, de acordo com as circunstâncias de risco: protetor ocular, botas e luvas de cano longo; ● EPC: placa sinalizadora de risco; ● -Soluções: quaternário de amônio, álcool a 70%, desodorizante (se necessário), água e detergente neutro; ● Materiais diversos: balde, rodo, panos para limpeza de mobília e chão, flanelas, pá de lixo, saco para resíduo, esponja sintética, vassoura de vaso (tina), conjunto mop (cabo, luva do tipo cabeleira função úmida ou pó), kits para limpeza de vidros e tetos, escova de cerdas duras com cabo longo e discos abrasivos para enceradeira; ● Equipamentos: carro funcional completo, enceradeira 18 industrial (se necessário), cabo regulável com esponjas sintéticas com duas faces e escada. DESCRIÇÃO 1. Reunir o material necessário no carro funcional, estacionando-o no corredor; 2. Utilizar os EPIs necessários e indicados para a realização do procedimento de limpeza; 3. Efetuar, quando na presença de matéria orgânica, a desinfecção do local com quaternário de amônio, mediante remoção do excesso da matéria orgânica exposta, deixando-o agir por 10 minutos e removendo-o com pano úmido; 4. Trocar as luvas, para a execução das demais etapas; 5. Recolher os resíduos e acondicioná-los, de acordo com sua classificação; 6. Realizar a limpeza de portas, das maçaneta, das bancadas, mesas auxiliares, e outros com pano descartável ou pano de limpeza umedecido em água e detergente. 7. Enxaguar e secar. Por fim, aplicar quaternário de amônio, deixando-o agir por 10 minutos e enxaguar; 8. Retirar manchas do teto, paredes, pisos, rodapés e mobiliários, com esponja sintética umedecida com água e detergente. Remover o excesso com pano limpo e levemente umedecido em água limpa e secar; 9. Realizar limpeza e desinfecção de parede e teto, utilizando um pano umedecido com quaternário de amônio; 10.As paredes devem ser limpas de cima para baixo e o teto deve ser limpo em sentido unidirecional; 11.Passar o rodo com pano umedecido em quaternário de amônio, em sentido unidirecional, do fundo da sala em direção à sua porta, recolhendo todas as partículas e resíduos, bem como realizando limpeza e desinfecção; 12.Utilizar a máquina de lavar piso, em movimentos “oito deitados”, de modo unidirecional; 13.Proceder a limpeza do recipiente para resíduos; 19 14.Repor os sacos plásticos para resíduos nos recipientes e organizar o ambiente; 15.Lavar as luvas, removê-las com a técnica adequada e higienizar as mãos; 16.Avisar ao responsável do setor sobre o término da limpeza. 9. POSTO DE ENFERMAGEM: LIMPEZA CONCORRENTE DEFINIÇÃO Higienização realizada diariamente, com a finalidade limpar, desinfetar e organizar o referido ambiente, repor os materiais de consumo diário e recolher os resíduos, a serem acondicionados de acordo com sua classificação. MATERIAIS NECESSÁRIOS ● Roupa privativa; ● EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) descartáveis: gorro e luvas; ● EPIs duráveis, de acordo com as circunstâncias de risco: protetor ocular, botas e luvas de cano longo; ● EPC (Equipamento de Proteção Coletiva): placa sinalizadora de risco; ● Soluções: quaternário de amônio, álcool a 70%, desodorizante (se necessário), água e detergente; ● Materiais diversos: balde, rodo, panos para limpeza de mobília e chão ou pano descartável, pá de lixo, saco para resíduo, esponja sintética e vassoura de vaso (tina); ● Equipamentos: carro funcional completo e escada, se necessário. DESCRIÇÃO 1. Reunir o material necessário no carro funcional, estacionando-o ao lado; 2. Utilizar os EPIs necessários e indicados para a realização do procedimento de limpeza; 3. Recolher os resíduos e acondicioná-los, de acordo com sua 20 classificação; 4. Lavar o recipiente de resíduos; 5. Realizar a limpeza das bancadas, superfícies, armário, telefone e outros com pano descartável ou pano de limpeza umedecido em água e detergente. Depois, enxaguar e secar. Por fim, friccionar com álcool a 70%; 6. Passar o rodo com pano umedecido em quaternário de amônio, em sentido unidirecional, do fundo da sala em direção à sua porta, recolhendo todas as partículas e resíduos, bem como realizando limpeza e desinfecção; 7. Realizar limpeza de parede, utilizando através de movimento unidirecional (de cima para baixo), um pano umedecido com o quaternário de amônio, deixando-o agir por 10 minutos e enxaguar; 8. Efetuar, quando na presença de matéria orgânica, a desinfecção do local com quaternário de amônio, mediante remoção do excesso da matéria orgânica exposta, deixando-o agir por 10 minutos e removendo-o com pano úmido; 9. Repor os sacos plásticos para resíduos nos recipientes e organizar o ambiente; 10.Lavar as luvas, removê-las com a técnica adequada e higienizar as mãos; 11.Avisar ao responsável do setor sobre o término da limpeza; 12.Reabastecer o carro funcional, se necessário. 10. POSTO DE ENFERMAGEM: LIMPEZA TERMINAL DEFINIÇÃO Limpeza semanal que envolve maior complexidade, envolvendo todas as superfícies do posto de enfermagem: horizontais, verticais, internas e externas. O procedimento inclui a limpeza de paredes, pisos, teto, equipamentos, todos os mobiliários, portas, peitoris, luminárias, filtros, grades de ar condicionado e outros. 21 MATERIAIS NECESSÁRIOS ● Roupa privativa; ● EPIs descartáveis: gorro e luvas; ● EPIs duráveis, de acordo com as circunstâncias de risco: protetor ocular, botas e luvas de cano longo; ● EPC: placa sinalizadora de risco; ● Soluções: quaternário de amônio, álcool a 70%, desodorizante (se necessário), água e detergente neutro; ● Materiais diversos: balde, rodo, panos para limpeza de mobília e chão, flanelas, pá de lixo, saco para resíduo, esponja sintética, vassoura de vaso (tina), conjunto mop (cabo, luva do tipo cabeleira função úmida ou pó), kits para limpeza de vidros e tetos, escova de cerdas duras com cabo longo e discos abrasivos para enceradeira; ● Equipamentos: carro funcional completo, enceradeira industrial (se necessário), cabo regulável com esponjas sintéticas com duas faces e escada. DESCRIÇÃO 1. Reunir o material necessário no carro funcional, estacionando-o ao lado; 2. Utilizar os EPIs necessários e indicados para a realização do procedimento de limpeza; 3. Efetuar, quando na presença de matéria orgânica, a desinfecção do local com quaternário de amônio, mediante remoção do excesso da matéria orgânica exposta, deixando-o agir por 10 minutos e removendo-o com pano úmido; 4. Trocar as luvas, para a execução das demais etapas; 5. Recolher os resíduos e acondicioná-los, de acordo com sua classificação; 6. Realizar a limpeza das bancadas, superfícies, armário, telefone e outros com pano descartável ou pano de limpeza umedecido em água e detergente. Por fim, aplicar quaternário de amônio, deixando-o agir por 10 minutos e anxaguar; 7. Retirar manchas do teto, paredes, pisos, rodapés e mobiliários, 22 com esponja sintética umedecida com água e detergente. Remover o excesso com pano limpo e levemente umedecido em água limpa e secar; 8. Realizar limpeza e desinfecção de parede e teto, utilizando um pano umedecido com quaternário de amônio; 9. As paredes devem ser limpas de cima para baixo e o teto deve ser limpo em sentido unidirecional; 10.Passar o rodo com pano umedecido em quaternário de amônio, em sentido unidirecional, do fundo da sala em direção à sua porta, recolhendo todas as partículas e resíduos, bem como realizando limpeza e desinfecção; 11.Utilizar a máquina de lavar piso, em movimentos “oito deitados”, de modo unidirecional; 12.Proceder a limpeza do recipiente para resíduos; 13.Repor os sacos plásticos para resíduos nos recipientes e organizar o ambiente; 14.Lavar as luvas, removê-las com a técnica adequada e higienizar as mãos; 15.Avisar ao responsável do setor sobre o término da limpeza. ÁREA ADMINISTRATIVA: LIMPEZA CONCORRENTE DEFINIÇÃO Higienização realizada diariamente, incluindo a limpeza nas áreas administrativas do Centro Cirúrgico, estando destas excluídas as salas de cirurgia e a SRPA. A finalidade desta modalidade de limpeza consiste em limpar e organizar o referido ambiente, repor os materiais de consumo diário e recolher os resíduos, a serem acondicionados de acordo com sua classificação. MATERIAIS NECESSÁRIOS ● Roupa privativa; ● EPIs descartáveis: gorro e luvas; ● EPIs duráveis, de acordo com as circunstâncias de risco: 23 protetor ocular, botas e luvas de cano longo; ● EPC: placa sinalizadora de risco; ● Soluções: hipoclorito de sódio a 0,5%, álcool a 70%, desodorizante (se necessário), água e detergente; ● Materiais diversos: balde, rodo, panos para limpeza de mobília e chão ou pano descartável, pá de lixo, saco para resíduo, esponja sintética e vassoura de vaso (tina); ● Equipamentos: carro funcional completo e escada. DESCRIÇÃO 1. Reunir o material necessário no carro funcional, estacionando-o no corredor, ao lado da porta de entrada da sala a ser higienizada (quando na presença de porta); 2. Utilizar os EPIs necessários e indicados para a realização do procedimento de limpeza; 3. Iniciar a higienização de: piso, instalações sanitárias, superfícies horizontais de equipamentos e mobiliários; 4. Recolher os sacos para resíduos das lixeiras, amarrá-los e transportá-los para o depósito de resíduos, de acordo com sua classificação. 5. Limpar todas a superfícies e mobiliários com pano umedecido com água e detergente; 6. Fazer higienização do piso, com mop úmido ou rodo e pano umedecido com água e detergente, retirando o excesso com mop/ pano umedecido em água limpa; 7. Depositar hipoclorito de sódio 0,5% no balde destinado a este fim; 8. Umedecer o pano/ mop e passá-lo em toda a superfície do piso, deixando-o agir durante 10 minutos; 9. Remover o excesso de hipoclorito de sódio 0,5% com pano limpo e umedecido com água; 10. Abastecer e repor os materiais de higiene diária (sabão líquido, papel toalha, papel higiênico, álcool gel, entre outros); 11. Repor os sacos plásticos para resíduos nos recipientes e organizar o ambiente; 12. Concluída a higienização do ambiente: 24 13. Recolher o material utilizado no local, organizando o ambiente; 14. Desprezar os EPIs descartáveis; 15. As luvas, panos de chão e flanelas, depois de lavados, devem ser colocados em local específico para secar; 16. Higienizar as mãos com sabão ou friccionar com álcool 70%. 11. ÁREA ADMINISTRATIVA: LIMPEZA TERMINAL DEFINIÇÃO Limpeza semanal que envolve maior complexidade, envolvendo todas as superfícies das salas administrativas: horizontais, verticais, internas e externas. O procedimento inclui a limpeza de paredes, pisos, teto, painel de gases, equipamentos, todos os mobiliários, portas, peitoris, luminárias, filtros, grades de ar condicionado e outros. MATERIAIS NECESSÁRIOS ● Roupa privativa; ● EPIs descartáveis: gorro e luvas; ● EPIs duráveis, de acordo com as circunstâncias de risco: protetor ocular, botas e luvas de cano longo; ● EPC: placa sinalizadora de risco; ● Soluções: hipoclorito de sódio a 0,5%, álcool a 70%, desodorizante (se necessário), água e detergente; ● Materiais diversos: balde, rodo, panos para limpeza de mobília e chão ou pano descatável, pá de lixo, saco para resíduo, esponja sintética e vassoura de vaso (tina); ● Equipamentos: carro funcional completo, máquina de lavar e escada. DESCRIÇÃO 1. Reunir todo material necessário em carrinho de limpeza; 2. Colocar o carrinho ao lado da porta de entrada do ambiente, sempre do lado de fora; 3. Colocar os EPI´s necessários para a realização da limpeza; 25 4. Utilizar placas de sinalização; 5. Recolher os sacos de lixo do local, fechá-los adequadamente e depositá-los no expurgo; 6. Iniciar a limpeza interna e externa do mobiliário da unidade, com água e detergente para remoção da sujidade, proceder ao enxágue e friccionar com álcool a 70%; 7. Retirar manchas do teto, paredes, pisos, rodapés e mobiliários, com esponja sintética umedecida com água e detergente. Remover o excesso com pano limpo e levemente umedecido em água limpa e secar; 8. Executar a limpeza do teto, luminárias, janela, paredes/divisórias, grades de ar condicionado e/ou exaustor, portas/divisores, maçanetas, interruptores e outras superfícies com hipoclorito a 0,5%; 9. Proceder à lavagem do piso com solução de hipoclorito de sódio a 0,5%; 10.Utilizar, sempre possível, máquina para a limpeza do piso; 11.Retirar as luvas e lavar as mãos; 12.Repor os sacos de lixo nos respectivos recipientes limpos; 13.Repor os produtos de higiene pessoal (sabão e papel toalha); 14.Abastecer carro funcional, se necessário. 12. CENTRAL DE MATERIAIS E ESTERILIZAÇÃO (CME): LIMPEZA CONCORRENTE DEFINIÇÃO Limpeza diária que deve ser realizada na unidade funcional destinada ao processamento de produtos para saúde dos serviços de saúde, compreendendo as salas de Arsenal, Desinfecção Química, de Autoclave, Preparo, copa e secretaria, com o intuito de serem removidas sujidades e/ou matéria orgânica e de se evitar a ocorrência de incidentes relacionados a infecções adquiridas no ambiente hospitalar, ampliando a segurança dos pacientes e funcionários. 26 A mesma inclui, ainda, o recolhimento dos resíduos, de acordo com a sua classificação, sendo possível a detecção de materiais. Destarte, este tipo de limpeza não envolve a utilização de máquinas, e sim, de Mop, equipamento constituído por cabo, armação e haste ou suporte e luva ou refil. Deve-se, ainda, ser higienizado, minimamente, todo o mobiliário, equipamentos, parede e piso que circundam todo. MATERIAIS NECESSÁRIOS ● Roupa privativa; ● EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) descartáveis: gorro e luvas; ● EPIs duráveis, de acordo com as circunstâncias de risco: protetor ocular, botas e luvas de cano longo; ● EPC (Equipamento de Proteção Coletiva): placa sinalizadora de risco; ● Soluções: quaternário de amônio, álcool a 70%, desodorizante (se necessário), água e detergente; ● Materiais diversos: balde, rodo, panos para limpeza de mobília e chão, flanelas, pá de lixo, saco para resíduo, esponja sintética, vassoura de vaso (tina) e conjunto mop (cabo, luva do tipo cabeleira função úmida ou pó); ● Equipamentos: carro funcional completo e escada (se necessário). DESCRIÇÃO 1. Reunir o material necessário no carro funcional, estacionando-o no corredor, ao lado da porta de entrada da sala; 2. Utilizar os EPIs necessários e indicados para a realização do procedimento de limpeza; 3. Recolher os resíduos e acondicioná-los, de acordo com sua classificação; 4. Lavar o recipiente de resíduos; 5. Realizar a limpeza das superfícies, bancadas, vidros, ármários, mobília, telefone e outros com pano descartável ou pano de limpeza manual umedecido em água e detergente. Enxaguar e secar. Por fim, friccionar com álcool a 70%; 27 6. Passar o mop úmido ou rodo com pano umedecido em água e detergente no piso, em sentido unidirecional, do fundo da sala em direção à sua porta, recolhendo todas as partículas e resíduos; 7. Após o “mopeamento úmido”, descartar ou encaminhar as fibras ou cabeleiras utilizadas no piso para reprocessamento; 8. Realizar limpeza e/ou desinfecção de parede, utilizando um pano umedecido com água e detergente, preconizado pelo SCIRAS, através de movimento unidirecional (de cima para baixo); 9. Efetuar, quando na presença de matéria orgânica, a desinfecção do local com quaternário de amônio, mediante remoção do excesso da matéria orgânica exposta, deixando-o agir por 10 minutos e removendo-o com pano úmido; 10.Repor os sacos plásticos para resíduos nos recipientes e organizar o ambiente; 11.Lavar as luvas, removê-las com a técnica adequada e higienizar as mãos; 12.Reabastecer o carro funcional, se necessário. 13. CENTRAL DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO: LIMPEZA TERMINAL DEFINIÇÃO Limpeza semanal que envolve maior complexidade, compreendendo todas as superfícies das salas da CPME, como a de Arsenal, Desinfecção Química, de Autoclave, de Preparo, copa e secretaria. O procedimento inclui a limpeza de paredes, pisos, teto, equipamentos, mobiliários, portas, peitoris, luminárias, filtros, grades de ar condicionado e outros. MATERIAIS NECESSÁRIOS ● Roupa privativa; ● EPIs descartáveis: gorro e luvas; ● EPIs duráveis, de acordo com as circunstâncias de risco: protetor ocular, botas e luvas de cano longo; 28 ● EPC: placa sinalizadora de risco; ● Soluções: hipoclorito de sódio a 1%, quartenário de amônio, álcool a 70%, desodorizante (se necessário), água e detergente neutro; ● Materiais diversos: balde, rodo, panos para limpeza de mobília e chão, flanelas, pá de lixo, saco para resíduo, esponja sintética, vassoura de vaso (tina), conjunto mop (cabo, luva do tipo cabeleira função úmida ou pó) e discos abrasivos para enceradeira; ● Equipamentos: carro funcional completo, enceradeira industrial (se necessário), cabo regulável com esponjas sintéticas com duas faces e escada. DESCRIÇÃO 1. Reunir o material necessário no carro funcional, estacionando-o no corredor, ao lado da porta de entrada; 2. Utilizar os EPIs necessários e indicados para a realização do procedimento de limpeza; 3. Recolher os resíduos e acondicioná-los, de acordo com sua classificação; 4. Efetuar, quando na presença de matéria orgânica, a desinfecção do local com quaternário de amônio, mediante remoção do excesso da matéria orgânica exposta, deixando-o agir por 10 minutos e removendo-o com pano úmido; 5. Retirar manchas do teto, paredes, pisos, rodapés e mobiliários, com esponja sintética umedecida com água e detergente. Remover o excesso com pano limpo e levemente umedecido em água limpa e secar; 6. Realizar a limpeza das bancadas, vidros, ármários, mobília, telefone e outros com pano descartável ou pano de limpeza manual umedecido em água e detergente. Enxaguar e secar. Por fim, friccionar com álcool a 70%; 7. Realizar limpeza e desinfecção de parede e teto, utilizando um pano umedecido com quaternário de amônio; 29 8. As paredes devem ser limpas de cima para baixo e o teto deve ser limpo em sentido unidirecional; 9. Passar o mop úmido ou rodo e pano umedecido com quaternário de amônio, em sentido unidirecional, do fundo da sala em direção à sua porta, recolhendo todas as partículas e resíduos; 10.Fazendo-se uso de máquinas de lavar piso, devem ser realizados movimentos “oito deitado”, de modo unidirecional; 11.Após o “mopeamento úmido”, descartar ou encaminhar as fibras ou cabeleiras utilizadas no piso para reprocessamento; 12.Proceder a limpeza do recipiente para resíduos; 13.Repor os sacos plásticos para resíduos nos recipientes e organizar o ambiente; 14.Lavar as luvas, removê-las com a técnica adequada e higienizar as mãos; 15.Avisar ao responsável do setor sobre o término da limpeza. 14. CENTRAL DE MATERIAIS E ESTERILIZAÇÃO (CME): LIMPEZA DAS AUTOCLAVES DEFINIÇÃO Limpeza diária que envolve a limpeza das partes externas das autoclaves. MATERIAIS NECESSÁRIOS ●Roupa privativa; ●EPIs descartáveis: gorro e luvas; ●EPIs duráveis, de acordo com as circustâncias de risco: protetor ocular, botas e luvas de cano longo; ●Soluções: água e detergente neutro; ●Materiais diversos: balde e pano para limpeza. 30 DESCRIÇÃO 1. Reunir o material necessário ao lado das autoclaves; 2. Utilizar os EPIs necessários e indicados para a realização do procedimento de limpeza; 3. Certificar que o equipamento se encontra desligado e em temperatura ambiente; 4. Realizar a inspeção visual quanto a presença de sujidades e oxidação; 5. Efetuar limpeza, na ausência de sujidades, com pano umedecido em água; 6. Efetuar limpeza, na presença de sujidades, nas partes externas do equipamento, com pano umedecido em água e detergente, procedendo o enxágue com pano umedecido em água e posterior secagem. 7. Lavar as luvas permanentes, removê-las com a técnica adequada e higienizar as mãos; 8. Realizar a guarda dos materiais utilizados em seus locais específicos; 9. Avisar ao responsável do setor sobre o término da limpeza. OBSERVAÇÕES Observação 1: Todas as superfícies devem ser higienizadas da área mais limpa para a área mais suja, sempre no sentido retilíneo, nunca em movimentos de vaivém ou zigue-zague; Observação 2: A higienização das superfícies verticais deve seguir a técnica “de cima para baixo”, ou seja, “do mais alto para o mais baixo”; Observação 3: A higienização das superfícies horizontais deve seguir a técnica “do mais longe para o mais perto”; Observação 4: Todos os saneantes utilizados devem ser àqeules preconizados pelo SCIRAS; Observação 5: Ao utilizar o quaternário de amônio em superfícies com matéria orgânica, estas deverão permanecer molhadas com o produto 31 por 10 minutos. O enxágue do quaternário dependerá do tipo da superfície, de acordo com o SCIRAS. Observação 6: A limpeza da Sala de Arsenal, deverá ser acompanhada do colaborador da higienização permanente da CME, tendo em vista que os armários e produtos esterilizados devem ser protegidos conforme orientações específicas realizadas pelo Responsável Técnico da CME, na ausência desse colaborador permanente, a limpeza deve ser acompanhada pelo enfermeiro do plantão; Observação 7: Em relação às autoclaves e equipamentos, apenas as partes externas serão limpas e a responsabilidade é do funcionário da higienização. As preventivas serão realizadas pela empresa terceirizada dos próprios equipamentos. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Segurança do paciente em serviços de saúde: limpeza e desinfecção de superfícies/ Agência Nacional de Vigilância Sanitária. – Brasília: ANVISA, 2012. 32 Manual de Cuidados com Materiais e Equipamentos Hospitalares HOSPITAL MUNICIPAL EUCLIDES HORST CAMPO NOVO DO PARECIS- MT Versão 1.0 Elaboração: Francislaine de Almeida de Sousa – Gerente de Enfermagem Institucional -ISSSL Data da elaboração: Revisor: Natasha Bruna Souza AugustinGerente de enfermagem Institucional- ISSSL Data da revisão: 03/09/2025 Validação: Maria Aparecida Camargo - Enfermeira da Qualidade / Projetos Data da validação: 03/09/2025 Aprovação: Adriana Antunes de Matos - RT de enfermagem Elaine Aparecida da Silva- Diretora Administrativa Hospitalar Data da aprovação: 03/09/2025 Histórico de atualizações do documento Versão Emissão/Revisão Próxima Versão Descrição da alteração 01 09/06/2025 Elaboração do documento 02 03/09/2025 03/09/2028 Avaliação e Readequação Sumário CONCEITO 6 OBJETIVO 6 PÚBLICO ALVO 6 ÂMBITO DE APLICAÇÃO 6 ÂMBITO DE APLICAÇÃO 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS 7 Orientações para formas farmacêuticas injetáveis em embalagem multidose: 9 Orientações para formas farmacêuticas semi sólidas (como cremes e pomadas) em embalagem multidose: 10 Orientações para formas farmacêuticas orais em embalagem multidose: 10 Orientações para formas farmacêuticas oftalmológicas em embalagem multidose: 10 REFERÊNCIAS 14 4 1. INTRODUÇÃO Este manual orienta os profissionais de saúde sobre os cuidados adequados com materiais e equipamentos utilizados na assistência hospitalar, promovendo a segurança do paciente, a preservação dos recursos e a eficiência no atendimento. 2. OBJETIVO ● Padronizar o manuseio, limpeza, armazenamento e conservação de materiais e equipamentos; ● Evitar perdas, avarias e contaminações; ● Garantir o funcionamento adequado e seguro dos equipamentos. 3. RESPONSABILIDADES ● Profissionais da assistência: seguir as orientações técnicas no uso e cuidado. ● Supervisão de enfermagem: fiscalizar o cumprimento das normas e reportar inconformidades. ● Engenharia clínica/manutenção: realizar manutenções preventivas e corretivas. ● CME/Serviço de Apoio: atuar na limpeza, conferência e controle dos materiais críticos. 4. CUIDADOS GERAIS COM MATERIAIS HOSPITALARES ● Manusear com delicadeza, evitando quedas ou impactos; ● Verificar validade e integridade antes do uso; ● Armazenar em local limpo, seco e ventilado; ● Utilizar o método FIFO (primeiro que entra, primeiro que sai); ● Não utilizar materiais vencidos ou com embalagem violada. 5 5. CUIDADOS ESPECÍFICOS COM EQUIPAMENTOS HOSPITALARES ● Verificar o funcionamento antes do uso; ● Utilizar conforme instruções do fabricante; ● Higienizar após o uso e armazenar adequadamente; ● Nunca utilizar com cabos ou peças danificadas; ● Desligar da tomada após o uso (quando indicado). 6. LIMPEZA, DESINFECÇÃO E ARMAZENAMENTO ● Utilizar produtos compatíveis e EPIs adequados; ● Não borrife líquidos diretamente sobre os equipamentos; ● Armazenar conforme orientação do fabricante e setorial; ● Equipamentos críticos devem ser desinfetados conforme protocolo institucional. 7. CONTROLE DE MANUTENÇÃO ● Seguir o cronograma de manutenção preventiva; ● Registrar manutenções em sistema ou planilha; ● Identificar e isolar equipamentos com defeitos com etiqueta "Manutenção". 6 8. CONDUTAS EM CASO DE DANOS ● Interromper o uso imediatamente; ● Comunicar a liderança e setor responsável; ● Preencher notificação de evento adverso; ● Encaminhar via e-mail com os responsáveis em cópia bem como anexo; 7 FORMULÁRIO DE NOTIFICAÇÃO DE EVENTO ADVERSO COM MATERIAIS E EQUIPAMENTOS Este formulário visa o registro de falhas, mau uso ou não conformidades em materiais e equipamentos hospitalares, contribuindo para a segurança do paciente e melhoria dos processos. DADOS DO EQUIPAMENTO / MATERIAL ENVOLVIDO ● Nome do equipamento/material: ____________________________________ ● Número de patrimônio (se aplicável): ______________________________ ● Fabricante/Marca: _______________________________________ _______ ● Local/Setor de uso: _______________________________________ _____ ● Data de aquisição (se conhecida): ______/_______/______ ● Data do evento: ______/_______/______ ● Horário: ______:_______ TIPO DE EVENTO ADVERSO ● ☐ Equipamento não ligou / falhou durante o uso ● ☐ Desligamento repentino ● ☐ Rompimento / quebra de material ● ☐ Vazamento / curto-circuito / superaquecimento ● ☐ Peça faltante ou solta ● ☐ Mau funcionamento intermitente ● ☐ Outro: _______________________________________ ______ DESCRIÇÃO DETALHADA DO OCORRIDO (Explique com clareza: o que aconteceu, quando, como e qual a consequência. Descreva se houve prejuízo ao paciente, atraso no cuidado ou outro impacto.) PROFISSIONAL QUE IDENTIFICOU O EVENTO ● Nome completo: _______________________________________ ___ ● Cargo / função: _______________________________________ ___ ● Data da notificação: ______/_______/______ ● Assinatura: _______________________________________ ___ PROVIDÊNCIAS IMEDIATAS ● ☐ Equipamento retirado de uso ● ☐ Comunicado à engenharia clínica / manutenção ● ☐ Comunicação ao supervisor / enfermeiro responsável ● ☐ Registro em prontuário (se houver dano ao paciente) ● ☐ Outro: _______________________________________ _____ SETOR TÉCNICO / ENGENHARIA CLÍNICA (preenchimento posterior) Avaliação inicial: _______________________________________ ___ Condição do equipamento: ☐ Em funcionamento ☐ Necessita manutenção ☐ Irrecuperável Encaminhamento: ☐ Manutenção corretiva ☐ Substituição ☐ Abrir chamado técnico externo Responsável pela análise: ______________________________________ Data: ______/_______/______ 8 9. REGISTROS E COMUNICAÇÃO ● Registrar entrada, saída, limpeza e devolução de materiais; ● Relatar inconformidades ou falhas; ● Comunicar intercorrências técnicas à equipe responsável. 10. CUIDADOS ESPECÍFICOS COM MONITORES E BOMBAS DE INFUSÃO Manuseio Adequado ● Não transportar os equipamentos pelos cabos ou sensores; ● Utilizar suportes e carrinhos apropriados; ● Evitar impactos, quedas ou arrastes sobre superfícies; ● Desligar corretamente antes de desconectar da energia. Cuidados com Cabos ● Não dobrar ou enrolar com força; ● Desconectar alinhando corretamente os conectores; ● Guardar os cabos limpos e secos, devidamente acondicionados. Higienização ● Utilizar álcool 70% ou produto autorizado pelo fabricante; ● Aplicar o produto com pano macio e levemente umedecido; ● Evitar líquidos em excesso ou abrasivos. Energia Elétrica ● Conectar em tomadas aterradas e com voltagem compatível; ● Evitar benjamins, adaptadores ou extensões inadequadas; ● Desligar após o uso prolongado. 9 Armazenamento ● Guardar em locais ventilados, limpos e protegidos da luz direta; ● Não empilhar ou apoiar outros objetos sobre o equipamento; ● Usar capas protetoras quando disponíveis. Manutenção ● Seguir cronograma da engenharia clínica; ● Reportar falhas como alarmes indevidos, apagamento, falhas de visor; ● Equipamento com defeito deve ser identificado com aviso de "Não utilizar". Normas Aplicadas ● ANVISA RDC 15/2012 ● ABNT NBR IEC 60601-1 ● Manual do fabricante 11. Disposições Finais Este manual deve ser seguido por toda a equipe multiprofissional. Seu cumprimento assegura a segurança do paciente, a eficiência da assistência e a vida útil dos recursos hospitalares. 10 NORMAS E ROTINAS DA CENTRAL DE MATERIAIS E ESTERILIZAÇÃO HOSPITAL MUNICIPAL EUCLIDES HORST CAMPO NOVO DO PARECIS- MT Versão 1.0 Elaboração: Francislaine de Almeida de Sousa – Gerente de Enfermagem Institucional -ISSSL COREN-MT 139832 Natasha B. S. AugustinSupervisora de Enfermagem Institucional-ISSSL COREN-MT 560107 Data da elaboração: 01/03/2024 Revisor: Natasha Bruna Souza AugustinSupervisora de Enfermagem Institucional- ISSSL Data da revisão: 03/09/2025 Validação: Adriana Antunes de Matos - RT de enfermagem Data da validação: 03/09/2025 Aprovação: Ana Claudia Saito- Coordenadora de enfermagem CC e CME Data da aprovação: 03/09/2025 Histórico de atualizações do documento Versão Emissão/Revisão Próxima Versão Descrição da alteração 01 01/03/2024 01/03/2027 Elaboração do documento 02 03/09/2025 03/09/2028 Avaliação e Readequação SIGLAS ANISA- Agência Nacional de Vigilância Sanitária CME- Central de Materiais e Esterilização EPI- Equipamento de Proteção Individual MT- Mato Grosso OPME- Órteses, Próteses e Materiais Especiais POP- Procedimento Operacional Padrão RDC- Resolução da Diretoria Colegiada SOBECC- Associação Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica e Centro de Material e Esterilização Sumário 1. APRESENTAÇÃO 6 2. DEFINIÇÃO 6 3. OBJETIVOS 7 4. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS NA CME 7 5. NORMAS 8 5.1 Horário de chegada e saída dos plantões diurno e noturno 8 5.2 Orientações básicas de vestuário, acessórios e higiene pessoal 8 5.3 Uso de Equipamentos de Proteção Individual 9 6. RECURSOS HUMANOS 9 7. Relação Interpessoal 14 7.1 Relacionamento Interpessoal e Organização do Setor 14 7.2 Proibições 14 8. ESTRUTURA FÍSICA A CME 14 8.1 ÁREA DE EXPURGO 15 8.2 ÁREA DE PREPARO 15 8.3 ÁREA DE ESTERILIZAÇÃO 16 REGISTRO: 17 8.4 ÁREA DE GUARDA E DISTRIBUIÇÃO DO MATERIAL 19 9. CRITÉRIOS PARA SUBSTITUIÇÃO DE ARTIGOS/ INSTRUMENTAIS 19 9.1 Fatores que danificam os instrumentais: 19 9.2 Critérios de troca dos instrumentais: 19 10. ROTINAS 19 10.1 ROTINA DE TRABALHO PARA O FUNCIONÁRIO DA ÁREA DE EXPURGO 19 10.2 ROTINA DE TRABALHO PARA O FUNCIONÁRIO DA ÁREA DE RECEPÇÃO DE MATERIAL 20 10.3 ROTINA DE TRABALHO DO FUNCIONÁRIO DA ÁREA DE PREPARO 20 10.4 ROTINA DE TRABALHO PARA O FUNCIONÁRIO DA ÁREA DE ESTERILIZAÇÃO 22 REGISTROS: 23 10.5 ROTINA DE TRABALHO DO FUNCIONÁRIO DA ÁREA DE GUARDA E DISTRIBUIÇÃO DE MATERIAIS 24 11. LIMPEZA E ORGANIZAÇÃO DO CME 25 11.2 Descrição dos procedimentos 26 1. APRESENTAÇÃO O Manual de Normas e Rotinas da Central de Materiais e Esterilização da Unidade de Saúde HOSPITAL MUNICIPAL EUCLIDES HORST- CAMPO NOVO DO PARECIS- MT é uma ferramenta de gestão de qualidade, que contém instruções e orientações que devem ser obedecidas e cumpridas por toda equipe de enfermagem, quer seja individualmente, ou em conjunto a outros membros da equipe. As normas são o conjunto das regras e instruções para definir procedimentos, métodos e organização. Deverão orientar os executantes no cumprimento de uma atividade e definir o que, como e quando fazer as tarefas, sendo fundamentadas nos princípios ético- legais. As rotinas representam as instruções técnicas para execução de uma tarefa específica de assistência e descrevem sistematicamente os passos para a realização da tarefa. Não descrevem procedimentos, pois estes são discriminados no POP-Procedimentos Operacionais Padrão do setor. A versão deste manual contempla as atribuições da equipe de enfermagem do HOSPITAL MUNICIPAL EUCLIDES HORST- CAMPO NOVO DO PARECIS- MT e tem por finalidade esclarecer dúvidas e orientar a execução das ações da equipe de enfermagem. 2. DEFINIÇÃO A Central de Material e Esterilização é uma unidade destinada à limpeza, ao acondicionamento, à esterilização, à guarda e à distribuição dos produtos para as demais unidades de assistência à saúde. A RDC-15 de 2012 dispõe sobre requisitos de boas práticas para o processamento de produtos para saúde, estabelecendo os requisitos de boas práticas para o funcionamento dos serviços que realizam o processamento de produtos para a saúde visando à segurança do paciente e dos profissionais envolvidos. O fluxo de uma CME deve ser contínuo e unidirecional dos artigos evitando o cruzamento de artigos sujos com os limpos e esterilizados, bem como evitar que o trabalhador escalado para a área contaminada transite pelas áreas limpas e vice-versa. Além disso, o acesso de pessoas deve se restringir aos profissionais da área. 5 3. OBJETIVOS ● Descrever e catalogar as atribuições dos profissionais que compõe e equipe de enfermagem (enfermeiros e técnicos em enfermagem) do HOSPITAL MUNICIPAL EUCLIDES HORST- CAMPO NOVO DO PARECIS- MT atuantes no setor de CME; ● Normatizar as rotinas assistenciais e administrativas das Unidades de processamento e esterilização de materiais; ● Elaborar um guia de consulta rápida para colaboradores; ● Racionalizar os gastos; ● Otimizar os recursos dos serviços; ● Fornecer subsídios aos profissionais de saúde; ● Incorporar conhecimento; ● Aprimorar a qualidade dos serviços prestados; ● Capacitar pessoal para o desenvolvimento de atividades específicas; ● Colaborar com os demais setores da Unidades de Saúde nas questões relacionadas à biossegurança. 4. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS NA CME ∙ Receber, conferir, lavar, desinfetar e separar os artigos para a saúde ∙ Receber as roupas vindas da lavanderia; ∙ Preparar os artigos e roupas; 6 ∙ Esterilizar os artigos e roupas através de métodos químicos e/ou físicos; ∙ Realizar o controle microbiológico e o prazo de validade de esterilização desses produtos ∙ Acondicionar e distribuir os instrumentais e as roupas esterilizadas ∙ Zelar pela segurança e proteção dos funcionários desse setor ∙ Estabelecer protocolos de segurança ∙ Registrar os processos executados no setor 5. NORMAS 5.1 Horário de chegada e saída dos plantões diurno e noturno O plantão diurno tem início às 07:00 e termina às 19:00. O plantão noturno inicia-se às 19:00 e finaliza às 07:00 do dia seguinte. Equipe com carga horária de 40 horas semanais o dia trabalhado se dá das 07:00 as 11:00 e das 13:00 as 17:00 horas (segunda a sexta feira). Os colaboradores deverão registar horários de entrada e saída do plantão no registro de frequência, não antecedendo o período de 5 minutos ao horário da entrada. Atrasos eventuais na saída e início da jornada deverão ser comunicados à chefia imediata e justificados. 5.2 Orientações básicas de vestuário, acessórios e higiene pessoal O setor de CME trata-se de um setor de atividade e trânsito permitido apenas aos profissionais que ali atuam, o Setor Restrito. Desse modo, deve-se utilizar de roupas privativas disponíveis na unidade para atuação no setor.Ainda, se faz necessário o uso de crachá de identificação, cabelos presos, sapatos fechados e NÃO usar adornos. ✔ Higiene pessoal: Devemos manter nossa higiene corporal, pois está diretamente ligada à aparência pessoal. ✔ Cuidados com o corpo: Através da execução do serviço de limpeza entramos em contato com microrganismos que ficam aderidos à pele, 7 unhas e cabelos. Somente o banho poderá eliminar o suor, sujidades e os microrganismos e tornar nossa aparência agradável. ✔ Cuidados com os cabelos: Os cabelos devem estar limpos e, presos, se compridos. A touca, que consta do uniforme, deverá cobrir todo o cabelo pois seu objetivo é a proteção dos cabelos. ✔ Cuidado com as unhas: As unhas devem estar sempre aparadas para evitar que a sujidade fique depositada entre as unhas e a pele dos dedos. Devemos dar preferência ao uso de esmaltes transparentes para visualizar a sujidade e podermos eliminá-la. Devemos evitar a retirada de cutículas para mantermos nossa pele íntegra. ✔ Cuidados com o uniforme: Nosso trabalho requer esforço físico, o suor é inevitável, portanto, o uniforme deverá ser trocado todos os dias e todas as vezes que se fizer necessário. Devemos observar no uniforme a limpeza com ausência de manchas, odor e descostura. A roupa de trabalho deverá ser lavada separadamente da roupa doméstica. ✔ Cuidados com os sapatos: Devem ser fechados e impermeáveis, para proteger nossos pés. Devemos lavá-los e colocá-los para secar na posição vertical, ao término do serviço, com isso evitaremos os odores e frieiras. 5.3 Uso de Equipamentos de Proteção Individual Os equipamentos de proteção individual padrões que devem ser usados nas unidades vão variar de acordo com a área da CME em que o profissional está atuando, as quais podem ser: Expurgo, Preparo, Esterilização, Guarda e Distribuição de Materiais. De maneira geral: ✔ USE LUVAS: Quando tocar em sangue e secreções corporais, mucosas ou lesão de pele de todos os pacientes. Quando puncionar uma veia periférica. ✔ USE AVENTAL: Quando houver risco de contaminação do uniforme com sangue e secreções corporais. ✔ USE MÁSCARA, TOUCA E PROTETOR DE OLHOS: Quando houver risco de respingos de sangue e secreções na face. ✔ DESPREZE AGULHAS E INSTRUMENTOS CORTANTES: Em recipientes 8 rígidos- descarpack. ✔ NUNCA REENCAPE AGULHAS. 6. RECURSOS HUMANOS A equipe de enfermagem que trabalha nesta unidade presta uma assistência indireta ao paciente, tão importante quanto à assistência direta, que é realizada pela equipe de enfermagem que atende ao paciente. O trabalho do enfermeiro no CME deve ser considerado um cuidado legítimo, por instrumentalizar o cuidado direto, na medida em que ocorre um reconhecimento de que o preparo de materiais é essencial para o cotidiano da prática assistencial da enfermagem. A respeito das funções nesta unidade, do enfermeiro são exigidas competências pertinentes à administração do setor, ao desenvolvimento de atividades técnico-assistenciais e à gestão do capital humano, necessitando de um conjunto de saberes estruturados que possibilite o alcance das finalidades propostas para seu trabalho numa unidade que requer tanta responsabilização. Nesta perspectiva, outro desafio que se apresenta ao enfermeiro do CME relaciona-se ao processo de trabalho em si desta unidade, marcado fortemente por uma ação de invisibilidade, dado que o cuidado indireto é menos valorizado, apesar de se constituir numa prática fundamentada em saberes tácitos e científicos que poderiam propiciar um reconhecimento social. O quadro de pessoal da CME do deve ser composto por enfermeiros, técnicos de enfermagem e auxiliar administrativo, cujas funções estão descritas nas práticas recomendadas da RDC 15 e SOBECC, descritas abaixo: 6.1 Enfermeiro Responsável Técnico: ∙ Garantir a implementação das normas de processamento de produtos para saúde; ∙ Prever e prover os recursos humanos e materiais necessários ao funcionamento da unidade e ao cumprimento das disposições desta resolução; ∙ Garantir que todas as atribuições e responsabilidades profissionais estejam 9 formalmente designadas, descritas, divulgadas e compreendidas pelos envolvidos nas atividades de processamento de produtos para saúde; ∙ Prover meios para garantir a rastreabilidade das etapas do processamento de produtos para saúde; ∙ Definir o prazo para recebimento pelo CME dos produtos para saúde que necessitem de processamento antes da sua utilização e que não pertençam ao serviço de saúde; ∙ Participar do processo de capacitação, educação continuada e avaliação do desempenho dos profissionais que atuam no CME; ∙ Propor os indicadores de controle de qualidade do processamento dos produtos sob sua responsabilidade; ∙ Contribuir com as ações de programas de prevenção e controle de eventos adversos em serviços de saúde, incluindo o controle de infecção; ∙ Participar do dimensionamento de pessoal e da definição da qualificação dos profissionais para atuação no CME; ∙ Orientar as unidades usuárias dos produtos para saúde processados pelo CME quanto, ao transporte e armazenamento destes produtos; ∙ Elaborar relatórios mensais estatísticos, tanto de custo quanto de produtividade; ∙ Planejar e fazer anualmente o orçamento do CME com antecedência de 04 a 6 meses; ∙ Desenvolver pesquisas e trabalhos científicos que contribuam para o crescimento e as boas práticas de Enfermagem, participando de tais projetos e colaborando com seu andamento; ∙ Manter-se atualizado acerca das tendências técnicas e científicas relacionadas com o controle de infecção hospitalar e com o uso de tecnologias avançadas nos procedimentos que englobam artigos processados pelo CME. 10 6.2 Enfermeiro Assistencial: ∙ Planejar, coordenar e desenvolver rotinas para o controle dos processos de limpeza, preparo, esterilização, armazenagem e distribuição dos artigos. ∙ Participar da elaboração de Protocolo Operacional Padrão (POP) para as etapas do processamento de produtos para saúde, com base em referencial científico atualizado e normatização pertinente, bem como divulgar entre os profissionais da CME e torná-lo disponível para consulta; ∙ Manter atualizado o manual de normas, rotinas e procedimentos do CME, que deve estar disponível para a consulta dos colaboradores ∙ Participar de comissões institucionais que interfiram na dinâmica de trabalho do CME. ∙ Participar da elaboração de sistema de registro (manual ou informatizado) da execução, monitoramento e controle das etapas de limpeza e desinfecção ou esterilização, bem como da manutenção e monitoramento dos equipamentos em uso no CME; ∙ Promover capacitação, educação permanente e avaliação de desempenho dos profissionais que atuam no CME; ∙ Manter comunicação com a engenharia clínica, em situações que demandem atuação para conserto ou manutenção de materiais e equipamentos utilizados na CME; ∙ Elaborar e definir a escala de trabalho em cada área de atuação da equipe de enfermagem; ∙ Confirmar a programação diária das cirurgias verificando a disponibilidade das caixas cirúrgicas apropriadas, bem como roupas estéreis para atender ao procedimento cirúrgico agendado; ∙ Realizar a checagem da documentação de controle de esterilização; ∙ Acompanhar e controlar o estoque de materiais e roupas estéreis; ∙ Garantir a utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), de acordo com o ambiente de trabalho do CME. 11 6.3 Enfermeiro Assistencial nos cuidados com OPME: ∙ Coordenar e executar o processo de trabalho que envolve a OPME/ CME; ∙ Supervisionar e controlar os materiais de OPME consignados ao HU sob a responsabilidade da CME; ∙ Receber, mediante conferência e assinatura, as caixas de OPME consignadas, provenientes do almoxarifado; ∙ Receber, mediante conferência e assinatura, as caixas de OPME provenientes do almoxarifado recebidas para atender cirurgia eletiva e que não ficarão consignadas. ∙ Realizar conferência da caixa de OPME após seu uso, por meio da ficha de consumo de OPME, registrando o lote da placa utilizada e encaminhar ficha para o almoxarifado solicitar reposição dos implantes utilizados; ∙ Confrontar a ficha de consumo de OPME com a descrição cirúrgica para verificar compatibilidade entre o que foi implantado com o que foi descrito e encaminhar para correção em caso de inconsistência, conforme fluxo definido em POP; ∙ Receber reposição do almoxarifado, mediante conferência e assinatura da ficha de consumo de OPME utilizada; ∙ Realizar reposição das caixas de OPME e revisar a caixa quanto aos implantes e instrumentais que as compõem para posteriormente disponibilizar para o preparo; ∙ Orientar e acompanhar o preparo das caixas de OPME, auxiliando os técnicos de enfermagem responsáveis pelo preparo; ∙ Supervisionar, coordenar e acompanhar o rodízio das caixas de OPME, conforme padronização da instituição; ∙ Verificar a programação diária de cirurgia, para prover os materiais de OPME apropriados para atender o procedimento cirúrgico; ∙ Participar de 12 comissões institucionais que interfiram na dinâmica de trabalho da OPME/ CME; ∙ Promover capacitação e educação permanente envolvendo OPME; ∙ Registar em livro específico, ocorrências de naturezas diversas, envolvendo as caixas de OPME; ∙ Desenvolver pesquisas e trabalhos científicos que contribuam para o crescimento e as boas práticas de Enfermagem, participando de tais projetos e colaborando com seu andamento. 6.4 Técnicos de Enfermagem: ∙ Receber, conferir e registrar na comanda e no livro os artigos e materiais cirúrgicos recebidos; ∙ Receber, registar no censo e preparar roupas limpas advindas da lavanderia; ∙ Realizar a limpeza, o preparo, a esterilização, a guarda e a distribuição de artigos; ∙ Guardar e distribuir todos os artigos e caixas de instrumentais e de OPME esterilizados; ∙ Fazer a leitura dos indicadores biológicos e do teste de Bowie&Dick, de acordo com as rotinas da instituição e sinalizar para enfermeira em caso de alteração do resultado; ∙ Realizar cuidados com artigos endoscópicos em geral; ∙ Revisar a listagem de caixas cirúrgicas, bem como proceder à sua reposição; ∙ Fazer listagem e encaminhamento de artigos e instrumental cirúrgico para conserto. 6.5 Assistente Administrativo (se houver) 13 ∙ Fazer os pedidos de consumo diariamente para a unidade de abastecimento e farmácia; ∙ Organizar os materiais de consumo nos armários; ∙ Prover a necessidade de impressos utilizados na unidade; ∙ Confeccionar a planilha de férias anualmente; ∙ Assessorar a chefia imediata de acordo com a demanda; 7. Relação Interpessoal As atividades no âmbito das dependências da unidade hospitalar prezam pela integridade das pessoas, respeito à diversidade de saberes e preservação da autonomia no exercício profissional. É dever de TODOS prezar pelo respeito, individualidade e privacidade dos usuários durante as atividades. 7.1 Relacionamento Interpessoal e Organização do Setor ● Manter bom relacionamento interpessoal com toda a equipe assistencial através de comportamento ético profissional; ● Zelar pelo bom funcionamento dos equipamentos e patrimônio da instituição; ● Zelar pela manutenção da ordem e limpeza do posto de trabalho; ● Zelar pelo silêncio e tranquilidade do ambiente; ● Respeitar os princípios éticos e morais, normas legais, normativas da instituição e regimento interno; ● Nos Plantões, o enfermeiro lidera a equipe de Enfermagem, e tem autonomia para resolução de intercorrências dentro do seu âmbito de atuação, observando o disposto na Lei do Exercício Profissional de Enfermagem e Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem e demais normas e preceitos que regem o serviço. 7.2 Proibições ● É vedada presença de profissionais não autorizados no interior da unidade; ● É vedada a utilização de qualquer aparelho que faça a captura de 14 imagens dos setores, equipamentos, prontuários e/ou pacientes, exceto com autorização expressa e antecipada da administração; ● É vedado ao funcionário ausentar-se do seu posto de trabalho sem garantir a continuidade das atividades e prévia autorização da chefia imediata. 8. ESTRUTURA FÍSICA A CME A CME é classificada com CME classe II conforme critérios estabelecidos pela RDC ANVISA Nº15, DE 15 DE MARÇO DE 2012, dispondo das seguintes áreas: ∙ Área suja: expurgo, recepção e limpeza; ∙ Área de preparo e esterilização (setor limpo); ∙ Área de monitoramento do processo de esterilização (setor limpo); ∙ Área de armazenamento e distribuição de materiais esterilizados (setor limpo). 8.1 ÁREA DE EXPURGO À área de Expurgo compete: I - Receber o material encaminhado pelas Unidades de Saúde Distritais; II - Conferir e anotar a quantidade e espécie do material recebido; III - Verificar o estado de limpeza do material e devolver o material que não estiver de acordo com a normatização; IV - Proceder a limpeza do material conforme rotina técnica, se necessário; V - Verificar o estado de conservação do material; VI - Encaminhar para a gerência o material danificado e solicitar reposição; VII - Encaminhar o material para a área de Preparo. 8.2 ÁREA DE PREPARO À área de Preparo de material compete: I - Revisar e selecionar os materiais, verificando suas condições de conservação e limpeza; II - Encaminhar à gerência o material danificado e solicitar reposição; 15 III - Utilizar técnica padronizada e funcional para os pacotes, a fim de facilitar o uso e favorecer a técnica asséptica; IV - Preparar, empacotar ou acondicionar o material a ser esterilizado; V - Encaminhar o material para a esterilização devidamente identificado. Data limite de uso do produto reprocessado: É o prazo estabelecido em cada instituição, baseado em um plano de avaliação da integridade das embalagens, fundamentado na resistência das embalagens, eventos relacionados ao seu manuseio (estocagem em gavetas, empilhamento de pacotes, dobras das embalagens), condições de umidade e temperatura, segurança da selagem e rotatividade do estoque armazenado. ● O tempo de vida da prateleira só deve ser considerado se a embalagem estiver íntegra. ● A perda da esterilidade de um material está associada a eventos relacionados. ● O usuário deve inspecionar visualmente a integridade da embalagem antes da abertura do pacote. ● Disponibilizar etiquetas com identificação do processo e prazo de validade a partir da data de preparo. ● Realizar a conferência de validade dos materiais no tecido de algodão diariamente, e nas demais embalagens, todos os sábados, retirando os materiais a vencerem na semana seguinte e todos aqueles que não apresentarem a integridade das embalagens. ● Reprocessar os materiais trocando todos os insumos (embalagens, integradores, etiquetas). 16 VALIDADE DE MATERIAIS PROCESSADOS NO CME MATERIAIS SUBMETIDOS A DESINFECÇÃO 30 dias em embalagem devidamente selada EMBALADOS EM CAMPO CIRÚRGICO SIMPLES 07 dias sem controle de temperatura 15 dias com controle de temperatura e umidade EMBALADOS EM CAMPO CIRÚRGICO DUPLO 15 dias sem controle de temperatura e umidade 21 dias com controle de temperatura e umidade EMBALADOS EM PAPEL CREPADO 20 dias sem controle de temperatura e umidade 60 dias com controle de temperatura e umidade EMBALADOS EM GRAU CIRÚRGICO 30 dias sem controle de temperatura e umidade 06 meses com controle de temperatura e umidade *prazos válidos apenas se as embalagens se manterem secas e íntegras. *O controle de temperatura e umidade deve estar registrado diariamente no início e final do turno. 8.3 ÁREA DE ESTERILIZAÇÃO À área de Esterilização compete: I - Executar o processo de esterilização na(s) autoclave(s), conforme instruções do fabricante; II - Observar os cuidados necessários com o carregamento e descarregamento da(s) autoclave (s); III - Realizar teste Bowie & Dick nas autoclaves de alto vácuo; IV - Realizar teste biológico conforme rotina, de preferência no 1° ciclo de esterilização em autoclave e após manutenção preventiva e corretiva; V - Manter, junto com o serviço de manutenção, os equipamentos em bom estado de conservação e uso; VI - Comunicar à gerência qualquer falha nos equipamentos. REGISTRO: ✔ Proceder registro em LIVRO DE REGISTRO TESTE BIOLÓGICO 17 Fonte: própria 18 ✔ Proceder registro em LIVRO DE REGISTRO TESTE BOWIE DICK Fonte: própria 19 8.4 ÁREA DE GUARDA E DISTRIBUIÇÃO DO MATERIAL Á área de Guarda e Distribuição do Material (Arsenal) compete: I - Estocar o material esterilizado; II - Proceder a distribuição do material às Unidades de Saúde Distritais, acondicionado em saco plástico branco com o destino identificado na parte externa; III - Registrar a saída do material; 9. CRITÉRIOS PARA SUBSTITUIÇÃO DE ARTIGOS/ INSTRUMENTAIS 9.1 Fatores que danificam os instrumentais: 1. Deixar o sangue secar nos instrumentais; 2. Imergir os instrumentais em água por um período prolongado; 3. Imergir os instrumentais em solução salina; 4. Deixar os instrumentais imersos em solução de detergente por muito tempo; 5. Uso impróprio dos instrumentais; 6. Uso de solução imprópria; 7. Deixar a água secar nos instrumentais após o processo de limpeza. 9.2 Critérios de troca dos instrumentais: 1. Presença de pontos de corrosão 2. Instrumental não íntegro; 3. Funcionalidade comprometida 4. Sujidade incrustada de difícil remoção. 10. ROTINAS 10.1 ROTINA DE TRABALHO PARA O FUNCIONÁRIO DA ÁREA DE EXPURGO 1- Lavar as mãos e friccionar álcool glicerinado a 70% antes e após as atividades; 2- Fazer desinfecção das bancadas com álcool a 70% a cada turno e quando necessário; 3- Usar EPI (jaleco, touca, avental impermeável, máscara, luvas de procedimento e óculos de acrílico ); 4- Receber todo o material contaminado conferindo rigorosamente. 20 Observar: limpeza, integridade e se o mesmo está completo; anotar em impresso próprio as alterações encontradas. 5- Efetuar a limpeza e / ou desinfecção do material conforme rotina do setor; 6- Encaminhar o material para a área de Preparo; 7- Preparar soluções e recipientes que serão usados para desinfecção de material; 8- Solicitar orientação do enfermeiro sempre que houver dúvida no desenvolvimento das atividades. 10.2 ROTINA DE TRABALHO PARA O FUNCIONÁRIO DA ÁREA DE RECEPÇÃO DE MATERIAL 1- Lavar as mãos e friccionar álcool glicerinado antes e após executar as atividades; 2- Fazer desinfecção com um pano umedecido em álcool a 70% das mesas e bancadas, no início do plantão e sempre que necessário; 3- Receber e conferir os instrumentais de acordo com a cor e conteúdo de cada pacote, em horários padronizados; 4- Usar EPI durante a conferência dos instrumentais (avental, luvas de procedimento, touca). 5- Preencher o impresso de controle e recepção de material com letra legível, constando as assinaturas do responsável da Central e Unidade. 6- Avaliar rigorosamente a limpeza e a integridade dos materiais recebidos. O instrumental recebido sujo deverá ser reprocessado pelo funcionário escalado na Sala de Recepção; 7- Encaminhar o material para a Área de Preparo; 8- Manter a bancada livre e anotar no relatório de instrumentais as pendências (danificados, incompletos); 9- Encaminhar para o enfermeiro os instrumentais danificados para providências devidas; 10- Manter os armários em ordem; 11- Manter a área limpa e organizada. 21 10.3 ROTINA DE TRABALHO DO FUNCIONÁRIO DA ÁREA DE PREPARO 1 - Lavar as mãos e friccionar álcool glicerinado a 70% antes e após executar as atividades; 2 - Usar EPI (jaleco, touca e luvas de procedimento); 3- Realizar desinfecção das mesas, bancadas, estantes, e armários com álcool a 70% antes de iniciar as atividades; 4- Verificar a quantidade de material necessário à execução das atividades e solicitar a reposição; 5 - Receber o material proveniente do Expurgo, selecioná-lo de acordo com o pacote a ser feito, conferindo a limpeza e integridade; 6- Confeccionar os pacotes conforme a técnica do envelope; 7- Identificar os pacotes colocando no rótulo: ● Sigla da Unidade; ● Nome do pacote de acordo com a padronização; ● Data da esterilização (será preenchido quando for esterilizado) ● Número do lote (será preenchido quando for esterilizado) ● Validade (será preenchido quando for esterilizado) ● Assinatura legível do funcionário que preparou o pacote. 8- Anotar a produção no impresso de estatística. Figura 1: identificação para materiais esterilizados Fonte: própria 22 Figura 2: identificação para materiais desinfectados Fonte: própria Observações: 1-. Preencher a identificação antes de fixar no pacote . Fixar o rótulo no pacote, em local visível e plano, observando para que a fita teste não cubra a identificação. 2- O número do lote tem o objetivo de identificar em qual ciclo o material foi esterilizado, deve ser preenchido com o número da autoclave e o número do ciclo em que será esterilizado o material. 10.4 ROTINA DE TRABALHO PARA O FUNCIONÁRIO DA ÁREA DE ESTERILIZAÇÃO 1- Lavar as mãos e friccionar álcool glicerinado a 70% antes e após executar as atividades; 2- Fazer limpeza das autoclaves com pano umedecido em água; 3- Passar álcool a 70% em toda a superfície dos móveis e bancadas; 4- Usar EPI (jaleco, touca e luvas de amianto - quando necessário); 5- Controlar o funcionamento das autoclaves, registrando todos os parâmetros de cada ciclo da esterilização, verificando se o processo está dentro do padrão estabelecido; 6- Complementar rótulo do material anotando a data da esterilização, validade e o número do lote; 7- Montar a carga de acordo com as orientações básicas: ● Utilizar cestos de aço para acondicionar os pacotes; ● Observar o tamanho do pacote e adequá-lo ao tamanho do cesto; ● Colocar os pacotes na posição vertical, dentro dos cestos ou na rack; ● Evitar que o material encoste nas paredes da câmara; ● Deixar espaço entre um pacote e outro para permitir a 23 penetração do vapor; ● Posicionar os pacotes pesados na parte inferior da rack; ● Colocar os materiais: bacias, vidros e cubas com a abertura voltada para baixo; ● Utilizar no máximo 85% da capacidade da autoclave. 8 – Colocar nas autoclaves os pacotes com os testes biológicos no primeiro ciclo diariamente; 9 – Entreabrir a porta da autoclave ao final do ciclo de esterilização e aguardar 15 minutos para retirar o material; 10 - Após o esfriamento dos pacotes, encaminhá-los ao Arsenal; 11 - Solicitar orientação do enfermeiro sempre que houver dúvidas na execução das atividades; 12 - Manter a área limpa e organizada. 24 REGISTROS: Registrar os materiais acondicionados na autoclave, juntamente com a hora de início, quantidade, temperatura e o término do ciclo no livro de protocolo. Fonte: própria 25 10.5 ROTINA DE TRABALHO DO FUNCIONÁRIO DA ÁREA DE GUARDA E DISTRIBUIÇÃO DE MATERIAIS 1 - Lavar as mãos e friccionar álcool glicerinado a 70%, antes e após a execução das atividades; 2 – Usar EPI (jaleco e touca); 3 - Realizar a desinfecção dos armários, bancadas, das estantes e suportes livres, com pano umedecido em álcool a 70% diariamente e sempre que necessário; 4 - Controlar a quantidade de material a ser distribuído conforme a demanda diária; 5- Conferir e fornecer o material embalado em saco plástico às unidades nos horários padronizados; 6- Receber o material da área de esterilização e guardá-lo após o esfriamento, no local identificado; 7 - Observar em cada pacote recebido pela área de esterilização: ● Modificação ocorrida na coloração da fita teste, para autoclave a vapor; ● Preenchimento do rótulo; ● Integridade do pacote. 8- Verificar diariamente se os pacotes estocados estão dentro do prazo de validade da esterilização, colocando os pacotes com data de validade mais próxima do vencimento na frente; 9 - Solicitar a orientação do enfermeiro, sempre que houver dúvidas no desenvolvimento das atividades; 10 - Manter a área limpa e organizada. 11. LIMPEZA E ORGANIZAÇÃO DO CME O Centro de Material e Esterilização (CME) é responsável pela limpeza, preparo, esterilização e armazenamento de produtos para saúde passíveis de processamento. Tem por finalidade garantir ao usuário e a equipe de saúde a utilização de artigos estéreis em boas condições de preservação e funcionalidade. Conforme a RDC nº 15 (BRASIL, 2012), a infra-estrutura da CME está dividida por áreas: Recepção e Limpeza; Preparo e Esterilização; Armazenamento e Dispensação. Em relação à estrutura física, o CME constitui-se de duas áreas 26 distintas: área contaminada, destinada a receber materiais sujos, efetuar sua limpeza, descontaminação e secagem e, área limpa, onde os materiais são conferidos, selecionados, acondicionados, identificados, esterilizados, armazenados e distribuídos para as demais unidades (BRASIL, 2012). Sendo assim, o CME deverá estar limpo e organizado para execução de todas etapas do processamento de artigos. A SOBECC (2009) destaca a necessidade de manter neste setor um fluxo contínuo e unidirecional do artigo, evitando o cruzamento de artigos sujos com os limpos e esterilizados. Além disso, aponta a importância de se evitar, sempre que possível, que o trabalhador escalado para a área contaminada transite pelas áreas limpas e vice-versa. O CME constitui um ambiente de trabalho que apresenta riscos ocupacionais, expondo os profissionais da saúde a fluidos corpóreos veiculadores de microrganismos, substâncias orgânicas e inorgânicas contaminadas. Por isso, é de extrema importância a utilização de equipamentos de proteção individual (EPI). O uso de EPI neste setor diminui o risco de contato direto da pele e mucosas com qualquer material contaminado e os produtos químicos necessários ao processo. Portanto, a equipe de profissionais que atua no CME deve utilizar os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) específicos de acordo com a atividade a ser desenvolvida. 11.1 Limpeza concorrente do CME: Frequência a ser realizada: a cada plantão; Materiais utilizados: água, detergente neutro, compressas descartáveis para higiene, álcool 70%, esponja, materiais utilizados na limpeza pela empresa terceirizada; EPI: Gorro, máscara, óculos de proteção, luvas de borracha, avental impermeável, sapato fechado impermeável e antiderrapante, luvas de procedimento (na sala de preparo e esterilização). 11.2 Descrição dos procedimentos I. Limpeza concorrente de pias e bancadas: diária, realizada pelo profissional escalado; II. Pias: no final de cada plantão as pias deverão ser lavadas com detergente neutro e esponja, secas com compressas, e desinfetadas com compressas embebidas em álcool a 70%; III. Mesa do preparo: essa superfície deverá ser limpa ao final de 27 cada plantão, utilizando-se compressas embebidas em álcool a 70% e passando-as por toda a extensão da mesa, no mesmo sentido, secando em seguida; IV. Autoclave: realizar limpeza diária da câmara interna da autoclave com solução de detergente neutro e, posteriormente, umedecidas apenas com água até a remoção total dos resíduos de detergente. Isso aumenta a vida útil do equipamento e evita a obstrução do dreno com resíduos liberados pelo sistema de barreira estéril. Realizar limpeza diária da face externa da autoclave e demais equipamentos observando as orientações dos fabricantes, quanto a limpeza dos mesmos. 11.3 Limpeza terminal do CME: A limpeza terminal do CME deverá ser executada pela empresa terceirizada, a qual tem a responsabilidade de providenciar o treinamento de seus colaboradores. No entanto, faz-se necessário pactuar a rotina, os horários e o acompanhamento do serviço realizado. Além disso, este procedimento é realizado de forma conjunta, pois a equipe de limpeza não deverá manipular os materiais (sujos e/ou limpos); Expurgo: A pia deverá estar livre de materiais e limpa para que a limpeza terminal seja realizada. Deve-se iniciar a limpeza do fundo para a frente do mesmo, com os equipamentos necessários. Sala de preparo e arsenal: O profissional escalado retira os materiais e os acondiciona em locais secos e limpos, deixando as prateleiras livres para a higienização com álcool a 70%, a ser executada pela equipe de limpeza da empresa terceirizada. Observação: aguardar a secagem completa das prateleiras e bancadas (tanto do preparo quanto do arsenal) antes de colocar os pacotes e caixas de instrumentais no lugar. Embora a limpeza terminal seja de responsabilidade da equipe de higiene e limpeza, é importante que os seguintes princípios sejam observados: I. Do mais limpo para o mais sujo; II. Da esquerda para direita; 28 III. De cima para baixo; IV. Do distante para o mais próximo; V. Usar sempre panos e/ou mops limpos; VI. Caso seja necessário utilizar álcool a 70% na desinfecção de superfícies (mobília, computador, bancadas...), realizar a fricção mecânica no mínimo três vezes deixando secar entre uma fricção e outra, executando a técnica com movimentos firmes, longos e em uma só direção. 29 12. REFERÊNCIAS GRAZIANO, K.U; SILVA, A; PSALTIKIDIS, E.M. Enfermagem em Centro de Material e esterilização. Barueri, SPS: Manole, 2011. SOBECC. Sociedade Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica e Centro de Material e Esterilização. Práticas Recomendadas, 6 ed. São Paulo:SOBECC, 2013. MANUAL DE NORMAS E ROTINAS PARA O PROCESSAMENTO DE PRODUTOS PARA SAÚDE, PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPINAS, Campinas 2021- POSSARI, Francisco João. Centro de Material e Esterilização: Planejamento e gestão. 2ªedição. SãoPaulo. Editora Pátria,2005. RESOLUÇÃO- RDC Nº15, de 15 de março de 2012. NORMAS E ROTINAS DE ENFERMAGEM HOSPITAL MUNICIPAL EUCLIDES HORST CAMPO NOVO DO PARECIS- MT Elaboração: Francislaine de Almeida de Sousa – Gerente de Enfermagem Institucional -ISSSL COREN-MT 139832 Natasha B. S. AugustinSupervisora de Enfermagem Institucional-ISSSL COREN-MT 560107 Data da elaboração: Revisor: Natasha Bruna Souza AugustinGerente de enfermagem Institucional- ISSSL Data da revisão: 03/09/2025 Validação: Adriana Antunes de Matos - RT de enfermagem Data da validação: 03/09/2025 Aprovação: Elaine Aparecida da Silva- Diretora Administrativa Hospitalar Data da aprovação: 03/09/2025 Histórico de atualizações do documento Versã o Emissão/Revisã o Próxima Versão Descrição da alteração 01 03/09/2025 03/09/2028 Elaboração do documento SIGLAS ACT - Acordo Coletivo de Trabalho ANVISA - Agência Nacional De Vigilância Sanitária AVP-Acesso Venoso Periférico CEPE- Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem CH -Concentrado de Hemácias CME - Central de Materiais Esterilizados CMOS- Complementary Metal Oxide Semiconductor CP – Concentrado de Plaquetas CVC - Cateter Venoso Central CVD - Cateter Vesical de Demora CVP - Catéter Venoso Periférico COFEN - Conselho Federal de Enfermagem COREN - Conselho Regional de Enfermagem BIC - Bomba de Infusão Contínua DENF - Divisão de Enfermagem DO - Declaração de Óbito ECG - Eletrocardiograma ECO – Ecocardiograma EDTA -Ethylenediamine Tetraacetic Acid EPI - Equipamento de Proteção Individual HDT- Hospital de Doenças Tropicais LPP - Lesão por Pressão NIR - Núcleo Interno de Regulação NPT – Nutrição Parenteral Total NR – Norma Regulamentadora PA – Pressão Arterial POP-Procedimento Operacional Padrão REP -Registro Eletrônico de Ponto RNM - Ressonância Nuclear Magnética RT- Requisição de Transfusão SAE - Sistematização da Assistência de Enfermagem USIT - Unidade de Saúde Ocupacional e Segurança do Trabalho SND - Serviço de Nutrição e Dietética SSVV - Sinais Vitais TE - Técnico em Enfermagem TI - Tecnologia da Informação TC - Tomografia Computadorizada USG –Ultrassonografia Sumário SIGLAS 4 1. APRESENTAÇÃO 7 2. OBJETIVOS 7 3. NORMAS 8 3.1 Horário de chegada e saída dos plantões diurno e noturno 8 3.2 Vestuário e Acessórios 8 3.3 Uso de Equipamentos de Proteção Individual 8 3.4 Repouso 9 3.5 Relação Interpessoal 9 3.6 Passagem de plantão 9 3.7 Escalas 10 3.8 Jornada de Trabalho 10 3.9 Carteira profissional do COREN e o Código de Ética 10 3.10 Identificação do Empregado e Registro de Ponto 10 3.11 Trocas de Plantões 10 3.12 Remanejamento Interno 12 3.13 Relacionamento Interpessoal e Organização do Setor 12 3.14 Proibições 12 4. ROTINAS ASSISTENCIAIS 13 Rotina Diária: 13 ENFERMEIRO NO CENTRO CIRÚRGICO 13 ATRIBUIÇÕES DO ENFERMEIRO ASSISTENCIAL 13 ATRIBUIÇÕES DO ENFERMEIRO COORDENADOR 14 ATRIBUIÇÕES RELACIONADAS AO FUNCIONAMENTO DO CENTRO CIRÚRGICO 14 ATRIBUIÇÕES DO ENFERMEIRO COORDENADOR 14 ATIVIDADES ADMINISTRATIVAS DE PESSOAL 14 ATIVIDADES ASSISTENCIAIS DO ENFERMEIRO COORDENADOR/DIARISTA 15 ATRIBUIÇÕES DO ENFERMEIRO NA RPA 15 ATRIBUIÇÕES TÉCNICO –ADMINISTRATIVAS 15 DO ENFERMEIRO NA RPA 16 ATRIBUIÇÕES DO TÉCNICO DE ENFERMAGEM 16 NO CENTRO CIRÚRGICO 16 ATRIBUIÇÕES DO TÉCNICO DE ENFERMAGEM NA RPA 17 ATRIBUIÇÕES DO INSTRUMENTADOR CIRÚRGICO /SALA DE OPERAÇÕES 18 POSICIONAMENTO DO PACIENTE PARA A CIRURGIA 20 PLACA DISPERSIVA: CUIDADOS COM A PLACA DISPERSIVA – BISTURI ELÉTRICO 21 4.8 Óbitos: 21 Enfermeiro Assistencial 21 Técnico em Enfermagem 22 4.9 Encaminhamento de solicitação de hemocomponente e/ou hemoderivados para transfusão: 23 Enfermeiro Assistencial 23 Técnico em Enfermagem 23 4.10 Transfusão de hemocomponentes e hemoderivados: 24 Enfermeiro Assistencial 24 Técnico em Enfermagem 24 5. ROTINAS ADMINISTRATIVAS 27 5.1 Solicitação, acondicionamento e recebimento de material de consumo ao Setor de Suprimentos 27 Enfermeiro Assistencial 27 Técnico em Enfermagem 28 5.2 Solicitação e devolução de materiais e medicamentos à Farmácia 28 Enfermeiro Assistencial 28 Técnico em Enfermagem 30 5.3 Solicitação, acondicionamento e devolução de materiais à CME 30 Enfermeiro Assistencial 30 Técnico em Enfermagem 31 5.4 Controle de temperatura e Limpeza da geladeira de medicamentos: 32 Enfermeiro Assistencial 32 Técnico em Enfermagem 32 1. APRESENTAÇÃO O Manual de Normas e Rotinas do Serviço de Enfermagem das Unidades de Centro Cirúrgico do HOSPITAL MUNICIPAL EUCLIDES HORST- CAMPO NOVO DO PARECIS- MT é uma ferramenta de gestão de qualidade, que contém instruções e orientações que devem ser obedecidas e cumpridas por toda equipe de enfermagem, quer seja individualmente, ou em conjunto. As normas são o conjunto das regras e instruções para definir procedimentos, métodos e organização. Deverão orientar os executantes no cumprimento de uma atividade e definir o que, como e quando fazer as tarefas, sendo fundamentadas nos princípios ético- legais. As rotinas representam as instruções técnicas para execução de uma tarefa específica de assistência e descrevem sistematicamente os passos para a realização da tarefa. Não descrevem procedimentos, pois estes são discriminados em Procedimentos Operacionais Padrão. A versão deste manual contempla as atribuições da equipe de enfermagem no Centro Cirúrgico do HOSPITAL MUNICIPAL EUCLIDES HORST- CAMPO NOVO DO PARECIS- MT e tem por finalidade esclarecer dúvidas e orientar a execução das ações da equipe de enfermagem. 2. OBJETIVOS a. Descrever e catalogar as atribuições dos profissionais que compõem a equipe de enfermagem (enfermeiros e técnicos em enfermagem) do HOSPITAL MUNICIPAL EUCLIDES HORST- CAMPO NOVO DO PARECIS- MT atuantes no setor de Centro Cirúrgico. b. Normatizar as rotinas assistenciais e administrativas das Unidades de Centro Cirúrgico do HOSPITAL MUNICIPAL EUCLIDES HORST- CAMPO NOVO DO PARECIS- MT c. Elaborar um guia de consulta rápida para colaboradores. 3. NORMAS 3.1 Horário de chegada e saída dos plantões diurno e noturno O plantão diurno tem início às 07:00 e termina às 19:00. O plantão noturno inicia-se às 19:00 e finaliza às 07:00 do dia seguinte. Equipe com carga horária de 40 horas semanais o dia trabalhado se dá das 07:00 as 11:00 e das 13:00 as 17:00 horas (segunda a sexta feira). Os colaboradores deverão registar horários de entrada e saída do plantão no Relógio Eletrônico de Ponto (REP) e ou instrumento de controle de frequência, não antecedendo o período de 5 minutos ao horário da entrada. Atrasos eventuais na saída e início da jornada deverão ser comunicados à chefia imediata e justificados. 3.2 Vestuário e Acessórios Todos os profissionais em atuação na unidade devem fazer uso de vestimentas compatíveis com o ambiente de trabalho, evitando roupas curtas, transparentes e decotadas. Além disso, o profissional deve estar devidamente uniformizado, destacando- se o uso de jaleco e ou pijama Hospitalar (fornecido pela instituição), crachá de identificação, cabelos presos, sapatos fechados e NÃO usar adornos. Para atuação no setor de Centro Cirúrgico os colaboradores podem se dirigir até a unidade com roupas pessoais, e chegando no setor, antes da entrada para início das atividades, o mesmo realiza a troca de roupas e a colocação de roupa privativa própria da unidade. Os sapatos também devem ser de uso único no setor (fechados, seguindo as normas da NR 32). 3.3 Uso de Equipamentos de Proteção Individual Os equipamentos de proteção individual padrões que devem ser usados nas unidades: ● Gorro ou Touca; ● Máscara cirúrgica; ● Luva de procedimento; ● Avental (conforme precaução); Adicionalmente, durante os procedimentos geradores de aerossóis (Intubação ou aspiração traqueal, ventilação mecânica invasiva e não invasiva, ressuscitação cardiopulmonar, ventilação manual antes da intubação, coleta de amostras nasotraqueais) em casos suspeitos ou confirmados de Covid 19, varicela, sarampo e tuberculose devem utilizar a máscara de proteção respiratória (N95, PFF2 ou equivalente), óculos ou protetor facial (face shield) conforme orientação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária ANVISA. O uso dos EPI 's conforme Norma Regulamentadora – NR 6. 3.4 Repouso A equipe de enfermagem fará seu período de repouso conforme previsão em escala e norma institucional, sendo-lhes reservados os devidos locais para descanso durante a jornada de trabalho. Ao ausentar-se para retirar o repouso, o profissional deve imediatamente transferir suas tarefas ao colega conforme escala de serviço da unidade. 3.5 Relação Interpessoal As atividades no âmbito das unidades de cirurgia prezam pela integridade das pessoas, respeito à diversidade de saberes e preservação da autonomia no exercício profissional. É dever de TODOS prezar pelo respeito, individualidade e privacidade dos usuários durante a assistência. Todas as ações relacionadas ao cuidado dos pacientes e às interações profissionais obedecerão aos princípios éticos e morais. Um dos desafios para garantir a segurança do paciente no ambiente hospitalar é enfatizar a comunicação efetiva como meta a ser atingida pela equipe. Na unidade encontra-se o MANUAL DE SEGURANÇA DO PACIENTE – COMUNICAÇÃO EFETIVA. 3.6 Passagem de plantão A passagem de plantão é o mecanismo utilizado pela Enfermagem para assegurar a continuidade da assistência. Proceder ao repasse das informações essenciais sobre a condição clínica dos pacientes, pendências de procedimentos e exames, bem como informações pertinentes ao funcionamento da unidade. As informações devem ser passadas na admissão do paciente no setor, bem como, no retorno ao setor de origem. 3.7 Escalas O serviço de enfermagem prestará assistência aos pacientes em regime de plantão de 12 horas, seguidas por 36 horas de descanso, em turnos diurnos e noturnos, com os devidos períodos de repouso e respeito à carga horária prevista do mês em curso. As escalas serão publicadas nos murais de cada setor, bem como disponibilizado no mural central (próximo ao ponto). A escala deverá ser desenvolvida e atualizada pelo Enfermeiro Responsável Técnico (RT), conforme dados e informações fornecidas pela equipe. 3.8 Jornada de Trabalho Iniciar atividades laborais no horário pré estabelecido conforme escala de trabalho. Na impossibilidade de comparecer ao serviço conforme previsto em escala,o empregado deve avisar em tempo hábil à chefia imediata para tomar providências de substituição, salvo situações consideradas emergenciais. 3.9 Carteira profissional do COREN e o Código de Ética Profissionais da enfermagem devem portar a carteira profissional (COREN), quando em serviço conforme portaria do COFEN N° 658/2021. Cumprir e fazer cumprir o Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem (CEPE), exercendo seu trabalho com zelo e respeito aos usuários, acompanhantes, visitantes, colegas de profissão e equipe multiprofissional. 3.10 Identificação do Empregado e Registro de Ponto O uso do crachá de identificação fornecido pela instituição é de uso obrigatório, assim como os registros de horário de entrada e saída em relógio ponto. O crachá deverá permanecer em local visível sendo em altura ao nível dos olhos do cliente. 3.11 Trocas de Plantões Serão permitidas trocas de plantões entre os profissionais, desde que previamente acordado, com preenchimento de formulário específico, assinado pelos colaboradores envolvidos, respeitando o prazo mínimo de 48 horas (dois dias úteis) e aprovação da chefia imediata; No caso de troca de plantão, o total de permutas não deve ultrapassar 2 (Duas) trocas mensais, limitado a 24 (vinte e quatro) trocas anuais. A troca de plantão será considerada tanto para o solicitante quanto para o solicitado; Cabe ao solicitante o preenchimento do formulário e coleta de assinaturas, devendo entregar ao enfermeiro RT para deferimento; Cabe ao Enfermeiro RT o envio do mesmo ao setor de Recursos Humanos (RH). 3.12 Remanejamento Interno Os remanejamentos de turno realizados de maneira unilateral pela chefia imediata motivados exclusivamente pela necessidade do serviço não serão contabilizados no somatório individual de trocas de plantões. Todos os profissionais que compõem a equipe de enfermagem estão sujeitos a rodízio de horários e de setor, a critério da chefia imediata, de acordo com as necessidades do serviço. 3.13 Relacionamento Interpessoal e Organização do Setor Manter bom relacionamento interpessoal com toda a equipe assistencial através de comportamento ético profissional. Zelar pelo bom funcionamento dos equipamentos e patrimônio da instituição. Zelar pela manutenção da ordem e limpeza do posto de trabalho Zelar pelo silêncio e tranquilidade do ambiente. Nortear o atendimento assistencial de acordo com o dispositivo do acolhimento e da interdisciplinaridade, realizando escuta qualificada junto ao paciente. Respeitar os princípios éticos e morais, normas legais, normativas da instituição e regimento interno. Prestar informação ao paciente e ao público em geral de maneira clara, objetiva, cordial e respeitosa. Nos Plantões, o enfermeiro lidera a equipe de Enfermagem, e tem autonomia para resolução de intercorrências dentro do seu âmbito de atuação, observando o disposto na Lei do Exercício Profissional de Enfermagem e Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem e demais normas e preceitos que regem o serviço. 3.14 Proibições É vedada presença de profissionais não identificadas no interior das unidades; É vedada a utilização de qualquer aparelho que faça a captura de imagens dos setores, equipamentos, prontuários e/ou pacientes, exceto com autorização expressa e antecipada da administração; É vedado solicitar medicamentos e outros aos familiares de quaisquer pacientes; É vedado ao funcionário ausentar-se do seu posto de trabalho sem garantir a continuidade da assistência de enfermagem ao paciente e prévia autorização da chefia imediata. 4. ROTINAS ASSISTENCIAIS Rotina Diária: 4.1 ENFERMEIRO NO CENTRO CIRÚRGICO ATRIBUIÇÕES DO ENFERMEIRO ASSISTENCIAL ● Realizar plano de cuidados e supervisionar a continuidade da assistência. ● Prever recursos humanos para atendimento em SO ● Supervisionar as ações da equipe de enfermagem. ● Checar a programação cirúrgica. ● Conferir escala diária de atividades dos funcionários. ● Orientar montagem e desmontagem de SO. ● Conferir os materiais implantáveis necessários para as cirurgias (antes do paciente ser encaminhado a SO). ● Verificar a disponibilidade e o funcionamento do material necessário para cirurgia. ● Manter ambiente seguro para paciente e profissionais. ● Realizar visita pré-operatória.Realizar os diagnósticos de enfermagem para o período pré e intraoperatório e implementação dos cuidados. ● Recepcionar o paciente no CC, conferir prontuários, pulseira de identificação, exames e preencher os impressos relativos à admissão. ● Realizar inspeção física do paciente (no local específico em cada instituição). ● Conferir os Diagnósticos de Enfermagem e a implementação dos cuidados. ● Conduzir o paciente até a SO. ● Auxiliar na transferência do paciente da maca para a mesa cirúrgica. ● Auxiliar no posicionamento do paciente. ● Orientar o técnico sobre as anotações de enfermagem em SO. ● Realizar curativo cirúrgico ou ajudar a equipe na execução. ● Auxiliar na transferência do paciente da mesa cirúrgica para a maca, verificar cateteres, sondas e drenos. ● Encaminhar o paciente para RPA. ● Informar as condições clínicas do paciente ao Enfermeiro da RP 4.2 ATRIBUIÇÕES DO ENFERMEIRO COORDENADOR ATRIBUIÇÕES RELACIONADAS AO FUNCIONAMENTO DO CENTRO CIRÚRGICO ● Prever a necessidade de materiais, equipamentos e instrumental cirúrgico e prover o setor de tais elementos. ● Participar da elaboração de normas, rotinas e procedimentos do setor. ● Orientar, supervisionar e avaliar o uso adequado de materiais e equipamentos com o objetivo de garantir o uso correto. ● Colaborar com a comissão de CCIH. ● Fazer com que as normas de CCIH sejam cumpridas por toda equipe. ● Quando necessário, solicitar novos equipamentos e/ou instrumental cirúrgico. ● Controle Administrativo. ● Elaborar escalas mensais e diárias de atividades dos funcionários. ● Supervisionar conferência de equipamentos, através de escala previamente elaborada. ● Prever e Prover recursos humanos, materiais, equipamentos e instrumental cirúrgico em condições adequadas para as cirurgias sejam realizadas. ● Tomar decisões administrativas e assistenciais com respaldo científico. 4.3 ATRIBUIÇÕES DO ENFERMEIRO COORDENADOR ATIVIDADES ADMINISTRATIVAS DE PESSOAL ● Realizar avaliação de desempenho da equipe (conforme normas da instituição). ● Definir o perfil do profissional do Centro Cirúrgico. ● Participar do treinamento de novos funcionários. ● Planejar treinamentos junto com a Educação Continuada. ● Utilizar a Educação Permanente em Saúde. ● Proporcionar recursos humanos para realizar o ato anestésico-cirúrgico. ● Zelar pela qualidade da assistência 4.4 ATIVIDADES ASSISTENCIAIS DO ENFERMEIRO COORDENADOR/DIARISTA ● Implementar a SAEP. ● Verificar o agendamento de cirurgias e orientar montagem de SO. ● Avaliar o relacionamento interpessoal da equipe de enfermagem. ● identificar os problemas e buscar propostas de soluções. ● Notificar ocorrências (de acordo com o preconizado em cada instituição). ● Zelar para que todos os impressos sejam preenchidos corretamente. OBS: As atribuições do enfermeiro coordenador podem ser divididas com o enfermeiro assistencial sendo ele plantonista ou diarista. 4.5 ATRIBUIÇÕES DO ENFERMEIRO NA RPA ● Receber as informações clínicas do paciente na admissão à RPA. ● Realizar exame físico dos pacientes na admissão e na alta da RPA, além dos sinais vitais, verificar saturação de O2, atividade e força muscular. ● Elaborar plano de cuidados, supervisionar sua execução e realizar as atividades complexas de enfermagem, com base na SAEP. ● Ter conhecimento da farmacodinâmica, da anestesia e da analgesia, e também de fisiopatologia. ● Ter conhecimento e habilidade para o atendimento em urgências cardiorrespiratórias e em reanimação cardiopulmonar. ● Atentar quanto a possíveis riscos inerentes ao ato anestésico cirúrgico. ● Priorizar a assistência aos pacientes com maior grau de complexidade. ● Aplicar escalas de Aldrete e Kroulik, sedação de Ramsay e dor ao longo da permanência do paciente na RPA. ● Avaliar e registrar a evolução clínica do paciente em recuperação, as intercorrências, os cuidados e manobras realizadas. ● Avaliar as condições clínicas para alta do paciente, registrar e encaminhá -lo à enfermaria de origem, ● Informar e orientar os familiares sobre as condições clínicas do paciente. ● Passar as informações (como passagem de plantão) ao enfermeiro da enfermaria de origem do paciente, antes de encaminhá-lo de alta 4.6 ATRIBUIÇÕES TÉCNICO –ADMINISTRATIVAS DO ENFERMEIRO NA RPA ● Colaborar com o enfermeiro coordenador do CC na elaboração das escalas mensais, semanais e diárias. ● Manter atualizadas as rotinas da RPA. ● Identificar a necessidade de materiais e equipamentos observando a conservação e também fazendo com que a equipe também observe. ● Dimensionamento de pessoal de acordo com as necessidades da RPA. ● Promover Educação Continuada. ● Utilizar a Educação Permanente em Saúde como instrumento para proposta e alcançar soluções de questões que possam surgir no desenvolvimento das ações. 4.7 ATRIBUIÇÕES DO TÉCNICO DE ENFERMAGEM NO CENTRO CIRÚRGICO ● Estar ciente das cirurgias marcadas para serem realizadas na SO pela qual é responsável. ● Prover a SÓ com materiais, equipamentos e instrumental cirúrgico adequado para cada cirurgia. ● Verificar a limpeza das paredes e pisos da SO. Verificar se há sujidade em equipamentos expostos e superfícies. ● Verificar o funcionamento da iluminação da SO. ● Checar o funcionamento dos gases medicinais e equipamentos. ● Realizar manutenção da temperatura (providenciar manta térmica e adequar a temperatura do ar-condicionado). ● Auxiliar a equipe na transferência do paciente da maca para a mesa cirúrgica. Cuidado com drenos, sondas e cateteres. ● Auxiliar no posicionamento do paciente para anestesia e cirurgia. ● Notificar ao enfermeiro possíveis intercorrências. Registrar. ● Preencher adequadamente os impressos relacionados ao procedimento cirúrgico (de acordo com cada instituição) e fixar no prontuário. ● utilizar equipamentos, materiais descartáveis e permanentes adequadamente. ● Comunicar ao enfermeiro, caso haja algum defeito em equipamentos, materiais e instrumental cirúrgico. ● Controlar materiais, compressas e gazes, em auxílio ao instrumentador cirúrgico, como fator de segurança do paciente. ● Auxiliar a equipe cirúrgica durante a paramentação. ● Abrir todos os materiais estéreis a serem utilizados com técnica asséptica. ● Solicitar a presença do enfermeiro sempre que for necessário. ● Encaminhar peças, exames e outros pedidos realizados no transcorrer da cirurgia. ● Atender às solicitações da equipe cirúrgica durante todo o procedimento. ● Desenvolver procedimentos técnicos, conforme orientação do enfermeiro. ● Ajudar a transferência do paciente da mesa cirúrgica para a maca, não esquecendo dos cuidados com sondas e os cateteres no transporte do paciente. ● Encaminhar o paciente a RPA, e na ausência do enfermeiro informar as condições clínicas para o enfermeiro ou técnico de enfermagem da RPA, por meio de passagem de plantão. ● Desmontar a SO e encaminhar adequadamente cada material para seu destino, seja descarte, processamento ou armazenamento. ● Caso o enfermeiro esteja impossibilitado de estar presente em SÓ, auxiliar o anestesista no momento da indução e reversão do procedimento anestésico. ● Solicitar limpeza concorrente ou terminal da SO conforme programação e rotina estabelecidas no setor. ● Conservar o ambiente de trabalho limpo e em ordem. ● Colaborar com o enfermeiro no treinamento de outros profissionais. ● Manter boa relação de trabalho com a equipe multidisciplinar 4.8 ATRIBUIÇÕES DO TÉCNICO DE ENFERMAGEM NA RPA ● Prestar cuidados de enfermagem aos pacientes, conforme prescrição de enfermagem. ● Realizar manutenção da unidade para atendimento aos pacientes, de acordo com as orientações do enfermeiro. ● Manter a ordem e a limpeza em seu ambiente de trabalho. ● Zelar pelas condições ambientais de segurança do paciente e da equipe. ● Manusear e limpar adequadamente os aparelhos da RPA. ● Conferir e providenciar material e equipamentos necessários para prestar cuidados adequados a cada paciente. ● Admitir o paciente na RPA conforme orientação do enfermeiro ou junto com ele. ● Executar a prescrição médica. ● Aplica a escala de Aldrete e Kroulik. ● Realizar com segurança a alta e transferência dos pacientes para enfermaria de origem. ● Notificar o enfermeiro sobre as condições do paciente e as eventuais intercorrências 4.9 ATRIBUIÇÕES DO INSTRUMENTADOR CIRÚRGICO /SALA DE OPERAÇÕES ● Conferir materiais, equipamentos e instrumental cirúrgico necessários ao ato cirúrgico. ● Conhecer o instrumental cirúrgico por seus nomes e dispô -los sobre a mesa, de acordo com sua utilização em cada tempo cirúrgico. ● Prever e solicitar material complementar ao circulante da SO. ● Paramentar -se com técnica asséptica, cerca de 15 minutos antes do início da cirurgia. ● Prepara agulhas e fios de sutura de acordo com o tempo cirúrgico. ● Auxiliar o cirurgião e os assistentes durante a paramentação cirúrgica e na colocação dos campos estéreis. ● Ser responsável pela assepsia, limpeza e acomodação do instrumental cirúrgico durante toda a cirurgia. ● Entregar o material cirúrgico ao cirurgião e assistentes. ● Atender às solicitações da equipe cirúrgica e às necessidades do paciente durante o procedimento. ● Realizar contagem de compressas, gazes e agulhas podendo solicitar auxílio ao circulante da SO. ● Desprezar adequadamente material contaminado e perfuro cortantes. ● Auxiliar no curativo e no encaminhamento do paciente a devida unidade, quando necessário. ● Conferir o material e o instrumental cirúrgico após o uso e encaminhar o material cirúrgico para CME. ● Auxiliar na retirada do material da SO. ● O objetivo da montagem da sala de operações é disponibilizar materiais e equipamentos necessários para realização da anestesia e cirurgia. ● Antes de qualquer atividade lavar as mãos. ● Verificar o procedimento programado. ● Confirmar o material específico para a cirurgia. ● Providenciar materiais permanentes e descartáveis (equipo de soro, sondas, jelcos, agulhas, capotes, frascos de soro, pacote de campos, caixas de cirurgia, compressas, gaze, seringas, kit cirúrgicos e etc. Estes equipamentos podem variar de acordo com cada anestesia e cirurgia). ● Verificar as condições da sala de operações. Se a limpeza não estiver adequada solicite a higienização. ● Verificar os equipamentos básicos e específicos da cirurgia e fazer um teste prévio. ● Equipamentos básicos: mesa cirúrgica e seus acessórios, focos, mesas de instrumentação, mesas auxiliares, bisturi elétrico, hampers, baldes de lixo, coletor de perfurocortantes, instalações elétricas (tomadas), saída de gases medicinais, ar condicionado, manta térmica, bancos, suporte de soro, aspirador, aparelho de anestesia e monitores (normalmente estes dois são testados pelos anestesistas). ● Solicitar o material necessário (caixas de cirurgia ) a CME ou Arsenal de acordo com a rotina da instituição. ● Checar a integridade das embalagens e a validade do material estéril. ● Providenciar os impressos necessários de acordo com cada instituição. ● É imprescindível realizar o teste do carrinho de anestesia antes do paciente entrar em sala. (normalmente o anestesista realiza este procedimento). ● Disponibilizar material necessário para o anestesista de acordo com o procedimento que será realizado (bandeja de bloqueio, tubos, cânula de Guedel, laringoscópio, máscara inalatória e etc). Este procedimento pode ser realizado pelo circulante de sala ou pelo auxiliar de anestesia de acordo com cada instituição. ● O material de intubação deve estar todo em sala independentemente do tipo de anestesia programada 4.10 POSICIONAMENTO DO PACIENTE PARA A CIRURGIA ● Todos os membros da Equipe Cirúrgica (Cirurgião, Enfermeiro, Anestesista, Assistentes, Auxiliares, Circulante de Sala) são responsáveis pelo posicionamento correto do paciente e identificação dos riscos para garantir a segurança do paciente e proteger de traumas durante a cirurgia. Recomendações: ● Colocar o paciente na posição após a anestesia. ● Colocar na posição adequada para a cirurgia respeitando a anatomia e fisiologia do paciente. ● Manipular cuidadosamente o paciente. ● Considerar idade, peso, condições físicas e limitações do paciente antes de iniciar o posicionamento. ● Evitar contato do corpo com superfícies metálicas para prevenir queimaduras com bisturi elétrico. ● Evitar hiperextensão e compressões dos plexos musculares evitando lesões e paralisias locais. ● Não deixar membros pendentes, apoiar ao longo do corpo e em suporte sempre acolchoados. ● Proteger proeminências ósseas, evitando úlceras por pressão, tromboses e outras complicações circulatórias. ● Regular faixas de proteção e fixação de modo que não comprometam as funções vitais. ● Evitar instrumentais ou pressão sobre o paciente. ● Se houver necessidade de mudança de posição durante o ato cirúrgico procure estabilizar cabeça, tronco e membros, substitua os campos cirúrgicos, revisar o tubo orotraqueal 4.11 PLACA DISPERSIVA: CUIDADOS COM A PLACA DISPERSIVA – BISTURI ELÉTRICO ● A responsabilidade de colocar a placa dispersiva no paciente é do circulante de sala. ● Colocar a placa após o posicionamento cirúrgico. ● Observar o deslocamento durante a cirurgia. ● Colocar a placa dispersiva mais próxima possível do sítio cirúrgico. ● Sempre colocar em massa muscular como: panturrilha, coxa, glúteos, observando o contato uniforme da placa. ● Evitar proeminências ósseas, pele não integral, local com muito pêlo porque diminuem o contato da placa com a pele. ● Se a placa for de metal utilizar gel condutor. As placas descartáveis já possuem gel e por este motivo não devem ser reutilizadas para manter a segurança do paciente. ● Manter o paciente sem contato com superfícies metálicas. ● Desligar bisturi elétrico quando for utilizar álcool na pele do paciente. ● Atenção aos portadores de marcapasso, pois o bisturi pode causar interferência. Utilizar POP da instituição. ● Inspecionar a pele do paciente para verificar a integridade. OBS: O mal uso da placa dispersiva pode causar queimaduras graves. Isto pode ocorrer porque o bisturi elétrico é um aparelho de elevada intensidade de corrente elétrica em alta frequência para realizar incisões, remover tecidos orgânicos e promover hemostasia. A energia é aplicada entre dois eletrodos, um deles é o ativo (caneta de bisturi) e o outro é o neutro (placa dispersiva) este estabelece a circulação da corrente. 4.12 Óbitos: Enfermeiro Assistencial • Certificar-se que o óbito foi constatado pelo médico; • A comunicação do óbito é feita pelo médico plantonista presencialmente aos familiares e/ou responsável legal pelo paciente; • O preenchimento da Declaração de Óbito é responsabilidade do médico plantonista; • Após o preenchimento da DO conferir os dados referentes a identificação, residência; • Supervisionar o preparo do corpo; • Acionar o maqueiro (se disponível) para encaminhar o corpo para o necrotério após os cuidados pós morte; • Acionar os serviços de apoio, quando disponíveis no hospital: Psicologia, Serviço Social; • Acolher e confortar a família; • Disponibilizar a via amarela da DO para os familiares ou responsável pelo paciente e encaminhá- los ao Serviço Social para demais trâmites legais. Anexar as outras duas vias (rosa e branca) no prontuário; • Identificar e armazenar todos os pertences do paciente relacionar em “formulário de pertences” (anexar em prontuário), entregar aos familiares e ou responsável; • Orientar o responsável que para retirada do corpo do necrotério é necessário apresentar a via amarela da DO; • Registrar o fato ocorrido (data, horário e medidas adotadas), no prontuário do paciente; • Promover o registro em livro de controle de óbito (Morgue) incluindo a retirada. Nota: • Registrar no Censo Diário o “Óbito”. Técnico em Enfermagem • Reunir os materiais necessários para realizar o preparo do corpo; • Retirar acesso venoso e/ ou outros dispositivos invasivos (drenos, cateteres, etc) e, se necessário, realizar higienização do corpo; • Tamponar os orifícios usando algodão; • Manter decúbito horizontal dorsal com braços fletidos sobre o tórax, fixar com atadura a mandíbula; • Identificar o corpo (nome, data de nascimento, data e horário do óbito); • Envolver o corpo com a cobertura de óbito (o saco cobre corpo está disponível na farmácia) e colocar outra etiqueta de identificação; • Encaminhar o corpo ao necrotério com auxílio do maqueiro (quando disponível); • Registrar anotações de enfermagem no prontuário do paciente; • Encaminhar os materiais utilizados pelo paciente ao expurgo, para posterior envio a CME; • Realizar a limpeza e desinfecção terminal dos equipamentos (bombas de infusão, monitor cardíaco, manguitos) utilizados pelo paciente com saneante disponível na unidade; • Separar os medicamentos não utilizados para serem devolvidos à farmácia. • Acionar o serviço de Higienização do hospital para realizar a limpeza terminal da unidade do paciente. 4.13 Encaminhamento de solicitação de hemocomponente e/ou hemoderivados para transfusão: Enfermeiro Assistencial • Conferir o formulário de Requisição de Transfusão (RT), verificando se os dados do paciente estão corretos; • Preencher o Termo de Consentimento de Transfusão; • A Requisição de Transfusão deverá ser realizada em formulário padrão de uso obrigatório em três vias, cujo modelo deve ser fornecido pelo Hemocentro, com todos os campos devidamente preenchidos, letra legível, sem rasuras e assinado pelo médico solicitante; • Conferir a prescrição médica, a quantidade (volume) e o tipo de componente; • Informar ao técnico responsável pelo paciente sobre a transfusão e sobre necessidade de coletar as amostras de sangue para realização dos testes pré-transfusionais do paciente; • Esclarecer dúvidas sobre a transfusão para o paciente e informá-lo sobre a coleta das amostras de sangue; • Conferir o formulário de requisição realizada pelo médico e aplicar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido anexar ao prontuário; Técnico em Enfermagem • Coletar amostra de sangue e identificar as amostras de sangue para testes pré-transfusionais imediatamente após a coleta; • As amostras devem ser colhidas em um tubo com EDTA (tampa roxa) e um tubo seco (tampa vermelha), devem ser rotulados com o nome completo do paciente sem abreviatura, data de nascimento, nome do profissional que coletou a amostra e data da coleta; • As amostras devem ser acondicionadas em geladeira com temperatura entre +2 e +8 °C; • As amostras devem ser transportadas em caixa térmica exclusiva para este fim, refrigerada com gelo. 4.14 Transfusão de hemocomponentes e hemoderivados: Enfermeiro Assistencial • Conferir a requisição de transfusão, verificando se os dados do paciente estão corretos; • Conferir a prescrição médica, a quantidade (volume), o tipo de componente, velocidade de infusão; • Conferir a bolsa com o registro, nome, volume e prescrição médica (Dupla checagem, o TE também deve checar); • Orientar o paciente/família sobre a possibilidade de reações adversas; • A instalação da bolsa de sangue no paciente é privativa do Enfermeiro; • Conferir o preenchimento da ficha SSVV realizado pelo TE. • Atentar-se para assinar e carimbar o formulário; • Em caso de reação transfusional, o enfermeiro deve preencher a ficha de notificação de reações transfusionais (FICHA DE NOTIFICAÇÃO E INVESTIGAÇÃO DE INCIDENTES TRANSFUSIONAIS) e encaminhá-la ao hemocentro juntamente com a bolsa do hemocomponente. Técnico em Enfermagem • Verificar e registrar sinais vitais (Temperatura, Frequências Cardíaca e Respiratória e Pressão Arterial) no formulário de acompanhamento transfusional. Caso o paciente apresente crise hipertensiva (PA > ou = 160 mmHg x 110 mmHg) ou febre antes da transfusão, medidas adequadas devem ser adotadas pelo médico assistente antes de iniciar a transfusão, para que não ocorra piora clínica do paciente ou que os sintomas sejam confundidos com uma reação transfusional; • Realizar punção venosa com jelco calibroso para transfusão, preferencialmente, com calibre 20G ou maior. • Conferir a bolsa com o registro, nome, volume e prescrição médica (Dupla checagem, o enfermeiro também deve checar); • Instalar a bolsa de sangue no paciente sob a supervisão do Enfermeiro, conforme a Resolução COFEN nº 709/2022; • Checar a prescrição médica; • Colar no prontuário, a etiqueta de identificação da bolsa de hemocomponente (tirar dúvida quanto a etiqueta); • Realizar SSVV e anotar antes da transfusão, aos 10 minutos após o início, aos 30 minutos e ao término da transfusão; • Após iniciar a transfusão permanecer por 10 minutos ao lado do leito do paciente conforme preconiza a Resolução COFEN nº 709/2022, período em que normalmente ocorrem as reações transfusionais imediatas; • Observar reações adversas como: febre/hipotermia, alteração na pressão arterial (hipertensão/hipotensão), alteração respiratória (dispneia, taquipneia), alterações cutâneas (edema local ou generalizado), diurese, vômitos; • Caso haja alguma reação, o TE deve interromper imediatamente a transfusão e comunicar ao enfermeiro e/ou médico plantonista; • Nenhuma transfusão deve exceder o período de infusão de 4 horas. Quando este período for ultrapassado, a transfusão deve ser interrompida e a unidade descartada; • Não infundir hemocomponentes concomitante a outras substâncias/medicamentos. A via deve ser exclusiva para o hemocomponente no momento da transfusão, com exceção do SF0,9% em casos específicos; Por exemplo: soluções de glicose 5% podem causar hemólise das hemácias e soluções de ringer lactato podem ocasionar formação de coágulos pela presença de cálcio; • Em caso de reação transfusional deve-se interromper a transfusão e chamar imediatamente o médico responsável ou plantonista para atender o paciente; • Todo o produto hemoterápico deve ser transfundido com equipo com filtro de 170µ capaz de reter coágulos e agregados; • Conforme Portaria 158/2016 MS deve ser utilizado um equipamento para cada bolsa de Hemácias e um para cada bolsa de Plasma. Para bolsas de CRIO e um equipo para diversas bolsas e de Plaquetas um equipo para diversas bolsas (não há necessidade de troca entre bolsas); • O tempo de infusão de cada unidade de Concentrado de Hemácias (CH) deve ser de 60 a 120 minutos, em pacientes adultos. Em pacientes pediátricos, não exceder a velocidade de infusão de 20-30 mL/kg/hora; • O tempo de infusão da dose de Concentrados de Plaquetas (CP) deve ser de aproximadamente 30min em pacientes adultos ou pediátricos, não excedendo a velocidade de infusão de 20-30 mL/kg/hora; • O tempo máximo de infusão do plasma deve ser de 1 hora; Registrar em prontuário data, horário de início e término da transfusão, SSVV, registro da bolsa e a presença ou não de reações adversas. 5. ROTINAS ADMINISTRATIVAS 5.1 Solicitação, acondicionamento e recebimento de material de consumo ao Setor de Suprimentos Enfermeiro Assistencial • Realizar levantamento dos materiais necessários para prover a unidade de internação e solicitar em quantidade considerável para abastecer o setor, inclusive aos finais de semana (domingo) e feriado, uma vez que, a unidade não funciona nessas situações; • Preencher corretamente a requisição de solicitação de material; • Respeitar as normas estabelecidas pela Unidade de Abastecimento: • Os pedidos de materiais ao almoxarifado e ou farmácia são realizados pelas equipes do diurno diariamente. • Na eventualidade de estoque baixo, devido fluxo de pacientes, comunicar às chefias a necessidade dos itens com antecedência; • Pedido extra ou fora da padronização deve ser feito, de acordo com as necessidades do paciente e conforme rotina setor de compras; • Entrar imediatamente em contato com a Unidade de Abastecimento / farmácia quando verificar qualquer divergência no material e/ou requisição entregue; • Em caso de Devolução de material o enfermeiro deve preencher formulário Requisição/Estorno, contendo o nome dos materiais que não foram utilizados assinar, carimbar e encaminhar para Unidade de Abastecimento / farmácia (ex: materiais vencidos); • As solicitações deverão ocorrer de modo a contemplar o estoque mínimo instituído. Técnico em Enfermagem • Conferir os materiais recebidos; • Guardar e organizar os materiais em local apropriado; • Comunicar ao Enfermeiro qualquer divergência na entrega do material e/ou requisição. 5.2 Solicitação e devolução de materiais e medicamentos à Farmácia Enfermeiro Assistencial Solicitação de medicamentos para pacientes internados: • Encaminhar à farmácia a segunda via da prescrição médica, diariamente, logo após o aprazamento das medicações; Observações: • Os horários padrões para entrega das medicações dos pacientes pela farmácia; • Para solicitar antibióticos é preciso encaminhar à farmácia juntamente com a prescrição médica um formulário padronizado para solicitação de antibiótico, preenchido e assinado pelo médico; • Para solicitar medicamentos de alto custo é preciso solicitar à farmácia o ‘Formulário para solicitação de medicamentos de alto custo’ que deverá ser preenchido pelo médico e encaminhado juntamente com a prescrição médica a farmácia; Solicitação de medicamentos e materiais para reposição do carro de emergência: • Preencher o formulário de requisição de material e medicamento (impresso próprio) listando os medicamentos e materiais utilizados, preenchido com o nome do paciente, assinado e carimbado; • Encaminhar para farmácia o formulário preenchido corretamente juntamente com a prescrição dos medicamentos utilizados; • Levar o lacre quebrado para ser trocado por um novo lacre. Devolução: • Preencher o formulário de Requisição/Estorno (impresso próprio) contendo os medicamentos e materiais não utilizados, identificados com o nome do paciente, assinar, carimbar e encaminhar para farmácia; Técnico em Enfermagem Solicitação de materiais básicos para o posto de enfermagem: • Realizar o levantamento dos materiais necessários e solicitar em impresso próprio a quantidade considerável para abastecer o setor; • Itens solicitados pelo TE junto à farmácia: seringas, scalp, abocath (jelcos), agulhas, soro (fisiológicos, glicosados, etc) equipos (macrogotas, macrogotas, equipo de infusão específico para transfusão), fraldas, saco coletor de urina, etc; Recebimento: • Conferir os materiais e medicamentos recebidos; • Guardar e organizar os materiais e medicamentos recebidos em local apropriado; 5.3 Solicitação, acondicionamento e devolução de materiais à CME Enfermeiro Assistencial • Realizar solicitação, acondicionamento e devolução de materiais à CME para reposição setorial; • O plantonista diurno deverá fazer o levantamento dos materiais necessários e solicitar a quantidade considerável para abastecer o setor; • Atentar-se para preencher corretamente a requisição de material (impresso próprio), assinar e carimbar; • O enfermeiro diurno deverá designar um TE para ir buscar os materiais junto à CME. Nota: ✔ O TE deverá se dirigir a recepção de artigos limpos levando a requisição de materiais e entregá-la ao colaborador da CME. ✔ O horário de solicitação para as aulas é das 08:00 às 09:00 e das 16:00 às 17:00 horas. • Itens solicitados junto à CME: Gazes, compressas, ataduras, látex, baldes, bacias, comadres, capotes estéreis, pinças cirúrgicas, kits de cateterismo vesical, campos estéreis, kit de pequena cirurgia e outros, conforme a necessidade; • Realizar o levantamento dos materiais vencidos à CME (datas de validade constante nas etiquetas de cada artigo médico) (kits de nebulização, umidificador, máscaras de Venturi, máscaras de oxigênio com reservatório, cânulas orofaríngea – Guedel, ponteiras do otoscópio, reanimadores manuais – ambos, frascos de aspiração, kits de macronebulização) e colocar no expurgo separado do material contaminado a fim de ser reprocessado; • Designar um TE para devolver os materiais utilizados na assistência dos pacientes (sujo/contaminado), diariamente, para o expurgo da CME (área de recepção e limpeza). Nota: ✔ O TE deverá se dirigir a recepção e limpeza (expurgo) e entregar os materiais sujo/contaminado acondicionado em saco branco leitoso em container ao colaborador da CME. ✔ O horário de devolução das alas é: Manhã – 05:00 as 06:00 horas Tarde – 15:00 - 16:00 • Entrar imediatamente em contato com setor da CME, quando verificar qualquer divergência no material e/ou requisição e preencher o impresso de Não conformidade. Técnico em Enfermagem • Auxiliar o enfermeiro no levantamento dos artigos necessários para abastecer o setor; • Levar a requisição de materiais e pegar o material solicitado na CME nos horários padronizados; • Guardar e organizar os materiais recebidos da CME; Observações: • O material esterilizado deve ser armazenado em local limpo, seco, fechado, à temperatura ambiente (em torno de 20 a 24 °C); • Recomenda-se que os materiais estéreis sejam acondicionados à distância de 20 a 25 cm do piso, 45 cm do teto e 5 cm da parede; • Devolver o material utilizado na assistência dos pacientes (sujo/contaminado), diariamente, para o expurgo da CME nos horários padronizados; Importante: ✔ Não encaminhar artigos não críticos para o CME (Termômetro,óculos, estetoscópio, esfigmomanômetro, fluxômetros, cabo do laringoscópio,etc). A desinfecção destes artigos deve ser realizada pelos profissionais na própria unidade. 5.4 Controle de temperatura e Limpeza da geladeira de medicamentos: Enfermeiro Assistencial • Supervisionar o cumprimento da rotina pelos T.E.; • Conferir a limpeza e a guarda dos medicamentos e soluções; • Designar um TE para realizar o descongelamento e limpeza da geladeira; • A limpeza será realizada pela equipe do serviço noturno a cada 15 dias. Nota: ✔ A limpeza da geladeira deverá ser feita a cada 15 dias ou quando a camada de gelo estiver maior que 0,5 cm e sempre que apresentar sujidade visível. Técnico em Enfermagem • Transferir os medicamentos e soluções da geladeira para a caixa térmica, previamente organizada com bobinas de gelo reutilizável (gelox) e com a temperatura já estabilizada (+2 a +8 °C); • Atentar para verificar a integridade e validade dos medicamentos e soluções. • Desligar da tomada, abrir as portas do refrigerador e do congelador, até que todo o gelo aderido se desprenda. Não usar faca ou outro objeto pontiagudo para remoção mais rápida do gelo, pois esse procedimento pode danificar os tubos de refrigeração; • Após o descongelamento, limpar a geladeira por dentro e por fora com água e sabão líquido neutro usando compressas não estéreis limpas; • Secar bem a geladeira de dentro para fora, com compressa não estéril limpa; • Realizar a desinfecção do termômetro digital, friccionando o artigo com compressa não estéril limpa e umedecida com álcool a 70%, inclusive no sensor (bulbo), com três aplicações consecutivas, até secar; • Após a limpeza, ligar a geladeira; • Resetar o termômetro; • Manter a porta fechada até a estabilização da temperatura e armazenar os medicamentos e soluções; • Realizar o registro da limpeza e descongelamento na ficha de controle de temperatura da geladeira, registrando a data nos campos descongelamento e limpeza, indicando o nome do executor da tarefa. Observações: • A geladeira do posto de enfermagem deve ser utilizada para guardar medicamentos e hemocomponentes; • A geladeira deverá ser mantida em local arejado e afastado da incidência de luz solar direta ou outra fonte de calor e da parede cerca de 20 cm; • Diariamente realizar a verificação da vedação da borracha da porta da geladeira; • É proibido armazenar na geladeira, mesmo que temporariamente, outros produtos, tais como: comida ou água do servidor. • Realizar a leitura da temperatura da geladeira, diariamente, no início da jornada de trabalho (diurno e noturno e ou conforme formulário). • A temperatura da geladeira de medicamentos deverá ser mensurada por meio da utilização de Termômetro Digital de Máxima e Mínima fixado na parte externa da geladeira; • A temperatura da geladeira deverá ser mantida entre +2 e +8 °C; • Se apresentar valores inferiores a +2ºC e superiores a +8ºC, a temperatura deverá ser verificada novamente após duas horas, e se continuar fora da faixa ideal, comunicar ao enfermeiro para que este entre em contato com o Setor responsável manutenção (todos os medicamentos deverão ser retirados até a manutenção finalizar); • Registrar em impresso próprio (Controle de temperatura da geladeira) os resultados da leitura acompanhada de data, horário, Temperatura mínima e máxima atual e assinatura do primeiro nome legível e no final de cada mês arquivar o formulário. 14. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS RESOLUÇÃO COFEN 311/2007 Resolução COFEN 358/2009. Sociedade Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica e Centro de Material e Esterilização. Práticas recomendadas SOBECC. 6ª ed. São Paulo: SOBECC; 2013. Diagnósticos de enfermagem da NANDA : definições e classificação 2015-2017 [recurso eletrônico] / [NANDA International] ; organizadoras: T. Heather Herdman, Shigemi Kamitsuru; tradução: Regina Machado Garcez ; revisão técnica: Alba Lucia Bottura Leite de Barros ... [et al.]. Porto Alegre : Artmed, 2015. PROCEDIMENTO OPERACIONAL CENTRO CIRÚRGICO HOSPITAL MUNICIPAL EUCLIDES HORST CAMPO NOVO DO PARECIS- MT Versão 1.0 Elaboração: Francislaine de Almeida de Sousa – Gerente de Enfermagem Institucional -ISSSL Natasha Bruna Souza AugustinSupervisora de Enfermagem Institucional- ISSSL Data da elaboração: 01/03/2024 Revisor: Natasha Bruna Souza AugustinGerente de enfermagem Institucional- ISSSL Data da revisão: 03/09/2025 Validação: Maria Aparecida Camargo - Enfermeira da Qualidade / Projetos Data da validação: 03/09/2025 Aprovação: Adriana Antunes de Matos - RT de enfermagem Elaine Aparecida da Silva- Diretora Administrativa Hospitalar Data da aprovação: 03/09/2025 Histórico de atualizações do documento Versão Emissão/Revisão Próxima Versão Descrição da alteração 01 01/03/2024 Elaboração do documento 02 03/09/2025 03/09/2028 Avaliação e Readequação Sumário POP 01 - CENTRO CIRÚRGICO 5 DEFINIÇÃO 5 ESTRUTURA 5 1.1 Classificação das áreas do CC quanto a restrição de circulação: 6 1.2 Quanto ao Acabamento da Estrutura: 7 1.3 Quanto ao número de salas: 8 1.4 Descrição de áreas afins: 8 1.5 São atividades realizadas pelo técnico de enfermagem da área: 12 1.6 EQUIPAMENTOS UTILIZADOS: 13 1.7 PREPARO DA SALA CIRÚRGICA 15 1.8 TERMINOLOGIA CIRÚRGICA 17 1.9 Classificação das cirurgias quanto à finalidade: 17 1.10 Classificação das cirurgias quanto o grau de urgência: 18 1.11 Classificação quanto ao grau de contaminação: 18 1.12 ANESTESIA 18 TIPOS DE ANESTESIA 19 1.13 CUIDADOS DE ENFERMAGEM NO POSICIONAMENTO CIRÚRGICO 19 1.14 PREVENÇÃO E CONTROLE DE INFECÇÃO DE SÍTIO CIRÚRGICO (ISC) 24 Medidas preventivas para o controle de ISC: 24 1.15 ESCOVAÇÃO CIRÚRGICA E PARAMENTAÇÃO 25 1.16 ATRIBUIÇÕES DA EQUIPE DE ENFERMAGEM 25 1.19 DESMONTAGEM DA SALA CIRÚRGICA 33 POP 02 - Higienização Simples das Mãos com água e sabão 35 POP 03 - HIGIENE DAS MÃOS COM ÁLCOOL GEL 40 POP 04 - HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS COM SOLUÇÃO ANTISSÉPTICA 43 POP 05 - ANTISSEPSIA CIRÚRGICA DAS MÃOS 44 POP 06 - ADMISSÃO E PREPARO DE PACIENTE PARA A CIRURGIA AMBULATORIAL 49 POP 07 - ASSISTÊNCIA AO PACIENTE EM PRÉ-OPERATÓRIO 51 POP 08 - BANHO PRÉ-OPERATÓRIO 54 POP 09 - ADMISSÃO DE PACIENTES PARA CIRURGIA ELETIVA NO CENTRO CIRÚRGICO 57 Mecanismos para Garantir Segurança Cirúrgica 61 POP 10 - MONTAGEM DE SALA OPERATÓRIA 66 POP 11 - CIRCULAÇÃO DE SALA 70 POP 12 - INSTRUMENTAÇÃO CIRÚRGICA 75 POP 13 - DESMONTAGEM DE SALA 78 POP 14 - ELABORAÇÃO DA PROGRAMAÇÃO CIRÚRGICA 81 POP 15 - ENCAMINHAMENTO DE ESPÉCIME CIRÚRGICO PARA O LABORATÓRIO DE ANATOMIA PATOLÓGICA (LAP) 83 POP 16 - RECOMENDAÇÕES DE USO E POP DE REPROCESSAMENTO DE FURADEIRAS CIRÚRGICAS 85 7 POP 01 - CENTRO CIRÚRGICO DEFINIÇÃO O centro cirúrgico é um setor restrito da instituição hospitalar, composto por diversas áreas que buscam prover condições adequadas para a realização de procedimentos anestésicos e cirúrgicos “Conjunto de elementos destinados à atividade cirúrgica, à recuperação anestésica e ao pós-operatório imediato.” (ANVISA) Este conceito é aprofundado e descrito como um “conjunto de áreas e instalações que permite efetuar procedimentos anestésicos-cirúrgicos nas melhores condições de segurança para o paciente e conforto para equipe que o assiste.” Sendo assim quando nos referimos a Centro Cirúrgico podemos subentender que se refere a toda área por onde um paciente passará para realizar um procedimento anestésico-cirúrgico, seja ele de pequeno, médio ou grande porte. ESTRUTURA O Centro Cirúrgico (CC) é composto por algumas áreas indispensáveis ao atendimento do paciente, são elas: ● Recepção/secretaria: ● Sala de espera para acompanhantes (com banheiros disponíveis) ● Sala de preparo do paciente (com banheiros disponíveis, com fácil acesso) ● Rouparia Vestiário para as equipes (femininos e masculinos com banheiros anexos) ● Lavabos ● Salas Cirúrgicas ● Sala administrativa ● Sala de guarda de equipamentos ● Sala de Utilidades ● Corredores de circulação ● Radiologia ● Equipe de engenharia 5 ● Farmácia e/ou local de distribuição de medicamentos e materiais médico-hospitalares ● Sala de estar para funcionários (com copa anexa ou não) ● Laboratório de patologia As instalações devem garantir segurança e conforto para o paciente e equipe garantindo desta forma assistência aos pacientes submetidos a procedimentos anestésicos-cirúrgicos. A Resolução – RDC 50, de 21 de novembro de 2002 e a Resolução - RDC/ANVISA nº307, de 14 de novembro de 2002, dispõe sobre o regulamento técnico para o planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos físicos de estabelecimentos assistências de saúde em geral, incluído áreas cirúrgicas. Além da RDC 50 a Portaria MS nº 400/77 - que aprova as normas e padrões sobre construções e instalações de serviços de saúde tem caráter restritivo e pouco flexível (06/12/77) e a Portaria 1889/94 (11/11/1994) considera os Princípios do SUS, Globalidade do Projeto, Multidisciplinaridade, a Orientação sobre Planejamento de redes físicas de saúde, promovendo a Normatização de projetos arquitetônicos e de engenharia; dotando as Secretarias de um Instrumento Norteador. Com base nestas resoluções e nas Práticas Recomendadas da SOBECC pode ser formulado um Centro Cirúrgico. Além disso a localização do CC deve ser considerada, deve ser de fácil acesso às áreas afins (Centro de Material Esterilizado – CME, Sala de Recuperação Pós Anestésica – SRPA, Unidade de Terapia Intensiva - UTI, de acordo com o público a ser atendido, farmácia, banco de sangue, almoxarifado) e deve-se considerar a filosofia do hospital , o nível de atenção à saúde, público a ser atendido (pediátrico, adulto, idoso, etc.), especialidades, entre outros fatores. 1.1 Classificação das áreas do CC quanto a restrição de circulação: Áreas não-restritas (Zona de Proteção): Refere-se às áreas de livre circulação no ambiente interno do CC, o uso do uniforme privativo não é necessário, nem tão pouco uso de touca/gorro, máscara ou propés (ou calçado exclusivo). (Exemplos: 6 elevadores e corredores externos que levam até o CC, vestiário, local de transferência de maca, sala de espera dos acompanhantes) Áreas semi-restritas (Zona Limpa): São os locais de circulação de pessoas e equipamentos dentro do CC, porém sem interferir no controle e manutenção da assepsia cirúrgica. O uso do uniforme privativo, bem como touca/gorro e propés (ou calçado exclusivo), passa a ser obrigatório. (Exemplos: secretaria, sala de guarda de equipamentos, corredores internos, sala de conforto, sala administrativa, etc.). Áreas restritas (Zona Estéril): São áreas que restringem a circulação de pessoas e equipamentos visando estabelecer rotinas de manutenção e controle da assepsia local. O uso do uniforme privativo, touca/gorro, propés (calçado exclusivo) são obrigatórios, bem como a máscara cobrindo boca e nariz. (Exemplo: lavabos e salas cirúrgicas). 1.2 Quanto ao Acabamento da Estrutura: A limpeza de um CC deve ser facilitada pelo acabamento que recobre pisos, paredes e tetos, sendo assim as superfícies devem ser monolíticas, com o menor número possível de ranhuras ou frestas, mesmo com a limpeza frequente, os materiais que as recobrem devem ser resistentes a desinfetantes, máquinas de lavagem e aspiração. A utilização de vidro nas salas cirúrgicas pode ser contraditória. A SOBECC que em respeito à privacidade ao paciente e para evitar que a visão externa possibilite a distração da equipe não se recomenda a utilização de janelas nas salas cirúrgicas. No entanto outra linha de projetistas defende a entrada de luz natural através de vidros fixos possibilitando a percepção do ciclo circadiano pela equipe, desde que sejam vidros duplos com persianas instaladas entre os vidros como mecanismo que possibilite a abertura e o fechamento das mesmas, além de serem lacradas. Outros fatores a serem considerados nos CC são a iluminação, preferencialmente luz fria (com temperatura e cor que reproduzem alto grau de reprodução das cores) com luminárias embutidas e vedadas, porém de 7 fácil acesso para manutenção. A temperatura do ambiente deve ser regulada por sistemas de ar condicionado que visam promover a renovação do ar ambiente, remover impurezas e os gases anestésicos, controlar a temperatura e a umidade. ✔ A NBR 7.256/2005 regulamenta o tratamento de ar em estabelecimentos assistenciais de saúde. ✔ A Portaria nº3.523 (ANVISA) também estabelece algumas especificações quanto ao fluxo de ar no ambiente. Além disso, as salas cirúrgicas precisam ter, indispensavelmente, instalação elétrica e saída de gases medicinais. 1.3 Quanto ao número de salas: ● A quantidade de salas cirúrgicas em uma instituição depende de algumas variáveis: número de leitos totais, número de leitos cirúrgicos, possuir ou não pronto atendimento, dos procedimentos a serem realizados, filosofia seguida e o público a que atende. ● Além disso o tamanho das salas também segue uma padronização, isto porque o porte do procedimento altera a quantidade de equipamentos necessários para sua realização. ● Salas cirúrgicas pequenas (20m 2) podem atender cirurgias oftálmicas, otorrino e endoscopias. ● Salas cirúrgicas média (25m²) atendem preferencialmente a cirurgia geral, urologia, ginecologia, etc; ● Salas cirúrgicas grandes (36m 2) visam atender cirurgias de grande porte e alta complexidade. Cirurgias cardíacas, transplantes, cirurgia robótica, neurocirurgia, etc. 1.4 Descrição de áreas afins: Secretaria: Destina-se a receber o paciente ambulatorial e realizar as primeiras orientações quanto às rotinas da unidade, cadastro do paciente na instituição (registro/prontuário), bem como a realização de toda parte administrativa da unidade, como elaboração das escalas cirúrgicas, revisão de notas de sala, contato com equipes cirúrgicas e anestésicas (assuntos relacionados à escala cirúrgica). 8 Em geral, está em conjunto com a sala de espera dos familiares e acompanhantes, desta forma, deve prestar informações quanto à previsão dos procedimentos cirúrgicos agendados. Vestiário: Todo Centro Cirúrgico deve contar com vestiários (feminino e masculino) localizados na entrada da unidade e que servem como barreira para entrada dos profissionais e controle de pessoas autorizadas na área interna. Deve possuir pias, sanitários, chuveiros, armários para guarda dos pertences/objetos pessoais e roupas. Área (Sala) de Preparo do Paciente: Local onde paciente será recepcionado, com rotinas pré-estabelecidas, visando a orientação e preparo para cirurgia. Pacientes ambulatoriais são recepcionados com o acompanhante e/ou responsável, orientados quanto a necessidade de retirar roupas, adornos, próteses e acessórios e vestir-se com roupa/camisola própria para o procedimento cirúrgico. Realiza-se a verificação antropométricas, verificação dos sinais vitais e realiza-se a anamnese. Importante sempre estar atento ao registro do nome do acompanhante e telefone para contato, além de verificar a existência de termos de consentimento. Os pacientes ambulatoriais, de acordo com as condições, poderão aguardar em cadeiras ou macas para serem encaminhados posteriormente à sala cirúrgica. Pacientes oriundos das unidades de internação, são recepcionados pela equipe de enfermagem que fará a verificação da documentação do mesmo, prontuário com termos de consentimentos para o procedimento anestésico-cirúrgico assinado, pulseira de identificação, existência de adornos, próteses ou outros pertences que devam ser retirados (na falta de acompanhante, pertences retornam à unidade de origem sob guarda da equipe de transporte), bem como confirmação de NPO e verificação de soluções em infusão, drenos, sondas e cateteres. Pacientes internados são acomodados em macas para aguardar o encaminhamento à sala cirúrgica. Após acomodá-los deve-se realizar a aferição dos sinais vitais e o registro em prontuário. Em caso de pacientes instáveis deve-se manter monitorização contínua dos sinais vitais, comunicando a enfermeira responsável e a equipe 9 anestésica e cirúrgica no caso de quaisquer alterações. Pode ocorrer uma variação ao recepcionar pacientes vindos de CTI’s ou que necessitem algum cuidado especial (portador de Germe Multirresistente - GMR, alergia a látex, com COVID-19 ativo, entre outros), preconiza-se que sejam solicitado à unidade de internação quando a sala cirúrgica estiver de prontidão para recebê-los, evitando riscos dos mesmos e exposição da equipe assistencial. A manutenção da organização do área deve ser realizada pelos técnicos de enfermagem alocados no local, devendo ser supervisionada pela enfermeira, seguem algumas das atividades a serem realizadas pelo técnico de enfermagem: ● Revisar torpedos de oxigênio, utilizados como suporte em caso de emergência ou transportes. ● Realizar Check List, por turno. ● Verificar e registar temperatura e umidade da sala, (Termo higrômetro). ● Revisar e repor conforme necessidade estoque de materiais, como, roupas, máscaras, propés, toucas, sacolas, kit de roupas para acompanhantes, lençóis, cobertores, travesseiros. ● Realizar pedido para rouparia. Repor máscaras cirúrgicas que ficam disponíveis para os colaboradores, bem como aventais de isolamento, touca e propés. ● Revisar e organizar vestiários da sala de preparo, conforme uso e necessidade. ● Realizar Check List (limpeza terminal), conforme rotina, do setor. ● A manutenção da organização do área deve ser realizada pelos técnicos de enfermagem alocados no local, devendo ser supervisionada pela enfermeira, seguem algumas das atividades a serem realizadas pelo técnico de enfermagem: Realizar atividades do final de semana (Sábado). Almoxarifado/Farmácia: É o local onde serão recebidos, armazenados e distribuídos os materiais médicos hospitalares, bem como medicamentos, podendo também estar incluídos entre estes os materiais de Órteses Próteses estéreis descartáveis (OPME, material de alto custo). Os materiais necessários para os procedimentos cirúrgicos-anestésicos são 10 retirados pela equipe de enfermagem mediante etiqueta do paciente que contém nome e registro. Para entrega do material deve ser realizada a conferência na escala cirúrgica, realizando uma dupla checagem do que está sendo solicitado com o que está disponível e autorizado pela instituição e/ou convênio, qualquer divergência deve ser resolvida antes do encaminhamento do paciente à sala cirúrgica. Arsenal/Abastecimento: Local onde fica armazenado o instrumental cirúrgico (como bandejas, cubas, frascos medidores, afastadores, canetas de eletrocautério, entre outros). Este local poderá estar presente apenas na Central de Material Esterilizado (CME) ou o Centro Cirúrgico poderá também possuir uma área destinada a guarda do instrumental, isso dependerá da distância entre as áreas e da logística para a distribuição deste material. Esta área também deve ser preparada conforme a RDC 50, seguindo as mesmas diretrizes e cuidados. Caso haja necessidade de um arsenal dentro do centro cirúrgico, deve ser avaliado a necessidade de se manter um técnico de enfermagem locado nesta área, tal necessidade vai depender do fluxo da unidade e rotinas preestabelecidas. Havendo esta necessidade, segue abaixo algumas atividades a serem realizadas: ● Conferir a escala de cirurgia e solicitar ao CME os materiais necessários. ● Manter a escala cirúrgica atualizada, tendo em vista que poderá ocorrer alterações ao longo do turno. ● Manter um kit cirúrgico básico para urgências montado, estando o centro cirúrgico localizado em um hospital com serviço de emergência. ● Manter o ambiente organizado e abastecido. Realizar a conferência do material (conforme identificação dos locais de guarda). ● Registrar as solicitações de material oriundas das salas cirúrgicas, verificando disponibilidade ou necessidade de solicitação ao CME. ● Realizar a montagem dos Kits cirúrgicos conforme escala, mantendo sempre preparado as cirurgias do próximo turno. 11 ● Manter a enfermeira informada quanto às dificuldades referentes ao preparo dos kits, falta de material, material danificado, extraviado, em conserto, etc. ● Realizar o estorno do material não utilizado em sala cirúrgica, no entanto, deve-se verificar a possibilidade de uso em outro procedimento. ● Auxiliar os colegas das demais áreas de apoio e auxiliar na substituição dos colegas (instrumentadores e circulantes) nos intervalos. ● Nos finais de semana(devido ao fluxo cirúrgico menor), realizar a limpeza terminal da área, conferir a data de validade e embalagem dos materiais, conforme rotina; ● Verificar e registar temperatura e umidade da sala, (Termo higrômetro). Área de Apoio/Sala de Patologia: Esta área consiste em um local de fácil acesso para as salas cirúrgicas, caracterizando-se por ser um local de guarda de material de apoio (soluções, frascos para amostras - anátomo patológicas- com ou sem formol), guarda e encaminhamento de amostras biológicas (anátomos patológicas, citopatológicas, peças cirúrgicas para descarte). É importante contar com um técnico de enfermagem locado na área para organizar e dar o devido encaminhamento do material. Este funcionário pode também assumir outras responsabilidades em conjunto que possibilitem otimizar o seu tempo. 1.5 São atividades realizadas pelo técnico de enfermagem da área: ● Checar o material a ser encaminhado, realizando a revisão junto ao protocolo de encaminhamento. ● Acionar o transporte ou realizar o encaminhamento de amostras urgentes. ● Verificar e registar temperatura e umidade da sala, (Termohigromêtro). ● Revisar e repor conforme necessidade estoques da área. ● Comunicar à enfermeira da unidade qualquer divergência de materiais biológicos ou dificuldades quanto à solicitação e recebimento de materiais. 12 ● Revisar e manter abastecida a estufa destinada ao aquecimento de soluções. ● Revisar a câmara de armazenamento de hemocomponentes, receber unidades, protocolando seu recebimento e estornar unidades não utilizadas, conforme horários preconizados, acompanhando a escala cirúrgica. Busca ou envio de material urgente às outras unidades (CME, Centro Cirúrgico Ambulatorial - CCA, Hemodinâmica). ● Pré-limpeza de fibrobroncoscópios e encaminhamento ao local de desinfecção. ● Auxiliar na cobertura dos intervalos dos demais colegas (instrumentadores e circulantes). Expurgos: Área destinada à limpeza de materiais como frascos de aspiração, frascos medidores, bacias, entre outros. Deve possuir uma bancada, cone de despejo com válvula de descarga para desprezar efluentes relacionados à assistência, pia com torneira para lavagem destes materiais, além de um armário para guarda de material de limpeza a serem utilizados. É um local contaminado que deve ser mantido limpo e organizado por todos os colaboradores que o utilizam. Sala de Conforto/Copa: Área destinada ao descanso dos profissionais e a realização de lanches no intervalo de suas atividades, para que os mesmos não sejam realizados em locais inadequados. Deve dispor de cadeiras, mesas, poltronas e sofás. A seguir estão alguns equipamentos que também podem ser utilizados: 1.6 EQUIPAMENTOS UTILIZADOS: Sistema de eletrocirurgia ultrassônica (bisturi Harmônico): Utiliza energia ultrassônica para realização do corte e/ou coagulação de tecidos sem difundir para o corpo do paciente, a lâmina vibra de forma longitudinal e à medida que corta a vibração coagula os vasos sanguíneos; Alguns equipamentos e mobiliários são indispensáveis à realização de 13 um procedimento cirúrgico como: Mesa cirúrgica equipada com braçadeiras e perneiras para contemplar os diversos posicionamentos necessários, um equipamento de anestesia com monitor multiparâmetros, um foco cirúrgico, bisturi elétrico, suporte de soro e bancada de apoio, no entanto muitos outros podem ser necessários de acordo com a cirurgia a ser realizada. Sistema de eletrocirurgia por argônio (Bisturi de Argônio): Utiliza um feixe de gás argônio ionizado (o plasma do argônio) que conduz a corrente do bisturi elétrico formando faíscas que atingem o tecido formando túneis, sua eficiência de coagulação se deve a esse fluxo contínuo de faíscas; Laser (light ampification by stimulated emission of radiation): Concentra em uma pequena área grande quantidade de energia que vaporiza os tecidos cauterizando instantaneamente os vasos sanguíneos e linfáticos; Aspirador cirúrgico Ultrassônico: Permite a remoção do tecido seletivamente com controle e precisão executando fragmentação, irrigação e aspiração; Equipamento de videocirurgia: Equipamento que utiliza um endoscópio dotado de fibras óticas que permite a visualização de uma cavidade interna por meio de uma microcâmera transmitindo imagem para um monitor; Microdebridador Shaver: Visa atender grande parte das demandas requeridas para abrasão em artroplastias, sinovectomias, cortes e raspagens intra-articulares; Garrote pneumático: Espécie de torniquete com controle de pressão e tempo, objetiva oclusão do fluxo sanguíneo para uma extremidade (diminuir sangramento ou reter anestésico em um compartimento específico); Equipamento de RX portátil e Scopia: Utilizados em muitos procedimentos ortopédicos, vasculares e alguns outros procedimentos da cirurgia geral, colecistectomia com colangiografia por exemplo; Sistema robótico: Pode ser considerado um avanço da cirurgia videolaparoscópica, é um equipamento formado por um sistema de controle (torre), um carro do paciente (Robô) e um console (do cirurgião) que 14 propiciam uma melhor visualização de campos cirúrgicos que antes eram de difícil acesso, com imagem 3D para o cirurgião e com materiais cirúrgicos menos invasivos e com melhor mobilidade; Microscópio: Objetiva o aumento do campo de visão para o cirurgião, geralmente utilizado em cirurgias neurológicas e otorrino; Bair Hugger (manta térmica): Sistema de aquecimento, visa manter a temperatura do paciente, possui opção para resfriamento, visto que pode utilizar a temperatura do ambiente; Sistema sequencial de retorno venoso: Auxilia no retorno venoso dos membros inferiores através da insuflação sequencial nas duas pernas ou pés (perneiras que recobrem os membros); Circulação Extracorpórea: Equipamento que, temporariamente, realiza a função do coração e do pulmão, utilizada em procedimentos cardíacos e transplantes; Cell Saver: Realiza um tipo de transfusão autóloga que realiza a recuperação celular e reinfusão do sangue perdido durante um procedimento cirúrgico, utilizado em procedimentos em que a perdas estimada seja superior à 2000ml, realiza filtragem, centrifugação, lavagem das hemácias e armazenagem para reinfusão; C-MAC videolaryngoscope: Laringoscópio com videolaringoscopia utilizado para pacientes com intubação difícil; 1.7 PREPARO DA SALA CIRÚRGICA O processo de montagem de sala cirúrgica deve ser supervisionado pelo enfermeiro da unidade, sendo realizado pelos técnicos de enfermagem (circulante de sala e instrumentador), a preparação com materiais e instrumentais ocorrem de acordo com a cirurgia a ser realizada. É importante realizar a inspeção da limpeza da sala e quanto a limpeza a ser realizada esta pode ser classificada em: Limpeza preparatória (pouco antes do procedimento, quando a sala está sem uso por mais de 12h); Limpeza operatória (durante o procedimento quando há contaminação do chão, superfícies ou equipamentos); Limpeza concorrente (ao término de um procedimento e antes do 15 início do próximo); Limpeza terminal (ao final do último procedimento, ou uma vez por semana, ou quando paciente for Germe Multirresistente - GMR). Realizada a inspeção das condições da sala, uma sequência de atividades devem ser realizadas pela equipe de enfermagem: ● revisão dos equipamentos necessários (básicos e específicos) e materiais necessários (descartáveis como: gazes, compressas, fios cirúrgicos, soluções de antissepsia, medicamentos, entre outros); ● instrumentais a serem utilizados (kit’s cirúrgicos, bandejas e materiais avulsos), ● revisão dos dispositivos para segurança do paciente (faixas de fixação, coxins de proteção, etc.), ● revisão dos materiais para o processo anestésico junto a equipe de anestesia (traquéias, equipamentos para entubação, materiais para monitorização, medicamentos, etc). O tempo dispensado para a preparação da sala pré-operatória varia de acordo com o porte da cirurgia e deve ser o mais breve possível tanto no início do turno quanto entre os procedimentos, visto que eleva o custo do tempo da sala. Intervenções que reduzem o tempo de preparo de sala cirúrgica geram redução dos custos e devem ser instituídas. A criação de um checklist de equipamentos, mobiliários e materiais básicos podem gerar redução neste tempo de preparo e evitar retrabalho das equipes. Com a entrada do paciente em sala cirúrgica novas atividades devem ser instituídas de forma rotineiramente, preocupando-se sobretudo com a segurança do mesmo, preparando o paciente para o ato cirúrgico. São elas: ● recepcionar o paciente, ● realizar o checklist de cirurgia segura, ● instalar dispositivos de proteção (coxins, sistemas de compressão pneumática, entre outros); ● acompanhar o processo anestésico até a completa indução, ● certificar-se do acondicionamento do paciente protegendo pontos de pressão, 16 ● verificar se há condições de manter o paciente normotérmico (sistemas de aquecimento, soluções aquecidas), ● verificar o preparo do campo operatório. 1.8 TERMINOLOGIA CIRÚRGICA A terminologia cirúrgica é um conjunto de termos que expressam o segmento corpóreo afetado e a intervenção a ser realizada. O procedimento cirúrgico é designado a partir de termos formados por um prefixo unido ao sufixo que indica o ato cirúrgico. Prefixos: Angio (Vaso), Blefaro (Pálpebra), Cardio (Coração), Cisto (Bexiga ou bolsa com fluidos), Cólon (Intestino Grosso), Esplênico (Baço), Gastro (Estômago), Histero (Útero), etc. Sufixos: Centese (puçao, orifício), Dese (imobilização), Ectomia (remoção de um órgão ou parte dele), Mega (dilatação), Oma (tumor), Otomia (incisão, corte, abertura), Pexia (sustentação, fixação), Plastia (reparação plástica), Rafia (sutura), stomia (abertura, nova boca), etc Termos cirúrgicos: Angioplastia, Artrodese, Blefarorrafia, Colostomia, Cistostomia, Esplenectomia, Histerectomia, Hernioplastia, Orquidopexia, Videolaparoscopia, etc. 1.9 Classificação das cirurgias quanto à finalidade: Diagnóstica: quando o procedimento realiza a exploração de um determinado órgão com a finalidade de realizar ou confirmar uma hipótese diagnóstica (Exemplo: Laparotomia Exploradora); Curativa / radical: quando tem por finalidade a remoção total ou parcial de um órgão ou segmento doente (Exemplo: Tireoidectomia); Reconstrutiva / cosmética: esta visa a reparação de uma lesão (seja ela cicatriz, lesão degenerativa ou congênita, entre outras necessidades reparadoras) ou ainda meramente estética (Exemplo: Plástica em Z, Mamoplastia redutora ou reparadora, Dermolipectomia); Paliativa: esta objetiva aliviar ou diminuir a intensidade da doença ou ainda compensar os distúrbios para aliviar a dor ou melhorar as condições de vida deste paciente (Exemplo: Gastrostomia); Transplante: realizada para substituir órgãos ou estruturas não 17 funcionantes (Exemplo: Transplante Hepático); 1.10 Classificação das cirurgias quanto o grau de urgência: Eletiva: quando o procedimento é programado de acordo com a disponibilidade do paciente, equipe cirúrgica e hospital (Exemplo: Septoplastia, amigdalectomia, Artroplastia de Quadril); Urgência: o procedimento deve ser realizado o mais breve possível, podendo esperar até 24 a 30 horas (Exemplo: Colecistectomia, colocação de cateter central). Emergência: deve ser realizada o mais breve possível, o risco de morte é eminente (Exemplo: Dissecção de aorta, aneurismectomia) 1.11 Classificação quanto ao grau de contaminação: Limpa: são procedimentos realizados em tecidos estéreis ou passíveis de descontaminação, sem processo inflamatório ou infeccioso ativo, sem penetração no trato respiratório, digestivo ou geniturrinário. (Exemplo: Herniorrafia, Safenectomia, Mamoplastia, etc.); Potencialmente contaminada: procedimentos realizados em tecidos colonizados por flora microbiana pouco numerosa ou em tecidos de difícil descontaminação, procedimentos com contato com tratos respiratório, digestivo ou geniturinário (Exemplo: Gastrectomia, Colecistectomia, Prostatectomia, Histerectomia Abdominal, etc.); Contaminada: são procedimentos realizados em tecidos recentemente traumatizados e abertos, colonizados por flora bacteriana abundante, descontaminação difícil ou impossível, tecidos traumatizados, feridas com processo inflamatório agudo sem processo infeccioso. (Exemplo: Amigdalectomia, Apendicectomia, Retossigmoidectomia, etc.); Infectada: são procedimentos realizados em qualquer área com processo infeccioso ativo, feridas traumáticas abertas (˃6 horas de exposição), tecidos necróticos. (Exemplo: Apendicectomia supurada, Desbridamento de úlceras, etc.). 1.12 ANESTESIA Os objetivos primordiais da anestesia são suprimir a sensibilidade 18 dolorosa, promover relaxamento muscular e desta forma condições ideais para realização do procedimento. TIPOS DE ANESTESIA Geral: estado inconsciente reversível, possui cinco elementos para uma boa anestesia (inconsciência, analgesia, relaxamento muscular, controle dos reflexos autonômicos e amnésia). Pode ser realizada por via inalatória e endovenosa ou por ambas associadas (geral balanceada). Bloqueios Regionais: perda reversível da sensibilidade a fim de bloquear ou anestesiar a condução nervosa a uma extremidade ou região do corpo (Bloqueio raquidiano ou bloqueio subaracnóideo, bloqueio peridural, bloqueio caudal, bloqueio de nervos periféricos – braquial, cervical lombossacral e femoral). Anestesia Local: bloqueio da condução de impulsos nos tecidos nervosos, com ação reversível, podendo ser tópica ou infiltrativa. 1.13 CUIDADOS DE ENFERMAGEM NO POSICIONAMENTO CIRÚRGICO O posicionamento cirúrgico depende do procedimento a ser realizado e das condições físicas do pacientes, embora pareça um cuidado simples, deve ser encarado de forma diferenciado, pois além de poder comprometer o procedimento (dificultando a abordagem cirúrgica) pode também comprometer a saúde e a recuperação do paciente definitivamente (física e mentalmente). Existem três posicionamentos cirúrgicos básicos: dorsal (supino), ventral (prona) e lateral. Os três possuem variações de acordo com a necessidade. Dorsal / Supino: O dorso e coluna vertebral ficam repousados sobre o colchão da mesa cirúrgica, a cabeça apoiada em travesseiro, membros superiores podem repousar ao longo do corpo ou abduzidos, apoiados em braçadeiras, os membros inferiores também permanecem estendidos. É a posição mais anatômica utilizada em diversos procedimentos (Exemplo: laparotomia exploradora, colecistectomia, cirurgias cardíacas, etc.). Figura: Posição dorsal/supino 19 Fonte: Manual de atuação em enfermagem, 2015 Prona / Ventral: O abdômen fica em contato com o colchão da mesa cirúrgica. Os membros superiores podem ficar abduzidos, desde que não exceda 90º, ou ao longo, desde que permaneçam de forma anatômica, depende da abordagem a ser realizada. A utilização de coxins protetores para face, região torácica, ilíacas, joelhos, tornozelos e liberação total dos pododáctilos é imprescindível. Para realizar o posicionamento é importante que ocorra o envolvimento de todos os membros da equipe, visto que deve ser realizado em dois tempos, primeiro lateral para depois ventral. Os cuidados com acessos venosos, drenos, tubo orotraqueal, além, é claro, das proeminências ósseas, mamas e genitália são fatores importantes a serem considerados antes do preparo do campo cirúrgico. Exemplo: Cirurgias de coluna vertebral, neurocirurgias posteriores, exérese de cisto pilonidal, cirurgias de calcâneos, cirurgias vasculares, etc. Figura: Posição prona Fonte: Manual de atuação em enfermagem, 2015 Fowler /Sentada: Pode ser considerada uma variação da posição 20 supina, ocorre a elevação do dorso da mesa cirúrgica, porém é importante que se utilize suporte para os pés. O paciente permanecerá sentado com uma variação de 30º a 90º em relação ao plano horizontal. Também pode ser conhecida como posição “cadeira de praia”. É importante que a região sacra esteja bem protegida com coxins e/ou filmes, visto que o risco de lesão é agravado por concentrar todo o apoio do corpo. Bem como proteção ocular, membros superiores e á claro fossas poplíteas, calcâneos. Figura: Posição fowler Fonte: Manual de atuação em enfermagem, 2015 Trendelenburg: Mais uma variação da posição dorsal, neste caso o dorso permanece mais baixo que os pés, possibilitando melhor visualização dos órgãos pélvicos. Além da proteção usual do posicionamento dorsal, a utilização de faixas de fixação é de suma importância para que o paciente não deslize durante o procedimento. Exemplo: Laparoscopias abdominais, ginecológicas, vasculares, etc. Figura: Posição trendelenburg 21 Fonte: Manual de atuação em enfermagem, 2015 Trendelemburg Reverso: Como descrito pela própria nomenclatura a posição Trendelemburg Reverso, mantém o dorso mais elevado que os pés, mantendo a posição dorsal. Assim como na posição Trendelemburg a utilização de faixas de fixação é igualmente importante. Exemplos: Cirurgias de cabeça e pescoço, cirurgias de mamas, cirurgias videolaparoscópicas com abordagem do trato gastrointestinal superior. Figura: Posição trendelenburg reversa Fonte: Manual de atuação em enfermagem, 2015 Litotomia ou Ginecológica: Mais uma variação da posição dorsal, com abdução e flexão das coxas sobre o quadril e os joelhos são simultaneamente elevados e apoiados em perneiras. É importante ter atenção à proteção das fossas poplíteas, não exceder na abdução dos membros inferiores, retornar os membros inferiores à posição inicial após massagear panturrilhas e retirá-las das perneiras cautelosamente, evitando hipotensão, torção da coluna, tromboembolismo e outras complicações. Exemplo: Colectomias, Histeroscopias, Ressecção transuretral de próstata, etc. 22 Figura: Posição de litotomia Fonte: Manual de atuação em enfermagem, 2015 Lateral: O paciente deve ficar deitado sobre o lado não afetado, possibilitando o acesso à parte do tórax, região dos rins, região superior do ureter e membro inferior. O cuidado com membros superiores é de suma importância para assegurar descompressão do plexo braquial (lado apoiado), mantê-los em um ângulo de 90º em relação ao corpo, para manter a estabilidade. É importante também a utilização de coxins para estabilização da posição, proteção e conforto do paciente, além de faixas de fixação na região torácica e na altura do quadril. Exemplo: nefrectomia, toracotomia, artroplastia de quadril, etc. Figura: Posição lateral Lateral para abordagem renal: Diferente da posição lateral simples, ocorre a flexão da mesa cirúrgica ou utilização de coxins para que ocorra a elevação da crista ilíaca até a altura da 12º costela, facilitando a abordagem das áreas retroperitoneal e renal. Exemplo: Nefrectomia, 23 algumas cirurgias torácicas. Figura: Posição lateral modificada Fonte: Manual de atuação em enfermagem, 2015 Recursos para posicionamento cirúrgico: Colchão piramidal (caixa de ovo); Colchonetes; Braçadeiras; Travesseiros; Perneiras; Fixadores de braços e pernas; Protetores de calcâneo; Protetores craniofaciais; Faixas de fixação. 1.14 PREVENÇÃO E CONTROLE DE INFECÇÃO DE SÍTIO CIRÚRGICO (ISC) A Infecção do Sítio Cirúrgico (ISC) é a terceira mais frequente entre os pacientes internados, possui alta morbimortalidade, reflete em um aumento no tempo de internação, além do aumento do custo e das chances de internação na terapia intensiva. Existem diversas variáveis que contribuem para isso, a principal é a inoculação direta da microbiota do próprio paciente, outras podem ser: a equipe cirúrgica, os materiais , os equipamentos e o ambiente. Medidas preventivas para o controle de ISC: Preparo do paciente: tratar infecções mesmo que distantes do sítio cirúrgico, realizar a tricotomia apenas quando os pelos interfiram no procedimento, evitar a hiperglicemia, reduzir o tempo de internação 24 (pré-operatório); Antissepsia pré-operatória(paciente e equipe cirúrgica): indicar o banho antes do procedimento (ou pelo menos na noite anterior), lavar e limpar a pele no sítio cirúrgico previamente à incisão, realizar antissepsia da pele com agente alcoólico em círculos concêntricos da área a ser incisada à periferia, proteger o campo operatório com campos de tecido estéreis (o uso de filmes de poliuretano também reduz o risco de ISC), manter unhas curtas e não utilizar unhas artificiais, escovação deve ser realizada de 2-5 min. com degermante apropriado, não usar adornos; Profilaxia antimicrobiana: utilizar antibiótico profiláctico, normalmente, 30 a 60 min. antes da incisão (propicia atingir doses bactericidas adequadas no soro e tecidos no momento da incisão); Ventilação da Sala Cirúrgica: manter ventilação de pressão positiva na sala cirúrgica, mínimo de 15 trocas de ar por hora, filtro de ar, saídas de ar a partir do teto, portas fechadas e limitar o número de pessoas na sala cirúrgica; 1.15 ESCOVAÇÃO CIRÚRGICA E PARAMENTAÇÃO Escovação cirúrgica Busca reduzir substancialmente a quantidade de sujidade e detritos ou eliminação da flora transitória e redução da flora residente. Para tanto deve-se retirar todo e qualquer adorno, bem como manter unhas aparadas e esmalte íntegro. Paramentação Refere-se a utilização de toda a vestimenta utilizada no centro cirúrgico a começar pela touca, camisa, calça, sapatos, máscara, avental estéril, luvas estéreis. A paramentação estéril deve ser realizada após a escovação das mãos com o auxílio da circulante de sala e da instrumentadora. 1.16 ATRIBUIÇÕES DA EQUIPE DE ENFERMAGEM Enfermeiro ● Organizar e prover a unidade de recursos materiais e humanos; ● Manter o ambiente em boas condições de funcionamento; 25 ● Planejar ações assistenciais e administrativas (SAEP); ● Supervisão das ações dos profissionais da equipe de enfermagem; ● Checar a escala e programação cirúrgica; ● Realizar a escala diária de atividades da equipe de enfermagem; ● Orientar a montagem das salas cirúrgicas; ● Verificar a necessidade de materiais implantáveis; ● Verificar disponibilidade e funcionamento de equipamentos, instrumental cirúrgico e materiais; ● Manter ambiente seguro; ● Realizar avaliação pré-operatória; ● Recepciona o paciente no CC; ● Colaborar no ato anestésico; ● Acompanhar trans-operatório (encaminhamento à sala cirúrgica, indução e trans-operatório propriamente dito); ● Acompanhar o posicionamento cirúrgico; ● Realizar procedimentos de enfermagem; ● Verificar resultados de exames e disponibilidade de sangue (caso necessite); ● Realizar a evolução de enfermagem com todos os cuidados prestados, descrição do posicionamento e ocorrências; ● Informar o enfermeiro da Sala de Recuperação Pós-anestésica (SRPA) quanto às condições clínicas e histórico do paciente, bem como cuidados especiais; ● Encaminhá-lo à SRPA. Sistema de Assistência de Enfermagem Perioperatória (SAEP) Em qualquer unidade onde ocorra cuidado profissional de enfermagem, é necessário a utilização da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE), como um conjunto de passos integrados orientadores para as ações da enfermagem. Histórico de enfermagem/ coleta de dados: realizada durante a entrevista que tem por finalidade identificar o motivo da internação ou queixa principal. Exemplo: pré-operatório de colecistectomia; Diagnóstico de enfermagem: é a interpretação dos dados 26 coletados representados nos conceitos de diagnósticos de enfermagem padronizados pela North American Nursing Diagnosis Association (NANDA) padronizando a linguagem do cuidar de acordo com as necessidades do cliente. Exemplo: Risco de infecção relacionado ao procedimento cirúrgico; Prescrição/ planejamento da assistência de enfermagem: são as ações ou intervenções, formuladas a partir dos diagnósticos, prescritas pelo enfermeiro com a finalidade de alcançar os resultados esperados no paciente, família ou comunidade. Exemplo: Realizar degermação do campo operatório com solução recomendada; Implementação da assistência: são as ações propriamente ditas. Exemplo: realização efetiva da degermação. Evolução/ avaliação de enfermagem: é o registro de todo o processo realizado pelo enfermeiro. Exemplo: Realizada degermação da região abdominal com clorexidine degermante, retirado excesso com compressa estéril. Todo processo de enfermagem é realizado no Centro Cirúrgico, o que inclui o acolhimento do paciente (humanização do atendimento) desde sua entrada na unidade até o seu encaminhamento à SRPA. A realização da anamnese do paciente, da prescrição de acordo com o procedimento e cuidados necessários a serem desenvolvidos pela equipe de enfermagem e a evolução das atividades (descrição do posicionamento, condições do paciente no trans-operatório e ao final do procedimento), como descrito acima, fazem parte da SAEP no Centro Cirúrgico. 1.17 Técnicos de Enfermagem Circulante de Sala ●Verificar o procedimento marcado, para a sala de sua responsabilidade. Realizar a limpeza preparatória no início do dia, ou turno. ●Verificar limpeza das paredes e pisos, o funcionamento dos gases e equipamentos, funcionamento das luzes (incluído focos), temperatura adequada da sala. ●Prover a sala com caixa de VA da central de anestesia. ●Prover a sala com material e equipamentos adequados para o tipo de cirurgia, e conforme a necessidade individual do paciente. Exemplo: cautério, torre de vídeo, manta térmica, bomba retorno venoso, laser... 27 material para acesso central, PAM, bloqueios anestésicos, sondagem vesical... ●Verificar se existe disponível na unidade componentes de Hemoderivados, conforme agendamento ou necessidade cirúrgica. ●Verificar se existe leito de CTI reservado com a enfermeira da sala, conforme agendamento ou necessidade cirúrgica. ●Receber paciente na sala de cirurgia, auxiliar a equipe na transferência do paciente da maca para a mesa de cirurgia, certificando-se do correto posicionamento de cateteres, sondas e drenos. ●Verificar se o paciente está com camisola, lençol e cobertor, preservar sempre a integridade e intimidade do paciente. ●Identificar-se ao paciente e acompanhante se presente, com nome e função. ●Realizar Checklist de sala com o paciente, equipe cirúrgica e anestésica. ●Auxiliar o anestesiologista na indução do procedimento anestésico, na ausência da enfermeira. ●Preparar mesas de apoio, para realização de procedimentos pré operatório, como bloqueio anestésico, passagem de cateter central, PAM, sondagem vesical, abrindo material de forma asséptica. ●Auxiliar no posicionamento do paciente para a realização do bloqueio anestésico, acesso central, PAM, sondagem vesical, conforme necessidade. ●Auxiliar equipe no correto posicionamento cirúrgico, atenuando ao correto uso dos coxins, faixas de segurança, dispositivo de temperatura, sistema de retorno venoso, colocação da placa de cautério (conforme necessidade), certificando do correto posicionamento de cateteres, sondas, drenos, equipos, sensor de temperatura, dânulas. Realizar degermação, conforme padronização institucional. ●Auxiliar a equipe cirúrgica em sua paramentação. ●Revisar e esvaziar todos os lixos que contenham compressas, compressas de gazes. ●Realizar com o instrumentador a contagem de compressas, compressinhas e gazes. Anotar no quadro branco. ●Zerar todos os dispositivos necessários, para controles de débitos 28 futuros, como sondas e drenos. ●Alimentar com informações, o quadro branco, existente na porta da sala de cirurgia. ●Preencher corretamente sem rasuras, de forma legível, todos os impressos pertinentes ao prontuário do paciente e a instituição. Checklist da Cirurgia Segura: Preencher corretamente, com o nome do procedimento conforme agendado na folha de sala, nome e cartão ponto de cada integrante da equipe, carimbo e assinatura da circulante. Ao final do procedimento, encaminhar com demais documentos, no prontuário do paciente. Nota de sala: Preencher cabeçalho com horários; tipo de anestesia; nome e registro de cada integrante da equipe; todos os equipamentos utilizados; demais itens, conforme rotina; realizar débitos de todos os matérias utilizados em sala; realizar débitos de Órteses e Próteses Médicas (OPME, materiais de alto custo) no local indicado (colar etiqueta de código de barras, em caso de não houver etiqueta, descrever o material utilizado, conforme especificação, no local indicado) colar etiqueta com Registro do Ministério da Saúde - RMS no verso da folha de sala; em caso de uso de componentes Hemoderivados, colar etiqueta do mesmo, no verso da nota de sala, contendo unidade, data, início e término da infusão, carimbo e assinatura do circulante. Ao final do procedimento e após saída do paciente da sala, realizar o fechamento da nota. Entregar ao setor de destino (administrativo), conforme rotina. Folha de Balanço Hídrico: Preencher corretamente o cabeçarias com a identificação do paciente, anotar no início do procedimento a quantidade de líquido na mesa da instrumentador, e líquidos eliminados (sondas, drenos); conforme necessidade, realizar balanço parcial durante o procedimento e anotar na folha com seu respectivo horário, anotar todos os líquidos utilizados durante o procedimento, pesagem de compressas, compressas de gazes, e todos os líquidos desprezados. Realizar o fechamento do balanço, comunicar equipe cirúrgica, anestésica e enfermeira. Ao final do procedimento descartar folha em lixo apropriado. Prescrição de Enfermagem: Checar corretamente todos os itens realizados em sala, durante o procedimento, assinar e carimbar prescrição. 29 Ao final do procedimento, encaminhar junto com os demais documentos, no prontuário do paciente. ● Encaminhar peças, exames e outros pedidos realizados durante o procedimento, conforme rotina. ● Solicitar materiais quando necessário ao abastecimento, abrir de forma asséptica, quando solicitado. ● Manter a sala organizada e limpa, durante o procedimento. ● Repor material utilizado em sala em seus respectivos lugares, como mesa auxiliar de curativos, mesa de anestesista, respeitando seus quantitativos. ● Solicitar a presença do enfermeiro na sala, sempre que necessário, comunicar a ele imediatamente as intercorrências existentes. ● Comunicar ao enfermeiro a existência de equipamentos ou matérias com defeito ou estragado. ● Realizar contagem de compressas, compressinhas e gazes, antes de iniciar o fechamento da cavidade. ● Esvaziar dispositivos como sondas e drenos ao término do procedimento. ● Comunicar ao enfermeiro o término do procedimento e passar informações pertinentes à cirurgia, como sangramento, recebimentos de Hemoderivados, curativos, drenos, existência de exames e peças cirúrgicas,entre outros. ● Verificar a existência de cama de transporte disponível, deixar na porta da sala, montada de acordo com a necessidade do paciente. ● Auxiliar o instrumentador na realização do curativo. ● Auxiliar a retirar os campos ao término do procedimento, colocando no local adequado e revisando para evitar encaminhamento de instrumental à lavanderia. ● Retirar placa de eletrocautério, se estiver em uso. ● Reposicionar o paciente, se necessário, certificando-se se não há lesões, e o correto posicionamento de cateteres, sondas e drenos. ● Revisar fixação de todos os cateteres, sondas e drenos. ● Cobrir paciente com camisola, lençol e cobertor limpos. ● Auxiliar o anestesista na extubação do paciente, na ausência da enfermeira em sala. 30 ● Ajudar a equipe na transferência do paciente da mesa de cirurgia para a cama, certificando-se do correto posicionamento de cateteres, sondas e drenos. ● Realizar a finalização do Checklist da cirurgia segura com a equipe presente. ● Encaminhar prontuário do paciente, na cama. ● Realizar registro de peças e exames, conforme rotina da instituição. ● Limpar equipamentos e superfícies, conforme rotina da instituição. ● Realizar a desmontagem da sala cirúrgica, guardando os equipamentos e materiais em seus lugares de origem. ● Comunicar o serviço de higienização para a limpeza. ● Após, limpeza, reorganizar a sala, conforme rotina da instituição, de acordo com o cronograma do dia. ● Ao final do dia desligar computadores, equipamentos, ar condicionado e luzes da sala. 118 Instrumentador Cirúrgico ● Verificar o procedimento agendado, para a sala de sua responsabilidade. ● Realizar a limpeza preparatória no início do dia, ou turno. ● Confirmar com a equipe cirúrgica, o plano cirúrgico, a necessidade de algum material especial, o uso de OPME, uso de infiltrações, tipo de curativos, se existe a possibilidade de conversão em caso de cirurgia Videolaparoscópica. ● Solicitar material para o Abastecimento- CME, conforme procedimento agendado e necessidade cirúrgica. OBS: Caso o material já esteja em sala, revisar se está de acordo com o procedimento e necessidade cirúrgica. ● Buscar material no arsenal, almoxarifado, farmácia, de acordo com a necessidade. ● Levar para a sala somente o necessário. ● Em caso de uso de OPME, solicitar no almoxarifado com antecedência, mediante a apresentação da etiqueta do paciente. ● Conferir com a equipe cirúrgica os OPME, levado para sala. OBS: Abrir somente quando solicitado pelo cirurgião. 31 ● Preencher corretamente a folha de rastreabilidade, com nome do procedimento, conforme agendado em folha de sala, data, etiqueta do paciente, carimbo e assinatura do instrumentador. ● Colar corretamente as etiquetas de rastreabilidade que contenham o ciclo, data de validade, de todo material esterilizado, utilizados em sala. ● Abrir corretamente o material, de forma asséptica, na mesa de apoio. ● Conferir com a equipe cirúrgica, tamanho das luvas, lâminas, fios, abrir somente o necessário. ● Realizar higienização das mãos, punhos, e antebraço de forma asséptica, conforme rotina, da instituição. ● Vide escovação cirúrgica. ● Realizar corretamente a paramentação cirúrgica. ● Ao montar a mesa de instrumental, conferir se as bandejas estão completas. Preparar cuba com gaze e antisséptico, para anti-sepsia cirúrgica. ● Auxiliar a equipe cirúrgica, se paramentar e calçar luvas. Auxiliar na colocação dos campos cirúrgicos. ● Aproximar a mesa de instrumental, se posicionar, de preferência sempre em frente ao cirurgião principal. ● Realizar a contagem de compressas, compressinhas e gazes, com a circulante de sala. ● Organizar e prender equipamentos como eletrocautério, aspirador e outros, antes do início do procedimento. ● Entregar instrumental durante o andamento da cirurgia, conforme solicitação e necessidade do cirurgião. ● Estar sempre atento ao ato cirúrgico, controlar compressas, compressinhas, gazes, fios, agulhas, pinças, e qualquer outro material que vá ao campo cirúrgico, marcando se necessário, e sempre se certificando do seu retorno. Manter o instrumental limpos e ordem na mesa. ● Desprezar todo e qualquer material contaminado. ● Ser responsável pelo recebimento, identificação e guarda de peças cirúrgicas, exames, implantes e explantes, durante o andamento da cirurgia. 32 ● Conferir OPME, antes de abrir, quando solicitado, pelo cirurgião. ● Realizar com a circulante, a contagem de compressas, compressinhas e gazes. ● Realizar curativo, de forma asséptica. ● Fixar drenos, sondas e cateteres. ● Ao término do procedimento, conferir e organizar o material, usar o desincrostante, encaminhar ao CME, envolto em manta, com etiqueta de identificação do material e identificação do instrumentador. ● Encaminhar e protocolar peças cirúrgicas e exames, conforme rotina da instituição. ● Lavar baldes, copos graduados e frascos dos aspiradores, no expurgo, conforme rotina da instituição. ● Auxiliar o circulante na desmontagem da sala. 1.19 DESMONTAGEM DA SALA CIRÚRGICA Ocorre após o encaminhamento do paciente à sala de recuperação pós-anestésica. Inicia-se com a higiene das mãos, posteriormente o recolhimento de todo o material não utilizado em um carro/mesa limpo e devolução do mesmo ao local de destino. Utilizando-se dos EPI 's recomendados deve reunir e retirar todo o instrumental da mesa, de acordo com a rotina da instituição e, após conferência, encaminhar ao CME. A limpeza a ser realizada dependerá do procedimento realizado e se o paciente apresentava algum Germe Multirresistente (GMR). Limpeza concorrente (ao término de um procedimento e antes do início do próximo); Limpeza terminal (ao final do último procedimento, ou uma vez por semana, ou quando paciente for GMR). Realizar a limpeza das superfícies, equipamentos, materiais auxiliares e frascos de aspiração (em expurgo apropriado), de forma segura (utilizando desinfetante recomendado). Retirar da sala equipamentos desnecessários ao próximo procedimento, evitando dano ao mesmo. Solicitar a limpeza da sala a equipe de higienização. Realizar a montagem da sala para o próximo procedimento. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 33 Agência Nacional de Vigilância em Saúde - ANVISA. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br. Acessado em 07 nov de 2021. BRASIL. Lei nº 7498, de 25 de junho de 1986. Dispõe sobre a regulamentação do exercício da enfermagem, e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 1986. SOBECC. Diretrizes de Práticas em Enfermagem Cirúrgica e Processamento de produtos para a Saúde. Práticas recomendadas. 7 ed. São Paulo; 2017. SMELTZER,SC; BARE,BG;HINKLE, JL;CHEEVER,KH. Brunner & Suddarth, Tratado de Enfermagem Médico-cirúrgica. 14 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2020. POTTER, PA; PERRY, AG. Fundamentos de enfermagem. 9 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2018. RIEGEL F, JUNIOR NJO. Centro Cirúrgico, recuperação pós-anestésica e esterilização para enfermagem. 1 ed. Porto Alegre: Moriá, 2019. ROTHROCK, JC. Alexander Cuidados de Enfermagem ao Paciente Cirúrgico. 16ª ed. São Paulo: Guanabara, 2021. 34 POP 02 - Higienização Simples das Mãos com água e sabão Definição Ação de higienizar as mãos com água e sabonete líquido, com a finalidade de reduzir a microbiota transitória, prevenindo a transmissão de microrganismos e consequentemente, evitando que pacientes e profissionais de saúde adquirem Infecções. A higienização das mãos é a medida individual mais simples e menos dispendiosa para prevenir a propagação das infecções relacionadas à assistência à saúde. A higienização das mãos NÃO PODE ser substituída pelo uso de luvas. A OMS e a ANVISA orientam que a higienização das mãos deve ocorrer prioritariamente em 5 momentos: • Antes de contato com o paciente; • Antes da realização de procedimentos assépticos; • Após risco de exposição a fluidos corporais; • Após contato com o paciente; • Após contato com as áreas próximas ao paciente. Figura: Os cinco momentos para a Higienização das mãos 35 Fonte: ANVISA, 2013 Objetivos ● Reduzir a carga microbiana das mãos; ● Promover a proteção e segurança ao cliente e aos profissionais ● Padronizar as ações para higienização de mãos. ● Prevenir as infecções relacionadas com a assistência à saúde Responsabilidade Todos os profissionais de saúde Abrangência/Área Segurança do Paciente Materiais ● Pia apropriada, identificada como destinada à higienização das mãos, com torneira de acionamento e fechamento manual e/ou automática; ● Porta papel com toalha descartável; ● Dispensador com sabonete líquido; ● Recipiente para descarte de resíduos comuns com a tampa acionada por pedal. Descrição do procedimento 1. Retirar adornos (pulseiras, relógios e anéis); 2. Abrir a torneira e ajustar a água para um volume adequado; 3. Manter as mãos numa altura mais baixa que os cotovelos, molhar com cuidado as mãos; 4. Aplicar o sabonete líquido, uma quantidade suficiente para cobrir as superfícies das mãos; 5. Friccionar primeiro as palmas das mãos uma contra a outra; 6. Esfregar a palma da mão direita contra o dorso da mão esquerda entrelaçando os dedos e vice-versa; 7. Entrelaçar os dedos e friccionar os espaços interdigitais; 8. Esfregar o dorso dos dedos de uma mão com a palma da mão oposta, segurando os dedos, com movimento vai-e-vem e vice-versa; 36 9. Esfregar o polegar esquerdo com auxílio da palma da mão direita, utilizando-se de movimento circular e vice-versa; 10. Friccionar as polpas digitais e unhas da mão direita contra a palma da mão esquerda, fazendo movimento circular e vice-versa; 11. Enxaguar as mãos de modo que a água corra no sentido do punho para as pontas dos dedos; 12. Secar as mãos com papel toalha, começando pela palma de uma das mãos, dorso da mão e por último punho. No caso de torneira com abertura manual, utilize o papel toalha para fechar. 13. Desprezar o papel toalha na lixeira para resíduos comuns. Observações Realizar higienização simples das mãos sempre: ✔ - Que estiver com as mãos visivelmente sujas; ✔ - Antes e após usar o banheiro; ✔ - Após assoar o nariz; ✔ - Após contato com sangue e outros fluidos corporais; ✔ - Após o uso de luvas; ✔ - Ao iniciar e terminar o turno de trabalho; ✔ - Antes de manipulação e preparo de medicamentos e alimentos. 37 Figura: Higienização das mãos com água e sabonete Fonte: ANVISA, 2013 38 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA. NOTA TÉCNICA Nº01/2018 GVIMS/GGTES/ANVISA: Orientações Gerais para Higienização das Mãos em Serviços de Saúde. 2018, 16p. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA. Assistência segura: uma reflexão teórica aplicada à prática. Série Segurança do Paciente e Qualidade em Serviços de Saúde. 2017, 168p. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA. Higienização das mãos em serviços de saúde. Brasília, 2007. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA/FIOCRUZ. Protocolo para a prática de higiene das mãos em serviços de saúde. Brasília, 2013. BRASIL. Ministério da Saúde/Agência Nacional de Vigilância SanitáriaANVISA. Medidas de Prevenção de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde. Série Segurança do Paciente e Qualidade em Serviços de Saúde. Vol. 4. Brasília, 2013. WORLD HEALTH ORGANIZATION. WHO Guidelines on Hand Hygiene in Health Care.Geneve:World Health Organization, 2009. 261p. 39 POP 03 - HIGIENE DAS MÃOS COM ÁLCOOL GEL Indicações ● Mãos não visivelmente sujas; ● Antes de entrar em contato com os pacientes; ● Após contato com pele íntegra de pacientes; ● Após o contato com objetos inanimados próximos ao paciente. Finalidade A utilização de preparação alcoólica para higiene das mãos sob a forma gel (na concentração final mínima de 70%) tem como finalidade reduzir a carga microbiana das mãos e pode substituir a higienização com água e sabonete líquido quando as mãos não estiverem visivelmente sujas. A fricção antisséptica das mãos com preparação alcoólica não realiza remoção de sujidades. Duração do procedimento: A fricção das mãos com preparação alcoólica antisséptica deve ter duração de no mínimo 20 a 30 segundos. Técnica Os seguintes passos devem ser seguidos durante a realização da técnica de fricção antisséptica das mãos com preparação alcoólica: 1 – Aplique uma quantidade suficiente de preparação alcoólica em uma mão em forma de concha para cobrir todas as superfícies das mãos. 2 – Friccione as palmas das mãos entre si; 3 - Friccionar a palma da mão direita contra o dorso da mão esquerda, entrelaçando os dedos e vice-versa; 4 – Friccionar a palma das mãos entre si com os dedos entrelaçados; 5 - Friccionar o dorso dos dedos de uma mão com a palma da mão oposta, segurando os dedos, com movimento vai-e-vem e vice-versa; 6 – Friccionar o polegar esquerdo com o auxílio da palma da mão direita, utilizando-se de movimento circular e vice-versa; 7 - Friccione as polpas digitais e unhas da mão direita contra a palma da 40 mão esquerda, fazendo um movimento circular e vice-versa; 8 – Quando estiverem secas, suas mãos estarão seguras Figura: Higienização das mãos com Preparação alcoólica Fonte: ANVISA, 2013 41 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA. NOTA TÉCNICA Nº01/2018 GVIMS/GGTES/ANVISA: Orientações Gerais para Higienização das Mãos em Serviços de Saúde. 2018, 16p. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA. Assistência segura: uma reflexão teórica aplicada à prática. Série Segurança do Paciente e Qualidade em Serviços de Saúde. 2017, 168p. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA. Higienização das mãos em serviços de saúde. Brasília, 2007. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA/FIOCRUZ. Protocolo para a prática de higiene das mãos em serviços de saúde. Brasília, 2013. BRASIL. Ministério da Saúde/Agência Nacional de Vigilância SanitáriaANVISA. Medidas de Prevenção de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde. Série Segurança do Paciente e Qualidade em Serviços de Saúde. Vol. 4. Brasília, 2013. WORLD HEALTH ORGANIZATION. WHO Guidelines on Hand Hygiene in Health Care.Geneve:World Health Organization, 2009. 261p. 42 POP 04 - HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS COM SOLUÇÃO ANTISSÉPTICA Finalidade Promover a remoção de sujidades e da microbiota transitória, reduzindo a microbiota residente das mãos, com auxílio de um antisséptico. Duração do procedimento A higienização antisséptica das mãos deve ter duração mínima de 40 a 60 segundos. Técnica A técnica de higienização antisséptica é igual àquela utilizada para a higienização simples das mãos, substituindo-se o sabonete líquido comum por um associado a antisséptico, como antisséptico degermante. 43 POP 05 - ANTISSEPSIA CIRÚRGICA DAS MÃOS Objetivos ∙ Eliminar a microbiota transitória e reduzir a microbiota residente da pele das mãos e dos antebraços dos profissionais que participam das cirurgias; ∙ Proporcionar efeito residual na pele dos profissionais. Procedimento O procedimento pode ser feito com o uso de esponjas para a realização da fricção da pele com antisséptico degermante (Clorexidina 2% ou Polivinilpirrolidona-iodo PVPI) ou por meio do uso de produto à base de álcool (PBA). Duração do procedimento: Com antisséptico degermante: Deve ser de 3 a 5 minutos para o primeiro procedimento do dia e de 2 a 3 minutos para as cirurgias subsequentes, se realizadas dentro de 1 hora após a primeira fricção. Com PBA: Seguir sempre o tempo de duração recomendado pelo fabricante do PBA. Toda a sequência (ponta dos dedos, mãos, antebraços e cotovelos) leva em média 60 segundos. Deve-se repetir esta sequência o número de vezes que atinja a duração total recomendada nas instruções do fabricante do PBA, podendo ser 2 ou 3 vezes. Materiais necessários: Com antisséptico degermante: Para a realização da antissepsia cirúrgica das mãos e antebraços com antisséptico degermante utiliza-se: água de torneira, e esponja estéril impregnada ou não com degermante, antisséptico degermante e compressa estéril. Com PBA: Os insumos envolvidos na antissepsia cirúrgica das mãos com produto à base de álcool são sabonete líquido e água e PBA. Técnica Antissepsia cirúrgica das mãos e antebraços com 44 antisséptico degermante: 1 - Abrir a torneira, molhar as mãos, antebraços e cotovelos; 2 - Recolher, com as mãos em concha, o antisséptico e espalhar nas mãos, antebraço e cotovelo. No caso de esponja impregnada com antisséptico, pressione a parte da esponja contra a pele e espalhe por todas as partes; 3 - Limpar sob as unhas com as cerdas da escova ou com limpador de unhas, sob a água corrente; 4 - Friccionar as mãos, observando espaços interdigitais e antebraço por no mínimo 3 a 5 minutos, mantendo as mãos acima dos cotovelos; 5 - Enxaguar as mãos em água corrente, no sentido das mãos para cotovelos, retirando todo resíduo do produto. Fechar a torneira com o cotovelo, joelho ou pés, se a torneira não possuir fotossensor. Antissepsia cirúrgica das mãos com produto à base de álcool: ∙ Lave as mãos com sabonete líquido e água ao chegar ao centro cirúrgico, após ter vestido a roupa privativa e colocado o gorro e a máscara; ∙ Use para preparo cirúrgico das mãos um produto à base de álcool (PBA), seguindo cuidadosamente as Técnica para Antissepsia Cirúrgica das Mãos com Produto Alcoólico - OMS, antes de cada procedimento cirúrgico; ∙ Caso tenha qualquer resíduo de pó/talco ou fluidos corporais ao remover as luvas após a cirurgia, lave as mãos com sabonete líquido e água. Recomendações ∙ Remover todos os adornos das mãos e antebraços, como anéis, relógios e pulseiras, antes de iniciar a degermação ou antissepsia cirúrgica das mãos; ∙ É proibido o uso de unhas artificiais; ∙ Manter unhas curtas; ∙ Manter o leito ungueal e subungueal limpos, utilizar uma espátula para remover a sujidade; 45 ∙ Evitar o uso de escovas por lesar as camadas da pele e expor bactérias alojadas em regiões mais profundas da pele; se o seu uso for inevitável, estas devem ser estéreis e de uso único. CUIDADOS ESPECIAIS Cuidado com o uso de luvas: O uso de luvas não altera nem substitui a higienização das mãos, seu uso consiste na proteção dos profissionais e dos pacientes em serviços de saúde, não deve ser adotado indiscriminadamente, devendo ser restrito às indicações a seguir: ● Utilizá-las para proteção individual, nos casos de contato com sangue e líquidos corporais e contato com mucosas e pele não íntegra de todos os pacientes; ● Utilizá-las para reduzir a possibilidade de os micro-organismos das mãos do profissional contaminarem o campo operatório (luvas cirúrgicas); ● Utilizá-las para reduzir a possibilidade de transmissão de micro-organismos de um paciente para outro nas situações de precaução de contato; ● Trocar de luvas sempre que entrar em contato com outro paciente; ● Trocar de luvas durante o contato com o paciente se for mudar de um sítio corporal contaminado para outro, limpo; ● Trocar de luvas quando estas estiverem danificadas; ● Nunca tocar desnecessariamente superfícies e materiais (tais como telefones, maçanetas, portas) quando estiver com luvas; ● Higienizar as mãos antes e após o uso de luvas. Cuidados com a pele das mãos: ● Os seguintes aspectos devem ser levados em consideração para garantir o bom estado da pele das mãos: ● a fricção das mãos com preparação alcoólica contendo um agente umectante agride menos a pele do que a higiene com sabonete líquido e água; 46 ● as luvas entalcadas podem causar irritação quando utilizadas simultaneamente com produtos alcoólicos; ● o uso de cremes de proteção para as mãos ajuda a melhorar a condição da pele, desde que sejam compatíveis com os produtos de higiene das mãos e as luvas utilizadas. Os seguintes comportamentos devem ser evitados: ● utilizar sabonete líquido e água, simultaneamente a produtos alcoólicos; ● utilizar água quente para lavar mãos com sabonete líquido e água; ● calçar luvas com as mãos molhadas, levando a riscos de causar irritação; ● higienizar as mãos além das indicações recomendadas; ● Usar luvas fora das recomendações. Os seguintes princípios devem ser seguidos: ● enxaguar abundantemente as mãos para remover resíduos de sabonete líquido e sabonete antisséptico; ● friccionar as mãos até a completa evaporação da preparação alcoólica; ● secar cuidadosamente as mãos após lavar com sabonete líquido e água; ● manter as unhas naturais, limpas e curtas; ● não usar unhas postiças quando entrar em contato direto com os pacientes; ● deixar punhos e dedos livres, sem a presença de adornos como relógios, pulseiras e anéis, etc. ● Todos os adornos das mãos e antebraços, devem ser removidos antes do procedimento. ● aplicar regularmente um creme protetor para as mãos (uso individual). REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 47 BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Nota Técnica Nº 01/2018 GVIMS/GGTES/ANVISA: Orientações Gerais para Higiene das Mãos em Serviços de Saúde. Brasília: ANVISA, 2018. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Segurança do Paciente e Qualidade em Serviços de Saúde: Medidas de Prevenção de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde. Brasília: ANVISA, 2017. BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Portaria nº 1.377 de 9 de julho de 2013. Protocolo para a prática de higiene das mãos em serviços de saúde. 2013. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Segurança do Paciente em Serviços de Saúde: Higienização das Mãos. Brasília: ANVISA, 2009. BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Pediatria: prevenção e controle de infecção hospitalar. Brasília: Ministério de Saúde, 2005. 48 POP 06 - ADMISSÃO E PREPARO DE PACIENTE PARA A CIRURGIA AMBULATORIAL DEFINIÇÃO Admitir e preparar o cliente para a realização do procedimento cirúrgico. OBJETIVOS ∙ Avaliar condições clínicas do paciente para a realização do procedimento; ∙ Verificar o cumprimento das orientações de pré-operatório; ∙ Preparar o paciente para o procedimento; ∙ Reforçar as orientações para o pós-operatório. INDICAÇÃO Preparar o cliente cirúrgico, visando minimizar os riscos do procedimento. PESSOAS E PROFISSIONAIS QUE IRÃO REALIZAR O PROCEDIMENTO Equipe de enfermagem. MATERIAL A SER UTILIZADO ∙ Impresso hospitalar ∙ Caneta; ∙ Esfigmomanômetro; ∙ Estetoscópio; ∙ Termômetro clínico; ∙ Aparelho de Glicemia capilar; 49 ∙ Fita reagente para glicemia; ∙ Algodão; ∙ Álcool a 70%; ∙ Lanceta; ∙ Lâmina de barbear. DESCREVER DETALHADAMENTE AS ATIVIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS 1. Higienizar as mãos; 2. Orientar o cliente quanto ao procedimento que será realizado, junto à equipe médica; 3. Verificar e registrar sinais vitais; 4. Orientar e auxiliar a retirada de prótese dentária, objetos de metais e calçados e, se necessário na colocação de roupa/avental cirúrgico; 5. Acomodar o cliente na mesa cirúrgica e aderir em seu corpo a placa de bisturi, se necessária; 6. Realizar tricotomia, se necessário. ATENÇÃO A PONTOS IMPORTANTES E POSSÍVEIS RISCOS Atentar para o estado clínico e psicológico do paciente, suspendendo o procedimento em caso de alterações que comprometam a segurança do mesmo. RESULTADOS ESPERADOS Preparar o paciente para a realização do procedimento cirúrgico. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS FIGUEIREDO, N. M. A de; MACHADO, W. C. A. (Org.). Tratado de cuidados de enfermagem. Vol. 1. São Paulo: Roca, 2012. NETTINA, S. M. Prática de enfermagem. Rio de Janeiro: Guanabara 50 Koogan, 2003. POTTER, P. A.; PERRY, A. G. Grande tratado de enfermagem prática. 3 Ed. São Paulo: Mosby, 2002. 51 POP 07 - ASSISTÊNCIA AO PACIENTE EM PRÉ-OPERATÓRIO DEFINIÇÃO É todo cuidado dispensado ao paciente no momento em que se começa a planejar a cirurgia. E termina com sua transferência para o centro cirúrgico, no momento da administração da anestesia. OBJETIVOS ∙ Orientar o paciente quanto aos cuidados pré-operatórios; ∙ Promover condições para uma cirurgia segura; ∙ Reduzir complicações. INDICAÇÃO Todo paciente internado previamente realizará algum procedimento cirúrgico. PESSOAS E PROFISSIONAIS QUE IRÃO REALIZAR O PROCEDIMENTO ∙ Equipe de enfermagem. MATERIAL A SER UTILIZADO ∙ Prontuário; ∙ Exames; ∙ Prescrição; ∙ Camisola/pijama; ∙ Caneta; ∙ Carimbo; ∙ Esfigmomanômetro; 52 ∙ Estetoscópio; ∙ Termômetro. DESCREVER DETALHADAMENTE AS ATIVIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS 1. Apresentar-se ao paciente; 2. Promover o apoio psicológico ao paciente, sinalizando para o serviço de psicologia os pacientes mais ansiosos e temerosos; 3. Explicar os procedimentos a serem realizados antes da cirurgia; 4. Quanto aos exames pré-operatórios, chamar o laboratório para coleta de exames e encaminhar o paciente para realização de exames (Raio-X, ECG, etc...); 5. Orientar o jejum, quando necessário para realização de exames; 6. Realizar controle glicêmico quando necessário; 7. Aferir sinais vitais e realizar anotações de Enfermagem; 8. Na véspera da cirurgia, verificar o mapa cirúrgico e os pacientes sob seus cuidados que irão operar; 9. Checar se existe algum preparo especial ou de rotina; 10. Registrar sintomas como alteração pressórica, tosse, resfriado, febre e outros; 11. Orientar o banho, lavar o cabelo na véspera e troca de roupa; 12. Orientar quanto ao corte e limpeza das unhas; remoção de: maquiagem, unhas e cabelos postiços e esmaltes escuros (pés e mãos); 13. Orientar o preparo intestinal de acordo com a prescrição, em alguns tipos de cirurgias; 14. Orientar o jejum após a ceia noturna; 15. Orientar o banho bem cedo no dia da cirurgia, sem molhar os cabelos; um sabonete simples ou com antimicrobiano é recomendado (conforme cada caso); 16. Em pacientes com colonização nasal sabida por S. aureus, recomenda-se aplicações intranasais de pomada de mupirocina a 2% com ou sem a combinação de lavagem corporal com clorexidina (conforme cada caso). 53 17. Promover um ambiente tranquilo para o sono e repouso; 18. No dia da cirurgia, certifique-se de que todos os cuidados prévios foram realizados; 19. Orientar a retirada de maquiagem, próteses, joias, piercings, unhas postiças, cabelos de nylon, dentre outros objetos; 20. A tricotomia não é mais recomendada. Se absolutamente necessário, os pêlos devem ser removidos apenas com máquinas de cortar; 21. Evoluir o paciente e aferir sinais vitais; 22. Orientar o paciente urinar antes de ir para o centro cirúrgico; 23. Encaminhar o paciente com o maqueiro, prontuário e exames para o centro cirúrgico ATENÇÃO A PONTOS IMPORTANTES E POSSÍVEIS RISCOS: O Enfermeiro deve estar atento e realizar uma avaliação geral das condições do paciente em internação pré-operatória, orientá-lo de forma clara e objetiva. Atentar para condições que possam colaborar negativamente para o desfecho negativo da cirurgia. RESULTADOS ESPERADOS Que todos os pacientes recebam todos os cuidados pré-operatórios de acordo com a rotina descrita, contribuindo com um desfecho positivo em sua cirurgia e recuperação pós- operatória. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS SMELTZER, S.C.; BARE, B.G. Brunner & Suddarth: Tratado de enfermagem médico-cirúrgica. 13 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2015. Instituto Brasileiro para segurança do paciente: Diretrizes Globais da OMS para prevenção de Infecção de Sítio Cirúrgico (ISS). https://www.segurancadopaciente.com.br/protocolodiretrizes/diretrizes-par a-prevencao-de-infeccao-de-sitio-cirurgico-pre-operatorio. OLIVEIRA, RG. Blackbook: Enfermagem. Belo Horizonte: Blackbook; 2016. POTTER, PA. PERRY, AG. Fundamentos de Enfermagem. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2018. 54 POP 08 - BANHO PRÉ-OPERATÓRIO OBJETIVO: Proporcionar higiene e preparo pré-operatório da pele para prevenção de infecção de Sítio Cirúrgico. ABRANGÊNCIA: Enfermeiro, Técnico e Auxiliar de Enfermagem das Unidades de Internações do hospital. MATERIAIS E DOCUMENTOS NECESSÁRIOS: Solução de Clorexidina degermante 2%, toalha, camisola e computador com acesso ao Sistema de Informação Hospitalar – Prontuário Eletrônico do Paciente – PEP. PROCEDIMENTOS: 1. Higienizar as mãos no mínimo 30 segundos com água e sabão e/ou mínimo 15 segundos com álcool gel; 2. Confirmar o paciente e o procedimento a ser realizado (consulte POP específico para cada banho); 3. Reunir todo o material necessário; 4. Explicar o procedimento e sua finalidade ao paciente; 5. Orientar/realizar o banho com a solução de clorexidina degermante 2%; 6. Realizar o cuidado com as unhas que deverão ser higienizadas, aparadas e sem esmalte; 7. Orientar /colocar a camisola após o término do banho; 8. Colocar o gorro descartável no paciente, antes de adentrar na seção (Essa ação deve ser realizada pela equipe do centro cirúrgico); 9. Higienizar as mãos no mínimo 30 segundos com água e sabão e/ou mínimo 15 segundos com álcool gel; 10. Checar o procedimento na Prescrição Médica ou de Enfermagem; 11. Realizar a anotação de enfermagem no PEP. CONTINGÊNCIA: Não realizar este procedimento somente em casos de cirurgias de emergência. 55 OBSERVAÇÕES: • O banho poderá ser prescrito pelo médico ou enfermeiro responsável-Consultar POPs específicos para cada tipo de banho e substituir o sabonete comum pela clorexidina degermante 2%. • O banho pré-operatório deverá ser realizado em todos os pacientes internados que serão submetidos à cirurgia. • O banho pré-operatório deverá ser realizado até seis horas antes do procedimento. • O banho pré-operatório deverá envolver todo o corpo, incluindo o couro cabeludo e o cuidado com as unhas. • Atentar para encaminhar o paciente para o centro cirúrgico com os cabelos secos. • Deve-se dar atenção especial à lavagem da cabeça com clorexidina degermante 2% nas cirurgias cranioencefálicas (neurocirurgia/ otorrinolaringologia/ cirurgia plástica e ortopedia). • Em cirurgia na cavidade oral, realizar a higiene oral com solução antisséptica de gluconato de clorexidina 0,12% (sem álcool). • Nos casos em que o paciente for somente orientado sobre o banho e nenhum profissional de enfermagem acompanhe o procedimento, o auxiliar ou técnico de enfermagem responsável deverá checar ao término do procedimento a conformidade de sua realização. • Após o banho, realizar a limpeza concorrente do leito, mobiliários e equipamentos conforme prescrição de enfermagem e a troca da roupa de cama. • As especialidades oftalmológicas deverão orientar os pacientes a tomar banho com sabonete comum, retirar maquiagem e não aplicar cremes ou filtro solar. • Nos casos das cesárias, está indicado apenas o banho pré-operatório com sabonete. • O preparo da pele pré-operatória, para cirurgias ambulatoriais, ficará a critério médico de cada especialidade. • O antisséptico usado no intraoperatório deverá ser usado com o mesmo princípio ativo, em veículo alcoólico, do degermante usado no preparo da pele pré-operatória e em caso de mucosas a indicação será usar o mesmo 56 princípio ativo com veículo aquoso. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Potter PA, Perry G. [tradução Gomes LT], Fundamentos de Enfermagem Rio de Janeiro, Elsevier, 2005. Carmagnani MIS et al. Procedimentos de Enfermagem – Guia Prático. Guanabara Koogan. Rio de Janeiro.2009. Mangram AJ, Horan TC, Pearson ML, Silver LC, Jarvis WR. Guideline for Prevention of Surgical Site Infection, 1999. Centers for Disease Control and Prevention(CDC) Hospital Infection Control Practices Advisory Committee. Infect 5. Control and Hosp Epidemiol 1999; 20 (4): 247--278. Organização Mundial da Saúde. Segundo desafio global para a segurança do paciente: Cirurgias seguras salvam vidas (orientações para cirurgia segura da OMS). Tradução de Marcela Sánchez Nilo e Irma Angélica Durán – Rio de Janeiro: Organização Pan-Americana da Saúde; Agência Nacional de Vigilância Sanitária, 2009. 57 POP 09 - ADMISSÃO DE PACIENTES PARA CIRURGIA ELETIVA NO CENTRO CIRÚRGICO OBJETIVO Admitir o paciente no centro cirúrgico garantindo uma assistência cirúrgica de enfermagem adequada no pré-operatório, no intra- operatório e no pós-operatório imediato. EXECUTANTES Técnico em Enfermagem; Enfermeiro; MATERIAL EPI- Equipamentos de Proteção Individual DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO Setor de cirurgia: 1) Confirmar a chegada do paciente na recepção do Hospital; 2) Providenciar AIH e entregar ao setor de internação; 3) Orientar e direcionar o paciente com exames pré-operatórios a recepção da Clínica Cirúrgica; 4) Caso paciente sem AIH, direcioná-lo a recepção da clínica cirúrgica com exames pré-operatório e ficha de informação de paciente sem AIH. Setor de Internação/ Ambulatório/ Pronto Socorro: 1) Recepcionar o paciente; 2) Orientar quanto ao vestuário de centro cirúrgico e a necessidade de levar a internação e os exames pré-operatórios; 3) Direcionar o paciente para colocar a roupa cirúrgica; 4) Comunicar ao setor do centro cirúrgico sobre a entrega do paciente para a cirurgia; 5) Caso paciente tenha recomendação de precaução/ isolamento (contato, gotículas ou aerossóis) comunicar previamente ao centro cirúrgico. 6) Chamar o técnico de transporte seguro e encaminhar o paciente a recepção do centro cirúrgico com prontuário (internação e exames pré-operatórios). 58 SETOR DO CENTRO CIRÚRGICO Técnico enfermagem do corredor/ circulante de sala: 1) Ser comunicado ou verificar se paciente está em precaução ou isolamento de contato, gotículas ou aerossois; 2) Confirmar se o paciente está agendado com antecedência em mapa cirúrgico; 3) Comunicar ao Cirurgião, caso paciente sem AIH, Internação e/ou sem exames pré-operatórios; 4) Solicitar ao cirurgião a sequência de entrada dos pacientes para cirurgia; 5) Higienizar as mãos; 6) Receber o paciente, com EPI´s necessários; 7) Orientar sobre a colocação de propé (S/N) e gorro; 8) Em caso de pertences acondicionado em sacola plástica transparente, protocolar e manter na sala operatória até saída do paciente; 9) Encaminhar o paciente para a sala operatória; 10) Verificar/ confirmar o procedimento com o cirurgião; 11) Comunicar ao anestesista o procedimento e onde se localiza o paciente; 12) Higienizar as mãos; 13) Verificar os exames Pré-operatórios, prontuário, internação (Termos de consentimento devidamente assinados); 14) No caso de ausência de algum documento, comunicar ao cirurgião e providenciar imediatamente; 15) Gerar ou solicitar para aviso de cirurgia, se necessário; 16) Abrir a ficha de anestesia e de integradores com: nome, idade, número de lote, sala e procedimento; 17) Entregar ao anestesista ficha de anestesia para o preenchimento; 18) Confirmar o preenchimento adequado da ficha; 19) Fixar os indicadores na folha de integradores e comunicar caso integrador inadequado; 20) Solicitar após a cirurgia ao cirurgião as folhas de descrição, prescrição/ evolução e, se necessário: alta, receita, laudo histopatológico (no caso de projétil por arma de fogo, providenciar folha de material consignado), cultura, hemoderivados; 21) Caso cultura ou peça histopatológico, identificar a peça com nome de 59 paciente, data de nascimento, número do atendimento, data do procedimento e tipo de material. Protocolar e encaminhar a cultura ao laboratório e a peça de histopatológico preparar com formol, armazenar e encaminhar para o laboratório credenciado. 22) Em caso de amputação identificar a peça com nome de paciente, data de nascimento, número do atendimento, data do procedimento e membro. O mesmo deve ser protocolado, comunicar ao serviço social e encaminhar ao necrotério. 23) Em caso projétil por arma de fogo e arma branca, identificar o material com nome do paciente, data de nascimento, número do atendimento, data de retirada e tipo de material. Encaminhar à direção clínica. 24) Confirmar a hora da liberação do paciente e o setor que será encaminhado; 25) Protocolar em livro conforme o motivo: a alta do Centro Cirúrgico e, se necessário: Histopatológico, cultura, projétil e pertences. SETOR DE SRPA: Técnico Enfermagem da SRPA 1) Confirmar se paciente agendado com antecedência em mapa cirúrgico; 2) Comunicar ao Cirurgião, caso paciente sem AIH, Internação e/ou sem exames pré-operatórios; 3) Solicitar ao cirurgião a sequência de entrada dos pacientes para cirurgia; 4) Higienizar as mãos; 5) Receber o paciente, com EPI s necessários conforme protocolo; 6) Orientar sobre a colocação de propé e gorro; 7) Caso algum pertence colocar em sacola plástica transparente, protocolar e manter na sala operatória até saída do paciente; 8) Encaminhar o paciente para a sala operatória. 9) Higienizar as mãos. Enfermeiro 1) Higienizar as mãos; 2) Receber e passar plantão do quadro do paciente (Sala de Emergência/UTI) 3) Receber o paciente, com EPI´s necessários conforme protocolo; 60 4) Orientar sobre a colocação de propé e gorro; 5) Caso algum pertence colocar em sacola plástica transparente, protocolar e manter na sala operatória até saída do paciente; 6) Encaminhar o paciente para a sala operatória; 7) Higienizar as mãos; 8) Verificar/confirmar o procedimento com o cirurgião; 9) Comunicar ao anestesista o procedimento e onde está localizado o paciente; 10) Verificar os exames pré-operatórios, prontuário, internação 11) Checar informações persistentes no impresso de visita pré-operatória/ direcionar a equipe de acordo com as rotinas e a sistematização da Assistência de Enfermagem (SAEP) 12) No caso de ausência de algum documento, comunicar ao cirurgião e providenciar imediatamente; 13) Atender caso intercorrências com liderança dando suporte e orientando a equipe e direcionando as ações. DOCUMENTOS COMPLEMENTARES Ficha SAEP-deve vir previamente preenchida do setor de origem. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS III diretriz de Avaliação Peri Operatória da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Arq. Bras. Cardiol. 2017; 109(3Supl.1):1-104. V 116 n° 03. MALT, Ronald A. CHEMTOB, Gilles. Plantão em anestesia e cirurgia. Porto Alegre: Artes Médicas. Matias, Prof. Dra. Ligia A. S. T.; Piccinini Filho, Dr. Luiz Condutas na avaliação préoperatória do serviço e disciplina de anestesiologia da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais - FHEMIG – Diretrizes Clínicas e Protocolos Clínicos - Avaliação Pré-Operatória De Pacientes Em Cirurgia Eletiva - 2022. 61 Mecanismos para Garantir Segurança Cirúrgica CONCEITO A segurança cirúrgica consiste numa "sequência de etapas necessárias na assistência, não apenas pelo cirurgião, mas pela equipe de profissionais de assistência à saúde, trabalhando juntos em um sistema de saúde que os apoie para benefício do paciente". A sequência de etapas para a cirurgia segura inclui: "Prevenção de infecção no sítio cirúrgico; Anestesia segura; Equipes cirúrgicas eficientes; Mensuração da assistência segura". (OMS, 2010, p. 12-15) FINALIDADE • Atender a meta internacional de assegurar cirurgia em local de intervenção, procedimento e paciente corretos respaldada pelo Programa Nacional de Segurança do Paciente. • Prevenir a ocorrência de erros decorrentes de procedimentos cirúrgicos dos pacientes em período Peri operatório, em todos os setores do Hospital: Emergências, Unidades de Internação (UI), Unidade de Terapia Intensiva (UTI), Centro Cirúrgico (CC) e Centro Obstétrico (CO). Visando, desta forma, a redução das ocorrências de incidentes, eventos adversos e a mortalidade cirúrgica. MATERIAIS NECESSÁRIOS • Pulseira de Identificação Branca, com dados do paciente internado; • Clamps de Identificação de Risco nas cores: Vermelha, Laranja e Amarela; • Lista de Verificação de Segurança Cirúrgica da Organização Mundial da Saúde; • Formulário de Notificação de Eventos Adversos e Queixas Técnicas; • Prescrição de Enfermagem do Centro Cirúrgico • Evolução de Enfermagem do Centro Cirúrgico • Relatório de Cirurgia do Centro Cirúrgico ETAPAS DO PROCEDIMENTO Período Pré-operatório 62 ● Identificação correta do paciente ● Todo paciente deverá portar de pulseira de identificação de cor branca, contendo os dados: Instituição, nome completo, data de nascimento, nº do prontuário e código de barras; ● O prontuário do paciente deverá conter informações de identificação, assim como exames atuais que comprovam o tipo de cirurgia a ser realizado; ● A confirmação dos dados de identificação deverá ser feita em todo o período Peri operatório. Conscientização do paciente sobre o procedimento: • Todo o paciente tem direito de receber orientações sobre o procedimento cirúrgico e cuidados necessários no período Peri operatório, desde o ambulatório até o momento de entrada no centro cirúrgico; • É necessário oferecer apoio emocional e psicológico ao paciente no período Peri operatório. Confirmação do sítio cirúrgico e da cirurgia realizada: • Conferir com o prontuário, história do paciente e mapa cirúrgico a cirurgia a ser realizada, bem como a confirmação do sítio cirúrgico; • Planejar cuidados específicos de enfermagem de preparação para o procedimento cirúrgico Avaliação anestésica e medicações a serem administradas: • Checar a avaliação realizada com anestesista, medicamentos a serem administrados, bem como a presença da ficha de anestesia no prontuário; • Rever a existência de alergias, comorbidades e estado geral do paciente através da coleta de dados inicial no histórico de enfermagem e ficha de anestesia; • Checar a existência de identificação de riscos para o paciente. Presença dos exames pré-operatórios e prontuário completo: • Conferência do prontuário, garantindo a integridade das informações; • Incluir os exames solicitados atualizados. 63 Método de anotação no prontuário do paciente: • Histórico e prescrição de enfermagem, baseado na Teoria das Necessidades Humanas Básicas de Wanda de Aguiar Horta, elaborados pelo enfermeiro da unidade de internação; • Preencher o checklist pela equipe de enfermagem, conferido e assinado pelo enfermeiro; • Folha de avaliação anestésica, preenchida pelo anestesista. • História clínica, anamnese e prescrição, preenchido pela equipe médica de cirurgia. Período Transoperatório ou intervenção cirúrgica Antes da indução anestésica: • Confirmar com o paciente: Identificação do paciente; Lado a ser operado; Operação a que vai ser submetido; Consentimento esclarecido para cirurgia e anestesia. • Sítio assinalado (se necessário): Confirmar o sítio cirúrgico correto e sua demarcação. • Conexão de monitor: Confirmar a conexão de um monitor multiparâmetro ao paciente e seu funcionamento; • Oximetria de Pulso Funcionando: Monitorização adequada do paciente • Revisar com anestesista: Alergias e uso de clampe vermelho em pulseira de identificação; Dificuldade respiratória, em caso de risco de aspiração, possui aspirador disponível; Risco de sangramento > 500 ml - 7 ml por kg (criança), em caso de Sim - possui acesso venoso adequado, há reposição líquidos planejada. Antes da incisão: • Todos os membros se apresentam: Nome e função • Cirurgião, Anestesista e Enfermagem confirmam verbalmente: Paciente; Lado; Procedimento; • Antimicrobianos profiláticos: administração nos últimos 60 minutos da incisão cirúrgica. c) Antecipação Eventos Críticos • Cirurgião: Quais os tempos críticos e eventos inesperados; Duração da operação; Possibilidade de sangramento. • Anestesista: Quais as preocupações especiais do caso. 64 • Enfermagem: A indicação da esterilização está correta; Os equipamentos necessários estão presentes e funcionantes; O antibiótico profilático foi administrado nos últimos 60 minutos; Disponibilidade das imagens necessárias ao procedimento para os profissionais. Antes do paciente deixar Sala Operatória: • Tipo de procedimento registrado e relatório de cirurgia realizado; • Instrumentos, compressas, gazes e agulhas foram contados; • Paciente e peças devidamente identificados; • Registro e revisão de qualquer funcionamento inadequado com algum equipamento; • Revisão do plano de cuidado e providências quanto à abordagem operatória e recuperação pós-anestésica antes da remoção do paciente da sala de cirurgia. RESPONSABILIDADES a) Enfermeiro do setor de origem : • Preparar o paciente adequadamente para o período perioperatório; • Verificar documentação correta; • Registrar a lateralidade da cirurgia de acordo com as informações do paciente. • Encaminhar o paciente ao CC; b) Anestesiologista (avaliação pré anestésica): • Realizar a avaliação pré anestésica e planejar a anestesia; • Aplicar o termo de consentimento anestésico; • Anotar no impresso de avaliação pré anestésica o nome do procedimento e lateralidade quando houver. c) Cirurgião: • Planejar e indicar o procedimento; • Identificar o local a ser operado • Aplicar o termo de Consentimento Cirúrgico. d) Centro Cirúrgico: 65 • Recepcionar todos os paciente no pré operatório; • Checar documentação correta, bem como identificação; • Termo de consentimento cirúrgico; • Termo de consentimento anestésico; • Avaliação pré-anestésica; • Marcação do membro; • Preparação da sala cirúrgica ESTRATÉGIAS DE MONITORAMENTO E INDICADORES • Manter um sistema de notificação de quedas e avaliação de suas causas; • Notificar as quedas e suas causas ao Núcleo de Segurança do Paciente; • Manter a atualização dos indicadores de queda no Hospital; • Criar uma equipe de estudos acerca dos Procedimentos Operacionais Padrão para prevenção de quedas de pacientes internados, observação e externos no Hospital. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANVISA. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Acreditação: a busca pela qualidade nos serviços de saúde. Rev. Saúde Pública. 2004; 38(2): 335-6. BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Programa Nacional de Segurança do Paciente: protocolo para cirurgia segura. PROQUALIS. Maio de 2013. OMS. Organização Mundial da Saúde - OMS (World Health Organization). Desafio global para a segurança do paciente. Manual - Cirurgias salvam vidas. Rio de Janeiro: Organização Pan-Americana de Saúde; Ministério da Saúde; Agência Nacional de Vigilância Sanitária, 2010. 66 POP 10 - MONTAGEM DE SALA OPERATÓRIA OBJETIVO(S) O processo de montagem da sala operatória tem por finalidade prever e prover materiais, instrumentais e equipamentos necessários na sala operatória de acordo com o tipo de intervenção anestésico-cirúrgico prevista assegurando as condições funcionais e técnicas para a realização do procedimento cirúrgico e para a segurança do paciente. MATERIAL ∙ Carro para transporte de material; ∙ EPI’s, luva, máscara, touca, capote e óculos de proteção; ∙ Caneta; ∙ Pacotes de campos; ∙ Pacotes de aventais; ∙ Pacotes de compressas; ∙ Pacotes de gazes; ∙ Cuba rim e redonda; ∙ Pacote para cateterismo vesical; ∙ Manoplas; ∙ Bandeja para anestesia; ∙ Bandeja de instrumentais (conforme tipo de cirurgia); ∙ Afastadores se necessário; ∙ Kit de insumos descartáveis (tubos para aspiração, sondas, luvas, lâminas, jelcos, esparadrapo, equipo...); ∙ Fios cirúrgicos; ∙ Kit de medicamentos; ∙ Material de vias aéreas; ∙ Traqueias para carro de anestesia e acessórios; ∙ Demais materiais e insumos solicitados e/ou especiais/ OPME (drenos, tela de polipropileno, clips, grampeadores etc); ∙ Soluções antissépticas ∙ Soluções para infusão endovenosa; ∙ Coletor de material perfuro-cortante; 67 ∙ Impressos (de anestesia, de enfermagem, de cirurgia etc); ∙ Foco de luz central e/ou auxiliar, caso necessário; ∙ Monitor cardíaco com ECG, PA não invasiva e oximetria; ∙ Carro de anestesia; ∙ Mesa cirúrgica – com braçadeiras e perneiras; ∙ Aspirador; ∙ Bisturi elétrico; ∙ 2 mesas auxiliares em sala; ∙ 2 suportes para soro; ∙ 1 suporte de hamper; ∙ baldes de lixo; ∙ 2 bombas de infusão; ∙ 1 torre de vídeo, caso necessário; ∙ 1 escadas; ∙ 2 estrados. Em casos de cesariana, será necessário ainda: ∙ 1 fonte de calor radiante (berço aquecido); ∙ 1 aspirador extra; ∙ 1 monitor cardíaco extra / cabo de oximetria neonatal; ∙ 1 material para intubação do RN; ∙ 1 material para assistência ao RN (seringas, sondas de aspiração, tubos para aspiração e oxigenação, compressas...); ∙ 1 material de acesso venoso no RN (jelcos, cateteres umbilicais); ∙ 1 incubadora; ∙ 1 torpedo de O², caso necessário. DESCRIÇÃO DOS PROCEDIMENTOS ∙ Conferir a programação de cirurgias do dia e a cirurgia a ser realizada na sala, verificando o nome e idade do paciente, como também material e/ou equipamento solicitado previamente também no aviso de cirurgia; ∙ Verificar condições de limpeza da sala, baldes de lixo e coletor de material perfurocortante; ∙ Conferir e testar equipamentos e mobiliários (carro de anestesia, focos, bisturi, mesa cirúrgica, pontos de gás, aspirador); 68 ∙ Observar se soluções antissépticas, algodão e frascos de soro presentes, estão em quantidade suficiente, caso não realizar abastecimento se necessários; ∙ Realizar a limpeza concorrente dos mobiliários antes da primeira cirurgia do dia; ∙ Reunir o material/equipamentos necessários de acordo com a cirurgia proposta, colocando-os de forma funcional; ∙ Checar os lavabos e repor escovas e antisséptico para degermação das mãos da equipe cirúrgica se necessário; ∙ Lavar/higienizar as mãos antes e após qualquer procedimento, conforme orientação POP-Higienização das mãos; ∙ Montar as mesas do anestesista: de medicação e insumos básicos e a de anestesia, seguindo técnica asséptica; ∙ Montar a mesa para cateterismo vesical, conforme técnica asséptica, caso necessário; Abrir as bandejas sobre as mesas de mayo: ∙ Abrir de forma asséptica os pacotes de campos, capotes e pinças serventes; • Com o auxílio das pinças serventes, cobrir a mesa de instrumental e capotes com os campos estéreis adequados; em seguida, pôr os campos e capotes; • Abastecer a mesa da instrumentação com gases, tubos para aspiração, compressas, cubas, caneta de bisturi e solução anti séptica, etc; • Providenciar soros aquecidos e acondicioná-los na caixa térmica; • Verificar se os impressos necessários estão presentes em sala e em quantidade suficiente, repondo se necessário. CONSIDERAÇÕES ESPECIAIS ∙ A montagem da sala deve ocorrer antes da chegada do paciente à mesma; • Não deverá ser aberto material estéril em excesso; • Somente abrir os pacotes de insumos (gazes, compressas, tubos, fios, etc) quanto a cirurgia estiver confirmada; • Os invólucros dos OPMES (grampeadores, clipes de titânio, etc) somente deverão ser abertos quando forem pedidos e confirmados pelo cirurgião; 69 • Comunicar previamente ao enfermeiro responsável e/ou à equipe cirúrgica se ausência de qualquer artigo ou equipamento necessário à realização da cirurgia; • Sempre verificar a data de validade e validação da esterilização dos artigos a serem utilizados e a integridade de suas embalagens, considerando não-estéril qualquer item suspeito; • Uso de pinças serventes está restrito ao circulante da sala e para montagem inicial; • O sucesso de um procedimento cirúrgico depende em maior parte de seu planejamento. Segundo a SOBECC a montagem da sala operatória deve seguir os protocolos supervisionados pelo enfermeiro, com lista de materiais, equipamentos, artigos e particularidades. Uma montagem adequada da sala, com todos os recursos necessários e uma equipe treinada, promovem uma assistência segura e de qualidade. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS SANTOS, N. C. M. Centro cirúrgico e os cuidados de enfermagem. 6. Ed. Rev. São Paulo: Iátria, 2010. SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENFERMEIROS DE CENTRO CIRÚRGICO, RECUPERAÇÃO ANESTÉSICA E CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO – SOBECC. Diretrizes de Práticas em Enfermagem Cirúrgica e Processamento de Produtos para a Saúde. SOBECC nacional, 8ª edição, 2018. 70 POP 11 - CIRCULAÇÃO DE SALA OBJETIVO(S) Proporcionar condições funcionais e técnicas necessárias para o bom andamento do ato anestésico-cirúrgico e para a segurança do paciente MATERIAL ∙ Equipamentos de sala; ∙ Material solicitado para o procedimento de acordo com o mapa cirúrgico; ∙ Mat/Med (compressa, gazes, fios, soro, seringa) solicitado no decorrer do procedimento; ∙ EPIs (touca, luva, máscara, óculos de proteção e capote); ∙ Pulseiras de identificação de RN; ∙ Caneta; ∙ Impressos de gasto de sala ∙ Fichas do paciente DESCRIÇÃO DOS PROCEDIMENTOS Em cirurgias gerais: ∙ Lavar/higienizar as mãos antes e após qualquer procedimento, conforme orientação POP- Higienização das mãos; ∙ Conferir materiais e equipamentos necessários à cirurgia; ∙ Montar sala de acordo com o POP- Montagem de Sala Operatória; ∙ Conduzir o paciente à sala operatória, com os devidos cuidados, em segurança; ∙ Afixar a placa de identificação do paciente na porta da sala de cirurgia, conforme POP- Identificação do paciente; ∙ Receber o paciente na sala operatória, de forma cordial, apresentar-se, confirmar identificação por meio da pulseira de identificação, conforme POP - Identificação do Paciente, realizar checagem de nome, data de nascimento, cirurgia proposta, período de jejum, checar retirada de adornos e próteses; ∙ Transferir o paciente para a mesa de cirurgia, em segurança; 71 ∙ Auxiliar na monitorização do paciente; ∙ Verificar venóclise, drenos e/ou sondas quando presentes; ∙ Posicionar o paciente para a anestesia; ∙ Posicioná-lo para sondagem vesical, quando aplicável, auxiliando o procedimento; ∙ Posicioná-lo conforme cirurgia e/ou orientação do cirurgião; ∙ Conter adequadamente o paciente na mesa cirúrgica conforme posição determinada para o procedimento a ser realizado; ∙ Realizar preparo da pele do paciente (tricotomia, quando indicado, e degermação); ∙ Colocar a placa neutra do bisturi, conforme recomendação (a referida placa deve ser colocada em região que contenha boa vascularização, maior área muscular, de maior proximidade da incisão cirúrgica, distanciar das proeminências óssea, usar gel específico evitando contato direto de placa-pele, para pacientes portadores de marcapasso cardíaco ou de outro implantes ativos deve se seguir a recomendação do fabricante do aparelho e evitar que o caminho a ser percorrido pela corrente passam pelo coração, eletrodos de ECG ou próteses metálicas); ∙ Auxiliar na paramentação da equipe; ∙ Colaborar na montagem das mesas auxiliares; ∙ Fornecer material estéril necessário ao instrumentador; ∙ Posicionar os focos de luz sobre o campo operatório; ∙ Reposicionar, conectar e ligar os equipamentos conforme necessidade da cirurgia; ∙ Antecipar as necessidades da equipe (fios de sutura, drenos a serem utilizados) e permanecer na sala atenta às solicitações; ∙ Solicitar a presença do enfermeiro quando necessário e comunicar imediatamente as intercorrências; ∙ Preencher os impressos de sala ∙ Acondicionar e identificar peças anatômicas que forem retiradas durante o procedimento com os seguintes itens: nome do paciente, idade, data de nascimento, prontuário, município de residência, cartão sus, médico assistente, data da cirurgia, descrição da peça anatômica); ∙ Zelar sempre pela limpeza do ambiente; ∙ Manter porta da sala fechada durante todo o procedimento; 72 Em casos de cirurgias com abertura de cavidade ou casos específicos, realizar junto à equipe, contagem das compressas, agulhas e instrumentais ∙ Ao término da cirurgia desligar focos e aparelhos elétricos; ∙ Remover campos e pinças que se encontram sobre o paciente; ∙ Limpar o paciente, trocar batas e lençois, cobri-lo e mantê-lo aquecido; ∙ Auxiliar o anestesista na reversão da anestesia; ∙ Atentar para venóclise, drenos e sondas; ∙ Fixar a placa de identificação do paciente na maca que o irá transportar, conforme POP- Identificação do Paciente; ∙ Transportar o paciente para a maca/cama com segurança; ∙ Organizar o prontuário com impressos, pertences e exames; ∙ Auxiliar no transporte do paciente junto ao anestesista para a Unidade de Recuperação Pós-Anestésica, passando o plantão para a equipe da respectiva unidade; ∙ Lavar/higienizar as mãos antes e após qualquer procedimento, conforme orientação POP- Higienização das mãos; ∙ Retornar à sala para a desmontagem da mesma de acordo com o POP -Desmontagem de Sala Operatória. Em casos de cesariana, será necessário ainda: ∙ Auxiliar a pediata nos primeiros cuidados em atendimento ao recém nascido (RN); ∙ Acondicionar a amostra de sangue do cordão umbilical em tubo apropriado (cor roxa) identificá-lo na etiqueta constante no próprio tubo devendo constar as seguintes informações: RN de nome da parturiente, prontuário e data ∙ Providenciar a identificação do RN preenchendo a pulseira seguintes itens: RN de nome da parturiente, data, hora, sexo e apgar e observando sua aplicação; ∙ Atentar para as condições clínicas do RN enquanto aguarda em berço aquecido transferência para unidades de cuidados especiais; ∙ Prestar assistência de enfermagem adequada de acordo com necessidade do momento e comunicar ao enfermeiro, quando necessário; 73 ∙ Preparar RN para transporte adequado junto à mãe ao término do procedimento. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR IEC 60601-1-2:2010 Emenda 1 2016. Equipamento eletromédico – Parte 1: Requisitos gerais para segurança básica e desempenho essencial; ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENFERMEIROS DE CENTRO CIRÚRGICO, RECUPERAÇÃO ANESTÉSICA E CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO. Práticas Recomendadas SOBECC. 6 ed. São Paulo: Manole, 2018; BRANDÃO, C.F.F. Enfermagem cirúrgica. In: Enfermagem. São Paulo: DCL 2011; EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARES (EBSERH). Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW). Comissão de Controle de Infecção Hospitalar. Protocolo clínico. Higienização das Mãos. Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH). João Pessoa. 2019. 18 p; EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARES (EBSERH). Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW). Unidade de Bloco Cirúrgico e Processamento de Material Esterelizado. Protocolo clínico. Montagem de sala operatória. Unidade de Bloco Cirúrgico e Processamento de Material Esterelizado. (UBCME). João Pessoa. 2021. 5 p; EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARES (EBSERH). Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW). Unidade de Bloco Cirúrgico e Processamento de Material Esterelizado. Protocolo clínico. Identificação do paciente. Unidade de Bloco Cirúrgico e Processamento de Material Esterelizado. (UBCME). João Pessoa. 2021. 3 p; EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARES (EBSERH). Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW). Setor de Gestão da Qualidade e Vigilância em Saúde. Protocolo. Identificação do paciente. Setor de Gestão da Qualidade e Vigilância em Saúde. (SGQVS). João Pessoa. 2020. 17 p; EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARES (EBSERH). Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW). Unidade de Bloco Cirúrgico e Processamento de Material Esterelizado. Protocolo clínico. Desmontagem 74 de sala operatória. Unidade de Bloco Cirúrgico e Processamento de Material Esterelizado. (UBCME). João Pessoa. 2021. 3 p. 75 POP 12 - INSTRUMENTAÇÃO CIRÚRGICA OBJETIVO Orientar os profissionais do bloco cirúrgico do Hospital, quanto a atividade de instrumentação cirúrgica, de modo a garantir a qualidade e a segurança do procedimento cirúrgico, atendendo ao paciente com maior eficácia e responsabilidade. MATERIAL ● Caixa de instrumental cirúrgico estéril, conforme cirurgia a ser realizada; ● Duas mesas de instrumentação cirúrgica (mesa principal e auxiliar); ● Mesa de Mayo, se necessário; ● Agulhas e fios de sutura solicitados; ● Compressas estéreis; ● Gazes estéreis; ● Campos cirúrgicos estéreis; ● Capotes; ● Caneta de bisturi elétrico; ● Lâminas de bisturi, conforme tamanho solicitado; ● Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPME), se solicitado; ● Material descartável dispensado pela Setor de Abastecimento Farmacêutico e Suprimentos. DESCRIÇÃO DOS PROCEDIMENTOS ● Conferir no mapa cirúrgico, juntamente com o aviso de cirurgia: tipo de cirurgia, insumos solicitados, equipamentos e instrumentais cirúrgicos necessários ao ato cirúrgico; sempre confirmando as informações com o enfermeiro responsável; ● Atentar, de forma criteriosa, à validade da esterilização e à integridade das embalagens; ● Organizar todos os instrumentos cirúrgicos que serão usados (equipamentos de uso rotineiro e os de uso excepcional), assim como os materiais de consumo e os descartáveis; ∙ Lavar/higienizar as mãos antes e após qualquer procedimento, conforme 76 orientações do protocolo- Higienização das Mãos; ∙ Paramentar-se, com técnica asséptica, cerca de 15 minutos antes do procedimento a ser realizado; ● Auxiliar os demais membros da equipe a se paramentar; ● Conferir qualitativa e quantitativamente os instrumentais cirúrgicos, antes e após o término das cirurgias, comunicando qualquer problema ao enfermeiro responsável; ● Conhecer o instrumental cirúrgico por seus nomes e dispô-los sobre a mesa, de acordo com seu tempo cirúrgico; ● Prever e solicitar ao circulante de sala, materiais complementares, quando necessário; ● Entregar o instrumental cirúrgico ao cirurgião e assistentes, de forma criteriosa, com habilidade, presteza e sincronia, mantendo os instrumentos prontos e limpos, preparando-os previamente com gazes montadas, fios nos porta-agulhas etc; ● Posicionar a mesa de instrumentos de forma oblíqua ou perpendicular à mesa cirúrgica, geralmente do lado contrário ao cirurgião, para que o instrumentador possa ter controle visual dos instrumentos da mesa, do campo operatório, do cirurgião e auxiliares, facilitando o seu campo de visão; ● Realizar contagem, em voz alta, para que seja registrada a quantidade de compressas, gazes e agulhas, antes de iniciar o procedimento e antes de iniciar o fechamento da parede, com o fim de evitar que algum item seja esquecido na cavidade do cliente; ● Desprezar adequadamente os materiais contaminados e os perfurocortantes em recipientes rígidos para essa finalidade; ● Auxiliar no curativo, se solicitado; ● Conferir todo o instrumental, após o uso, observando sua integridade e quantidade, acondicionando-o em sua caixa de origem, deixando as pinças abertas (exceto as pontiagudas, a fim de evitar acidentes) e colocando as pinças delicadas sobrepostas às pesadas, evitando que sejam danificadas. Observação: ● Entrar no bloco cirúrgico sem adornos; ● Usar roupas privativas do bloco cirúrgico; 77 ● Manter as unhas limpas e curtas; ● Zelar pelo estado funcional dos aparelhos usados em sala operatória e instrumentais; ● Manter-se atualizado profissionalmente; REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRASIL. Resolução COFEN-214/1998. Dispõe sobre a Instrumentação Cirúrgica. BRASIL. Resolução COFEN-280/2003. Dispõe sobre a proibição do Profissional de Enfermagem em auxiliar em procedimentos cirúrgicos. DANTAS, V. P. C.; MAIA, F. S. B.; MARTINS, D. L. PRT.SCIRAS.001. Protocolo Higienização das Mãos. EBSERH/HULW, 2021; OLIVEIRA, R. G. Blackbook – Enfermagem. 1 ed. Belo Horizonte: Editora Black Book, 2016; SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENFERMEIROS DE CENTRO CIRÚRGICO, RECUPERAÇÃO ANESTÉSICA E CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO (SOBECC). Práticas Recomendadas – SOBECC. 7 ed. São Paulo: Manole/SOBECC, 2017. 78 POP 13 - DESMONTAGEM DE SALA OBJETIVO(S) Proporcionar condições funcionais e higiênicas para novo procedimento na sala cirúrgica, removendo materiais e equipamentos utilizados e não utilizados no procedimento, dando-lhes o destino apropriado, deixando a sala limpa e organizada possibilitando a montagem para a próxima cirurgia. MATERIAL ∙ Compressas ∙ Soluções antissépticas ∙ Mesa para transporte dos materiais ∙ Caixas para acondicionamento de instrumentais ∙ Detergente enzimático ∙ EPIs luva, máscara, touca, compressa limpa, óculos de proteção e capote; ∙ Alcool à 70%, ∙ Água, sabão neutro e papel toalha. DESCRIÇÃO DOS PROCEDIMENTOS ∙ Lavar/higienizar as mãos antes e após qualquer atividade, conforme orientação POP-Higienização das mãos; ∙ Recolher campos cirúrgicos e capotes no hamper; ∙ Observar se há algum instrumental preso entre os campos; ∙ Descartar perfuro-cortantes no lixo próprio; ∙ Aspirar às soluções restantes das mesas, que não devem ser jogadas no lixo ou hamper; ∙ Encaminhar o frasco de aspiração para o expurgo externo; ∙ Recolher o material de vias aéreas, utilizado e deixar no expurgo interno; ∙ Contar e conferir os instrumentais de acordo com o check list da caixa e encaminhá-los em suas devidas caixas ao expurgo interno; ∙ Recolher o kit com descartáveis não utilizados e devolvê-lo à UPS; ∙ Recolher o kit com medicamentos não utilizados e devolvê-lo à farmácia; ∙ Desligar monitor e aparelho de anestesia reorganizando-os (atentar para desligar também os gases, se necessário); 79 ∙ Conferir se todos os aparelhos elétricos foram desligados corretamente; ∙ Realizar a limpeza, utilizando compressa limpa e alcool à 70% (ex: os cabos de eletrodos, oxímetro, manguito de pressão, capnógrafo), conforme orientação POP-Higienização Hospitalar, e realizar reorganização dos equipamentos em sala cirúrgica; ∙ Realizar limpeza do material de anestesia utilizado na intubação (cabo de laringoscópio) com alcool à 70%, conforme orientação POP-Higienização Hospitalar, sendo após devolvido à sala de anestesia; e caso haja presença de sujidades aparente no material, realizar retirada das pilhas e enviar a Central de Material de Esterilização para realizar higienização com detergente enzimático, e devolvê-lo à sala de anestesia; ∙ Realizar limpeza das mobílias e equipamentos, inclusive de equipamentos utilizados de auxílio (como torre de VDL, bisturis específicos, incubadoras, berço, bisturi elétrico, monitores, bombas de infusão, etc), conforme Protocolo de Higienização Hospitalar elaborado pela SCIRAS; ∙ Comunicar ao serviço de higienização para realizar a limpeza do ambiente e recolher os sacos de roupas e lixo; ∙ Conferir higiene realizada e preparar a sala para a próxima cirurgia. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENFERMEIROS DE CENTRO CIRÚRGICO, RECUPERAÇÃO ANESTÉSICA E CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO. Diretrizes de práticas em enfermagem cirúrgica e processamento de produtos para a saúde. 7a ed. Barueri: Manole; São Paulo: SOBECC. 2017. EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARES (EBSERH). Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW). Comissão de Controle de Infecção Hospitalar. Protocolo clínico. Higienização Hospitalar. Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH). João Pessoa. 2019. 50 p; EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARES (EBSERH). Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW). Comissão de Controle de Infecção Hospitalar. Protocolo clínico. Higienização das Mãos. Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH). João Pessoa. 2019. 18 p; 80 SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENFERMEIROS DE CENTRO CIRÚRGICO, RECUPERAÇÃO ANESTÉSICA E CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO – SOBECC. Práticas Recomenda da SOBECC, 8ª edição. São Paulo: SOBECC, 2018. 81 POP 14 - ELABORAÇÃO DA PROGRAMAÇÃO CIRÚRGICA OBJETIVO(S) Planejar os serviços de assistência perioperatória, considerando a importância de elaborar uma rotina na construção da programação cirúrgica, com intento de proporcionar assistência integral, de qualidade e ponderando todas as informações pertinentes ao processo. MATERIAL ∙ Computador; ∙ Impressora; ∙ Papel A4. DESCRIÇÃO DOS PROCEDIMENTOS ● Construir programação cirúrgica semanal a partir da coleta de dados, em planilha disponibilizada anteriormente pelo Centro Cirúrgico em conformidade com a disponibilidade diária de anestesiologistas; ● Receber os avisos físicos do Núcleo Interno de Regulação afim de realizar conferência de dados referentes aos procedimentos; ● Conferir os resultados dos exames RT-PCR; ● Adequar os procedimentos conforme disponibilidades de salas cirúrgicas; ● Solicitar escala dos profissionais anestesiologistas e da enfermagem aos responsáveis técnicos conforme distribuição dos procedimentos; ● Realizar publicação de programação cirúrgica pelo e-mail aos setores e serviços relacionados ao processo. Observações ∙ A programação cirúrgica é um mecanismo fundamental para planejamento da assistência perioperatória, sendo possível dimensionar as salas cirúrgicas, procedimentos agendados, além de trazer dados dos pacientes, como nome, idade, registro, origem, cirurgia a ser realizada, porte cirúrgico, equipes cirúrgicas, anestesiologistas, pessoal de enfermagem e serviços de apoio imprescindíveis. 82 Os serviços de assistência perioperatória exige-se articulação de diversos setores a partir de informações relevantes a esse processo e deslindando alcançar a boa produtividade cirúrgica são necessários observar alguns aspectos, dentre eles podemos elencar: ● adequação e disponibilidade da estrutura física, ● dimensionamento dos recursos humanos, ● previsão e provisão de recursos materiais, ● equipamentos, ● interlocução dos setores e serviços que participam direta e indiretamente na execução dos procedimentos cirúrgicos REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENFERMEIROS DE CENTRO CIRÚRGICO, RECUPERAÇÃO ANESTÉSICA E CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO. Diretrizes de práticas em enfermagem cirúrgica e processamento de produtos para a saúde. 7a ed. Barueri: Manole; São Paulo: SOBECC; 2017; BONACIM, C. A. G; ARAÚJO, A. M. P. Gestão de custos aplicada a hospitais universitários públicos: a experiência do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP. Rev Adm Pública [Internet]. 2010 CARVALHO, R.; BIANCHI, E.R.F. Enfermagem em centro cirúrgico e recuperação. 2ª ed. São Paulo: Manole; 2016. 83 POP 15 - ENCAMINHAMENTO DE ESPÉCIME CIRÚRGICO PARA O LABORATÓRIO DE ANATOMIA PATOLÓGICA (LAP) OBJETIVO Realizar o encaminhamento dos espécimes cirúrgicos para o Laboratório de Anatomia Patológica (LAP). MATERIAL ● Frasco com peça devidamente identificada; ● Guia de solicitação do exame com as devidas numerações ● Livro de protocolo; ● Caixa de transporte. DESCRIÇÃO DOS PROCEDIMENTOS ● Designar, através da escala de atribuição diária, um enfermeiro para conferência e envio das peças. ● Verificar se todos os espécimes cirúrgicos a serem encaminhados para o Laboratório de Anatomia Patológica - LAP estão armazenados em frasco próprio, devidamente fechado, com formol suficiente para cobrir toda a peça; ● Conferir as informações registradas na etiqueta de identificação da peça com os dados descritos na guia de solicitação do exame. Dados de conferência: ❖ nome do paciente; ❖ número de registro no hospital; ❖ data de nascimento; ❖ sexo; ❖ número de identificação no Sistema Único de Saúde (SUS); ❖ endereço; ❖ data da cirurgia; ❖ identificação da equipe cirúrgica; ❖ nome do espécime; ❖ localização (local e lateralidade) da qual o espécime foi obtido e; 84 ❖ numeração. ● Registrar, em livro de protocolo específico, cada peça encaminhada ao Laboratório de Anatomia Patológica (LAP), com nome completo do paciente, número do prontuário hospitalar e nome da peça; ● Enviar ao Laboratório de Anatomia Patológica (LAP) os frascos contendo as peças em caixa para transporte com as devidas numerações ● Repetir a rotina diariamente, exceto aos sábados, domingos e feriados. Caso haja solicitação de exames nestes dias, o encaminhamento da peça deverá ser realizado no próximo dia útil. Cuidados especiais ●Encaminhar as peças para biópsia de congelação devidamente acondicionadas em frasco sem adição de formol ou qualquer outra solução. ●Deve ser enviada, juntamente com estas peças, guia de solicitação do exame com as devidas numerações. ●O envio da peça deverá ser imediato após a sua retirada cirúrgica, ademais deve ser realizado o registro em livro de protocolo específico constando o nome completo do paciente, número do prontuário hospitalar, nome da peça e numeração. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA). Manual Cirurgias Seguras Salvam Vidas: aliança mundial para segurança do paciente, 2008. 85 POP 16 - RECOMENDAÇÕES DE USO E POP DE REPROCESSAMENTO DE FURADEIRAS CIRÚRGICAS As furadeiras são equipamento fundamental para a realização de cirurgias que porventura necessitem que se faça a perfuração de estruturas ósseas para determinado fim (curativo/corretivo), na antiguidade, o uso de furadeiras domésticas era rotina no dia-a-dia das instituições de saúde, mas, foram caindo em desuso conforme os avanços da medicina e o desenvolvimento de equipamentos específicos para este fim, para a manutenção da saúde e segurança dos pacientes e profissionais, até que no ano de 2017, a ANVISA (Agencia Nacional de Vigilância Sanitária) restringiu de maneira definitiva o uso de aparelhos domésticos para tal finalidade por meio da NOTA TÉCNICA Nº 40/2017 – GRECS/GGTES/ANVISA. UTILIZAÇÃO DE “FURADEIRAS DOMÉSTICAS” EM PROCEDIMENTOS CIRÚRGICOS que em sua íntegra diz: ...NOTA TÉCNICA Nº 40/2017 – GRECS/GGTES/ANVISA. UTILIZAÇÃO DE “FURADEIRAS DOMÉSTICAS” EM PROCEDIMENTOS CIRÚRGICOS. Esta Nota Técnica disponibiliza orientações referentes às medidas de controle sanitário que devem ser observadas por serviços de saúde no país que executam procedimentos cirúrgicos. Especificamente sobre a prática de utilização de “furadeiras domésticas” em procedimentos cirúrgicos, temos a informar que: 1. A Lei nº 6360/76 aponta a necessidade de registro ou autorização do órgão sanitário competente no que se refere a utilização de produtos utilizados para tratamentos de saúde, mediante disposto em seu artigo 25: “Art. 25 - Os aparelhos, instrumentos e acessórios usados em medicina, odontologia e atividades afins, bem como nas de educação física, embelezamento ou correção estética, somente poderão ser fabricados, ou importados, para entrega ao consumo e exposição à venda, depois que o Ministério da Saúde se pronunciar sobre a obrigatoriedade ou não do registro.” Além do Decreto nº 8077/2013, que regulamenta a lei, a regularização de produtos para a saúde, outrora definidos como correlatos, ocorre mediante os critérios estabelecidos pela RDC/Anvisa nº 185/2001. Ressalta-se 86 ainda que, segundo a Lei 6437/77, art. 10, inciso IV, constitui infração sanitária o uso de produtos sem “registro, licença ou autorizações do órgão sanitário competente, ou contrariando o disposto na legislação sanitária pertinente”. 2. Há quase dez anos (em 2008) a Anvisa se pronunciou sobre a obrigatoriedade de registro de “furadeiras” para uso em cirurgias neurológicas e ortopédicas, por meio da Nota Técnica nº129/2008 GQUIP/GGTPS/Anvisa, informando o seu enquadramento enquanto produto médico ativo para terapia como “Equipamento Cirúrgico para Ortopedia”. 3. No mesmo período, foi emitido o Alerta de Tecno vigilância nº 939/2008 UTVIG/NUVIG/Anvisa, que reitera que as “Furadeiras domésticas” não foram originalmente concebidas para serem utilizadas como produto médico e que sua utilização em procedimentos cirúrgicos, além de incorrer em infração sanitária, representa grave risco à saúde da população. Neste sentido destaca-se: “ A Furadeira doméstica não apresenta controle da rotação; pode aspirar partículas de osso para seu interior; Não pode ser esterilizada; A lubrificação a óleo pode contaminar o campo cirúrgico; Não está protegida do risco de descarga elétrica.” Destaca-se ainda a existência de motores cirúrgicos próprios para a realização de cirurgias, devidamente regularizados perante a Anvisa, que cumprem requisitos mínimos de segurança. 4. Além disso, a GGTES, à época, expediu parecer sobre a esterilização deste produto, destacando a impossibilidade de esterilizar este tipo de produto não apenas por questões legais, mas pela dificuldade de realizar limpeza de superfícies internas, o que compromete a eficácia da esterilização; questões de segurança elétrica relacionada a necessidade de utilizar água durante o processamento; e a possibilidade de contaminação do campo operatório por meio de aerossóis gerados no momento de utilização quando a limpeza, desinfecção e esterilização não são possíveis. 5. Neste sentido, destaca-se também a obrigatoriedade do serviço de saúde em garantir a segurança cirúrgica, de forma que os materiais e 87 equipamentos sejam utilizados exclusivamente para os fins a que se destinam, conforme preconizado nos art. 8º e 55 da RDC nº 63/2011. Mediante razões expostas, reiteramos que a utilização de “furadeiras domésticas” em cirurgias constitui infração sanitária, sendo passível de apuração por meio de processo administrativo sanitário, sem prejuízo da responsabilização civil e criminal cabível aos infratores, mediante legislação vigente. Portanto, esta prática deve ser coibida com o propósito de resguardar a segurança dos pacientes. Neste sentido, as medidas adotadas pelas autoridades sanitárias de estados e municípios devem seguir os procedimentos definidos no âmbito local para aquelas situações em que são encontrados produtos em circulação e situação de uso de maneira irregular. Deste modo, o texto a seguir tem como objetivo padronizar os cuidados no reprocessamento de furadeiras cirúrgicas no âmbito do CME das unidades geridas pelo Instituto Social Saúde São Lucas-ISSSL. Introdução A limpeza, desinfecção e esterilização de produtos para a saúde é de essencial importância na prevenção de processos infecciosos relacionados ao uso destes produtos. Em especial, a limpeza das furadeiras elétricas, utilizadas em cirurgias, constitui um grande desafio para os profissionais mediante a dificuldade de garantia da eficácia do processo, já que essa não pode ser imersa em solução enzimática. O controle do fluxo (rastreabilidade)dos referidos equipamentos nos serviços de saúde se faz necessário devido ao alto custo dos produtos. Objetivos ● Garantir limpeza e funcionamento adequados do equipamento; ● Remover sujidade; ● Reduzir a carga microbiana; ● Prevenir infecções hospitalares; ● Controlar a entrada e saída do equipamento na CME. 88 Campos de aplicação ● CME Responsabilidade/ competência ● Compete aos Enfermeiros Supervisores orientar, acompanhar, supervisionar e avaliar as atividades relacionadas à limpeza de furadeiras; ● Compete aos AE, TE e Enfermeiro Assistencial a execução das atividades de todas as etapas da limpeza de furadeiras. Referências normativas ● RDC 15 de 15/03/2012 - ANVISA - dispõe sobre requisitos de boas práticas para o processamento de produtos para a saúde e dá outras providências. ● RDC 001/2010 - Exigência de Certificação de Cumprimento de Boas Práticas de Fabricação e Controle, para fins de registro e revalidação de registro de Produtos para a Saúde conforme previsto na RDC nº 25/2009; ● Norma técnica 129/2008 de 10 de setembro de 2008, ANVISA esclarece sobre o processo de registro de produtos para uso em saúde; ● Alerta 939 de 09/09/2008, ANVISA esclarece sobre equipamento cirúrgico para ortopedia. ● RDC 08 de 27/02/09 - Dispões sobre as medidas para redução da ocorrência de infecções por Micobactérias de Crescimento Rápido (MCR) em serviços de saúde. Definições Detergentes: produto destinado a limpeza de artigos e superfícies por meio da diminuição da tensão superficial, composto por grupo de substâncias sintéticas, orgânicas, líquidas ou pós-solúveis em água que contêm agentes umectantes e emulsificantes que suspendem a sujidade e 89 evitam a formação de compostos insolúveis ou espuma no instrumento ou na superfície; Embalagem para esterilização de produtos para saúde: invólucro que permite a entrada e saída do ar e do agente esterilizante e impede a entrada de micro-organismos: Limpeza: remoção de sujidades orgânicas e inorgânicas; redução da carga microbiana presente nos produtos para saúde, utilizando água, detergentes, produtos e acessórios de limpeza, por meio de ação mecânica (manual ou automatizada), atuando em superfícies internas (lúmen) e externas, de forma a tornar o produto seguro para manuseio e preparado para desinfecção ou esterilização; Rastreabilidade: capacidade de traçar o histórico do processamento do produto para saúde e da sua utilização por meio de informações previamente registradas; Conteúdo padrão Recursos Necessários ● EPI - luvas de procedimento, luvas de borracha antiderrapante, luvas térmicas, luvas cirúrgicas, touca, avental impermeável, óculos de proteção, sapato fechado, máscara cirúrgica; ● Água; ● Detergente enzimático; ● Sistema de registro próprio; ● Sabonete líquido; ● Gel alcoólico 70%; ● Compressas; ● Escovas; ● Recipiente plástico; ● Ar comprimido; Principais passos Recebimento / Conferência 90 ● Lavar as mãos com água, sabão secar e friccionar com gel alcoólico por 15 segundos; ● Usar EPI; ● Receber e conferir as peças da furadeira (peça de mão, adaptador, cabo c/bateria e borboleta); ● Registrar a entrada por meio do Sistema próprio; ● Proceder à limpeza das furadeiras e componentes com solução de detergente enzimático com auxílio das escovas próprias; Peça de mão: furadeiras ● Aplicar água sobre superfície da peça com o cabeçote virado para baixo ● Aplicar água através da cânula removendo os resíduos existentes; ● Utilizar compressa umedecida em solução enzimática na superfície de toda a furadeira; ● Utilizar escova para canulados umedecida em solução enzimática para a remoção de resíduos e na cabeça de fixação do adaptador; ● Enxaguar em água corrente, com o cabeçote virado para baixo e protegendo o conector elétrico; Adaptadores ● Aplicar água sobre a superfície com a ponta da peça direcionada para baixo; ● Proceder à limpeza com solução enzimática e escova própria no interior do adaptador de dentro para fora; ● Utilizar escova pequena nas pontas e ranhuras da peça; ● Enxaguar em água corrente, com a ponta da peça direcionada para baixo; ● Cabo da bateria ● Limpar toda a superfície do cabo e bateria com uma compressa umedecida com solução de detergente enzimático; ● Enxaguar toda a superfície do cabo e bateria com uma compressa umedecida com água; Caixa 91 ● Colocar a caixa em solução enzimática, e aguardar tempo de exposição de acordo com o fabricante; ● Friccionar a superfície externa e interna com escova, 5 vezes, até a eliminação de sujidade visível certificando-se de que todas as reentrâncias foram lavadas; ● Enxaguar em água corrente; Secagem ● Secar a superfície de todas as peças com uma compressa e ar comprimido; ● Secar a caixa com compressa Cuidados Especiais Não imergir a peça de mão na solução enzimática; Não imergir a bateria na solução enzimática; Não imergir o conector elétrico na solução enzimática; Não imergir os adaptadores na solução enzimática; Não aplicar água no cabeçote e no ponto de conexão da bateria; Não aplicar água no conector elétrico; Siglas CME - Central de Material e Esterilização BC - Bloco Cirúrgico EPI - Equipamento de proteção individual AE - Auxiliar de enfermagem TE - Técnico de enfermagem EA - Enfermeiro assistencial RDC - Resolução da Diretoria Colegiada; ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária; POP- Procedimento Operacional Padrão SO - Sala operatória NA - Não se aplica Referências SOBECC. Práticas Recomendadas 6º ed. São Paulo, 2013 92 PROCEDIMENTO OPERACIONAL CENTRAL DE MATERIAIS E ESTERILIZAÇÃO HOSPITAL MUNICIPAL EUCLIDES HORST CAMPO NOVO DO PARECIS- MT Versão 2.0 Elaboração: Francislaine de Almeida de Sousa – Gerente de Enfermagem Institucional -ISSSL Natasha Bruna Souza AugustinSupervisora de Enfermagem Institucional- ISSSL Data da elaboração: 01/03/2024 Revisor: Natasha Bruna Souza AugustinSupervisora de Enfermagem Institucional- ISSSL Data da revisão: 03/09/2025 Validação: Adriana Antunes de Matos - RT de enfermagem Data da validação: 03/09/2025 Aprovação: Ana Claudia Saito- Coordenadora de enfermagem CC e CME Data da aprovação: 03/09/2025 Histórico de atualizações do documento Versã o Emissão/Revisão Próxima Versão Descrição da alteração 01 01/03/2024 01/03/2027 Elaboração do documento 02 03/09/2025 03/09/2028 Avaliação e Readequação Sumário 1. CONCEITOS 6 1.2 ESTRUTURA FÍSICA 8 1.3 FLUXOGRAMA 13 1.4 PROCESSAMENTO DE SUPERFÍCIES 14 1.5 PROCESSOS ENVOLVIDOS NA ESTERILIZAÇÃO 15 1.6 ÁREA DE LIMPEZA 18 1.7 PROCESSAMENTO DE ARTIGOS 20 1.8 TRANSMISSÃO DE INFECÇÕES 21 1.9 RECURSOS HUMANOS, SEGURANÇA NO TRABALHO E INFRAESTRUTURA 22 POP 01 - PARAMENTAÇÃO E DESPARAMENTAÇÃO NO EXPURGO DA CME 27 POP 02 - HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS 30 POP 03 - ROTINA DE TRABALHO PARA O FUNCIONÁRIO DA ÁREA DE ESTERILIZAÇÃO 34 POP 04 - ROTINA DE TRABALHO DO FUNCIONÁRIO DA ÁREA DE GUARDA E DISTRIBUIÇÃO DE MATERIAIS 35 POP 05 - LAVAGEM DE MATERIAIS 37 POP 06 - PREPARO DE MATERIAIS 39 POP 07 - PREPARO E EMPACOTAMENTO DE PRODUTOS PARA ESTERILIZAÇÃO 43 POP 08 - PREPARO DO AVENTAL 56 POP 09 - PREPARO DE CAMPO 60 POP 10 - PREPARO DE COMPRESSAS 66 POP 11 - LIMPEZA DAS AUTOCLAVES 68 POP 12 - ESTERILIZAÇÃO A VAPOR 72 POP 13 - TESTE BOWIE &DICK 75 POP 14 - TESTE BIOLÓGICO 82 MANIPULAÇÃO APÓS AUTOCLAVAGEM 86 POP 15 - ARMAZENAMENTO E TRANSPORTE DE MATERIAIS 90 POP 16 - DESINFECÇÃO E LIMPEZA DA UNIDADE 92 Princípios básicos para a limpeza: 92 POP 17 - TROCA DE DESCARPACK 95 POP 18 - REPROCESSAMENTO DE FURADEIRAS CIRÚRGICAS 97 POP 19 – CUIDADOS COM EQUIPAMENTOS 101 POP 20 - RECEPÇÃO DE MATERIAIS 104 POP 21 - USO DO INTEGRADOR QUÍMICO A VAPOR 106 POP 22 - CONTROLE DA DATA LIMITE DOS MATERIAIS PROCESSADOS NO CME 111 POP 23 - PROCESSAMENTO DE ESCOVAS E ESPONJAS DA CME 114 POP 24 - LAVADORA ULTRASSÔNICA 115 POP 25 - ROTINAS DE LIMPEZA 119 4 POP 26 - CRITÉRIOS PARA SUBSTITUIÇÃO DE ARTIGOS/INSTRUMENTAIS 130 POP 27 - ARMAZENAMENTO E DISTRIBUIÇÃO DOS MATERIAIS 131 POP 28 - LIMPEZA E ORGANIZAÇÃO DO CME 133 POP 29 - PADRONIZAÇÃO DOS KITS 136 POP 30 – MONITORAMENTO DE TÊXTEIS. 154 POP 31 – CONTROLE DE TEMPERATURA E UMIDADE . 160 Anexos: 162 Formulário de Controle de Temperatura e Umidade. 162 POP 32 – MANUSEIO DA SELADORA AUTOMATIZADA. 165 1. OBJETIVO 165 2. ABRANGÊNCIA 165 3. DEFINIÇÕES 165 4. RESPONSABILIDADES 165 5. MATERIAIS 166 6. PROCEDIMENTO 166 6.1 Preparação da Seladora 166 6.2 Selagem das Embalagens 166 6.3 Após o Uso 167 7. CONTROLE E MANUTENÇÃO 167 8. REGISTROS 167 9. REFERÊNCIAS 167 POP 33 – CONTROLE DE SELAGEM DOS MATERIAIS ESTERILIZADOS 168 1. OBJETIVO 168 2. ABRANGÊNCIA 168 3. DEFINIÇÕES 168 4. RESPONSABILIDADES 168 5. MATERIAIS NECESSÁRIOS 169 6. PROCEDIMENTO 169 6.1 Verificação Prévia da Seladora 169 6.2 Processo de Selagem 170 6.3 Identificação do Pacote 170 6.4 Armazenamento 170 7. REGISTROS 170 8. DISPOSIÇÕES GERAIS 171 10. PASSO A PASSO PARA O TESTE DE SELAGEM 171 10. ANEXOS 174 11. REFERÊNCIAS 176 5 1. CONCEITOS A Central de Material e Esterilização (CME) é uma unidade funcional destinada ao Processamento de Produtos para Saúde. A Resolução da Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) de 15 de março de 2012, conhecida como RDC nº 15, dispõe sobre requisitos de boas práticas para o processamento de produtos para saúde e dá outras providências. Este Regulamento tem como objetivo garantir a segurança do paciente e dos profissionais envolvidos. A Central de Material e Esterilização (CME) também conhecida como Centro de Material Estéril ou Centro de Material Esterilizado é um setor destinado a limpeza, preparo, empacotamento, esterilização e distribuição de todos os produtos para a saúde médico-hospitalar. A CME tem como missão seguir as Diretrizes de Práticas para o Processamento de Produtos para Saúde, prover todos os serviços assistenciais e de diagnóstico com materiais processados, garantindo a quantidade e a qualidade necessárias para uma assistência segura. A importância no Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) associado à CME está relacionada à prevenção de infecção do sítio cirúrgico por ser uma das principais complicações causadas em pacientes que passam por cirurgias. Dessa forma o material utilizado no procedimento cirúrgico deve ser processado adequadamente para que não proporcione contaminação e transmissão de microrganismos. A prevenção de infecção pode ser feita por meio de atitudes simples como a correta limpeza de instrumentais cirúrgicos e demais dispositivos. Isso justifica a importância da CME, pois com a crescente resistência de microrganismos a agentes químicos e físicos, o setor deve manter o rigor e uma constante atualização das formas de processo de limpeza. No Brasil as primeiras CMEs foram implantadas na década de 1950, desde então vem sendo constantemente desenvolvidas. No passado a CME não tinha funcionamento centralizado e muitos materiais eram preparados nas unidades de internação e esterilizados na CME. Hoje, com a demanda e a complexidade dos materiais e equipamentos cirúrgicos, houve a necessidade de implementação de novas formas de prepará-los e processá-los. 6 Protocolos atualizados e com base em conhecimento científico se tornam fundamentais para direcionar as ações dos profissionais de enfermagem desta unidade. 7 1.2 ESTRUTURA FÍSICA A RDC nº 50, de 21 de Fevereiro de 2002, com texto alterado pela RDC nº 307, de 14 de Novembro de 2002 e RDC nº 189, de 18 de Julho de 2003, dispõe sobre o Regulamento Técnico para planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos físicos. Este regulamento técnico normatiza que, para cada atividade desenvolvida no CME deve haver ambiente obrigatório com dimensões mínimas e instalações necessárias. As recomendações estão descritas a seguir: I. Os pisos e paredes devem ser laváveis, com o mínimo de juntas e em bom estado de conservação; II. As bancadas devem ser usadas para inspeção, secagem, preparo, embalagem, conferência e apoio. Devem ser de fácil higienização e favorecer a ergonomia do funcionário; III. As superfícies devem ser impermeáveis, lisas, laváveis, de cor clara e de fácil manutenção; IV. O ambiente deve ser iluminado para favorecer a conferência da limpeza. Porém deve-se evitar o contato direto da luz do sol na área de armazenagem; V. As janelas do CME devem ser protegidas com telas milimétricas para evitar a entrada de insetos e roedores; VI. A ventilação mecânica ou natural é permitida na área suja, porém deve ser evitada na área limpa e estéril. De modo geral, recomenda-se: Estrutura Descrição Justificativa Pisos Pode-se trabalhar com uma solução única ou por ambiente. Em áreas limpas, recomenda-se optar por pisos sem juntas e, em áreas úmidas, pisos antiderrapantes e sem porosidade: optar por pisos resistentes à abrasão e a riscos, que suportem limpeza úmida frequente e aplicação de agentes químicos de limpeza. O tráfego intenso de carros para transporte de Processamento de Produtos para Saúde requer que os rodízios desses sejam apropriados para o tipo de piso e o volume a ser transportado; os pisos antiderrapantes previnem quedas. 8 Paredes Em áreas molhadas ou em que as paredes são constantemente lavadas, deve-se optar por revestimentos impermeáveis, sem porosidade e resistentes à abrasão. Áreas com movimentação de carros e regiões sujeitas a impactos de carrinhos requerem proteção mecânica. Propiciar maior facilidade de manutenção e durabilidade. Teto/forros Embora o teto não seja uma área higienizada com a mesma frequência e intensidade que pisos e paredes, o material empregado deve permitir o grau de limpeza necessário; nas áreas em que vapores estão presentes e podem entrar em contato com forro, deve-se optar por um material impermeável. Outro aspecto importante a ser observado é a junção perfeita das placas do forro, eliminando vãos e frestas entre elas. Propiciar maior facilidade de manutenção e maior durabilidade, além de maior controle de limpeza Portas Devem ser de material durável e resistente, pois estão constantemente sujeitas a lavagem e a impactos mecânicos Garantir maior facilidade de limpeza e maior durabilidade. Bancadas Destinam-se a realização de diferentes atividades, algumas leves ou administrativas, outras sujeitas a impactos e riscos, a escolha do material deve ser adequada à natureza do trabalho a ser realizado, à resistência, à limpeza úmida e ao uso de produtos saneantes; a altura deve proporcionar a postura ergonômica do trabalhador. Garantir facilidade de manutenção e maior durabilidade e prevenção de riscos ocupacionais. Cores Não há um padrão determinado, embora predominem as cores claras para proporcionar conforto ambiental e melhorar o desempenho dos trabalhadores Proporcionar conforto ambiental e melhora do desempenho do trabalhador 9 Iluminação Deve ter iluminação geral satisfatória, além da específica em algumas bancadas de trabalho, que requeiram maior acuidade visual e proporcionar conforto visual aos trabalhadores com maior eficiência na inspeção e preparo de PPS Proporcionar conforto visual dos trabalhadores e maior eficiência na inspeção do preparo de PPS Fonte: Diretrizes de práticas em enfermagem cirúrgica e processamento de produtos para a saúde - SOBECC/Associação Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica e Centro de Material e Esterilização. 7 ed: Manole; 2017 O CME deve ser dividido minimamente em três áreas separadas por barreira física, são elas: 1.2.1 Área suja: Destinada ao recebimento e separação dos materiais sujos advindo dos setores de assistência. Local onde é realizado o processo de recepção, limpeza e inspeção da limpeza e integridade dos instrumentais. Deve ser de acesso restrito ao fluxo de pessoas e os profissionais da saúde deverão trabalhar paramentados com gorro, máscara, luva de borracha cano longo, avental de brim manga longa, avental impermeável, óculos de proteção e sapato fechado. 1.2.2 Área limpa: Local destinado aos processos de desinfecção, secagem, separação dos instrumentais, conferência da limpeza, funcionalidade e integridade dos artigos. Assim como empacotamento, selagem das embalagens e esterilização. Local de acesso restrito ao fluxo de pessoas e os profissionais deverão trabalhar paramentados com gorro, avental, luva de procedimento e sapato fechado. 1.2.3 Área de guarda e distribuição de artigos esterilizados: Local destinado à guarda dos instrumentais esterilizados e dispensação dos mesmos, com fluxo restrito de pessoas e a lavagem das mãos realizada rigorosamente para manipulação dos materiais esterilizados. O fluxo dos materiais no CME deve ser unidirecional e com barreira física entre as áreas: 10 A RDC nº 35, de 2010, descreve as áreas em: ● Área crítica: Área na qual existe risco aumentado para desenvolvimento de infecções relacionadas à assistência à saúde, seja pela execução de processos envolvendo artigos críticos ou material biológico, para a realização de procedimentos invasivos ou pela presença de pacientes com susceptibilidade aumentada aos agentes infecciosos ou portadores de microrganismos de importância epidemiológica. ● Área semicrítica: Área na qual existe risco moderado a risco baixo para o desenvolvimento de infecções relacionadas à assistência à saúde, seja pela execução de processos envolvendo artigos semicríticos ou pela realização de atividades assistenciais não invasivas em pacientes não-críticos e que não a presente colonização por microrganismos de importância epidemiológica. A RDC nº 15, de 2012, classifica os CMEs em Classe I e Classe II. Art. 5º Para cumprimento desta resolução os CMEs passam a ser classificados em CME Classe I e CME Classe II. § 1º O CME Classe I é aquele que realiza o processamento de produtos para a saúde não-críticos, semicríticos e críticos de conformação não complexa, passíveis de processamento. § 2º O CME Classe II é aquele que realiza o processamento de produtos para a saúde não críticos, semicríticos e críticos de conformação complexa e não complexa, passíveis de processamento. § 3º O CME só pode processar produtos compatíveis com a sua capacidade técnica operacional e conforme a sua classificação. § 4º Quando não especificada a classificação, às determinações desta resolução se aplicam aos dois tipos de CME e às empresas processadoras. 11 Art. 6º A responsabilidade pelo processamento dos produtos no serviço de saúde é do Responsável Técnico. Art. 7º A responsabilidade pelo processamento dos produtos na empresa processadora é do Representante Legal. 12 1.3 FLUXOGRAMA O fluxo de uma CME deve ser contínuo e unidirecional dos artigos evitando o cruzamento de artigos sujos com os limpos e esterilizados, bem como evitar que o trabalhador escalado para a área contaminada transite pelas áreas limpas e vice-versa. Além disso, o acesso de pessoas deve se restringir aos profissionais da área. 13 1.4 PROCESSAMENTO DE SUPERFÍCIES 1.4.1 Áreas Críticas São aquelas com risco aumentado de transmissão de infecção e presença de pacientes com depressão da resistência anti-infecciosa e presença de matéria orgânica (sangue, pus e outras). Ex: sala cirurgia, curativo, expurgo, laboratório e outros. 1.4.2 Áreas Semicríticas São todas as áreas ocupadas por pacientes de: Doenças não-infecciosas; Doenças infecciosas de baixa transmissibilidade. Ex: consultórios médicos e de enfermagem. 1.4.3 Áreas Não Críticas São todas as áreas das Unidades de Saúde não ocupadas por pacientes, ou cujo acesso lhes seja vedado. Ex: copa, secretária, etc. Observações: As áreas críticas e semicríticas requerem limpeza e desinfecção diárias e as áreas não críticas apenas limpeza. 14 1.5 PROCESSOS ENVOLVIDOS NA ESTERILIZAÇÃO As embalagens utilizadas para o acondicionamento dos materiais determinam sua vida útil, mantêm o conteúdo estéril após o reprocessamento, garante a integridade do material Os métodos de esterilização disponíveis para processamento de artigos no seu dia a dia são o calor, sob a forma úmida e seca, e os agentes químicos sob a forma líquida, gasosa e plasma. 1.5.1 Calor Seco: Este processo realizado pelo calor seco é realizado em estufas elétricas. De acordo com Moura (1990), “a estufa, da forma como é utilizada nas instituições brasileiras, não se mostra confiável, uma vez que, em seu interior, encontram–se temperaturas diferentes das registradas no termômetro. O centro da câmara apresenta “pontos frios”, nos quais a autora constatou, por meio de testes biológicos, a presença de formas esporuladas. Dessa maneira, é necessário manter espaço suficiente entre os artigos e, no caso do processamento de instrumental cirúrgico, no máximo, em torno de 30 peças. Contudo, a SOBECC recomenda abolir o uso da esterilização por calor seco.” 1.5.2 Vapor saturado sob pressão: Este processo está relacionado com o mecanismo de calor latente e o contato direto com o vapor, promovendo a coagulação das proteínas. Realizando uma troca de calor entre o meio e o objeto a ser esterilizado. Existe uma constante busca por modelos de autoclaves que permitam a máxima remoção do ar, com câmaras de auto-vácuo, totalmente automatizadas. Entretanto, esses equipamentos sofisticados necessitam de profissionais qualificados, pois estes são, e continuarão sendo, o fator de maior importância na segurança do processo de esterilização. 1.5.3 Autoclave Pré-Vácuo: Por meio da bomba de vácuo contida no equipamento, podendo ter um, três ou cinco ciclos pulsáteis, o ar é removido dos pacotes e da câmara 15 interna, permitindo uma dispersão e penetração uniforme e mais rápida do vapor em todos os pacotes que contém a respectiva carga. Após a esterilização, a bomba a vácuo faz a sucção do vapor e da umidade interna da carga, tornando a secagem mais rápida e completando o ciclo. Os materiais submetidos à esterilização a vapor são liberados após checklist feito pelo auxiliar de enfermagem da área. 1.5.4 Processos Químicos e Físico-químicos: Esterilizantes químicos cujos princípios ativos são autorizados pela Portaria nº. 930/92 do Ministério da Saúde são: aldeídos, ácido peracético e outros, desde que atendam a legislação específica. O Peróxido de hidrogênio (na forma gás- plasma) e o óxido de etileno são processos físico- químicos gasosos automatizados em baixa temperatura. 1.5.5 Desinfecção Química: Independente do método de limpeza utilizado seja manual ou automatizado, todos utilizam detergente como agente de limpeza. Trata-se de produto destinado a limpeza de artigos e superfícies por meio da diminuição da tensão superficial, composto por grupo de substâncias sintéticas, orgânicas, líquidas ou pós solúveis em água que contém agentes umectantes e emulsificantes que suspendem a sujidade e evitam a formação de compostos insolúveis ou espuma no instrumento ou na superfície (BRASIL, 2012). Todos os detergentes usados no processamento de produtos para saúde tem que ser regularizados junto à ANVISA, e são classificados de acordo com o pH. Podem ser utilizados detergentes neutros (enzimáticos ou não), ácidos ou alcalinos. Para escolher o tipo de detergente que será utilizado deve levar em consideração a quantidade de carga orgânica e inorgânica presente nos materiais e o método de limpeza adotado. Detergentes Enzimáticos: Possuem pH neutro, não corroem, são atóxicos e permitem o enxágue simples. Deve-se verificar o modo de diluição, o prazo de validade após a diluição, o tempo de imersão e o método de utilização, de acordo com as recomendações do fabricante; Remover completamente esses limpadores com água corrente abundante; 16 Desincrustantes: Os desincrustantes são detergentes voltados para a limpeza de artigos por imersão. Está indicado quando há pouca matéria orgânica. As recomendações para o seu uso são: - Utilizar apenas um tipo de agente limpante (detergente, desincrustante ou enzimático) para cada processamento. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS UNIFESP- Universidade Federal de São Paulo, PROTOCOLO PARA PROCESSAMENTO DE PRODUTOS PARA SAÚDE CENTRAL DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO DO HOSPITAL SÃO PAULO, São Paulo 2019. https://ppg.unifesp.br/regeneracaotecidual/images/imagens/Protocolo_Proc essamento_prod_saude_central_material_esterilizacao_HSP.pdf https://bvsms.saude.gov.br/bvs/artigos/artigo_CME_flavia_leite.pdf 17 1.6 ÁREA DE LIMPEZA 1.6.1 Limpeza É o processo mecânico de remoção de sujidade, mediante o uso da água, sabão e detergente neutro ou detergente enzimático para manter em estado de asseio os artigos e superfícies. A limpeza constitui, ainda, o primeiro passo nos procedimentos técnicos de desinfecção e esterilização, considerando que a presença de matéria orgânica protege os microrganismos do contato com agentes desinfetantes e esterilizantes. - Fricção mecânica (água, sabão, escova, esponja, pano); - Máquinas de limpeza com jatos de água quente ou detergentes; - Máquinas de ultrassom com detergentes/desincrustastes (detergentes enzimáticos). 1.6.2 Descontaminação É o processo de eliminação total ou parcial da carga microbiana de artigos e superfícies, tornando-os aptos para o manuseio seguro. (Novaes) - Baseada na natureza do artigo e na disponibilidade de recursos; - Fricção com esponja, pano ou escova embebida em solução desinfetante; - Imersão em solução desinfetante; - Pressão de jatos d’água quente (temperatura entre 60 a 90ºC por 15 minutos). 1.6.3 Desinfecção É o processo físico ou químico de destruição de microrganismos, exceto os esporulados. A desinfecção é realizada por meio físico, através da água quente (60° a 90°C) ou em ebulição e pelo meio químico, através de produtos denominados de desinfetantes. 1.6.4 Esterilização É o processo de destruição de todos os microrganismos, inclusive esporulados, a tal ponto que não seja mais possível detectá-los através de testes microbiológicos. A probabilidade de sobrevida do microrganismo no item submetido ao processo de esterilização é menor que um em um milhão (10/6). 18 A esterilização é realizada pelo calor, germicidas químicos, óxido de etileno, radiação e outros. 1.6.5 Artigos Compreende instrumentos, objetos de natureza diversa, utensílios (talheres, louças, comadres, papagaios e outros), acessórios de equipamentos e outros. 2.6 Superfícies Compreende mobiliários, pisos, paredes, portas, tetos, janelas, equipamentos e demais instalações. 19 1.7 PROCESSAMENTO DE ARTIGOS 1.7.1 Artigos Críticos Aqueles que penetram nos tecidos subepiteliais, no sistema vascular e em outros órgãos isentos de flora microbiana própria, bem como aqueles diretamente conectados com eles. Ex.: agulhas; roupas; instrumentos cirúrgicos; soluções injetáveis. Todos requerem esterilização. 1.7.2 Artigos Semicríticos Aqueles que entram em contato com mucosas íntegras ou pele não íntegra. Ex: equipamentos de anestesia gasosa; endoscópios. Requerem desinfecção de médio ou alto nível ou esterilização. 1.7.3 Artigos Não Críticos Aqueles que entram em contato com a pele íntegra. Ex: termômetro clínico; incubadoras; artigos de higiene. Requerem limpeza e/ou desinfecção de baixo ou médio nível. Observações: . Considerar todo artigo como contaminado . Manusear com equipamentos de proteção individual (EPI) – ver as Precauções Padrão. 20 1.8 TRANSMISSÃO DE INFECÇÕES Fatores inerentes ao próprio paciente; - Agressões diagnóstico-terapêuticas; - Ambiente e superfícies fixas (pisos, paredes, tetos, portas, janelas) apresentam riscos significativos. 21 1.9 RECURSOS HUMANOS, SEGURANÇA NO TRABALHO E INFRAESTRUTURA 1.9.1. RECURSOS HUMANOS Art. 27 Todas as etapas do processamento de produtos para saúde devem ser realizadas por profissionais para os quais estas atividades estejam regulamentadas pelos seus conselhos de classe. Art. 28 O CME e a empresa processadora devem possuir um Profissional Responsável de nível superior, para a coordenação de todas as atividades relacionadas ao processamento de produtos para a saúde, de acordo com competências profissionais definidas em legislação específica. Art. 29 Os profissionais da CME e da empresa processadora devem receber capacitação específica e periódica nos seguintes temas: I - classificação de produtos para saúde; II - conceitos básicos de microbiologia; 1.9.2 SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO Art. 30 O trabalhador do CME e da empresa processadora deve utilizar vestimenta privativa, touca e calçado fechado em todas as áreas técnicas e restritas. Art. 31 O trabalhador do CME e da empresa processadora deve utilizar os seguintes Equipamentos de Proteção Individual (EPI) de acordo com a sala/área. § 1º Para a descarga de secadoras e termodesinfectadoras e carga e descarga de autoclaves é obrigatória a utilização de luvas de proteção térmica impermeável. § 2º Na sala de recepção e limpeza, o protetor facial pode substituir o uso de máscara e óculos. § 3º Quando não especificado, o equipamento de proteção deve ser compatível com o risco inerente à atividade. Art. 32 Os trabalhadores não devem deixar o local de trabalho com os equipamentos de proteção individual e as vestimentas utilizadas em suas atividades. 22 O quadro de pessoal que atua no CME deve ser composto por enfermeiro, auxiliar/técnico de enfermagem, auxiliar/técnico de saúde bucal e receber apoio do auxiliar administrativo. 1.9.3 ATRIBUIÇÕES E ATIVIDADES 1.9.3.1 Atribuições do Coordenador da Unidade de Saúde ●Nomear um enfermeiro para ser responsável pelo CME; ●Supervisionar o trabalho do enfermeiro responsável para o CME acompanhando o desenvolvimento das atividades realizadas no setor; ●Prover Equipamento de Proteção Individual - EPI; ●Prover insumos para o setor (teste biológico, papel grau cirúrgico, sabão, caixas plásticas, escovas, armários, etc); ●Prover a troca dos instrumentais danificados; ●Atuar nas intercorrências do setor; ●Acompanhar e/ou realizar solicitação de manutenção aos equipamentos do setor (autoclave, seladora, compressor, máquina teste biológico e outros); ●Realizar conferência dos impressos de controle dos ciclos; ●Comunicar imediatamente ao responsável qualquer déficit no setor que impacte no processamento e esterilização dos artigos em sua Unidade de Saúde (que possa causar impacto na assistência de forma direta ou indireta); ●Supervisionar o controle de patrimônio. 1.9.3.2 Atribuições do Enfermeiro ●Planejar, organizar, coordenar, orientar, supervisionar as atividades de enfermagem no setor; ● Responsabilizar-se pela aplicação das normas e rotinas deste manual ou adaptá-las às especificidades de seu serviço; ●Manter o Manual de Normas e Rotinas disponível para consulta dos profissionais; ●Prever e solicitar os materiais/instrumentais necessários para as unidades consumidoras; 23 ●Manter-se atualizado quanto às novas tecnologias para procedimentos realizados no CME; ●Zelar pela limpeza e organização desse setor; ●Monitorar efetiva e continuamente os indicadores químicos e biológicos de cada carga após processo de esterilização; ●Conferir e assinar os impressos de controle dos ciclos da autoclave e indicadores biológicos; ●Fazer escala mensal e de tarefas ●Realizar treinamento e educação permanente da equipe; ●Realizar avaliação periódica dos profissionais do setor junto ao Gestor local; ●Comunicar imediatamente ao Gestor local qualquer déficit que possa impactar na assistência de forma direta ou indireta e documentar ●Notificar qualquer desvio de qualidade e comunicar o gestor local; ●Acompanhar a utilização do livro de vasos de pressão; ●Verificar junto ao técnico de enfermagem do setor, as condições das caixas para transporte dos materiais a serem esterilizados (limpeza e vida útil das caixas com tampa); ●Comunicar o gestor local a necessidade de substituição das caixas de transportes de materiais; ●Monitorar o esquema de vacinação dos profissionais do setor. 1.9.3.3 Atribuições do Técnico de enfermagem • Fazer a leitura dos indicadores biológicos, de acordo com as rotinas da instituição; • Receber, conferir e preparar os artigos consignados; • Realizar a limpeza, o preparo, a esterilização, a guarda e a distribuição de artigos, de acordo com solicitação; • Preparar os carros para cirurgias; • Preparar as caixas cirúrgicas; • Realizar cuidados com artigos endoscópicos em geral; • Monitorar afetiva e continuamente cada lote ou carga nos processos de esterilização; • Revisar a listagem de caixas cirúrgicas, bem como proceder à sua reposição; 24 • Fazer listagem e encaminhamento de artigos e instrumental cirúrgico para conserto. 1.9.3.4 Atribuições do Auxiliar de Enfermagem • Receber e limpar os artigos; • Receber e preparar roupas limpas; • Preparar e esterilizar os artigos e instrumentais cirúrgicos; • Guardar e distribuir todos os artigos esterilizados. De acordo com a RDC nº. 50 (ANVISA, 2004), a prestação de serviço de apoio técnico desta unidade, tem as seguintes atividades: Área de lavagem e descontaminação • Receber, conferir e anotar a quantidade e espécie do material recebido; • Desinfetar e separar os materiais; • Verificar o estado de conservação do material; • Proceder a limpeza do material; • Encaminhar o material para a área de preparo; Área de preparo de materiais • Revisar e selecionar os materiais, verificando suas condições de conservação e limpeza; • Preparar, empacotar ou acondicionar os materiais e roupas a serem esterilizados; • Encaminhar o material para esterilização devidamente identificado. Área de esterilização: • Executar o processo de esterilização das autoclaves, conforme instruções do fabricante; • Observar os cuidados necessários com o carregamento e descarregamento das autoclaves • Fazer o controle microbiológico e de validade dos produtos esterilizados. • Manter junto com o serviço de manutenção, os equipamentos em bom estado de conservação e uso. 25 Área de armazenagem e distribuição de materiais e roupas esterilizados: • Estocar o material esterilizado; • Proceder à distribuição do material às unidades. • Registrar saída do material REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS SOBECC. Sociedade Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica e Centro de Material e Esterilização. Práticas Recomendadas, 6 ed. São Paulo:SOBECC;2013 MANUAL DE NORMAS E ROTINAS PARA O PROCESSAMENTO DE PRODUTOS PARA SAÚDE, PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPINAS, Campinas 2021- pop 26 POP 01 - PARAMENTAÇÃO E DESPARAMENTAÇÃO NO EXPURGO DA CME OBJETIVOS Normatizar o processo de paramentação e desparamentação dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) no expurgo da CME. MATERIAL: ∙ Avental impermeável de manga longa; ∙ Gorro/touca descartável; ∙ Luvas de procedimento e/ou de látex de cano longo; ∙ Máscaras N95 e/ou máscara cirúrgica; ∙ Óculos de proteção e/ou protetor facial; ∙ Botas impermeáveis; ∙ Sabão líquido; ∙ Papel toalha. DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO Sequência da paramentação para recepção e conferência dos materiais: ∙ Higienizar as mãos; ∙ Calçar botas impermeáveis ∙ Vestir o avental impermeável; ∙ Colocar a máscara N95 e/ou máscara cirúrgica; ∙ Colocar o gorro/touca cobrindo os pavilhões auriculares; 27 ∙ Colocar os óculos de proteção/protetor facial; ∙ Calçar o par de luvas de procedimento. Sequência da paramentação para limpeza manual dos materiais: ∙ Higienizar as mãos; ∙ Calçar botas; ∙ Vestir o avental impermeável; ∙ Colocar a máscara N95 e/ou cirúrgica; ∙ Colocar o gorro/touca cobrindo os pavilhões auriculares; ∙ Colocar os óculos de proteção/protetor facial; ∙ Calçar o par de luvas de procedimento; ∙ Calçar o par de luvas de látex cobrindo o punho do avental. Sequência de desparamentação com a luva de látex: ∙ Retirar a luva de látex e descartar no lixo infectante; ∙ Retirar o avental impermeável fazendo a pega pela parte de trás do mesmo evitando a área da frente que tem maior contaminação e descartar no lixo infectante; ∙ Retirar os óculos de proteção/protetor facial e colocar em saco plástico identificado com o nome do funcionário e encaminhar para desinfecção; ∙ Retirar o gorro/touca e descartar no lixo infectante; ∙ Retirar a máscara N95 e/ou cirúrgica e descartar no lixo infectante; ∙ Retirar o segundo par de luvas e descartar no lixo infectante; 28 ∙ Higienizar as mãos com formulação alcoólica ou água e sabão. Desparamentação sem a luva de látex: ∙ Retirar o par de luvas e descartar no lixo infectante; ∙ Retirar o avental impermeável fazendo a pega pela parte de trás do mesmo evitando a área da frente que tem maior contaminação e descartar no lixo infectante; ∙ Higienizar as mãos com formulação alcoólica ou água e sabão; ∙ Retirar os óculos de proteção/protetor facial e colocar em saco plástico identificado com o nome do funcionário e encaminhar e encaminhar para desinfecção; ∙ Retirar o gorro/touca e descartar no lixo infectante; ∙ Retirar a máscara N95 e/ou cirúrgica e descartar no lixo infectante; ∙ Higienizar as mãos com formulação alcoólica ou água e sabão. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRASIL. Resolução RDC n° 15 de 15 de março de 2012. Dispõe sobre requisitos de boas práticas para o processamento de produtos para saúde e dá outras providências. Diário oficial da união, Brasília, DF, 2012. EBSERH. Norma 001: Trata da Elaboração e Controle de Documentos Institucionais. Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, V.2, 2019. FRANÇA. C. R. et al. Procedimento Operacional Padrão (POP). Central de Material e Esterilização do Hospital Universitário Lauro Wanderley. João Pessoa, PB: 2013. GRAZIANO, K.U; SILVA, A; PSALTIKIDIS, E.M. Enfermagem em Centro de Material e Esterilização. Barueri, SP: Manole, 2011. SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENFERMEIROS DE CENTRO CIRÚRGICO, RECUPERAÇÃO ANESTÉSICA E CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO (SOBECC). 29 Práticas Recomendadas: Centro cirúrgico, recuperação pós-anestésica e centro de material e esterilização, 7 ed. São Paulo: SOBECC; 2017. 30 POP 02 - HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS INTRODUÇÃO A higienização das mãos (HM) vem sendo reconhecida e recomendada, desde 1846, como prática obrigatória para os profissionais da área da saúde, com base na constatação de sua efetividade na redução de infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS), visando à segurança do paciente, dos profissionais de saúde e de todos aqueles envolvidos nos cuidados aos pacientes. As mãos constituem a principal via de transmissão de microrganismos durante a assistência prestada aos pacientes, pois a pele é um possível reservatório de diversos microrganismos, que podem se transferir de uma superfície para outra, por meio de contato direto (pele com pele), ou indireto, através do contato com objetos e superfícies contaminados. A pele das mãos existem, principalmente, duas populações de microrganismos: os pertencentes à microbiota residente e à microbiota transitória. A microbiota residente é constituída por microrganismos de baixa virulência. A microbiota transitória coloniza a camada mais superficial da pele, o que permite sua remoção mecânica pela higienização das mãos com água e sabão. Dentre as medidas de controle e prevenção das IRAS, destaca-se a higienização das mãos (HM), por ser uma medida simples, porém, de grande impacto e importância, sendo comprovadamente eficaz na prevenção e redução das infecções, uma vez que impede ou reduz a transmissão de infecções de um paciente para outro. A eficácia da higienização das mãos depende da duração e da técnica empregada, é necessário retirar adornos conforme a Norma Regulamentadora 32, manter as unhas limpas e curtas, proibido o uso de unhas postiças. Dependendo do objetivo ao qual se destinam, as técnicas de higienização das mãos podem ser divididas em: ● Higienização simples das mãos. ● Higienização antisséptica. ● Fricção de antisséptico. ● Antissepsia cirúrgica ou preparo pré-operatório. 31 OBJETIVOS ● Remover sujidades e oleosidade; ● Remover flora microbiota transitória; ● Interromper a transmissão de infecções veiculadas ao Contato; ● Prevenir e reduzir as infecções causadas pelas transmissões cruzadas. INDICAÇÃO: ● Ao iniciar o turno de trabalho; ● Antes e depois das refeições; ● Após ir ao banheiro; ● Antes de entrar em contato com paciente; ● Antes da realização de procedimento aspecto; ● Após risco de exposição a fluidos corporais; ● Após contato com o paciente; ● Após contato com as áreas próximas ao paciente. MATERIAL: ● Água; ● Sabonete líquido; ● Papel toalha. DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO ● Ensaboar as palmas das mãos, friccionando-as entre si; ● Esfregar a palmas da mão direita contra o dorso da mão esquerda entrelaçando os dedos e vice-versa; ● Entrelaçar os dedos e friccionar os espaços interdigitais; ● Esfregar o dorso dos dedos de uma mão com a palma da mão oposta, segurando os dedos, com movimento de vai-e-vem e vice-versa; ● Esfregar o polegar direito, com o auxílio da palma da mão esquerda, utilizando- se movimento circular e vice-versa; ● Friccionar as polpas digitais e unhas da mão esquerda contra a palma da mão direita, fechada em concha, fazendo movimento circular e vice-versa; 32 ● Esfregar o punho esquerdo, com o auxílio da palma da mão direita, utilizando movimento circular e vice-versa; ● A higienização simples das mãos deve ter duração mínima de 40 a 60 segundos; ● Enxaguar as mãos, retirando os resíduos de sabão. Evitar contato direto das mãos ensaboadas com a torneira; ● Secar as mãos com papel-toalha descartável, iniciando pelas mãos e seguindo pelos punhos; ● No caso de torneiras de fechamento manual, para fechar sempre utilize o papel toalha; ● Desprezar o papel-toalha na lixeira para resíduos comuns. ANEXO 01: Placa do Processo de higienização das mãos. 33 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Segurança do paciente. Higienização das mãos. Ministério da Saúde. Brasília, DF,2016. BRASIL. Higienização das mãos em serviços de saúde/ Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Brasília: Anvisa, 2007. RENATO. C.C et al. Infecção hospitalar e outras complicações não infecciosas da doença. Edição 4, editora Guanabara Koogan, 2009. World Health Organization. WHO guidelines on hand hygiene in health care. First global patient safety challenge, clean care is safer care. Geneva: WHO; 2009 34 POP 03 - ROTINA DE TRABALHO PARA O FUNCIONÁRIO DA ÁREA DE ESTERILIZAÇÃO 1- Lavar as mãos e friccionar álcool a 70% antes e após executar as atividades; 2 - Fazer limpeza das autoclaves com pano umedecido em água; 3- Passar álcool a 70% em toda a superfície dos móveis e bancadas; 4 - Usar EPI (jaleco, touca e luvas de amianto - quando necessário); 5 - Controlar o funcionamento das autoclaves, registrando todos os parâmetros de cada ciclo da esterilização, verificando se o processo está dentro do padrão estabelecido; 6- Complementar rótulo do material anotando a data da esterilização, validade e o número do lote; 7 – Montar a carga de acordo com as orientações básicas: ● Utilizar cestos de aço para acondicionar os pacotes; ● Observar o tamanho do pacote e adequá-lo ao tamanho do cesto; ● Colocar os pacotes na posição vertical, dentro dos cestos ou na rack; ● Evitar que o material encoste nas paredes da câmara; ● Deixar espaço entre um pacote e outro para permitir a penetração do vapor; ● Posicionar os pacotes pesados na parte inferior da rack; ● Colocar os materiais: bacias, vidros e cubas com a abertura voltada para baixo; ● Utilizar no máximo 85% da capacidade da autoclave. 8 – Colocar nas autoclaves os pacotes com os testes biológicos no primeiro ciclo diariamente; 9 – Entreabrir a porta da autoclave ao final do ciclo de esterilização e aguardar minutos para retirar o material; 10 - Após o esfriamento dos pacotes, encaminhá-los ao Arsenal; 11 - Solicitar orientação do enfermeiro sempre que houver dúvidas na execução das atividades; 12 - Manter a área limpa e organizada. 35 POP 04 - ROTINA DE TRABALHO DO FUNCIONÁRIO DA ÁREA DE GUARDA E DISTRIBUIÇÃO DE MATERIAIS 1. Lavar as mãos e friccionar álcool glicerinado a 70%, antes e após a execução das atividades; 2. Usar EPI (jaleco e touca); 3. Realizar a desinfecção dos armários, bancadas, das estantes e suportes livres, com pano umedecido em álcool a 70% diariamente e sempre que necessário; 4. Controlar a quantidade de material a ser distribuído conforme a demanda diária; 5. Conferir e fornecer o material embalado em saco plástico às unidades nos horários padronizados; 6. Receber o material da área de esterilização e guardá-lo após o esfriamento, no local identificado; 7. Observar em cada pacote recebido pela área de esterilização: . Modificação ocorrida na coloração da fita teste, para autoclave a vapor; . Preenchimento do rótulo; . Integridade do pacote. 8. Verificar diariamente se os pacotes estocados estão dentro do prazo de validade da esterilização, colocando os pacotes com data de validade mais próxima do vencimento na frente; 9. Solicitar a orientação do enfermeiro, sempre que houver dúvidas no desenvolvimento das atividades; 10. Manter a área limpa e organizada. 11. Higiene pessoal: ● Devemos manter nossa higiene corporal, pois está diretamente ligada à aparência pessoal. ● Através da execução do serviço de limpeza entramos em contato com microrganismos que ficam aderidos à pele, unhas e cabelos. ● Somente o banho poderá eliminar o suor, sujidades e os microrganismos e tornar nossa aparência agradável. ● Os cabelos devem estar limpos e, presos, se compridos. A touca, que consta do uniforme, deverá cobrir todo o cabelo, pois seu objetivo é a proteção dos cabelos. 36 ● As unhas devem estar sempre aparadas para evitar que a sujidade fique depositada entre as unhas e a pele dos dedos. Devemos dar preferência ao uso de esmaltes transparentes para visualizar a sujidade e podermos eliminá-la. Devemos evitar a retirada de cutículas para mantermos nossa pele íntegra. ● Nosso trabalho requer esforço físico, o suor é inevitável, portanto, o uniforme deverá ser trocado todos os dias e todas as vezes que se fizer necessário. Devemos observar no uniforme a limpeza com ausência de manchas, odor e descostura. ● A roupa de trabalho deverá ser lavada separadamente da roupa doméstica. ● Os sapatos devem ser fechados e impermeáveis, para proteger nossos pés. Devemos lavá-los e colocá-los para secar na posição vertical, ao término do serviço, com isso evitaremos os odores e frieiras. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS PADOVEZE, M. C.: DELMONTEM. C. C. Esterilização de artigos em unidades de saúde. 2'ed. São Paulo: Associação Paulista de Estudos e Controle de Infecção Hospitalar,2003. 37 POP 05 - LAVAGEM DE MATERIAIS INTRODUÇÃO O processo de limpeza é considerado básico e fundamental para esterilização dos materiais e objetos utilizados nos procedimentos com pacientes, e para retirada mecânica das sujidades e/ou material orgânico. RESPONSÁVEIS AUXILIAR DE ENFERMAGEM, TÉCNICO DE ENFERMAGEM E ENFERMEIRO. OBJETIVOS Remover toda sujidade e/ou matéria orgânica de determinado material ou ambiente. MATERIAL ● Equipamento de proteção individual; ● Escova; ● Fibra; ● Esponja; ● Tecido absorvente e limpo; ● Detergentes enzimáticos; ● Desinfetantes e desincrustantes. DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO ESCOVAÇÃO MANUAL: ▪ O trabalhador deverá estar utilizando os equipamentos de proteção individual; ▪ Retirar todo o excesso de secreções e/ou matéria orgânica existente no material a ser lavado em água corrente. Estas secreções devem ser dispensadas na pia de despejo para descarte de material orgânico; ▪ Material deve ser imergido em um recipiente com detergente enzimático, onde permanecerá por 05 minutos ou conforme recomendação do fabricante; ▪ Dispor de esponja, dispensar sabão sobre esta, realizar a fricção manual; 38 ▪ Dispor de escova de material plástico com cerdas duras específicas para o serviço, dispensar sabão sobre esta; realizar a fricção manual entre as junções e pontas das pinças; ▪ Umedecer o material com água; ▪ Realizar a fricção forte repetindo o processo de fricção e enxágue por três vezes; ▪ Enxaguar; ▪ Dispor o material lavado em cima de tecido absorvente ou jato de ar para a secagem. SECAGEM A secagem dos artigos objetiva evitar a interferência da umidade nos processos e produtos posteriores e poderá ser feita com um pano limpo e seco. CRITÉRIOS DE EXCLUSÃO Materiais danificados devem ser protocolados e entregues a enfermeira do setor. Materiais apresentando sujidades devem retornar para a lavagem; PONTOS CRÍTICOS/RISCOS: A limpeza não eficaz poderá acarretar falha no procedimento mais complexo que visa à destruição efetiva de microorganismos. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS SILVA,M.D.A.A.;RODRIGUES,A.L.;CESARETTI,I.U.R.;ecols.Enfermagemna unidade de centro cirúrgico. 2ªedição. SãoPaulo. Editora Pedagógica e Universitária, 1997. 39 POP 06 - PREPARO DE MATERIAIS INTRODUÇÃO A preparação e o empacotamento dos instrumentos é a etapa final, anterior à esterilização, quando o material é preparado para a reutilização. RESPONSÁVEIS AUXILIAR DE ENFERMAGEM, TÉCNICO DE ENFERMAGEM E ENFERMEIRO. OBJETIVOS Preparar os materiais para que sejam esterilizados, e que esta ocorra de forma segura, evitando contaminações. MATERIAL ● Equipamento de proteção individual; ● Grau cirúrgico; ● Pincel atômico; ● Integrador químico; ● Tecido de campo cirúrgico; ● Caixas rígidas de inox perfurada; ● Fita crepe comum e para autoclave; ● Caneta esferográfica para identificar produtos; ● Tesoura para corte; ● Materiais e equipamentos limpos para montagem das caixas e/ou pacotes para esterilização; ● Etiqueta; ● Seladora. DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO ▪ Realizar higienização das mãos antes de iniciar o procedimento; ▪ Utilizar EPI; ▪ Separar, secar e conferir peça por peça, estado de conservação para detectar se há sujidade, ferrugem, trincas, manchas e outros defeitos; 40 ▪ Utilizar a pasta com listagem dos materiais a serem colocados em cada pacote; ▪ Arrumar os instrumentais com as peças mais leves e menores sobre os maiores e mais pesados; ▪ Realizar empacotamento dos materiais e equipamentos conforme a técnica de empacotamento de materiais esterilizados: TÉCNICA DO ENVELOPE COM TECIDO DE CAMPO CIRÚRGICO: 1- Separar o material necessário: ● Campo em tecido de algodão cru; ● Material a ser empacotado; ● Etiqueta, fita crepe comum e autoclave; ● Integrador químico com data, lote e autoclave. 2- Colocar o campo em posição diagonal sobre a bancada, colocando o material no centro do campo; 3- Pegar a ponta voltada para o operador e cobrir o material, fazendo uma dobra externa na ponta; 4- Pegar uma das laterais do campo e trazer sobre o objeto a ser empacotado, fazendo uma dobra externa na ponta; 5- Repetir o procedimento com a outra lateral; 6- Completar o pacote trazendo a ponta restante sobre o objeto, finalizando o envelope, fazendo uma prega na ponta; 7- Fechar o pacote com a fita hospitalar crepe comum, envolvendo todo o pacote. 8- Identificar o produto com o nome do material, fixar a etiqueta contendo data da esterilização, nome do material e/ou equipamento, validade e nome do funcionário, fixar com fita de autoclave (Fita zebrada). TÉCNICA DE EMBALAGEM DE MATERIAL EM GRAU CIRÚRGICO 1- Separar o material; 2- Preencher o integrador químico com data, lote e autoclave; 3- Colocar o integrador químico solto dentro do material; 4- Cortar o grau cirúrgico, selando o mesmo, deixando 3 cm de borda; 41 5- Utilizar embalagem dupla; 6- Observar se a selagem está íntegra; 7- Utilizar tamanhos adequados de papel para cada artigo, evitando que o pacote fique repuxado ou que haja dobra de papel grau cirúrgico; 8- Não é recomendado escrever na parte de trás do papel invólucro. O prazo de validade para campos cirúrgicos simples é de 7 dias, campo cirúrgico duplo 15 dias, e grau cirúrgico de 30 dias (quando não há controle de temperatura e umidade) Art. 84 O rótulo dos produtos para saúde processados deve ser capaz de se manter legível e afixado nas embalagens durante a esterilização, transporte, armazenamento, distribuição e até o momento do uso. Art. 85 O rótulo de identificação da embalagem deve conter: (Anexo 2) I - nome do produto; II - número do lote; III - data da esterilização; IV - data limite de uso; V - método de esterilização; VI - nome do responsável pelo preparo. As embalagens de papel de grau cirúrgico devem ser fechadas com seladora, pois a fita adesiva não proporciona uma vedação 100% segura, comprometendo assim a validade da esterilização. Para a esterilização, a escolha do método depende da natureza do artigo a ser esterilizado. Qualquer que seja o método escolhido, o material a ser submetido a ele tem que estar previamente limpo e seco, porque a presença de matéria orgânica protege os microrganismos do contato indispensável com o agente esterilizante. Encaminhar diretamente para a área de esterilização. CRITÉRIOS DE EXCLUSÃO: 42 Campos rasgados devem ser separados e encaminhados para o setor de costura, e os que estiverem sendo esterilizados em campos rasgados, deve-se realizar novamente o processo trocando o campo. Papel grau cirúrgico rasgado deve ser trocado e encaminhar para o processo novamente. PONTOS CRÍTICOS/RISCOS: O empacotamento ineficaz pode acarretar contaminação do sítio cirúrgico. ANEXO 01: modelo de etiqueta de identificação de artigos submetidos à esterilização Fonte: própria REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 43 POSSARI, Francisco João. Centro de Material e Esterilização: Planejamento e gestão. 2ªedição. São Paulo. Editora Pátria,2005. RESOLUÇÃO- RDC Nº15, de 15 de março de 2012. POP 07 - PREPARO E EMPACOTAMENTO DE PRODUTOS PARA ESTERILIZAÇÃO INTRODUÇÃO Garantir o volume máximo do preenchimento da câmara (80%); permitindo que o vapor penetre em todos os pacotes. RESPONSÁVEIS AUXILIAR DE ENFERMAGEM, TÉCNICO DE ENFERMAGEM E ENFERMEIRO. OBJETIVOS ● Manter o material limpo adequado para a esterilização ● Manter o artigo estéril durante o armazenamento, transporte e manuseio; ● Permitir entrada do agente esterilizante; ● Impedir penetração do antimicrobiano; ● Facilitar a abertura e transferência com técnica asséptica. DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO: INSPEÇÃO ● Lavar as mãos com água e sabão e paramentar-se com os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) adequados (Gorro, máscaras, luvas); ● Inspecionar os artigos antes do empacotamento com auxílio de lentes intensificadoras de imagem de no mínimo 08 vezes para verificar limpeza, integridade e funcionalidade. ● Proceder à conferência do quantitativo específico de cada bandeja de acordo com o catálogo da CME, antes de embalar com o invólucro apropriado. 44 ACONDICIONAMENTO ● Acondicionar os instrumentais cirúrgicos em caixas de modo que ocupem, no máximo, 80% da capacidade do recipiente. ● Forrar com material absorvente o fundo das caixas como um tapete. ● Utilizar tapetes de silicone para proteger peças delicadas, como micro tesouras ou protetores de silicone para a ponta de instrumentos delicados. ● Dispor os instrumentos, desmontados nas caixas cirúrgicas. Na existência de várias unidades do mesmo instrumental, agrupá-las por similaridade. ● Posicionar os itens com concavidade, como, cúpulas, emborcados dentro das caixas. Colocar artigos mais pesados no fundo da caixa, os artigos de peso médio na segunda camada e sobre estes os mais leves; ● Colocar indicador químico classe 5 ou 6 no centro geométrico de cada caixa, para recipientes rígidos, coloque o integrador em cantos opostos. ● Em recipientes com vários níveis, coloque o indicador no centro de cada nível; ● Confirmar que as condições de exposição (temperatura, tempo) suficientes tenham sido alcançadas nos indicadores químicos; EMPACOTAMENTO ● Selecionar a embalagem (caixas metálicas, grau cirúrgico ou campo duplo de algodão) de acordo com o processo, o peso, a forma e tamanho do artigo. ● Utilizar embalagem dupla de tecido de algodão. ● Avaliar a necessidade de utilização de embalagens duplas quando for o papel grau cirúrgico para empacotar os artigos pontiagudos, materiais flexíveis ou de pequenas dimensões. Tecido de algodão ● Lavar o tecido antes do primeiro uso, para retirar o amido. ● Estabelecer o número máximo de reprocessamentos em cada instituição hospitalar. ● Desprezar os campos cirúrgicos que apresentarem remendos, perfurações e cerzimentos; 45 Papel Crepado O papel crepado possui baixa resistência à tração, podendo furar ou rasgar com facilidade. O material possui efeito memória (pouco maleável), dificultando o manuseio e a abertura asséptica. Embalagem de uso único. Papel crepado de primeira geração: Apresenta a cor verde e possui capacidade de 60 g/m². É composto 100% por celulose; Papel crepado de segunda geração: Tem a cor verde e gramatura de 60 g/m² também. É composto por 60% de celulose, 20% de fibras sintéticas e 20% de aglutinantes; Papel crepado de terceira geração: Tem a cor azul e possui gramatura de 78 g/m², indicado para materiais de peso e volumes maiores. 46 Papel Embalagem Wraps (SMS) A embalagem SMS para esterilização atua em conformidade nessa diversidade de locais, sua estrutura deve ser proporcional ao tipo de equipamento que a embala. Assim, o padrão de produção e comércio da embalagem SMS para esterilização é definido em 3 modelos de gramaturas: o de 43g/m², 50g/m² e 60g/m². Essas gramaturas do produto são compatíveis com a carga que cada uma suporta, são elas até 3.2kg, 4.5kg e 6.4kg, respectivamente à quantidade de gramas da embalagem Especificação Técnica: ● Produto não estéril. ● Produto de uso único – Proibido reprocessar. ● Compatível e resistente as condições físicas de esterilização. ● Permite penetração e remoção do agente esterilizante. ● Não gera partículas ● Seguro e atóxico ● Repelência a líquidos. ● Advertências/Precauções: Armazenar o produto em local limpo e seco, temperatura ambiente e ao abrigo da luz direta. Categorias: ESTERILIZAÇÃO, TODOS OS PRODUTOS Indicação de uso: Indicado para envolver e proteger instrumentos cirúrgicos e materiais a serem esterilizados a vapor, óxido de etileno ou plasma de peróxido de hidrogênio. Composição: 47 Confeccionado em trilaminado de não tecido 100% polipropileno SMS (Spunbond, Meltblown, Spunbond). 48 DESCRIÇÃO WRAPS PARA ESTERILIZAÇÃO WRAPS PARA ESTERILIZAÇÃO SMS 40 G. 0,30 X 0,30 WRAPS PARA ESTERILIZAÇÃO SMS 40 G. 0,40 X 0,40 WRAPS PARA ESTERILIZAÇÃO SMS 40 G. 0,50 X 0,50 WRAPS PARA ESTERILIZAÇÃO SMS 40 G. 0,60 X 0,60 WRAPS PARA ESTERILIZAÇÃO SMS 40 G. 0,75 X 0,75 WRAPS PARA ESTERILIZAÇÃO SMS 40 G. 0,90 X 0,90 WRAPS PARA ESTERILIZAÇÃO SMS 40 G. 1,00 X 1,00 WRAPS PARA ESTERILIZAÇÃO SMS 40 G. 1,20 X 1,20 WRAPS PARA ESTERILIZAÇÃO SMS 40 G. 1,50 X 1,50 WRAPS PARA ESTERILIZAÇÃO SMS 50 G. 0,30 X 0,30 WRAPS PARA ESTERILIZAÇÃO SMS 50 G. 0,40 X 0,40 WRAPS PARA ESTERILIZAÇÃO SMS 50 G. 0,50 X 0,50 WRAPS PARA ESTERILIZAÇÃO SMS 50 G. 0,60 X 0,60 WRAPS PARA ESTERILIZAÇÃO SMS 50 G. 0,75 X 0,75 WRAPS PARA ESTERILIZAÇÃO SMS 50 G. 0,90 X 0,90 WRAPS PARA ESTERILIZAÇÃO SMS 50 G. 1,00 X 1,00 WRAPS PARA ESTERILIZAÇÃO SMS 50 G. 1,20 X 1,20 WRAPS PARA ESTERILIZAÇÃO SMS 50 G. 1,50 X 1,50 WRAPS PARA ESTERILIZAÇÃO SMS 60 G. 0,30 X 0,30 WRAPS PARA ESTERILIZAÇÃO SMS 60 G. 0,40 X 0,40 WRAPS PARA ESTERILIZAÇÃO SMS 60 G. 0,50 X 0,50 WRAPS PARA ESTERILIZAÇÃO SMS 60 G. 0,60 X 0,60 49 WRAPS PARA ESTERILIZAÇÃO SMS 60 G. 0,75 X 0,75 WRAPS PARA ESTERILIZAÇÃO SMS 60 G. 0,90 X 0,90 WRAPS PARA ESTERILIZAÇÃO SMS 60 G. 1,00 X 1,00 WRAPS PARA ESTERILIZAÇÃO SMS 60 G. 1,20 X 1,20 WRAPS PARA ESTERILIZAÇÃO SMS 60 G. 1,50 X 1,50 DESCRIÇÃO WRAPS PARA ESTERILIZAÇÃO SMS – DUPLO WRAPS PARA ESTERILIZAÇÃO SMS 60G. 150 CM X 150 CM DUPLO – (POLAR FIX) WRAPS PARA ESTERILIZAÇÃO SMS 40G. 40 CM X 40 CM DUPLO – (POLAR FIX) WRAPS PARA ESTERILIZAÇÃO SMS 40G. 50 CM X 50 CM DUPLO – (POLAR FIX) WRAPS PARA ESTERILIZAÇÃO SMS 40G. 60 CM X 60 CM DUPLO – (POLAR FIX) WRAPS PARA ESTERILIZAÇÃO SMS 40G. 75 CM X 75 CM DUPLO – (POLAR FIX) WRAPS PARA ESTERILIZAÇÃO SMS 40G. 90 CM X 90 CM DUPLO – (POLAR FIX) WRAPS PARA ESTERILIZAÇÃO SMS 40G. 100 CM X 100 CM DUPLO – (POLAR FIX) WRAPS PARA ESTERILIZAÇÃO SMS 40G. 120 CM X 120 CM DUPLO – (POLAR FIX) WRAPS PARA ESTERILIZAÇÃO SMS 40G. 150 CM X 150 CM DUPLO – (POLAR FIX) WRAPS PARA ESTERILIZAÇÃO SMS 50G. 40 CM X 40 CM DUPLO – (POLAR FIX) WRAPS PARA ESTERILIZAÇÃO SMS 50G. 50 CM X 50 CM DUPLO – 50 (POLAR FIX) WRAPS PARA ESTERILIZAÇÃO SMS 50G. 60 CM X 60 CM DUPLO – (POLAR FIX) WRAPS PARA ESTERILIZAÇÃO SMS 50G. 75 CM X 75 CM DUPLO – (POLAR FIX) WRAPS PARA ESTERILIZAÇÃO SMS 50G. 90 CM X 90 CM DUPLO – (POLAR FIX) WRAPS PARA ESTERILIZAÇÃO SMS 50G. 100 CM X 100 CM DUPLO – (POLAR FIX) WRAPS PARA ESTERILIZAÇÃO SMS 50G. 120 CM X 120 CM DUPLO – (POLAR FIX) WRAPS PARA ESTERILIZAÇÃO SMS 50G. 150 CM X 150 CM DUPLO – (POLAR FIX) WRAPS PARA ESTERILIZAÇÃO SMS 60G. 40 CM X 40 CM DUPLO – (POLAR FIX) WRAPS PARA ESTERILIZAÇÃO SMS 60G. 50 CM X 50 CM DUPLO – (POLAR FIX) WRAPS PARA ESTERILIZAÇÃO SMS 60G. 60 CM X 60 CM DUPLO – (POLAR FIX) WRAPS PARA ESTERILIZAÇÃO SMS 60G. 75 CM X 75 CM DUPLO – (POLAR FIX) WRAPS PARA ESTERILIZAÇÃO SMS 60G. 90 CM X 90 CM DUPLO – (POLAR FIX) WRAPS PARA ESTERILIZAÇÃO SMS 60G. 100 CM X 100 CM DUPLO – (POLAR FIX) WRAPS PARA ESTERILIZAÇÃO SMS 60G. 120 CM X 120 CM DUPLO – (POLAR FIX) Papel Grau Cirúrgico 51 ▪ Remover o ar do interior das embalagens de papel grau cirúrgico antes da selagem. ▪ Realizar o ajuste perfeito das embalagens duplas, á embalagem interna deve ser em tamanho menor evitando-se dobras internas e sobras ▪ Colocar os itens embalados com concavidade voltadas para o papel. ▪ Colocar os pacotes nos cestos ou carros de rack e arrumá-los nas autoclaves. ▪ Colocar na montagem das cargas o papel em contato com o papel e o plástico com o plástico para facilitar a difusão do agente esterilizante. Caixas Metálicas ● Utilizar caixas metálicas perfuradas e recobertas com embalagens permeáveis na esterilização por vapor. 52 SELAGEM E FECHAMENTO DOS PACOTES ● Obedecer a largura total de 6mm, na selagem térmica, podendo ser em linha simples, dupla ou até tripla e distante 3 cm da borda e do material. ● Observar a termoselagem que deve ser livre de fissuras, rugas ou delaminação e permitir a transferência sob técnica asséptica do pacote. ● Utilizar fita adesiva impregnada com tinta termocrômica (fita zebrada), com largura de pelo menos 03 listras como indicador químico classe I, de exposição, no fechamento de pacotes de algodão tecido, SMS e papel crepado. IDENTIFICAÇÃO ● Identificar internamente a caixa com o nome, quantidade de instrumentos, data (dia, mês e ano) e nome do colaborador responsável pelo preparo, em fita adesiva não zebrada. ● Identificar todas as embalagens externamente com uma fita adesiva ou etiqueta contendo as seguintes informações: nome do produto, número do lote, data da esterilização, data limite de uso, método de esterilização e nome do responsável pelo preparo; ORIENTAÇÃO PÓS PROCEDIMENTO: 53 Verificar se o material está esterilizado, seco. DESEMPENHO ESPERADO: Acondicionar o material de forma correta, permitindo que o vapor penetre em todos os pacotes, efetuando a esterilização eficaz. REGISTROS: Registrar os materiais acondicionados na autoclave, juntamente com a hora de início, quantidade, temperatura e o término do ciclo no livro de protocolo. 54 F o n t e: p r ó p ria 5 5 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Resolução RDC nº15 de 15 de março de 2012. Dispõe sobre requisitos de boas práticas para o processamento de produtos para saúde e dá outras providências. Diário Oficial da União nº 54 de 19 de março de 2012. GRAZIANO, K.U; SILVA, A; PSALTIKIDIS; E.M. Enfermagem em Centro de Material e Esterilização. Barueri, SP: Manole, 2011. B SOBECC. Sociedade Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica e Centro de Material e Esterilização Práticas Recomendadas, 5. ed. São Paulo:SOBECC;2013. 56 POP 08 - PREPARO DO AVENTAL INTRODUÇÃO É o processo de embalagem dos pacotes de avental cirúrgicos. Os aventais são dobrados de forma que as mangas fiquem ao longo do corpo do avental; a abertura das costas, para o lado externo e a ponta da gola, com os amarrilhos, para cima. RESPONSÁVEIS AUXILIAR DE ENFERMAGEM, TÉCNICO DE ENFERMAGEM E ENFERMEIRO. OBJETIVOS Aumentar a proteção do material a ser esterilizado e reduzir o índice de infecções de sítio cirúrgico. Diminuir consumo diário de capotes. MATERIAL ● 01 papel grau cirúrgico 30cm x100m; ● 01 avental; ● 01 compressa 43x50cm; ● 01 integrador químico preenchido com data, lote e autoclave; ● Caneta; ● Etiqueta; DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO ● O pacote deve ser feito de tal forma que os materiais contidos no seu interior não fiquem frouxos nem apertados demais. ● O tamanho do pacote não deve ultrapassar os diâmetros de 30x30cm e o peso de 5kg. ● Ao receber os aventais da lavanderia, o profissional deverá selecioná-los, dobrando- os de acordo com a técnica abaixo: 1ºpasso: Abrir o avental, conferir sua integridade e limpeza, segurá-lo pelas pontas, voltando as mangas para a parte interna; 57 2ºpasso: Dobrá-lo ao meio, disponha-o sobre a mesa; 3ºpasso: Realizar a primeira dobra esticando a manga do avental; 4ºpasso: Dobrar a manga sobre a primeira dobra do avental e deixar os fios sobre a primeira dobra; 5ºpasso: Dobrar a primeira dobra sobre a segunda e iniciar a primeira dobra inferior; 6ºpasso: Após a terceira dobra, colocar o avental dobrado com uma compressa dentro do papel grau cirúrgico 30x30cm, cortar um pedaço de fita indicadora de esterilização e fixar o integrador junto ao grau cirúrgico; 7º passo: Selar o papel grau cirúrgico corretamente, deixando uma borda para abertura de forma estéril. 8ºPasso: Realizar identificação do material de acordo com as normas, cortar um pedaço de fita indicadora de esterilização e fixar sobre a etiqueta. 58 ORIENTAÇÃO PÓS–PROCEDIMENTO: 59 ● O profissional deve considerar contaminado o pacote mal confeccionado e aquele cuja validade de esterilização esteja com mais de 30 dias. ● Todos os campos com data de esterilização vencida, deverão ser lavados e só então preparados e esterilizados novamente. PONTOS CRÍTICOS/RISCO: ● A embalagem que não for corretamente feita poderá contaminar o avental na sua abertura. REGISTRO: ● O profissional que trabalha no setor deverá registrar no relatório a quantidade de aventais separados e retirados de circulação devido o estado de conservação, para que seja feita a reposição dos mesmos. ● O profissional deve identificar todos os graus com a data, conteúdo e sua assinatura. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS SILVA,M.D.A.A.;RODRIGUES,A.L.;CESARETTI,I.U.R.;ecols.Enfermagemna unidade de centro cirúrgico. 2ªedição. SãoPaulo. Editora Pedagógica e Universitária, 1997 60 POP 09 - PREPARO DE CAMPO INTRODUÇÃO É o processo de embalagem dos campos cirúrgicos necessários para os procedimentos cirúrgicos. Os campos cirúrgicos e fenestrados, são recebidos da lavanderia e encaminhados diretamente ao setor de preparo para serem inspecionados, dobrados e acondicionados. Na inspeção, devem ser observadas sujidades, rasgos, microfuros. RESPONSAVEIS AUXILIAR DE ENFERMAGEM, TÉCNICO DE ENFERMAGEM E ENFERMEIRO. OBJETIVOS Aumentar a proteção do material a ser esterilizado e reduzir o índice de infecções de sítio cirúrgico. O funcionário responsável pelo preparo deverá selecionar os campos preocupando com o estado de conservação dos campos, pois estes não poderão ter furos e rasgos. COMPOSIÇÃO E PREPARO DOS PACOTES DE CAMPOS CIRÚRGICOS (LAPS) LAP CIRÚRGICO ▪ Fita indicadora de esterilização para autoclave, integrador químico nível 5 e etiqueta de identificação; ▪ 10 compressas 43x50cm; ▪ 04 campos pequenos 110x160cm; ▪ 02 campos grandes 160x170cm ▪ 01 saco para mesa; ● Grau cirúrgico 40 cm x 100 m; Os campos são embalados no grau cirúrgico duplo da seguinte forma: 04 campos pequenos (110 x 160 cm) juntamente com as compressas em um pacote, no outro coloca-se os campos médios (160 x 170 cm) com o 61 saco de mesa, ambos utiliza-se o integrador químico preenchido com lote, autoclave e data fixado com fita indicadora de esterilização. LAP RN ● Os campos são embalados no grau cirúrgico duplo, com integrador químico preenchido com lote, autoclave e data fixado com fita indicadora de esterilização e etiqueta de identificação; ● 03 campos simples 110X160 cm; ● 03 compressas 43x50cm. LAP PARTO ● Fita indicadora de esterilização para autoclave, fita crepe, integrador químico preenchido com lote, autoclave e data e etiqueta de identificação; ● 01 campo duplo 100x100cm; ● 01 avental; ● 20 gases; ● 06 campos simples 110x160cm; ● 07 compressas. DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO O profissional deverá pegar os campos, dobrando-os de acordo com a técnica correta: 1ºpasso: Abrir o campo cirúrgico inspecionar a integridade, a limpeza do campo e dobrá-lo ao meio no comprimento; 2ºpasso: Após é dobrado transversalmente (de cima para baixo); 3ºpasso: O processo deve ser finalizado dobrando-se a ponta superior externa duas vezes na diagonal - as aberturas devem estar voltadas para o lado oposto ao do executante, e as dobras para cima. 62 4ºpasso: Dobrar os outros campos na mesma técnica e dispor um sobre o outro de acordo com as ilustrações na imagem a seguir, e embalar utilizando a técnica envelope. TÉCNICA DE DOBRADURA DE CAMPO Os aventais ou capotes, bem como os campos cirúrgicos e fenestrados, são recebidos da lavanderia e encaminhados diretamente ao setor de preparo para serem inspecionados, dobrados e acondicionados. Na inspeção, devem ser observadas sujidades, rasgos e ausência de cadarços ou amarrilhos. 63 Fonte: Brasil, 2003 ORIENTAÇÃO PÓS–PROCEDIMENTO: ● O profissional da CME deve considerar contaminado, o pacote mal confeccionado e aquele cuja validade de esterilização esteja com mais de 7 dias para campos e 30 dias para grau cirúrgico. ● Todos os campos com data de esterilização vencida deverão ser lavados, e só então preparados e esterilizados novamente. DESEMPENHO ESPERADO: ● Preparo dentro da técnica, esterilização completa e correta do material. ● O pacote deve ser feito de forma a envolver todo o material - evitando-se deixá-lo frouxo -, para que este, quando esterilizado, não se contamine ao entrar em contato com o meio ambiente. O peso do pacote deve situar-se em torno de 5 quilos e seu tamanho não deve exceder as medidas de 50x30x30cm. 64 PONTOS CRÍTICOS/RISCO: ● A embalagem que não for corretamente feita poderá contaminar o campo na abertura. ● Para evitar perfurações durante o manuseio destes materiais, bem como conservar a sua integridade, as tesouras e pinças mais delicadas devem ser protegidas com gaze ou compressa pequena e postas na parte superior da caixa ou bandeja. Por sua vez, as agulhas, porta-agulhas, pinças de campo e pinças para antissepsia devem ser organizadas de acordo com o tipo de cirurgia. ● Os materiais de borracha e cânulas siliconadas de baixa pressão são acondicionados individualmente em envelope de poliamida ou papel grau cirúrgico. As extensões de borracha devem estar enroladas e presas com uma tira de gaze, e acondicionadas em campo de algodão ou em envelope de poliamida ou papel grau cirúrgico. REGISTRO: O profissional que trabalha no setor deverá registrar no relatório a quantidade de campos separados e retirados de circulação devido o estado de conservação para que seja feita a reposição dos mesmos (conforme POP 65 O profissional da CME deve identificar todos os campos com data, conteúdo, lote de esterilização e sua assinatura. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS SILVA,M.A.A.;RODRIGUES,A.L.;CESARETTI,I.U.R.;escola.Enfermagem Na unidade de centro cirúrgico. 2a edição. São Paulo. Editora Pedagógica e Universitária, 1997. BRASIL; Profissionalização de auxiliares de enfermagem. 2º edição, 2003 66 POP 10 - PREPARO DE COMPRESSAS INTRODUÇÃO É o processo de embalagem das compressas cirúrgicas para a esterilização a vapor. Após o processo de esterilização é utilizada para todos os tipos de procedimentos cirúrgico RESPONSÁVEIS AUXILIAR DE ENFERMAGEM, TÉCNICO DE ENFERMAGEM E ENFERMEIRO. OBJETIVOS Esterilização e proteção de compressas. MATERIAL ● Papel grau cirúrgico 25x100; ● Fita para autoclave e fita crepe; ● 5 compressas; ● Caneta; ● Etiqueta. DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO Selecionar a compressa observando a existência de fios ou pêlos aderidos no tecido, sujidades. Passo a passo: ● Dobrar as compressas (5 unidades) uma a uma em quatro, acondicioná-las uma em cima da outra sobre o campo e colocá-las no papel grau-cirurgico, selar e identificar de acordo com as normas. ORIENTAÇÃO PÓS-PROCEDIMENTO: ● O profissional deve considerar contaminado o pacote mal confeccionado e aquele cuja validade de esterilização esteja vencida. ● DESEMPENHO ESPERADO: 67 Esterilização completa e correta do material. PONTOS CRÍTICOS/RISCO: ● A embalagem que não for feita corretamente dentro da técnica poderá contaminar a compressa durante sua abertura; ● O pacote de compressa que não estiver identificado deverá ser desprezado e não poderá ser utilizado, pois o seu uso poderá acarretar infecção de sítio cirúrgico para o paciente. REGISTRO: ● O profissional deverá anotar no livro de ocorrências a quantidade de compressas feitas no plantão. ● O pacote deve ser datado e assinado pelo profissional que o confeccionou. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS SILVA,M.A.A.;RODRIGUES,A.L.;CESARETTI,I.U.R.;escola.Enfermagem Na unidade de centro cirúrgico. 2a edição. São Paulo. Editora Pedagógica e Universitária, 1997 68 POP 11 - LIMPEZA DAS AUTOCLAVES INTRODUÇÃO É o processo de limpeza e desinfecção do interior e exterior das máquinas de autoclaves. A desinfecção deverá ser semanal, sendo realizada nos domingos, conforme escala fixada no mural. RESPONSÁVEIS AUXILIAR DE ENFERMAGEM, TÉCNICO DE ENFERMAGEM E ENFERMEIRO. OBJETIVOS Garantir a eficácia do processo de esterilização dos materiais expostos ao processo de esterilização das autoclaves. Manter as embalagens dos materiais limpos. MATERIAL ● Equipamento de proteção individual; ● Esponja; ● Detergente neutro; ● Recipiente com água; ● Pano úmido; ● Pano seco. DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO ▪ Higienizar as mãos; ▪ Desligar a Autoclave da rede elétrica, aguardar a temperatura no interior baixar; ▪ . Preparar todo o material necessário para a realização da limpeza (almotolia com solução de água e detergente neutro, balde com água limpa e compressas); ▪ Colocar os EPI (touca descartável, avental impermeável, óculos de proteção, máscara descartável e luvas de borracha); 69 ▪ Passar a esponja umedecida com água e detergente neutro no interior da máquina e nas grades; repetir três vezes o processo; ▪ Pegar uma compressa e passar somente com água em todo o interior; Após este processo pegar outra compressa e realizar a secagem do interior da autoclave; ▪ Dispor de um terceiro tecido para a limpeza da porta; ▪ Ao término dispor de um tecido umedecido com saneante padronizado e passar em todo o interior e exterior da autoclave. ▪ Ao final do período de utilização do equipamento proceder também à limpeza externa da autoclave, repetindo os passos 5, 6 e 7; ▪ Retirar os EPI utilizados, descartando os de uso único, higienizando e guardando em local adequado os demais; ▪ Organizar o material utilizado em seus devidos lugares conforme rotina do serviço; ▪ Manter o setor limpo, organizado; ▪ Higienizar as mãos. ORIENTAÇÃO PÓS–PROCEDIMENTO ● Aguardar a secagem da máquina mantendo-a aberta. ● Observar a presença de sujidades ou manchas na mesma. DESEMPENHO ESPERADO: A limpeza do interior da máquina para que ocorra uma esterilização eficaz e os materiais saiam limpos. PONTOS CRÍTICOS/RISCO: A limpeza ineficaz acarreta risco de contaminação no processo de esterilização. REGISTRO: O profissional que estiver escalado para a esterilização, fará a limpeza e o registro da limpeza no livro de esterilização, anotando dia e hora a qual foi realizado e assinando embaixo (anexo 4). ANEXO 4: 70 REGISTRO DE LIMPEZA DE AUTOCLAVES 71 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS SILVA,M.D.A.A.;RODRIGUES,A.L.;CESARETTI,I.U.R.;ecols.Enfermagem na unidade de centro cirúrgico. 2a edição. São Paulo. Editora Pedagógica e Universitária, 1997. 72 POP 12 - ESTERILIZAÇÃO A VAPOR INTRODUÇÃO O vapor sob pressão permite que o calor úmido transfira-se para substâncias porosas pela condensação, resultando na destruição de todas as formas de vida microbiana. O vapor saturado exerce uma pressão máxima pelo vapor da água a uma dada temperatura e pressão através da autoclave. RESPONSÁVEIS AUXILIAR DE ENFERMAGEM, TÉCNICO DE ENFERMAGEM E ENFERMEIRO. OBJETIVOS A esterilização é designada com uma margem de segurança, de modo que os últimos microorganismos que ainda resistem à limpeza e descontaminação venham a morrer. MATERIAL ● Equipamentos de Proteção Individual; ● Material e equipamento já empacotados e identificados; ● Autoclave; ● Carrinho de carga; ● Luvas resistentes ao calor destinada a retirar a carga. DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO Método para a esterilização a vapor ▪ Observar os pacotes se está com data, nome do material, nome do funcionário e validade; ▪ Observar a integridade dos pacotes, em papel grau cirúrgico, campo cirúrgico e/ou caixas; ▪ Abrir a autoclave e confirmar se foi realizada a limpeza da máquina; ▪ Acondicionar os materiais na autoclave lotando apenas 80% da câmara; 73 ▪ Dispor de um piloto teste para cada ciclo realizado; ▪ Listar os materiais que foram acondicionados nos livros; ▪ Fechar a autoclave; ▪ Escolher o ciclo para o tipo de material que foi armazenado; ▪ Iniciar o ciclo de esterilização adequado; ▪ Após o término de esterilização deixar a porta da autoclave entreaberta; ▪ Após o resfriamento dos materiais, observar as fitas teste; ▪ Levar para o arsenal, buscando manusear o mínimo possível os materiais e equipamentos estéril. PREPARANDO OS ARTIGOS E CARREGANDO A AUTOCLAVE ▪ Após o material ser colocado na autoclave, inicia-se a drenagem do ar dentro da câmara e do ar residual dentro dos pacotes, para que o vapor possa entrar em contato com os materiais neles contidos. ▪ Para assegurar a correta esterilização dos materiais, faz-se necessária a adoção de alguns cuidados que facilitam a circulação e penetração do vapor no material: ▪ Utilizar somente 80% da capacidade de armazenamento da câmara, com materiais que requeiram o mesmo tempo de esterilização; ▪ Evitar que os pacotes encostam-se às paredes do aparelho e entre eles; ▪ Colocar os pacotes maiores na parte inferior e os menores na parte superior do aparelho, dispondo os jarros, bacias e frascos com a boca para baixo, para facilitar a remoção do ar e do vapor. ▪ Para se verificar se a esterilização dos materiais está realmente ocorrendo, deve-se observar se a pressão e a temperatura estão nos níveis programados, durante todo o ciclo. ORIENTAÇÃO PARA OS FUNCIONÁRIOS: ● No primeiro ciclo do dia, deve ser realizado o teste químico BOWIE&DICK e só então iniciar a esterilização dos materiais. DESEMPENHO ESPERADO: Esterilização eficaz. 74 PONTOS CRÍTICOS/RISCO: ● O fechamento das caixas cirúrgicas deverá ocorrer antes da esterilização; ● Deverá ser observada a presença de água nos objetos, o que indica uma esterilização ineficaz; ● A autoclave deverá ser manuseada com luvas anti térmica para a retirada de materiais. REGISTROS: ▪ Registrar todos os materiais e produtos expostos à esterilização a vapor; ▪ Essas informações deverão constar no livro, contendo o nome do profissional que manuseia a máquina, data, hora, lote e autoclave e anotações de intercorrências ou não. REGISTRO QUÍMICO E LOTE ● O registro do lote ocorre conforme o alfabeto ( A ao Z), e utilizam-se os números de 1 ao 30; toda vez que chegar ao número 30 inicia-se outra letra ou conforme número de lote fornecido pela própria auto-clave. REGISTRO FUNCIONAL ● Deve-se anotar todos os ciclos, colocando data, número do ciclo, autoclave utilizada, hora de início e término, duração do ciclo, registros de manômetros e manobras, responsável pela esterilização. Este registro é importante, pois ele nos dá a ideia de duração de ciclos, conseguindo assim nos programar para entrega de materiais. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRASIL; Profissionalização de auxiliares de enfermagem. 2º edição, 2003 SILVA,M.D.A.A.;RODRIGUES,A.L.CESARETTI,I.U.R.Escola.Enfermagem na unidade de centro cirúrgico. 2a edição. São Paulo. Editora Pedagógica e Universitária, 1997. 75 POP 13 - TESTE BOWIE &DICK INTRODUÇÃO Consiste em papel teste Bowie &Dick envolvido em campos cirúrgicos. O teste Bowie & Dick deve ser feito todos os dias, antes da primeira carga a ser processada, pois é um meio sensível e rápido para detectar vazamentos e remoção inadequada ou remoção insuficiente do ar em esterilizador. O teste de Bowie & Dick é um indicador químico de classe II, item obrigatório para a testagem de equipamentos de esterilização a vapor, conforme a Resolução RDC 015/2012. Art. 93 é obrigatório a realização de teste para avaliar o desempenho do sistema de remoção de ar (Bowie & Dick) da autoclave assistida por bomba de vácuo, no primeiro ciclo do dia. As especificações do Bowie & Dick devem seguir os padrões da autoclave. RESPONSÁVEIS AUXILIAR DE ENFERMAGEM, TÉCNICO DE ENFERMAGEM E ENFERMEIRO. OBJETIVOS ● Verificar a remoção do ar nas autoclaves com pré-vácuo e garantir a penetração uniforme do vapor nos materiais. ● Testar a eficácia da bomba de vácuo da autoclave; MATERIAL ● Equipamento de proteção individual; ● Folhas de Bowie & Dick; ● Compressas; ● Campos para envolvê-los; ● Fita crepe e pincel; ● Ficha impressa para registro de dados ou livro; DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO ● Realizado como primeiro ciclo do dia; 76 ● Lavar as mãos; ● Utilizar EPI; ● Prepare um pacote de prova de campos cirúrgicos. Os campos devem ser recentemente lavados, mas não passados. Devem ser condicionadas de modo que o pacote mede pelo menos 17 cm de um lado (6,7 polegadas) e 22 cm (8,7 polegadas) do outro lado, e colocadas uma por cima da outra. A altura do pacote deve ser de 25 a 28 cm (10 a 11 polegadas)Colocar a folha teste no centro geométrico do pacote; ● Coloque uma única folha de Bowie-Dick teste Chemdye® no centro do pacote de teste; ● Embalar frouxamente o pacote em campo de algodão duplo, fechando com fita adesiva; ● A quantidade de campos dependerá da altura do pacote. ● O Pacote deve pesar em torno de 4 quilos, ● Identificar o teste com nome, data e número do esterilizador; ● Utilizar indicador químico externo no pacote (fita-teste); ● Colocar o pacote no rack do esterilizador, horizontalmente e de forma que o centro do pacote fique de 10 cm a 20 cm sobre o dreno da autoclave; ● Selecionar o ciclo específico para teste de Bowie & Dick da autoclave. ● Registrar o teste em impresso próprio conforme rotina da instituição; ● Após o término do ciclo, abrir o pacote, retirar a folha e observar a mudança uniforme de cor na folha teste. ● A não uniformidade da cor do indicador no centro do teste indica presença de ar residual na câmara interna, evidenciando uma falha na autoclave. Neste caso o esterilizador deverá ser interditado e avaliado pelo técnico responsável; ● Identificar na folha do teste a data, hora, o número da autoclave, operador que realizou o teste e o resultado, arquivando este documento conforme rotina da instituição; PACOTE TESTE PRONTO USO ▪ Seguir as recomendações a partir da colocação do teste no rack caso o pacote teste de Bowie & Dick pronto uso seja utilizado pela instituição. ▪ Checar no manual do fabricante se o equipamento (autoclave) é de origem europeia ou americana antes de decidir o tipo de pacote Bowie e 77 Dick que será utilizado em sua autoclave (se teste Bowie e Dick padrão AAMI ou Norma europeia). ✔ Proceder registro em LIVRO DE REGISTRO TESTE BOWIE DICK RESULTADOS ESPERADOS ● O teste realizado deve se apresentar resultado satisfatório; ● O funcionamento das autoclaves dentro dos parâmetros de segurança e eficiência. MONTAGEM DO TESTE BOWIE – DICK – AUTOCLAVE GRANDE FONTE: AAMI 78 Utilizar integrador em cada teste e colar em livro. Integrador Classe V: reage a todos os parâmetros críticos da esterilização: temperatura, tempo mínimo de exposição, qualidade de vapor. 79 F o n t e: p r ó p ria 8 0 81 RESULTADO As folhas do teste são datadas e arquivadas em uma pasta arquivo separadas por autoclave, mês e ano. Espera-se um resultado eficaz. Obs: O teste pode ser realizado por qualquer profissional da enfermagem, todavia, a validação do mesmo deve se dar a partir da avaliação do profissional enfermeiro. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Manual de Esterilização da 3M. PADOVEZE, M. C.: DELMONTEM.C.C .Esterilização de artigos em unidades de saúde. 2a ed. São Paulo: Associação Paulista de Estudos e Controle de Infecção Hospitalar, 2003. Resolução-RDC nº 15, de 15 de março de 2012. 82 POP 14 - TESTE BIOLÓGICO INTRODUÇÃO Consiste em tubos de teste biológicos envolvidos em campos cirúrgicos. É o único meio de assegurar que o conjunto de todas as condições de esterilização está adequada porque os microorganismos são diretamente testados quanto ao seu crescimento ou não após a aplicação do processo. São ampolas contendo um papel filtro com uma população padronizada de esporos resistentes ao processo em teste, contendo 106 Unidades Formadoras de Colónias. • Possuem invólucros com meio de cultura; • São submetidas ao processo de esterilização e levadas para a incubação; • Leitura dos resultados é em 4, 8, 12 e 24 horas (vapor); • No mínimo 1 vez na semana; • Em cargas que contenham implantes e instrumentais utilizados para implantes de órgãos deve conter em todas as cargas* • Devem-se registrar as leituras em formulários próprios e arquivar; RESPONSÁVEIS AUXILIAR DE ENFERMAGEM, TÉCNICO DE ENFERMAGEM E ENFERMEIRO. OBJETIVOS Validação do processo de esterilização das autoclaves. Monitorar o processo de esterilização MATERIAL ● Equipamento de proteção individual; ● Tubos do teste biológico; ● Campos para envolvê-los. ● Fita crepe e pincel atômico. DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO 83 ▪ Realizar o monitoramento do processo de esterilização com indicador biológico diariamente, na primeira carga do dia e em todas as cargas com produtos implantáveis, em pacote desafio disponível comercialmente ou construído pela CME. ▪ Anotar no rótulo da ampola-teste o número da carga, data e esterilizador (autoclave); ▪ Colocar a ampola-teste dentro do pacote-teste e processá-la juntamente com o restante da carga. ▪ Retirar a ampola-teste do pacote processado no vapor e deixar esfriar por 10 minutos. ▪ Fechar completamente a tampa da ampola exercendo pressão sobre a mesma. Incubar a ampola-teste 1292 (vapor) pelo prazo recomendado pelo fabricante após retirar da autoclave. ▪ Posicionar a ampola-teste inclinando-a (ângulo de 45o) na posição central do compartimento específico. ▪ Empurrá-la para frente. ▪ A ampola de vidro quebrará no interior da ampola de plástico. ▪ Dar leves batidas no fundo da ampola para que o líquido se misture rapidamente à tira com bacilo. ▪ Incubar o indicador biológico nos compartimentos laterais. ▪ Colocar a ampola-teste em um dos compartimentos e aguardar a luz amarela acender. Proceder da mesma forma para uma ampola não processada, para utilizá-la como controle positivo. ▪ Observar resultado positivo para a amplo controle, ao final do prazo recomendado pelo fabricante, no qual acenderá uma luz vermelha soando um alarme. ▪ Observar resultado negativo para a ampla teste, ao final do prazo recomendado pelo fabricante. ▪ Registrar os resultados das leituras das ampolas teste e ampolas controle no impresso de registros. ▪ Retirar os rótulos das ampolas e colar ao lado do resultado. ▪ Descartar as ampolas negativas nas caixas de perfurocortantes e encaminhar as ampolas controle a Central de Resíduos. 84 Obs: os materiais esterilizados até o resultado final do teste devem ficar em quarentena até o positivo. O teste pode ser realizado por qualquer profissional da enfermagem, todavia, a validação do mesmo deve se dar a partir da avaliação do profissional enfermeiro. REGISTRO: ✔ Após a leitura, as etiquetas de cada ampola são retiradas e colocadas em um livro ata onde são registrados os resultados. ✔ Esse livro fica arquivado pelo prazo mínimo de 05 anos. ATENÇÃO: Recomendação de uso: A RDC nº 15/2012 exige a espera da leitura dos resultados do IB, quando da esterilização dos implantáveis e, como rotina, que seja realizado um teste de IB diário, em cada autoclave. Contudo, devido ao custo elevado (três vezes maior que um IQ de classe V ou VI), hoje discute-se o uso racional deste indicador – realizar o teste, no mínimo, uma vez por semana... (DIRETÓRIO NACIONAL DE ENFERMAGEM, BRASÍLIA-DF, 2020, pág. 83). Em materiais órteses e prótese deve ser realizado a cada carga de esterilização respeitando os critérios de anotação em livro de registro. 85 86 MANIPULAÇÃO APÓS AUTOCLAVAGEM Aguarde 15 min após esterilização para resfriamento do pacote para promoção da abertura. Introduza 1/3 da ampola na incubadora e para ativá-la de uma leve quebra lateral para que promova a quebra e após de uns leves petelecos na parte inferior para que desloque a parte e misture o meio de cultura com os esporos. Promova a mesma coisa com a ampola teste (não autoclavada). Após a incubação e período conforme o fabricante promova o registro em livro controle. Os testes devem ser validados pelo enfermeiro responsável do CME. Todo teste não validado deve ser anotado em folha controle bem como as providências tomadas. Sempre que a autoclave sofrer alguma intervenção de manutenção, o teste deve ser realizado. 87 88 F o n t e: p r ó p ria 8 9 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Manual da Incubadora Attest 290 Auto- reader da 3M, 2003. PADOVEZE, M. C.: DELMONTE ACC .Esterilização de artigos em unidades de saúde. 2a ed. São Paulo: Associação Paulista de Estudos e Controle de Infecção Hospitalar, 2003. 90 POP 15 - ARMAZENAMENTO E TRANSPORTE DE MATERIAIS INTRODUÇÃO É a área que se destina ao armazenamento e distribuição do material esterilizado para todos os setores do hospital. Art. 101 Os produtos esterilizados devem ser armazenados em local limpo e seco, sob proteção da luz solar direta e submetidos à manipulação mínima. Art. 102 O responsável pelo CME deve estabelecer as regras para o controle dos eventos que possam comprometer a integridade e selagem da embalagem dos produtos para saúde. RESPONSÁVEIS AUXILIAR DE ENFERMAGEM, TÉCNICO DE ENFERMAGEM E ENFERMEIRO. OBJETIVOS Centralizar todos os artigos processados e esterilizados para serem distribuídos nas unidades consumidoras. DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO ▪ Todos os materiais estéreis. Uso obrigatório do EPI`s; ▪ Lavar as mãos antes do manuseio dos materiais; ▪ Aguardar o resfriamento dos materiais; ▪ Observar quanto ao processo de esterilização, separar e guardar; ▪ Observar a data de validade dos materiais já armazenados, disponibilizados os mesmos na frente; ▪ Manter os armários abertos; ▪ Disponibilizar os materiais solicitados e protocolados; ▪ Manter o ambiente resfriado; ORIENTAÇÕES PÓS-PROCEDIMENTO: ● O armazenamento não eficaz dos materiais esterilizados pode causar danos posteriores no sítio cirúrgico; ● Todos os materiais com data de validade vencida, encaminhar para área de preparo para esterilização; 91 ● Considerar como contaminados pacotes caídos no chão, comprimidos, torcidos ou úmidos; DESEMPENHO ESPERADO: O armazenamento e a conservação eficaz dos materiais estéreis. REGISTRO: ✔ Registrar todos os materiais armazenados e distribuídos com data, hora e assinatura do profissional responsável. TRANSPORTE Art. 103 O transporte de produtos para saúde processados deve ser feito em recipientes fechados e em condições que garantam a manutenção da identificação e a integridade da embalagem. Art. 104 O transporte dos produtos para saúde a serem encaminhados para processamento nas empresas processadoras ou na CME de funcionamento centralizado deve ser feito em recipiente exclusivo para este fim, rígido, liso, com sistema de fechamento estanque, contendo a lista de produtos a serem processados e o nome do serviço solicitante. Art. 105 Os produtos para saúde processados por empresa processadora ou no CME de funcionamento centralizado devem ser transportados para o serviço de saúde em recipientes fechados que resistam às ações de punctura e ruptura, de forma a manter a integridade da embalagem e a esterilidade Deve ser utilizado o carrinho com os containers transparente e com tampa para colocar os artigos contaminados retirados das coletas de materiais. Todos os materiais serão devidamente registrados antes da saída do setor em livro próprio de registro contendo data, hora, material, carga, lote, observação, setor encaminhado, funcionário responsável. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA Resolução-RDC nº 15, de 15 de março de 2012. 92 POP 16 - DESINFECÇÃO E LIMPEZA DA UNIDADE INTRODUÇÃO Consiste na limpeza diária dos mobiliários do CME com Surfic. RESPONSÁVEIS AUXILIAR DE ENFERMAGEM, TÉCNICO DE ENFERMAGEM E ENFERMEIRO. OBJETIVOS Eliminação parcial de microorganismos reduzindo o risco de contaminação. MATERIAL ✔ Equipamentos de proteção individual ✔ Pano ✔ Escova ✔ Esponja ✔ Surfic ou saneante disponível na unidade DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO Princípios básicos para a limpeza: ▪ De cima para baixo; ▪ Do mais distante para o mais próximo; ▪ De trás para frente; ▪ Preparar o material necessário para realizar desinfecção; ▪ Esvaziar os mobiliários; ▪ Todo procedimento de desinfecção deverá ser realizado acompanhado de EPI´s específicos em relação à natureza do risco a qual o profissional está exposto; ▪ Limpar os mobiliários umedecendo o pano com surfic utilizando os princípios básicos da limpeza; ORIENTAÇÕES PÓS-PROCEDIMENTO: Manter o ambiente organizado. DESEMPENHO ESPERADO: 93 Espera-se que os mobiliários estejam limpos sem sujidades, eliminando assim o risco de contaminação. PONTOS CRÍTICOS/RISCOS: A limpeza não eficaz poderá acarretar falha em procedimento mais complexo. 25.1 LIMPEZA Limpeza concorrente: É feita diariamente, conforme rotina do setor e da instituição ou de acordo com as necessidades. Tem por finalidade a manutenção da limpeza e organização do ambiente, bem como a reposição de consumo. Limpeza terminal: É realizada às Terças-feiras na área limpa, quarta feira área suja, ou conforme rotina da unidade. Usar equipamento de proteção individual (EPI): ● luvas de borracha de cano longo, ● avental, ● protetor ocular (quando houver risco de respingo de líquidos) e ● máscara (quando houver risco de aspersão de líquidos). Nunca efetuar varreduras a seco, pois provoca a suspensão de microorganismos. Proceder à varredura úmida. Começar a limpeza da área menos contaminada para a mais contaminada. Limpar em sentido único de cima para baixo e em linha paralela, nunca em movimento vai e vem. Iniciar a limpeza pelo teto, depois as paredes e por último o piso. No banheiro, lavar por último o vaso sanitário, onde será desprezada toda a água utilizada na limpeza. Usar solução de desinfetante após a limpeza sempre que houver contaminação com matéria orgânica (sangue, secreções, excreções, etc.). 94 ROTINA DE LIMPEZA ● É realizada a limpeza terminal do setor todas as terças feiras na área limpa, quarta feira área suja; ou conforme calendário de limpeza terminal desde que não ultrapasse 07 dias. ● Limpeza concorrente todas as manhãs e tarde. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: Bvsms.saude.gov.br/bvspublicacoes/superfície pbf Resolução-RDC nº 15, de 15 de março de 2012. 95 POP 17 - TROCA DE DESCARPACK INTRODUÇÃO É o ato de realizar a troca do recipiente (Descarpack) onde é descartado o instrumento perfurocortante. Utilizados para prevenir acidentes com instrumentos perfurocortantes (instrumentos que podem cortar, lacerar ou perfurar e causar um ferimento), é isoladamente a medida mais importante que os profissionais de saúde podem tomar para evitar as infecções causadas por microorganismos patogênicos transmitidos pelo sangue. Conforme Bolicketal (2000) relata que é preciso descartar o instrumento perfurocortante logo que possível em um recipiente aprovado e resistente à perfuração. RESPONSÁVEIS AUXILIAR DE ENFERMAGEM, TÉCNICO DE ENFERMAGEM E ENFERMEIRO. OBJETIVOS Prevenir acidentes com instrumentos perfurocortantes. MATERIAL Descarpack DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO ▪ Tire o coletor descarpack da sacola amarela e abra o coletor; ▪ Abra a sacola plástica; ▪ Coloque o fundo rígido dentro da sacola plástica; ▪ Introduza também a cinta interna, posicionando-a em forma de triângulo rígido sobre o fundo rígido; ▪ Encoste a cinta nas paredes internas; Coloque as sobras da sacola para dentro; ▪ Introduza a bandeja impermeável sobre a sacola plástica até o fundo; ▪ A seguir faça a montagem das alças duplas; ▪ Passe a parte superior da alça para dentro do orifício; 96 ▪ O procedimento de segurança fica pronto para o desprezo de instrumentos perfuro- cortantes; ▪ É importante manusear com cuidado. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: BOLICK,D; et al. Segurança e controle de infecção. Rio de Janeiro: Reichmann e Afonso editores, 2000. 97 POP 18 - REPROCESSAMENTO DE FURADEIRAS CIRÚRGICAS OBJETIVOS ● Garantir limpeza e funcionamento adequados do equipamento; ● Remover sujidade; ● Reduzir a carga microbiana; ● Prevenir infecções hospitalares; ● Controlar a entrada e saída do equipamento na CME. CAMPOS DE APLICAÇÃO ● CME RESPONSABILIDADE/COMPETÊNCIA ● Compete aos Enfermeiros Supervisores orientar, acompanhar, supervisionar e avaliar as atividades relacionadas à limpeza de furadeiras; ● Compete aos AE, TE e Enfermeiro Assistencial a execução das atividades de todas as etapas da limpeza de furadeiras. REFERÊNCIAS NORMATIVAS ● RDC 15 de 15/03/2012 - ANVISA - dispõe sobre requisitos de boas práticas para o processamento de produtos para a saúde e dá outras providências. ● RDC 001/2010 - Exigência de Certificação de Cumprimento de Boas Práticas de Fabricação e Controle, para fins de registro e revalidação de registro de Produtos para a Saúde conforme previsto na RDC nº 25/2009; ● Norma técnica 129/2008 de 10 de setembro de 2008, ANVISA esclarece sobre o processo de registro de produtos para uso em saúde; ● Alerta 939 de 09/09/2008, ANVISA esclarece sobre equipamento cirúrgico para ortopedia. ● RDC 08 de 27/02/09 - Dispões sobre as medidas para redução da ocorrência de infecções por Micobactérias de Crescimento Rápido (MCR) em serviços de saúde. DEFINIÇÕES 98 Detergentes: produto destinado a limpeza de artigos e superfícies por meio da diminuição da tensão superficial, composto por grupo de substâncias sintéticas, orgânicas, líquidas ou pós-solúveis em água que contém agentes umectantes e emulsificantes que suspendem a sujidade e evitam a formação de compostos insolúveis ou espuma no instrumento ou na superfície; Embalagem para esterilização de produtos para saúde: invólucro que permite a entrada e saída do ar e do agente esterilizante e impede a entrada de microorganismos: Limpeza: remoção de sujidades orgânicas e inorgânicas; redução da carga microbiana presente nos produtos para saúde, utilizando água, detergentes, produtos e acessórios de limpeza, por meio de ação mecânica (manual ou automatizada), atuando em superfícies internas (lúmen) e externas, de forma a tornar o produto seguro para manuseio e preparado para desinfecção ou esterilização; Rastreabilidade: capacidade de traçar o histórico do processamento do produto para saúde e da sua utilização por meio de informações previamente registradas; CONTEÚDO PADRÃO Recursos Necessários ● EPI - luvas de procedimento, luvas de borracha antiderrapante, luvas térmicas, luvas cirúrgicas, touca, avental impermeável, óculos de proteção, sapato fechado, máscara cirúrgica; ● Água; ● Detergente enzimático; ● Sistema de registro próprio; ● Sabonete líquido; ● Gel alcoólico 70%; ● Compressas; ● Escovas; 99 ● Recipiente plástico; ● Ar comprimido; PRINCIPAIS PASSOS Recebimento / Conferência ● Lavar as mãos com água, sabão secar e friccionar com gel alcoólico por 15 segundos; ● Usar EPI; ● Receber e conferir as peças da furadeira (peça de mão, adaptador, cabo c/bateria e borboleta); ● Registrar a entrada por meio do Sistema próprio; ● Proceder à limpeza das furadeiras e componentes com solução de detergente enzimático com auxílio das escovas próprias; Peça de mão: furadeiras ● Aplicar água sobre superfície da peça com o cabeçote virado para baixo ● Aplicar água através da cânula removendo os resíduos existentes; ● Utilizar compressa umedecida em solução enzimática na superfície de toda a furadeira; ● Utilizar escova para canulados umedecida em solução enzimática para a remoção de resíduos e na cabeça de fixação do adaptador; ● Enxaguar em água corrente, com o cabeçote virado para baixo e protegendo o conector elétrico; Adaptadores ● Aplicar água sobre a superfície com a ponta da peça direcionada para baixo; ● Proceder à limpeza com solução enzimática e escova própria no interior do adaptador de dentro para fora; ● Utilizar escova pequena nas pontas e ranhuras da peça; ● Enxaguar em água corrente, com a ponta da peça direcionada para baixo; ● Cabo da bateria 100 ● Limpar toda a superfície do cabo e bateria com uma compressa umedecida com solução de detergente enzimático; ● Enxaguar toda a superfície do cabo e bateria com uma compressa umedecida com água; Caixa ● Colocar a caixa em solução enzimática, e aguardar tempo de exposição de acordo com o fabricante; ● Friccionar a superfície externa e interna com escova, 5 vezes, até a eliminação de sujidade visível certificando-se de que todas as reentrâncias foram lavadas; ● Enxaguar em água corrente; Secagem ● Secar a superfície de todas as peças com uma compressa e ar comprimido; ● Secar a caixa com compressa CUIDADOS ESPECIAIS Não imergir a peça de mão na solução enzimática; Não imergir a bateria na solução enzimática; Não imergir o conector elétrico na solução enzimática; Não imergir os adaptadores na solução enzimática; Não aplicar água no cabeçote e no ponto de conexão da bateria; Não aplicar água no conector elétrico; REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS SOBECC. Práticas Recomendadas 6º ed. São Paulo, 2013 101 POP 19 – CUIDADOS COM EQUIPAMENTOS INTRODUÇÃO Manutenção dos equipamentos utilizados no setor. Ex. Autoclaves, ar condicionado, etc. O programa de manutenção preventiva deve ser estabelecido de acordo com o equipamento. Além de assegurar o desempenho adequado, a rotina de manutenção aumenta a vida útil dos mesmos. Conforme a RESOLUÇÃO - RDC Nº 15, DE 15 DE MARÇO DE 2012 Dispõe sobre requisitos de boas práticas para o processamento de produtos para saúde e dá outras providências. Art. 37 Deve ser realizada qualificação de instalação, qualificação de operação e qualificação de desempenho, para os equipamentos utilizados na limpeza automatizada e na esterilização de produtos para saúde, com periodicidade mínima anual. Parágrafo único. Sempre que a carga de esterilização apresentar desafios superiores àquela utilizada na qualificação de desempenho, esta qualificação deve ser refeita. Art. 38 As leitoras de indicadores biológicos e as seladoras térmicas devem ser calibradas, no mínimo, anualmente. Art. 39 A qualificação térmica e a calibração dos instrumentos de controle e medição dos equipamentos de esterilização a vapor e termodesinfecção e as requalificações de operação devem ser realizadas por laboratório capacitado, com periodicidade mínima anual. Art. 40 Na manutenção dos equipamentos, as informações resultantes das intervenções técnicas realizadas devem ser arquivadas para cada equipamento, contendo, no mínimo: I - Data da intervenção; 102 II - Identificação do equipamento; III - Local de instalação; IV - Descrição do problema detectado e nome do responsável pela identificação do problema; V - Descrição do serviço realizado, incluindo informações sobre as peças trocadas; VI - Resultados da avaliação dos parâmetros físicos realizados após a intervenção e complementados com indicadores químicos e biológicos, quando indicado; VII - Nome do profissional que acompanhou a intervenção e do técnico que executou o procedimento. Parágrafo único. O prazo de arquivamento para o registro histórico dos equipamentos de saúde deve ser contado a partir da desativação ou transferência definitiva do equipamento de saúde do serviço. Art. 41 Todos os equipamentos de limpeza automatizada e esterilização devem ter seu processo requalificado após mudança de local de instalação, mau funcionamento, reparos em partes do equipamento ou suspeita de falhas no processo de esterilização. Parágrafo único. Na requalificação dos equipamentos de esterilização deve-se incluir o uso de indicadores biológicos e químicos. Art. 42 A área de monitoramento da esterilização de produtos para saúde deve dispor de incubadoras de indicadores biológicos. Art. 43 Os demais equipamentos utilizados devem ser monitorados de acordo com normas específicas e orientações do fabricante. 103 RESPONSÁVEIS AUXILIAR DE ENFERMAGEM, TÉCNICO DE ENFERMAGEM E ENFERMEIRO. OBJETIVOS Assegurar que os equipamentos estão em perfeitas condições de uso, garantindo sua eficácia. DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO ✔ Autoclave: todo mês, conforme escala fornecida pelo serviço de engenharia clínica. ✔ Ar condicionado: a cada 30 dias. DESEMPENHO ESPERADO: Equipamentos em perfeita condição de uso. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS PADOVEZE, M. C.: DELMONTE. C. C. Esterilização de artigos em unidades de saúde. 2 ed. São Paulo: Associação Paulista de Estudos e Controle de Infecção Hospitalar,2003. Resolução-RDC nº 15, de 15 de março de 2012. 104 POP 20 - RECEPÇÃO DE MATERIAIS INTRODUÇÃO É o processo de recebimento de materiais para esterilização ou esterilização, os mesmos devem ser protocolados. Conforme a RESOLUÇÃO - RDC Nº 15, DE 15 DE MARÇO DE 2012 Dispõe sobre requisitos de boas práticas para o processamento de produtos para saúde e dá outras providências. Art. 62 Deve ser realizada a conferência e o registro de entrada de todos os produtos para saúde recebidos para processamento. Parágrafo único. A empresa processadora deve registrar todos os produtos para saúde recebidos para processamento, na área de recepção da empresa. Art. 63 O responsável pelo CME Classe II, em situações de comprovada urgência, pode receber produtos para saúde não definidos pelo Comitê de Processamento de Produtos para Saúde, devendo proceder ao registro e, posteriormente, comunicar o fato ao Comitê. Art. 64 Não é permitido o recebimento ou circulação na sala de recepção e limpeza da CME de têxteis limpos provenientes da unidade de processamento de roupas e que necessitam ser esterilizados antes da sua utilização. RESPONSÁVEIS AUXILIAR DE ENFERMAGEM, TÉCNICO DE ENFERMAGEM E ENFERMEIRO. OBJETIVOS Garantir o controle de materiais que entram na CME. DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO A CME conta com um livro de entrada de materiais, contendo o horário de recebimento do material, o nome do material recebido, completo ou incompleto e observações, nome do funcionário, data. 105 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS PADOVEZE, M. C.: DELMONTE. C. C. Esterilização de artigos em unidades de saúde. 2 ed. São Paulo: Associação Paulista de Estudos e Controle de Infecção Hospitalar,2003. Resolução-RDC nº 15, de 15 de março de 2012. 106 POP 21 - USO DO INTEGRADOR QUÍMICO A VAPOR INTRODUÇÃO Integrador químico de uso interno, indicado para utilização em pacotes que serão esterilizados a vapor em parâmetros determinados mundialmente. Conforme a RESOLUÇÃO - RDC Nº 15, DE 15 DE MARÇO DE 2012 Dispõe sobre requisitos de boas práticas para o processamento de produtos para saúde e dá outras providências. Art. 96 O monitoramento do processo de esterilização deve ser realizado em cada carga em pacote teste desafio com integrador químico (classes 5 ou 6), segundo rotina definida pelo próprio CME ou pela empresa processadora. Art. 97 O monitoramento do processo de esterilização com indicadores físicos deve ser registrado a cada ciclo de esterilização. Art. 98 No monitoramento do processo de esterilização dos produtos para saúde implantáveis deve ser adicionado um indicador biológico, a cada carga. Parágrafo único. A carga só deve ser liberada para utilização após leitura negativa do indicador biológico. Art. 99 O monitoramento do processo de esterilização com indicador biológico deve ser feito diariamente, em pacote desafio disponível comercialmente ou construído pelo CME ou pela empresa processadora, que deve ser posicionado no ponto de maior desafio ao processo de esterilização, definido durante os estudos térmicos na qualificação de desempenho do equipamento de esterilização. Art. 100 A área de monitoramento do processamento de produtos para saúde deve dispor de sistema para guarda dos registros dos monitoramentos. RESPONSÁVEIS AUXILIAR DE ENFERMAGEM, TÉCNICO DE ENFERMAGEM E ENFERMEIRO. 107 OBJETIVOS O uso do integrador químico tem o objetivo de assegurar que o artigo foi esterilizado. Efetuar a monitorização das condições da esterilização a vapor no interior das embalagens e sendo capaz de reagir a todos os parâmetros críticos da esterilização a vapor saturado sob pressão. DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO ▪ Higienizar as mãos; ▪ Usar os equipamentos de proteção individual; ▪ Preparar as caixas cirúrgicas; ▪ Coloque um integrador químico para vapor preenchido com data, lote e autoclave no centro de cada pacote a ser esterilizado, exceto nos que utilizem embalagem de papel grau cirúrgico (individual); ▪ Processe a carga conforme o ciclo do autoclave. ▪ Após o processamento, uma coloração escura deverá ter atingido a janela “ACCEPT” do integrador químico, indicando condições suficientes de esterilização. ▪ Fixar o integrador químico das caixas cirúrgicas no prontuário do paciente que vai ser utilizado a caixa; ▪ Se não atingir esta janela o resultado de “REJECT” estará indicado e os materiais do pacote não foram expostos às condições suficientes para a esterilização a vapor e deverão retornar para reprocessamento. ▪ Informar, imediatamente, ao enfermeiro responsável pela CME e Bloco Cirúrgico se o teste for reprovado. A caixa cirúrgica não deverá ser utilizada; ▪ Se vários pacotes não atingirem o resultado “ACCEPT”, verificar todas as etapas do processo para detectar a causa da falha. 108 DESEMPENHO ESPERADO Que o integrador depois de submetido ao processo de esterilização alcance a coloração escura, juntamente com o material a ser submetido ao processo esterilização, coloca-se um piloto para guardar como registro. ✔ Obs: todos os ciclos devem conter um pacote teste, o registro deve ser realizado em LIVRO DE REGISTRO DE MATERIAIS AUTOCLAVADOS 109 R E F E R Ê N C I A S B I B L I O G R Á F I C A S 1 1 0 PADOVEZE, M. C.: DELMONTE. C. C. Esterilização de artigos em unidades de saúde. 2 ed. São Paulo: Associação Paulista de Estudos e Controle de Infecção Hospitalar,2003. Resolução-RDC nº 15, de 15 de março de 2012. SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENFERMEIROS DE CENTRO CIRÚRGICO, RECUPERAÇÃO ANESTÉSICA E CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO (SOBECC). Práticas Recomendadas: Centro cirúrgico, Recuperação pós-anestésica e centro de material e esterilização, 7 ed. São Paulo: SOBECC; 2017. 111 POP 22 - CONTROLE DA DATA LIMITE DOS MATERIAIS PROCESSADOS NO CME INTRODUÇÃO Data limite de uso do produto reprocessado: é prazo estabelecido em cada instituição, baseado em um plano de avaliação da integridade das embalagens, fundamentado na resistência das embalagens, eventos relacionados ao seu manuseio (estocagem em gavetas, empilhamento de pacotes, dobras das embalagens), condições de umidade e temperatura, segurança da selagem e rotatividade do estoque armazenado. RESPONSÁVEIS AUXILIAR DE ENFERMAGEM, TÉCNICO DE ENFERMAGEM E ENFERMEIRO. OBJETIVOS Garantir que os materiais sejam utilizados com embalagem íntegra dentro do prazo máximo de vida de prateleira do processo. DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO: ● O tempo de vida da prateleira só deve ser considerado se a embalagem estiver íntegra. ● A perda da esterilidade de um material está associada a eventos relacionados. ● O usuário deve inspecionar visualmente a integridade da embalagem antes da abertura do pacote. ● Disponibilizar etiquetas com identificação do processo e prazo de validade a partir da data de preparo. ● Realizar a conferência de validade dos materiais no tecido de algodão diariamente, e nas demais embalagens, todos os sábados, retirando os materiais a vencerem na semana seguinte e todos aqueles que não apresentarem a integridade das embalagens. ● Reprocessar os materiais trocando todos os insumos (embalagens, integradores, etiquetas). 112 VALIDADE DE MATERIAIS PROCESSADOS NO CME MATERIAIS SUBMETIDOS A DESINFECÇÃO 30 dias em embalagem devidamente selada EMBALADOS EM CAMPO CIRÚRGICO SIMPLES 07 dias sem controle de temperatura 15 dias com controle de temperatura e umidade EMBALADOS EM CAMPO CIRÚRGICO DUPLO 15 dias sem controle de temperatura e umidade 21 dias com controle de temperatura e umidade EMBALADOS EM PAPEL CREPADO 20 dias sem controle de temperatura e umidade 60 dias com controle de temperatura e umidade EMBALADOS EM GRAU CIRÚRGICO 30 dias sem controle de temperatura e umidade 06 meses com controle de temperatura e umidade *prazos válidos apenas se as embalagens se manterem secas e íntegras. *O controle de temperatura e umidade deve estar registrado diariamente no início e final do turno. ORIENTAÇÃO PÓS PROCEDIMENTO: ● Manter a validade da esterilização em dia. ● Estabelecer uma rotina de conferência para não permitir que materiais e artigos ultrapassem a data limite de uso. DESEMPENHO ESPERADO: Eliminar materiais vencidos. REGISTROS: Registrar a quantidade total de materiais vencidos na CME para fins estatísticos. 113 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: GRAZIANO, K.U; SILVA, A; PSALTIKIDIS, E.M. Enfermagem em Centro de Material e Esterilização. Barueri, SP: Manole, 2011. SOBECC. Sociedade Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica e Centro de Material e Esterilização. Práticas Recomendadas, 6 ed. São Paulo:SOBECC, 2013.ESCOVAS 114 POP 23 - PROCESSAMENTO DE ESCOVAS E ESPONJAS DA CME INTRODUÇÃO Garantir uma limpeza adequada, com materiais íntegros e adequados. RESPONSÁVEIS AUXILIAR DE ENFERMAGEM, TÉCNICO DE ENFERMAGEM E ENFERMEIRO. OBJETIVOS Proporcionar efetiva ação mecânica no processo de limpeza manual DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO: ● Inspecionar as escovas e esponjas diariamente substituindo-as caso necessário. ● Limpar e secar as esponjas e escovas a cada uso para manter as condições higiênicas ● Realizar ao final de cada plantão a desinfecção das escovas e esponjas com Surfic ou saneante para este fim disponível na unidade. ORIENTAÇÃO PÓS PROCEDIMENTO: ● As escovas devem ser substituídas conforme desgaste. ● As fibras e esponjas devem ser substituídas a cada 24 horas. ● Registrar em controle cada troca. DESEMPENHO ESPERADO: Manter uma lavagem segura. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: GRAZIANO, K.U; SILVA, A; PSALTIKIDIS, E.M. Enfermagem em Centro de Material e Esterilização. Barueri, SP: Manole, 2011. SOBECC. Sociedade Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica e Centro de Material e Esterilização. Práticas Recomendadas, 6 ed. São Paulo:SOBECC;2013 115 POP 24 - LAVADORA ULTRASSÔNICA INTRODUÇÃO É um equipamento destinado à limpeza pelo método de ultrassom, com sistema de aquecimento da água, controle do tempo de limpeza e com sistema de fluxo para limpeza interna de instrumentos e materiais deste gênero. O princípio físico de limpeza da lavadora consiste na utilização de ultra-som para retirar a sujidade dos materiais os quais deseja limpar. O processo baseia-se em utilizar transdutores ultra- sônicos fixados na cuba da lavadora para transformar energia elétrica em alta frequência em energia mecânica. A energia mecânica produzirá vibrações no líquido criando microbolhas que irão entrar em colapso e implodir, destruindo a sujidade contida nos materiais. A ação do enzimático, faz com que a sujidade seja desencostada das partes a serem limpas, atuando como um catalisador no processo. RESPONSÁVEIS AUXILIAR DE ENFERMAGEM, TÉCNICO DE ENFERMAGEM E ENFERMEIRO. MATERIAIS ENVOLVIDOS a) EPIs (máscara, luvas emborrachadas para limpeza de superfícies, gorro, óculos de proteção e avental); b) Lavadora ultrassônica; c) Detergente enzimático; d) Copo medidor para o detergente enzimático. OBJETIVOS Limpeza semi-automática dos instrumentais seguindo racionalidade, padronização das necessidades que demandam os materiais. Lavar todos os artigos médicos de qualquer espécie que possuam 116 dimensões menores que o aramado, de forma que todo o material fique submerso, exceto válvulas inalatórias do circuito de ventilação mecânica; material de videocirurgia, exceto ótica. Favorecer a redução e remoção da carga microbiana de produtos para saúde com conformações complexas; Permitir a ação ultrassônica em todas as superfícies dos artigos e Garantir o processo de limpeza com eficácia VANTAGENS: Retira a sujidade contida nas reentrâncias, porosidades, articulações e partes inacessíveis por processos manuais; reduz o tempo de limpeza; automatiza o processo; diminui a incidência de lesões e contaminações por materiais perfurocortantes; e menor custo devido a menor quantidade de detergente enzimático utilizado. DILUIÇÃO DO DETERGENTE ENZIMÁTICO: ● Diluir conforme recomendação do fabricante; ● Realizar troca a cada uso ou ao final de cada turno; DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO: Atribuições: 1. Higienizar as mãos ; 2. Abrir a tampa da lavadora; 3. Remover o cesto da cuba e colocá-lo sobre a bancada; 4. Montar o cesto com o instrumental, atentando-se para: Observações: Remover o excesso de sujidade do material com limpeza manual prévia. As caixas a serem lavadas devem ser do tipo perfuradas, os instrumentais devem estar abertos/desmontados , completamente imersos e os lúmens completamente preenchidos. Dispor materiais mais pesados no fundo do cesto e sobre estes os mais leves. Não sobrecarregar Cuba, ocupar no máximo 75% da sua capacidade. 117 Não acrescentar ou retirar materiais da lavadora durante o processamento do ciclo. Artigos delicados (oftalmologia, micro-cirurgias), cabos de fibra ótica e ópticas não devem sofrer limpeza em lavadora ultrassônica PASSO A PASSO PARA UTILIZAÇÃO DA LAVADORA ULTRA - SÔNICA: ● Abasteça a lavadora com água até o nível indicado; ● Coloque 20 ml de detergente enzimático pro alc; ● Ligue a lavadora; ● Pressione a tecla desgaseificar; ● Aparecerá à letra d5, aguarde o aviso sonoro informando que o processo terminou; ● Retire o cesto da cuba; ● Posicione o material dentro do cesto de forma aberta, utilizando somente 70% da capacidade, canulados (látex) encaixar no bico para fluxo, e coloque o cesto na cuba; ● Conecte a mangueira da bomba de fluxo na conexão; ● Pressione a tecla (temperatura); ● Pressione a tecla (fluxo); ● Pressione a tecla tempo; ● Pressione a tecla (play) para iniciar o processo de limpeza. ● Quando acabar o ciclo de limpeza a lavadora emitirá 3 apitos sonoros avisando que o ciclo acabou. ● Abra o registro lateral da lavadora ultra-sônica, esvaziando completamente a cuba; Retire a tampa de acrílico, posicionando atrás da lavadora, desconecte a mangueira do bico; ● Retire o cesto de materiais, realize o enxágue dos mesmos em água corrente, e encaminhe para a secagem os instrumentais (pinças), os materiais que são realizados desinfecção química (látex) acondicionar no container; 118 ● Devolva o cesto dentro da lavadora ultra-sônica, feche-a com a tampa, desligue na chave e retire da tomada. INDICAÇÕES DE USO: A lavadora ultra-sônica é um equipamento destinado exclusivamente à limpeza de instrumentais cirúrgicos. ORIENTAÇÃO PÓS PROCEDIMENTO: A lavadora ultra-sônica deve ser limpa com um pano umedecido com surfic, posteriormente deverá ser utilizado um pano seco com o objetivo de garantir que não possui resíduos de surfic. O filtro na saída de água na parte inferior da cuba deve ser retirado e lavado em água corrente, depois deve colocá-lo de volta e fechar a tampa. DESEMPENHO ESPERADO: Retirar a sujidade contida nas reentrâncias, porosidades, articulações e partes inacessíveis por processos manuais de forma eficiente e segura. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: Manual de instruções da lavadora ultra-sônica. 119 POP 25 - ROTINAS DE LIMPEZA 33.1 Instrumentais Cirúrgicos ● Receber, lavar, inspecionar um a um, secar, acondicionar e identificar cada material; ● Manipular os instrumentais cirúrgicos e demais artigos com EPI adequado (luvas de borracha antiderrapante de cano longo, avental impermeável, gorro, proteção de face, máscara e óculos, botas plásticas ou impermeáveis); ● Realizar limpeza do instrumental cirúrgico e outros artigos recémadquiridos para remover poeiras e gorduras antes da primeira esterilização e do primeiro uso; ● Submeter o instrumental cirúrgico ao processo de limpeza o mais rápido possível para facilitar a remoção de sujidades aderidas em reentrâncias; ● Evitar ressecamento da matéria orgânica na superfície do instrumental cirúrgico com o uso de uma solução enzimática em forma de spray, gel ou espuma, que mantenha úmido; ● Limpar os instrumentais através do processo de limpeza manual, com escova apropriada e solução desincrustante ou detergente enzimático; ● Quando submergir o instrumental em detergente enzimático ou desincrustante, seguir as recomendações do fabricante. ● As recomendações estarão impressas em folha grande em letra legível e de tamanho condizente para todos os tipos de leitores, em forma de tabela para facilitar o trabalho dos funcionários do setor; ● Lavar peça por peça, com escova apropriada, friccionando delicadamente o corpo, as articulações e a cremalheira da pinça, na direção das ranhuras; ● Colocar o instrumental cirúrgico delicado em recipiente separado dos instrumentais pesados, para evitar danificações no material; ● Desmontar o instrumental cirúrgico, para facilitar a limpeza, sempre que for possível; ● O instrumental cirúrgico cortante e pontiagudo deve ser aberto, limpo com cuidado, enxaguado e novamente fechado; 120 ● Enxaguar abundantemente o artigo, de modo a evitar resíduos de produtos utilizados na sua limpeza; ● Realizar a secagem rigorosa, em área limpa, com bancada previamente desinfetada com álcool a 70% e forrada com tecido de cor clara, para facilitar a inspeção; ● Lubrificar quando necessário as articulações do instrumental cirúrgico com lubrificante mineral e permeável ao vapor; ● Zelar pelo correto manuseio dos equipamentos e instrumentais; ● Conservar seu ambiente de trabalho limpo e em ordem; ● Solicitar ao enfermeiro sempre que tiver dúvida; 33.2 Artigos de Assistência Respiratória • Após a utilização do artigo, desconectar cuidadosamente válvulas, diafragmas e pequenos copos de reservatório e proceder à sua imersão em recipiente plástico com detergente enzimático, a fim de evitar perdas; • Após o tempo de imersão recomendado pelo fabricante, lavar os artigos com escovas adequadas; • Enxaguar as peças com água abundante; • Secar adequadamente os artigos antes de proceder à sua desinfecção ou esterilização, usando panos ou compressas que não deixem pelos nos artigos e que sejam absorventes; • No caso secagem e uso imediato do artigo de desinfecção feita por meio de imersão em germicidas, realizar enxágue abundante com água destilada ou água filtrada por pelo menos 3 vezes; Limpeza de artigos tubulares • Após o uso, limpar as tubulações o mais rápido possível, para evitar o ressecamento das secreções no seu interior • Aspirar água abundantemente após cada utilização para evitar o ressecamento da matéria orgânica na luz do tubo; • Submergir as tubulações em detergente enzimático, aplicando a solução no seu interior por meio de uma seringa; • Enxaguar com bastante água corrente; • Secar, de preferência com ar- comprimido; • Encaminhar para o processo de desinfecção ou esterilização adequado; - Desinfecção: utilizar saneante específico para este fim disponível na unidade - Esterilização: deverá ser encaminhada para autoclave a vapor; 121 • Equipamentos elétricos: ➢ Realizar a limpeza com um pano umedecido com detergente enzimático, em seguida, utilizar outro pano úmido com água até que todo o detergente tenha sido retirado; ➢ Não imergir o equipamento em solução química ou em água corrente; ➢ Organizar os acessórios em um recipiente limpo, realizar a inspeção visual para detectar a presença de resíduos de sujidades e prepará-lo para o processo de esterilização adequado; ➢ Realizar a lubrificação do equipamento com lubrificante vegetal ou de acordo com as recomendações do fabricante, se necessário. 33.3 Nebulizadores (Máscaras, Copinho, Cachimbo e Tubo De Conexão) ● Separar o material necessário: ✔ - EPI (avental impermeável, máscara, touca, óculos e luvas de autoproteção); ✔ - Solução de água e detergente; ✔ - utilizar saneante específico para este fim disponível na unidade - Recipiente com tampa; ✔ - Balde ou bacia plástica com tampa (opacos); ✔ - Compressas ou panos limpos e secos; ✔ - Seringa de 20ml. ● Colocar o EPI; ● Desconectar as peças, lavando cada uma cuidadosamente com água e detergente; ● Injetar a solução de água e detergente na luz do tubo com ajuda de uma seringa de 20ml; ● Enxaguar o tubo com água corrente, usando o mesmo processo anterior para parte interna; ● Colocar para escorrer ou secar com ar comprimido; ● Enxaguar as demais peças rigorosamente interna e externamente; ● Deixar escorrer sobre um pano limpo, completar a secagem manualmente se necessário; 122 ● Imergir todas as peças em solução de saneante específico para este fim disponível na unidade; no recipiente opaco e com tampa. ● Retirar as peças da solução com luvas de procedimento e/ou pinça longa; Enxaguar as peças rigorosamente em água corrente; ● Secar com pano limpo e seco; ● Guardar as peças montadas em recipiente tampado; ● Desprezar a solução de hipoclorito, enxaguar e secar o recipiente; ● Manter uma área limpa e organizada. 33.4 Almotolias É a limpeza e desinfecção realizada nas almotolias após o término da solução e/ou semanalmente. 1- Separar o material: - EPI (avental impermeável, touca, máscara, óculos e luvas de autoproteção); - 01 esponja macia de limpeza; - 01 escova de mamadeira; - Solução de água e detergente; - Panos limpos e secos; - Balde ou bacia com tampa; - Saneante específico para este fim disponível na unidade 2- Esvaziar as almotolias, desprezando a solução na pia; 3- Lavar externamente, incluindo a tampa, com solução de água e detergente usando a esponja de limpeza; 4- Usar o mesmo processo internamente utilizando a escova de mamadeira; 5- Enxaguar abundantemente por dentro e por fora em água corrente; 6- Colocar as almotolias e tampas para escorrer sobre o pano limpo e seco, até secarem completamente; 7- Imergir as almotolias em solução de saneante específico para este fim disponível na unidade 8- Retirar o material da solução de hipoclorito, enxaguar rigorosamente em água corrente e deixar escorrer sobre pano limpo e seco; 9- Guardar em recipiente com tampa ou reabastecer para uso. 123 Observações: - A quantidade de solução colocada nas almotolias deve ser suficiente apenas para uso diário ou semanal. - Nunca reabastecer as almotolias sem limpeza e desinfecção prévia. 33.5 Umidificadores De Oxigênio É a limpeza e desinfecção realizada nos umidificadores de oxigênio. 1- Separar o material: - EPI (avental impermeável, óculos, máscara, touca e luvas de autoproteção); - 01 esponja macia de limpeza; - 01 escova de mamadeira; - Solução de água e detergente; - Panos limpos e secos; - Balde ou bacia; - Saneante específico para este fim disponível na unidade 2- Esvaziar os umidificadores, desprezando a solução na pia; 3- Lavar externamente, incluindo a tampa e tubo metálico, com solução de água e detergente usando a esponja de limpeza; 4- Usar o mesmo processo internamente utilizando a escova de mamadeira; 5- Enxaguar abundantemente por dentro e por fora em água corrente; 6- Colocar para escorrer sobre o pano limpo e seco, até secarem completamente 7- Imergir em solução de saneante específico para este fim disponível na unidade (somente o recipiente plástico); 8- Retirar o material da solução de hipoclorito, enxaguar rigorosamente em água corrente e deixar escorrer sobre pano limpo e seco; 9- Friccionar álcool a 70% por 3 vezes na parte metálica que acompanha o umidificador; 10-Guardar em recipiente limpo com tampa. 33.6 Cabos E Lâminas De Laringoscópio 124 É a limpeza e desinfecção dos cabos e lâminas de laringoscópio. 1 – Separar o material: - EPI (avental impermeável, óculos, touca, máscara e luvas de autoproteção); - Cabos e lâminas de laringoscópio; - Recipiente plástico; - Solução de água e detergente neutro ou enzimático; - Panos limpos e secos; - Álcool a 70%; - Esponja ou escova macia. 2 – Imergir a lâmina do laringoscópio na solução de água e detergente, lavando com a esponja (não deixar de molho); 3 – Enxaguar abundantemente em água corrente; 4 – Secar a lâmina com pano limpo; 5 – Friccionar álcool a 70% na lâmina conforme rotina; 6 – Limpar o cabo do laringoscópio com pano umedecido em solução de água e detergente; 7 – Remover a solução detergente com pano umedecido em água e secar; 8 – Friccionar álcool a 70% no cabo conforme rotina; 9 – Montar o laringoscópio testando o seu funcionamento; 10 – Guardar o laringoscópio desmontado, sem pilhas, protegido em saco plástico ou recipiente com tampa 33.7 Ambu É a limpeza realizada no ambu. 1- Separar o material - EPI (avental impermeável, óculos, máscara, touca e luvas de autoproteção); - 01 esponja macia; - Solução de água e detergente neutro e detergente enzimático; - Panos limpos e secos; 125 2- Desmontar o ambu (retirar a máscara e conexões); 3- Limpar a bolsa ventilatória externamente com pano úmido e sabão. Evitar penetração de água no interior da bolsa; 4- Lavar a máscara e conexões com água e sabão; 5- Enxaguar em água corrente e secar; 6- Imergir a máscara e conexões em solução de hipoclorito a 1% por 30 minutos; 7- Retirar da solução de hipoclorito e enxaguar em água corrente; 8- Secar e guardar em recipiente tampado; Observação: A desinfecção com hipoclorito é necessária somente em presença de matéria orgânica. 33.8 Tubos De Látex Consiste na limpeza dos tubos de silicone ou látex após o uso. 1- Separar o material necessário: - EPI (avental impermeável, óculos, máscara, luvas e touca); - Balde com solução de água e detergente; - 01 seringa de 20ml; - Esponja; 2 - Imergir o material na solução de água e detergente neutro ou enzimático; 3- Colocar o balde próximo a pia; 4- Conectar uma das extremidades do tubo no bico da torneira; 5 - Segurar a outra extremidade do tubo em direção ao fundo do bojo da pia; 6 - Abrir a torneira, controlando a pressão, 7- Passar a esponja umedecida com água e detergente em toda superfície externa do tubo; 8- Desconectar o tubo da torneira; 9- Injetar 20 ml de detergente na luz do tubo; 10 - Elevar a extremidade do tubo permitindo que o detergente passe por toda sua extensão interna; 126 11 - Colocar o tubo na pia; 12 - Pegar o tubo por uma extremidade com as mãos distanciadas 50 cm e passá-lo na torneira com movimentos firmes de cima para baixo (tipo ordenha), repetindo o processo até a outra extremidade; 13 - Repetir os procedimentos do nº. 4,5 e 6; 14- Desconectar o tubo da torneira; 15- Enxaguar a superfície externa do tubo com água corrente; 16- Secar externamente com pano limpo e internamente com ar comprimido e/ou deixar escorrer em local próprio; 17- Encaminhar para a desinfecção (solução de saneante específico para este fim disponível na unidade ) 33.9 Avental De Autoproteção É a limpeza e desinfecção do avental de autoproteção, após o término do trabalho. 1 - Separar o material: - EPI (avental impermeável, touca, luvas, máscara e óculos) - Capote ou avental impermeável; - Solução detergente; - Pano limpo e seco; - Álcool a 70%; - Esponja ou escova macia de limpeza 2 - Esfregar o avental por inteiro com esponja ou escova umedecida em solução detergente; 3- Remover a solução detergente do avental com pano úmido; 4- Após a secagem aplicar na superfície externa e interna do avental álcool a 70%, com pano limpo, friccionando por 30 seg. até secar. Repetir o processo 03 vezes. 5- Guardar em local próprio; 6- Manter a área limpa e organizada 33.10 Comadre e papagaio 1. Colar os EPIs; 2. Desprezar o conteúdo em vaso sanitário, se necessário; 127 3. Realizar limpeza com água e detergente; IV. Secar com pano limpo e seco; 4. Friccionar álcool 70% por 30 segundos em toda a superfície; ou saneante disponível conforme recomendação do fabricante 5. Embalar em saco plástico (colocar data, nome do responsável pela desinfecção). 33.11 Extensão de silicone Colocar os EPIs 1. Imergir o material na solução de água detergente; 2. Conectar uma das extremidades da extensão no bico da torneira; 3. Segurar a outra extremidade da extensão em direção ao fundo do bojo da pia; 4. Abrir a torneira, controlando a pressão, deixando a água passar por 1m; 5. Passar a esponja umedecida com água e detergente em toda superfície externa da extensão; 6. Desconectar a extensão da torneira; 7. Injetar 20 ml de solução de água e detergente na extensão; 8. Elevar a extremidade da extensão permitindo que o detergente passe por toda sua extensão interna; 9. Após deixar correr água até retirada da solução de sabão; 10. Desconectar a extensão da torneira; 11. Enxaguar a superfície externa da extensão com água corrente; 12. Imergir as extensões na solução de hipoclorito de sódio a 1% por 30 minutos, mantendo o recipiente tampado, ou em saneante disponível conforme recomendação do fabricante 13. Anotar em impresso apropriado o horário de início e fim do processo e nome do responsável; 14. Retirar da solução e enxaguar abundantemente; 15. Secar com pano limpo e ar comprimido; 16. Guardar as extensões em recipiente tampado ou embalar em saco plástico (colocar data, nome do responsável pela desinfecção). Observação: recomenda-se que o tubo de silicone seja descartável, de uso único, quando realizado procedimento de aspiração. 128 33.12 Fio guia 1. Colocar EPI; 2. Realizar limpeza com água e sabão; 3. Secar com pano limpo e seco; 4. Empacotar em papel grau cirúrgico; 5. Selar; 6. Identificar; 7. Esterilizar. 33.13 Espéculos 1. Após a lavagem, separar e conferir peça por peça, verificando o estado de conservação e detectando se há sujidade, ferrugem, trincas, manchas e outros defeitos; 2. Montar os espéculos; 3. Preparar o espéculo (pode ser empacotado individualmente); 4. Embalar em papel grau cirúrgico com o parafuso do espéculo voltado para abertura de selamento do papel grau cirúrgico 5. Selar a embalagem - deixar 3 cm de borda; 6. Identificar e Esterilizar. 33.14 Cubas, ponta de eletrocautério, seringa tríplice, artigos de odontologia e demais artigos que possam ser autoclavados 1. Desmontar materiais articulados; 2. Imergir os materiais em solução de água e detergente por no mínimo 15 minutos; 3. Colocar os materiais na pia, onde devem ser lavados com escova de cerdas brancas ou esponja, retirando possíveis resíduos (especial atenção para artigos articulados e ranhuras). 4. A fricção deve ser feita embaixo d’água para evitar aerossois de microorganismos 5. Enxaguar abundantemente em água corrente; 6. Colocar para escorrer em local previamente forrado com toalhas descartáveis; 129 7. Secar as peças com pano limpo ou toalha descartável de cor clara que não liberem fibras, de forma minuciosa, inspecionando a limpeza (se houver presença de sujidade ou matéria orgânica, repetir o processo de limpeza); 8. Se algum material estiver inadequado (defeitos ou ferrugem), este deverá ser separado e o enfermeiro deverá ser comunicado para providenciar a reposição; 9. Embalar em papel grau cirúrgico; 10. Selar; 11. Identificar; 12. Esterilizar. Os instrumentais que são usados poucas vezes podem ser acondicionados em pacotes individuais. Ex.: Tentacânula, McGuill, Pinça de Allis, Kelly, Kocher, Tesoura de Íris, Tesoura de Metzenbaum, Boticão, etc. 130 POP 26 - CRITÉRIOS PARA SUBSTITUIÇÃO DE ARTIGOS/INSTRUMENTAIS Fatores que danificam os instrumentais: 1. Deixar o sangue secar nos instrumentais; 2. Imergir os instrumentais em água por um período prolongado; 3. Imergir os instrumentais em solução salina; 4. Deixar os instrumentais imersos em solução de detergente por muito tempo; 5. Uso impróprio dos instrumentais; 6. Uso de solução imprópria; 7. Deixar a água secar nos instrumentais após o processo de limpeza. Critérios de troca dos instrumentais: 1. Presença de pontos de corrosão 2. Instrumental não íntegro; 3. Funcionalidade comprometida 4. Sujidade incrustada de difícil remoção. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: SOBECC. Sociedade Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica e Centro de Material e Esterilização. Práticas Recomendadas, 6 ed. São Paulo:SOBECC;2013 MANUAL DE NORMAS E ROTINAS PARA O PROCESSAMENTO DE PRODUTOS PARA SAÚDE, PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPINAS, Campinas 2021- https://saude.campinas.sp.gov.br/enfermagem/Manual_Normas_Rotinas_pa ra_Proc_Prod_Saude.pdf 131 POP 27 - ARMAZENAMENTO E DISTRIBUIÇÃO DOS MATERIAIS INTRODUÇÃO A área de estocagem dos materiais deve ser planejada de forma a manter a esterilização dos artigos e facilitar o uso dos mesmos. Estes devem ser armazenados de forma organizada, preferencialmente em prateleiras fechadas. Caso não seja possível, pode-se armazená-los em prateleiras abertas, no entanto, estas merecem maior atenção no que se refere ao controle de fluxo de pessoal, limpeza e ventilação. Além disso, devem manter distância do teto, piso e paredes. RESPONSÁVEIS AUXILIAR DE ENFERMAGEM, TÉCNICO DE ENFERMAGEM E ENFERMEIRO. Recomendações para artigos esterilizados: 1. Manusear os pacotes quando estiverem completamente frios, antes de estocá-los ou removê-los da autoclave; 2. Estocar os produtos esterilizados em local de acesso restrito, separados de itens não estéreis, em ambiente bem ventilado; 3. Proteger os produtos de contaminação, danos físicos e perdas durante o transporte, utilizando recipiente rígido e limpo; 4. Estocar os itens estéreis a uma distância de 25 cm do piso, 45 cm do teto e 5 cm das paredes; 5. Fazer a estocagem dos pacotes dos artigos de modo a não comprimir, torcer, perfurar ou comprometer a sua esterilidade, mantendo-os longe de umidade; 6. Estocar os materiais respeitando a ordem cronológica da esterilização, mantendo à frente os materiais esterilizados há mais tempo, consequentemente com menor tempo de validade; 7. Efetuar inspeção periódica dos itens estocados, verificando se há sinais de degradação ou expiração do prazo de validade do processo de esterilização; 8. Evitar manipular o material desnecessariamente. 9. Não utilizar os artigos que apresentarem as seguintes alterações 132 10. Pacotes com papel grau cirúrgico amassado, rasgado, torcido; 11. Pacotes que caírem no chão; 12. Invólucro com umidade ou mancha; 13. Suspeita de abertura da embalagem; 14. Presença de sujidade no pacote ou no material; 15. Pacote não íntegro; 16. Prazo de validade expirado. Recomendações para artigos desinfetados 1. Após a desinfecção dos artigos, estes deverão ser embalados em sacos plásticos, com identificação da data de realização do processo, data de validade e responsável pelo procedimento; 2. Armazenar em armários separados dos materiais estéreis; 3. Nas salas de inalação, onde existe grande quantidade deste procedimento, os inaladores podem ser armazenados em caixa plástica tampada após a desinfecção. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: SOBECC. Sociedade Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica e Centro de Material e Esterilização. Práticas Recomendadas, 6 ed. São Paulo:SOBECC;2013 MANUAL DE NORMAS E ROTINAS PARA O PROCESSAMENTO DE PRODUTOS PARA SAÚDE, PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPINAS, Campinas 2021- https://saude.campinas.sp.gov.br/enfermagem/Manual_Normas_Rotinas_pa ra_Proc_Prod_Saude.pdf 133 POP 28 - LIMPEZA E ORGANIZAÇÃO DO CME O Centro de Material e Esterilização (CME) é responsável pela limpeza, preparo, esterilização e armazenamento de produtos para saúde passíveis de processamento. Tem por finalidade garantir ao usuário e a equipe de saúde a utilização de artigos estéreis em boas condições de preservação e funcionalidade. Conforme a RDC nº 15 (BRASIL, 2012), a infra-estrutura da CME está dividida por áreas: Recepção e Limpeza; Preparo e Esterilização; Armazenamento e Dispensação. Em relação à estrutura física, o CME constitui-se de duas áreas distintas: área contaminada, destinada a receber materiais sujos, efetuar sua limpeza, descontaminação e secagem e, área limpa, onde os materiais são conferidos, selecionados, acondicionados, identificados, esterilizados, armazenados e distribuídos para as demais unidades (BRASIL, 2012). Sendo assim, o CME deverá estar limpo e organizado para execução de todas etapas do processamento de artigos. A SOBECC (2009) destaca a necessidade de manter neste setor um fluxo contínuo e unidirecional do artigo, evitando o cruzamento de artigos sujos com os limpos e esterilizados. Além disso, aponta a importância de se evitar, sempre que possível, que o trabalhador escalado para a área contaminada transite pelas áreas limpas e vice-versa. O CME constitui um ambiente de trabalho que apresenta riscos ocupacionais, expondo os profissionais da saúde a fluidos corpóreos veiculadores de microrganismos, substâncias orgânicas e inorgânicas contaminadas. Por isso, é de extrema importância a utilização de equipamentos de proteção individual (EPI). O uso de EPI neste setor diminui o risco de contato direto da pele e mucosas com qualquer material contaminado e os produtos químicos necessários ao processo. Portanto, a equipe de profissionais que atua no CME deve utilizar os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) específicos de acordo com a atividade a ser desenvolvida. 37.1 Limpeza concorrente do CME 134 Frequência a ser realizada: a cada plantão; Materiais utilizados: água, detergente neutro, compressas descartáveis para higiene, álcool 70%, esponja, materiais utilizados na limpeza pela empresa terceirizada; EPI: Gorro, máscara, óculos de proteção, luvas de borracha, avental impermeável, sapato fechado impermeável e antiderrapante, luvas de procedimento (na sala de preparo e esterilização). 37.2 Descrição dos procedimentos I. Limpeza concorrente de pias e bancadas: diária, realizada pelo profissional escalado; II. Pias: no final de cada plantão as pias deverão ser lavadas com detergente neutro e esponja, secar com compressas, e desinfetadas com compressas embebidas em álcool a 70%; III. Mesa do preparo: essa superfície deverá ser limpa ao final de cada plantão, utilizando-se compressas embebidas em álcool a 70% e passando-as por toda a extensão da mesa, no mesmo sentido, secando em seguida; IV. Autoclave: realizar limpeza diária da câmara interna da autoclave com solução de detergente neutro e, posteriormente, umedecidas apenas com água até a remoção total dos resíduos de detergente. Isso aumenta a vida útil do equipamento e evita a obstrução do dreno com resíduos liberados pelo sistema de barreira estéril. Realizar limpeza diária da face externa da autoclave e demais equipamentos observando as orientações dos fabricantes, quanto a limpeza dos mesmos. 37.3 Limpeza terminal do CME A limpeza terminal do CME deverá ser executada pela empresa terceirizada, a qual tem a responsabilidade de providenciar o treinamento de seus colaboradores. No entanto, faz-se necessário pactuar a rotina, os horários e o acompanhamento do serviço realizado. Além disso, este procedimento é realizado de forma conjunta, pois a equipe de limpeza não deverá manipular os materiais (sujos e/ou limpos); 135 Expurgo: A pia deverá estar livre de materiais e limpa para que a limpeza terminal seja realizada. Deve-se iniciar a limpeza do fundo para a frente do mesmo, com os equipamentos necessários. Sala de preparo e arsenal: O profissional escalado retira os materiais e os acondiciona em locais secos e limpos, deixando as prateleiras livres para a higienização com álcool a 70%, a ser executada pela equipe de limpeza da empresa terceirizada. Observação: aguardar a secagem completa das prateleiras e bancadas (tanto do preparo quanto do arsenal) antes de colocar os pacotes e caixas de instrumentais no lugar. Embora a limpeza terminal seja de responsabilidade da equipe de higiene e limpeza, é importante que os seguintes princípios sejam observados: I. Do mais limpo para o mais sujo; II. Da esquerda para direita; III. De cima para baixo; IV. Do distante para o mais próximo; V. Usar sempre panos e/ou mops limpos; VI. Caso seja necessário utilizar álcool a 70% na desinfecção de superfícies (mobília, computador, bancadas...), realizar a fricção mecânica no mínimo três vezes deixando secar entre uma fricção e outra, executando a técnica com movimentos firmes, longos e em uma só direção. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: SOBECC. Sociedade Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica e Centro de Material e Esterilização. Práticas Recomendadas, 6 ed. São Paulo:SOBECC;2013 MANUAL DE NORMAS E ROTINAS PARA O PROCESSAMENTO DE PRODUTOS PARA SAÚDE, PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPINAS, Campinas 2021- https://saude.campinas.sp.gov.br/enfermagem/Manual_Normas_Rotinas_pa ra_Proc_Prod_Saude.pdf 136 POP 29 - PADRONIZAÇÃO DOS KITS Os kits fabricados no CME da unidade devem seguir padrão exposto a seguir: 137 138 139 140 141 142 143 144 145 146 147 148 149 150 151 152 153 154 POP 30 – MONITORAMENTO DE TÊXTEIS. INTRODUÇÃO Os têxteis são utilizados em Serviços de Saúde (SS) desde o final do século XIX. A sua aplicação na confecção de aventais cirúrgicos, campos operatórios e campos como Sistema de Barreira Estéril (SBE) para Produtos Para Saúde (PPS) deu-se no ano de 1883. A Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 15 estabelece que todo Centro de Material e esterilização (CME), quando do uso de têxteis, deve estabelecer um plano de aquisição, rastreabilidade e substituição periódica, avaliando os sucessivos processamentos (lavagens e esterilizações), por meio de um sistema de monitoramento da sua vida útil. Enfatiza que o tecido de algodão não pode ser utilizado se apresentar microfuros, cerzidos e remendos, pois estes comprometem a sua capacidade como barreira microbiana. Esse monitoramento constitui-se uma estratégia de acompanhamento do desgaste natural dos têxteis e a retirada daqueles em condições desfavoráveis, visto que há quebra na barreira de proteção e consequente risco à segurança do paciente. Porém, o processo de implementação desse sistema é complexo, pois ainda não está claramente instruído nas normas brasileiras, além de requerer a articulação e o envolvimento de vários setores e atores. Os têxteis devem ser identificados por números e conter tabela serigrafadas em cada para controle do CME. No. DO CAMPO: DATA DE DISPENSA: No. LAVAGEM: Figura 1 – Quadro para registro diário do número de lavagens de têxteis cirúrgicos. OBJETIVOS ● acompanhar do desgaste natural dos têxteis; 155 promover aquisição, rastreabilidade e substituição periódica, avaliando os sucessivos processamentos de lavagens e esterilizações; ● avaliar de forma segura e precisa a presença de micro furos, cerzidos e remendos, pois estes comprometem a sua capacidade como barreira microbiana. ● promover a retirada daqueles em condições desfavoráveis visto que há quebra na barreira de proteção proporcionam risco à segurança do paciente; DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO: ● Higienização das mãos; ● Receber os têxteis (campos, capotes, protetores, etc ) da Lavanderia; ● Realizar demarcação em planilha serigrafada em campos no lado avesso lado esquerdo bem como aventais em barra do avesso lado esquerdo; ● Avaliar condições e separar conforme demanda; ● Têxtil que apresenta sujidade encaminhar para lavagem; ● Têxtil com furos, remendos, separar e encaminhar para substituição; ORIENTAÇÃO PÓS PROCEDIMENTO: ● Realizar o encaminhamento diário planilha para enfermeiro CME para planilhas e promover substituição; DESEMPENHO ESPERADO: Erradicar o uso de peças com avarias podendo facilitar rasgos no tecido durante o uso, o que permite a passagem de micro-organismos, partículas e fluidos entre áreas assépticas e não estéreis, expondo pacientes e equipe à contaminação bacteriana, além de contribuir para a perda da efetividade de barreira microbiológica. 156 157 158 159 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: Sociedade Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica e Centro de Material de Esterilização. Práticas Recomendadas. 7 ed. São Paulo: SOBECC; 2017. Bouwman BE. Propriedades de aventais, campos cirúrgicos e sistema de barreira estéril confeccionados em tecido 100% algodão utilizados na prática clínica monitorados por 15 meses [Tese]. Goiânia: Universidade Federal de Goiás; 2020. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada - RDC Nº 15, de 15 de março de 2012. Dispõe sobre requisitos de boas práticas para reprocessamento de produtos para a saúde e dá outras providências. 2012. 160 POP 31 – CONTROLE DE TEMPERATURA E UMIDADE . INTRODUÇÃO O controle de temperatura e umidade no setor de Central de Material e Esterilização (CME) é fundamental para garantir a segurança e a eficácia dos processos de esterilização, armazenamento e manuseio de materiais hospitalares. Altas temperaturas ou níveis de umidade fora dos padrões podem comprometer a embalagem e os materiais esterilizados, favorecendo o crescimento de micro-organismos e comprometendo a qualidade do produto. A esterilização de instrumentos médicos e outros produtos para a saúde depende de condições ambientais controladas. Temperatura e umidade inadequadas podem interferir no desempenho dos equipamentos de esterilização, como autoclaves. A legislação sanitária (como a RDC 15/2012 da ANVISA) e normas técnicas internacionais exigem que o controle de temperatura e umidade seja rigorosamente monitorado em CMEs, assegurando a qualidade dos processos e a proteção dos pacientes. Ao manter as condições ambientais dentro dos parâmetros adequados, reduz-se o desgaste dos materiais e equipamentos, prolongando sua vida útil e evitando a necessidade de reprocessamento ou descarte precoce. O monitoramento contínuo desses parâmetros é essencial para a conformidade com as boas práticas de processamento e para garantir a segurança e a eficácia no ambiente hospitalar. RESPONSÁVEIS AUXILIAR DE ENFERMAGEM, TÉCNICO DE ENFERMAGEM E ENFERMEIRO. OBJETIVOS Estabelecer os procedimentos para monitoramento e controle da temperatura e umidade na Central de Material e Esterilização (CME), garantindo condições adequadas para o processamento, esterilização e armazenamento de materiais, conforme as normas regulamentares e boas práticas de segurança. MATERIAL 161 ✔ Planilha de controle de temperatura e umidade ambiente ✔ termo higrômetro devidamente instalado ✔ caneta DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO ● A temperatura e a umidade do ambiente devem ser medidas duas vezes ao dia (manhã e tarde), utilizando um termo higrômetro devidamente calibrado. ● O termohigrômetro deve ser posicionado em áreas estratégicas da CME, longe de janelas, portas ou fontes de calor, para evitar interferências na medição. ● A temperatura ambiente deve ser mantida entre 18ºC e 22ºC, com umidade relativa entre 40% e 60%. ● Registrar as medições em um formulário de controle de temperatura e umidade específico ou em sistema eletrônico. ● O formulário deve incluir: data, horário da medição, valores registrados e assinatura do responsável. ● Em caso de não conformidade (temperatura ou umidade fora dos padrões), anotar as ações corretivas realizadas. Ações Corretivas ● Se a temperatura ou umidade estiver fora dos parâmetros estabelecidos, informar imediatamente a equipe de manutenção para verificação dos sistemas de climatização. ● Enquanto a temperatura não for restabelecida, suspender os processos de esterilização e armazenamento de materiais até que o ambiente esteja dentro dos padrões adequados. ● Após a normalização da temperatura e umidade, registrar o ocorrido e as medidas corretivas no formulário de controle. Manutenção Preventiva ● Programar a manutenção periódica dos sistemas de climatização e dos termohigrômetros, garantindo a precisão das medições. 162 ● Registrar todas as manutenções preventivas e corretivas realizadas nos equipamentos de climatização em um relatório de manutenção. Armazenamento de Materiais ● Os materiais esterilizados devem ser armazenados em ambiente com temperatura e umidade controladas, respeitando os limites recomendados (18ºC a 22ºC e umidade entre 40% e 60%). ● O desvio desses parâmetros pode comprometer a esterilização dos produtos, sendo necessário reprocessar os materiais, se necessário. Treinamento: ● Os colaboradores devem receber treinamentos periódicos sobre os procedimentos de controle da temperatura e umidade, além de serem orientados sobre a importância de manter as condições adequadas para a segurança dos produtos processados. Anexos: Formulário de Controle de Temperatura e Umidade. 163 164 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: ANVISA. Resolução RDC nº 15, de 15 de março de 2012. Dispõe sobre requisitos de boas práticas para o processamento de produtos para saúde. Disponível em: www.anvisa.gov.br ABNT NBR ISO 17665-1:2010 – Esterilização de produtos para saúde: Requisitos para o desenvolvimento, validação e controle de rotina de processos de esterilização. Disponível em: www.abnt.org.br COFEN. Nota Técnica nº 01/2018 – Condições para funcionamento da CME. Disponível em: www.cofen.gov.br 165 POP 32 – MANUSEIO DA SELADORA AUTOMATIZADA. CÓDIGO: CME-POP-32 SETOR: Central de Material e Esterilização (CME) ELABORADO POR: FRANCISLAINE DE ALMEIDA DE SOUSA - ENF. GERENTE DE ENFERMAGEM ISSSL APROVADO POR: DATA DE EMISSÃO: 10/06/2025 REVISÃO: 01 PRÓXIMA REVISÃO: 10/06/2027 1. OBJETIVO Padronizar o manuseio da seladora automatizada para garantir a selagem correta das embalagens, assegurando a integridade da barreira estéril. 2. ABRANGÊNCIA Este procedimento aplica-se a todos os profissionais da CME que utilizam a seladora automatizada para o fechamento de embalagens. 3. DEFINIÇÕES ● Seladora Automatizada: Equipamento que realiza a selagem térmica das embalagens de forma automática, controlando tempo, temperatura e pressão. ● Selagem: Processo de fechamento térmico que garante a barreira microbiana da embalagem. 4. RESPONSABILIDADES ● Profissionais da CME: Operar a seladora conforme o procedimento. ● Enfermeiro Responsável pela CME: Monitorar e garantir o cumprimento do POP. 166 ● Enfermeira da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH): Realizar o rastreio e monitoramento da integridade dos materiais esterilizados. ● Equipe de Manutenção: Garantir o funcionamento correto e realizar calibrações periódicas. 5. MATERIAIS ● Embalagens para esterilização (papel grau cirúrgico, TNT, filme). ● Seladora automatizada. ● Tira-teste para controle da seladora. ● Equipamentos de proteção individual (EPI): luvas, avental, máscara. 6. PROCEDIMENTO 6.1 Preparação da Seladora ● Ligar a seladora e aguardar o aquecimento até a temperatura recomendada (geralmente entre 160°C a 200°C). ● Verificar os controles de temperatura e tempo no painel da máquina. ● Realizar o teste de selagem com tira-teste para validar o funcionamento antes do uso. 6.2 Selagem das Embalagens ● Posicionar a embalagem corretamente na área de selagem, respeitando a margem mínima de 1,5 cm. ● Acionar a seladora para iniciar o processo automático. ● Aguardar a finalização do ciclo, que ocorre automaticamente. ● Verificar visualmente a qualidade da selagem, observando a continuidade e ausência de falhas, bolhas ou enrugamentos. ● Embalagens com selagem inadequada devem ser rejeitadas e reprocessadas. 167 6.3 Após o Uso ● Registrar os resultados do teste de selagem e possíveis irregularidades. ● Desligar a seladora ao final do turno de trabalho. ● Proceder com a limpeza externa do equipamento conforme recomendação do fabricante. 7. CONTROLE E MANUTENÇÃO ● Realizar manutenção preventiva conforme cronograma. ● Garantir calibração periódica para manutenção da temperatura correta. ● Comunicar imediatamente a manutenção em caso de falhas. 8. REGISTROS ● Ficha de Controle de Selagem. ● Registro de manutenção da seladora. 9. REFERÊNCIAS ● ANVISA. RDC nº 15, de 15 de março de 2012. Dispõe sobre os requisitos de boas práticas para o processamento de produtos para saúde. ● Rutala, W. A., & Weber, D. J. (2019). Disinfection, Sterilization, and Control of Hospital Waste. In Mandell, Douglas, and Bennett’s Principles and Practice of Infectious Diseases (9th ed.). Elsevier. ● Sociedade Brasileira de Controle de Infecção Hospitalar (SBCIH). Manual de Processamento de Produtos para Saúde. 2021. 168 POP 33 – CONTROLE DE SELAGEM DOS MATERIAIS ESTERILIZADOS CÓDIGO: CME-POP-32 SETOR: Central de Material e Esterilização (CME) ELABORADO POR: FRANCISLAINE DE ALMEIDA DE SOUSA - ENF. GERENTE DE ENFERMAGEM ISSSL APROVADO POR: DATA DE EMISSÃO: 10/06/2025 REVISÃO: 01 PRÓXIMA REVISÃO: 10/06/2027 1. OBJETIVO Padronizar o processo de controle da selagem das embalagens de materiais a serem esterilizados, garantindo a integridade da barreira estéril até o momento do uso. 2. ABRANGÊNCIA Este procedimento se aplica a todos os profissionais da CME responsáveis pelo empacotamento e selagem de materiais. 3. DEFINIÇÕES ● Selagem: Processo de fechamento térmico de embalagens para garantir barreira microbiana. ● Integridade da Selagem: Qualidade do fechamento, sem falhas ou aberturas. ● Selo de Teste: Tira utilizada para verificação da eficácia da seladora. 4. RESPONSABILIDADES ● Profissionais da CME: Realizar o processo de selagem conforme este POP. 169 ● Enfermeiro Responsável: Supervisionar o processo e garantir registros. ● CCIH/Qualidade: Avaliar conformidade e auditar registros periodicamente. 5. MATERIAIS NECESSÁRIOS ● Embalagens termo seláveis (papel grau cirúrgico e/ou TNT com filme). ● Seladora térmica regulada e em boas condições de uso. ● Tiras de controle (selos de teste). ● Ficha de registro de controle de selagem. ● Etiquetas para identificação dos pacotes. 6. PROCEDIMENTO 6.1 Verificação Prévia da Seladora ● Verificar se o equipamento está limpo, seco e em funcionamento. ● Verificar se a temperatura está entre 160ºC e 200ºC, conforme especificação do fabricante. ● Realizar teste de selagem com tira-teste diariamente antes do início das atividades. 170 ● Registrar o resultado do teste de selagem em ficha própria. 6.2 Processo de Selagem ● Posicionar corretamente a embalagem na seladora, garantindo uma margem mínima de 1,5 cm na borda selada. ● Acionar a seladora de acordo com as instruções do fabricante. ● Verificar visualmente a qualidade da selagem: ○ Selagem contínua, sem falhas, enrugamentos, bolhas ou áreas sem adesão. ● Repetir a selagem se houver falhas. Não utilizar embalagens danificadas. 6.3 Identificação do Pacote ● Colar etiqueta com as seguintes informações: ○ Nome do material. ○ Data de esterilização. ○ Data de validade. ○ Identificação do lote. ○ Nome do colaborador que selou. ○ Indicação do tipo de esterilização (vapor, óxido de etileno etc). 6.4 Armazenamento ● Os pacotes selados devem ser armazenados em local limpo, seco e protegido, conforme POP de armazenamento. 7. REGISTROS ● Ficha de Controle de Selagem – preenchida diariamente. 171 ● Registro de Manutenção da Seladora (quando aplicável). 8. DISPOSIÇÕES GERAIS ● Em caso de falha persistente na selagem, retirar o equipamento de uso e acionar a manutenção. ● Materiais com selagem comprometida não devem ser utilizados e devem ser reprocessados. 10. PASSO A PASSO PARA O TESTE DE SELAGEM 1 O. PASSO:Definir qual o produto teste irá utilizar; ● Teste diário para monitorar os processos de selagem; ● O teste auxilia no processo de validação de selagem e também para uso como rotina operacional; ● Utilizar sempre no início da manhã, antes da primeira selagem; ● Auxilia no controle do processo através de monitoramento dos parâmetros críticos de selagem; ● Garante a qualidade dos processos em conformidade com a RDC 15; ● Leitura fácil, interpretação imediata e possibilita registro. 2 O. PASSO: 2.1 Retire a Fita Teste da caixa 2.2 Recorte um pedaço de papel grau um pouco maior que a fita teste 172 2.3 Coloque a fita teste com a parte escura voltada para a parte plástica da embalagem de esterilização. 173 2.4 Coloque na seladora conforme orientações do fabricante da seladora. 2.5 Avalie visualmente o aspecto do teste. Observe a mudança de tonalidade sendo de forma continua. Atenção:o teste permite detectar zonas não seladas, rupturas, excesso ou insuficiência de pressão e/ou temperatura. Importante deve conter todo o preenchimento do rodapé da fita teste e arquivar. 174 10. ANEXOS ● Anexo I: Modelo de Ficha de Controle de Selagem 175 176 177 11. REFERÊNCIAS ● RDC Nº 15, de 15 de março de 2012 – ANVISA. ● Manual de Processamento de Produtos para Saúde – ANVISA. ● Manuais de fabricantes de seladoras e embalagens. 178 POP HOSPITALAR SERVIÇOS DE APOIO COLETA DE RESÍDUOS POP HOSPITALAR SERVIÇOS DE APOIO COLETA DE RESÍDUOS HOSPITAL MUNICIPAL EUCLIDES HORST CAMPO NOVO DO PARECIS- MT Versão 1.0 Elaboração: Enf. Francislaine de Almeida de Sousa Data da elaboração: 18/10/2024 Revisor: Natasha Bruna Souza Augustin- Gerente de enfermagem Institucional- ISSSL Data da revisão: 03/09/2025 Validação: Adriana Antunes de Matos - RT de enfermagem Data da validação: 03/09/2025 HISTÓRICO DE ATUALIZAÇÕES DO DOCUMENTO Versão Emissão/Revisão Próxima Versão Descrição da alteração 01 18/10/2024 18/10/2026 Elaboração do documento 02 03/09/2025 03/09/2028 Revisão Introdução.................................................................................................. 4 Tipos de Higienização das Mãos com o objetivo é a situação, as técnicas de higienização podem ser divididas em quatro categorias:.................................... 5 Objetivos.................................................................................................... 5 Indicações...................................................................................................5 Materiais Necessários....................................................................................6 Descrição do Procedimento................................................................6 Referências:................................................................................................ 9 INTRODUÇÃO.............................................................................................10 OBJETIVOS................................................................................................10 MATERIAIS................................................................................................ 10 DESCRIÇÃO DO FLUXO................................................................................10 ANEXO: LIVRO DE PASSAGEM DE PLANTÃO................................................... 12 REFERÊNCIAS............................................................................................ 13 INTRODUÇÃO.............................................................................................14 OBJETIVOS................................................................................................14 MATERIAL..................................................................................................14 DESCRIÇÃO DO PROCESSO......................................................................... 15 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................................... 16 INTRODUÇÃO.............................................................................................17 OBJETIVOS................................................................................................17 MATERIAL..................................................................................................17 DESCRIÇÃO DO PROCESSO......................................................................... 18 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................................... 19 INTRODUÇÃO.............................................................................................20 OBJETIVOS................................................................................................20 MATERIAL..................................................................................................21 DESCRIÇÃO DO PROCESSO......................................................................... 21 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................................... 22 INTRODUÇÃO.............................................................................................24 OBJETIVOS................................................................................................25 MATERIAL..................................................................................................25 DESCRIÇÃO DO PROCESSO......................................................................... 26 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................................... 26 INTRODUÇÃO.............................................................................................28 OBJETIVOS................................................................................................28 MATERIAL..................................................................................................29 DESCRIÇÃO DO PROCESSO......................................................................... 29 CRITÉRIOS DE EXCLUSÃO........................................................................... 30 FLUXOGRAMA: TRANSPORTE DE RESÍDUOS................................................... 31 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................................... 32 INTRODUÇÃO.............................................................................................33 OBJETIVOS................................................................................................33 MATERIAL..................................................................................................33 DESCRIÇÃO DO PROCESSO......................................................................... 34 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................................... 35 INTRODUÇÃO.............................................................................................36 OBJETIVOS................................................................................................36 MATERIAL..................................................................................................36 DESCRIÇÃO DO PROCESSO......................................................................... 37 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................................... 37 INTRODUÇÃO.............................................................................................39 OBJETIVOS................................................................................................39 MATERIAL..................................................................................................39 DESCRIÇÃO DO PROCESSO......................................................................... 40 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................................... 41 INTRODUÇÃO.............................................................................................42 OBJETIVOS................................................................................................42 MATERIAL..................................................................................................42 DESCRIÇÃO DO PROCESSO......................................................................... 42 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................................... 43 ANEXO : EXEMPLO LIVROS DE REGISTROS.................................................... 44 INTRODUÇÃO...........................................................................................................................45 OBJETIVOS...............................................................................................................................45 MATERIAL................................................................................................................................. 45 DESCRIÇÃO DO PROCESSO..................................................................................................46 1. Coleta de Resíduos......................................................................................................... 46 2. Distribuição de Materiais Limpos.....................................................................................47 FLUXO INTERNO DE GERENCIAMENTO DE COLETA E DISTRIBUIÇÃO............................48 ANEXO : FLUXO INTERNO DE GERENCIAMENTO DE COLETA E DISTRIBUIÇÃO............ 49 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.......................................................................................... 50 ANEXO : CLASSIFICAÇÃO CORRETA.................................................................................... 51 ANEXO : FLUXOGRAMA COLETA DE RESÍDUOS..................................................................... 52 POP 01 - HIGIENIZAÇÃO SIMPLES DAS MÃOS Setor: SHL - Serviço de Higiene e Limpeza - Coleta de Resíduos e Diluição. Executante: Auxiliar de Serviços Gerais Responsável: Enfermeiro SCIH Introdução A higienização das mãos (HM) é uma prática essencial e reconhecida na área da saúde desde 1846, quando Ignaz Semmelweis, um médico húngaro, demonstrou sua eficácia na redução de infecções hospitalares, especialmente na prevenção de infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS). Essa prática visa proteger tanto os pacientes quanto os profissionais de saúde e é considerada uma das intervenções mais eficazes e de baixo custo para reduzir a transmissão de microrganismos em ambientes de cuidado à saúdes são a principal via de transmissão de patógenos, pois a pele abriga uma variedade de microrganismos, que podem ser transferidos de uma superfície para outra por contato direto (pele a pele) ou indireto (objetos ou superfícies contaminadas) . Existenciais populações de microrganismos na pele das mãos: a microbiota residente, composta por microrganismos menos patogênicos, e a microbiota transitória, que coloniza a camada superficial da pele e pode ser removida pela higienização com água e sabão . Entre as diversas estratégias de controle e prevenção das IRAS, a higienização das mãos é fundamental por ser simples, mas extremamente eficaz para interromper a cadeia de transmissão de infecções . A correta execução desta pode prevenir a disseminação de microrganismos entre pacientes e profissionais de saúde. A eficácia da higienização das mãos depende da técnica empregada e da duração do procedimento. É importante que os profissionais sigam as recomendações da Norma Regulamentadora 32 (NR-32), que inclui a remoção de adornos e o cuidado com as unhas, que devem estar sempre curtas e limpas . Tipos de Higienização das Mãos com o objetivo é a situação, as técnicas de higienização podem ser divididas em quatro categorias: ● Higienização simples: Remoção de sujidades e parte da microbiota transitória com água e sabão. ● Higienização antisséptica: Uso de soluções antissépticas para eliminação mais efetiva de microrganismos. ● Fricção com antisséptico: Uso de preparações alcoólicas para desinfecção rápida e eficaz das mãos. ● Antissepsia cirúrgica: Preparação das mãos antes de procedimentos cirúrgicos, garantindo a remoção profunda de microrganismos. Objetivos A higienização das mãos tem como principais objetivos: ● Remover sujeira e oleosidade; ● Eliminar a microbiota transitória; ● Interromper a transmissão de infecções por contato; ● Prevenir infecções causadas por transmissões cruzadas . Indicações A higienização das mãos realizada em momentos-chave, como: ● Ao iniciar o turno de trabalho; ● Antes e após as refeições; ● Após usar o banheiro; ● Antes do contato com pacientes; ● Antes de procedimientos assépticos; ● Após exposição a fluidos corporais; ● Após o contato com o paciente ou áreas próximas . Materiais Necessários ● Água; ● Sabonete líquil toalha descartável. Descrição do Procedimento 1. Ensaboar as palmas das mãos, friccionando-as entre si. 2. Esfregar a palma da mão direita contra o dorso da mão esquerda entrelaçando os dedos, e vice-versa. 3. Entrelaçar os dedos e friccionar os espaços interdigitais. 4. Esfregar o dorso dos dedos de uma mão contra a palma da mão oposta, em movimento de vai-e-vem, e vice-versa. 5. Esfregar o polegar direito com a palma da mão esquerda, utilizando movimento circular, e vice-versa. 6. Friccionar as polpas digitais e unhas da mão esquerda contra a palma da mão direita, em movimento circular, e vice-versa. 7. Esfregar o punho esquerdo com a palma da mão direita em movimento circular, e vice-versa. 8. A higienização deve durar entre 40 e 60 segundos. 9. Enxaguar as mãos, evitando contato direto com a torneira. 10. Secar as mãos com papel toalha, iniciando pelas mãos e seguindo pelos punhos. 11. Utilizar o papel toalha para fechar torneiras de fechamento manual. 12. Descartar o papel toalha na lixeira para resíduos comuns . Referências: 1. World Health Organization. WHO Guidelin Hygiene in Health Care. Geneva: WHO, 2009. 2. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Manual de Higienização das Mãos em Serviços de Saúde. Brasília: ANVISA, 2021. 3. Pittet, D. et al. "Hand Hygiene: Improving Adherence and Preventing Infection." The Lancet, 2020. 4. Centers for Disease Control and Prevention (CDC). "Guideline for Hand Hygiene in Health-Care Settings." 2019. 5. Ministério do Trabalho. Norma Regulamentadora 32 (NR-32). Brasília, 2005. 6. Boyce, J. M. "Hand Hygiene Compliance: The Last Mile." Infection Control & Hospital Epidemiology, 2019. 7. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). "Guia de Práticas Seguras para Higienização das Mãos." Brasília: ANVISA, 2022. 8. Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). "Protocolo de Higienização das Mãos." Washington, 2020. POP 02 - PASSAGEM DE PLANTÃO Setor: SHL - Serviço de Higiene e Limpeza - Coleta de Resíduos e Diluição. Executante: Auxiliar de Serviços Gerais Responsável: Enfermeiro SCIH INTRODUÇÃO A passagem de plantão hospitalar é um processo fundamental para garantir a continuidade das atividades e a segurança no ambiente hospitalar. Conforme a Portaria Nº 1.429, de julho de 2013. O plantão é definido como o exercício das atividades hospitalares durante 12 horas ininterruptas. A passagem de plantão é realizada por meio da comunicação verbal e escrita, com foco nas atividades em andamento, transferindo a responsabilidade de execução para o colaborador que inicia o turno. OBJETIVOS ● Organizar o fluxo de trabalho de forma eficiente; ● Assegurar a comunicação clara e efetiva entre turnos, garantindo a continuidade e a qualidade do serviço prestado; ● Documentar e registrar informações críticas para os próximos colaboradores. MATERIAIS ● Uniforme exclusivo do setor; ● Equipamentos de Proteção Individual (EPIs): botas, luvas, máscaras, óculos de proteção, touca; ● Livro de passagem de plantão (disponível em cada setor). DESCRIÇÃO DO FLUXO 1. Higienização das mãos: Lavar as mãos conforme orientações vigentes antes de iniciar o turno. 2. Uso de EPIs: O colaborador deve, obrigatoriamente, utilizar todos os EPI 's listados ao iniciar o plantão (botas, luvas, máscaras, óculos de proteção e touca). 3. Recepção do Plantão: Ouvir atentamente as informações passadas pelo colaborador do turno anterior. 4. Preenchimento do Livro de Controle de Higienização: ○ O colaborador deve registrar no Livro de Passagem de Plantão as atividades realizadas e as pendências a serem concluídas. ○ Este preenchimento é obrigatório tanto no plantão diurno quanto no noturno. 5. Registro de Terminais de Limpeza: Antes de encerrar o plantão, o colaborador deve anotar os terminais de limpeza realizados e os que permanecem pendentes, assegurando que a continuidade seja garantida pelo próximo turno. ANEXO: LIVRO DE PASSAGEM DE PLANTÃO REFERÊNCIAS ● BRASIL. Portaria Nº 1.429, de julho de 2013. Regulamenta as atividades de plantão em unidades hospitalares. ● ANVISA. Segurança do Paciente em Serviços de Saúde: Higienização das Mãos. Brasília: ANVISA, 2013. ● MINISTÉRIO DA SAÚDE. Manual de Segurança do Paciente e Qualidade na Prestação de Serviços Hospitalares. Brasília: MS, 2020. POP 03 - RECOLHIMENTO DE RESÍDUO COMUM Setor: SHL - Serviço de Higiene e Limpeza - Coleta de Resíduos e Diluição. Executante: Auxiliar de Serviços Gerais - Coletador Responsável: Enfermeiro SCIH INTRODUÇÃO Classifica-se como resíduo comum todo resíduo que não apresenta riscos biológicos, químicos ou radiológicos à saúde ou ao meio ambiente, podendo ser equiparado aos resíduos domiciliares (Mozachi; Souza, 2009). O processo de recolhimento desse resíduo envolve, além da remoção, a supervisão das condições do saco em que está armazenado, a forma como está amarrado, a quantidade de resíduo dentro dele e o local de acomodação. Esses fatores influenciam significativamente o processo de recolhimento do resíduo comum, sendo essenciais para a segurança e eficiência da coleta. OBJETIVOS ● Garantir o transporte adequado e seguro dos resíduos comuns hospitalares; ● Assegurar os procedimentos de segurança operacional durante toda a execução da tarefa; ● Contribuir para a prevenção de infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS). MATERIAL ● EPI’s (Equipamentos de Proteção Individual): ○ Uniforme; ○ Luvas de nitrílica impermeáveis, resistentes, antiderrapantes e de cano longo; ○ Luva de procedimento por baixo da luva de nitrílica; ○ Botas de PVC; ○ Touca descartável; ○ Máscara respiratória PFF2; ○ Óculos de proteção; ○ Avental de silicone e/ou PVC impermeável de comprimento médio; ● Carrinho de coleta para resíduos comuns. DESCRIÇÃO DO PROCESSO 1. Higienização das mãos: Realizar a higiene adequada antes de iniciar a coleta. 2. Uso de EPI 's: Vestir todos os Equipamentos de Proteção Individual indicados. 3. Retirada do Carrinho: Utilizar o carrinho de transporte identificado para o resíduo a ser retirado do setor. 4. Transporte Seguro: Movimentar o carrinho pelos corredores em velocidade moderada, tomando cuidado nas curvas para garantir a segurança do trabalhador e das pessoas circulando no ambiente. 5. Coleta do Resíduo: ○ Posicionar o carrinho próximo ao local de armazenamento do resíduo; ○ Abrir a tampa do carrinho; ○ Verificar se o saco está devidamente amarrado de forma segura; ○ Elevar o saco mantendo-o afastado do corpo e colocá-lo dentro do carrinho; ○ Fechar a tampa do carrinho após a coleta. 6. Avaliação da Capacidade do Carrinho: Monitorar constantemente a capacidade de armazenamento do carrinho, garantindo o fechamento adequado da tampa. 7. Transporte ao Próximo Local de Coleta: Continuar a coleta em outros locais, respeitando os procedimentos de segurança. 8. Descarte Temporário: Quando o carrinho atingir a capacidade máxima permitida, o colaborador responsável deve realizar o percurso até o abrigo de acondicionamento temporário. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ● MOZACHI, N. SOUZA, S.H.V. O Hospital: Manual do Ambiente Hospitalar. 3ª ed., Curitiba: Manual Real Ltda, 2009. ● FELDMAN, B.L. Gestão de Risco e Segurança Hospitalar. São Paulo: Martinari, 2008. ● ABNT. NBR 12.807/93. Associação Brasileira de Normas Técnicas. Norma Brasileira ABNT. POP 04 - RECOLHIMENTO DE RESÍDUO INFECTANTE Setor: SHL - Serviço de Higiene e Limpeza - Coleta de Resíduos e Diluição. Executante: Auxiliar de Serviços Gerais - Coletador Responsável: Enfermeiro SCIH INTRODUÇÃO A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), por meio da NBR 12.807/93, define resíduo infectante como aquele gerado em serviços de saúde que, por suas características de maior virulência, infectividade e concentração de patógenos, apresenta risco potencial adicional à saúde pública. Diante disso, o recolhimento de resíduos infectantes deve ser cuidadosamente planejado com base no volume gerado, regularidade e frequência dos horários de coleta, de modo a garantir a segurança dos envolvidos e a adequada destinação final desses resíduos. OBJETIVOS ● Garantir o transporte adequado e seguro dos resíduos infectantes hospitalares; ● Assegurar os procedimentos de segurança operacional durante toda a execução da tarefa; ● Contribuir para a prevenção de infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS). MATERIAL ● Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s): ○ Uniforme; ○ Luvas de nitrílica impermeáveis, resistentes e antiderrapantes de cano longo, além de luvas de procedimento por baixo; ○ Botas de PVC; ○ Touca descartável; ○ Máscara respiratória PFF2; ○ Óculos de proteção; ○ Avental de silicone e/ou PVC impermeável de médio comprimento; ● Carrinho de coleta específico para resíduos infectantes. DESCRIÇÃO DO PROCESSO 1. Utilização dos EPI’s: Vestir adequadamente todos os Equipamentos de Proteção Individual antes de iniciar o procedimento. 2. Identificação e Preparação do Carrinho: Utilizar o carrinho de transporte identificado para o resíduo infectante a ser recolhido no setor. 3. Transporte Seguro: Movimentar o carrinho pelos corredores com velocidade moderada, garantindo a segurança, especialmente em curvas, para evitar acidentes com o trabalhador e pessoas que circulam no local. 4. Coleta do Resíduo: ○ Posicionar o carrinho próximo ao local de armazenamento do resíduo infectante; ○ Abrir a tampa do carrinho; ○ Certificar-se de que o saco onde o resíduo está armazenado está devidamente amarrado de forma segura; ○ Elevar o saco mantendo-o afastado do corpo e colocá-lo dentro do carrinho; ○ Fechar a tampa do carrinho após a coleta. 5. Verificação da Capacidade do Carrinho: Monitorar constantemente o nível de armazenamento do carrinho, garantindo que a tampa esteja fechada adequadamente. 6. Transporte para Próximo Local de Coleta: Continuar a coleta de resíduos infectantes em outros setores, conforme o cronograma estabelecido. 7. Percurso ao Abrigo Temporário: Se o carrinho atingir a capacidade máxima permitida, o colaborador responsável deverá realizar o transporte até o abrigo de acondicionamento temporário. 8. Limpeza do carrinho: Realizar a lavagem do carrinho após a coleta realizada. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ● FELDMAN, B. L. Gestão de Risco e Segurança Hospitalar. São Paulo: Martinari, 2008. ● ABNT. NBR 12.807/93. Associação Brasileira de Normas Técnicas. ● FEAM. Fundação Estadual do Meio Ambiente. Manual de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde. Belo Horizonte: Fundação Estadual do Meio Ambiente, 2008. ● BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada n.º 306, de 7 de dezembro de 2004. Dispõe sobre o Regulamento Técnico para o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 10 dez. 2004. ● SODRÉ, M.S.; LEMOS, C.F. O Cenário do Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde no Brasil. Minas Gerais, 2017. POP 05 - RECOLHIMENTO DE RESÍDUO BIOLÓGICO Setor: SHL - Serviço de Higiene e Limpeza - Coleta de Resíduos e Diluição. Executante: Auxiliar de Serviços Gerais - Coletador Responsável: Enfermeiro SCIH INTRODUÇÃO A Resolução RDC nº 306/2004/ANVISA define como resíduo biológico todo material contendo agentes infectantes biológicos que, por suas características, apresentam risco potencial à saúde e ao meio ambiente. Pertencem à classificação dos resíduos de serviços de saúde no grupo A, incluindo: ● Peças anatômicas humanas; ● Produto de fecundação sem sinais vitais, com peso menor que 500 gramas, estatura inferior a 25 centímetros, ou idade gestacional inferior a 20 semanas, que não tenham valor científico ou legal e que não tenham sido requisitados por paciente ou familiares; ● Carcaças, peças anatômicas, vísceras e outros resíduos provenientes de animais não submetidos a experimentação com inoculação de microrganismos, além de suas forrações; ● Cadáveres de animais provenientes de serviços de assistência; ● Resíduos de tecido adiposo oriundos de lipoaspiração, lipoescultura ou outros procedimentos de cirurgia plástica que gerem esse tipo de resíduo. No xxxxxxxxxxx, são recolhidos pelo setor de coleta de resíduos os resíduos biológicos do tipo restos placentários, provenientes dos setores de sala de parto e centro cirúrgico. OBJETIVOS ● Garantir o recolhimento adequado e seguro dos resíduos biológicos; ● Assegurar os procedimentos de segurança operacional durante toda a execução da tarefa; ● Contribuir para a prevenção de infecção relacionada à assistência à saúde (IRAS). MATERIAL ● EPI’s: ○ Uniforme; ○ Luvas de nitrílica impermeáveis, resistentes e antiderrapantes de cano longo, com luvas de procedimento por baixo; ○ Botas de PVC; ○ Touca descartável; ○ Máscara respiratória PFF2; ○ Óculos de proteção; ○ Avental de silicone e/ou PVC impermeável de médio comprimento; ● Carrinho de coleta para resíduos infectantes. DESCRIÇÃO DO PROCESSO 1. Higienizar as mãos antes de iniciar o processo. 2. Equipar-se com os EPI’s necessários para a coleta dos resíduos biológicos. 3. Retirar o carrinho de transporte identificado de acordo com o tipo de resíduo a ser coletado. 4. Realizar o percurso pelos corredores de cada setor com velocidade moderada, tendo cuidado nas curvas para garantir a segurança do trabalhador e das pessoas no entorno. 5. Dirigir-se ao local onde o resíduo está armazenado e posicionar o carrinho próximo ao ponto de coleta. 6. Abrir a tampa do carrinho de transporte. 7. Verificar se o resíduo biológico está acondicionado em saco branco leitoso duplo, identificado como lixo infectante, amarrado de forma segura e armazenado em recipiente de inox. 8. Elevar o saco pelo nó, mantendo-o afastado do corpo, e alocar dentro do carrinho, separadamente de outros resíduos infectantes. 9. Fechar a tampa do carrinho após o acondicionamento do resíduo. 10. Monitorar a capacidade do carrinho durante o processo de coleta, assegurando que a tampa possa ser fechada adequadamente. 11. Transportar o carrinho até o próximo ponto de coleta, repetindo o processo de acondicionamento conforme necessário. 12. Efetuar o percurso para o abrigo temporário assim que o carrinho atingir a capacidade máxima permitida. 13. No abrigo temporário, abrir a tampa superior do freezer, visualizar a caixa plástica, abrir a tampa da caixa e acomodar o saco contendo o resíduo biológico. Fechar a caixa plástica e em seguida o freezer. 14. Higienizar o carrinho de coleta de acordo com o protocolo institucional após o processo de coleta. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ● BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Resolução RDC n.º 306, de 7 de dezembro de 2004. Dispõe sobre o regulamento técnico para o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 10 dez. 2004. ● FELDMAN, B. L. Gestão de Risco e Segurança Hospitalar. São Paulo: Martinari, 2008. ● Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). NBR 12.807/93. ● FEAM. Fundação Estadual do Meio Ambiente. Manual de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde. Belo Horizonte: Fundação Estadual do Meio Ambiente, 2008. ● SODRÉ, M.S.; LEMOS, C.F. O Cenário do Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde no Brasil. Minas Gerais, 2017. ● Resolução – RDC nº216, de 15 de setembro de 2004 – Ministério da Saúde – ANVISA; ● Resolução – RDC nº 275, de 21 de outubro de 2002 – ANVISA; POP 06 - RECOLHIMENTO DE RESÍDUO PERFUROCORTANTE Setor: SHL - Serviço de Higiene e Limpeza - Coleta de Resíduos e Diluição. Executante: Equipe de enfermagem; Auxiliar de Serviços Gerais - Coletador Responsável: Enfermeiro SCIH INTRODUÇÃO O manejo dos resíduos sólidos dos serviços de saúde é baseado em suas características físicas, químicas e nos riscos envolvidos, garantindo que cada tipo de resíduo seja tratado de maneira adequada conforme sua classificação e a unidade de origem. O objetivo principal é permitir a segregação e a destinação correta dos resíduos, conforme estabelecido pelas Resoluções RDC nº 306/2004/ANVISA e Resolução nº 358/2005/Conama (Brasil, 2005). Essas normas classificam os resíduos de serviços de saúde em cinco grupos: ● Grupo A: Resíduos biológicos;apresenta risco à saúde e ao meio ambiente, pois apresente agentes biológicos. Divididos em 5 subgrupos: A1 (culturas de microorganismos, vacinas e resíduos de manipulação genética, resíduo de indivíduos ou animais com suspeita ou certeza de contaminação biológica, bolsas transfusionais com sangue contaminado ou vencido, sobra de amostras laboratoriais); A2 (peças anatômicas provenientes de animais e cadáveres de animais suspeitos de microorganismos patogênicos); A3 (peças anatômicas de humanos, produtos de fecundação menos de 20 semanas de gestação); A4 (Kits de linhas arteriais, endovenosas e diálisadores, resíduos de tecidos adiposos e bolsas transfusionais vazias); A5 (Órgãos, tecidos, fluidos orgânicos, materiais perfurocortantes). ● Grupo B: Resíduos químicos;resíduos com substâncias químicas que apresentem risco à saúde e ao meio. Como exemplo: os antineoplásicos. ● Grupo C: Resíduos radioativos;qualquer resíduo com radionuclídeos em alta concentração. Como exemplo: radionuclídeos de laboratório de radioterapia. ● Grupo D: Resíduos comuns;não apresentam risco iminente à saúde nem ao meio. Como exemplo: papel higiênico, sobra de alimentos, etc. ● Grupo E: Resíduos perfurocortantes: incluem lâminas de barbear, agulhas, escalpes, ampolas de vidro, brocas, limas endodônticas, pontas diamantadas, lâminas de bisturi, lancetas, tubos capilares, micropipetas, lamínulas, espátulas, e utensílios de vidro quebrado ou similares. O recolhimento de resíduos perfurocortantes exige do colaborador disciplina, zelo e responsabilidade, a fim de otimizar o manejo operacional e garantir a segurança em todas as etapas do processo, desde o recolhimento até o armazenamento temporário. OBJETIVOS ● Garantir o transporte adequado e seguro dos resíduos perfurocortantes; ● Assegurar os procedimentos de segurança operacional durante a execução da tarefa; ● Contribuir para a prevenção de infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS). MATERIAL ● EPI’s: ○ Uniforme; ○ Luvas de nitrílica impermeáveis, resistentes, antiderrapantes de cano longo, com luvas de procedimento por baixo; ○ Botas de PVC; ○ Touca descartável; ○ Máscara respiratória PFF2; ○ Óculos de proteção; ○ Avental de silicone e/ou PVC impermeável de médio comprimento; ● Carrinho de coleta para resíduos infectantes. DESCRIÇÃO DO PROCESSO 1. Higienizar as mãos antes de iniciar o processo. 2. Colocar os equipamentos de proteção individual (EPI’s). 3. Retirar o carrinho de transporte identificado conforme o resíduo a ser recolhido no setor. 4. Transladar pelos corredores com velocidade moderada, tomando cuidado nas curvas para garantir a segurança dos trabalhadores e das pessoas ao redor. 5. Dirigir-se ao local de armazenamento do resíduo. 6. Posicionar o carrinho próximo ao ponto de coleta. 7. Abrir a tampa do carrinho de transporte. 8. Verificar se a caixa de perfurocortante está lacrada e envolvida em saco branco leitoso, identificado para resíduos infectantes e devidamente amarrado de forma segura. 9. Levantar o saco pelo nó, mantendo-o afastado do corpo, e colocá-lo no carrinho, separadamente de outros resíduos. 10. Fechar a tampa do carrinho após o acondicionamento do resíduo. 11. Monitorar a capacidade de armazenamento do carrinho, garantindo que a tampa possa ser fechada adequadamente. 12. Transportar o carrinho até o próximo local de coleta. 13. Quando o carrinho atingir a capacidade máxima, realizar o percurso até o abrigo de acondicionamento temporário para esvaziamento. 14. Higienizar o carrinho de coleta conforme o protocolo institucional após o processo de coleta. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ● FELDMAN, B. L. Gestão de Risco e Segurança Hospitalar. São Paulo: Martinari, 2008. ● Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). NBR 12.807/93. ● FEAM. Fundação Estadual do Meio Ambiente. Manual de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde. Belo Horizonte: Fundação Estadual do Meio Ambiente, 2008. ● BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Resolução RDC n.º 306, de 7 de dezembro de 2004. Dispõe sobre o Regulamento Técnico para o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 10 dez. 2004. ● SODRÉ, M.S.; LEMOS, C.F. O Cenário do Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde no Brasil. Minas Gerais, 2017. POP 07 - TRANSPORTE DE RESÍDUOS Setor: SHL - Serviço de Higiene e Limpeza - Coleta de Resíduos e Diluição. Executante: Auxiliar de Serviços Gerais - Coletador Responsável: Enfermeiro SCIH INTRODUÇÃO No Brasil, as resoluções da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (RDC ANVISA nº 306/2004) e do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Resolução CONAMA nº 358/2005) atribuem responsabilidades específicas aos diversos segmentos envolvidos na gestão de resíduos de serviços de saúde (RSS), como geradores, autoridades sanitárias e ambientais. Essas normas regulamentam o manejo, incluindo a segregação, coleta, tratamento e destinação final dos resíduos produzidos e liberados no meio ambiente (Rampelotto, 2012). O transporte de resíduos deve ser realizado com eficiência, segurança e responsabilidade, a fim de garantir que o percurso dos resíduos ocorra de forma segura, desde os pontos de geração até o local de armazenamento temporário. Além disso, deve seguir um roteiro pré-definido, em horários que não coincidam com a distribuição de roupas, alimentos e medicamentos, conforme o item 32.5.7 da Norma Regulamentadora nº 32. OBJETIVOS ● Garantir o transporte adequado e seguro dos resíduos hospitalares; ● Assegurar os procedimentos de segurança operacional durante toda a execução da tarefa; ● Contribuir para a prevenção de infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS). MATERIAL ● Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s): ○ Uniforme; ○ Luvas de nitrílica impermeáveis, resistentes, antiderrapantes, de cano longo, com luvas de procedimento por baixo; ○ Botas de PVC; ○ Touca descartável; ○ Máscara respiratória PFF2; ○ Óculos de proteção; ○ Avental de silicone e/ou PVC impermeável e de médio comprimento; ● Carrinho de coleta para resíduos. DESCRIÇÃO DO PROCESSO 1. Higienizar as mãos antes de iniciar o processo. 2. Colocar os equipamentos de proteção individual (EPI’s) de acordo com as normas de segurança. 3. Retirar o carrinho de transporte, identificado conforme o tipo de resíduo a ser recolhido no setor. 4. Percorrer pelos setores com velocidade moderada, tomando cuidado nas curvas, para garantir a segurança dos trabalhadores e das pessoas ao redor. 5. Dirigir-se ao local onde o resíduo está armazenado. 6. Posicionar o carrinho próximo ao ponto de coleta. 7. Abrir a tampa do carrinho de transporte. 8. Verificar se o saco contendo o resíduo está devidamente amarrado de forma segura. 9. Levantar o saco, mantendo-o afastado do corpo, e colocá-lo no carrinho. 10. Fechar a tampa do carrinho após o acondicionamento do resíduo. 11. Monitorar a capacidade de armazenamento do carrinho, garantindo que a tampa possa ser fechada adequadamente. 12. Transportar o carrinho até o próximo local de coleta. 13. Quando o carrinho atingir a capacidade máxima, realizar o percurso até o abrigo de acondicionamento temporário. CRITÉRIOS DE EXCLUSÃO ● Quando o setor não produz resíduos. FLUXOGRAMA: TRANSPORTE DE RESÍDUOS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ● BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada n.º 306, de 7 de dezembro de 2004. Dispõe sobre o Regulamento Técnico para o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 10 dez. 2004. ● FELDMAN B. L.Gestão de Risco e Segurança Hospitalar, São Paulo:Martinari,2008. ● RAMPELOTTO, Elisane Maria. Segregação dos Resíduos Sólidos Hospitalares. Disponível em: Acesso em: 17/08/2017. POP 08 - ACONDICIONAMENTO TEMPORÁRIO DE RESÍDUOS Setor: SHL - Serviço de Higiene e Limpeza - Coleta de Resíduos e Diluição. Executante: Auxiliar de Serviços Gerais - Coletador Responsável: Enfermeiro SCIH INTRODUÇÃO O acondicionamento temporário de resíduos hospitalares é o local onde os sacos contendo esses resíduos ficam armazenados por um curto período, antes de serem transportados para o destino final. Essa etapa é essencial para otimizar o deslocamento entre os setores geradores e o local de armazenamento definitivo, garantindo que os resíduos hospitalares sejam manejados de forma organizada e segura. Segundo a Resolução RDC nº 306/2004 da ANVISA e a Resolução CONAMA nº 358/2005, os resíduos de serviços de saúde devem ser classificados e separados de acordo com seus grupos: lixo comum, hospitalar, biológico e perfurocortante. O armazenamento temporário deve atender às normas de segregação e acondicionamento apropriadas para cada tipo de resíduo, contribuindo para a prevenção de contaminações e acidentes no ambiente hospitalar. OBJETIVOS ● Organizar os sacos contendo resíduos de maneira adequada; ● Proteger os resíduos coletados, evitando derramamentos e contaminações; ● Garantir o acondicionamento correto dos resíduos nos abrigos temporários; ● Contribuir para a prevenção de infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS). MATERIAL ● EPI’s: ○ Uniforme; ○ Luvas de nitrílica impermeáveis, resistentes, antiderrapantes, de cano longo, com luvas de procedimento por baixo; ○ Botas de PVC; ○ Touca descartável; ○ Máscara respiratória PFF2; ○ Óculos de proteção; ○ Avental de silicone e/ou PVC impermeável e de médio comprimento; ● Carrinho de coleta com resíduo coletado. DESCRIÇÃO DO PROCESSO 1. Higienizar as mãos antes de iniciar o processo de acondicionamento. 2. Vestir os equipamentos de proteção individual (EPI’s) de acordo com as normas de segurança. 3. Identificar o abrigo correspondente ao resíduo coletado, verificando se o tipo de resíduo está corretamente segregado (comum, hospitalar, biológico ou perfurocortante). 4. Posicionar o carrinho de transporte com o resíduo em frente ao abrigo correspondente. 5. Organizar os sacos dentro do abrigo, sempre posicionando-os do fundo para a frente, para facilitar a movimentação e o controle. 6. Segurar o saco pelo nó, mantendo-o afastado do corpo, e colocá-lo no fundo do abrigo. 7. Dispor os sacos mais pesados na parte inferior do abrigo e os mais leves sobre eles, de forma a evitar compressão e vazamentos. 8. Higienizar o carrinho de coleta, seguindo o protocolo estabelecido pela instituição. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ● BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Resolução RDC n.º 306, de 7 de dezembro de 2004. Dispõe sobre o regulamento técnico para o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 10 dez. 2004. ● BRASIL. Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). Resolução n.º 358, de 29 de abril de 2005. Dispõe sobre o tratamento e a disposição final dos resíduos dos serviços de saúde. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 4 maio de 2005. ● RAMPELOTTO, C. J. Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde no Brasil: Desafios e Perspectivas. Revista Brasileira de Gestão Ambiental, 2012. POP 09 - HIGIENIZAÇÃO DOS CARRINHOS DE COLETA RESÍDUOS Setor: SHL - Serviço de Higiene e Limpeza - Coleta de Resíduos e Diluição. Executante: Auxiliar de Serviços Gerais - Coletador Responsável: Enfermeiro SCIH INTRODUÇÃO A limpeza e desinfecção de superfícies nos serviços de saúde são fundamentais para garantir um ambiente seguro, conservar os equipamentos e, principalmente, reduzir os riscos de infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS). O carrinho de coleta, utilizado para recolher resíduos de diversos setores da instituição hospitalar, necessita de higienização adequada após cada uso. A manutenção dessa prática assegura a qualidade dos processos e a segurança de colaboradores e pacientes, uma vez que o transporte de resíduos pode ser uma via de disseminação de patógenos. OBJETIVOS ● Garantir a desinfecção de todas as superfícies do carrinho de coleta; ● Contribuir para a prevenção de infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS); ● Assegurar a manutenção adequada e prolongar a vida útil do equipamento. MATERIAL ● Carrinho de coleta; ● Detergente; ● Desinfetante adequado para superfícies hospitalares; ● Esponja; ● Pano seco; ● Mangueira. DESCRIÇÃO DO PROCESSO 1. Vestir os Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) adequados: ○ Uniforme; ○ Luvas de nitrílica impermeáveis, resistentes, antiderrapantes, de cano longo, com luvas de procedimento por baixo; ○ Botas de PVC; ○ Touca descartável; ○ Máscara respiratória PFF2; ○ Óculos de proteção; ○ Avental de silicone e/ou PVC impermeável e de médio comprimento. 2. Posicionar o carrinho próximo à mangueira de água, em uma área designada para limpeza. 3. Molhar toda a superfície do carrinho utilizando a mangueira. 4. Esfregar o carrinho com esponja e detergente, garantindo que todas as áreas sejam atingidas, incluindo rodas, alças e compartimentos. 5. Enxaguar completamente o carrinho, removendo todo o resíduo de detergente. 6. Secar com pano limpo e seco para evitar acúmulo de umidade e corrosão. 7. Finalizar passando um pano umedecido com desinfetante, garantindo que o produto atue sobre todas as superfícies do carrinho. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ● BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Resolução RDC n.º 306, de 7 de dezembro de 2004. Dispõe sobre o Regulamento Técnico para o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 10 dez. 2004. ● FELDMAN, B. L. Gestão de Risco e Segurança Hospitalar. São Paulo: Martinari, 2008. ● MOZACHI, N.; SOUZA, S. H. V. O Hospital: Manual do Ambiente Hospitalar. 3ª ed. Curitiba: Manual Real Ltda, 2009. ● ABNT. NBR 12.807/93. Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Norma Brasileira. ● FEAM. Manual de gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. Fundação Estadual do Meio Ambiente. Belo Horizonte, MG, 2008. ● SODRÉ, M. S.; LEMOS, C. F. O Cenário do Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde no Brasil. Minas Gerais, 2017. POP 10 - HIGIENIZAÇÃO DOS ABRIGOS DE COLETA DE RESÍDUOS Setor: SHL - Serviço de Higiene e Limpeza - Coleta de Resíduos e Diluição. Executante: Auxiliar de Serviços Gerais - Coletador Responsável: Enfermeiro SCIH INTRODUÇÃO O abrigo de coleta de resíduos é o local destinado ao armazenamento temporário de sacos contendo os diferentes tipos de resíduos hospitalares. Esse espaço deve ser protegido contra a umidade e mantido adequadamente fechado, visando preservar a integridade dos sacos de resíduos até que sejam recolhidos pela empresa terceirizada responsável pelo destino final. A higienização regular do abrigo de coleta é essencial para evitar a contaminação do ambiente e garantir a segurança tanto dos colaboradores quanto dos pacientes. OBJETIVOS ● Assegurar a desinfecção completa de todas as superfícies do abrigo de coleta de resíduos; ● Contribuir para a prevenção de infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS); ● Manter a integridade do acondicionamento adequado dos resíduos. MATERIAL ● EPIs (Uniforme, Luvas de nitrílica impermeável, resistentes, antiderrapantes e de cano longo com luvas de procedimento por baixo, Botas de PVC, Touca descartável, Máscara respiratória PFF2, Óculos de proteção, Avental de silicone ou PVC impermeável de comprimento médio); ● Detergente clorado; ● Desinfetante hospitalar; ● Fibra de limpeza (tipo esponja abrasiva); ● Pano limpo; ● Rodo; ● Mangueira com água potável. DESCRIÇÃO DO PROCESSO 1. Colocar os EPIs conforme especificado acima, garantindo a proteção adequada do colaborador. 2. Separar todos os materiais necessários para a higienização do abrigo. 3. Deslocar-se até o abrigo de resíduos, verificando as condições do local. 4. Molhar toda a extensão do abrigo com o auxílio da mangueira, garantindo que as superfícies internas e o piso sejam cobertos por água. 5. Esfregar todas as superfícies (paredes, portas, piso) utilizando a fibra e detergente clorado, certificando-se de remover quaisquer resíduos ou sujidade acumulada. 6. Enxaguar completamente todas as áreas com água para remover o detergente e a sujeira desprendida. 7. Usar o rodo para remover a água acumulada no piso, direcionando-a para o ralo ou área de escoamento adequado. 8. Secar o ambiente utilizando um pano limpo e seco, retirando o excesso de umidade das superfícies. 9. Aplicar desinfetante, passando um pano umedecido com o produto sobre todas as superfícies, garantindo uma desinfecção eficaz. 10. Recolher e organizar todos os materiais utilizados durante o processo de higienização. 11. Registrar as atividades de higienização no livro de protocolo específico dos abrigos de coleta de resíduos, com data, hora e nome do responsável pela limpeza. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ● BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Resolução RDC n.º 306, de 7 de dezembro de 2004. Dispõe sobre o Regulamento Técnico para o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 10 dez. 2004. ● FELDMAN, B. L. Gestão de Risco e Segurança Hospitalar. São Paulo: Martinari, 2008. ● MOZACHI, N.; SOUZA, S. H. V. O Hospital: Manual do Ambiente Hospitalar. 3ª ed. Curitiba: Manual Real Ltda, 2009. ● ABNT. NBR 12.807/93. Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Norma Brasileira. ● FEAM. Manual de gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. Fundação Estadual do Meio Ambiente. Belo Horizonte, MG, 2008. ● SODRÉ, M. S.; LEMOS, C. F. O Cenário do Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde no Brasil. Minas Gerais, 2017. POP 11 - ANOTAÇÕES NOS LIVROS DE PROTOCOLOS Setor: SHL - Serviço de Higiene e Limpeza - Coleta de Resíduos e Diluição. Executante: Auxiliar de Serviços Gerais - Coletador Responsável: Enfermeiro SCIH INTRODUÇÃO O registro das atividades desenvolvidas nos livros de protocolo é um elemento fundamental no contexto dos serviços de saúde, pois contribui para o monitoramento e a supervisão da qualidade das ações realizadas. As anotações no livro de protocolo oferecem uma visão clara e organizada das atividades, facilitando a análise da periodicidade, qualidade da execução e possibilitando comparações ao longo do tempo. Esses registros também reforçam a responsabilidade e a rastreabilidade das tarefas executadas, alinhando-se às normas e boas práticas de gestão hospitalar. OBJETIVOS ● Documentar de forma precisa e eficiente as atividades realizadas; ● Facilitar a visualização e o acompanhamento da periodicidade das atividades registradas; ● Proporcionar dados para avaliação da qualidade e da constância da execução das atividades. MATERIAL ● Caderno de protocolo; ● Caneta; ● Superfície plana para apoio durante o preenchimento. DESCRIÇÃO DO PROCESSO 1. Localizar o caderno de protocolo no Depósito de Material e Limpeza (DML). 2. Preencher corretamente os campos obrigatórios, incluindo a data, hora, setor/local e descrição detalhada da atividade desenvolvida. 3. Assinar o registro, identificando o profissional responsável pela execução da tarefa. 4. Verificar a completude dos campos preenchidos, assegurando que todas as informações necessárias estão adequadamente documentadas. 5. Guardar o caderno e a caneta de volta no local apropriado no DML para garantir a organização e o fácil acesso nas próximas utilizações. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ● MOZACHI, N.; SOUZA, S. H. V. O Hospital: Manual do Ambiente Hospitalar. 3ª edição. Curitiba: Manual Real Ltda, 2009. ● FELDMAN, B. L. Gestão de Risco e Segurança Hospitalar. São Paulo: Martinari, 2008. ● ABNT. NBR 12.807/93. Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Norma Brasileira. ● FEAM. Manual de gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. Fundação Estadual do Meio Ambiente. Belo Horizonte, MG, 2008. ● BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Resolução RDC n.º 306, de 7 de dezembro de 2004. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 10 dez. 2004. ● SODRÉ, M. S.; LEMOS, C. F. O Cenário do Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde no Brasil. Minas Gerais, 2017. ANEXO : EXEMPLO LIVROS DE REGISTROS POP 12 - FLUXO INTERNO DE GERENCIAMENTO DE COLETA DE RESÍDUOS E DISTRIBUIÇÃO DE MATERIAIS LIMPOS Setor: SHL - Serviço de Higiene e Limpeza - Coleta de Resíduos e Diluição. Executante: Auxiliar de Serviços Gerais - Coletador Responsável: Enfermeiro SCIH INTRODUÇÃO O gerenciamento de resíduos e a distribuição de materiais limpos nos serviços de saúde são essenciais para a prevenção de infecções e a manutenção de um ambiente seguro e organizado. Este procedimento visa assegurar o correto fluxo de coleta de resíduos hospitalares, desde a segregação nos setores até o armazenamento temporário, bem como a distribuição segura de materiais limpos (roupas, equipamentos e outros insumos) aos setores. OBJETIVOS ● Coleta de Resíduos: ○ Garantir o recolhimento adequado dos resíduos hospitalares, seguindo normas e procedimentos que visam a segurança e a prevenção de infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS). ● Distribuição de Materiais Limpos: ○ Assegurar a entrega adequada de roupas, materiais e insumos aos setores, sem risco de contaminação cruzada com os resíduos. MATERIAL ● Para Coleta de Resíduos: ○ EPIs: Uniforme, luvas nitrílicas impermeáveis, botas de PVC, máscara PFF2, óculos de proteção, avental impermeável; ○ Carrinho de coleta de resíduos, identificado por tipo (biológico, perfuro cortante, comum, químico); ○ Sacos de resíduos apropriados, de acordo com a classificação do resíduo (ABNT NBR 12807/93). ● Para Distribuição de Materiais Limpos: ○ EPIs: Uniforme, luvas de procedimento; ○ Carrinho de distribuição, específico para transporte de materiais limpos e devidamente higienizado. DESCRIÇÃO DO PROCESSO 1. Coleta de Resíduos 1.1. Planejamento e Preparação ● Definir cronograma para a coleta de resíduos em horários que não coincidam com a distribuição de materiais limpos, de acordo com a NR-32. ● Segregar adequadamente os resíduos nos setores, utilizando sacos identificados e recipientes adequados conforme o tipo de resíduo (biológico, químico, perfurocortante, comum). 1.2. Coleta nos Setores ● Higienizar as mãos e vestir todos os EPIs necessários. ● Retirar o carrinho de coleta, devidamente identificado para o tipo de resíduo a ser coletado. ● Iniciar a coleta nos setores, começando pelos mais afastados, transportando os resíduos com segurança até o abrigo temporário. ● Certificar-se de que os sacos estão devidamente lacrados e acondicionados no carrinho, sem contato direto com o corpo. ● Evitar cruzamento de vias com o fluxo de distribuição de materiais limpos para prevenir contaminação cruzada. 1.3. Armazenamento Temporário de Resíduos ● No abrigo temporário, organizar os resíduos conforme o tipo (biológico, perfuro cortante, comum, etc.). ● Garantir que os sacos mais pesados fiquem na base e os mais leves por cima, evitando perfurações e rompimentos dos sacos. ● Fechar adequadamente o abrigo e garantir a segurança do local até que a empresa terceirizada faça o recolhimento para destinação final. 1.4. Higienização do Carrinho de Resíduos ● Após a coleta, higienizar o carrinho com água, detergente e desinfetante. ● Esfregar toda a superfície, enxaguar, secar com pano e aplicar desinfetante para finalizar. ● Registrar o processo de higienização no livro de protocolo. 2. Distribuição de Materiais Limpos 2.1. Planejamento da Distribuição ● Estabelecer horários de distribuição de materiais limpos (roupas, insumos, equipamentos) que não coincidam com o fluxo de coleta de resíduos. ● Separar previamente os materiais limpos por setor, garantindo que estejam adequadamente embalados ou em recipientes limpos. 2.2. Distribuição nos Setores ● Higienizar as mãos e utilizar EPIs adequados (luvas de procedimento e uniforme). ● Retirar o carrinho de distribuição de materiais limpos, devidamente higienizado. ● Iniciar a distribuição pelos setores, verificando a entrega de acordo com a demanda e assegurando que não haja contato entre os materiais limpos e quaisquer superfícies contaminadas. 2.3. Armazenamento e Organização dos Materiais Limpos ● Ao chegar no setor, entregar os materiais diretamente nos armários ou áreas designadas para armazenamento limpo, evitando contato com superfícies externas. ● Manter o carrinho de distribuição limpo e organizado durante todo o processo. 2.4. Higienização do Carrinho de Distribuição ● Após a distribuição, higienizar o carrinho com detergente neutro e água, enxaguar e secar com pano limpo. ● Realizar anotações no livro de protocolo de higienização, assegurando a rastreabilidade do processo. FLUXO INTERNO DE GERENCIAMENTO DE COLETA E DISTRIBUIÇÃO 1. Planejamento e Separação: ○ Definir horários de coleta de resíduos e distribuição de materiais limpos em turnos diferentes para evitar contaminação cruzada. 2. Coleta de Resíduos: ○ Início nos setores mais afastados, com transporte seguro até o abrigo de resíduos. ○ Higienização dos carrinhos após cada coleta. 3. Distribuição de Materiais Limpos: ○ Organização prévia dos materiais a serem distribuídos. ○ Distribuição realizada por setores, garantindo que o material esteja protegido e não contamine outras superfícies. 4. Registro e Higienização: ○ Anotações das atividades realizadas nos livros de protocolo, incluindo a higienização dos carrinhos de resíduos e materiais limpos. ANEXO : FLUXO INTERNO DE GERENCIAMENTO DE COLETA E DISTRIBUIÇÃO ROTINA / SETOR AÇÃO PERÍODO Nutrição Distribuição de refeições aos pacientes Desjejum: 06:00 às 07:30 Almoço: 11:00 às 12:30 Lanche da tarde 15:00 às 15:50 Jantar: 17:00 às 18:00 Ceia: 21:00 às 21:50 Farmácia Distribuição de medicamentos’ Manhã: 07:30 às 08:00 Tarde: 13:00 às 13:30 Noite 18:30 às 19:00 Lavanderia Entrega dos enxovais limpos nos setores Manhã: 07:30 às 08:00 Tarde: 13:00 às 13:30 Noite 18:30 às 19:00 Lavanderia Retirada dos enxovais sujos dos setores Manhã: 08:30 às 09:00 Tarde: 14:00 às 14:30 Noite 19:30 às 20:00 Coleta de RSS Retirada dos RSS dos postos de enfermagem Manhã: 08:30 às 09:00 Tarde: 14:00 às 14:30 Noite 19:30 às 20:00 Transporte de cadáveres Se atentar para que no transporte de cadáver não, ocorra cruzamento com: · Carrinho de comida; · Carrinho de medicação e; · Roupa limpa. O cadáver é considerado contaminado, por isso não deve haver cruzamento. Cadáveres não poderão circular na unidade nos seguintes horários: · Manhã: 07:30 às 08:00 · Tarde: 13:00 às 13:30 · Noite 18:30 às 19:00 Nesta situação, o corpo deverá ser acondicionado em mortalha (conforme protocolo) e mantido em sala preferencialmente refrigerada até que ocorra a liberação para transeunte. Considerações: · Devido a especificidade do serviço, o serviço de farmácia poderá dispensar medicamentos fora do horário padronizado, observando a orientação máxima que é: NÃO HAVER CRUZAMENTO DE MATERIAL LIMPO COM MATERIAL CONTAMINADO. · O serviço de lavanderia, e nutrição, também poderão realizar ações fora do horário programado observando esta mesma regra; · Havendo necessidade, o serviço de enfermagem e demais setores, poderão ainda solicitar coletas de RSS fora do horário programado, desde que a regra máxima seja atendida; · O transporte de cadáver não se constitui em situação de emergência, ou seja, este deverá aguardar o momento oportuno para que ocorra. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ● MOZACHI N.; SOUZA S.H.V. O Hospital: Manual do Ambiente Hospitalar. 3ª edição, Curitiba: Manual Real Ltda, 2009. ● FELDMAN B. L. Gestão de Risco e Segurança Hospitalar. São Paulo: Martinari, 2008. ● ABNT. NBR 12.807/93. Associação Brasileira de Normas Técnicas. Norma Brasileira. ● FEAM. Manual de gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. Fundação Estadual do Meio Ambiente, Belo Horizonte – MG, 2008. ● BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Resolução da Diretoria Colegiada n.º 306, de 7 de dezembro de 2004. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 10 dez. 2004. ● SODRÉ, M.S.; LEMOS, C.F. O Cenário do Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde no Brasil. Minas Gerais, 2017. ANEXO : CLASSIFICAÇÃO CORRETA ANEXO : FLUXOGRAMA COLETA DE RESÍDUOS POP HOSPITALAR SERVIÇOS DE APOIO COLETA DE RESÍDUOS POP HOSPITALAR SERVIÇOS DE APOIO COLETA DE RESÍDUOS HOSPITAL MUNICIPAL EUCLIDES HORST CAMPO NOVO DO PARECIS- MT Versão 1.0 Elaboração: Enf. Francislaine de Almeida de Sousa Data da elaboração: 18/10/2024 Revisor: Natasha Bruna Souza Augustin- Gerente de enfermagem Institucional- ISSSL Data da revisão: 03/09/2025 Validação: Adriana Antunes de Matos - RT de enfermagem Data da validação: 03/09/2025 HISTÓRICO DE ATUALIZAÇÕES DO DOCUMENTO Versão Emissão/Revisão Próxima Versão Descrição da alteração 01 18/10/2024 18/10/2026 Elaboração do documento 02 03/09/2025 03/09/2028 Revisão Introdução.................................................................................................. 4 Tipos de Higienização das Mãos com o objetivo é a situação, as técnicas de higienização podem ser divididas em quatro categorias:.................................... 5 Objetivos.................................................................................................... 5 Indicações...................................................................................................5 Materiais Necessários....................................................................................6 Descrição do Procedimento................................................................6 Referências:................................................................................................ 9 INTRODUÇÃO.............................................................................................10 OBJETIVOS................................................................................................10 MATERIAIS................................................................................................ 10 DESCRIÇÃO DO FLUXO................................................................................10 ANEXO: LIVRO DE PASSAGEM DE PLANTÃO................................................... 12 REFERÊNCIAS............................................................................................ 13 INTRODUÇÃO.............................................................................................14 OBJETIVOS................................................................................................14 MATERIAL..................................................................................................14 DESCRIÇÃO DO PROCESSO......................................................................... 15 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................................... 16 INTRODUÇÃO.............................................................................................17 OBJETIVOS................................................................................................17 MATERIAL..................................................................................................17 DESCRIÇÃO DO PROCESSO......................................................................... 18 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................................... 19 INTRODUÇÃO.............................................................................................20 OBJETIVOS................................................................................................20 MATERIAL..................................................................................................21 DESCRIÇÃO DO PROCESSO......................................................................... 21 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................................... 22 INTRODUÇÃO.............................................................................................24 OBJETIVOS................................................................................................25 MATERIAL..................................................................................................25 DESCRIÇÃO DO PROCESSO......................................................................... 26 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................................... 26 INTRODUÇÃO.............................................................................................28 OBJETIVOS................................................................................................28 MATERIAL..................................................................................................29 DESCRIÇÃO DO PROCESSO......................................................................... 29 CRITÉRIOS DE EXCLUSÃO........................................................................... 30 FLUXOGRAMA: TRANSPORTE DE RESÍDUOS................................................... 31 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................................... 32 INTRODUÇÃO.............................................................................................33 OBJETIVOS................................................................................................33 MATERIAL..................................................................................................33 DESCRIÇÃO DO PROCESSO......................................................................... 34 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................................... 35 INTRODUÇÃO.............................................................................................36 OBJETIVOS................................................................................................36 MATERIAL..................................................................................................36 DESCRIÇÃO DO PROCESSO......................................................................... 37 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................................... 37 INTRODUÇÃO.............................................................................................39 OBJETIVOS................................................................................................39 MATERIAL..................................................................................................39 DESCRIÇÃO DO PROCESSO......................................................................... 40 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................................... 41 INTRODUÇÃO.............................................................................................42 OBJETIVOS................................................................................................42 MATERIAL..................................................................................................42 DESCRIÇÃO DO PROCESSO......................................................................... 42 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................................... 43 ANEXO : EXEMPLO LIVROS DE REGISTROS.................................................... 44 INTRODUÇÃO...........................................................................................................................45 OBJETIVOS...............................................................................................................................45 MATERIAL................................................................................................................................. 45 DESCRIÇÃO DO PROCESSO..................................................................................................46 1. Coleta de Resíduos......................................................................................................... 46 2. Distribuição de Materiais Limpos.....................................................................................47 FLUXO INTERNO DE GERENCIAMENTO DE COLETA E DISTRIBUIÇÃO............................48 ANEXO : FLUXO INTERNO DE GERENCIAMENTO DE COLETA E DISTRIBUIÇÃO............ 49 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.......................................................................................... 50 ANEXO : CLASSIFICAÇÃO CORRETA.................................................................................... 51 ANEXO : FLUXOGRAMA COLETA DE RESÍDUOS..................................................................... 52 POP 01 - HIGIENIZAÇÃO SIMPLES DAS MÃOS Setor: SHL - Serviço de Higiene e Limpeza - Coleta de Resíduos e Diluição. Executante: Auxiliar de Serviços Gerais Responsável: Enfermeiro SCIH Introdução A higienização das mãos (HM) é uma prática essencial e reconhecida na área da saúde desde 1846, quando Ignaz Semmelweis, um médico húngaro, demonstrou sua eficácia na redução de infecções hospitalares, especialmente na prevenção de infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS). Essa prática visa proteger tanto os pacientes quanto os profissionais de saúde e é considerada uma das intervenções mais eficazes e de baixo custo para reduzir a transmissão de microrganismos em ambientes de cuidado à saúdes são a principal via de transmissão de patógenos, pois a pele abriga uma variedade de microrganismos, que podem ser transferidos de uma superfície para outra por contato direto (pele a pele) ou indireto (objetos ou superfícies contaminadas) . Existenciais populações de microrganismos na pele das mãos: a microbiota residente, composta por microrganismos menos patogênicos, e a microbiota transitória, que coloniza a camada superficial da pele e pode ser removida pela higienização com água e sabão . Entre as diversas estratégias de controle e prevenção das IRAS, a higienização das mãos é fundamental por ser simples, mas extremamente eficaz para interromper a cadeia de transmissão de infecções . A correta execução desta pode prevenir a disseminação de microrganismos entre pacientes e profissionais de saúde. A eficácia da higienização das mãos depende da técnica empregada e da duração do procedimento. É importante que os profissionais sigam as recomendações da Norma Regulamentadora 32 (NR-32), que inclui a remoção de adornos e o cuidado com as unhas, que devem estar sempre curtas e limpas . Tipos de Higienização das Mãos com o objetivo é a situação, as técnicas de higienização podem ser divididas em quatro categorias: ● Higienização simples: Remoção de sujidades e parte da microbiota transitória com água e sabão. ● Higienização antisséptica: Uso de soluções antissépticas para eliminação mais efetiva de microrganismos. ● Fricção com antisséptico: Uso de preparações alcoólicas para desinfecção rápida e eficaz das mãos. ● Antissepsia cirúrgica: Preparação das mãos antes de procedimentos cirúrgicos, garantindo a remoção profunda de microrganismos. Objetivos A higienização das mãos tem como principais objetivos: ● Remover sujeira e oleosidade; ● Eliminar a microbiota transitória; ● Interromper a transmissão de infecções por contato; ● Prevenir infecções causadas por transmissões cruzadas . Indicações A higienização das mãos realizada em momentos-chave, como: ● Ao iniciar o turno de trabalho; ● Antes e após as refeições; ● Após usar o banheiro; ● Antes do contato com pacientes; ● Antes de procedimientos assépticos; ● Após exposição a fluidos corporais; ● Após o contato com o paciente ou áreas próximas . Materiais Necessários ● Água; ● Sabonete líquil toalha descartável. Descrição do Procedimento 1. Ensaboar as palmas das mãos, friccionando-as entre si. 2. Esfregar a palma da mão direita contra o dorso da mão esquerda entrelaçando os dedos, e vice-versa. 3. Entrelaçar os dedos e friccionar os espaços interdigitais. 4. Esfregar o dorso dos dedos de uma mão contra a palma da mão oposta, em movimento de vai-e-vem, e vice-versa. 5. Esfregar o polegar direito com a palma da mão esquerda, utilizando movimento circular, e vice-versa. 6. Friccionar as polpas digitais e unhas da mão esquerda contra a palma da mão direita, em movimento circular, e vice-versa. 7. Esfregar o punho esquerdo com a palma da mão direita em movimento circular, e vice-versa. 8. A higienização deve durar entre 40 e 60 segundos. 9. Enxaguar as mãos, evitando contato direto com a torneira. 10. Secar as mãos com papel toalha, iniciando pelas mãos e seguindo pelos punhos. 11. Utilizar o papel toalha para fechar torneiras de fechamento manual. 12. Descartar o papel toalha na lixeira para resíduos comuns . Referências: 1. World Health Organization. WHO Guidelin Hygiene in Health Care. Geneva: WHO, 2009. 2. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Manual de Higienização das Mãos em Serviços de Saúde. Brasília: ANVISA, 2021. 3. Pittet, D. et al. "Hand Hygiene: Improving Adherence and Preventing Infection." The Lancet, 2020. 4. Centers for Disease Control and Prevention (CDC). "Guideline for Hand Hygiene in Health-Care Settings." 2019. 5. Ministério do Trabalho. Norma Regulamentadora 32 (NR-32). Brasília, 2005. 6. Boyce, J. M. "Hand Hygiene Compliance: The Last Mile." Infection Control & Hospital Epidemiology, 2019. 7. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). "Guia de Práticas Seguras para Higienização das Mãos." Brasília: ANVISA, 2022. 8. Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). "Protocolo de Higienização das Mãos." Washington, 2020. POP 02 - PASSAGEM DE PLANTÃO Setor: SHL - Serviço de Higiene e Limpeza - Coleta de Resíduos e Diluição. Executante: Auxiliar de Serviços Gerais Responsável: Enfermeiro SCIH INTRODUÇÃO A passagem de plantão hospitalar é um processo fundamental para garantir a continuidade das atividades e a segurança no ambiente hospitalar. Conforme a Portaria Nº 1.429, de julho de 2013. O plantão é definido como o exercício das atividades hospitalares durante 12 horas ininterruptas. A passagem de plantão é realizada por meio da comunicação verbal e escrita, com foco nas atividades em andamento, transferindo a responsabilidade de execução para o colaborador que inicia o turno. OBJETIVOS ● Organizar o fluxo de trabalho de forma eficiente; ● Assegurar a comunicação clara e efetiva entre turnos, garantindo a continuidade e a qualidade do serviço prestado; ● Documentar e registrar informações críticas para os próximos colaboradores. MATERIAIS ● Uniforme exclusivo do setor; ● Equipamentos de Proteção Individual (EPIs): botas, luvas, máscaras, óculos de proteção, touca; ● Livro de passagem de plantão (disponível em cada setor). DESCRIÇÃO DO FLUXO 1. Higienização das mãos: Lavar as mãos conforme orientações vigentes antes de iniciar o turno. 2. Uso de EPIs: O colaborador deve, obrigatoriamente, utilizar todos os EPI 's listados ao iniciar o plantão (botas, luvas, máscaras, óculos de proteção e touca). 3. Recepção do Plantão: Ouvir atentamente as informações passadas pelo colaborador do turno anterior. 4. Preenchimento do Livro de Controle de Higienização: ○ O colaborador deve registrar no Livro de Passagem de Plantão as atividades realizadas e as pendências a serem concluídas. ○ Este preenchimento é obrigatório tanto no plantão diurno quanto no noturno. 5. Registro de Terminais de Limpeza: Antes de encerrar o plantão, o colaborador deve anotar os terminais de limpeza realizados e os que permanecem pendentes, assegurando que a continuidade seja garantida pelo próximo turno. ANEXO: LIVRO DE PASSAGEM DE PLANTÃO REFERÊNCIAS ● BRASIL. Portaria Nº 1.429, de julho de 2013. Regulamenta as atividades de plantão em unidades hospitalares. ● ANVISA. Segurança do Paciente em Serviços de Saúde: Higienização das Mãos. Brasília: ANVISA, 2013. ● MINISTÉRIO DA SAÚDE. Manual de Segurança do Paciente e Qualidade na Prestação de Serviços Hospitalares. Brasília: MS, 2020. POP 03 - RECOLHIMENTO DE RESÍDUO COMUM Setor: SHL - Serviço de Higiene e Limpeza - Coleta de Resíduos e Diluição. Executante: Auxiliar de Serviços Gerais - Coletador Responsável: Enfermeiro SCIH INTRODUÇÃO Classifica-se como resíduo comum todo resíduo que não apresenta riscos biológicos, químicos ou radiológicos à saúde ou ao meio ambiente, podendo ser equiparado aos resíduos domiciliares (Mozachi; Souza, 2009). O processo de recolhimento desse resíduo envolve, além da remoção, a supervisão das condições do saco em que está armazenado, a forma como está amarrado, a quantidade de resíduo dentro dele e o local de acomodação. Esses fatores influenciam significativamente o processo de recolhimento do resíduo comum, sendo essenciais para a segurança e eficiência da coleta. OBJETIVOS ● Garantir o transporte adequado e seguro dos resíduos comuns hospitalares; ● Assegurar os procedimentos de segurança operacional durante toda a execução da tarefa; ● Contribuir para a prevenção de infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS). MATERIAL ● EPI’s (Equipamentos de Proteção Individual): ○ Uniforme; ○ Luvas de nitrílica impermeáveis, resistentes, antiderrapantes e de cano longo; ○ Luva de procedimento por baixo da luva de nitrílica; ○ Botas de PVC; ○ Touca descartável; ○ Máscara respiratória PFF2; ○ Óculos de proteção; ○ Avental de silicone e/ou PVC impermeável de comprimento médio; ● Carrinho de coleta para resíduos comuns. DESCRIÇÃO DO PROCESSO 1. Higienização das mãos: Realizar a higiene adequada antes de iniciar a coleta. 2. Uso de EPI 's: Vestir todos os Equipamentos de Proteção Individual indicados. 3. Retirada do Carrinho: Utilizar o carrinho de transporte identificado para o resíduo a ser retirado do setor. 4. Transporte Seguro: Movimentar o carrinho pelos corredores em velocidade moderada, tomando cuidado nas curvas para garantir a segurança do trabalhador e das pessoas circulando no ambiente. 5. Coleta do Resíduo: ○ Posicionar o carrinho próximo ao local de armazenamento do resíduo; ○ Abrir a tampa do carrinho; ○ Verificar se o saco está devidamente amarrado de forma segura; ○ Elevar o saco mantendo-o afastado do corpo e colocá-lo dentro do carrinho; ○ Fechar a tampa do carrinho após a coleta. 6. Avaliação da Capacidade do Carrinho: Monitorar constantemente a capacidade de armazenamento do carrinho, garantindo o fechamento adequado da tampa. 7. Transporte ao Próximo Local de Coleta: Continuar a coleta em outros locais, respeitando os procedimentos de segurança. 8. Descarte Temporário: Quando o carrinho atingir a capacidade máxima permitida, o colaborador responsável deve realizar o percurso até o abrigo de acondicionamento temporário. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ● MOZACHI, N. SOUZA, S.H.V. O Hospital: Manual do Ambiente Hospitalar. 3ª ed., Curitiba: Manual Real Ltda, 2009. ● FELDMAN, B.L. Gestão de Risco e Segurança Hospitalar. São Paulo: Martinari, 2008. ● ABNT. NBR 12.807/93. Associação Brasileira de Normas Técnicas. Norma Brasileira ABNT. POP 04 - RECOLHIMENTO DE RESÍDUO INFECTANTE Setor: SHL - Serviço de Higiene e Limpeza - Coleta de Resíduos e Diluição. Executante: Auxiliar de Serviços Gerais - Coletador Responsável: Enfermeiro SCIH INTRODUÇÃO A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), por meio da NBR 12.807/93, define resíduo infectante como aquele gerado em serviços de saúde que, por suas características de maior virulência, infectividade e concentração de patógenos, apresenta risco potencial adicional à saúde pública. Diante disso, o recolhimento de resíduos infectantes deve ser cuidadosamente planejado com base no volume gerado, regularidade e frequência dos horários de coleta, de modo a garantir a segurança dos envolvidos e a adequada destinação final desses resíduos. OBJETIVOS ● Garantir o transporte adequado e seguro dos resíduos infectantes hospitalares; ● Assegurar os procedimentos de segurança operacional durante toda a execução da tarefa; ● Contribuir para a prevenção de infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS). MATERIAL ● Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s): ○ Uniforme; ○ Luvas de nitrílica impermeáveis, resistentes e antiderrapantes de cano longo, além de luvas de procedimento por baixo; ○ Botas de PVC; ○ Touca descartável; ○ Máscara respiratória PFF2; ○ Óculos de proteção; ○ Avental de silicone e/ou PVC impermeável de médio comprimento; ● Carrinho de coleta específico para resíduos infectantes. DESCRIÇÃO DO PROCESSO 1. Utilização dos EPI’s: Vestir adequadamente todos os Equipamentos de Proteção Individual antes de iniciar o procedimento. 2. Identificação e Preparação do Carrinho: Utilizar o carrinho de transporte identificado para o resíduo infectante a ser recolhido no setor. 3. Transporte Seguro: Movimentar o carrinho pelos corredores com velocidade moderada, garantindo a segurança, especialmente em curvas, para evitar acidentes com o trabalhador e pessoas que circulam no local. 4. Coleta do Resíduo: ○ Posicionar o carrinho próximo ao local de armazenamento do resíduo infectante; ○ Abrir a tampa do carrinho; ○ Certificar-se de que o saco onde o resíduo está armazenado está devidamente amarrado de forma segura; ○ Elevar o saco mantendo-o afastado do corpo e colocá-lo dentro do carrinho; ○ Fechar a tampa do carrinho após a coleta. 5. Verificação da Capacidade do Carrinho: Monitorar constantemente o nível de armazenamento do carrinho, garantindo que a tampa esteja fechada adequadamente. 6. Transporte para Próximo Local de Coleta: Continuar a coleta de resíduos infectantes em outros setores, conforme o cronograma estabelecido. 7. Percurso ao Abrigo Temporário: Se o carrinho atingir a capacidade máxima permitida, o colaborador responsável deverá realizar o transporte até o abrigo de acondicionamento temporário. 8. Limpeza do carrinho: Realizar a lavagem do carrinho após a coleta realizada. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ● FELDMAN, B. L. Gestão de Risco e Segurança Hospitalar. São Paulo: Martinari, 2008. ● ABNT. NBR 12.807/93. Associação Brasileira de Normas Técnicas. ● FEAM. Fundação Estadual do Meio Ambiente. Manual de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde. Belo Horizonte: Fundação Estadual do Meio Ambiente, 2008. ● BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada n.º 306, de 7 de dezembro de 2004. Dispõe sobre o Regulamento Técnico para o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 10 dez. 2004. ● SODRÉ, M.S.; LEMOS, C.F. O Cenário do Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde no Brasil. Minas Gerais, 2017. POP 05 - RECOLHIMENTO DE RESÍDUO BIOLÓGICO Setor: SHL - Serviço de Higiene e Limpeza - Coleta de Resíduos e Diluição. Executante: Auxiliar de Serviços Gerais - Coletador Responsável: Enfermeiro SCIH INTRODUÇÃO A Resolução RDC nº 306/2004/ANVISA define como resíduo biológico todo material contendo agentes infectantes biológicos que, por suas características, apresentam risco potencial à saúde e ao meio ambiente. Pertencem à classificação dos resíduos de serviços de saúde no grupo A, incluindo: ● Peças anatômicas humanas; ● Produto de fecundação sem sinais vitais, com peso menor que 500 gramas, estatura inferior a 25 centímetros, ou idade gestacional inferior a 20 semanas, que não tenham valor científico ou legal e que não tenham sido requisitados por paciente ou familiares; ● Carcaças, peças anatômicas, vísceras e outros resíduos provenientes de animais não submetidos a experimentação com inoculação de microrganismos, além de suas forrações; ● Cadáveres de animais provenientes de serviços de assistência; ● Resíduos de tecido adiposo oriundos de lipoaspiração, lipoescultura ou outros procedimentos de cirurgia plástica que gerem esse tipo de resíduo. No xxxxxxxxxxx, são recolhidos pelo setor de coleta de resíduos os resíduos biológicos do tipo restos placentários, provenientes dos setores de sala de parto e centro cirúrgico. OBJETIVOS ● Garantir o recolhimento adequado e seguro dos resíduos biológicos; ● Assegurar os procedimentos de segurança operacional durante toda a execução da tarefa; ● Contribuir para a prevenção de infecção relacionada à assistência à saúde (IRAS). MATERIAL ● EPI’s: ○ Uniforme; ○ Luvas de nitrílica impermeáveis, resistentes e antiderrapantes de cano longo, com luvas de procedimento por baixo; ○ Botas de PVC; ○ Touca descartável; ○ Máscara respiratória PFF2; ○ Óculos de proteção; ○ Avental de silicone e/ou PVC impermeável de médio comprimento; ● Carrinho de coleta para resíduos infectantes. DESCRIÇÃO DO PROCESSO 1. Higienizar as mãos antes de iniciar o processo. 2. Equipar-se com os EPI’s necessários para a coleta dos resíduos biológicos. 3. Retirar o carrinho de transporte identificado de acordo com o tipo de resíduo a ser coletado. 4. Realizar o percurso pelos corredores de cada setor com velocidade moderada, tendo cuidado nas curvas para garantir a segurança do trabalhador e das pessoas no entorno. 5. Dirigir-se ao local onde o resíduo está armazenado e posicionar o carrinho próximo ao ponto de coleta. 6. Abrir a tampa do carrinho de transporte. 7. Verificar se o resíduo biológico está acondicionado em saco branco leitoso duplo, identificado como lixo infectante, amarrado de forma segura e armazenado em recipiente de inox. 8. Elevar o saco pelo nó, mantendo-o afastado do corpo, e alocar dentro do carrinho, separadamente de outros resíduos infectantes. 9. Fechar a tampa do carrinho após o acondicionamento do resíduo. 10. Monitorar a capacidade do carrinho durante o processo de coleta, assegurando que a tampa possa ser fechada adequadamente. 11. Transportar o carrinho até o próximo ponto de coleta, repetindo o processo de acondicionamento conforme necessário. 12. Efetuar o percurso para o abrigo temporário assim que o carrinho atingir a capacidade máxima permitida. 13. No abrigo temporário, abrir a tampa superior do freezer, visualizar a caixa plástica, abrir a tampa da caixa e acomodar o saco contendo o resíduo biológico. Fechar a caixa plástica e em seguida o freezer. 14. Higienizar o carrinho de coleta de acordo com o protocolo institucional após o processo de coleta. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ● BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Resolução RDC n.º 306, de 7 de dezembro de 2004. Dispõe sobre o regulamento técnico para o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 10 dez. 2004. ● FELDMAN, B. L. Gestão de Risco e Segurança Hospitalar. São Paulo: Martinari, 2008. ● Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). NBR 12.807/93. ● FEAM. Fundação Estadual do Meio Ambiente. Manual de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde. Belo Horizonte: Fundação Estadual do Meio Ambiente, 2008. ● SODRÉ, M.S.; LEMOS, C.F. O Cenário do Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde no Brasil. Minas Gerais, 2017. ● Resolução – RDC nº216, de 15 de setembro de 2004 – Ministério da Saúde – ANVISA; ● Resolução – RDC nº 275, de 21 de outubro de 2002 – ANVISA; POP 06 - RECOLHIMENTO DE RESÍDUO PERFUROCORTANTE Setor: SHL - Serviço de Higiene e Limpeza - Coleta de Resíduos e Diluição. Executante: Equipe de enfermagem; Auxiliar de Serviços Gerais - Coletador Responsável: Enfermeiro SCIH INTRODUÇÃO O manejo dos resíduos sólidos dos serviços de saúde é baseado em suas características físicas, químicas e nos riscos envolvidos, garantindo que cada tipo de resíduo seja tratado de maneira adequada conforme sua classificação e a unidade de origem. O objetivo principal é permitir a segregação e a destinação correta dos resíduos, conforme estabelecido pelas Resoluções RDC nº 306/2004/ANVISA e Resolução nº 358/2005/Conama (Brasil, 2005). Essas normas classificam os resíduos de serviços de saúde em cinco grupos: ● Grupo A: Resíduos biológicos;apresenta risco à saúde e ao meio ambiente, pois apresente agentes biológicos. Divididos em 5 subgrupos: A1 (culturas de microorganismos, vacinas e resíduos de manipulação genética, resíduo de indivíduos ou animais com suspeita ou certeza de contaminação biológica, bolsas transfusionais com sangue contaminado ou vencido, sobra de amostras laboratoriais); A2 (peças anatômicas provenientes de animais e cadáveres de animais suspeitos de microorganismos patogênicos); A3 (peças anatômicas de humanos, produtos de fecundação menos de 20 semanas de gestação); A4 (Kits de linhas arteriais, endovenosas e diálisadores, resíduos de tecidos adiposos e bolsas transfusionais vazias); A5 (Órgãos, tecidos, fluidos orgânicos, materiais perfurocortantes). ● Grupo B: Resíduos químicos;resíduos com substâncias químicas que apresentem risco à saúde e ao meio. Como exemplo: os antineoplásicos. ● Grupo C: Resíduos radioativos;qualquer resíduo com radionuclídeos em alta concentração. Como exemplo: radionuclídeos de laboratório de radioterapia. ● Grupo D: Resíduos comuns;não apresentam risco iminente à saúde nem ao meio. Como exemplo: papel higiênico, sobra de alimentos, etc. ● Grupo E: Resíduos perfurocortantes: incluem lâminas de barbear, agulhas, escalpes, ampolas de vidro, brocas, limas endodônticas, pontas diamantadas, lâminas de bisturi, lancetas, tubos capilares, micropipetas, lamínulas, espátulas, e utensílios de vidro quebrado ou similares. O recolhimento de resíduos perfurocortantes exige do colaborador disciplina, zelo e responsabilidade, a fim de otimizar o manejo operacional e garantir a segurança em todas as etapas do processo, desde o recolhimento até o armazenamento temporário. OBJETIVOS ● Garantir o transporte adequado e seguro dos resíduos perfurocortantes; ● Assegurar os procedimentos de segurança operacional durante a execução da tarefa; ● Contribuir para a prevenção de infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS). MATERIAL ● EPI’s: ○ Uniforme; ○ Luvas de nitrílica impermeáveis, resistentes, antiderrapantes de cano longo, com luvas de procedimento por baixo; ○ Botas de PVC; ○ Touca descartável; ○ Máscara respiratória PFF2; ○ Óculos de proteção; ○ Avental de silicone e/ou PVC impermeável de médio comprimento; ● Carrinho de coleta para resíduos infectantes. DESCRIÇÃO DO PROCESSO 1. Higienizar as mãos antes de iniciar o processo. 2. Colocar os equipamentos de proteção individual (EPI’s). 3. Retirar o carrinho de transporte identificado conforme o resíduo a ser recolhido no setor. 4. Transladar pelos corredores com velocidade moderada, tomando cuidado nas curvas para garantir a segurança dos trabalhadores e das pessoas ao redor. 5. Dirigir-se ao local de armazenamento do resíduo. 6. Posicionar o carrinho próximo ao ponto de coleta. 7. Abrir a tampa do carrinho de transporte. 8. Verificar se a caixa de perfurocortante está lacrada e envolvida em saco branco leitoso, identificado para resíduos infectantes e devidamente amarrado de forma segura. 9. Levantar o saco pelo nó, mantendo-o afastado do corpo, e colocá-lo no carrinho, separadamente de outros resíduos. 10. Fechar a tampa do carrinho após o acondicionamento do resíduo. 11. Monitorar a capacidade de armazenamento do carrinho, garantindo que a tampa possa ser fechada adequadamente. 12. Transportar o carrinho até o próximo local de coleta. 13. Quando o carrinho atingir a capacidade máxima, realizar o percurso até o abrigo de acondicionamento temporário para esvaziamento. 14. Higienizar o carrinho de coleta conforme o protocolo institucional após o processo de coleta. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ● FELDMAN, B. L. Gestão de Risco e Segurança Hospitalar. São Paulo: Martinari, 2008. ● Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). NBR 12.807/93. ● FEAM. Fundação Estadual do Meio Ambiente. Manual de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde. Belo Horizonte: Fundação Estadual do Meio Ambiente, 2008. ● BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Resolução RDC n.º 306, de 7 de dezembro de 2004. Dispõe sobre o Regulamento Técnico para o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 10 dez. 2004. ● SODRÉ, M.S.; LEMOS, C.F. O Cenário do Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde no Brasil. Minas Gerais, 2017. POP 07 - TRANSPORTE DE RESÍDUOS Setor: SHL - Serviço de Higiene e Limpeza - Coleta de Resíduos e Diluição. Executante: Auxiliar de Serviços Gerais - Coletador Responsável: Enfermeiro SCIH INTRODUÇÃO No Brasil, as resoluções da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (RDC ANVISA nº 306/2004) e do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Resolução CONAMA nº 358/2005) atribuem responsabilidades específicas aos diversos segmentos envolvidos na gestão de resíduos de serviços de saúde (RSS), como geradores, autoridades sanitárias e ambientais. Essas normas regulamentam o manejo, incluindo a segregação, coleta, tratamento e destinação final dos resíduos produzidos e liberados no meio ambiente (Rampelotto, 2012). O transporte de resíduos deve ser realizado com eficiência, segurança e responsabilidade, a fim de garantir que o percurso dos resíduos ocorra de forma segura, desde os pontos de geração até o local de armazenamento temporário. Além disso, deve seguir um roteiro pré-definido, em horários que não coincidam com a distribuição de roupas, alimentos e medicamentos, conforme o item 32.5.7 da Norma Regulamentadora nº 32. OBJETIVOS ● Garantir o transporte adequado e seguro dos resíduos hospitalares; ● Assegurar os procedimentos de segurança operacional durante toda a execução da tarefa; ● Contribuir para a prevenção de infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS). MATERIAL ● Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s): ○ Uniforme; ○ Luvas de nitrílica impermeáveis, resistentes, antiderrapantes, de cano longo, com luvas de procedimento por baixo; ○ Botas de PVC; ○ Touca descartável; ○ Máscara respiratória PFF2; ○ Óculos de proteção; ○ Avental de silicone e/ou PVC impermeável e de médio comprimento; ● Carrinho de coleta para resíduos. DESCRIÇÃO DO PROCESSO 1. Higienizar as mãos antes de iniciar o processo. 2. Colocar os equipamentos de proteção individual (EPI’s) de acordo com as normas de segurança. 3. Retirar o carrinho de transporte, identificado conforme o tipo de resíduo a ser recolhido no setor. 4. Percorrer pelos setores com velocidade moderada, tomando cuidado nas curvas, para garantir a segurança dos trabalhadores e das pessoas ao redor. 5. Dirigir-se ao local onde o resíduo está armazenado. 6. Posicionar o carrinho próximo ao ponto de coleta. 7. Abrir a tampa do carrinho de transporte. 8. Verificar se o saco contendo o resíduo está devidamente amarrado de forma segura. 9. Levantar o saco, mantendo-o afastado do corpo, e colocá-lo no carrinho. 10. Fechar a tampa do carrinho após o acondicionamento do resíduo. 11. Monitorar a capacidade de armazenamento do carrinho, garantindo que a tampa possa ser fechada adequadamente. 12. Transportar o carrinho até o próximo local de coleta. 13. Quando o carrinho atingir a capacidade máxima, realizar o percurso até o abrigo de acondicionamento temporário. CRITÉRIOS DE EXCLUSÃO ● Quando o setor não produz resíduos. FLUXOGRAMA: TRANSPORTE DE RESÍDUOS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ● BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada n.º 306, de 7 de dezembro de 2004. Dispõe sobre o Regulamento Técnico para o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 10 dez. 2004. ● FELDMAN B. L.Gestão de Risco e Segurança Hospitalar, São Paulo:Martinari,2008. ● RAMPELOTTO, Elisane Maria. Segregação dos Resíduos Sólidos Hospitalares. Disponível em: Acesso em: 17/08/2017. POP 08 - ACONDICIONAMENTO TEMPORÁRIO DE RESÍDUOS Setor: SHL - Serviço de Higiene e Limpeza - Coleta de Resíduos e Diluição. Executante: Auxiliar de Serviços Gerais - Coletador Responsável: Enfermeiro SCIH INTRODUÇÃO O acondicionamento temporário de resíduos hospitalares é o local onde os sacos contendo esses resíduos ficam armazenados por um curto período, antes de serem transportados para o destino final. Essa etapa é essencial para otimizar o deslocamento entre os setores geradores e o local de armazenamento definitivo, garantindo que os resíduos hospitalares sejam manejados de forma organizada e segura. Segundo a Resolução RDC nº 306/2004 da ANVISA e a Resolução CONAMA nº 358/2005, os resíduos de serviços de saúde devem ser classificados e separados de acordo com seus grupos: lixo comum, hospitalar, biológico e perfurocortante. O armazenamento temporário deve atender às normas de segregação e acondicionamento apropriadas para cada tipo de resíduo, contribuindo para a prevenção de contaminações e acidentes no ambiente hospitalar. OBJETIVOS ● Organizar os sacos contendo resíduos de maneira adequada; ● Proteger os resíduos coletados, evitando derramamentos e contaminações; ● Garantir o acondicionamento correto dos resíduos nos abrigos temporários; ● Contribuir para a prevenção de infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS). MATERIAL ● EPI’s: ○ Uniforme; ○ Luvas de nitrílica impermeáveis, resistentes, antiderrapantes, de cano longo, com luvas de procedimento por baixo; ○ Botas de PVC; ○ Touca descartável; ○ Máscara respiratória PFF2; ○ Óculos de proteção; ○ Avental de silicone e/ou PVC impermeável e de médio comprimento; ● Carrinho de coleta com resíduo coletado. DESCRIÇÃO DO PROCESSO 1. Higienizar as mãos antes de iniciar o processo de acondicionamento. 2. Vestir os equipamentos de proteção individual (EPI’s) de acordo com as normas de segurança. 3. Identificar o abrigo correspondente ao resíduo coletado, verificando se o tipo de resíduo está corretamente segregado (comum, hospitalar, biológico ou perfurocortante). 4. Posicionar o carrinho de transporte com o resíduo em frente ao abrigo correspondente. 5. Organizar os sacos dentro do abrigo, sempre posicionando-os do fundo para a frente, para facilitar a movimentação e o controle. 6. Segurar o saco pelo nó, mantendo-o afastado do corpo, e colocá-lo no fundo do abrigo. 7. Dispor os sacos mais pesados na parte inferior do abrigo e os mais leves sobre eles, de forma a evitar compressão e vazamentos. 8. Higienizar o carrinho de coleta, seguindo o protocolo estabelecido pela instituição. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ● BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Resolução RDC n.º 306, de 7 de dezembro de 2004. Dispõe sobre o regulamento técnico para o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 10 dez. 2004. ● BRASIL. Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). Resolução n.º 358, de 29 de abril de 2005. Dispõe sobre o tratamento e a disposição final dos resíduos dos serviços de saúde. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 4 maio de 2005. ● RAMPELOTTO, C. J. Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde no Brasil: Desafios e Perspectivas. Revista Brasileira de Gestão Ambiental, 2012. POP 09 - HIGIENIZAÇÃO DOS CARRINHOS DE COLETA RESÍDUOS Setor: SHL - Serviço de Higiene e Limpeza - Coleta de Resíduos e Diluição. Executante: Auxiliar de Serviços Gerais - Coletador Responsável: Enfermeiro SCIH INTRODUÇÃO A limpeza e desinfecção de superfícies nos serviços de saúde são fundamentais para garantir um ambiente seguro, conservar os equipamentos e, principalmente, reduzir os riscos de infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS). O carrinho de coleta, utilizado para recolher resíduos de diversos setores da instituição hospitalar, necessita de higienização adequada após cada uso. A manutenção dessa prática assegura a qualidade dos processos e a segurança de colaboradores e pacientes, uma vez que o transporte de resíduos pode ser uma via de disseminação de patógenos. OBJETIVOS ● Garantir a desinfecção de todas as superfícies do carrinho de coleta; ● Contribuir para a prevenção de infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS); ● Assegurar a manutenção adequada e prolongar a vida útil do equipamento. MATERIAL ● Carrinho de coleta; ● Detergente; ● Desinfetante adequado para superfícies hospitalares; ● Esponja; ● Pano seco; ● Mangueira. DESCRIÇÃO DO PROCESSO 1. Vestir os Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) adequados: ○ Uniforme; ○ Luvas de nitrílica impermeáveis, resistentes, antiderrapantes, de cano longo, com luvas de procedimento por baixo; ○ Botas de PVC; ○ Touca descartável; ○ Máscara respiratória PFF2; ○ Óculos de proteção; ○ Avental de silicone e/ou PVC impermeável e de médio comprimento. 2. Posicionar o carrinho próximo à mangueira de água, em uma área designada para limpeza. 3. Molhar toda a superfície do carrinho utilizando a mangueira. 4. Esfregar o carrinho com esponja e detergente, garantindo que todas as áreas sejam atingidas, incluindo rodas, alças e compartimentos. 5. Enxaguar completamente o carrinho, removendo todo o resíduo de detergente. 6. Secar com pano limpo e seco para evitar acúmulo de umidade e corrosão. 7. Finalizar passando um pano umedecido com desinfetante, garantindo que o produto atue sobre todas as superfícies do carrinho. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ● BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Resolução RDC n.º 306, de 7 de dezembro de 2004. Dispõe sobre o Regulamento Técnico para o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 10 dez. 2004. ● FELDMAN, B. L. Gestão de Risco e Segurança Hospitalar. São Paulo: Martinari, 2008. ● MOZACHI, N.; SOUZA, S. H. V. O Hospital: Manual do Ambiente Hospitalar. 3ª ed. Curitiba: Manual Real Ltda, 2009. ● ABNT. NBR 12.807/93. Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Norma Brasileira. ● FEAM. Manual de gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. Fundação Estadual do Meio Ambiente. Belo Horizonte, MG, 2008. ● SODRÉ, M. S.; LEMOS, C. F. O Cenário do Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde no Brasil. Minas Gerais, 2017. POP 10 - HIGIENIZAÇÃO DOS ABRIGOS DE COLETA DE RESÍDUOS Setor: SHL - Serviço de Higiene e Limpeza - Coleta de Resíduos e Diluição. Executante: Auxiliar de Serviços Gerais - Coletador Responsável: Enfermeiro SCIH INTRODUÇÃO O abrigo de coleta de resíduos é o local destinado ao armazenamento temporário de sacos contendo os diferentes tipos de resíduos hospitalares. Esse espaço deve ser protegido contra a umidade e mantido adequadamente fechado, visando preservar a integridade dos sacos de resíduos até que sejam recolhidos pela empresa terceirizada responsável pelo destino final. A higienização regular do abrigo de coleta é essencial para evitar a contaminação do ambiente e garantir a segurança tanto dos colaboradores quanto dos pacientes. OBJETIVOS ● Assegurar a desinfecção completa de todas as superfícies do abrigo de coleta de resíduos; ● Contribuir para a prevenção de infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS); ● Manter a integridade do acondicionamento adequado dos resíduos. MATERIAL ● EPIs (Uniforme, Luvas de nitrílica impermeável, resistentes, antiderrapantes e de cano longo com luvas de procedimento por baixo, Botas de PVC, Touca descartável, Máscara respiratória PFF2, Óculos de proteção, Avental de silicone ou PVC impermeável de comprimento médio); ● Detergente clorado; ● Desinfetante hospitalar; ● Fibra de limpeza (tipo esponja abrasiva); ● Pano limpo; ● Rodo; ● Mangueira com água potável. DESCRIÇÃO DO PROCESSO 1. Colocar os EPIs conforme especificado acima, garantindo a proteção adequada do colaborador. 2. Separar todos os materiais necessários para a higienização do abrigo. 3. Deslocar-se até o abrigo de resíduos, verificando as condições do local. 4. Molhar toda a extensão do abrigo com o auxílio da mangueira, garantindo que as superfícies internas e o piso sejam cobertos por água. 5. Esfregar todas as superfícies (paredes, portas, piso) utilizando a fibra e detergente clorado, certificando-se de remover quaisquer resíduos ou sujidade acumulada. 6. Enxaguar completamente todas as áreas com água para remover o detergente e a sujeira desprendida. 7. Usar o rodo para remover a água acumulada no piso, direcionando-a para o ralo ou área de escoamento adequado. 8. Secar o ambiente utilizando um pano limpo e seco, retirando o excesso de umidade das superfícies. 9. Aplicar desinfetante, passando um pano umedecido com o produto sobre todas as superfícies, garantindo uma desinfecção eficaz. 10. Recolher e organizar todos os materiais utilizados durante o processo de higienização. 11. Registrar as atividades de higienização no livro de protocolo específico dos abrigos de coleta de resíduos, com data, hora e nome do responsável pela limpeza. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ● BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Resolução RDC n.º 306, de 7 de dezembro de 2004. Dispõe sobre o Regulamento Técnico para o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 10 dez. 2004. ● FELDMAN, B. L. Gestão de Risco e Segurança Hospitalar. São Paulo: Martinari, 2008. ● MOZACHI, N.; SOUZA, S. H. V. O Hospital: Manual do Ambiente Hospitalar. 3ª ed. Curitiba: Manual Real Ltda, 2009. ● ABNT. NBR 12.807/93. Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Norma Brasileira. ● FEAM. Manual de gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. Fundação Estadual do Meio Ambiente. Belo Horizonte, MG, 2008. ● SODRÉ, M. S.; LEMOS, C. F. O Cenário do Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde no Brasil. Minas Gerais, 2017. POP 11 - ANOTAÇÕES NOS LIVROS DE PROTOCOLOS Setor: SHL - Serviço de Higiene e Limpeza - Coleta de Resíduos e Diluição. Executante: Auxiliar de Serviços Gerais - Coletador Responsável: Enfermeiro SCIH INTRODUÇÃO O registro das atividades desenvolvidas nos livros de protocolo é um elemento fundamental no contexto dos serviços de saúde, pois contribui para o monitoramento e a supervisão da qualidade das ações realizadas. As anotações no livro de protocolo oferecem uma visão clara e organizada das atividades, facilitando a análise da periodicidade, qualidade da execução e possibilitando comparações ao longo do tempo. Esses registros também reforçam a responsabilidade e a rastreabilidade das tarefas executadas, alinhando-se às normas e boas práticas de gestão hospitalar. OBJETIVOS ● Documentar de forma precisa e eficiente as atividades realizadas; ● Facilitar a visualização e o acompanhamento da periodicidade das atividades registradas; ● Proporcionar dados para avaliação da qualidade e da constância da execução das atividades. MATERIAL ● Caderno de protocolo; ● Caneta; ● Superfície plana para apoio durante o preenchimento. DESCRIÇÃO DO PROCESSO 1. Localizar o caderno de protocolo no Depósito de Material e Limpeza (DML). 2. Preencher corretamente os campos obrigatórios, incluindo a data, hora, setor/local e descrição detalhada da atividade desenvolvida. 3. Assinar o registro, identificando o profissional responsável pela execução da tarefa. 4. Verificar a completude dos campos preenchidos, assegurando que todas as informações necessárias estão adequadamente documentadas. 5. Guardar o caderno e a caneta de volta no local apropriado no DML para garantir a organização e o fácil acesso nas próximas utilizações. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ● MOZACHI, N.; SOUZA, S. H. V. O Hospital: Manual do Ambiente Hospitalar. 3ª edição. Curitiba: Manual Real Ltda, 2009. ● FELDMAN, B. L. Gestão de Risco e Segurança Hospitalar. São Paulo: Martinari, 2008. ● ABNT. NBR 12.807/93. Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Norma Brasileira. ● FEAM. Manual de gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. Fundação Estadual do Meio Ambiente. Belo Horizonte, MG, 2008. ● BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Resolução RDC n.º 306, de 7 de dezembro de 2004. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 10 dez. 2004. ● SODRÉ, M. S.; LEMOS, C. F. O Cenário do Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde no Brasil. Minas Gerais, 2017. ANEXO : EXEMPLO LIVROS DE REGISTROS POP 12 - FLUXO INTERNO DE GERENCIAMENTO DE COLETA DE RESÍDUOS E DISTRIBUIÇÃO DE MATERIAIS LIMPOS Setor: SHL - Serviço de Higiene e Limpeza - Coleta de Resíduos e Diluição. Executante: Auxiliar de Serviços Gerais - Coletador Responsável: Enfermeiro SCIH INTRODUÇÃO O gerenciamento de resíduos e a distribuição de materiais limpos nos serviços de saúde são essenciais para a prevenção de infecções e a manutenção de um ambiente seguro e organizado. Este procedimento visa assegurar o correto fluxo de coleta de resíduos hospitalares, desde a segregação nos setores até o armazenamento temporário, bem como a distribuição segura de materiais limpos (roupas, equipamentos e outros insumos) aos setores. OBJETIVOS ● Coleta de Resíduos: ○ Garantir o recolhimento adequado dos resíduos hospitalares, seguindo normas e procedimentos que visam a segurança e a prevenção de infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS). ● Distribuição de Materiais Limpos: ○ Assegurar a entrega adequada de roupas, materiais e insumos aos setores, sem risco de contaminação cruzada com os resíduos. MATERIAL ● Para Coleta de Resíduos: ○ EPIs: Uniforme, luvas nitrílicas impermeáveis, botas de PVC, máscara PFF2, óculos de proteção, avental impermeável; ○ Carrinho de coleta de resíduos, identificado por tipo (biológico, perfuro cortante, comum, químico); ○ Sacos de resíduos apropriados, de acordo com a classificação do resíduo (ABNT NBR 12807/93). ● Para Distribuição de Materiais Limpos: ○ EPIs: Uniforme, luvas de procedimento; ○ Carrinho de distribuição, específico para transporte de materiais limpos e devidamente higienizado. DESCRIÇÃO DO PROCESSO 1. Coleta de Resíduos 1.1. Planejamento e Preparação ● Definir cronograma para a coleta de resíduos em horários que não coincidam com a distribuição de materiais limpos, de acordo com a NR-32. ● Segregar adequadamente os resíduos nos setores, utilizando sacos identificados e recipientes adequados conforme o tipo de resíduo (biológico, químico, perfurocortante, comum). 1.2. Coleta nos Setores ● Higienizar as mãos e vestir todos os EPIs necessários. ● Retirar o carrinho de coleta, devidamente identificado para o tipo de resíduo a ser coletado. ● Iniciar a coleta nos setores, começando pelos mais afastados, transportando os resíduos com segurança até o abrigo temporário. ● Certificar-se de que os sacos estão devidamente lacrados e acondicionados no carrinho, sem contato direto com o corpo. ● Evitar cruzamento de vias com o fluxo de distribuição de materiais limpos para prevenir contaminação cruzada. 1.3. Armazenamento Temporário de Resíduos ● No abrigo temporário, organizar os resíduos conforme o tipo (biológico, perfuro cortante, comum, etc.). ● Garantir que os sacos mais pesados fiquem na base e os mais leves por cima, evitando perfurações e rompimentos dos sacos. ● Fechar adequadamente o abrigo e garantir a segurança do local até que a empresa terceirizada faça o recolhimento para destinação final. 1.4. Higienização do Carrinho de Resíduos ● Após a coleta, higienizar o carrinho com água, detergente e desinfetante. ● Esfregar toda a superfície, enxaguar, secar com pano e aplicar desinfetante para finalizar. ● Registrar o processo de higienização no livro de protocolo. 2. Distribuição de Materiais Limpos 2.1. Planejamento da Distribuição ● Estabelecer horários de distribuição de materiais limpos (roupas, insumos, equipamentos) que não coincidam com o fluxo de coleta de resíduos. ● Separar previamente os materiais limpos por setor, garantindo que estejam adequadamente embalados ou em recipientes limpos. 2.2. Distribuição nos Setores ● Higienizar as mãos e utilizar EPIs adequados (luvas de procedimento e uniforme). ● Retirar o carrinho de distribuição de materiais limpos, devidamente higienizado. ● Iniciar a distribuição pelos setores, verificando a entrega de acordo com a demanda e assegurando que não haja contato entre os materiais limpos e quaisquer superfícies contaminadas. 2.3. Armazenamento e Organização dos Materiais Limpos ● Ao chegar no setor, entregar os materiais diretamente nos armários ou áreas designadas para armazenamento limpo, evitando contato com superfícies externas. ● Manter o carrinho de distribuição limpo e organizado durante todo o processo. 2.4. Higienização do Carrinho de Distribuição ● Após a distribuição, higienizar o carrinho com detergente neutro e água, enxaguar e secar com pano limpo. ● Realizar anotações no livro de protocolo de higienização, assegurando a rastreabilidade do processo. FLUXO INTERNO DE GERENCIAMENTO DE COLETA E DISTRIBUIÇÃO 1. Planejamento e Separação: ○ Definir horários de coleta de resíduos e distribuição de materiais limpos em turnos diferentes para evitar contaminação cruzada. 2. Coleta de Resíduos: ○ Início nos setores mais afastados, com transporte seguro até o abrigo de resíduos. ○ Higienização dos carrinhos após cada coleta. 3. Distribuição de Materiais Limpos: ○ Organização prévia dos materiais a serem distribuídos. ○ Distribuição realizada por setores, garantindo que o material esteja protegido e não contamine outras superfícies. 4. Registro e Higienização: ○ Anotações das atividades realizadas nos livros de protocolo, incluindo a higienização dos carrinhos de resíduos e materiais limpos. ANEXO : FLUXO INTERNO DE GERENCIAMENTO DE COLETA E DISTRIBUIÇÃO ROTINA / SETOR AÇÃO PERÍODO Nutrição Distribuição de refeições aos pacientes Desjejum: 06:00 às 07:30 Almoço: 11:00 às 12:30 Lanche da tarde 15:00 às 15:50 Jantar: 17:00 às 18:00 Ceia: 21:00 às 21:50 Farmácia Distribuição de medicamentos’ Manhã: 07:30 às 08:00 Tarde: 13:00 às 13:30 Noite 18:30 às 19:00 Lavanderia Entrega dos enxovais limpos nos setores Manhã: 07:30 às 08:00 Tarde: 13:00 às 13:30 Noite 18:30 às 19:00 Lavanderia Retirada dos enxovais sujos dos setores Manhã: 08:30 às 09:00 Tarde: 14:00 às 14:30 Noite 19:30 às 20:00 Coleta de RSS Retirada dos RSS dos postos de enfermagem Manhã: 08:30 às 09:00 Tarde: 14:00 às 14:30 Noite 19:30 às 20:00 Transporte de cadáveres Se atentar para que no transporte de cadáver não, ocorra cruzamento com: · Carrinho de comida; · Carrinho de medicação e; · Roupa limpa. O cadáver é considerado contaminado, por isso não deve haver cruzamento. Cadáveres não poderão circular na unidade nos seguintes horários: · Manhã: 07:30 às 08:00 · Tarde: 13:00 às 13:30 · Noite 18:30 às 19:00 Nesta situação, o corpo deverá ser acondicionado em mortalha (conforme protocolo) e mantido em sala preferencialmente refrigerada até que ocorra a liberação para transeunte. Considerações: · Devido a especificidade do serviço, o serviço de farmácia poderá dispensar medicamentos fora do horário padronizado, observando a orientação máxima que é: NÃO HAVER CRUZAMENTO DE MATERIAL LIMPO COM MATERIAL CONTAMINADO. · O serviço de lavanderia, e nutrição, também poderão realizar ações fora do horário programado observando esta mesma regra; · Havendo necessidade, o serviço de enfermagem e demais setores, poderão ainda solicitar coletas de RSS fora do horário programado, desde que a regra máxima seja atendida; · O transporte de cadáver não se constitui em situação de emergência, ou seja, este deverá aguardar o momento oportuno para que ocorra. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ● MOZACHI N.; SOUZA S.H.V. O Hospital: Manual do Ambiente Hospitalar. 3ª edição, Curitiba: Manual Real Ltda, 2009. ● FELDMAN B. L. Gestão de Risco e Segurança Hospitalar. São Paulo: Martinari, 2008. ● ABNT. NBR 12.807/93. Associação Brasileira de Normas Técnicas. Norma Brasileira. ● FEAM. Manual de gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. Fundação Estadual do Meio Ambiente, Belo Horizonte – MG, 2008. ● BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Resolução da Diretoria Colegiada n.º 306, de 7 de dezembro de 2004. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 10 dez. 2004. ● SODRÉ, M.S.; LEMOS, C.F. O Cenário do Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde no Brasil. Minas Gerais, 2017. ANEXO : CLASSIFICAÇÃO CORRETA ANEXO : FLUXOGRAMA COLETA DE RESÍDUOS MANUAL DE BOAS PRÁTICAS DE FUNCIONAMENTO DOS SERVIÇOS DE SAÚDE HOSPITAL MUNICIPAL EUCLIDES HORST CAMPO NOVO DO PARECIS- MT Versão 1.0 Elaboração: Willian Camargo de Carvalho Data da elaboração: Revisor: Natasha Bruna Souza AugustinGerente de enfermagem Institucional- ISSSL Data da revisão: 03/09/2025 Validação: Adriana Antunes de Matos - RT de enfermagem Elaine Aparecida da SilvaDiretora Administrativa Hospitalar Data da validação: 03/09/2025 Histórico de atualizações do documento Versão Emissão/Revisão Próxima Versão Descrição da alteração 01 03/09/2025 03/09/2028 Página 3 de 15 RESOLUÇÃO- RDC Nº 63, DE 25 DE NOVEMBRO DE 2011 CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES INICIAIS Objetivo Art. 2º Este Regulamento Técnico possui o objetivo de estabelecer requisitos de Boas Práticas para funcionamento de serviços de saúde, fundamentados na qualificação, na humanização da atenção e gestão, e na redução e controle de riscos aos usuários e ao meio ambiente. Abrangência Art. 3º Este Regulamento Técnico se aplica a HOSPITAL MUNICIPAL EUCLIDES HORST- CAMPO NOVO DO PARECIS- MT Definições Art. 4º Para efeito deste Regulamento Técnico são adotadas as seguintes definições: I - Garantia da qualidade: totalidade das ações sistemáticas necessárias para garantir que os serviços prestados estejam dentro dos padrões de qualidade exigidos, para os fins a que se propõem; II - Gerenciamento de tecnologias: procedimentos de gestão, planejados e implementados a partir de bases científicas e técnicas, normativas e legais, com o objetivo de garantir a rastreabilidade, qualidade, eficácia, efetividade, segurança e em alguns casos o desempenho das tecnologias de saúde utilizadas na prestação de serviços de saúde, abrangendo cada etapa do gerenciamento, desde o planejamento e entrada das tecnologias no estabelecimento de saúde até seu descarte, visando à proteção dos trabalhadores, a preservação da saúde pública e do meio ambiente e a segurança do paciente; III - Humanização da atenção e gestão da saúde: valorização da dimensão subjetiva e social, em todas as práticas de atenção e de gestão da saúde, fortalecendo o compromisso com os direitos do cidadão, destacando-se o respeito às questões de gênero, etnia, raça, orientação sexual e às populações específicas, garantindo o acesso dos usuários às informações sobre saúde, inclusive sobre os profissionais que cuidam de sua saúde, Página 4 de 15 respeitando o direito a acompanhamento de pessoas de sua rede social (de livre escolha), e a valorização do trabalho e dos trabalhadores; IV - Licença atualizada: documento emitido pelo órgão sanitário competente dos Estados, Distrito Federal ou dos Municípios, contendo permissão para o funcionamento dos estabelecimentos que exerçam atividades sob regime de vigilância sanitária; V - Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS): documento que aponta e descreve as ações relativas ao manejo dos resíduos sólidos, observadas suas características e riscos, no âmbito dos estabelecimentos de saúde, contemplando os aspectos referentes à geração, segregação, acondicionamento, coleta, armazenamento, transporte, tratamento e disposição final, bem como as ações de proteção à saúde pública e ao meio ambiente. VI - Política de qualidade: refere-se às intenções e diretrizes globais relativas à qualidade, formalmente expressa e autorizada pela direção do serviço de saúde. VII - Profissional legalmente habilitado: profissional com formação superior ou técnica com suas competências atribuídas por lei; VIII - Prontuário do paciente: documento único, constituído de um conjunto de informações, sinais e imagens registrados, gerados a partir de fatos, acontecimentos e situações sobre a saúde do paciente e a assistência a ele prestada, de caráter legal, sigiloso e científico, que possibilita a comunicação entre membros da equipe multiprofissional e a continuidade da assistência prestada ao indivíduo; IX - Relatório de transferência: documento que deve acompanhar o paciente em caso de remoção para outro serviço, contendo minimamente dados de identificação, resumo clínico com dados que justifiquem a transferência e descrição ou cópia de laudos de exames realizados, quando existentes; X - Responsável técnico - RT: profissional de nível superior legalmente habilitado, que assume perante a vigilância sanitária a responsabilidade técnica pelo serviço de saúde, conforme legislação vigente; Página 5 de 15 XI - Segurança do Paciente: conjunto de ações voltadas à proteção do paciente contra riscos, eventos adversos e danos desnecessários durante a atenção prestada nos serviços de saúde. XII - Serviço de saúde: estabelecimento de saúde destinado a prestar assistência à população na prevenção de doenças, no tratamento, recuperação e na reabilitação de pacientes. CAPÍTULO II DAS BOAS PRÁTICAS DE FUNCIONAMENTO Do gerenciamento da qualidade Art. 5º O serviço de saúde deve desenvolver ações no sentido de estabelecer uma política de qualidade envolvendo estrutura, processo e resultado na sua gestão dos serviços. Parágrafo único. O serviço de saúde deve utilizar a Garantia da Qualidade como ferramenta de gerenciamento. Art. 6º As Boas Práticas de Funcionamento (BPF) são os componentes da Garantia da Qualidade que asseguram que os serviços são ofertados com padrões de qualidade adequados. § 1º As BPF são orientadas primeiramente à redução dos riscos inerentes a prestação de serviços de saúde. § 2º Os conceitos de Garantia da Qualidade e Boas Práticas de Funcionamento (BPF) estão inter-relacionados estando descritos nesta resolução de forma a enfatizar as suas relações e sua importância para o funcionamento dos serviços de saúde. Art. 7º As BPF determinam que: I- O serviço de saúde deve ser capaz de ofertar serviços dentro dos padrões de qualidade exigidos, atendendo aos requisitos das legislações e regulamentos vigentes. II - O serviço de saúde deve fornecer todos os recursos necessários, incluindo: a) quadro de pessoal qualificado, devidamente treinado e identificado; Página 6 de 15 b) ambientes identificados; c) equipamentos, materiais e suporte logístico; e procedimentos e instruções aprovados e vigentes. III - As reclamações sobre os serviços oferecidos devem ser examinadas, registradas e as causas dos desvios da qualidade, investigadas e documentadas, devendo ser tomadas medidas com relação aos serviços com desvio da qualidade e adotadas as providências no sentido de prevenir reincidências. Da Segurança do Paciente Art. 8º O serviço de saúde deve estabelecer estratégias e ações voltadas para Segurança do Paciente, tais como: I. Mecanismos de identificação do paciente; II. Orientações para a higienização das mãos; III. Ações de prevenção e controle de eventos adversos relacionada à assistência à saúde; IV. Mecanismos para garantir segurança cirúrgica; V. Orientações para administração segura de medicamentos, sangue e hemocomponentes; VI. Mecanismos para prevenção de quedas dos pacientes; VII. Mecanismos para a prevenção de úlceras por pressão; VIII. Orientações para estimular a participação do paciente na assistência prestada. Das Condições Organizacionais Art. 9º O serviço de saúde deve possuir regimento interno ou documento equivalente, atualizado, contemplando a definição e a descrição de todas as suas atividades técnicas, administrativas e assistenciais, responsabilidades e competências. Art. 10. Os serviços objeto desta resolução devem possuir licença atualizada de acordo com a legislação sanitária local, afixada em local visível ao público. Página 7 de 15 Parágrafo único. Os estabelecimentos integrantes da Administração Pública ou por ela instituídos independem da licença para funcionamento, ficando sujeitos, porém, às exigências pertinentes às instalações, aos equipamentos e à aparelhagem adequada e à assistência e responsabilidade técnicas, aferidas por meio de fiscalização realizada pelo órgão sanitário local. Art. 11. Os serviços e atividades terceirizadas pelos estabelecimentos de saúde devem possuir contrato de prestação de serviços. § 1º Os serviços e atividades terceirizados devem estar regularizados perante a autoridade sanitária competente, quando couber. § 2º A licença de funcionamento dos serviços e atividades terceirizados deve conter informação sobre a sua habilitação para atender serviços de saúde, quando couber. Art. 12. O atendimento dos padrões sanitários estabelecidos por este regulamento técnico não isenta o serviço de saúde do cumprimento dos demais instrumentos normativos aplicáveis. Art. 13. O serviço de saúde deve estar inscrito e manter seus dados atualizados no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde - CNES. Art. 14. O serviço de saúde deve ter um responsável técnico (RT) e um substituto. Parágrafo único. O órgão sanitário competente deve ser notificado sempre que houver alteração de responsável técnico ou de seu substituto. Art. 15. As unidades funcionais do serviço de saúde devem ter um profissional responsável conforme definido em legislações e regulamentos específicos. Art. 16. O serviço de saúde deve possuir profissional legalmente habilitado que responda pelas questões operacionais durante o seu período de funcionamento. Parágrafo único. Este profissional pode ser o próprio RT ou técnico designado para tal fim. Art. 17. O serviço de saúde deve prover infraestrutura física, recursos humanos, equipamentos, insumos e materiais necessários à Página 8 de 15 operacionalização do serviço de acordo com a demanda, modalidade de assistência prestada e a legislação vigente. Art. 18. A direção e o responsável técnico do serviço de saúde têm a responsabilidade de planejar, implantar e garantir a qualidade dos processos. Art. 19. O serviço de saúde deve possuir mecanismos que garantam a continuidade da atenção ao paciente quando houver necessidade de remoção ou para realização de exames que não existam no próprio serviço. Parágrafo único. Todo paciente removido deve ser acompanhado por relatório completo, legível, com identificação e assinatura do profissional assistente, que deve passar a integrar o prontuário no destino, permanecendo cópia no prontuário de origem. Art. 20. O serviço de saúde deve possuir mecanismos que garantam o funcionamento de Comissões, Comitês e Programas estabelecidos em legislações e normatizações vigentes. Art. 21. O serviço de saúde deve garantir mecanismos para o controle de acesso dos trabalhadores, pacientes, acompanhantes e visitantes. Art. 22. O serviço de saúde deve garantir mecanismos de identificação dos trabalhadores, pacientes, acompanhantes e visitantes. Art. 23. O serviço de saúde deve manter disponível, segundo o seu tipo de atividade, documentação e registro referente à: I - Projeto Básico de Arquitetura (PBA) aprovado pela vigilância sanitária competente. II - controle de saúde ocupacional; III - educação permanente; IV - comissões, comitês e programas; V - contratos de serviços terceirizados; VI - controle de qualidade da água; VII - manutenção preventiva e corretiva da edificação e instalações; VIII - controle de vetores e pragas urbanas; IX - manutenção corretiva e preventiva dos equipamentos e instrumentos; X - Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde; XI - nascimentos; Página 9 de 15 XII - óbitos; XIII - admissão e alta; XIV - eventos adversos e queixas técnicas associadas a produtos ou serviços; XV - monitoramento e relatórios específicos de controle de infecção; XVI - doenças de Notificação Compulsória; XVII - indicadores previstos nas legislações vigentes; XVIII - normas, rotinas e procedimentos; XIX - demais documentos exigidos por legislações específicas dos estados, Distrito Federal e municípios. Do Prontuário do Paciente Art. 24. A responsabilidade pelo registro em prontuário cabe aos profissionais de saúde que prestam o atendimento. Art. 25. A guarda do prontuário é de responsabilidade do serviço de saúde devendo obedecer às normas vigentes. § 1º O serviço de saúde deve assegurar a guarda dos prontuários no que se refere à confidencialidade e integridade. § 2º O serviço de saúde deve manter os prontuários em local seguro, em boas condições de conservação e organização, permitindo o seu acesso sempre que necessário. Art. 26. O serviço de saúde deve garantir que o prontuário contenha registros relativos à identificação e a todos os procedimentos prestados ao paciente. Art. 27. O serviço de saúde deve garantir que o prontuário seja preenchido de forma legível por todos os profissionais envolvidos diretamente na assistência ao paciente, com aposição de assinatura e carimbo em caso de prontuário em meio físico. Art. 28. Os dados que compõem o prontuário pertencem ao paciente e devem estar permanentemente disponíveis aos mesmos ou aos seus representantes legais e à autoridade sanitária quando necessário. Página 10 de 15 Seção V Da Gestão de Pessoal Art. 29. As exigências referentes aos recursos humanos do serviço de saúde incluem profissionais de todos os níveis de escolaridade, de quadro próprio ou terceirizado. Art. 30. O serviço de saúde deve possuir equipe multiprofissional dimensionada de acordo com seu perfil de demanda. Art.31. O serviço de saúde deve manter disponíveis registros de formação e qualificação dos profissionais compatíveis com as funções desempenhadas. Parágrafo único. O serviço de saúde deve possuir documentação referente ao registro dos profissionais em conselhos de classe, quando for o caso. Art. 32. O serviço de saúde deve promover a capacitação de seus profissionais antes do início das atividades e de forma permanente em conformidade com as atividades desenvolvidas. Parágrafo único. As capacitações devem ser registradas contendo data, horário, carga horária, conteúdo ministrado, nome e a formação ou capacitação profissional do instrutor e dos trabalhadores envolvidos. Art. 33. A capacitação de que trata o artigo anterior deve ser adaptada à evolução do conhecimento e a identificação de novos riscos e deve incluir: I - os dados disponíveis sobre os riscos potenciais à saúde; II - medidas de controle que minimizem a exposição aos agentes; III - normas e procedimentos de higiene; IV - utilização de equipamentos de proteção coletiva, individual e vestimentas de trabalho; V - medidas para a prevenção de acidentes e incidentes; VI - medidas a serem adotadas pelos trabalhadores no caso de ocorrência de acidentes e incidentes; VII - temas específicos de acordo com a atividade desenvolvida pelo profissional. Página 11 de 15 Da Gestão de Infraestrutura Art. 34. O serviço de saúde deve ter seu projeto básico de arquitetura atualizado, em conformidade com as atividades desenvolvidas e aprovado pela vigilância sanitária e demais órgãos competentes. Art. 35. As instalações prediais de água, esgoto, energia elétrica, gases, climatização, proteção e combate a incêndio, comunicação e outras existentes, devem atender às exigências dos códigos de obras e posturas locais, assim como normas técnicas pertinentes a cada uma das instalações. Art. 36. O serviço de saúde deve manter as instalações físicas dos ambientes externos e internos em boas condições de conservação, segurança, organização, conforto e limpeza. Art. 37. O serviço de saúde deve executar ações de gerenciamento dos riscos de acidentes inerentes às atividades desenvolvidas. Art. 38 O serviço de saúde deve ser dotado de iluminação e ventilação compatíveis com o desenvolvimento das suas atividades. Art. 39. O serviço de saúde deve garantir a qualidade da água necessária ao funcionamento de suas unidades. § 1º O serviço de saúde deve garantir a limpeza dos reservatórios de água a cada seis meses. § 2º O serviço de saúde deve manter registro da capacidade e da limpeza periódica dos reservatórios de água. Art. 40. O serviço de saúde deve garantir a continuidade do fornecimento de água, mesmo em caso de interrupção do fornecimento pela concessionária, nos locais em que a água é considerada insumo crítico. Art. 41. O serviço de saúde deve garantir a continuidade do fornecimento de energia elétrica, em situações de interrupção do fornecimento pela concessionária, por meio de sistemas de energia elétrica de emergência, nos locais em que a energia elétrica é considerada insumo crítico. Art. 42. O serviço de saúde deve realizar ações de manutenção preventiva e corretiva das instalações prediais, de forma própria ou terceirizada. Página 12 de 15 Da Proteção à Saúde do Trabalhador Art. 43. O serviço de saúde deve garantir mecanismos de orientação sobre imunização contra tétano, difteria, hepatite B e contra outros agentes biológicos a que os trabalhadores possam estar expostos. Art. 44. O serviço de saúde deve garantir que os trabalhadores sejam avaliados periodicamente em relação à saúde ocupacional mantendo registros desta avaliação. Art. 45. O serviço de saúde deve garantir que os trabalhadores com agravos agudos à saúde ou com lesões nos membros superiores só iniciem suas atividades após avaliação médica. Art. 46. O serviço de saúde deve garantir que seus trabalhadores com possibilidade de exposição a agentes biológicos, físicos ou químicos utilizem vestimentas para o trabalho, incluindo calçados, compatíveis com o risco e em condições de conforto. § 1º Estas vestimentas podem ser próprias do trabalhador ou fornecidas pelo serviço de saúde. § 2º O serviço de saúde é responsável pelo fornecimento e pelo processamento das vestimentas utilizadas nos centros cirúrgicos e obstétricos, nas unidades de tratamento intensivo, nas unidades de isolamento e centrais de material esterilizado. Art. 47. O serviço de saúde deve garantir mecanismos de prevenção dos riscos de acidentes de trabalho, incluindo o fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual - EPI, em número suficiente e compatível com as atividades desenvolvidas pelos trabalhadores. Parágrafo único. Os trabalhadores não devem deixar o local de trabalho com os equipamentos de proteção individual. Art. 48. O serviço de saúde deve manter registro das comunicações de acidentes de trabalho. Art. 49. Em serviços de saúde com mais de vinte trabalhadores é obrigatória a instituição de Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA. Art. 50. O Serviço de Saúde deve manter disponível a todos os trabalhadores: Página 13 de 15 I - Normas e condutas de segurança biológica, química, física, ocupacional e ambiental; II - Instruções para uso dos Equipamentos de Proteção Individual - EPI; III - Procedimentos em caso de incêndios e acidentes; IV - Orientação para manuseio e transporte de produtos para saúde contaminados. Da Gestão de Tecnologias e Processos Art. 51. O serviço de saúde deve dispor de normas, procedimentos e rotinas técnicas escritas e atualizadas, de todos os seus processos de trabalho em local de fácil acesso a toda a equipe. Art. 52. O serviço de saúde deve manter os ambientes limpos, livres de resíduos e odores incompatíveis com a atividade, devendo atender aos critérios de criticidade das áreas. Art. 53. O serviço de saúde deve garantir a disponibilidade dos equipamentos, materiais, insumos e medicamentos de acordo com a complexidade do serviço e necessários ao atendimento da demanda. Art. 54. O serviço de saúde deve realizar o gerenciamento de suas tecnologias de forma a atender as necessidades do serviço mantendo as condições de seleção, aquisição, armazenamento, instalação, funcionamento, distribuição, descarte e rastreabilidade. Art. 55. O serviço de saúde deve garantir que os materiais e equipamentos sejam utilizados exclusivamente para os fins a que se destinam. Art. 56. O serviço de saúde deve garantir que os colchões, colchonetes e demais mobiliários almofadados sejam revestidos de material lavável e impermeável, não apresentando furos, rasgos, sulcos e reentrâncias. Art. 57. O serviço de saúde deve garantir a qualidade dos processos de desinfecção e esterilização de equipamentos e materiais. Art. 58. O serviço de saúde deve garantir que todos os usuários recebam suporte imediato a vida quando necessário. Página 14 de 15 Art. 59. O serviço de saúde deve disponibilizar os insumos, produtos e equipamentos necessários para as práticas de higienização de mãos dos trabalhadores, pacientes, acompanhantes e visitantes. Art. 60. O serviço de saúde que preste assistência nutricional ou forneça refeições deve garantir a qualidade nutricional e a segurança dos alimentos. Art. 61. O serviço de saúde deve informar aos órgãos competentes sobre a suspeita de doença de notificação compulsória conforme o estabelecido em legislação e regulamentos vigentes. Art. 62. O serviço de saúde deve calcular e manter o registro referente aos Indicadores previstos nas legislações vigentes. Do Controle Integrado de Vetores e Pragas Urbanas Art. 63. O serviço de saúde deve garantir ações eficazes e contínuas de controle de vetores e pragas urbanas, com o objetivo de impedir a atração, o abrigo, o acesso e ou proliferação dos mesmos. Parágrafo único. O controle químico, quando for necessário, deve ser realizado por empresa habilitada e possuidora de licença sanitária e ambiental e com produtos desinfetantes regularizados pela Anvisa. Art. 64. Não é permitido comer ou guardar alimentos nos postos de trabalho destinados à execução de procedimentos de saúde. Referencia RESOLUÇÃO-RDC Nº 63, DE 25 DE NOVEMBRO DE 2011. MISTERIO DA SAÚDE. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2011/rdc0063_25_11_2 011.html . Acesso em: 27de outubro de 2023 as 11:59. Página 15 de 15 RELATÓRIOS E COMISSÕES outubro D S T Q T S S 29 30 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 1 2 3 4 5 6 7 8 9 novembro 2024 DOMINGO SEGUNDA-FEIRA TERÇA-FEIRA QUARTA-FEIRA QUINTA-FEIRA SEXTA-FEIRA SÁBADO 27 28 29 30 31 1 2 - Interteleconsulta - 3 4 5 6 7 8 9 - Presencial Presencial Presencial Presencial Presencial - 10 11 12 13 14 15 16 - Presencial Presencial Presencial Presencial Presencial - 17 18 19 20 21 22 23 - Presencial Presencial Presencial Interteleconsulta Interteleconsulta - 24 25 26 27 28 29 30 - Presencial Presencial Presencial Presencial Congresso Congresso 1 2 3 4 5 6 7 dezembro D S T Q T S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 AVALIAÇÃO ELETIVA NEUROLOGIA - PRESENCIAL/ INTERTELECONSULTA NOVEMBRO DE 2024 HOSPITAL HIDEO SAKUNO DANIELLE GUZMAN CRM MT 9764 RQE 6528 TEL : 021 9 69367411 1 SANI BAC FLORAL FICHA DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA DE PRODUTOS QUÍMICOS (FISPQ) Produto: SANI BAC Revisão: 04 Data: 15/04/2019 Página: 1/5 1. IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO E DA EMPRESA Nome do produto SANI BAC Versões Algas Marinhas, Cidreira, Elegance, Flor do Serrado, Floral, Lavanda, New Dex, Oceano, Smell, Talko, Vanilla Principais usos recomendados DESINFETANTE DE USO GERAL Nome da empresa Quimistar Comércio e Indústria Ltda - EPP Endereço Rua J, nº 833, Quadra APO 1/2, Distrito Industrial, CEP: 78.098-360, Cuiabá - MT Telefone para contato / Fax (65) 3661-3333 Telefone para emergência 0800-7077022 (SUATRANS) E-mail quimistar@quimistar.com.br 2. IDENTIFICAÇÃO DE PERIGOS 2.1 Classificação da substância Toxicidade aguda, oral, Categoria 5 Toxicidade aguda, inalação, Categoria 5 Lesões oculares graves/irritação ocular, Categoria 2B 2.2 Elementos do rótulo Elementos apropriados da rotulagem: Pictograma: Frases de Perigo: H303 – Pode ser nocivo se ingerido. H333 – Pode ser nocivo se inalado. H320 – Provoca irritação ocular. Frases de Precaução: P312 – Caso sinta indisposição, contate um CENTRO DE INFORMAÇÃO TOXICOLOGICA/médico. P304+P312 – EM CASO DE INALAÇÃO: Caso sinta indisposição, contate um CENTRO DE INFORMAÇÃO TOXICOLOGICA/médico levando o rótulo do produto. P264 – Lave cuidadosamente as mãos após o manuseio. Frases de emergência P305+P351+P338 – EM CASO DE CONTATO COM OS OLHOS: Enxágue cuidadosamente com água durante vários minutos. No caso de uso de lentes de contato remova-as, se for fácil. Continue enxaguando. P337+P313 – Caso a irritação ocular persista: consulte um médico. Frases de armazenamento P401 – Armazene o produto em sua embalagem original, ao abrigo de luz e bem fechada após o uso. Descarte P501 - Descartar o conteúdo/ recipiente em uma instalação aprovada de tratamento de resíduos. 2.3 Outros perigos que não resultam em uma classificação Perigos mais importantes: Este produto pode ser nocivo ao homem e ao meio ambiente se não utilizado conforme orientações de rotulagem. 2.4 Efeitos do produto Perigos específicos: Não há outros perigos relacionados ao produto. Efeitos adversos à saúde humana: O contato direto com os olhos e mucosas causa irritações. Efeitos ambientais: A dispersão no ambiente pode contaminar a área. Evite entrada em cursos de água. Em caso de derramamento pode ser perigoso para organismos aquáticos podendo causar mortandade. FICHA DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA DE PRODUTOS QUÍMICOS (FISPQ) Produto: SANI BAC Revisão: 04 Data: 15/04/2019 Página: 2/5 3. COMPOSIÇÃO E INFORMAÇÕES SOBRE OS INGREDIENTES Mistura Cloreto de benzalcônio, tenso ativo aniônico, sinergista, fragrância, solvente, corante e veículo. 4. MEDIDAS DE PRIMEIRO-SOCORROS Inalação Remover a vítima para local arejado. Se a vítima estiver respirando, aplicar respiração artificial, procurar assistência médica imediatamente, levando sempre o rótulo e ficha de emergência com as informações necessárias. Contato com os olhos Lavar os olhos com água em abundância, por pelo menos 20 minutos, mantendo as pálpebras separadas. Usar preferencialmente lavador de olhos. Não friccionar os olhos e procurar assistência médica imediatamente, levando sempre o rótulo e ficha de emergência com as informações necessárias. Contato com a pele Retirar imediatamente as roupas e sapatos contaminados. Não apalpar as áreas atingidas, lavar a pele com água abundante. Procurar assistência médica, levando sempre o rótulo e ficha de emergência com as informações necessárias. Ingestão Não se deve induzir ao vomito. Se a vítima estiver consciente, lavar a boca com água em abundância e ingerir dois ou três copos de água. Procurar atendimento médico, levando sempre o rótulo e ficha de emergência com as informações necessárias. Notas para o médico Realizar tratamento sintomático. 5. MEDIDAS DE COMBATE A INCÊNDIO Meios de extinção Neblina de água, CO2 ou pó químico. Perigos específicos da mistura O produto não apresenta perigo de incêndio. Os fumos que podem ocorrer durante um incêndio podem conter componentes irritantes não identificados. Medidas de proteção de combate a incêndio Evacuar a área e combater o fogo a uma distância segura. Resfriar as embalagens próximas e expostas ao fogo. A água de extinção contaminada deve ser eliminada segundo legislação local. Proteção de bombeiros Usar equipamento de proteção apropriado, tais como máscaras contra gases, luvas de PVC, botas impermeáveis. 6. MEDIDAS DE CONTROLE PARA DERRAMAMENTO OU VAZAMENTO Precauções pessoais Para o pessoal que não faz parte dos serviços de emergência Isole o vazamento de fontes de ignição. Não fume. Não toque nos recipientes danificados ou no material derramado sem o uso de vestimentas adequadas. Evite inalação, contato com os olhos e com a pele. Utilize equipamento de proteção individual conforme descrito na seção 8. Para pessoal de serviço de emergência Utilizar EPI completo, óculos com proteção lateral contra respingos químicos, luvas de proteção, calçado e macacão de PVC. Em caso de grandes vazamentos, onde a exposição é grande, recomenda-se o uso de máscara facial ou autônoma. Precauções ao meio ambiente Identificar e estancar a fonte do vazamento. Para conter derramamentos utilizar materiais absorventes (ex. areia ou papel absorvente) e lavar o local com água corrente em abundância. Evitar contato do produto com o solo, rios e lagos. Ocorrendo poluição das águas, notificar as autoridades competentes. FICHA DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA DE PRODUTOS QUÍMICOS (FISPQ) Produto: SANI BAC Revisão: 04 Data: 15/04/2019 Página: 3/5 Métodos e materiais para contenção de limpeza Disposição: Dispor em aterro industrial ou sanitário conforme legislação local vigente. Prevenção de perigos secundários: Embalagens não devem ser reutilizadas. As embalagens devem ser eliminadas adequadamente. Se o vazamento ou derramamento ocorrer em locais fechados, devese promover exaustão e ventilação. 7. MANUSEIO E ARMAZENAMENTO Medidas técnicas Prevenção de exposição do trabalhador: Manusear de acordo com as normas de segurança estabelecidas. Utilizar os equipamentos de proteção individual indicados. Prevenção de incêndio e explosão: Produto não inflamável. Precauções para manuseio seguro: Utilizar os equipamentos de proteção individual indicados. Orientações para manuseio seguro Evitar contato com a pele, mucosas e olhos. Manusear o produto em local fresco e arejado. Não reutilizar a embalagem. Medidas técnicas apropriadas Deve ser mantido em embalagem fechada, em local seco e protegido do frio ou calor intenso. Condições de armazenamento Adequadas: Áreas cobertas, frescas, secas e ventiladas. Produtos e materiais incompatíveis: Não são conhecidos materiais incompatíveis. Materiais seguros para embalagens: Barricas revestidas com sacos de polietileno, baldes e galões plásticos. 8. CONTROLE DE EXPOSIÇÃO E PROTEÇÃO INDIVIDUAL Medidas de controle de engenharia Utilizar ventilação/exaustão nos locais de trabalho. Parâmetros de controle específicos Limites de exposição ocupacional: Não foi estabelecido nenhum limite ocupacional. Equipamentos de proteção individual apropriado: Proteção dos olhos e faces: Não exigido para uso normal, operar de acordo com boas práticas de trabalho. Proteção da pele e do corpo: Não se exige adoção de precauções especiais para o uso normal. Proteção respiratória: Este produto não produz gases ou névoas tóxicas, não necessário no caso de utilização normal. Proteção das mãos: Embora este produto não apresente preocupação significativa ao contato com a pele, minimize a contaminação seguindo uma boa prática industrial. Podem ser utilizados luvas de PVC, butilo ou nitrilo. Perigos térmicos: Não conhecidos. Medidas de higiene Em caso de emergência utilizar ducha e lavar os olhos. Manter limpo o local de trabalho. Manter recipientes fechados. Não comer, beber ou guardar alimentos no local de trabalho. Após o trabalho, lavar as mãos com água e sabão. Utilizar ventilação adequada. 9. PROPRIEDADES FÍSICAS E QUÍMICAS Estado físico: Líquido translúcido. Odor: Característico pH: 6,0 a 7,0 à 25° C Ponto de fusão/ponto de congelamento: N/A Ponto de ebulição inicial: N/A Faixa de temperatura de Ebulição: N/A Ponto de fulgor: N/A Taxa de evaporação: N/A Inflamabilidade: N/A FICHA DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA DE PRODUTOS QUÍMICOS (FISPQ) Produto: SANI BAC Revisão: 04 Data: 15/04/2019 Página: 4/5 Limites de explosividade e inflamabilidade superior e inferior: N/A Pressão de vapor: N/A Densidade: 1,01 g/cm³ Solubilidade com indicação do solvente: Solúvel em água em qualquer proporção Coeficiente de partição n-octanol/água: N/A Temperatura de auto ignição: N/A Temperatura de decomposição: N/A Viscosidade Copo Ford nº4: fluido não-newtoniano 10. ESTABILIDADE E REATIVIDADE Reatividade Produto estável em condições normais de temperatura e pressão. Estabilidade química Produto estável em condições normais de temperatura e pressão. Possibilidade de reações perigosas Não são conhecidas reações perigosas com relação ao produto. Materiais incompatíveis Não são conhecidos materiais incompatíveis. Condições a serem evitadas Temperaturas muito baixas ou muito elevadas. Produtos perigosos da decomposição Monóxido e dióxido de carbono. 11. INFORMAÇÕES TOXICOLÓGICAS Dose Letal Média (DL50): Classe Toxicológica V, maior que 2000 mg/kg Corrosão/irritação da pele: N/A Lesões oculares graves/irritação ocular: N/A Sensibilização respiratória/ou a pele: N/A Mutagenicidade em células germinativas: N/A Carcinogenicidade: N/A Toxidade a reprodução: Não tóxico. Toxidade para órgãos – alvos específicos – exposição única: Não tóxico. Toxidade para órgãos – alvos específicos – exposição repetida: Não tóxico. Perigo por aspiração: Não é esperado que o produto apresente perigo por aspiração. 12. INFORMAÇÕES ECOLÓGICAS Ecotoxicidade Atóxico. Persistência a degradabilidade É esperada baixa persistência. Potencial bio-acumulativo Não há tendência bio-acumulativa. Mobilidade no solo Produto solúvel em água. Outros efeitos adversos Medidas devem ser tomadas respeitando-se as exigências dos órgãos ambientais locais. 13. CONSIDERAÇÕES SOBRE DESTINAÇÃO FINAL Métodos recomendados para destinação final Produto Coprocessamento, decomposição térmica ou aterro industrial, de acordo com a legislação local vigente. Restos de produto Devem ser descartados conforme legislação local vigente. Embalagem usada A embalagem não deve ser reutilizada. FICHA DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA DE PRODUTOS QUÍMICOS (FISPQ) Produto: SANI BAC Revisão: 04 Data: 15/04/2019 Página: 5/5 14. INFORMAÇÕES SOBRE TRANSPORTE Regulamentações nacionais e internacionais Terrestres (ferrovias, rodovias) Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT). Hidroviário (marítimo, fluvial, lacustre) Código International Maritime Dangerous Goods – Code (código IMDG); Norma-5 da Diretoria de Portos e Costas do Ministério da Marinha (DPC); Agência Nacional de Transporte Aquaviário (ANTAQ); Aéreo International Civil Aviation Organization – Technical Instructions (ICAOTI), International air Transport Association – Dangerous Goods Regulations (IATA-DGR); Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Número da ONU (Organização das Nações Unidas) PRODUTO NÃO CLASSIFICADO PELA ONU E SEM CLASSIFICAÇÃO DE RISCO 15. INFORMAÇÕES SOBRE REGULAMENTAÇÕES Regulamentações específicas de segurança, saúde e meio ambiente para o produto químico Regulamentações locais devem ser respeitadas e observadas pelo usuário. Específicas para o produto químico (NBR ABNT 14725-4) 16. OUTRAS INFORMAÇÕES Informações importantes, mas não especificamente descritas às seções anteriores. Esta FISPQ foi elaborada com base nos atuais conhecimentos sobre o manuseio apropriado do produto e sob as condições normais de uso, de acordo com a aplicação especificada na embalagem. Qualquer outra forma de utilização do produto que envolva a sua combinação com outros materiais, além de formas de uso diversas daquelas indicadas, é de responsabilidade do usuário. Adverte-se que o manuseio de qualquer substância química requer o conhecimento prévio de seus perigos pelo usuário. No local de trabalho cabe à empresa usuária do produto promover o treinamento de seus empregados e contratados quanto aos possíveis riscos advindos da exposição ao produto químico. Referências Normas Brasileiras: ABNT NBR 14725 (29/08/2005) ABNT NBR 14725-1 (26/01/2010) ABNT NBR 14725-2 (26/07/2010) ABNT NBR 14725-4 (19/12/2014) Sistema de classificação utilizado Norma ABNT NBR 14725-3:2017. Sistema Globalmente Harmonizado (GHS) de informação de segurança de produtos químicos perigosos. LEITURA TÉCNICA NOME DO PRODUTO: SANI BAC Desinfetante perfumado de uso geral DESCRIÇÃO: MODO DE USAR: CUIDADOS NA CONSERVAÇÃO: DADOS TÉCNICOS: Aparência Cor Odor Bouquet Marines Ph COMPOSIÇÃO: INGREDIENTE ATIVO: Cloreto de Alquil Dimetil Benzil Amônio e Cloreto de Didecildimetilamonia 0,46%. PRECAUÇÃO DE USO: EMBALAGEM: Caixa de papelão com 4 bombonas de polietileno com 5 litros. REGISTRO NO MINISTÉRIO DA SAÚDE: GARANTIA: Ultima Atualização: mar/19 Pag 1/1 CONSERVE FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS E DOS ANIMAIS DOMÉSTICOS. Em caso de contato com os olhos lave imediatamente com água em abundância. Em caso de ingestão, não provoque vômito e consulte imediatamente o Centro de Intoxicações ou o médico levando o rótulo do produto. Evite o contato prolongado com a pele. Depois de utilizar este produto, lave e seque as mãos. Caso necessite de informações adicionais, entre em contato com o Centro Toxicológico pelo telefone 0800 722 6001. Mantenha o produto em sua embalagem original. Não reutilize a embalagem vazia. FLORAL: Nº 3.4284.0003.003.0 / LAVANDA: 3.4284.0003.008.1 / A. MARINHAS: Nº 3.4284.0003.011. Produção moderna e rigoroso controle de laboratório asseguram qualidade uniforme por todo o tempo. Assim, todos os produtos manufaturados pela Quimistar são garantidos para a total satisfação do usuário. Remover toda a sujidade solta sobre as superfícies. Desinfecção: Aplicar o produto puro e deixar agir por 10 minutos. Pode ser usado com pulverizador para facilitar a aplicação nos metais, pias, ralos, vasos e mictórios. Limpeza e perfumação de ambientes: Diluir em até 1:20. Pode ser aplicado com auxilio pano, esponja, fibra de limpeza ou escova. Este produto deve ser mantido em sua embalagem original fechada. Recomenda-se que seja armazenado em ambiente coberto e seco. Devem ser evitadas temperaturas extremas. NUNCA MISTURE PRODUTOS QUÍMICOS, A MENOS QUE TAL PROCEDIMENTO SEJA INDICADO PELO FABRICANTE POR ESCRITO. Azul Líquido límpido 5,0 a 7,5 (Os dados acima são típicos de uma produção normal e não devem ser considerados como especificações do produto.) Cloreto de Alquil Dimetil Benzil Amônio, Cloreto de Didecildimetilamonia, Tensoativos aniônicos e não iônicos, Solvente alcoólico, Corante, Essência e Veículo. Limpador, desinfetante a base de Quaternário de Amônio de 5ª geração e aroma. Destinado a desinfetar, limpar e desodorizar vasos sanitários, mictórios e qualquer tipo de superfície não porosa. SANI BAC não é ácido, cáustico, nem abrasivo, não danifica o brilho natural, não ataca porcelanas ou metais, nem danifica encanamentos ou sifões. SANI BAC limpa e desinfeta em uma só operação, deixando uma agradável fragrância no ambiente. Possui comprovada ação bactericida contra Stapylococcus aureus e Salmonella choleraesuis. SANI BAC vem nas versões FLORAL, LAVANDA, ALGAS MARINHAS, CIDREIRA, NEW DEX, VANILLA, OCEANO, FLOR DO SERRADO, ELAGANCE, SMELL E TALKO. 1 / CIDREIRA: Nº 3.4284.0003.005.7 / NEW DEX: Nº 3.4284.0003.009.1 / VANILLA: Nº 3.4284.0003.004.9 / OCEANO: Nº 3.4284.0003.004.9 / FLOR DO SERRADO: Nº 3.4284.0003.007.3 / ELAGANCE: Nº 3.4284.0003.006.5 / SMELL: Nº 3.4284.0003.002.2 / TALKO: Nº 3.4284.0003.010.3 17/04/2019 Consultas - Agência Nacional de Vigilância Sanitária https://consultas.anvisa.gov.br/#/saneantes/produtos/25351844162201831/?cnpj=03754778000184 1/10 Consultas / Saneantes - Produtos / Saneantes - Produtos Detalhe do Produto: SANI BAC QUIMISTAR Nome da Empresa QUIMISTAR COMÉRCIO E INDÚSTRIA LTDA - ME CNPJ 03.754.778/0001-84 Autorização 3.04.284-2 Nome Comercial SANI BAC QUIMISTAR Classe Terapêutica DESINFETANTE PARA USO GERAL Registro 342840003 Processo 25351.844162/2018-31 Vencimento do Registro 03/2024 03/2024 Rótulo Visualizar 1º rótulo (api/consulta/produtos/3/25351844162201831/rotulo/2134092? Authorization=Guest) Apresentação ATIVA Forma Farmacêutica Nº Apres. Data de Publicação GALAO PLASTICO + CAIXA DE PAPELAO LIQUIDO 1 24/03/2019 Validade 2 anos Registro 3428400030014 Princípio Ativo Embalagem Primária - GALAO PLASTICO Secundária - CAIXA DE PAPELAO Local de Fabricação Fabricantes Nacionais QUIMISTAR COMÉRCIO E INDÚSTRIA LTDA - ME - CUIABÁ - BRASIL Fabricantes Internacionais [sem dados cadastrados] Via de Administração [sem dados cadastrados] IFA único Não Conservação CONSERVAR EM LOCAL FRESCO 17/04/2019 Consultas - Agência Nacional de Vigilância Sanitária https://consultas.anvisa.gov.br/#/saneantes/produtos/25351844162201831/?cnpj=03754778000184 2/10 Restrição de prescrição [sem dados cadastrados] Restrição de uso [sem dados cadastrados] Destinação [sem dados cadastrados] Restrito a hospitais Não Informado Tarja [sem dados cadastrados] Medicamento de referência Não Apresentação fracionada Não Apresentação ATIVA Forma Farmacêutica Nº Apres. Data de Publicação GALAO PLASTICO + CAIXA DE PAPELAO LIQUIDO 2 24/03/2019 Validade 2 anos Registro 3428400030022 Princípio Ativo Embalagem Primária - GALAO PLASTICO Secundária - CAIXA DE PAPELAO Local de Fabricação Fabricantes Nacionais QUIMISTAR COMÉRCIO E INDÚSTRIA LTDA - ME - CUIABÁ - BRASIL Fabricantes Internacionais [sem dados cadastrados] Via de Administração [sem dados cadastrados] IFA único Não Conservação CONSERVAR EM LOCAL FRESCO Restrição de prescrição [sem dados cadastrados] Restrição de uso [sem dados cadastrados] Destinação [sem dados cadastrados] Restrito a hospitais Não Informado 17/04/2019 Consultas - Agência Nacional de Vigilância Sanitária https://consultas.anvisa.gov.br/#/saneantes/produtos/25351844162201831/?cnpj=03754778000184 3/10 Tarja [sem dados cadastrados] Medicamento de referência Não Apresentação fracionada Não Apresentação ATIVA Forma Farmacêutica Nº Apres. Data de Publicação GALAO PLASTICO + CAIXA DE PAPELAO LIQUIDO 3 24/03/2019 Validade 2 anos Registro 3428400030030 Princípio Ativo Embalagem Primária - GALAO PLASTICO Secundária - CAIXA DE PAPELAO Local de Fabricação Fabricantes Nacionais QUIMISTAR COMÉRCIO E INDÚSTRIA LTDA - ME - CUIABÁ - BRASIL Fabricantes Internacionais [sem dados cadastrados] Via de Administração [sem dados cadastrados] IFA único Não Conservação CONSERVAR EM LOCAL FRESCO Restrição de prescrição [sem dados cadastrados] Restrição de uso [sem dados cadastrados] Destinação [sem dados cadastrados] Restrito a hospitais Não Informado Tarja [sem dados cadastrados] Medicamento de referência Não Apresentação fracionada Não 17/04/2019 Consultas - Agência Nacional de Vigilância Sanitária https://consultas.anvisa.gov.br/#/saneantes/produtos/25351844162201831/?cnpj=03754778000184 4/10 Apresentação ATIVA Forma Farmacêutica Nº Apres. Data de Publicação GALAO PLASTICO + CAIXA DE PAPELAO LIQUIDO 4 24/03/2019 Validade 2 anos Registro 3428400030049 Princípio Ativo Embalagem Primária - GALAO PLASTICO Secundária - CAIXA DE PAPELAO Local de Fabricação Fabricantes Nacionais QUIMISTAR COMÉRCIO E INDÚSTRIA LTDA - ME - CUIABÁ - BRASIL Fabricantes Internacionais [sem dados cadastrados] Via de Administração [sem dados cadastrados] IFA único Não Conservação CONSERVAR EM LOCAL FRESCO Restrição de prescrição [sem dados cadastrados] Restrição de uso [sem dados cadastrados] Destinação [sem dados cadastrados] Restrito a hospitais Não Informado Tarja [sem dados cadastrados] Medicamento de referência Não Apresentação fracionada Não Apresentação ATIVA Forma Farmacêutica Nº Apres. Data de Publicação GALAO PLASTICO + CAIXA DE PAPELAO LIQUIDO 5 24/03/2019 Validade 2 anos Registro 3428400030057 Princípio Ativo 17/04/2019 Consultas - Agência Nacional de Vigilância Sanitária https://consultas.anvisa.gov.br/#/saneantes/produtos/25351844162201831/?cnpj=03754778000184 5/10 Embalagem Primária - GALAO PLASTICO Secundária - CAIXA DE PAPELAO Local de Fabricação Fabricantes Nacionais QUIMISTAR COMÉRCIO E INDÚSTRIA LTDA - ME - CUIABÁ - BRASIL Fabricantes Internacionais [sem dados cadastrados] Via de Administração [sem dados cadastrados] IFA único Não Conservação CONSERVAR EM LOCAL FRESCO Restrição de prescrição [sem dados cadastrados] Restrição de uso [sem dados cadastrados] Destinação [sem dados cadastrados] Restrito a hospitais Não Informado Tarja [sem dados cadastrados] Medicamento de referência Não Apresentação fracionada Não Apresentação ATIVA Forma Farmacêutica Nº Apres. Data de Publicação GALAO PLASTICO + CAIXA DE PAPELAO LIQUIDO 6 24/03/2019 Validade 2 anos Registro 3428400030065 Princípio Ativo Embalagem Primária - GALAO PLASTICO Secundária - CAIXA DE PAPELAO 17/04/2019 Consultas - Agência Nacional de Vigilância Sanitária https://consultas.anvisa.gov.br/#/saneantes/produtos/25351844162201831/?cnpj=03754778000184 6/10 Local de Fabricação Fabricantes Nacionais QUIMISTAR COMÉRCIO E INDÚSTRIA LTDA - ME - CUIABÁ - BRASIL Fabricantes Internacionais [sem dados cadastrados] Via de Administração [sem dados cadastrados] IFA único Não Conservação CONSERVAR EM LOCAL FRESCO Restrição de prescrição [sem dados cadastrados] Restrição de uso [sem dados cadastrados] Destinação [sem dados cadastrados] Restrito a hospitais Não Informado Tarja [sem dados cadastrados] Medicamento de referência Não Apresentação fracionada Não Apresentação ATIVA Forma Farmacêutica Nº Apres. Data de Publicação GALAO PLASTICO + CAIXA DE PAPELAO LIQUIDO 7 24/03/2019 Validade 2 anos Registro 3428400030073 Princípio Ativo Embalagem Primária - GALAO PLASTICO Secundária - CAIXA DE PAPELAO Local de Fabricação Fabricantes Nacionais QUIMISTAR COMÉRCIO E INDÚSTRIA LTDA - ME - CUIABÁ - BRASIL Fabricantes Internacionais [sem dados cadastrados] Via de Administração [sem dados cadastrados] 17/04/2019 Consultas - Agência Nacional de Vigilância Sanitária https://consultas.anvisa.gov.br/#/saneantes/produtos/25351844162201831/?cnpj=03754778000184 7/10 IFA único Não Conservação CONSERVAR EM LOCAL FRESCO Restrição de prescrição [sem dados cadastrados] Restrição de uso [sem dados cadastrados] Destinação [sem dados cadastrados] Restrito a hospitais Não Informado Tarja [sem dados cadastrados] Medicamento de referência Não Apresentação fracionada Não Apresentação ATIVA Forma Farmacêutica Nº Apres. Data de Publicação GALAO PLASTICO + CAIXA DE PAPELAO LIQUIDO 8 24/03/2019 Validade 2 anos Registro 3428400030081 Princípio Ativo Embalagem Primária - GALAO PLASTICO Secundária - CAIXA DE PAPELAO Local de Fabricação Fabricantes Nacionais QUIMISTAR COMÉRCIO E INDÚSTRIA LTDA - ME - CUIABÁ - BRASIL Fabricantes Internacionais [sem dados cadastrados] Via de Administração [sem dados cadastrados] IFA único Não Conservação CONSERVAR EM LOCAL FRESCO Restrição de prescrição [sem dados cadastrados] Restrição de uso [sem dados cadastrados] 17/04/2019 Consultas - Agência Nacional de Vigilância Sanitária https://consultas.anvisa.gov.br/#/saneantes/produtos/25351844162201831/?cnpj=03754778000184 8/10 Destinação [sem dados cadastrados] Restrito a hospitais Não Informado Tarja [sem dados cadastrados] Medicamento de referência Não Apresentação fracionada Não Apresentação ATIVA Forma Farmacêutica Nº Apres. Data de Publicação GALAO PLASTICO + CAIXA DE PAPELAO LIQUIDO 9 24/03/2019 Validade 2 anos Registro 3428400030091 Princípio Ativo Embalagem Primária - GALAO PLASTICO Secundária - CAIXA DE PAPELAO Local de Fabricação Fabricantes Nacionais QUIMISTAR COMÉRCIO E INDÚSTRIA LTDA - ME - CUIABÁ - BRASIL Fabricantes Internacionais [sem dados cadastrados] Via de Administração [sem dados cadastrados] IFA único Não Conservação CONSERVAR EM LOCAL FRESCO Restrição de prescrição [sem dados cadastrados] Restrição de uso [sem dados cadastrados] Destinação [sem dados cadastrados] Restrito a hospitais Não Informado Tarja [sem dados cadastrados] Medicamento de referência Não 17/04/2019 Consultas - Agência Nacional de Vigilância Sanitária https://consultas.anvisa.gov.br/#/saneantes/produtos/25351844162201831/?cnpj=03754778000184 9/10 Apresentação fracionada Não Apresentação ATIVA Forma Farmacêutica Nº Apres. Data de Publicação GALAO PLASTICO + CAIXA DE PAPELAO LIQUIDO 10 24/03/2019 Validade 2 anos Registro 3428400030103 Princípio Ativo Embalagem Primária - GALAO PLASTICO Secundária - CAIXA DE PAPELAO Local de Fabricação Fabricantes Nacionais QUIMISTAR COMÉRCIO E INDÚSTRIA LTDA - ME - CUIABÁ - BRASIL Fabricantes Internacionais [sem dados cadastrados] Via de Administração [sem dados cadastrados] IFA único Não Conservação CONSERVAR EM LOCAL FRESCO Restrição de prescrição [sem dados cadastrados] Restrição de uso [sem dados cadastrados] Destinação [sem dados cadastrados] Restrito a hospitais Não Informado Tarja [sem dados cadastrados] Medicamento de referência Não Apresentação fracionada Não Apresentação ATIVA Forma Farmacêutica Nº Apres. Data de Publicação GALAO PLASTICO + CAIXA DE PAPELAO LIQUIDO 11 24/03/2019 17/04/2019 Consultas - Agência Nacional de Vigilância Sanitária https://consultas.anvisa.gov.br/#/saneantes/produtos/25351844162201831/?cnpj=03754778000184 10/10 Validade 2 anos Registro 3428400030111 Princípio Ativo Embalagem Primária - GALAO PLASTICO Secundária - CAIXA DE PAPELAO Local de Fabricação Fabricantes Nacionais QUIMISTAR COMÉRCIO E INDÚSTRIA LTDA - ME - CUIABÁ - BRASIL Fabricantes Internacionais [sem dados cadastrados] Via de Administração [sem dados cadastrados] IFA único Não Conservação CONSERVAR EM LOCAL FRESCO Restrição de prescrição [sem dados cadastrados] Restrição de uso [sem dados cadastrados] Destinação [sem dados cadastrados] Restrito a hospitais Não Informado Tarja [sem dados cadastrados] Medicamento de referência Não Apresentação fracionada Não Voltar TABELA PROFISSIONAIS DA LIMPEZA TABELA DE PROFISSIONAIS DE LIMPEZA Nome Admissão Código Salário (R$) Descrição do Cargo Jornada Regime Raimunda Rodrigues Cardoso 12/11/2022 1533 1.800,00 Auxiliar de Serviços Gerais Escala 12x36 – 07h às 19h CLT Genilda Maria dos Santos 18/11/2022 1533 1.800,00 Auxiliar de Serviços Gerais Escala 12x36 – 07h às 19h CLT Maria Luciana da Silva Carvalho 08/07/2023 1533 1.800,00 Auxiliar de Serviços Gerais Escala 12x36 – 07h às 19h CLT Marinete Rosa Gonçalves Pestana 14/04/2025 1533 1.800,00 Auxiliar de Serviços Gerais Escala 12x36 – 07h às 19h CLT Nilza Maria dos Santos 04/06/2025 1533 1.800,00 Auxiliar de Serviços Gerais Escala 12x36 – 07h às 19h CLT Izabel Cristina do Nascimento 18/06/2025 1533 1.800,00 Auxiliar de Serviços Gerais Escala 12x36 – 07h às 19h CLT Ana Cláudia Silva dos Santos 10/08/2025 1533 1.800,00 Auxiliar de Serviços Gerais Escala 12x36 – 07h às 19h CLT Alessandra da Silva Azevedo 13/11/2025 1533 1.800,00 Auxiliar de Serviços Gerais Escala 12x36 – 07h às 19h CLT Miciane Porfírio dos Santos 11/11/2022 1533 1.800,00 Auxiliar de Serviços Gerais Escala 12x36 – 19h às 07h CLT Silvia Gomes dos Santos 05/08/2024 1533 1.800,00 Auxiliar de Serviços Gerais Escala 12x36 – 19h às 07h CLT Roseli Lopes da Silva 03/05/2024 1533 1.800,00 Auxiliar de Serviços Gerais Escala 12x36 – 19h às 07h CLT Maria José da Silva 11/10/2026 1533 1.800,00 Auxiliar de Serviços Gerais Escala 12x36 – 19h às 07h CLT 1. Total de colaboradores: 12 2. Regime de contratação: 100% CLT, geridos pelo Instituto São Lucas 3. Jornada: Escala 12x36, com equipes distribuídas entre: 07h às 19h 19h às 07h TREINAMENTO HIGIENIZAÇÃO COMPROVAÇÃO DE TREINAMENTO DA EQUIPE Alessandra da S. Azevedo CERTIFICADO DE TREINAMENTO Participou do treinamento Ministrado por: Frank Augusto Ministrado pela Superlimp Comercio e Serviços, tendo adquirido e aprimorado seus conhecimentos neste assunto, mediante técnicas avançadas e atualizadas. HIGIENIZAÇÃO HOSPITALAR - CONCEITOS TÉCNICOS DE LIMPEZA, HIGIÊNIZAÇÃO, DESINFECÇÃO E UTILIZAÇÃO DOS PRODUTOS QUIMICOS HOSPITALARES. Ana Claudia S. dos Santos CERTIFICADO DE TREINAMENTO Participou do treinamento Ministrado por: Frank Augusto Ministrado pela Superlimp Comercio e Serviços, tendo adquirido e aprimorado seus conhecimentos neste assunto, mediante técnicas avançadas e atualizadas. HIGIENIZAÇÃO HOSPITALAR - CONCEITOS TÉCNICOS DE LIMPEZA, HIGIÊNIZAÇÃO, DESINFECÇÃO E UTILIZAÇÃO DOS PRODUTOS QUIMICOS HOSPITALARES. Ariana Alves Simão CERTIFICADO DE TREINAMENTO Participou do treinamento Ministrado por: Frank Augusto Ministrado pela Superlimp Comercio e Serviços, tendo adquirido e aprimorado seus conhecimentos neste assunto, mediante técnicas avançadas e atualizadas. HIGIENIZAÇÃO HOSPITALAR - CONCEITOS TÉCNICOS DE LIMPEZA, HIGIÊNIZAÇÃO, DESINFECÇÃO E UTILIZAÇÃO DOS PRODUTOS QUIMICOS HOSPITALARES. Crismelea Silva Teodosio CERTIFICADO DE TREINAMENTO Participou do treinamento Ministrado por: Frank Augusto Ministrado pela Superlimp Comercio e Serviços, tendo adquirido e aprimorado seus conhecimentos neste assunto, mediante técnicas avançadas e atualizadas. HIGIENIZAÇÃO HOSPITALAR - CONCEITOS TÉCNICOS DE LIMPEZA, HIGIÊNIZAÇÃO, DESINFECÇÃO E UTILIZAÇÃO DOS PRODUTOS QUIMICOS HOSPITALARES. Genilda Maria dos Santos CERTIFICADO DE TREINAMENTO Participou do treinamento Ministrado por: Frank Augusto Ministrado pela Superlimp Comercio e Serviços, tendo adquirido e aprimorado seus conhecimentos neste assunto, mediante técnicas avançadas e atualizadas. HIGIENIZAÇÃO HOSPITALAR - CONCEITOS TÉCNICOS DE LIMPEZA, HIGIÊNIZAÇÃO, DESINFECÇÃO E UTILIZAÇÃO DOS PRODUTOS QUIMICOS HOSPITALARES. Izabel C. do Nascimento CERTIFICADO DE TREINAMENTO Participou do treinamento Ministrado por: Frank Augusto Ministrado pela Superlimp Comercio e Serviços, tendo adquirido e aprimorado seus conhecimentos neste assunto, mediante técnicas avançadas e atualizadas. HIGIENIZAÇÃO HOSPITALAR - CONCEITOS TÉCNICOS DE LIMPEZA, HIGIÊNIZAÇÃO, DESINFECÇÃO E UTILIZAÇÃO DOS PRODUTOS QUIMICOS HOSPITALARES. Maria Jose da Silva CERTIFICADO DE TREINAMENTO Participou do treinamento Ministrado por: Frank Augusto Ministrado pela Superlimp Comercio e Serviços, tendo adquirido e aprimorado seus conhecimentos neste assunto, mediante técnicas avançadas e atualizadas. HIGIENIZAÇÃO HOSPITALAR - CONCEITOS TÉCNICOS DE LIMPEZA, HIGIÊNIZAÇÃO, DESINFECÇÃO E UTILIZAÇÃO DOS PRODUTOS QUIMICOS HOSPITALARES. Maria L. da S. Carvalho CERTIFICADO DE TREINAMENTO Participou do treinamento Ministrado por: Frank Augusto Ministrado pela Superlimp Comercio e Serviços, tendo adquirido e aprimorado seus conhecimentos neste assunto, mediante técnicas avançadas e atualizadas. HIGIENIZAÇÃO HOSPITALAR - CONCEITOS TÉCNICOS DE LIMPEZA, HIGIÊNIZAÇÃO, DESINFECÇÃO E UTILIZAÇÃO DOS PRODUTOS QUIMICOS HOSPITALARES. Marinete Rosa G. Pestana CERTIFICADO DE TREINAMENTO Participou do treinamento Ministrado por: Frank Augusto Ministrado pela Superlimp Comercio e Serviços, tendo adquirido e aprimorado seus conhecimentos neste assunto, mediante técnicas avançadas e atualizadas. HIGIENIZAÇÃO HOSPITALAR - CONCEITOS TÉCNICOS DE LIMPEZA, HIGIÊNIZAÇÃO, DESINFECÇÃO E UTILIZAÇÃO DOS PRODUTOS QUIMICOS HOSPITALARES. Miciane Porfirio dos Santos CERTIFICADO DE TREINAMENTO Participou do treinamento Ministrado por: Frank Augusto Ministrado pela Superlimp Comercio e Serviços, tendo adquirido e aprimorado seus conhecimentos neste assunto, mediante técnicas avançadas e atualizadas. HIGIENIZAÇÃO HOSPITALAR - CONCEITOS TÉCNICOS DE LIMPEZA, HIGIÊNIZAÇÃO, DESINFECÇÃO E UTILIZAÇÃO DOS PRODUTOS QUIMICOS HOSPITALARES. Nilza Maria dos Santos CERTIFICADO DE TREINAMENTO Participou do treinamento Ministrado por: Frank Augusto Ministrado pela Superlimp Comercio e Serviços, tendo adquirido e aprimorado seus conhecimentos neste assunto, mediante técnicas avançadas e atualizadas. HIGIENIZAÇÃO HOSPITALAR - CONCEITOS TÉCNICOS DE LIMPEZA, HIGIÊNIZAÇÃO, DESINFECÇÃO E UTILIZAÇÃO DOS PRODUTOS QUIMICOS HOSPITALARES. Raimunda Rodrigues Cardoso CERTIFICADO DE TREINAMENTO Participou do treinamento Ministrado por: Frank Augusto Ministrado pela Superlimp Comercio e Serviços, tendo adquirido e aprimorado seus conhecimentos neste assunto, mediante técnicas avançadas e atualizadas. HIGIENIZAÇÃO HOSPITALAR - CONCEITOS TÉCNICOS DE LIMPEZA, HIGIÊNIZAÇÃO, DESINFECÇÃO E UTILIZAÇÃO DOS PRODUTOS QUIMICOS HOSPITALARES. Rosangela Tanan Sampaio CERTIFICADO DE TREINAMENTO Participou do treinamento Ministrado por: Frank Augusto Ministrado pela Superlimp Comercio e Serviços, tendo adquirido e aprimorado seus conhecimentos neste assunto, mediante técnicas avançadas e atualizadas. HIGIENIZAÇÃO HOSPITALAR - CONCEITOS TÉCNICOS DE LIMPEZA, HIGIÊNIZAÇÃO, DESINFECÇÃO E UTILIZAÇÃO DOS PRODUTOS QUIMICOS HOSPITALARES. Roseli Lopes da Silva CERTIFICADO DE TREINAMENTO Participou do treinamento Ministrado por: Frank Augusto Ministrado pela Superlimp Comercio e Serviços, tendo adquirido e aprimorado seus conhecimentos neste assunto, mediante técnicas avançadas e atualizadas. HIGIENIZAÇÃO HOSPITALAR - CONCEITOS TÉCNICOS DE LIMPEZA, HIGIÊNIZAÇÃO, DESINFECÇÃO E UTILIZAÇÃO DOS PRODUTOS QUIMICOS HOSPITALARES. Silvia Gomes dos Santos CERTIFICADO DE TREINAMENTO Participou do treinamento Ministrado por: Frank Augusto Ministrado pela Superlimp Comercio e Serviços, tendo adquirido e aprimorado seus conhecimentos neste assunto, mediante técnicas avançadas e atualizadas. HIGIENIZAÇÃO HOSPITALAR - CONCEITOS TÉCNICOS DE LIMPEZA, HIGIÊNIZAÇÃO, DESINFECÇÃO E UTILIZAÇÃO DOS PRODUTOS QUIMICOS HOSPITALARES.