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materia nº 5/2026

Tipo Projeto de Lei Ordinária
Número / Ano 5 / 2026
Date 2026-03-03
EmentaDISPÕE SOBRE O SERVIÇO DE INSPEÇÃO MUNICIPAL E OS PROCEDIMENTOS DE INSPEÇÃO SANITÁRIA EM ESTABELECIMENTOS QUE PRODUZAM PRODUTOS DE ORIGEM ANIMAL NO MUNICÍPIO DE JUÍNA-MT E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.
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Autoria

Tramitação (latest 11)

DateStatusTurnoTexto
2026-04-06 Norma Sancionada pelo Executivo Norma sancionada
2026-03-31 Aguardando sanção governamental Aguardado sessao ou veto
2026-03-30 Aguardando assinatura do autógrafo aguardando autografo e oficio de envio ao executivo
2026-03-30 Proposição aprovada U Substitutivo nº 2/2026 ao Projeto de Lei nº 5/2026 aprovado por 10 votos a favor e um voto contrario
2026-03-27 Proposição inclusa na Ordem do Dia U projeto de lei incluso na ordem do dia para discussão e votação única.
2026-03-26 Parecer favorável C. Legislação de Justiça e Redação Final parecer da Comissão de Legislação, Justiça e redação Final favorável a tramitação da matéria
2026-03-26 Parecer favorável Comissão de Direitos Humanos e Saúde parecer da comissão de direitos humanos e saúde tramitação da matéria
2026-03-26 Parecer favorável da Comissão de Finanças e Orçamento parecer da comissão de finanças favorável a tramitação da matéria
2026-03-09 Proposição distribuída às comissões Projeto de lei distribuído ao jurídico e as comissões pertinentes para analise e parecer.
2026-03-06 Proposição apresentada em Plenário proposição inclusa na leitura do expediente.
2026-03-03 Proposição autuada e cumprindo prazo de pauta projeto de lei autuado, aguardando prazo para leitura em plenário

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P O D E R EXECUTIVO
ESTADO DE MATO GROSSO
Travessa Emmanuel, n.º 33N, Centro, Juína-MT - CEP.: 78320-000 - Cx. Postal 01
CNPJ/MF n.º 15.359.201/0001-57 Fone: (66) 3566-8300
Site : www.juina.mt.gov.br E-mail: prefeitura@juina.mt.gov.br
MENSAGEM N.º 008/2026.
EXCELENTÍSSIMO SENHOR PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE 
VEREADORES DE JUÍNA E ILUSTRES PARES:
No momento em que cumprimento Vossas Excelências, submeto à elevada 
apreciação desta Colenda Casa Legislativa, o anexo projeto de lei que dispõe sobre o
serviço de inspeção municipal e os procedimentos de inspeção sanitária em 
estabelecimentos que produzam produtos de origem animal no município de Juína-MT, 
e dá outras providências.
Este projeto, Senhor Presidente, representa um pilar estratégico para o futuro 
econômico e social não apenas de Juína, mas de toda a macrorregião. Ele é o 
resultado de uma aliança visionária e de um esforço técnico coordenado entre o 
Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental 
(CIDESA) Vale do Juruena, a Prefeitura Municipal de Juína, o Ministério da Agricultura, 
Pecuária e Abastecimento (MAPA), a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar 
(SEAF) e a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM). Juntas, estas 
instituições se dedicaram a um objetivo comum: a implantação do CONSIM (Sistema 
de Inspeção Regionalizado), um marco para o desenvolvimento sustentável de nossa 
região.
A adesão ao CONSIM representa um salto qualitativo para nossa economia. O 
principal objetivo é romper as barreiras burocráticas que hoje limitam nossos 
produtores ao mercado local, permitindo que os produtos de origem animal 
inspecionados em Juína possam ser comercializados livremente em todos os 
municípios que integram o consórcio. Esta expansão de mercado é o motor para a 
agregação de valor à nossa produção primária, a formalização de agroindústrias 
familiares e de pequeno porte, e a atração de novos investimentos. 
Consequentemente, projeta-se um impacto direto e positivo na geração de 
emprego e renda, fortalecendo toda a cadeia produtiva e promovendo uma melhora 
substancial e duradoura na qualidade de vida de nossa população.
Além do inegável benefício econômico, a modernização do Serviço de Inspeção 
Municipal é uma questão de saúde pública e segurança alimentar. A nova legislação 
alinha nossos procedimentos às mais rigorosas e atuais normas sanitárias, garantindo 
ao consumidor final um produto de qualidade comprovada e seguro para o consumo. 
Isso fortalece a confiança no produto local e protege nossa comunidade contra os
riscos associados a doenças veiculadas por alimentos (DVA).
Para que este avanço se concretize, a uniformização da legislação é uma 
condição imprescindível. A eficácia do sistema regionalizado depende da 
harmonização das regras entre todos os municípios consorciados. Por esta razão, o 
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presente projeto de lei, meticulosamente elaborado em conformidade com as diretrizes 
do MAPA, propõe uma modernização fundamental para inserir Juína em um novo 
patamar de competitividade e cooperação regional.
Por fim, existindo interesse público no bojo do presente projeto, que 
atende as necessidades do Município e estando em conformidade com a 
legislação vigente, SOLICITO que seja realizada sua apreciação e, 
consequente, aprovação.
Por fim, reafirmo a Vossa Excelência expressões de mais alta estima, apreço e 
consideração.
Juína-MT, 24 de fevereiro de 2026.
PAULO AUGUSTO VERONESE
Prefeito Municipal
Excelentíssimo Senhor;
AELCIO MOREIRA DE OLIVEIRA;
MD. Presidente;
Câmara Municipal de Vereadores;
Juína-MT - Mato Grosso.
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PROJETO DE LEI N.º _______/2026.
DISPÕE SOBRE O SERVIÇO DE INSPEÇÃO MUNICIPAL 
E OS PROCEDIMENTOS DE INSPEÇÃO SANITÁRIA EM 
ESTABELECIMENTOS QUE PRODUZAM PRODUTOS DE 
ORIGEM ANIMAL NO MUNICÍPIO DE JUÍNA-MT E DÁ 
OUTRAS PROVIDÊNCIAS.
O PREFEITO MUNICIPAL DE JUÍNA-MT, Faço saber que, a Câmara Municipal 
decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º. Esta Lei fixa normas de inspeção e de fiscalização sanitária, no Município 
de Juína, para a industrialização, o beneficiamento e a comercialização de produtos de 
origem animal, Serviço de Inspeção Municipal – S.I.M., e dá outras providências.
Parágrafo único. Ficam ressalvadas as competências, na inspeção e fiscalização 
de que trata esta Lei, da União quando a produção industrial for destinada ao comércio 
interestadual ou internacional, e do estado quando a produção industrial for destinada 
ao comércio intermunicipal, salvo quando o Serviço de Inspeção Municipal estiver 
reconhecido como equivalente ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de 
Origem Animal – SISBI-POA.
Art. 2º. Serão o objeto de inspeção previsto nesta lei:
I. os animais destinados ao abate, seus produtos, seus subprodutos e 
matérias-primas;
II. os pescados e seus derivados;
III. o leite e seus derivados;
IV. os ovos e seus derivados;
V. o mel de abelha, a cera e seus derivados.
Parágrafo único: O Serviço de Inspeção respeitará as especificidades dos 
diferentes tipos de produtos e das diferentes escalas de produção, incluindo a 
agroindústria rural de pequeno porte de produtos de origem animal o qual será 
legalizado em norma específica.
Art. 3º. A Inspeção sanitária se dará:
I- Nas propriedades rurais fornecedoras de matérias-primas destinadas à 
manipulação ou ao processamento de produtos de origem animal;
II- Nos estabelecimentos que recebem as diferentes espécies de animais 
previstas na legislação para abate ou industrialização;
III-Nos estabelecimentos que recebem o pescado e seus derivados para 
manipulação, distribuição ou industrialização;
IV- Nos estabelecimentos que produzam e recebam ovos e seus 
derivados para distribuição ou industrialização;
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V- Nos estabelecimentos que recebem o leite e seus derivados para 
beneficiamento ou industrialização;
VI- Nos estabelecimentos que extraiam ou recebem produtos de 
abelhas e seus derivados para beneficiamento ou industrialização;
VII- Nos estabelecimentos que recebem, manipulem, armazenem, 
conservem, acondicionem ou expeçam matérias primas e produtos de 
origem animal comestíveis e não comestíveis, procedentes de 
estabelecimentos registrados ou relacionados;
Art. 4°. Cabe à Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Meio Ambiente, 
através do Serviço de Inspeção Municipal, dar cumprimento às normas estabelecidas 
e impor as penalidades previstas na presente Lei.
Art. 5°. Cabe ao serviço de inspeção municipal de produtos de origem animal:
I – Regulamentar e normatizar:
a) A implantação, construção, reforma e o aparelhamento dos 
estabelecimentos, destinados à obtenção de matéria-prima, industrialização e 
beneficiamento de produtos de origem animal;
b) O transporte de produtos de origem animal “in natura”, 
industrializados ou beneficiados;
c) A embalagem e a rotulagem dos produtos de origem animal;
II – Executar a inspeção e fiscalização de produtos de origem animal;
III – Promover o registro dos estabelecimentos referidos na alínea “a”, inciso “I”, 
deste artigo e da embalagem e rotulagem de produtos de origem animal;
IV – Fiscalizar o cumprimento das normas e regulamentos decorrentes desta Lei;
V – Regulamentar a higiene geral dos estabelecimentos registrados;
VI – Regulamentar o funcionamento do estabelecimento.
Art. 6º. A inspeção e a fiscalização higiênico-sanitária previstas nesta Lei serão 
realizadas pelo Serviço de Inspeção Municipal – SIM, em caráter permanente ou 
periódico, conforme a natureza da atividade desenvolvida, observadas as disposições 
em legislação federal.
§1º Inspeção permanente é aquela realizada com a presença contínua do serviço 
oficial de inspeção durante todas as etapas do abate de animais, abrangendo 
obrigatoriamente a inspeção ante mortem e post mortem e o acompanhamento das 
etapas críticas do processo produtivo.
§2º Estão sujeitos à inspeção permanente os estabelecimentos que realizem o 
abate de animais destinados ao consumo humano, diferentes espécies de açougue, de 
caça, de anfíbios e répteis, desde que as espécies sejam permitidas pela legislação 
sanitária e ambiental vigente e devidamente autorizadas pelos órgãos competentes.
§3º Inspeção periódica é aquela realizada em intervalos previamente 
estabelecidos, definidos com base no risco sanitário, no tipo de produto, no volume de 
produção, no histórico de conformidade do estabelecimento e na capacidade 
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operacional do Serviço de Inspeção Municipal e, terão inspeção municipal periódica:
I – as fábricas de produtos cárneos;
II – os estabelecimentos onde são preparados produtos gordurosos;
III – os estabelecimentos que recebem e beneficiam leite destinado, no todo ou 
em parte, ao consumo público;
IV – os estabelecimentos que recebem, armazenam e distribuem o pescado e 
seus derivados;
V – os estabelecimentos que recebem e distribuem ovos e seus derivados;
VI – os estabelecimentos que recebem, manipulam e distribuem o mel, a cera 
de abelhas e seus derivados;
VII – as charqueadas;
VIII – os estabelecimentos que recebem carnes “in natura” provenientes de 
estabelecimentos registrados ou relacionados em serviços de inspeção 
equivalentes.
§4º. As ações de inspeção e fiscalização deverão manter equivalência técnica e 
procedimental de modo a assegurar o atendimento das exigências do Sistema 
Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal – SISBI-POA.
Art. 7º. A execução das atividades de inspeção e fiscalização de produtos de 
origem animal previstas nesta Lei será disciplinada por normas complementares que 
estabelecerá os requisitos técnicos e operacionais necessários à sua plena aplicação.
§ 1º. O regulamento disporá, no mínimo, sobre:
I – a classificação e o registro dos estabelecimentos sujeitos à inspeção e 
fiscalização;
II – as condições higiênico-sanitárias, estruturais e tecnológicas exigidas para 
funcionamento;
III – os procedimentos de inspeção ante mortem e post mortem, bem como as 
rotinas de reinspeção;
IV – os métodos de fiscalização industrial e sanitária;
V – os padrões de identidade, qualidade, rotulagem e transporte dos produtos 
de origem animal;
VI – os critérios de equivalência técnica e procedimental com o Sistema 
Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal – SISBI-POA;
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VII – as competências, responsabilidades e atribuições dos profissionais 
envolvidos nas ações de inspeção e fiscalização;
VIII – os instrumentos de controle, registro e comunicação das atividades 
realizadas pelo Serviço de Inspeção Municipal.
§ 2º. A Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Meio Ambiente poderá 
estabelecer parcerias e cooperações técnicas com outros Municípios, com o Estado de 
Mato Grosso e com a União, bem como participar de consórcio público intermunicipal, 
com vistas a facilitar o desenvolvimento das atividades e a execução conjunta do 
serviço de inspeção sanitária de produtos de origem animal.
Art. 8º. A Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Meio Ambiente, através 
do Serviço de Inspeção Municipal – S.I.M., deverá coibir o abate clandestino de 
animais e a respectiva industrialização dos seus produtos, separadamente ou em 
ações conjuntas, com os agentes e fiscais sanitários da Vigilância Sanitária do 
Município, podendo para tanto, requisitar força policial. 
Parágrafo único: A secretaria Municipal de Saúde, através da Vigilância 
Sanitária, continuará fiscalizando, na área de comercialização, todos os alimentos, 
clandestinos ou não, em consonância com a legislação sanitária em vigor.
Art. 9º. A direção e execução das atividades inerentes ao Serviço de Inspeção 
Municipal – S.I.M., será privativa de médico veterinário regularmente inscrito no 
respectivo conselho, conforme determina a Lei Federal nº 5517, de 23 de outubro de 
1968, regulamentada pelo Decreto nº 64.704, de 17 de junho de 1969.
Parágrafo único. A estrutura organizacional do S.I.M., ficará a cargo do Município 
ou do Consórcio, sendo regulamentado por meio de normas complementares.
Art. 10º. A inspeção abrange os aspectos industriais e higiênico-sanitárias dos 
produtos de origem animal, comestíveis e não comestíveis, sejam ou não adicionados 
produtos vegetais preparados, transformados, depositados.
Art. 11º. Os princípios a serem seguidos na presente Lei são: 
I. Promover a preservação da saúde humana e do meio ambiente e, ao 
mesmo tempo, que não implique obstáculo para a instalação e legalização 
da agroindústria rural;
II.Ter o foco de atuação na qualidade sanitária dos produtos finais; 
III. Promover o processo educativo permanente e continuado para todos os 
atores da cadeia produtiva, estabelecendo a democratização do serviço e 
assegurando a máxima participação de governo, da sociedade civil, de 
agroindústrias, dos consumidores e das comunidades técnica e científica 
nos sistemas de inspeção. 
Parágrafo único. As inspeções sanitárias serão desenvolvidas em sintonia, 
evitando-se superposições, paralelismos e duplicidade de inspeção sanitária entre os 
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órgãos responsáveis pelos serviços. 
Art. 12º. Será criado um sistema único de informações sobre todo o trabalho e 
procedimentos de inspeção sanitária, gerando registros auditáveis.
Art. 13º. Os estabelecimentos industriais de produtos de origem animal somente 
poderão funcionar no município após registro no S.I.M., conforme regulamento e 
demais atos que venham a ser baixados pelo Poder Executivo Municipal.
Art. 14°. A matéria-prima, os animais, os produtos, os subprodutos e os insumos 
deverão seguir padrões de sanidade definidos em regulamentos e portarias 
específicas.
Art. 15°. O Poder Executivo Municipal, diretamente ou por meio de consórcio 
público intermunicipal do qual o Município faça parte, baixará, o regulamento e os atos 
complementares necessários à sua execução, especialmente aqueles relativos à 
inspeção industrial e sanitária dos estabelecimentos referidos nessa lei.
§ 1º A regulamentação de que trata este dispositivo abrangerá:
a) a classificação dos estabelecimentos;
b) as condições e exigências para registro e relacionamento, como também 
para as respectivas transferências de propriedade;
c) a higiene dos estabelecimentos;
d) as obrigações dos proprietários, responsáveis ou seus prepostos;
e) a inspeção ante e post mortem dos animais destinados à matança;
f)a inspeção e reinspeção de todos os produtos, subprodutos e matérias primas 
de origem animal durante as diferentes fases da industrialização e transporte;
g) a fixação dos tipos e padrões e aprovação de fórmulas de produtos de 
origem animal;
h) o registro de rótulos e marcas;
i)as penalidades a serem aplicadas por infrações cometidas;
j)a inspeção e reinspeção de produtos e subprodutos nos portos marítimos e 
fluviais e postos de fronteiras;
k) as análises de laboratórios;
l)o trânsito de produtos e subprodutos e matérias primas de origem animal;
m) quaisquer outros detalhes, que se tornarem necessários para maior 
eficiência dos trabalhos de fiscalização sanitária.
§ 2º Enquanto não for baixada a regulamentação estabelecida neste artigo, 
continua em vigor a existente à data desta lei.
DAS PENALIDADES E MEDIDAS ADMINISTRATIVAS
Art. 16º. - Ao infrator das disposições desta Lei serão aplicadas, isolada ou 
cumulativamente, sem prejuízo das sanções de natureza civil e penal cabíveis, as 
seguintes penalidades e medidas administrativas:
I – Advertência, quando o infrator for primário e não ser verificar circunstância 
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agravante;
II – Multa, no valor de 10 a 1.000 UFM (Unidade Fiscal do Município).
III – Apreensão da matéria-prima, produto, do subproduto e derivados de origem 
animal, quando houver indícios de que não apresentem condições higiênico￾sanitárias adequadas ao fim a que se destinam ou forem adulteradas;
IV – Condenação e inutilização da matéria-prima ou do produto, do subproduto 
ou do derivado de produto de origem animal, quando não apresentem condições 
higiênico-sanitárias adequadas ao fim a que se destinam ou forem adulteradas;
V – Suspensão da atividade que cause risco ou ameaça à saúde, constatação de 
fraude ou no caso de embaraço à ação fiscalizadora;
VI – Interdição total ou parcial do estabelecimento, quando a infração consistir na 
adulteração ou falsificação habitual do produto, ou se verificar, mediante 
inspeção técnica realizada pela autoridade competente, a inexistência de 
condições higiênico-sanitárias adequadas.
§1º O não recolhimento da multa implicará inscrição do débito na dívida ativa, 
sujeitando o infrator à cobrança judicial, nos termos da legislação pertinente.
§2º Para efeito da fixação dos valores das multas que trata o inciso II do art. 16,
levar-se-á em conta a gravidade do fato, os antecedentes do infrator, as 
consequências para a saúde pública e os interesses do consumidor e as 
circunstâncias atenuantes e agravantes, na forma estabelecida em regulamento.
§3º Consideram-se circunstâncias atenuantes, dentre outras:
I – Primariedade;
II – Gravidade da infração;
III – Não embaraço na fiscalização;
IV – Capacidade econômica do infrator;
V – A infração não acarretar vantagem econômica para o infrator, e
VI – A infração não afetar a qualidade do produto;
§4º Consideram-se circunstâncias agravantes:
I – Reincidência do infrator;
II – Embaraço ou obstáculo à ação fiscal;
III – A infração ser cometida para obtenção de lucro;
IV – Agir com dolo ou má-fé;
V – Descaso com a autoridade fiscalizadora, e
VI – A infração causar dano à população ou ao consumidor.
§5º Se a interdição ultrapassar 12 (doze) meses será cancelado o registro do 
estabelecimento ou do produto junto ao órgão de inspeção e fiscalização de produtos 
de origem animal.
§6º Ocorrendo a apreensão mencionada no inciso III do caput deste artigo, o 
proprietário ou responsável pelos produtos será o fiel depositário do produto, cabendo￾lhe a obrigação de zelar pela conservação adequada do material apreendido.
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§7º A cobrança das multas sofrerá redução de 50% (cinquenta por cento) no 
caso em que se tratar de agroindústrias de pequeno porte, conforme definido na 
legislação.
Art. 17º. As despesas decorrentes da apreensão, da interdição e da inutilização 
de produtos e subprodutos agropecuários ou agroindústrias serão custeadas pelo 
proprietário.
Art. 18º. Os produtos apreendidos e perdidos em favor do Município de Juína
que, apesar das adulterações que resultaram em sua apreensão, apresentarem 
condições apropriadas ao consumo humano poderão, à critério do serviço de inspeção 
e Vigilância Sanitária Municipal, ser destinados prioritariamente aos programas de 
segurança alimentar e combate à fome.
Art. 19º. As infrações administrativas às disposições desta Lei e de seu 
regulamento serão apuradas mediante processo administrativo próprio, assegurados o 
contraditório, a ampla defesa, o devido processo legal e a proporcionalidade das 
sanções aplicáveis.
§1º O processo administrativo observará, no mínimo, as seguintes etapas:
I – lavratura do auto de infração ou termo de constatação;
II – notificação do autuado para ciência e apresentação de defesa;
III – fase de instrução e análise técnica;
IV – decisão fundamentada pela autoridade competente;
V – possibilidade de interposição de recurso administrativo, com efeito 
suspensivo, nos termos de regulamento.
§2º O órgão responsável pelo Serviço de Inspeção Municipal – SIM, deverá editar 
normas complementares que regulamentem os prazos, competências, procedimentos 
e gradação das penalidades, garantindo a equivalência procedimental com a 
legislação federal.
Art. 20º. São autoridade competentes para lavrar auto de infração os servidores 
designados para as atividades de inspeção/fiscalização de produtos de origem animal.
§1º O auto de infração conterá os seguintes elementos:
I – O nome e a qualificação do autuado;
II – O local, data e hora da sua lavratura;
III – A descrição do fato;
IV - O dispositivo legal ou regulamentar infringido;
V – O prazo de defesa;
VI – A assinatura e identificação do médico veterinário oficial;
VII – A assinatura do autuado ou em caso de recusa, o fato deve ser consignado 
no próprio auto de infração.
§2º A assinatura e a data apostas no auto de infração por parte do autuado, ao 
receber sua cópia, caracterizam intimação válida para todos os efeitos legais.
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§3º A ciência expressa do auto de infração deve ocorrer pessoalmente, por via 
postal, com aviso de recebimento – AR, por telegrama ou outro meio que assegure a 
certeza da cientificação do interessado.
§4º O auto de infração não poderá conter emendas, rasuras ou omissões, sob 
pena de invalidade.
Art. 21º. No exercício de suas atividades, o Serviço de Inspeção Municipal de 
Produtos de Origem Animal de Juína-MT deverá notificar ao Serviço de Defesa 
Sanitária local, sobre as enfermidades passíveis de aplicação de medidas sanitárias.
Art. 22º. As regras estabelecidas nesta Lei têm por objetivo garantir a proteção da 
saúde da população, a identidade, qualidade e segurança higiênico-sanitária dos 
produtos de origem animal destinados aos consumidores.
Parágrafo único - Os produtores rurais, industriais, distribuidores, cooperativas e 
associações industriais e agroindustriais, e quaisquer outros operadores do 
agronegócio são responsáveis pela garantia da inocuidade e qualidade dos produtos 
de origem animal.
Art. 23º. No prazo de 30 dias o Município Juína-MT regulamentará esta lei, 
ratificando resolução administrativa do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento
Econômico, Social e Ambiental Vale do Juruena – CIDESA VALE DO JURUENA.
Art. 24º. - Os casos omissos ou de dúvidas que surgirem na execução da 
presente Lei, bem como a sua regulamentação, serão resolvidos através de 
resoluções e decretos baixados pelo Poder Executivo Municipal ou pelo órgão por ele 
delegado.
Art. 25º. Revogam-se as disposições em contrário, em especial a Lei nº 1.771, de 
24 de novembro de 2017.
Art. 26º. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
Juína-MT, 24 de fevereiro de 2026.
PAULO AUGUSTO VERONESE
Prefeito Municipal

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