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materia nº 132/2017

Tipo Indicação
Número / Ano 132 / 2017
Date 2017-05-22
EmentaINDICAÇÃO N° 132/2017 DE AUTORIA DO VEREADOR EDUARDO RIBEIRO DA SILVA, ENCAMINHADO EXPEDIENTE AO PREFEITO MUNICIPAL MOSTRANDO A NECESSIDADE DE CONTEMPLAR O PROJETO SOCIAL FRATERNIDADE EM AÇÃO COM UMA AJUDA FINANCEIRA NO VALOR DE R$ 2.000,00 MENSAL PARA FAZER FACE AS DESPESAS COM O PROJETO
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INDICAÇÃO N° 132/2017

AUTOR: EDUARDO RIBEIRO DA SILVA

                      

		Senhor Presidente



		De acordo com o Regimento Interno desta Casa de Leis e depois de ouvido o soberano plenário, solicito a V. Exa., que seja encaminhado expediente ao Prefeito Municipal mostrando a necessidade de contemplar o Projeto Social Fraternidade em ação com uma ajuda financeira no valor de R$ 2.000,00 mensal para fazer face as despesas com o Projeto 



	         J U S T I F I C A T I V A



		O exposto Projeto Fraternidade em Ação, e de suma importância para nosso município, pois atende os menos favorecidos  em situação de vulnerabilidade social, em especial os munícipes do bairro Centro Oeste e demais localidades circunvizinhas no espaço físico da capela Bom Jesus, contemplando uma media de 70 crianças e adolescentes com suas ações fraternas. Primamos assim com referida indicação que o poder executivo faça uma parceria também com essa entidade, tendo a certeza que através dessa tomada de decisão nossos munícipes estarão mais uma vez sendo assegurados de bem-estar  social. Segue em exposto considerações sobre o estimado Projeto em sua integra.



DESCRIÇÃO DA ENTIDADE 

A Associação Irmãs da Mãe Dolorosa da Ordem Terceira de São Francisco é uma Congregação fundada no ano de 1885 em Roma, Itália. O espírito da mesma é direcionado para os mais pobres, os mais necessitados. A congregação está presente no Brasil desde o ano de 1964, no estado de Goiás e em 1983, ano do centenário, sentindo-se chamada a dar uma resposta ao apelo de Cristo pensou por bem de ir a servir as aldeias Indígenas Xavantes do Estado de Mato Grosso e acabaram parando em Nova Xavantina.

As primeiras irmãs começaram um trabalho de assistência aos índios xavantes, mas no ano de 1985 nasceu a necessidade, a pedido da Comunidade Social e Eclesial, de se abrir uma escola católica.

Assim o Núcleo Comunitário Dom Bosco – Esc. Billy Gancho, iniciou suas atividades em 19 de março de 1986. É uma instituição sem fins lucrativos, mantida pela Associação Irmãs da Mãe Dolorosa da Ordem Terceira de São Francisco. Ministra a Educação Infantil, o Ensino Fundamental e Ensino Médio.

A escola iniciou suas atividades com alunos da Educação Infantil, numa capela desativada, no setor Nova Brasília e a mesma surgiu por solicitação da comunidade, haja visto a carência de escolas na época de sua criação.

Em 2005, a Associação sente-se engajada em sua missão evangelizadora e abraça a causa dos povos excluídos com ênfase na infância e adolescência através do Projeto Fraternidade em Ação, que ocorre semanalmente com atividades integradoras como: esporte, artesanato, dinâmicas e orientação educacional. Atinge crianças e adolescentes de várias etnias e classes sociais.

No final de 2012, houve solicitação da Paróquia São Sebastiãopara que o Projeto Fraternidade em Ação, se desenvolvesse  junto ao espaço da Capela Bom Jesus no Bairro Centro-Oeste, local em que há necessidade de atendimento à um grande número de crianças provindas de famílias de baixa renda que demandam assistência social.

Desta forma, o Projeto Fraternidade em Ação, desenvolvido desde 2005 nas dependências da Escola Billy Gancho, passa em 2013 a ser desenvolvido nas dependências da Capela Bom Jesus, da Paróquia São Sebastião, continuando sua trajetória de assistir crianças, adolescentes e adultos residentes na zona urbana do município de Nova Xavantina. 



APRESENTAÇÃO SINTÉTICA DO PROJETO

O projeto Fraternidade em ação propõe-se:

Na primeira etapa: identificar crianças, adolescentes e jovens provindos de famílias de baixa renda em situação de risco e, principalmente exclusão social, proporcionando-lhes um espaço de acolhimento, ações recreativas e esportivas, orientação e encaminhamento para tirá-los do mundo da marginalidade através de encontros semanais no projeto.

Na segunda etapa: o projeto prevê formação de agentes de formação para cidadania, para isso far-se-ão oficinas, palestras panfletagens e seminários para expansão dos conhecimentos a nível local e regional.

Na terceira etapa: horta comunitária e arborização para incentivar o cultivo nas famílias e preservação do meio ambiente na sede da Capela Bom Jesus, local dos encontros semanais.





           JUSTIFICATIVA

Considerando a diversidade cultural presente nos bairros de uma população provinda de diferentes regiões do país, resultante do êxodo rural e indígena desaldeados, tornam-se vítimas da baixa escolaridade, de problemas econômicos e sociais, de desemprego, de saúde e de marginalidade de toda espécie.

Diante deste quadro a Associação Irmãs da Mãe Dolorosa da Ordem Terceira de São Francisco, propõe possíveis saídas para esta população com o projeto Fraternidade em Ação para amenização das problemáticas através da reflexão teórica e prática da solidariedade e da capacitação cidadã.

Para efetivação desta proposta é necessário a mobilização direcionada para diferentes setores da sociedade, envolvendo famílias, jovens e crianças em ações de auto-gestão e gestão compartilhada capaz de resgatar valores e direitos sociais que contribuem para a melhoria da qualidade de vida.



OBJETIVOS GERAL: 

Contribuir para formação da cidadania, onde os valores, tais como: respeito pela diferença, inclusão, solidariedade, tolerância,  capacidade de saber ganhar e perder com honestidade e gratidão sejam o eixo das relações sociais e fraternas. 



Específicos: 

Em curto prazo:

-Realizar encontros semanais para integração no espaço do projeto;

-Identificar as temáticas de interesse e necessidades através de visitas domiciliares, conversas informais e observações diretas no bairro.



Em longo prazo:

-Realizar oficinas-piloto sobre: horticultura básica, ervas medicinais, pintura em tecido produção de artesanato com material reciclado, plantio de mudas, teatro e dança.

-Promover palestras sobre: saúde, prevenção de doenças, educação dos filhos, horticultura, cuidado com a água, drogas, gravidez na adolescência, puericultura e higiene bucal.









ATIVIDADES

∙Atividades – Em curto prazo:



No decorrer do projeto serão desenvolvidas as seguintes atividades:

-Encontros semanais oferendo lanche;

-brincadeiras, jogos, músicas com as crianças, adolescentes e jovens;

- curso de pintura e crochê para as mães e adolescentes; 

-participação de grupos de mães e voluntários nas atividades;

-mobilização nas escolas com relação ao projeto;

-identificação e fichamento;

-dinâmicas de grupo, filmes;

-visitas domiciliares nos bairros;

-organização do espaço, limpeza dos utensílios domésticos, pisos,banheiros e pátio;

-bazares;

-conscientização da população para o cuidado com a preservação do ambiente em suas casa  do espaço utilizado por eles aos sábados;

-festas de integração cultural.



∙Atividades – Em longo prazo:



-palestras, oficinas e horta comunitária cercada na área da Capela Bom Jesus;

-arborização do espaço, produção artesanal e exposições;

DESCRIÇÃO DAS PESSOAS E GRUPOS A SEREM BENEFICIADOS

O projeto Fraternidade em Ação abre suas portas em 2013, para nova abrangência comunitária junto ao bairro Centro-Oeste, no espaço da capela Bom Jesus.

Participam do projeto crianças, adolescentes jovens, mães e pais das mais diferentes etnias, onde percebe-se a presença numerosa de grupos indígenas xavantes que buscam na cidade melhores condições de vida.

Trata-se de uma clientela de classe média baixa, que atinge a todas as idades num total de 100 pessoas atendidas semanalmente direta ou indiretamente. Destes, a maioria são crianças, adolescentes, jovens e adultos que acompanham seus filhos nos encontros.



RESULTADOS

O processo de inclusão social de todos os envolvidos no projeto só irá ocorrer de um lado se a sociedade se preparar e se adequar para propiciar as oportunidades em todos os aspectos, de outro, acredita-se que a equipe deve organizar-se e manter-se firme em suas proposições educativas.

Para isso, consideramos urgente a necessidade de nos despojarmos das amarras do sistema de ensino e da fechada instituição escolar, para conhecermos outro mundo, composto de outra realidade, enfim, viver, conviver e experiências as riquezas que há na diversidade.

Esperamos encontrar um universo de possibilidades, atitudes e diversidade de experiências. Mergulhar na diversidade é olhar com um terceiro olho para as diferenças, para o estranho, para o outro, para aqueles cuja sociedade chama de anormal ou de “coitadinho” do diferente ou desprezado, enfim aquele digno de pena.

É nesse contexto que concebemos ser a convivência em práticas lúdicas, técnico científico e ambientais contribuintes para reduzir barreiras, principalmente quando observamos o quanto estas podem atuar no sentido de propiciar uma boa qualidade de vida das pessoas deste bairro.



METODOLOGIA

A metodologia utilizada será a observação participante e o registro em fichas próprias priorizando um olhar qualitativo na busca de uma compreensão, da realidade sem critérios de verdade ou falsidade diante das proposições dos sujeitos envolvidos, a verdade aqui considerada é a verdade do ser, é o fazer manifesto. A realidade ocorre através da relação existente entre o compreendido e o comunicado, assim sendo ela é perceptível. O respeito com a subjetividade é o que nos torna humanos.

As vivências e práticas corporais e lúdicas serão adaptadas, bem como, realizar pesquisa de campo sobre a prática social da convivência entre os participantes.

A inserção do Projeto se dará de modo cuidadoso e dialogado com a comunidade envolvida centrando-nos na proposição Freireana. O convívio é aberto, as pessoas se colocam abertamente e o conhecimento é mais autêntico.

Por meio do convívio é possível identificar as diferenças que aparecem nas percepções de tempo e de espaço, nas percepções de mundo e dos modos de nele viver, conviver, construir e reconstruir. Conviver se aprende convivendo e para essa convivência há algumas moedas: simpatia, confiança, humildade, sensibilidade, respeito, flexibilidade em relação aos tempos (Oliveira e Stotz, 2004).

De acordo com Freire, (1987) “o que fazer não pode ocorrer sem a reflexão do seu e dos outros, se o seu compromisso é a libertação” (p 127). É nesse prisma que a dialogicidade configura-se como importante instrumento pelo qual nos comunicamos, criando, recriando, construindo, reconstruindo e trocando experiências, tomando parte de sua vida, sendo por eles inseridos admitidos no grupo.

Em toda ação serão realizadas observações buscando aperfeiçoar o nosso olhar junto aos participantes.

Como instrumento de registro utilizar-se-á a ficha cumulativa que será utilizada sistematicamente, descrevendo, refletindo sobre atitudes, gestos, palavras e, conversas observadas.



MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO

O projeto terá o acompanhamento das Irmãs Franciscanas e equipe de voluntários, através dos acompanhamentos das atividades, coordenação, controle, intervenções e avaliação sistemática. A avaliação terá caráter participativo prevalecendo instrumentos que privilegiem aspectos quantitativos e qualitativos em todas as etapas do projeto, onde o respeito mútuo entre todos se torna fator principal de convivência

CONTINUIDADE



O processo de inclusão social e formação de agentes comunitários para juventude a nosso ver só irá ocorrer se houver persistência da equipe que coordena o projeto, interesse dos seus participantes e se a sociedade se preparar e se adequar para propiciar novas oportunidades em todos os aspectos.

Prevê-se: horta comunitária e arborização do espaço.



Proposta de DEVOLUÇÃO SOLIDÁRIA

A experiência proporcionará a formação de agentes comunitários que atuarão de forma voluntária no bairro em que vivem, realizando encontros com jovens, atividades esportivas, campanhas em prol do meio ambiente, produções artesanais, hortas domiciliares, arborização do seu bairro e cercado do espaço pertencente á Paróquia São Sebastião.

Associação Irmãs da Mãe Dolorosa da Ordem Terceira de São Francisco 

Ir. Arminda de Paula Camargo





Sala das Sessões da Câmara Municipal

		Palácio Adiel Antonio Ribeiro

		Nova Xavantina-MT, 22 de Maio de 2017.





		Eduardo Ribeiro da Silva

		Vereador – DEM







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