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mJl CÂMARA MUNICIPAL DE
PRIMAVERA DO LES
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PROTOCOLO N*
2388/2025
4 d* agosto ds 2026 10:22:30
PROJETO DE LEI N° ■ DE 2025
AUTOR DO PROJETO DE LEI: MARCONDES MARTIGNAGO
Ementa: Denomina o prédio da
sede da Prefeitura Municipal de
Primavera do Leste - MT com o
nome de ‘Prefeito Darnes Egydio
Cerutti’ e dá outras providências.
A CÂMARA MUNICIPAL DE PRIMAVERA DO LESTE, ESTADO DE MATO
GROSSO, APROVOU, E EU PREFEITO MUNICIPAL, SANCIONO A SEGUINTE
LEI:
Art. 1° - Fica denominada "Palácio Darnes Egydio Cerutti" a edificação onde se
encontra instalada a sede da Prefeitura Municipal de Primavera do Leste, situada na
Rua Maringá, n° 444, Centro, Primavera do Leste - MT.
Art. 2° - A nova denominação de que trata esta Lei deverá constar em todas as
identificações externas e internas do referido prédio, bem como ser adotada em
documentos oficiais, canais institucionais, materiais publicitários e quaisquer outras
formas de referência à sede do Poder Executivo Municipal.
Art. 3° - Fica o Poder Executivo autorizado a promover as alterações necessárias à
identificação da edificação, inclusive a confecção e instalação de placas indicativas
com a nova nomenclatura.
Art. 4° - As despesas decorrentes da execução desta Lei correrão por conta de
dotações orçamentárias próprias, suplementadas, se necessário.
Art. 5° - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as
disposições em contrário.
Câmara Municipal, Primavera do Leste - MT, 28 de julho de 2025.
C-jmára Municipal Pva do L^te-MT
FL.nS Rub
CÂMARA MUNICIPAL DE
PRIMAVERA DO LESTE
MARCONDES MARTIGNAGO
AUTOR DO PROJETO
Vereador - PSDB
LUCAS T
ERALDO FORTES
Vereador - PSB
1\
GISLAINE V^JyiASWITA
Vereadora - PL
'^RBERT VIANNA ^Vereador-UNIÃO
IRMÃO ROGÉRIO
Vereador - UNIÃO
Av. Primavera, 300. Bairro Primavera II. CEP 78850-000
Primavera do Leste - MT | Tel.: (66) 3498-3590 • (66) 3498-1734
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Página 2
Cain^M (Vlunicipdl Pva do tíSíe-IVlT
FLnS Rub
CO^ CÂMARA MUNICIPAL DE
PRIMAVERA m LESTE
KARLA DA S^UDE
Vereadora - MDB
MARCO AU ÍO SALES FERR
Vereador - PI
E MORAES
MARIA DO SUPERCOMPRAS
Vereadora - MDB
MARIANA CARVALHO
Vereadora - PL
RAFAEL ABREU FILHO DO GRILO
Vereador - UNIÃO
RTER ANDERSON SILVA
Vereador - Republicanos
Av. Primavera, 300. Bairro Primavera II. CEP 78850-000
Primavera do Leste MT I Tel.: (66) 3498-3590 • (66) 3498-1734
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Páqina 3
Câmara Municipal Pva do le^te-MT
Fl.n? Rub (PO^/ CÂMARA MUNICIPAL DE
PRIMAVERA DO LESTE
SÉRGIO CROCODILO
Vereador-UNIÃO
MOESCP
Vereador - MDB
VALDECI FEINO DA SILVA
Vereador - MDB
Av. Primavera, 300. Bairro Primavera II. CEP 78850-000
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C.imara Muniíipa Pwdo l^-MT
fL.n? iRub
095 CÂMARA MUNICtPAL DE
PRIMAVERA DO LESTE
JUSTIFICATIVA
0 presente Projeto de Lei visa homenagear a memória e o legado do
Senhor Darnes Egydio Cerutti, pioneiro e primeiro prefeito do Município de
Primavera do Leste, cuja trajetória pessoal e pública foi fundamental para a história
da nossa cidade.
Gaúcho de origem, Darnes chegou à região ainda na década de 1970,
dedicando-se à produção agrícola, ao empreendedorismo no ramo de combustíveis
— fundando em 1975 o tradicional Posto Barril — e à comunicação. Sua liderança se
destacou ao presidir a Comissão Pró-Emancipação, mobilizando a população local e
liderando os esforços que culminaram na realização do plebiscito de 1986, que
resultou na emancipação política do então distrito.
Com a emancipação, Darnes disputou e venceu as eleições
suplementares, assumindo o cargo de Prefeito Municipal entre os anos de 1987 e
1988, sendo responsável pela implantação da estrutura administrativa do novo
município. Seu mandato foi marcado pela proximidade com a população,
sensibilidade humana e visão empreendedora.
Além de administrador público exemplar, Darnes foi reconhecido como pai
de família, amigo leal e cidadão comprometido com o bem comum. Seu legado é
reconhecido pelas atuais lideranças políticas, como o atual prefeito Sérgio
Machnic, que foi seu cliente e amigo, e ressalta sua atuação como peça
fundamental para que Primavera do Leste se tornasse a cidade pujante que é hoje.
A denominação do prédio da sede da Prefeitura Municipal como "Prefeito
Darnes Egydio Cerutti" é um ato de reconhecimento público e simbólico que
perpetua sua memória no espaço institucional da cidade que ajudou a fundar e
administrar com
Av. Primavera, 300. Bairro Primavera II. CEP 78850-000
Primavera do Leste - MT | Tel.: (66) 3498-3590 • (66) 3498-1734
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Camara Munitipal Pva do Le^e-MT
FL, n5 Rub ooí CÂMARA MUNICIPAL DE
PRIMAVERA DO LESTE
dedicação.
Por essas razões, solicitamos o apoio dos nobres vereadores para a
aprovação deste Projeto de Lei.
Câmara Municipal, Primavera do Leste - MT, 01 Agosto de 2025.
MARCONDES MARTIGNAGO
Autor cio Projeto de Lei
Vereador - PSDB
Av. Primavera, 300. Bairro Primavera II. CEP 78850-000
Primavera cio Leste - MT | Tel.: (66) 3498-3590 • (66) 3498-1734
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Câmara Municipa Pvá do Usftí-MT
fL. n? Rub
DARNES CERUTTI
Sou natural de Frederico Westphalen Rio Grande do sul. Nasci dia 12 de
setembro de 1936.
Eu cheguei a Primavera do Leste em 1973, a principio, sozinho e minha família
veio em 1985. A família de minha mulher tinha uma fazenda na Chapada dos
Guimarães, e o senhor Lebrinha, dono da Água Lebrinha, tinha interesse em comprar
essa terra, porém, eu não queria vender, desejava conhecer aqui, mas, era uma escritura
conjunta entre três e os outros dois já tinham vendido por uma mixaria, 12 mil reais. E
esse Lebrinha fez várias viagens de Porto Alegre aqui para comprar essa terra, até que
um dia eu falei para ele: ' olha, eu vendo a terra, mas não pelo preço que você comprou
dos outros, eu quero 100 mil reais, ele fez um cheque na hora de parte do pagamento e
disse que o restante pagaria quando transferisse a escritura, ai então foi vendido a terra.
Durante este processo de negociação ele contou muitas coisas sobre Mato
Grosso, tinha feito várias viagens, tem até uma historia em que meu irmão trouxe o que
nós pagávamos de INSS, ele pegou essa folha e falou para mim - lá não tem isso aqui
Dames, lá no Mato Grosso não tem esse negócio de pagar INSS. Um dia depois dessa
conversa chegou um senhor na minha empresa de transporte de carga, lá em Porto
Alegre, perguntando se tinha alguma carga para o Mato Grosso. O rapaz que o atendeu
respondeu que não, mas, eu o chamei para o escritório e perguntei o que ele queria com
Mato Grosso, no que ele respondeu que tinha uma área de terras e queria ir para lá, tinha
um caminhão e aproveitaria para levar alguma carga e diminuir a despesa.
Fui a uma garagem de automóveis, comprei um carro e
mandei meu irmão com
ele para ver se era verdade o que diziam disso aqui. Meu irmão tez a viagem e voltou
bem entusiasmado, a partir daí foi o começo de nossa vinda para o Mato Grosso.
CiiiTtdíd Municipal Pva do Lgye-IVIT
Rub FL. n? €OS
O nome deste senhor era Ambrósio e a fazenda dele era atrás da Fazenda Passo
Fundo. Antes de eu vir para cá, mandei um caminhão da minha empresa que trouxe
várias coisas, inclusive um jipe, para começarmos a sede da fazenda
Quando cheguei aqui tinha ocorrido uma enchente muito grande no Rio das
Mortes, invadiu tudo, como eu estava de carro pequeno não dava para eu ir até a
fazenda, então mandei um recado para que ele viesse me buscar de Jipe. O tempo para o
recado ir e o jipe vir levou dez dias, e, durante este tempo eu fiquei rodando aqui, andei
por toda essa Primavera, desisti de ir lá em baixo e fomos procurar o cartório da Elza
em Poxoréu para descobrir o nome dos proprietários dessas áreas aqui Foi fácil
localizar, pois, no escritório da Elza trabalhava um rapaz muito desenvolvido, passou os
nomes para nós e, com esses nomes voltamos para o sul. A área que mais nos interessou
foi da fazenda Várzea Grande. Procuramos o proprietário da área, mas, ele já tinha
vendido para o Antonio Russi, de Curitiba. Encontramos ele com facilidade, pois era
deputado, uma pessoa influente. Ele nos disse que havia vendido a área em Cuiabá, mas
a compradora não havia cumprido com o pagamento e ele estava indo até lá para
resolver a situação. Pediu 50 mil de sinal pelo negócio e disse que, se a compradora
tivesse interesse em acertar o restante que faltava, ele me devolveria o dinheiro.
Quando chegou a Cuiabá me telefonou dizendo que a mulher tinha depositado o
dinheiro e que o nosso negócio tinha ido água a baixo.
Nós estávamos comprando esta área em grupo, parte deste pessoal estava aqui
no Mato Grosso para ver uma área na Vila União e eu fiquei em Porto Alegre. Recebi
uma ligação do Antônio Russi que ainda estava em Cuiabá dizendo que a mulher havia
depositado um cheque e que havia dado problema, que, se eu quisesse a área de terras
era minha, mas teria que decidir logo porque já tinha outro comprador interessado. Pedi
um pouco de tempo para entrar em contato com as outras pessoas. Consegui localizar o
Camara Municipal Pva do^te-MT
FL.n? Rub
^ ^ €0^1
ítalo Borguetti, que estava na minha empresa em São Paulo, perguntei a ele quanto de
dinheiro teria e ele me disse que possuía 100 mi! reais, como eu tinha o restante para
completar o valor da entrada, liguei para o Russi e disse para nos encontrarmos em
Curitiba, que eu estava indo para lá também, foi onde concretizamos o negócio.
Nós tivemos muita sorte de chegar a Poxoréu e encontrar um paulista, o nome
dele era Eli, uma pessoa que deu muito apoio para nós. Na mesa dele tinha um estudo
feito por japoneses dizendo que o Mato Grosso seria o celeiro do mundo. Aqui não
tinha engenheiro agrônomo ainda, mas, nós localizamos um em Dom Aquino e senhor
Eli foi com nós até lá. O agrônomo não nos deu muitas esperanças, disse que aqui não
dava arroz, não produzia nada, mas, mesmo assim fez um projeto para nós. E, para
surpresa de todos, plantamos arroz e a produção foi muito boa. Tem uma coisa que
desejo contar, eu trabalhava com transportadora, o Borguetti com caminhão, o Onoffe
Dal Piva tinha loja de automóveis, nenhum de nós era da agricultura, então nós tivemos
muitas dificuldades por causa disso.
O começo foi difícil, qualquer coisa que precisasse tinha que vir de
Rondonópolis, pois de Poxoréu não tínhamos apoio nenhum. Daqui a Rondonópolis era
tudo chão, saia de madrugada e voltava de noite e, no Coité tinha um atoleiro de areia
que para passar era um pesadelo.
Mesmo morando aqui continuei com minha empresa no sul, fícava um pouco
aqui e voltava para cuidar dos meus interesses lá. Naquela época tinha um vôo de
Campo Grande a Foz do Iguaçu - Porto Alegre era muito rápido, nós íamos de carro a
Campo Grande e ficava fácil ir a Porto Alegre.
Minha esposa, Terezinha, nunca fez uma queixa, pelo contrário, veio para cá,
trabalhamos juntos. Ela estava se preparando para fazer o vestibular da PUC, deixou
tudo e me acompanhou, não tínhamos filhos nessa época.
Camara Municipal Pna do Ijste-MT
fL. n5 Rub
^ V- , (QJO
7
Em Cuiabá não tinha nenhuma empresa de petróleo, apenas um moço que
atendia pela Esso. Eu vi a necessidade de colocar um posto aqui na cidade, fui a Campo
Grande para fazer contatos. Lá conheci o senhor Lima, comentei que desejava instalar
um posto na BR - 070. Ele ficou surpreso, mas eu pedi que ligasse em Porto Alegre e
pedisse referências minhas, pois, eu fazia muito transporte para Shell, depois de
algumas ligações ele concordou em colocarmos o posto aqui. Fizemos a documentação
no final do ano de 1975, logo iniciou a época da chuva e não conseguíamos enterrar os
tanques, começaram a trabalhar mesmo a partir de março porque a chuva era muita, aqui
não tinha mão de obra então trouxemos o pessoal de Poxoréo para trabalhar. O posto foi
o começo, o marco do início da cidade.
Terezinha conta que o Castelli construiu um hotel, que agora é o Hotel
Primavera. O Antônio Ravanello construiu um supermercado e uma churrascaria, era
tudo o que tinha. Precisava de uma escola, então ele foi a Poxoréo e falou com o
Lidenberg que disse ser necessário um determinado número de alunos para construir a
escola e não tínhamos, nós, como bons brasileiros, arrumamos fantasmas', ele então
conseguiu uma professora, mas, para que aceitasse vir trabalhar aqui tivemos que
empregar o marido dela.
O Castelli construiu duas salas que servia de igreja, missa era uma vez por mês,
vinha um padre de Poxoréu, era tudo em tomo disso. Depois começaram surgir as casas,
a não ser a Vila da Palha, ali na decida, que já tinha algumas casinhas, em seguida o
Castelli construiu a casa dele e o armazém.
O Tabata vinha para cá, ficava primeiro na pensão, depois ele passou ali para o
hotel do Antonio, ele comprava arroz.
asirr
Camara Municipal Pva do te-MT
fL.n? Rub
càl
Dames diz que as pessoas vinham para cá por curiosidade, chegavam aqui, se
encantavam com o lugar.
Quando eu vim para cá, fui visitar o Lebrinha em Cuiabá, dizer para ele que eu
estava morando aqui. Chegando ao hotel em Cuiabá encontrei com o Onofre Dal Piva e
o Pedro Locatelli, para eles foi uma surpresa e para nós também, porque eu morava em
Porto Alegre e eles em Frederico Westphalen, contei que havia comprado terras aqui e
eles disseram que já tinham andado por todo esse Mato Grosso procurando terras para
comprar, então eu falei para eles que não conheço nada do Mato Grosso, mas que a
região onde estava era um lugar muito bonito, eles vieram conhecer, gostaram e ficaram
por aqui.
Terezinha conta que, quando esteve pela primeira vez Rondonópolis estavam
começando a calçar a primeira rua, aquela dos bancos, foi o primeiro calçamento. Em
Poxoréu só tinha o automóvel do médico, para vocês terem uma idéia, não tinha nada.
foi uma aventura.
O Edgar Cosentino começou e lotear essa área, inclusive, funcionário nosso
vendia terreno, ficava com um mapa do loteamento, pois o posto era o ponto de
referencia na cidade.
Darnes conta que o loteamento começou em 1979, quem vendeu muito terreno
para ele foi o Ciro Ravanello, porque eles cuidavam a churrascaria e tinham mais
contato com as pessoas.
Nós fizemos uma reunião na minha empresa onde era o TRR, fui eleito
presidente da Comissão para Emancipação e começamos a trabalhar. Primavera e
Sorriso se emanciparam depois de cumprir com uma série de itens necessários na época
e depois de três dias terminou a lei que continha estas exigências e vários municípios
foram emancipados. Nós precisamos até trazer o IBGE para fazer os trâmites legais.
CdiTiara Municipal Pxa do Li Íe-MT
Rub
* I» «
0 ^
sendo que a despesa foi paga pelo Doutor Samir. Estávamos trabalhando com os
deputados em Cuiabá para conseguir a emancipação e surgiu a questão do nome a ser
dado ao município. Surgiram vários nomes, entre eles, Nova Primavera, Primavera não
sei do que, e eu falava que nós não quebramos ainda para botar 'nova', pois, quando o
cara quebra que ele bota nova, ai chegamos ao nome de Primavera do Leste, mas foi
tudo em comum acordo
Feito esse processo ai veio o governador e sancionou a Lei. Sancionada a Lei
nós tínhamos que fazer a nossa primeira eleição
Eu nao tinha intenção nenhuma de ser prefeito, mas ai nós viajamos pra
Guaraparí e quando eu cheguei de viagem a casa encheu de gente, me pressionaram
para concorrer e já tinha outro candidato, na época eram 3.370 eleitores. Eu pensava
que, se o outro candidato ganhasse. Primavera poderia vir a ser só mais um município
dentro do Estado, porque ele estava prometendo emprego para todo mundo e eu
desejava coisas grandes para a cidade, então acabei aceitando e começou a corrida, mas
não teve muita campanha não, foi tudo meio boca a boca, não se gastou dinheiro, foi
tudo muito prático. O Bezerra, que era candidato a governador, vinha aqui e ajudava a
fazer comício, o partido a que eu pertencia era o PMDB. Eu sempre flii do PFL, mas
quando meu concorrente criou o PFL aqui me deixou fora. Quando cheguei de viagem
lá do sul o pessoal estava preocupado dizendo que o Fernando, concorrente criou o PFL,
então nós pegamos o PMDB e foi bom porque até o governador foi do PMDB na época.
o Bezerra e eu consegui muita coisa com ele para Primavera.
Foram dois anos de mandato, tinha muita coisa para se fazer, desde começar
pelo lixo que o pessoal estava jogando na beira da estrada e não tinha escola. Mas eu fiz
um programa de governo e, graças a Deus, consegui concluir tudo aquilo que prometi
fazer, sai tranqüilo, com o dever cumprido.
Camara Municipa fva do Lejje-ivir
FL. n2 RÜF
Dll * «v tf ^
Terezinha conta que foi levado para prefeitura desde mesa da empresa, a cadeira.
caneta e até o papel higiênico, saía tudo do bolso, pois não existia nada, até o telefone
na mesa do prefeito foi levado da empresa e, ainda, uma camionete particular que era
usada para serviço do executivo.
Naquela época a instalação da prefeitura era no prédio do Petry, no segundo piso
a prefeitura e a câmara e no primeiro piso eram as secretarias, depois foi aberta a
biblioteca. Quem participou muito na campanha e apoiou o Dames, foi o Mauro Weis,
inclusive a escola Mauro Weis, inaugurada no tempo que o Dames foi prefeito, teve o
nome em homenagem ao Mauro, que faleceu no primeiro ano de mandato.
Dames diz que o Mauro Weiss foi uma pessoa que ajudou muito na campanha.
na criação do município, um homem que se dedicou muito e deixou sua parcela de
contribuição.
Durante a campanha eu andava no interior e via criança de dez, doze anos em
cima de trator, pois não tinha escola e eles ajudavam nos trabalhos da lavoura, então, no
meu mandato eu criei doze escolas dentro do município. Depois foi feito um projeto
com o Ministério da Educação e foram constmídas mais algumas umas escolas, na Vila
União, lá no entroncamento Passo Fundo, Carazinho, nos Russos, mas isso já foi com o
dinheiro do Governo do Estado. A secretaria de obras que está ai até hoje foi implantada
durante meu mandato, tem trator, caminhão e vários outros equipamentos. Eu tinha uma
amizade com o Dante e tinha um funcionário em Cuiabá que atendia minha empresa, ele
viu dois caminhões abandonados lá e me contou a historia. Fui conversar com o Dante e
ele me deu esses caminhões, trouxe para Primavera e eles estão aí, até hoje trabalhando.
Essas são coisas que marcam.
A creche Maria de Nazaré foi o Padre Onesto que começou a construir, mas eu
fiquei sabendo que havia verba para isso, consegui uma boa quantia para nós
Camara Municipal Pva do L^e MT
FL.nS Rub
OJ^'1
concluirmos a obra. Eu comprei os tratores de uma empresa em Cuiabá e não pedi
comissão, mas os responsáveis pela empresa informaram que tínhamos direito e iríamos
receber, resolvi fazer uma relação de tudo que precisava para inaugurar a creche, levei
para eles, compraram e a creche foi inaugurada.
Quando encerrou meu mandato entreguei a prefeitura para o Érico. Na eleição
seguinte eu cheguei a me candidatar novamente, mas por um erro, foi colocada data
errada e o juiz cancelou minha candidatura, então o Vilceu Marcheti, que já era
vereador, foi candidato e se elegeu depois o Érico fez mais dois mandatos.
Mas o Vilceu fez um trabalho muito bom para Primavera, foi humilde, sempre ia
na empresa conversar comigo, conversava com o Érico, deu continuidade ao trabalho
que nós fizemos. Sinto orgulho em ter participado e saber que Primavera é hoje uma
grande cidade.
Eu conheço o Getúlio faz muitos anos, a gente trabalha no mesmo ramo, e,
sempre soube que tem um jeito dele de ser, mas, eu acho que está fazendo um bom
trabalho. Essas indústrias que vem aí serão um grande negócio para todos nós, eu avalio
muito isso porque Primavera precisava chegar nesse ponto. Então eu acho que tem os
problemas, mas também tem os méritos.
Quando cheguei aqui em 1973, na pensão que ficava tinha uma placa para
amarrar cavalo, eu coloquei uma tábua lá, escrevi “marco de uma futura cidade” e tirei
umas fotos para levar para o sul, eu vi este lugar desenvolver e se transformar no que é
hoje.
Aqui era conhecido por esquina “Boa Vista das Placas” porque ali na parte da
BR tinha muitas placas, era a maneira que o pessoal encontrava de identificar e
mencionar a quilometragem para se chegar às fazendas
■■MT Camata Municipal Pi/a do li
FL.nS Rub
C
7
Terezinha conta que quando instalaram o posto aqui eram eles quem fornecia
energia para todo o pessoal que estava estabelecido na cidade e onze horas desligava o
motor, dava três piscadinhas' e todo mundo corria para acender a vela porque já sabia
que ficaria sem luz. Quando acontecia alguma briga a noite na pensão o motor também
era desligado porque no escuro ninguém enxergava e
as coisas acalmavam. Tem muita
história para contar. O primeiro poço artesiano está até hoje ali, nós abrimos porque
precisava e não tinha água potável. Tínhamos uma roda d’água na nascente do Rio
Vermelho, o primeiro chuveiro elétrico foi o nosso, era fila pra tomar banho, o Tabata
era o número um da fila.
No primeiro natal comemoramos distribuindo brinquedos para as crianças e para
os adultos algumas camisetas que tínhamos no posto, foi feito lá na Vila da Palha.
Dames fala sobre o período do seu mandato como prefeito dizendo que, quando
tinha algum projeto para entrar na câmara, ele reunia os vereadores na sala, conversava
com todos e nunca teve problemas com ninguém.
O falecido Gteová Copetti, conhecido como Gordo, fez parte do período em que
adaptaram num caminhão onde tinha cozinha e dormitório para não ficar indo e vindo e
economizar combustível, pois, a verba era pequena, na época era o Adivino Castelli o
secretário de obras, então, aonde eles chegavam, estacionavam, desciam a lona onde
ficava a cozinha e este era o acampamento móvel deles. Ainda na Secretaria de Obras, a
primeira coisa comprada foi o equipamento para fazer manilha, porque o município não
tinha nem patrola e precisava fazer bueiro para escoar água da chuva
Terezinha lembra que quando Dames assumiu a prefeitura, olharam da sala dele
e notaram um corpo caído de bmços numa vala, tinha chovido muito a noite.
providenciaram o caixão e o enterro porque a pessoa era indigente. Funerária não
existia, tinha que vir de Rondonópolis ou Poxoréu e ficava caríssimo, por isso o Dames
Camara Municipal Pva do l^e-MT
FLn? Rub
cJ-é
chamou o Joãozinho RavaneUo e fez a proposta para ele abrir uma funerária, dando uma
verba para financiar o início do negócio. Mas os primeiros caixões não foi verba da
prefeitura, ílii eu que paguei.
O primeiro time fundado aqui foi o Juventude, nasceu mais ou menos aqui do
posto. O Augusto, que cuidava da lanchonete foi o primeiro Presidente, mas, depois eu
me desgostei um pouco de futebol, aconteceram algumas coisas que não gostei.
Terezinha conta que o primeiro baile teve tiroteio, diz que é cômico lembrar, foi
no armazém do Castelli, não sei por que brigaram, era baile do chopp, tinha gente se
escondendo em todo lugar e o Petry, com um revólver, diziam para ele sentar e eu de pé,
querendo ver onde é que estava o meu irmão, estava desesperada.
Naquela mesma noite nasceu a primeira criança aqui, no hospital São Lucas foi
feito o primeiro parto da filha do Pedrão, foi naquela noite que nasceu a Viviane.
Primavera agora está entrando num rumo certo, estas indústrias que estão
chegando é o que faltava para nós, precisamos ainda é que o Blairo faça essa ligação do
norte aqui. Foi uma pena aquela indústria de milho, a Tamil, ter fechado.
Nós tivemos um problema na produção agrícola nos dois últimos anos, mas hoje
estamos recuperando, graças a Deus.
Foi feito uma Comissão para escolher a Bandeira do município, quatrocentas
pessoas apresentaram projetos, e, a Iraci Ruaro fez o nosso Brasão. O que nós
analisamos nela foi a homenagem feita aos pioneiros que aqui passaram.
Estivemos em Cuiabá para tentar resolver o problema da falta de água no
município. Apareceu aqui um moço dizendo que iriam colocar quatro bicas (torneiras)
na cidade para o pessoal se abastecer, eu o botei no carro, dei uma volta na cidade,
mandei voltar a Cuiabá e dizer ao patrão dele que aqui ninguém queria bica não.
CaiTia(3 Muniíipal pua do Le; -MT
fL ns Rub
£)J^
Quando a CEMAT encampou aqui, nós fomos lá pedir para colocar energia
elétrica na cidade e o responsável nos disse que tinha vinte e tantos municípios
querendo energia também. Eles vieram de avião para fazer a Usina do Rio das Mortes,
era para vir uma caminhonete levá-los ate a usina, essa caminhonete não apareceu.
então eu os levei até lá No outro dia eles chegaram aqui, arrumamos uma salinha no
hotel, fizeram um teste com os candidatos ao trabalho, já aprovaram os funcionários e a
energia se tomou realidade.
A mensagem que eu deixo é que daqui para frente, quem se propor a trabalhar
por Primavera do Leste, que efça com bons olhos, sempre com dinamismo para que nós
tenhamos sempre administradores da altura que Primavera merece.
Terezinha faz questão de dizer que os primeiros títulos de eleitor de Primavera
são o dela e do Darnes, assim como a primeira firma registrada e está tudo
documentado. A mensagem que deixa é para os que vão dar continuidade ao
desenvolvimento da cidade, porque ninguém é eterno, mas, que se espelhem nas
primeiras administrações, que usem o exemplo deles para conduzirem essa cidade, pois,
ela já é conhecida não só no Brasil, mas, no exterior, que administrem com
responsabilidade e sempre voltados para o bem da cidade e da população e não em
beneficio próprio. Pede especialmente aos jovens, que se espelhem nessa administração,
que sirva para eles como uma linha de conduta, para que Primavera continue crescendo
em beleza e produtividade.