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CÂMARA MUNICIPAL DE
PRmVERA DO LESTE
Protocolo n° 333 1 S
Data: 3 / IQ / ^
Hora: Q*1 /
Funcionário:
Autor: Neri Domingos de Souza
Senhor Presidente;
Senhores Vereadores;
Com fundamento nos dispositivos regimentais em vigor nesta Casa de Leis,
após ouvido o Plenário Soberano, requeiro à Mesa que seja endereçada
comespondência indicatória ao Chefe do Executivo Municipal, com cópias a
(SINFRA), Secretaria Municipal de Obras Públicas, e ao departamento de Engenharia
Arquitetura e Urbanismo do Município, mostrando aos mesmos a necessidade em
revitalizar e restaurar a Praça Central da Matriz no Centro. Do Município de
Primavera do Leste-Mato Grosso.
JUSTIFICATIVA:
A presente proposição hora apresentada tem a finalidade especifica em, dar vida a um
dos mais importantes cartões postal de nossa cidade, a Praça Central da Matriz. Por ser
ali uma das áreas mais importantes e que marca exatamente a fundação de nosso
município. E atualmente se encontra numa situação de total abandono e desleixo. Ou
seja, numa situação lamentável.
Por outro prisma, devemos salientar que, atualmente um dos maiores desafios que
enfrentam os arquitetos, os engenheiros e os paisagistas, está relacionado com a
sustentabilidade dos seus projetos de intervenção no espaço público e com a
contribuição dos mesmos para melhorar a qualidade de vida nas cidades.
Para isso, é necessário respeitar o ambiente, proporcionar equidade social e promover o
desenvolvimento econômico, em face ao atual sistema econômico e aos hábitos
culturais da sociedade, considera-se de extrema importância que exista um processo
metodológico de intervenção na renovação das praças públicas, tendo em vista o uso
sustentável do espaço.
Falo isto porque a tese tem por objetivo analisar os critérios que levam à
sustentabilidade das praças públicas, aplicá-los na prática arquitetônica e avaliar os
resultados obtidos com inovação e responsabilidade social e econômica.
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Primavera do Leste . MT 1 Tei.: (66) 3498 3590 • 3498 1734
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E para tair^lfSssário a desenvoltura de um projeto desta natureza para a referida
praça, por isso então deve-se entregar o pedido deste projeto em mãos de pessoas que
tenham esta qualificação é, principalmente a mesma preocupação e consonância com a
época.
E subseqüentemente, após analise, desenvoltura, ação e conclusão do projeto, os
mesmos entreguem a nós uma praça revitalizada, que possa encher os olhos dos
munícipes e de quem vier a nossa cidade em visita, e logicamente que com essa açao,
poderá se devolver ao cidadão o orgulho em ter um verdadeiro cartão postal na arca
central, e possam junto aos seus familiares disponibilizar de um espaço aeolhedor e
confortável para as horas de deseontração e lazer.
A praça pública é o espaço das afetividades e é nela que acontecem os encontros do
quotidiano nos grandes centros urbanos. A este propósito. Lamas (1993) define a praça
como, o lugar público intencional de permanência, de encontro, de comércio e de
circulação, funcionando ainda como palco para importantes acontecimentos festivos,
comemorações alusivas e manifestações, onde a Arquitetura assume um lugar de
destaque.
Tem um sentido fundamental na vida da cidade e na vida dos seus cidadãos, pelo que
Gehl e Gemzoe (2002:14) defendem que existe uma correlação óbvia entre a qualidade
urbana e a vida no espaço público. As praças tem e sempre tiveram um papel essericial
no espaço urbano do ponto de vista da sustentabilidade. Tanto e que, a sustentabihdade
abrange uma escala complexa que pode ir desde um contexto local a um contexto ao
planeta.
Contudo, hoje em dia, é ainda comum falar-se mais em cidades sustentáveis, quarteirão
sustentável e edifício sustentável do que em praça sustentável. O mesmo autor refere
ainda que a sustentabilidade, para ser aplicável, deve respeitar sempre os quatro
requisitos básicos: (I) o ecologicamente eoiTcto, (II) o socialmente justo, (III) o
culturalmente aprovado e (IV) o economicamente viável.
Porém, ao longo dos tempos, a praça histórica respondeu mais à dimensão economiea e
social' e a praça contemporânea à dimensão econômica, enquanto em ambas, a
dimensão ambiental ou é nula ou é pouco tratada arquitetonicamente. Para Almeida
(2006) a praça histórica caracteriza-se como um elemento primordial no desenho
urbano e de interação social, muito ligada à atividade econômica e ao poder político
local ou regional.
Em tempos remotos, e ainda na atual conjuntura econômica, a praça era e é o^eentro de
troca de bens e informações, onde outrora se fazia justiça e também celebrações. Neste
tipo de praça a dimensão econômica e social estavam sempre presentes. A mesma
autora afirma que, ao contrário, a praça contemporânea apresenta ead^^^uai^m
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papel privado e individual. Isto significa que a praça sofreu alterações no seu uso,
enquanto espaço físico, bem como no seu significado.
Esta mudança ocorreu essencialmente no século XX e segundo a teoria de Gehl e
Gemzoe (2002:13), deve-se principalmente ao rápido desenvolvimento ocorrido neste
século. O novo estilo de vida alterou definitivamente o encontro dos cidadãos nas
cidades e a troca de informação. Como conseqüência, a praça pública não ficou
indiferente a estas transformações nas sociedades urbanas contemporâneas, pelo que
tem vindo a sofrer variadíssimas mudanças fisieas, sociais e culturais.
Estas mudanças, ocorrem pela contínua evolução da sociedade relativamente aos seus
hábitos, conhecimentos, objetivos, receios e, essencialmente nos últimos tempos, pelo
galopante desenvolvimento tecnológico e científico. Ou esja, o tempo foi abreviado
não só no modo de contato e diálogo entre indivíduos, podendo ser feito por telefone,
tele móvel, e-mail, Internet, etc., como também, na mobilidade individual que
proporciona autonomia e rapidez nas deslocações.
Outro fator relevante na transformação das praças foi o fato de os espaços públicos
urbanos serem esquecidos pelos urbanistas e arquitetos, modernistas durante grande
parte do século XX (desde 1930 a 1980). Marginalizada pelo Homem e pelo progresso,
a praça, como a grande maioria de outros espaços públicos urbanos (avenidas, parques)
entrou em crise. E então as praças ficaram repletas de carros, ora em movimento ora
estacionados, e foram ameaçadas pela poluição e pela insegurança, assim, as^praças
tomaram-se cada vez menos procuradas como locais de lazer, de contemplação e de
divertimento, e a nossa intenção salutar é de interação, de contato físico entre as
pessoas na proposição em tela, consiste na recuperação destes sentimentos perdidos,
em decorrência da vida agitada e competitiva da sociedade moderna da atualidade e
das peculiaridades do dia a dia de cada cidadão, que na maioria das vezes não se
apercebe em se quer, extemar a ação em cumprimentar as pessoas de forma amigável.
O motivo que levou a uma fase de constantes renovações em variadíssimas praças
deve-se logicamente aos avisos da comunidade internacional, no que se refere à
salvaguarda das cidades e do seu ambiente. Compreende-se assim que a forma como
foi, e que ainda o é, encarado o processo de renovação, tem de estar de acordo com as
preocupações e os interesses gerais atuais no que diz respeitos à preservação
ambiental, à correta distribuição e gestão dos recursos, ou seja, ao desenvolvimento
sustentável.
A consciência de que o processo de renovação arquitetônico de uma praça produz
resultados sustentáveis a nível ambiental, social, econômico e cultural é cada vez mais
forte pela pressão humana, também pelos sistemas de avaliação da qualida^^^|^^e
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do desempbíiho do^ojeto arquitetônico. Assim, se torna oportuno abordar o tema de
uma forma geral e ampla, uma vez que a necessidade de analisar a sustentabilidade nas
praças públicas e a sua aplicabilidade arquitetônica no processo de renovação, é uma
temática atual, e que contribui para tornar as praças em locais mais confortáveis,
saudáveis, seguras e do ponto vista ecologicamente correto.
Portanto. Sob este viés argumentativo, encaminho esse assunto ao Executivo
Municipal e as Secretarias correlatas para as devidas providências, e com a
devida prioridade e celeridade possível possa atender a esta proposição.
Sala das sessões, 23 de outubro de 2019
NERI DOMINGOS DE SOUZA
VEREADOR
(PDT)
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