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materia nº 18/2026

Tipo Projeto de Lei Ordinária
Número / Ano 18 / 2026
Date 2026-04-02
EmentaDispõe sobre o Plano Municipal de Agricultura Familiar de Tapurah/MT - PMAF, e dá outras providências
native_id1975

Autoria

Tramitação (latest 12)

DateStatusTurnoTexto
2026-04-23 Aguardando sanção governamental S Encaminhado Autógrafo de Lei n° 32 de 2026. (prazo 14/05/2026)
2026-04-23 Aguardando assinatura S Aguardando assinatura do Autógrafo de Lei.
2026-04-23 Proposição aprovada S Aprovado por Unanimidade 08 Vereadores Presentes 07 Votos Favoráveis (Voto presidente não contabilizado) 00 Votos Contrários 00 Abstenções
2026-04-15 Aguardando 2ª Votação S —
2026-04-15 Proposição aprovada em 1º turno P Aprovado por Unanimidade 08 Vereadores Presentes 07 Votos Favoráveis (Voto presidente não contabilizado) 00 Votos Contrários 00 Abstenções
2026-04-10 Aguardando 1ª Votação P —
2026-04-08 Aguardando a inclusão na ordem do dia P —
2026-04-08 Parecer da comissão — A Comissão emitiu Parecer Favorável
2026-04-08 Parecer da comissão — A Comissão emitiu Parecer Favorável
2026-04-07 Proposição distribuída às comissões — —
2026-04-06 Proposição apresentada em Plenário — —
2026-04-02 Proposição autuada e cumprindo prazo de pauta — —

Votações

DateResultadoSimNãoAbst.
2026-04-22T19:16:15.001285-04:00 Aprovado por Unanimidade 7 0 0
2026-04-13T20:52:31.725863-04:00 Aprovado por Unanimidade 7 0 0

Documents (1)

texto original #

status: extracted · method: native · backend: pypdfium2 · confidence: 1.00 · pages: 50

Av. Rio de Janeiro, Nº 125, Centro, CEP 78.573-000, Tapurah/MT
CNPJ: 24.772.253/0001-41 | Fone: (66) 3547-3600 | www.tapurah.mt.gov.br
PROJETO DE LEI ORDINÁRIA N° 18/2026
De 02 de abril de 2026
“DISPÕE SOBRE O PLANO MUNICIPAL DE 
AGRICULTURA FAMILIAR DE TAPURAH/MT -
PMAF, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.”
O sr. Alvaro Galvan, Prefeito Municipal de Tapurah, Estado de Mato Grosso, no uso de 
suas atribuições legais, propõe a edição da seguinte Lei:
Art. 1º. Fica aprovado, nos termos da presente Lei, o Plano Municipal de Agricultura 
Familiar de Tapurah - PMAF, com vistas ao cumprimento da Constituição Federal, Lei 
Federal nº 11.326/2006, Lei Orgânica Municipal, Plano Diretor e Lei Municipal nº 
497/2003.
Art. 2º O Plano Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário é o 
instrumento básico para implementação de ações e políticas públicas e institui os 
princípios e objetivos norteadores para tal.
Art. 3º O PMAF teve suas ações separadas por eixos temáticos, com o intuito de 
referenciar as ações neles propostas com os eixos do Plano Estadual da Agricultura 
Familiar de Mato Grosso. São os eixos das ações deste plano:
I - Produção Sustentável;
II - Agregação de Valor e Comercialização;
III - Assistência Técnica e Extensão Rural;
IV - Regularização Ambiental e Fundiária;
V - Governança e Controle Social;
Art. 4º O objetivo geral do Plano Municipal de Agricultura Familiar de Tapurah é fomentar 
o desenvolvimento rural do município, através de parcerias, organizando as demandas 
da agricultura familiar de forma coletiva, possibilitando o acesso à assistência, 
informações e tecnologias produtivas de baixo impacto ambiental, melhorando a 
qualidade de vida e aumentando a renda das famílias produtoras.
§ 1º São objetivos específicos do PMAF:
I - Incidir sobre o planejamento de curto, médio e longo prazo do governo, adequando os 
instrumentos de planejamento e gestão aos parâmetros definidos pelo PMAF;
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II - Orientar e reorientar a atuação governamental e a execução de programas, projetos 
e ações já existentes em prol do desenvolvimento sustentável da Agricultura Familiar;
III - Resgatar demandas da sociedade civil preexistentes para consolidação de 
estratégias prioritárias ao desenvolvimento sustentável da Agricultura Familiar;
IV - Contribuir para o alcance das metas pactuadas no âmbito da Estratégia "Produzir, 
Conservar e Incluir (PCI);
V - Promover o fortalecimento e empoderamento do Conselho Municipal de 
Desenvolvimento Rural Sustentável Solidário - CMDRSS, propiciando a participação da 
sociedade civil e do controle social das ações públicas;
VI - Dialogar com outros instrumentos de gestão, tais como Planos Municipais, 
Territoriais e PEAF/MT;
VII - Proporcionar visibilidade à Agricultura Familiar de Tapurah;
VIII - Contribuir com a articulação interinstitucional de modo a estabelecer governança 
institucional para a Agricultura Familiar;
IX - Servir como instrumento de políticas públicas da agricultura familiar e contribuir para 
a implementação do Sistema Estadual Integrado da Agricultura Familiar no município de 
Tapurah.
Art. 5º As ações previstas no Anexo Único desta Lei deverão ser cumpridas no prazo 
vigente deste PMAF que é até o ano de 2030.
§ 1º O planejamento estratégico deverá ser revisto anualmente, junto com as 
conferências de monitoramento do PMAF.
§ 2º O planejamento estratégico a ser elaborado constará cronogramas, potenciais 
fontes de recursos e parcerias.
Art. 6º A execução do PMAF e o cumprimento de suas metas serão objeto de 
monitoramento contínuo e de avaliações periódicas, realizadas pelo Conselho Municipal 
de Desenvolvimento Rural e Sustentável - CMDRS.
Art. 7º A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Agricultura e Meio 
Ambiente – SEDAMA e o Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável –
CMDRS promoverá, anualmente, conferências para avaliar e monitorar a execução do 
PMAF.
Art. 8º O Município atuará em regime de colaboração com as demais esferas de governo 
visando alcançar os objetivos e a implementação das ações deste Plano.
Parágrafo único. O Município deverá adotar medidas necessárias para a implementação 
das ações do PMAF.
Art. 9º O Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei 
Orçamentária Anual (LOA) serão formuladas de maneira a assegurar a consignação de 
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dotações orçamentárias compatíveis com o Plano Municipal e Agricultura Familiar a fim 
de viabilizar a implementação das ações constantes nele.
Art. 10. Até o final do segundo semestre de 2029 o Executivo Municipal, em parceria 
com o Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural e Sustentável - CMDRS deverão 
realizar a revisão participativa do Plano Municipal de Agricultura Familiar de Tapurah que 
irá vigorar no decênio 2031-2040.
Art. 11. O Município de Tapurah permanecerá vinculado ao Sistema Estadual Integrado 
da Agricultura Familiar de Mato Grosso - SEIAF/MT, possibilitando o levantamento de 
dados da agricultura Familiar que basearão as estratégias para execução de políticas 
públicas e ações do PMAF.
Art. 12. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 13. Revogam-se as disposições em contrário.
Gabinete do Prefeito Municipal de Tapurah, Estado de Mato Grosso, ao segundo dia
do mês de abril do ano de dois mil e vinte e seis.
ALVARO GALVAN
Prefeito Municipal
Av. Rio de Janeiro, Nº 125, Centro, CEP 78.573-000, Tapurah/MT
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ANEXO ÚNICO
Av. Rio de Janeiro, Nº 125, Centro, CEP 78.573-000, Tapurah/MT
CNPJ: 24.772.253/0001-41 | Fone: (66) 3547-3600 | www.tapurah.mt.gov.br
PLANO MUNICIPAL DA AGRICULTURA FAMILIAR - PMAF
ANO - 2025
Prefeito
Álvaro Galvan
Vice-Prefeito
Adriel Martini Tomam
Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Agricultura e Meio Ambiente -
SEDAMA
 Secretário: Marusan Ferreira Barbosa
Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável - CMDRS
Presidente: Marusan Ferreira Barbosa
Av. Rio de Janeiro, Nº 125, Centro, CEP 78.573-000, Tapurah/MT
CNPJ: 24.772.253/0001-41 | Fone: (66) 3547-3600 | www.tapurah.mt.gov.br
Quadro 1 - Equipe da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Agricultura e Meio Ambiente - SEDAMA
Nº NOME CARGO FORMAÇÃO LOTAÇÃO
01 Marusan Ferreira Barbosa Secretário Municipal Engenheiro Agrônomo Gabinete do Secretário 
02 Reinaldo Kenede Alves Médico Veterinário Médico Veterinário Coordenação de Apoio à Agricultura Familiar
03 Valdenil Santos da Silva Chefe de Setor Técnico em Agropecuária Coordenação de Apoio à Agricultura Familiar
03 Thaisa Moura Rego Coordenador de Gestão de 
Resíduos Sólidos
Gestora em Marketing e 
Gestora de RH Coordenação de Gestão de Resíduos Sólidos
05 Arnaldo Mendes Nogueira Neto Engenheiro Agrônomo Engenheiro Agrônomo Coordenação de Apoio à Agricultura Familiar
06 Jaqueline Luiz Costa Diretor de Meio Ambiente
Engenheira Agrônoma -
Pós-graduação em 
Agricultura de Precisão
Coordenação de Licenciamento Ambiental
07 Rildo Adriano dos Santos Chefe de Departamento Ensino Médio Completo Coordenação de Apoio à Agricultura Familiar
08 Edilar Antonia Veloso Assistente Administrativo II Gestão Pública Gabinete do Secretario 
09 Faylan Teixeira Donato Encarregado de Departamento Ensino Médio Completo Coordenação de Apoio à Agricultura Familiar
10 Josy Oliveira Gomes Encarregado de Setor Alfabetizado Coordenação de Setor Agropecuário
11
José Madeira de Mattos Encarregado de Setor Alfabetizado Coordenação de Setor Agropecuário
12 Matheus Santos de Moraes Encarregado de Setor Ensino Médio Completo Coordenação de Setor Agropecuário
13 Isabela Tais da Silva Pittner Estagiária Ensino Médio Incompleto Coordenação de Setor Agropecuário
Av. Rio de Janeiro, Nº 125, Centro, CEP 78.573-000, Tapurah/MT
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14 Roberto Pires de Moraes Neto Operador de Máquinas Pesada III Ensino Médio Incompleto Coordenação de Apoio à Agricultura Familiar
15 Rogério Ribeiro Souza Filho Motorista de Veículos Pesados Educação Sup. Completa Coordenação de Apoio à Agricultura Familiar
Quadro 2 - Equipe de Elaboração do Plano Municipal da Agricultura Familiar (PMAF) de Tapurah-MT
Nº NOME CARGO FORMAÇÃO LOTAÇÃO
01 Marusan Ferreira Barbosa Secretário Municipal Engenheiro Agrônomo Gabinete do Secretário 
02 Reinaldo Kenede Alves Médico Veterinário Médico Veterinário Coordenação de Apoio à Agricultura Familiar
03 Valdenil Santos da Silva Chefe de Setor Técnico em Agropecuária Coordenação de Apoio à Agricultura Familiar
04 Faylan Teixeira Donato Encarregado de Departamento Ensino Médio Completo Coordenação de Apoio à Agricultura Familiar
05 Rildo Adriano dos Santos Chefe de Departamento Ensino Médio Completo Coordenação de Apoio à Agricultura Familiar
06 Arnaldo Mendes Nogueira Neto Engenheiro Agrônomo Engenheiro Agrônomo Coordenação de Apoio à Agricultura Familiar
Av. Rio de Janeiro, Nº 125, Centro, CEP 78.573-000, Tapurah/MT
CNPJ: 24.772.253/0001-41 | Fone: (66) 3547-3600 | www.tapurah.mt.gov.br
Consultoria Técnica na Elaboração do Plano
A elaboração do Plano Municipal da Agricultura Familiar (PMAF) contou também com o 
apoio de profissionais especializados contratados pela Prefeitura Municipal de Tapurah, 
responsáveis pela orientação no levantamento técnico, sistematização dos dados, consolidação das 
análises e redação do documento. Os consultores atuaram em alinhamento com a Secretaria 
Municipal de Desenvolvimento Econômico, Agricultura e Meio Ambiente (SEDAMA), Conselho 
Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável (CMDRS) e equipe técnica responsável pela 
elaboração do PMAF.
Equipe Técnica da Consultoria
Almir de Souza Ferro
Engenheiro Agrônomo – CREA/MT nº 2714D
Endereço: Cuiabá – MT
Telefone: (65) 9 9972-1375
E-mail: almirferro@gmail.com
William Rafael Ribeiro
Engenheiro Agrônomo – CREA/GO nº 1019803673D
Endereço: Cuiabá – MT
Telefone: (62) 9 9266-5352
E-mail: williamdigital@hotmail.com
Av. Rio de Janeiro, Nº 125, Centro, CEP 78.573-000, Tapurah/MT
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Quadro 3 - Membros do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável - CMDRS
Nº NOME CARGO INSTITUIÇÃO
01
Marusan Ferreira Barbosa Presidente Secretaria de Desenvolvimento Econômico, 
Reinaldo Kenede Alves Agricultura e Meio Ambiente (SEDAMA) Suplente
02 Lair José Prediger
1ª Secretária (o)
Executivo
Sindicato Rural
03
Daiane Kirnev 2ª Secretária (o)
Executivo
04
Douglas Roberto Tuni Membro titular Secretaria de Administração, Finanças e 
Aline Thais Schuller Planejamento Suplente
05
Thiago Hudson de S. Bianchini Membro titular
Secretaria Municipal de Assistência Social
Danilo Augusto Mendes Batista Suplente
06
Geisa de Lima Filho Membro titular
Secretaria Municipal de Educação e Cultura
Adriana Maria Martins Suplente
07
Paulo Ricardo Barbosa Alves Membro titular
Câmara Municipal 
Luiz Augusto Sette Suplente
08
Marco Antonio Ribeiro Membro titular Empresa Mato-grossense de Pesquisa, 
Alfredo Debortoli Neto Assistência e Extensão Rural (Empaer-MT) Suplente
09
Wilmar Braun Membro titular
Cooperativa COAIT
Olmiro Severo Bairos Suplente
10
Ruben Santili Júnior Membro titular Associação de Comércio da Agricultura 
Atílio Neves de Jesus Familiar Suplente
11
Adilson Vargas Membro titular
Associação Comercial e Empresarial
Flávio Breitenbach Suplente
12
Lair José Prediger Membro titular
Sindicato Rural
Daiane Kirnev Suplente
13
Aelton Antônio Figueiredo Membro titular
Sindicato dos Trabalhadores Rurais
José Ferreira da Silva Suplente
14
Adriana França de Almeida Membro titular Associação dos Pequenos Produtores 
Rurais da Gleba Santa Luzia Douglas Rossato Feltrin Suplente
Av. Rio de Janeiro, Nº 125, Centro, CEP 78.573-000, Tapurah/MT
CNPJ: 24.772.253/0001-41 | Fone: (66) 3547-3600 | www.tapurah.mt.gov.br
Lista de Siglas e Abreviaturas
ABNT Associação Brasileira de Normas e Técnicas
AF Agricultura Familiar 
AMM Associação Mato-grossense dos Municípios
APAE Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais
CCT Centro de Cidadania e Transformação do município de Tapurah-MT
CEDRS Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável
CIDESA Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental Alto
 Teles Pires
CMDRS Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável 
COAIT Cooperativa de Desenvolvimento Agro-industrial de Tapurah ltda
CONAB/MT Companhia Nacional de Abastecimento em Mato Grosso
CS-SEIAF Câmara Setorial do Sistema Estadual Integrado da Agricultura Familiar
CTG Centro de Tradições Gaúchas
FOFA Forças, Oportunidades, Fraquezas, Ameaças
IAF Índice Municipal da Agricultura Familiar
IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
ICMS Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços
PAA Programa de Aquisição de Alimentos
PIB Produto Interno Bruto
PMAF Plano Municipal da Agricultura Familiar 
PNAE Programa Nacional de Alimentação Escolar
PNATER Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural para a Agricultura Familiar
PRONAF Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar
SAFs Sistemas Agroflorestais
SEAF-MT Secretaria de Estado de Agricultura Familiar de Mato Grosso
SEDAMA Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Agricultura e Meio Ambiente
SEIAF-MT Sistema Estadual Integrado da Agricultura Familiar de Mato Grosso
SEMA-MT Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso
SEPLAG-MT Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão de Mato Grosso
SIM Serviço de Inspeção Municipal 
SUMÁRIO
1. APRESENTAÇÃO..................................................................................................................9
2. JUSTIFICATIVA E FUNDAMENTAÇÃO LEGAL.........................................................10
3. CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO............................................................................11
3.1 HISTÓRIA DO MUNICÍPIO......................................................................................... 11
3.2 DADOS GEOGRÁFICOS ............................................................................................. 12
3.3 DADOS DEMOGRÁFICOS.......................................................................................... 13
3.4 DADOS SOCIOECONÔMICOS................................................................................... 14
4. CARACTERIZAÇÃO PEDOLÓGICA DO MUNICÍPIO DE TAPURAH ....................14
4.1 DESCRIÇÃO DAS PRINCIPAIS UNIDADES DE SOLO........................................... 15
4.2 SÍNTESE E IMPLICAÇÕES PARA O DESENVOLVIMENTO RURAL................... 16
5. USO E COBERTURA DA TERRA DO MUNICÍPIO DE TAPURAH ...........................17
6. ESTRUTURA DA SEDAMA ...............................................................................................18
6.1 ORGANOGRAMA DA SEDAMA ............................................................................... 19
6.2 INFRAESTRUTURA (FROTA) DA SEDAMA ........................................................... 19
7. PARCERIA COM O CONSÓRCIO INTERMUNICIPAL DO ALTO TELES PIRES.20
8. METODOLOGIA PARTICIPATIVA DE ELABORAÇÃO DO PLANO ......................21
9. SISTEMATIZAÇÃO DAS ANÁLISES TÉCNICAS E COMUNITÁRIAS. ...................29
10. DIAGNÓSTICO DA AGRICULTURA FAMILIAR.........................................................31
10.1 CONTEXTO GERAL .................................................................................................... 31
10.2 ESTRUTURA FUNDIÁRIA.......................................................................................... 32
10.3 DESCRIÇÃO DO EFETIVO DOS REBANHOS ......................................................... 33
10.4 CIDADANIA, EDUCAÇÃO E SUPORTE À AGRICULTURA FAMILIAR ............. 34
11. EIXOS ESTRATÉGICOS, DIRETRIZES E AÇÕES PRIORITÁRIAS.........................35
12. PLANEJAMENTO ORÇAMENTÁRIO E FINANCEIRO..............................................42
13. CONSIDERAÇÕES FINAIS................................................................................................42
14. REFERÊNCIAS ....................................................................................................................43
9
1. APRESENTAÇÃO
O Plano Municipal da Agricultura Familiar (PMAF) do município de Tapurah-MT tem 
como base o diagnóstico realizado nas comunidades e assentamentos de produtores familiares, que 
funcionou como uma fotografia da realidade atual em diversos aspectos: sociais, econômicos, 
ambientais e fundiários. Além disso, dados censitários e demandas levantadas nas instituições 
públicas e privadas que atuam direta ou indiretamente no meio rural auxiliaram na identificação 
dos principais entraves, das potencialidades locais e das soluções propostas ao desenvolvimento 
da agricultura familiar do município.
O PMAF é de responsabilidade do Governo Municipal, por meio da Secretaria de 
Desenvolvimento Econômico, Agricultura e Meio Ambiente - SEDAMA, e do Conselho 
Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável - CMDRS. Sua elaboração foi realizada pela 
equipe constituída, via ato normativo, pelo Prefeito Municipal, que durante o processo de 
consolidação dos dados levantados, realizou suas análises, apresentando as constatações e as 
conclusões.
O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura Familiar 
(SEAF/MT), criou o Sistema Estadual Integrado da Agricultura Familiar (SEIAF/MT), com a 
finalidade de coletar e gerir dados e informações sobre agricultura familiar e suas organizações, 
visando integrar políticas, programas e projetos para o setor. O PMAF é um requisito do Termo 
de Adesão do município ao SEIAF, que, dentre outros fatores, comporá o Índice da Agricultura 
Familiar (IAF), base para o recebimento de até 2% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e 
Serviços (ICMS) anual.
O Plano Municipal da Agricultura Familiar (PMAF) é um documento de utilidade pública 
que deve subsidiar e direcionar as políticas públicas, programas e projetos de incentivo ao 
desenvolvimento. Neste plano, propõe-se que o desenvolvimento seja entendido como a melhoria 
da qualidade de vida da população. Finalizado, deve ser transformado em Lei Municipal, que 
instituirá a Política Municipal de Desenvolvimento Sustentável da Agricultura Familiar, e servirá 
para um período de 12 anos, com atualização a cada 4 anos.
O desenvolvimento da agropecuária no município, em especial da agricultura familiar, 
deve ser acompanhado e apoiado pela gestão municipal, visando à geração de empregos, renda e 
incremento da arrecadação.
10
2. JUSTIFICATIVA E FUNDAMENTAÇÃO LEGAL
O Plano Municipal da Agricultura Familiar (PMAF) é um documento de utilidade pública 
que deve subsidiar e direcionar as políticas públicas, programas e projetos de incentivo ao 
desenvolvimento da agricultura familiar do município de Tapurah. É de responsabilidade do 
governo municipal, através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Agricultura e Meio 
Ambiente (SEDAMA) e do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável 
(CMDRS). O Plano propõe que o desenvolvimento seja entendido como a melhoria da qualidade 
de vida da população.
O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura Familiar 
(SEAF/MT), criou o Sistema Estadual Integrado da Agricultura Familiar (SEIAF/MT), com a 
finalidade de coletar e gerir dados e informações sobre agricultura familiar e suas organizações, 
visando integrar políticas, programas e projetos para o setor. O PMAF é um requisito do Termo 
de Adesão do município ao SEIAF, que, dentre outros fatores, comporá o Índice da Agricultura 
Familiar (IAF), base para o recebimento de até 2% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e 
Serviços (ICMS) anual.
Finalizado, deve ser transformado em Lei Municipal, que instituirá a Política Municipal de 
Desenvolvimento Sustentável da Agricultura Familiar e servirá para um período de 12 anos, com 
atualização a cada 4 anos. O PMAF de Tapurah apresenta as seguintes diretrizes:
I - Disseminar práticas de produção 
sustentável e agroecológicas;
II - Facilitar o acesso ao crédito para 
agricultores familiares;
III - Apoiar o desenvolvimento das cadeias 
produtivas na agricultura familiar;
IV - Promover o acesso à água para uso 
doméstico e produtivo;
V - Fortalecer as organizações sociais 
produtivas;
VI - Potencializar o alcance dos mercados 
institucionais;
VII - Impulsionar o comércio da produção 
agrícola e não agrícola;
VIII - Apoiar o desenvolvimento das 
agroindústrias familiares;
IX - Prestar os serviços de ATER para o 
público da agricultura familiar;
X - Capacitar prestadores de serviços de 
ATER e agricultores familiares;
XI - Promover a emancipação 
socioeconômica das mulheres e jovens rurais;
XII - Fomentar a regularização ambiental dos 
imóveis rurais;
XIII - Apoiar a regularização fundiária dos 
imóveis rurais;
XIV - Fortalecer a cooperação 
interinstitucional para o desenvolvimento da 
agricultura familiar.
Com esse propósito, será necessária a parceria com instituições das esferas estadual e 
federal, a fim de que cada uma, no cumprimento de sua missão, possa subsidiar as instâncias 
municipais e contribuir para que Tapurah se transforme em um município modelo em relação ao 
desenvolvimento sustentável da agricultura familiar.
11
3. CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO
3.1 HISTÓRIA DO MUNICÍPIO
O município de Tapurah foi oficialmente fundado em 04 de julho de 1988, embora suas 
origens remontem ao ano de 1969, com a instalação da Colonizadora Tapurah, conduzida por 
Benedito M. Tenuta, Sérgio Leão Monteiro e Filinto Corrêa da Costa. A área adquirida da família 
Pavan, residente no estado de São Paulo, passou a ser comercializada como Cuiabá do Norte, 
denominação atribuída em função de sua localização ao norte do estado de Mato Grosso.
Os primeiros trabalhos de ocupação incluíram a abertura de pista de pouso, estradas e 
infraestrutura básica, possibilitando o início do processo de colonização. A principal atividade 
econômica nas décadas iniciais foi a extração de madeira, que sustentou a economia local por 
um longo período. Os primeiros colonizadores eram, em sua maioria, oriundos do interior do 
Paraná, sobretudo do município de Pato Branco.
3.1.1 Origem do Nome Tapurah
O nome Tapurah é uma homenagem a José Tapurá, chefe da tribo indígena iránxe. Durante 
o processo de expansão territorial, Tenuta buscou adquirir terras do povo iránxe do Escondido, às 
margens do córrego do mesmo nome, afluente do Rio Papagaio. Nessa ocasião, estabeleceu 
contato com o cacique José Tapurá, que deixou a região do Cravari e passou a viver entre o povo 
do Escondido, tornando-se referência histórica e cultural da região.
3.1.2 Primeiros Anos de Desenvolvimento
Os pioneiros relatam que os primeiros anos foram marcados por dificuldades e escassez de 
recursos. Entretanto, a construção do campo de aviação foi decisiva para assegurar apoio logístico 
e atrair investidores que percorriam áreas mais remotas do sertão. Juntamente com a abertura de 
estradas, essas obras reforçaram a segurança e ampliaram as possibilidades de ocupação da região.
Na década seguinte, o município passou por reestruturações administrativas importantes. 
Em 30 de novembro de 1981, Tapurah tornou-se Distrito de Diamantino, por meio da Lei 
Estadual nº 4.407. Posteriormente, a Lei Estadual nº 5.316, de 04 de julho de 1988, elevou Tapurah 
à categoria de município.
3.1.3 Reorganização Territorial
Em 29 de março de 2000, as localidades de Ipiranga do Norte e Itanhangá, originárias
de assentamento da reforma agrária, foram desmembradas do território de Tapurah pelas Leis 
12
Estaduais nº 7.265 e nº 7.266, respectivamente. Ambas foram oficialmente instaladas como 
municípios no ano de 2005, contribuindo para a reorganização político-territorial da região.
3.1.4 Expansão Econômica e Consolidação do Agronegócio
O fortalecimento do agronegócio, especialmente a partir dos anos 2000, impulsionou 
significativamente o desenvolvimento local. Além da consolidação da agricultura e pecuária, 
Tapurah passou a abrigar núcleos produtivos de avicultura e suinocultura de alta tecnologia, 
que elevaram os índices econômicos e ampliaram a geração de empregos e renda.
O sucesso desse modelo produtivo resultou no reconhecimento oficial de Tapurah como 
Capital da Suinocultura de Mato Grosso, título concedido em 19 de maio de 2016, pela Lei 
Ordinária nº 10.401.
Tabela 1 - Principais Marcos da História de Tapurah
ANO MARCO HISTÓRICO DESCRIÇÃO
1969 Início da Colonização
A Colonizadora Tapurah adquire aproximadamente 40 
mil hectares e inicia a comercialização da área sob o 
nome “Cuiabá do Norte”.
30 DE 
NOVEMBRO 
DE 1981
Elevação a Distrito Tapurah é elevado à categoria de Distrito do município 
de Diamantino, conforme a Lei Estadual nº 4.407.
04 DE JULHO 
DE 1988 Criação do Município
Tapurah torna-se município independente, 
desmembrado de Diamantino pela Lei Estadual nº 
5.316, de autoria do Deputado Hermes de Abreu.
3.2 DADOS GEOGRÁFICOS
O município de Tapurah está localizado na Mesorregião do Norte Mato-grossense e na 
Microrregião de Alto Teles Pires, na latitude 12º47’06” sul e longitude 56º32’30” oeste. Possui 
uma extensão territorial de 4.489,391 km² e altitude de 393 metros acima do nível do mar. Está 
distante de Cuiabá 388 km, com acesso pela Rodovia BR-163 e MT-388. Os municípios limítrofes 
são: Lucas do Rio Verde, Sorriso, Nova Mutum, Itanhangá, Ipiranga do Norte e Nova Maringá.
Quanto à hidrografia, pertence à grande Bacia Amazônica, com a contribuição da Bacia do 
Juruena, que recebe os rios Arinos e Teles Pires. O Rio Arinos recebe, pela esquerda, os rios São 
Wenceslau, São Miguel e Souza Azevedo. O Teles Pires recebe, pela esquerda, o Rio Verde. O 
clima predominante é tropical semiúmido, com quatro meses de seca, de maio a agosto. A 
precipitação anual é de 2.000 mm. A temperatura média anual é de 24ºC, máxima de 40ºC e 
mínima de 4ºC, com maior intensidade pluviométrica entre janeiro e março.
13
O bioma dominante do município de Tapurah é o Cerrado, conhecido por sua savana de 
clima tropical e vegetação característica. A proximidade de Tapurah com o norte do estado de 
Mato Grosso significa que o município também se encontra na área de influência e transição para
o bioma amazônico.
Figura 1 – Localização geográfica do município de Tapurah – MT e seus municípios limítrofes.
3.3 DADOS DEMOGRÁFICOS
Em 2010, o município de Tapurah registrou uma população total de 10.390 habitantes, dos 
quais 3.864 pessoas (37%) residiam na zona rural e 6.526 pessoas (63%) na zona urbana, 
evidenciando uma predominância da população urbana. De acordo com o Censo de 2022, a 
população total do município aumentou para 14.370 habitantes, demonstrando um crescimento 
populacional significativo no período de doze anos. Esse aumento reflete a expansão econômica e 
social do município, fortemente impulsionada pelo desenvolvimento do agronegócio e pela 
consolidação de Tapurah como polo produtivo regional (Tabela 2).
Tabela 2 - População Rural, Urbana e Total do Município – Censo IBGE 2010/2022
MUNICÍPIO
POPULAÇÃO
RURAL URBANA TOTAL
2010
TOTAL
Nº hab. % Nº hab. % 2022
Tapurah 3.864 37 6.526 63 10.390 14.370
Obs.: População estimada em 2024, segundo o IBGE - 15.272 pessoas
14
3.4 DADOS SOCIOECONÔMICOS
O PIB (Produto Interno Bruto) é um indicador econômico que mede o valor total dos 
bens e serviços finais produzidos no município anualmente, refletindo a atividade econômica local. 
Os valores que compõem o PIB do município de Tapurah são oriundos principalmente da atividade 
agropecuária, seguidos dos setores de serviços e indústria.
O PIB total em 2022 foi de R$ 2.051.215,61 mil (ou aproximadamente R$ 2,05 bilhões), 
com um PIB per capita de R$ 56.326,27. Esses dados constam nos resultados do Censo 
Demográfico e das Estatísticas do Registro Civil de 2022, divulgados pelo IBGE.
O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) avalia o desenvolvimento 
humano do município em três dimensões: Saúde, medida pela expectativa de vida; Educação, por 
indicadores de acesso ao conhecimento; e Renda, que avalia a riqueza. Dados do Programa das 
Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), referentes ao ano de 2010, apresentam o IDH 
do município de Tapurah conforme abaixo:
• IDH Municipal: --------- 0,714 (alto)
• IDH Renda: -------------- 0,738
• IDH Longevidade: ------ 0,831
• IDH Educação: ---------- 0,594
O município demonstra aptidão agrícola, tendo como principais atividades econômicas as 
lavouras temporárias dedicadas ao cultivo de soja, milho, algodão, arroz e feijão, além da 
suinocultura, avicultura e pecuária.
Tapurah tornou-se um dos principais polos de produção de suínos de Mato Grosso e da 
região Centro-Oeste, adquirindo o título de Capital da Suinocultura Mato-grossense (Figura 2).
Um dos marcos dessa trajetória é a tradicional festa do Leitão no Rolete, realizada anualmente 
em 1º de maio (Dia do Trabalhador). O evento envolve o preparo de cerca de 200 leitões por ano, 
reunindo moradores e visitantes. Além de celebrar a suinocultura local, a festa possui forte caráter 
social, destinando toda a renda arrecadada para entidades que prestam serviços às comunidades, 
como a APAE, o CTG e a equipe organizadora. Essa tradição reforça não apenas a relevância 
produtiva da suinocultura em Tapurah, mas também seu papel no fortalecimento comunitário, na 
geração de renda e na valorização cultural do território.
A agricultura familiar tem como destaque a produção de frutas, legumes, verduras, 
mandioca, mel, peixes e aves, sendo a principal responsável pela oferta de alimentos básicos à 
população municipal. O fortalecimento da agricultura familiar é a garantia de que a população 
continuará tendo acesso a alimentos saudáveis, produzidos no próprio município, gerando 
empregos, renda e arrecadação de tributos.
12
A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Agricultura e Meio Ambiente 
pretende ampliar o atendimento à agricultura familiar, com investimentos, garantia de estruturas 
básicas, tecnologias, inovação e diversificação das cadeias produtivas.
Figura 2 – Tapurah conquistou o título de Capital da Suinocultura Mato-grossense, conforme 
a Lei Ordinária nº 10.401, de 19 de maio de 2016.
O município de Tapurah conta com um Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural 
Sustentável – CMDRS ativo e em funcionamento, pois, em 2025, já foram realizadas quatro 
reuniões, todas registradas em atas. O Prefeito Municipal de Tapurah, Álvaro Galvan, por meio da 
Portaria nº 596/2025GP/PMT, de 09 de setembro de 2025, instituiu a equipe responsável pela 
coordenação, elaboração e acompanhamento do Plano Municipal da Agricultura Familiar (PMAF), 
cujos nomes estão relacionados na Planilha 02 – Equipe Responsável pela Elaboração do PMAF. 
A equipe designada terá como atribuições:
I – Coordenar os trabalhos de levantamento de informações, diagnóstico e estruturação das 
ações previstas no Plano;
II – Articular junto aos produtores, associações e demais entidades envolvidas;
III – Acompanhar as atividades técnicas e administrativas relacionadas ao processo de 
elaboração;
IV – Submeter o documento final à apreciação da Secretaria e demais instâncias 
competentes.
A assistência técnica aos agricultores familiares vem sendo garantida pela Secretaria 
Municipal, que conta com um quadro técnico multidisciplinar, e pela Empaer, que dispõe de um 
médico-veterinário na sede do município, além de disponibilizar, durante dois dias da semana em 
13
Tapurah, os serviços de um profissional técnico lotado no município vizinho de Itanhangá. O 
Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar/MT, por meio do Sindicato Rural, vem atuando 
no município com Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) nas áreas de piscicultura (01 
Engenheiro de Pesca), bovinocultura de corte (01 Médico-Veterinário), fruticultura e olericultura 
(02 Técnicos em Agropecuária) e apicultura, esta última em fase de planejamento. Atua também 
na capacitação de produtores, cujo levantamento de necessidades é feito pelo Sindicato Rural.
Existem no meio rural atrativos turísticos naturais, como riachos, grutas, trilhas e 
cachoeiras, embora ainda necessitem de infraestrutura adequada a essas atividades. No município, 
a principal atração turística é a Expotapurah, realizada no mês de julho de cada ano.
O Centro de Cidadania e Transformação (CCT), construído em parceria entre o 
Governo de Mato Grosso e a Prefeitura de Tapurah, conta com cozinha industrial, panificadora, 
almoxarifado e duas câmaras frias. O espaço já abriga cursos de panificação e todos os alimentos 
preparados ali são destinados ao atendimento das escolas estaduais e municipais e de outros 
serviços públicos do município. O CCT é considerado inovador porque agrega, em um mesmo 
espaço, diversos serviços ao cidadão e, ao mesmo tempo, oferece oportunidades de qualificação e 
fomenta o pequeno produtor.
O CCT conta com um total de 26 servidores, sendo duas nutricionistas responsáveis pelo 
cardápio, Sara Rocha Benitti e Nahyara Gomes, que preparam 5 mil refeições diárias e atendem 
cerca de 2.000 alunos (na zona urbana e rural). Os fornecedores somam 12, sendo 10 agricultores 
familiares e 2 cooperativas, uma delas de Lucas do Rio Verde. Segundo a nutricionista Nahyara 
Gomes, a produção da agricultura familiar municipal não supre a demanda, sendo necessário 
complementar com compras de mercado e de cooperativa do município de Lucas do Rio Verde.
A COAIT (Cooperativa de Desenvolvimento Agro-Industrial de Tapurah), com 27 anos de 
fundação, dedica-se à produção de polpas de frutas e outros produtos agrícolas. Contribui para a 
merenda escolar das escolas do município. Atualmente, compra produtos de 15 municípios e 
comercializa em 27 municípios de Mato Grosso.
Na área da saúde, de acordo com a Secretária Municipal, Lilian Ortega Ferreira, o 
município possui três unidades de saúde: uma na sede e duas nos distritos de Ana Terra e Eldorado. 
Apenas uma microrregião não é atendida. O desafio é o transporte dos agentes de saúde até as 
comunidades, em função da longa distância. Há necessidade de ampliar as unidades de atenção 
básica.
14
4. CARACTERIZAÇÃO PEDOLÓGICA DO MUNICÍPIO DE TAPURAH
O município de Tapurah situa-se sobre a Superfície Peneplanizada Terciária e os arenitos 
da Formação Utiariti, predominando relevo plano a suave ondulado, o que favorece o uso agrícola 
mecanizado. As condições de clima tropical semiúmido, com precipitação média anual próxima 
de 2.000 mm, e a cobertura vegetal original de Cerrado e Floresta Subcaducifólia, contribuíram 
para a formação de solos profundos, bem drenados e altamente intemperizados, com baixa 
fertilidade natural e acidez elevada.
Segundo o Zoneamento Socioeconômico-Ecológico de Mato Grosso (PRODEAGRO) e a 
Memória Técnica da Folha Sorriso – MIR-339 (DSEE-PD-MT-024), os principais tipos de solos 
identificados no município são Latossolos Vermelhos (LVd1, LVd2, LVd3), Latossolos 
Vermelho-Amarelos (LVAd2) e Gleissolos Háplicos (GXbd2), representados no Mapa de 
Pedologia do Município de Tapurah (Figura 3). 
 Figura 3 - Mapa de Pedologia do Município de Tapurah-MT, destacando as principais 
Classes de solos predominantes.
Essas classes de solos refletem o predomínio de materiais argilosos e friáveis, de muito 
baixa erodibilidade e excelente estrutura física, o que confere ao território elevada aptidão para a 
agricultura, especialmente nas áreas de Latossolos. As áreas hidromórficas (Gleissolos) estão 
restritas às várzeas e planícies de inundação, exigindo manejo cuidadoso e preservação ambiental.
15
4.1 DESCRIÇÃO DAS PRINCIPAIS UNIDADES DE SOLO
GXbd2 – Gleissolo Háplico Tb Distrófico
Solos hidromórficos, de textura média a argilosa, mal drenados e sujeitos a encharcamentos 
periódicos. Localizam-se em planícies aluviais e margens de rios, apresentando horizonte glei 
acinzentado e elevada saturação por alumínio. São distróficos e de baixa fertilidade natural, 
adequados à pastagem natural, rizicultura e sistemas agroflorestais adaptados à umidade. Devem 
ser preservados para garantir o equilíbrio hídrico e a recarga dos cursos d’água.
LVAd2 – Latossolo Vermelho-Amarelo Distrófico
Solos profundos e bem drenados, com textura argilosa a muito argilosa, derivados de 
arenitos da Formação Utiariti. Apresentam teores de Fe₂O₃ entre 7 e 11%, baixa CTC e acidez 
elevada. O relevo é plano a suave ondulado, sob vegetação de Cerrado e Floresta Tropical 
Subcaducifólia. Demandam calagem e adubação corretiva, sendo amplamente utilizados para soja, 
milho e feijão, com manejo conservacionista e práticas de rotação de culturas.
LVd1 – Latossolo Vermelho Distrófico
Solos muito profundos, friáveis e bem estruturados, de textura argilosa e coloração 
avermelhada intensa. Apresentam muito baixa erodibilidade e boas condições físicas para 
mecanização. Ocorrem sob Floresta Tropical Subcaducifólia, sendo altamente aptos para 
agricultura intensiva (soja, milho safrinha e feijão), desde que corrigidos quanto à acidez e 
fertilidade.
LVd2 – Latossolo Vermelho Distrófico (fase Cerrado)
Solos profundos, bem drenados e argilosos, com relevo plano a suavemente ondulado. 
Possuem baixa saturação de bases e, localmente, plintita incipiente. O uso atual é voltado a 
pastagens plantadas e lavouras cíclicas. Demandam calagem periódica e fertilização equilibrada, 
recomendando-se manejo agroecológico e cobertura permanente do solo.
LVd3 – Latossolo Vermelho-Amarelo Distrófico Plíntico
Solos argilosos com presença de plintita em subsuperfície, indicando variação sazonal de 
umidade e restrição parcial de drenagem. Ocorrem em relevo plano e suave ondulado, sob Cerrado 
e Floresta Tropical Subcaducifólia. Possuem boa profundidade e estrutura, sendo adequados para 
agricultura mecanizada e integração lavoura-pecuária, com necessidade de manejo 
conservacionista e drenagem adequada.
16
4.2 SÍNTESE E IMPLICAÇÕES PARA O DESENVOLVIMENTO RURAL
Os solos de Tapurah apresentam condições físicas favoráveis à mecanização e muito baixa 
suscetibilidade à erosão, predominando unidades com profundidade elevada, boa drenagem e 
textura argilosa. Em contrapartida, apresentam baixa fertilidade natural e acidez elevada, exigindo 
manejo técnico e práticas de conservação.
Essas características tornam o município amplamente apto ao desenvolvimento 
agropecuário sustentável, com destaque para:
1. Uso racional de corretivos e fertilizantes;
2. Implantação de práticas agroecológicas e rotação de culturas;
3. Manutenção da cobertura vegetal nas margens de rios e nascentes;
4. Incentivo à agricultura familiar diversificada e de base conservacionista.
O uso planejado do solo, aliado a tecnologias sustentáveis de produção, permitirá que 
Tapurah mantenha sua vocação agrícola sem comprometer os recursos naturais, consolidando-se 
como referência regional em produtividade, manejo responsável e integração territorial.
Quadro 4 – Classes de Solo, Características e Aptidão de Uso no Município de Tapurah-MT
Símbolo Classe de Solo Textura / 
Drenagem
Relevo
Fertilidade 
Natural
Erodibilidade Uso Atual / 
Potencial
GXbd2
Gleissolo 
Háplico Tb 
Distrófico
Média a 
argilosa / 
Imperfeita
Plano Baixa Fraca
Pastagens 
naturais, 
rizicultura, 
áreas de 
preservação 
permanente 
(APPs)
LVAd2
Latossolo 
Vermelho￾Amarelo 
Distrófico
Argilosa / Boa Plano a suave 
ondulado Baixa Muito fraca
Lavouras 
comerciais 
(soja, milho, 
feijão)
LVd1
Latossolo 
Vermelho 
Distrófico
Argilosa / Boa Plano a suave 
ondulado Baixa Muito fraca
Agricultura 
intensiva, 
mecanizada
LVd2
Latossolo 
Vermelho 
Distrófico (fase 
Cerrado)
Argilosa / Boa Plano Baixa Muito fraca
Lavouras 
cíclicas, 
pastagens 
plantadas
LVd3
Latossolo 
Vermelho￾Amarelo 
Distrófico 
Plíntico
Argilosa / 
Moderada
Plano a suave 
ondulado Baixa Muito fraca
Agricultura 
mecanizada, 
integração 
lavoura￾pecuária
Fonte: PRODEAGRO (DSEE-PD-MT-024, 2000); IBGE (Zoneamento Pedológico, 2018).
17
5. USO E COBERTURA DA TERRA DO MUNICÍPIO DE TAPURAH
A área do município de Tapurah apresenta distintas categorias de uso e cobertura do solo. 
As Áreas Antrópicas Agrícolas somam 238.385,75 hectares, sendo compostas principalmente por 
Culturas Temporárias, que ocupam 232.889,79 hectares, além de Pastagens, com 5.331,49 
hectares, e áreas de Silvicultura, totalizando 164,47 hectares. As Áreas de Vegetação Natural 
abrangem 208.865,05 hectares, distribuídas entre Áreas Florestais (203.284,92 ha) e Áreas 
Campestres (5.580,13 ha). Os recursos hídricos naturais, classificados como Águas Continentais, 
ocupam 860,43 hectares (IBGE, 2017).
O município possui ainda 818,31 hectares de Áreas Urbanizadas, correspondentes à 
ocupação consolidada, e outros 818,31 hectares identificados como Áreas Antrópicas Não 
Agrícolas, que incluem espaços modificados sem finalidade produtiva agrícola. Nos usos 
complementares constam áreas vinculadas a sistemas produtivos e extrativistas, como açaí, 
castanha-do-pará e carvão vegetal (166.632,11 ha), criação de aves (200,33 ha), bovinos acima de 
dois anos (5.131,16 ha), além de áreas destinadas à produção de carvão vegetal, lenha e madeira 
em tora (40.200,25 ha). Estão presentes também pequenos cultivos ou vegetações específicas, 
como eucalipto (164,47 ha) e oiticica com áreas associadas à produção de lenha e subprodutos 
(14,93 ha) (IBGE, 2017).
Figura 4 – Cobertura e uso da terra no município de Tapurah – MT (IBGE, 2017).
18
De modo geral, os dados evidenciam que Tapurah possui matriz produtiva 
predominantemente agrícola, com grande representatividade das culturas anuais mecanizadas, 
complementada por áreas naturais relevantes e por atividades extrativistas e pecuárias que 
contribuem para diversificação econômica e fortalecimento da agricultura familiar.
6. ESTRUTURA DA SEDAMA
I. Gabinete do Secretário – GS
II. Departamento de Meio Ambiente –
DEMA
a) Coordenação de Licenciamento Ambiental
b) Coordenação de Fiscalização e Educação 
Ambiental
c) Coordenação de Gestão de Resíduos 
Sólidos
III. Departamento de Agricultura e 
Pecuária – DEAP
a) Coordenação de Apoio à Agricultura 
Familiar
b) Coordenação de Setor Agropecuário
IV. Departamento de Indústria e 
Comércio – DEIC
a) Coordenação de Indústria e Comércio
À Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Agricultura e Meio Ambiente 
compete:
I. Coordenar, fomentar e articular programas de desenvolvimento rural alternativos para 
pequenos agricultores;
II. Promover e coordenar a política de assistência técnica ao pequeno produtor;
III. Promover o associativismo rural, bem como assistir às cooperativas e outras 
associações de classe de produtores e de trabalhadores;
IV. Promover a fiscalização quanto ao cumprimento de normas e posturas relacionadas 
com o sistema de abastecimento;
V. Administrar as feiras, mercados, matadouros e centros comerciais sob o domínio do 
Poder Público Municipal;
VI. Planejar, organizar, dirigir, coordenar e controlar a elaboração de planos, programas, 
pesquisas, projetos e atividades para implementação da política ambiental;
VII. Promover o fomento de atividades economicamente e socialmente ativas nas áreas de 
turismo, em harmonia com as políticas de preservação e proteção ambiental do município;
VIII. Promover a fiscalização das reservas naturais;
IX. Proceder a estudos sobre questões que interessem ao desenvolvimento da indústria, 
comércio e serviços;
X. Opinar sobre matérias de interesse industrial, comercial e de serviços;
XI. Desenvolver trabalhos técnicos de divulgação e promoção da indústria, comércio e 
serviços.
19
6.1 ORGANOGRAMA DA SEDAMA
Figura 5 – Estrutura organizacional da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Agricultura
e Meio Ambiente de Tapurah – MT.
6.2 INFRAESTRUTURA (FROTA) DA SEDAMA
Tabela 3 - Relação da Frota de Veículos da Secretaria
Especificação Unid. Quant. Frota
Escavadeira PC) un. 01 134
Motoniveladora (Patrol) un. 01 088
Trator CASE un. 01 064
Trator Agrícola MFR 4307 MASSEY un. 01 089
Caminhão Isotérmico (PL RAL-4B42) un. 01 81
Caminhão Bau (PL RRW-6G34) un. 01 112
Caminhão Caçamba ATRON un. 01 051
Fiat/Strada Endurance CS (PL SPC 6B00) un. 01 125
Fiat/Strada Endurance CS (PL SPC 6A60) un. 01 126
Fiat/Strada Freedom CD13 (PL SPT-1145) un. 01 133
Fiat/Strada HDWK CC E (PL QCX-7D44) un. 01 0556
Motocicleta CG FAN 150 (PL QBN-3176) un. 01 138
20
7. PARCERIA COM O CONSÓRCIO INTERMUNICIPAL DO ALTO TELES PIRES
O município de Tapurah-MT e o Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento 
Econômico, Social e Ambiental Alto Teles Pires – CIDESA, resolveram celebrar, por meio do 
Contrato de Rateio nº 002/2025, a congregação de esforços visando ao planejamento, à 
coordenação e à execução de atividades de interesse comum dos consorciados. O valor global do 
contrato para o exercício do ano de 2025 é de R$ 85.416,71 (oitenta e cinco mil, quatrocentos e 
dezesseis reais e setenta e um centavos), sendo repassados em 10 (dez) parcelas mensais, a 
primeira no valor de R$ 8.541,69 (oito mil, quinhentos e quarenta e um reais e sessenta e nove 
centavos).
Os municípios integrantes do Consórcio são: Feliz Natal, Ipiranga do Norte, Itanhangá, 
Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Nova Ubiratã, Santa Carmem, Sinop, Sorriso, Tapurah, Vera, 
União do Sul, Santa Rita do Trivelato e São José do Rio Claro.
Em junho de 2025, foi realizada, com os municípios integrantes, a reunião de alinhamento 
para o processo de descentralização do licenciamento ambiental, com o objetivo de apresentar 
como deve ser desenvolvido o trabalho pelos técnicos do CIDESA e pelas equipes dos municípios. 
Foram abordados os tópicos: conceito de descentralização; licenciamento ambiental nos tipos 
Licença Prévia (LP), Licença de Instalação (LI) e Licença de Operação (LO), tendo como base 
legal a Resolução CONSEMA nº 41/2021.
As atividades licenciadas pelos municípios incluem: loteamentos urbanos, condomínios, 
armazéns de grãos, depósitos de defensivos agrícolas, oficinas mecânicas, lava-jatos e outras 
atividades listadas na resolução. Cabe aos administrativos municipais receber e conferir processos, 
emitir taxas, realizar o cadastro técnico municipal, solicitar processos da SEMA, encaminhar 
documentos ao CIDESA e preencher o formulário de licenciamento.
As funções dos fiscais municipais são: monitorar o empreendimento conforme o impacto 
ambiental e condicionar o alvará de funcionamento à licença ambiental. Cabe aos Analistas 
Ambientais do CIDESA fazer a análise técnica e documental, realizar vistorias, emitir pareceres e 
orientar as equipes dos municípios. O licenciamento ambiental municipal garante a 
descentralização, promove o desenvolvimento sustentável, fortalece a gestão ambiental local e 
proporciona maior controle e proteção ambiental nos municípios.
21
Figura 6 – Municípios que compõem o Consórcio Intermunicipal do Alto Teles Pires (CIDESA)
8. METODOLOGIA PARTICIPATIVA DE ELABORAÇÃO DO PLANO
A metodologia utilizada na elaboração do Plano Municipal da Agricultura Familiar do 
município de Tapurah compreendeu três momentos:
1º Momento – Coleta de Dados Secundários:
Compreendeu a coleta, seleção, análise e organização de dados já publicados em diferentes 
fontes, como: Censo do IBGE, planos de desenvolvimento, artigos, cartilhas e livros, a fim de 
reunir informações relevantes para que os gestores públicos, entidades de apoio e os próprios 
agricultores familiares possam planejar e implementar ações que promovam o desenvolvimento 
da agricultura familiar do município.
– Caracterização do Município: história, aspectos geográficos, dados demográficos, 
aspectos socioeconômicos, situação ambiental e informações culturais.
2º Momento – Mobilização e Articulação Institucional no Município:
– Apresentação da proposta do Plano Municipal da Agricultura Familiar (PMAF), na 
sala de reuniões da Prefeitura Municipal, para autoridades e representantes de entidades, tais como: 
Prefeitura Municipal, Câmara de Vereadores, Secretaria de Desenvolvimento Econômico, 
Agricultura e Meio Ambiente, Secretarias de Educação, Saúde e Infraestrutura, Conselho 
Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável, Centro de Cidadania e Transformação – CCT, 
22
Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural, Instituto de Defesa 
Agropecuária de Mato Grosso – INDEA, SENAR – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, 
Sindicato Rural, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Cooperativa de Desenvolvimento Agro￾Industrial Ltda. – COAIT, agentes financeiros e outros.
Na apresentação, discorreu-se sobre a importância do PMAF para os agricultores 
familiares, entidades públicas e privadas que atuam no meio rural, destacando sua fundamentação 
legal, justificativa, objetivos, resultados esperados e as etapas operacionais para elaboração, 
transformação em política pública por meio de Projeto de Lei Municipal e sua execução.
O Prefeito Municipal, Álvaro Galvan, e o Secretário de Desenvolvimento Econômico, 
Agricultura e Meio Ambiente, Marusan F. Barbosa, fizeram a abertura da apresentação.
Presença do Assessor Parlamentar Jilson F. da Silva, representando o Dep. Estadual 
Dilmar Dal Bosco, Líder do Governo na Assembleia Legislativa de MT.
23
Visita da Equipe de Elaboração às Entidades Parceiras – O objetivo dessa visita foi levantar 
informações nas instituições públicas e privadas que atuam, direta ou indiretamente, com os 
beneficiários da agricultura familiar. Os dados levantados se propõem a auxiliar a identificação 
dos principais problemas, das potencialidades locais e das soluções propostas ao desenvolvimento:
• Visita à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Agricultura e Meio Ambiente, 
visando nivelar informações sobre o Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural 
Sustentável – CMDRS, comunidades tradicionais e assentamentos de produtores existentes, 
principais atividades agropecuárias, agroindústrias existentes, situação do meio ambiente, 
turismo rural, assistência técnica, capacitação, cooperativismo, associativismo, crédito rural, 
serviço de inspeção municipal e agentes financeiros existentes;
• Visita à Secretaria de Educação para levantar o número de escolas municipais e estaduais 
existentes no meio rural, o quadro de professores, transporte escolar, compra de produtos da 
agricultura familiar para a merenda escolar e a atuação da Secretaria no meio rural;
• Visita à Secretaria de Saúde com o objetivo de levantar o número de unidades de saúde 
existentes no meio rural, agentes de saúde e a atuação da Secretaria;
• Visitas às outras instituições existentes no município, como: Empaer, Cooperativa 
COAIT, Sindicato Rural e Sindicato dos Trabalhadores Rurais.
A nutricionista do Centro de Cidadania e Transformação – CCT, Nahyara Gomes, 
expôs que a agricultura familiar do município não supre a demanda, sendo necessário 
complementar com compras de outros municípios.
24
3º Passo – Mobilização Comunitária:
- Mobilização das Famílias das Comunidades e Assentamentos – Compreendeu convites 
feitos às famílias rurais para participação no planejamento de elaboração do Plano Municipal da 
Agricultura Familiar do município;
- Oficinas de Trabalho nas Comunidades e Assentamentos – Processo por meio do qual as 
pessoas, de forma participativa, se reuniram para conhecer melhor as características de sua própria 
comunidade e/ou assentamento, identificar potencialidades, vocações e os principais obstáculos 
que limitam o desenvolvimento da agricultura familiar.
- Dinâmica das Oficinas nas Comunidades e Assentamentos:
• Inscrição dos Participantes da Oficina – No momento da inscrição, cada participante 
assina a lista de presença e recebe seu crachá com identificação. São convidados a beber 
água e tomar um café, enquanto aguardam o início da oficina de trabalho.
• Abertura da Oficina:
- Boas-vindas – Momento em que é feito o primeiro contato com os participantes da oficina, 
destacando a importância da presença de todos, incentivando-os e motivando-os a participarem 
dos trabalhos a serem desenvolvidos;
- Composição da Mesa com Autoridades – As autoridades presentes foram convidadas a 
compor a mesa e fizeram uso da palavra após a apresentação da programação da oficina de 
trabalho;
• Apresentação da Programação – Antes do início dos trabalhos, os participantes 
conheceram as atividades que seriam desenvolvidas durante a oficina. Foram apresentados 
o que é o Plano Municipal da Agricultura Familiar (PMAF), seus objetivos, sua 
importância, a fundamentação legal e os resultados esperados com sua elaboração;
• Fala das Autoridades – As autoridades utilizaram a fala para destacar a importância do 
PMAF para o município e incentivaram os presentes a participarem de sua elaboração.
• Início da Oficina – Reflexão: “Barco Sem Rumo” – Esta é a primeira atividade. Utiliza￾se o desenho de um barco à deriva, no qual está escrito “barco sem rumo não tem vento 
a favor”. Discute-se o que significa estar sem rumo, o que isso representa para a 
comunidade e de que maneira é possível construir um rumo. A conclusão que se busca 
alcançar é que, para se ter um rumo, é preciso planejar, e que o planejamento será mais 
legítimo se contar com a participação de todos. 
25
• Convite para o Trabalho – Com os resultados da reflexão, é lançada aos participantes a 
seguinte pergunta: Vocês desejam construir o rumo para a busca de melhores oportunidades 
para sua comunidade? Todos, motivados pela reflexão anterior, respondem que sim e, em 
seguida, são convidados para o trabalho. 
Figura 7 – Ilustração utilizada para o “Convite ao Trabalho”.
• 1º Trabalho em Grupo – Retrato da Comunidade – Este trabalho tem por objetivo 
desinibir os participantes, melhorar a integração do grupo e construir a realidade do lugar 
onde vivem. A tarefa é desenhar sua comunidade como se estivessem tirando uma fotografia 
aérea, estabelecendo os limites, as potencialidades e os entraves. Não deverão escrever, 
somente desenhar, o que possibilita a participação de todos. O exercício também serve para 
aumentar o entrosamento e o interesse em participar de trabalhos em grupo.
26
Figura 8 – Oficinas participativas com agricultores familiares, envolvendo a construção 
coletiva dos desenhos em grupo (A) e a apresentação e validação dos 
resultados em plenária (B).
27
• 2º Trabalho em Grupo – Análise Econômica, Ambiental, Social e de Infraestrutura –
Este trabalho possibilita que cada grupo faça a análise de cada aspecto, utilizando a Matriz 
FOFA:
Ambiente Interno – Forças e Fraquezas;
Ambiente Externo – Oportunidades e Ameaças.
Figura 9 – Representação da Matriz FOFA
• Apresentação em Plenária – Cada grupo apresenta e valida, em plenária, o resultado da
Matriz FOFA trabalhada em cada aspecto:
- Área Ambiental (vegetação, água, solo, lixo doméstico, lixo tóxico e Cadastro Ambiental 
Rural);
- Área Econômica (produção, agroindústrias, comercialização, crédito rural, assistência 
técnica e regularização fundiária);
- Área Social (educação, saúde, organização, saneamento, cultura, esporte e lazer);
- Infraestrutura (habitação, comunicação, energia, estradas e transporte).
28
O Humorômetro foi utilizado para avaliar as oficinas de trabalho com os participantes das 
comunidades e assentamentos, com o objetivo de medir e acompanhar o sentimento de cada um, 
de forma rápida, visual e eficaz. Ao final de cada oficina, os participantes realizaram a avaliação, 
marcando um “X” com pincel atômico na cartolina, registrando seus sentimentos.
 
Figura 10 – Representação ilustrativa do “Humorômetro”, utilizado nas 
oficinas de trabalho.
29
9. SISTEMATIZAÇÃO DAS ANÁLISES TÉCNICAS E COMUNITÁRIAS.
A Matriz FOFA é uma ferramenta utilizada para analisar os pontos fortes e fracos do meio 
rural do município (fatores internos) e as oportunidades e ameaças que ele enfrenta no ambiente 
externo. O objetivo é usar essas informações para tomar decisões estratégicas, aproveitar as 
oportunidades, neutralizar ameaças, potencializar as forças e corrigir as fraquezas, aumentando a 
competitividade da agricultura familiar. A sistematização final foi feita pela equipe responsável 
pela elaboração do Plano Municipal da Agricultura Familiar – PMAF, a seguir descrita:
Quadro 5 – Análise Ambiental do Meio Rural (Matriz FOFA)
Ambiente Interno: Forças e Fraquezas
FORÇAS FRAQUEZAS
• Boa cobertura vegetação nativa
• Recursos hídricos abundantes
• Relevo plano
• Destino correto dos resíduos e vasilhames de 
defensivos
• Cadastro Ambiental Rural com adesão
• Nascentes de água pouco protegidas
• Grande quantidade de APPs desmatada
• Falta de práticas de conservação do solo
• Coleta seletiva de lixo no meio rural
Ambiente Externo: Oportunidades e Ameaças
OPORTUNIDADES AMEAÇAS
• Recursos hídricos abundantes
• Proteção do solo com cobertura verde
• Implementação de Programa de Regularização 
Ambiental (PRA)
• Mudas para recuperar mata ciliar 
• Alterações no clima (ondas de calor)
• Solos com alto índice de erosão
• Maior frequência de fenômenos climáticos 
extremos (enxurradas e estiagens)
Quadro 6 – Análise Econômica do Meio Rural (Matriz FOFA)
Ambiente Interno: Forças e Fraquezas
FORÇAS FRAQUEZAS
• Estradas de acesso às propriedades
• Água disponível para irrigação
• Venda institucional da produção (PAA, 
PNAE) e Feira do produto local
• Proximidade de outros mercados
• Diversidade de produção
• Assistência Técnica disponível (SEDAMA, 
Empaer, ATEGs SENAR)
• Infraestrutura para escoamento da produção
• Facilidade de acesso a insumos
• Vacinação dos animais
• Escassez de mão-de-obra
• Assistência técnica mais presentes
• Energia elétrica não tem rede trifásica
• Entrada de produtos para o consumo de outras 
regiões
• Pouco conhecimento sobre utilização da nota 
fiscal eletrônica
• Industrialização da produção
• Regularização fundiária deficitária
• Dificuldade de acesso ao crédito rural
Ambiente Externo: Oportunidades e Ameaças
OPORTUNIDADES AMEAÇAS
• Turismo rural
• Economia diversificada
• Redução da sucessão rural das propriedades
• Alterações climáticas
30
Quadro 7 – Análise Social do Meio Rural (Matriz FOFA)
Ambiente Interno: Forças e Fraquezas
FORÇAS FRAQUEZAS
• INTERNET: Starlik, Via Rádio e Fibra Ótica
• Presença de unidade de atendimento a saúde na 
área rural
• Coleta de resíduos orgânicos e seletivos
• Abastecimento público de água tratada nas 
comunidades
• Aposentadorias rurais
• Transporte escolar
• Existência de unidades de saúde
• Moradia deficitária
• Esporte e Laser para jovens e adultos
• Saneamento básico rural insuficiente
• Falta de instituição pública de ensino técnico na 
área rural
• Deficiência na organização em associativismo e 
cooperativismo
• Atendimento nas unidades de saúde
• Sistema de telefonia ainda deficitário
• Salas de aula insuficiente em algumas áreas
• Associações pouco ativas
Ambiente Externo: Oportunidades e Ameaças
OPORTUNIDADES AMEAÇAS
• Potencial de crianças e jovens nas escolas 
Municipais de Educação do Campo para a 
sucessão do trabalho e atividades no campo
• Boa infraestrutura e organização das 
comunidades
• Cultura e gastronomia ainda preservadas
• Integração através das festas nas comunidades
• Campeonatos esportivos entre comunidades
• Falta de recursos humanos parceiros para tornar 
o currículo da Escola de Educação do Campo 
ativo
• Tráfico de drogas em algumas comunidades, 
envolvendo jovens estudantes como usuários
• Falta de opções de lazer no meio rural 
principalmente para jovens
• Poucas parcerias com entidades locais
• Êxodo rural
Quadro 8 – Análise da Infraestrutura do Meio Rural (Matriz FOFA)
Ambiente Interno: Forças e Fraquezas
FORÇAS FRAQUEZAS
• Proximidade do mercado consumidor de 
frutas e hortaliças;
• Estradas com bom acesso as propriedades
• Baixa cobertura de rede de telefonia móvel
• Rede trifásica não chega em várias 
propriedades
• Oscilação da rede de energia
• Dificuldade na extensão de rede de 
distribuição de água
Ambiente Externo: Oportunidades e Ameaças
OPORTUNIDADES AMEAÇAS
• Novas tecnologias de internet via satélite;
• Disponibilidade de financiamentos para 
captação de recursos para obras.
• Segurança (furtos e assaltos mediante 
coação
• Grande extensão de malha viária para 
realizar manutenção e roçadas.
31
10. DIAGNÓSTICO DA AGRICULTURA FAMILIAR
10.1 CONTEXTO GERAL
O diagnóstico da agricultura familiar em Tapurah apresenta informações gerais sobre o 
território, dados geográficos, perfil produtivo, perfil social, organizações dos produtores e a 
estrutura de serviços existentes, compondo o panorama necessário ao planejamento estratégico do 
desenvolvimento rural. O município se destaca pela forte aptidão agrícola, com predominância de 
lavouras temporárias como soja, milho, algodão e feijão, além de cadeias pecuárias consolidadas, 
como suinocultura, avicultura e bovinocultura. No âmbito da agricultura familiar, sobressaem-se 
a produção de frutas, legumes, verduras, mandioca, apicultura, piscicultura e avicultura de pequena 
escala, atividades essenciais para o abastecimento de alimentos básicos consumidos pela 
população.
No contexto nacional, a Agricultura Familiar ocupa posição central no desenvolvimento 
rural brasileiro. Segundo o Censo Agropecuário 2017 (IBGE), o país possui mais de 5,07 milhões 
de estabelecimentos agropecuários, muitos deles caracterizados pela gestão familiar. Ainda 
conforme o Censo, 4,75 milhões desses estabelecimentos possuem produção ativa, revelando a 
ampla participação da agricultura familiar na oferta de alimentos, na geração de renda e na 
segurança alimentar do país. Esses dados servem como referência para compreender o papel 
estratégico que a agricultura familiar desempenha em municípios como Tapurah, inclusive na 
diversificação produtiva e na promoção de sistemas agroalimentares sustentáveis.
No caso de Tapurah, as condições naturais favorecem a produção agrícola. Os solos do 
município apresentam excelentes características físicas para mecanização, com boa profundidade, 
drenagem adequada e baixa suscetibilidade à erosão. Entretanto, a fertilidade natural é reduzida e 
a acidez elevada, o que demanda uso racional de corretivos, práticas de manejo adequadas e adoção 
de técnicas conservacionistas. Tais características tornam o município amplamente apto ao 
desenvolvimento agropecuário sustentável, com destaque para:
• uso eficiente de corretivos e fertilizantes;
• implantação de práticas agroecológicas e rotação de culturas;
• manutenção da cobertura vegetal nas margens de rios, córregos e nascentes;
• incentivo à agricultura familiar diversificada e de base conservacionista.
O uso planejado do solo, aliado à adoção de tecnologias sustentáveis de produção, permitirá 
que Tapurah consolide sua vocação agrícola sem comprometer os recursos naturais, fortalecendo 
a agricultura familiar e promovendo a integração territorial. Dessa forma, o município tende a se 
destacar como referência regional em produtividade, inovação, manejo responsável e 
sustentabilidade.
32
10.1.1 Importância da Agricultura Familiar para Tapurah
A agricultura familiar desempenha um papel essencial no desenvolvimento rural de 
Tapurah, especialmente em um território marcado pela predominância do agronegócio de larga 
escala. Nesse contexto, ela assume funções estratégicas como a diversificação da oferta de 
alimentos para consumo interno, a complementação de renda das famílias rurais, a preservação de 
práticas agrícolas tradicionais e sustentáveis e o abastecimento de programas de compras 
institucionais, como o PNAE e o PAA. Essa integração reforça sistemas produtivos locais, com 
destaque para hortifruticultura, mandioca, pequenas criações, apicultura, piscicultura e atividades 
de agregação de valor, como processamento artesanal de alimentos.
No município, a agricultura familiar contribui diretamente para a segurança alimentar da 
população, fornecendo produtos de ciclo curto, hortaliças, legumes, aves, suínos em pequena 
escala, ovinos e derivados. Ainda que a produção familiar ocorra em menor escala quando 
comparada às cadeias empresariais predominantes, como; soja, milho, algodão e pecuária 
intensiva, sua relevância permanece evidente ao fortalecer a economia circular, gerar trabalho no 
campo e manter a diversidade produtiva e paisagens agrícolas heterogêneas.
Esse cenário evidencia que a agricultura familiar possui grande potencial de expansão em 
Tapurah, sobretudo nas cadeias de hortifruticultura, apicultura, produção animal de pequeno porte 
e agroindústria familiar. As condições de vida das famílias rurais reforçam a necessidade de 
políticas públicas que priorizem saneamento, habitação rural, infraestrutura produtiva, assistência 
técnica e extensão rural continuada. O fortalecimento do acesso ao crédito, da organização social 
e das compras públicas é fundamental para ampliar sua capacidade produtiva e competitividade.
Assim, a agricultura familiar consolida-se como um dos pilares do desenvolvimento rural 
no município, contribuindo para a segurança alimentar, geração de renda, sustentabilidade 
ambiental e integração territorial, posicionando Tapurah como referência regional em 
diversificação produtiva e manejo responsável dos recursos naturais.
10.2 ESTRUTURA FUNDIÁRIA
Tabela 12 – Comunidades Tradicionais e Assentamentos de Produtores
Comunidades
Tradicionais Nº Famílias Distância da
Sede Principais Produtos Cultivados
Ana Terra/Novo Eldorado 12 50/23 km
Frutas, legumes, verduras, mandioca, 
aves, bovinos de leite, corte e ovinos Chácara - Entorno 90 -
Chácara - Urbana 50 -
Subtotal 152 -
33
Assentamentos - Incra Nº Famílias Distância da
Sede (Km) Principais Produtos Cultivados
Rio Borges 10 50
Frutas, legumes, verduras, bovinos 
de leite, corte, ovinos e aves.
Santa Luzia 17 20
Tapurah/Itanhangá 18 50
Bonanza 08 40
Subtotal 53 -
TOTAL 205 -
10.3 DESCRIÇÃO DO EFETIVO DOS REBANHOS
De acordo com a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM/IBGE, 2024), o município de 
Tapurah (MT) apresenta um rebanho diversificado, com destaque para a pecuária bovina, 
suinocultura e avicultura. O município possui 81.769 cabeças de bovinos, compondo uma base
importante para a atividade pecuária regional. A suinocultura também se destaca, com 407.087 
suínos no total, dos quais 32.905 são matrizes, evidenciando um setor estruturado e voltado à 
produção intensiva.
No segmento de equinos, o município registra 1.200 animais, enquanto os rebanhos de 
caprinos e ovinos apresentam menor representatividade, com 415 caprinos e 5.227 ovinos, 
respectivamente. A avicultura é uma das atividades mais expressivas, totalizando 4.367.808 
galináceos, incluindo 35.000 galinhas destinadas à produção de ovos e/ou corte.
Esses números demonstram que Tapurah possui forte presença em sistemas intensivos de 
produção animal, especialmente na criação de suínos e aves, complementados por um rebanho 
bovino significativo na região norte mato-grossense (IBGE, 2024).
Tabela 4 - Efetivo dos Rebanhos (Cabeças).
Tipo de Rebanho Tapurah (MT) Mato Grosso Participação (%)
Bovino 81.769 32.853.368 0,25%
Equino 1.200 406.723 0,30%
Suíno – Total 407.087 2.203.941 18,47%
Suíno – Matrizes 32.905 215.469 15,27%
Caprino 415 22.107 1,88%
Ovino 5.227 360.838 1,45%
Galináceos 4.367.808 44.682.308 9,78%
Fonte: IBGE – Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), 2024.
34
10.4 CIDADANIA, EDUCAÇÃO E SUPORTE À AGRICULTURA FAMILIAR
O Centro de Cidadania e Transformação (CCT) prepara 5 mil refeições diárias e atende 
cerca de 2.000 alunos, tanto na zona urbana quanto na rural. Para isso, conta com 10 agricultores 
familiares do município e com a Cooperativa de Desenvolvimento Agroindustrial de Tapurah 
(COAIT) como fornecedores de produtos da agricultura familiar, complementando suas compras 
no comércio local e em uma cooperativa do município de Lucas do Rio Verde. A COAIT, dedicada 
à produção de polpas de frutas, contribui diretamente para a merenda escolar das escolas 
municipais. 
No município, a rede educacional é composta por quatro escolas municipais urbanas e duas 
rurais, totalizando seis unidades que atendem 1.950 alunos. Além disso, Tapurah dispõe de uma 
escola estadual, que atende 1.236 estudantes, e uma escola da rede particular, com 398 alunos.
A assistência técnica aos agricultores familiares é garantida pela Secretaria Municipal, que 
conta com uma equipe técnica multidisciplinar, e pela Empaer, que mantém um médico-veterinário 
na sede do município, além de disponibilizar, dois dias por semana, um profissional técnico lotado 
no município vizinho de Itanhangá. O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/MT), por 
meio do Sindicato Rural, atua com Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) nas áreas de 
fruticultura e olericultura, com dois técnicos em agropecuária, e na área de apicultura, atualmente 
em fase de planejamento. O Senar também realiza capacitações conforme demandas levantadas 
pelo Sindicato Rural de Tapurah.
No âmbito produtivo, Tapurah conta com duas agroindústrias familiares em 
funcionamento: Embutidos Tapurah, que produz embutidos defumados de suínos com registro no 
SIM/Tapurah e capacidade anual de 3.600 kg de salame, e Ovos Cavazzini, que mantém produção 
diária de 550 dúzias de ovos. A organização social dos agricultores é fortalecida pela atuação da 
Associação do PA Santa Luzia, composta por 30 famílias, além da Associação dos Produtores de 
Suínos do Médio-Norte, formada por 11 famílias e atuante na defesa dos interesses dos associados 
junto à empresa integradora. Além dessas organizações, o município conta também com o 
Sindicato dos Trabalhadores Rurais, que exerce papel relevante na representação social, na 
mobilização das famílias agricultoras e na defesa dos seus direitos.
Por fim, os agricultores familiares assentados da Reforma Agrária enfrentam dificuldades 
de acesso ao crédito rural devido à ausência de regularização fundiária. Torna-se essencial 
contemplar ações voltadas à regularização de assentamentos irregulares e à titulação de seus 
ocupantes, garantindo o direito social à moradia e o pleno desenvolvimento das funções da 
propriedade.
35
11. EIXOS ESTRATÉGICOS, DIRETRIZES E AÇÕES PRIORITÁRIAS
As diretrizes são regras gerais que indicam qual caminho seguir, ou uma escolha 
estratégica para alcançar os objetivos. Elas funcionam como um guia para estabelecer metas a 
serem seguidas, assegurando que os objetivos sejam alcançados. As ações são compreendidas 
como as medidas que o Governo e seus parceiros deverão tomar para atender às diretrizes.
Elas estão propostas a partir de cinco grandes eixos temáticos, quais sejam: Produção 
Sustentável; Agregação de Valor e Comercialização; Assistência Técnica e Extensão Rural; 
Regularização Ambiental e Fundiária; Governança e Controle Social.
Eixo 01 – Produção Sustentável
Compreende o aperfeiçoamento dos sistemas de produção para um modelo produtivo, 
economicamente viável e ecologicamente sustentável, fundamentado nos princípios da produção 
de base agroecológica e estruturado em cadeias produtivas.
Eixo 01 – Produção Sustentável
DIRETRIZ 1: Fomentar e disseminar práticas de produção sustentável e agroecológica
OBJETIVO: Disseminar práticas de produção sustentável e agroecológica
Metas
Prioritárias Ações Prioritárias Indicadores Responsáveis Prazo Valor
Produção
sustentável
Intercâmbios, feiras, 
dias de campo e visitas 
técnicas, apoio a 
participação.
03 
intercâmbios
30 particip.
SEDAMA e 
Empaer
2026/ 
2027/
2028
9.000,00
Implantação de 
Unidades de Referência 
Tecnológicas (URTs) de 
produção agroecológica.
03 URTs de 
produção 
agroecológica
(0,5 ha).
SEDAMA e 
Empaer
2026/ 
2027/
2028
120.000,00
Valorização de 
conhecimentos e 
práticas de preservação 
e multiplicação de 
sementes crioulas.
03 URTs de 
multiplicação 
de sementes 
crioulas 0,5 ha
SEDAMA e 
Empaer
2026/ 
2027/
2028
120.000,00
Eixo 01 – Produção Sustentável
DIRETRIZ 2: Facilitar o acesso ao crédito para agricultores familiares
OBJETIVO: Acessar crédito para agricultores familiares
Metas 
Prioritárias Ações Indicadores Responsáveis Prazo Valor
Acesso a
crédito rural
do Pronaf
Divulgação das linhas 
de crédito do PRONAF 
com suas 
especificidades.
06 reuniões 
técnicas
(120 part.)
SEDAMA, 
Empaer e Ag. 
Financeiros
2026/ 
2027/
2028 6.000,00
36
Metas 
Prioritárias Ações Indicadores Responsáveis Prazo Valor
Acesso a
crédito rural
do Pronaf
Capacitação de agentes 
financeiros e de ATER 
para facilitar o acesso ao 
crédito rural.
03 encontros 
técnicos
(60 técnicos)
SEDAMA, 
Empaer e Ag. 
Financeiros
2026/ 
2027/
2028
9.000,00
Incentivo à autonomia 
financeira e 
empoderamento das 
mulheres e jovens.
03 reuniões 
técnicas
(60 part.)
SEDAMA e 
Empaer
2026/ 
2027/
2028
3.000,00
Eixo 01 – Produção Sustentável
DIRETRIZ 3: Apoiar o desenvolvimento das cadeias produtivas na agricultura familiar
OBJETIVO: Desenvolver cadeias produtivas da agricultura familiar
Metas 
Prioritárias Ações Indicadores Responsáveis Prazo Valor
Desenvolvime
nto das cadeias 
produtivas da 
agricultura 
familiar
Desenvolvimento das 
cadeias produtivas 
como: FLV, mandioca, 
apicultura, aves e 
pecuária de leite.
300 visitas aos 
produtores 
familiares
SEDAMA e 
Empaer
2026/ 
2027/
2028
96.000,00
Formação de 
organizações da 
agricultura familiar para 
gestão das cadeias 
produtivas.
03 cursos sobre 
associativismo e 
cooperativismo
(45 part.)
SEDAMA, 
Empaer e 
Senar
2026/ 
2027/
2028
17.460,00
Introdução de cadeias 
produtivas do café e 
cacau.
03 URT de 
produção
(0,5 ha)
SEDAMA e 
Empaer
2026/ 
2027 120.000,00
Eixo 01 – Produção Sustentável
DIRETRIZ 4: Promover o acesso à água para uso doméstico e produtivo
OBJETIVO: Acessar água para uso doméstico e produtivo
Metas 
Prioritárias Ações Indicadores Responsáveis Prazo Valor
Acesso a
água
Levantamento do 
potencial e necessidades 
locais de água para uso 
doméstico e produtivo 
por agricultor familiar.
50 sistemas de 
captação de água
SEDAMA e 
Empaer
2026/ 
2027 40.000,00
Captação de recursos
para viabilização de 
projetos de irrigação 
para agricultores 
familiares.
Elaboração de 01 
projeto de 
incentivo à 
agricultura 
familiar irrigada
SEDAMA/ 
Empaer/ 
Seaf/MT
2026/ 
2027 20.000,00
37
Metas 
Prioritárias Ações Indicadores Responsáveis Prazo Valor
Acesso a
água
Distribuição e 
implantação de sistemas 
de captação de água 
para irrigação.
50 sistemas de 
captação de água
SEDAMA/ 
Empaer/ 
Seaf/MT
2026/ 
2027 150.000,00
Eixo 02 – Agregação de Valor e Comercialização
É possível observar diversos entraves enfrentados pelos agricultores familiares que vão 
desde o beneficiamento dos produtos nas agroindústrias, questões fiscais, tributárias e sanitárias, 
aos espaços paras efetivar a venda ao consumidor. Este eixo apresenta propostas para superar esses 
entraves e possibilitar acesso aos circuitos de comercialização (feiras, mercados institucionais, 
convencionais, e o acesso do consumidor a produtos com qualidade).
Eixo 02 – Agregação de Valor e Comercialização
DIRETRIZ 1: Fortalecer as organizações sociais produtivas
OBJETIVO: Criar e regularizar associações e cooperativas
Metas
Prioritárias Ações Indicadores Responsáveis Prazo Valor
Criação e 
regularização de 
associações e 
cooperativas
Criação e regularização 
de associações e 
cooperativas.
03 reuniões 
técnicas
(60 part.)
SEDAMA, 
EMPAER, 
Empaer e 
OCB
2026/ 
2027/
2028
3.000,00
Capacitação em 
organização produtiva e 
gestão de 
empreendimentos.
02 cursos
(30 part.)
SEDAMA e 
SENAR
2026/ 
2027 11.640,00
Eixo 02 – Agregação de Valor e Comercialização
DIRETRIZ 2: Potencializar o alcance dos mercados institucionais
OBJETIVO: Alcançar mercados institucionais
Metas 
Prioritárias Ações Indicadores Responsáveis Prazo Valor
Comercialização 
com mercados 
institucionais
(PAA e PNAE)
Capacitação de 
profissionais das entidades
para implementação do 
Programa PNAE.
03 reuniões 
técnicas
(60 part.)
SEDAMA, 
Empaer e 
SEDUC
2026/ 
2027/
2028
3.000,00
Divulgação do Programa do 
PNAE e seus benefícios nas 
escolas públicas, entre
o público da agricultura 
familiar
03 reuniões 
técnicas
(60 part.)
SEDAMA e 
Empaer
2026/ 
2027/
2028
3.000,00
38
Eixo 02 – Agregação de Valor e Comercialização
DIRETRIZ 3: Impulsionar o comércio da produção agrícola e não agrícola
OBJETIVO: Apoiar a comercialização da produção agrícola e não agrícola
Metas 
Prioritárias Ações Indicadores Responsáveis Prazo Valor
Comércio da 
produção 
agrícola e não 
agrícola
Apoiar o 
desenvolvimento das 
cadeias de turismo rural, 
gastronomia e
artesanato, com ênfase 
na agricultura familiar
03 reuniões 
técnicas
(60 part.)
SEDAMA, 
EMPAER e 
SEDTUR
2026/ 
2027/
2028
3.000,00
Eixo 02 – Agregação de Valor e Comercialização
DIRETRIZ 4: Apoiar o desenvolvimento das agroindústrias familiares
OBJETIVO: Desenvolver as agroindústrias familiares
Metas 
Prioritárias Ações Indicadores Responsáveis Prazo Valor
Desenvolvimento 
das 
agroindústrias 
familiares
Apoiar o 
desenvolvimento das 
agroindústrias 
familiares
03 reuniões 
técnicas
(60 part.)
SEDAMA, 
SEAF, AMM 
e Empaer 
2026/ 
2027 3.000,00
20 visitas 
técnicas
(20 
participantes)
SEDAMA, 
SEAF, AMM 
e Empaer
2026/ 
2027 6.400,00
Fomento a construção e 
adequação de 
agroindústrias 
familiares
02 reuniões 
técnicas
(40 
participantes)
SEDAMA, 
SEAF, AMM 
e Empaer
2026/ 
2027 2.000,00
Eixo 03 – Assistência Técnica e Extensão Rural
De modo geral, a assistência técnica e extensão rural é pautada pela racionalidade produtiva 
do modelo agrícola de produção de commoditus e orientada pela difusão e transferência 
tecnológica, por esse motivo, continua pouco adequada à realidade socioambientais da agricultura 
familiar. Este eixo apresenta proposições para ampliação dos serviços e a conformação da ATER 
pública para que reconheça e valorize o protagonismo da agricultura familiar, nos processos de 
produção e socialização de conhecimentos.
39
Eixo 03 – Assistência Técnica e Extensão Rural
DIRETRIZ 1: Prestação dos serviços de ATER para o público da agricultura familiar
OBJETIVO: Prestar ATER para o público da agricultura familiar
Metas 
Prioritárias
Ações Indicadores Responsáveis Prazo Valor
Serviços de 
ATER para o 
público da 
agricultura 
familiar
Prestação de serviço de 
ATER voltada para 
inclusão 
socioeconômica plena 
e reconhecida de 
mulheres e jovens 
rurais na agricultura 
familiar.
60 mulheres 
atendidas
SEDAMA e 
Empaer
2026/ 
2027 19.200,00
40 jovens 
rurais 
atendidos
SEDAMA e 
Empaer
2026/ 
2027 12.800,00
Implementação de boas 
práticas de ATER
60 agricultores 
atendidos
SEDAMA e 
Empaer
2026/ 
2027 19.200,00
Utilização de URT’s, 
para validação, 
monitoramento de 
resultados e 
transferência de 
tecnologias
02 URTs
implantadas
SEDAMA e 
Empaer
2026/ 
2027 80.000,00
100
agricultores 
atendidos
SEDAMA e 
Empaer
2026/ 
2027 32.000,00
Eixo 03 – Assistência Técnica e Extensão Rural
DIRETRIZ 2: Capacitar prestadores de serviço de ATER e agentes locais
OBJETIVO: Capacitar os técnicos de ATER do município
Metas 
Prioritárias Ações Indicadores Responsáveis Prazo Valor
Capacitação dos 
técnicos de ATER 
e público da 
agricultura 
familiar
Capacitação de 
técnicos em 
metodologia de ATER
15 técnicos 
capacitados
SEDAMA e 
Empaer
2026/ 
2027/
2028
16.749,00
Capacitação de 
agricultores em 
tecnologias de 
produção e 
comercialização
75 agricultores 
capacitados
SEDAMA, 
Empaer e 
SENAR
2026/ 
2027/
2028
17.460,00
Eixo 03 – Assistência Técnica e Extensão Rural
DIRETRIZ 3: Promover a emancipação socioeconômica das mulheres e jovens rurais
OBJETIVO: Garantir ATER e crédito para mulheres e jovens na agricultura familiar
Metas 
Prioritárias Ações Indicadores Responsáveis Prazo Valor
ATER e crédito
para mulheres e 
jovens rurais
Estímulo a participação 
das mulheres e jovens 
rurais nos projetos de 
assistência técnica e 
extensão rural
04 reuniões 
técnicas
SEDAMA e 
Empaer
2026/ 
2027 4.000,00
40
Metas
Prioritárias Ações Indicadores Responsáveis Prazo Valor
ATER e crédito
para mulheres e 
jovens rurais
Promoção e apoio a 
mulheres e jovens 
rurais para o acesso às 
linhas de crédito da 
Agricultura Familiar
04 palestras
técnicas
SEDAMA e 
Empaer
2026/ 
2027 3.500,00
Fomento às atividades 
não agrícolas entre as 
mulheres e jovens 
rurais
04 palestras
técnicas
SEDAMA e 
Empaer
2026/ 
2027 3.500,00
Eixo 04 – Regularização Ambiental e Fundiária
Na regularização ambiental, as ações visam orientar os agricultores familiares sobre a 
legislação ambiental vigente, para promoverem a adequação ambiental das propriedades e posses 
rurais. Sem a documentação e regularização ambiental da propriedade o agricultor fica 
impossibilitado de acessar as políticas públicas, como linhas de crédito e os mercados 
institucionais.
A regularização Fundiária, contempla ações que visam à regularização de assentamentos e 
comunidades tradicionais irregulares e a titulação de seus ocupantes.
Eixo 04 – Regularização Ambiental e Fundiária
DIRETRIZ 1: Promover a regularização ambiental dos imóveis da Agricultura Familiar
OBJETIVO: Regularizar ambientalmente os estabelecimentos da agricultura familiar
Metas 
Prioritárias Ações Indicadores Responsáveis Prazo Valor
Regularização 
ambiental dos 
imóveis da 
Agricultura 
Familiar
Realizar o Cadastro 
Ambiental Rural
(CAR) das 
propriedades e posses 
da agricultura familiar.
04 palestras 
técnicas
SEDAMA e 
Empaer
2026/ 
2027 6.000,00
Capacitar os 
agricultores em 
educação ambiental 
(combate a incêndios, 
destinação de 
embalagens de 
agrotóxicos e resíduos 
químicos)
04 palestras
técnicas
SEDAMA e 
Empaer
2026/ 
2027 6.000,00
41
Metas 
Prioritárias Ações Indicadores Responsáveis Prazo Valor
Regularização 
fundiária dos 
imóveis da 
agricultura 
familiar
Apoiar técnica e 
juridicamente à 
regularização fundiária 
de propriedades da
agricultura familiar
04 reuniões 
técnicas
SEDAMA, 
SEAF e 
INTERMAT
2026/ 
2027 6.000,00
Garantir ao morador o 
título de sua 
propriedade.
04 reuniões 
técnicas
SEDAMA, 
SEAF e 
INTERMAT
2026/ 
2027 6.000,00
Permitir a inclusão dos 
lotes nos cadastros 
municipais.
04 reuniões 
técnicas
SEDAMA E 
Empaer
2026/ 
2027 6.000,00
Eixo 05 – Governança e Controle Social
A governança é essencial para garantir que os interesses da sociedade sejam atendidos e 
que haja transparência, responsabilidade e inclusão nas tomadas de decisão. Controle social é a 
participação da sociedade na fiscalização e avaliação das ações do governo e das políticas públicas,
que pode ocorrer por meio de conselhos, audiências, grupos de cidadãos, redes sociais, entre outros 
mecanismos. A interação entre governança e controle social pode levar a melhores resultados nas 
políticas públicas e maior confiança da sociedade nas instituições.
Eixo 05 – Governança e Controle Social
DIRETRIZ 1: Fortalecer a cooperação interinstitucional para o desenvolvimento da AF 
OBJETIVO: Estimular o controle social sobre as ações do poder público para AF 
Metas 
Prioritárias Ações Indicadores Responsáveis Prazo Valor
Controle social: 
Sociedade ativa e 
participante
Fortalecer o CMDRS 
para monitoramento de 
políticas públicas 
voltadas ao 
desenvolvimento rural 
sustentável
04 palestras 
técnicas
SEDAMA e 
Empaer
2026/ 
2027 6.000,00
Implementação de 
projeto que garanta 
dotação orçamentária 
para funcionamento do 
CMDRS
01 projeto 
elaborado
SEDAMA e 
Empaer 2026 5.000,00
Capacitação de 
gestores municipais e 
sociedade civil sobre 
processo de gestão 
pública como LOA, 
LDO e PPA
02 cursos 
sobre gestão 
pública
SEDAMA, 
SEAF e 
Empaer
2026/ 
2027
11.640,00
42
12. PLANEJAMENTO ORÇAMENTÁRIO E FINANCEIRO
O Planejamento Orçamentário e Financeiro da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, 
Agricultura e Meio Ambiente (SEDAMA) compreende o conjunto de ações, estudos e 
instrumentos que orientam a aplicação dos recursos públicos na execução das políticas, programas 
e projetos voltados ao setor agropecuário e ao desenvolvimento rural do município. Ele faz parte 
do planejamento governamental e deve estar alinhado às diretrizes da Lei de Diretrizes 
Orçamentárias (LDO), que contém as orientações definidas pelo Poder Executivo para organizar 
a elaboração do orçamento público anual, ou seja, para definir como o dinheiro público deve ser 
planejado e gasto no ano seguinte.
As diretrizes da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) são regras e prioridades que 
indicam o que é mais importante para o governo realizar no ano subsequente. Elas estabelecem 
como o orçamento deve ser montado, definem limites, critérios e metas fiscais e orientam a 
Secretaria Municipal sobre onde concentrar seus planos e programas. O Poder Executivo garantiu 
à Secretaria o recurso anual no valor de R$ 4.000.000,00 (quatro milhões de reais), destinados ao 
custeio e aos investimentos.
13. CONSIDERAÇÕES FINAIS
O Plano Municipal da Agricultura Familiar é uma ferramenta de planejamento, que 
apresenta um diagnóstico participativo do meio rural do município, especialmente da agricultura 
familiar, apontando os principais problemas, as necessidades e potencialidades existentes. Servirá 
de base para elaboração de programas e projetos econômicos, sociais, ambientais e de 
infraestruturas. 
o Plano é requisito do Termo de Adesão dos municípios ao Sistema Estadual Integrado da 
Agricultura Familiar de Mato Grosso – SEIAF/MT, que será computado como requisito para a 
aferição do Índice Municipal da Agricultura Familiar - IAF, base para o recebimento de até 2% do 
Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) anual.
Contribui para um novo modelo de gestão, e orienta a proposição e execução de políticas 
públicas para o desenvolvimento da agricultura familiar do município
Contempla diretrizes que indicam qual caminho seguir, ou uma escolha estratégica para 
alcançar os objetivos, que funcionam como um guia para estabelecer metas a serem seguidas, 
assegurando que os objetivos sejam alcançados. Também, ações que são compreendidas como as 
medidas que o Governo e seus parceiros deverão tomar para atender às diretrizes.
Finalizado, o Plano deve ser transformado em Lei Municipal, que instituirá a Política de 
Desenvolvimento Rural Sustentável da Agricultura Familiar, e servirá para um período de 12 anos 
com atualização a cada 4 anos.
43
14. REFERÊNCIAS
BRASIL. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Censo Agropecuário 2017: resultados 
definitivos. Disponível em: 
<https://censos.ibge.gov.br/agro/2017/templates/censo_agro/resultadosagro/frutas>. Acesso em: 
10 nov. 2025.
BRASIL. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pesquisa da Pecuária 
Municipal: Tabela 3939 – Efetivo dos rebanhos, por tipo de rebanho. Rio de Janeiro: IBGE, 
2024. Disponível em: <https://sidra.ibge.gov.br/tabela/3939>. Acesso em: 17 nov. 2025.
BRASIL. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Censo Agropecuário 2017: 
Tabela 6845 – Número de estabelecimentos agropecuários, por tipologia, prática agrícola, sexo, 
idade, condição e escolaridade do produtor. Rio de Janeiro: IBGE, 2019. Disponível em: 
https://sidra.ibge.gov.br/tabela/6845>. Acesso em: 17 nov. 2025.
BRASIL. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Censo Agropecuário 2017: 
Tabela 6898 – Número de estabelecimentos agropecuários com produção e valor da produção 
dos estabelecimentos. Rio de Janeiro: IBGE, 2019. Disponível em: 
<https://sidra.ibge.gov.br/tabela/6898>. Acesso em: 17 nov. 2025.
BRASIL. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pesquisa Nacional por 
Amostra de Domicílios Contínua – PNAD Contínua: Tabela 6821 – Domicílios e moradores, 
por condição de ocupação do domicílio (2024). Rio de Janeiro: IBGE, 2024. Disponível em: 
<https://sidra.ibge.gov.br/tabela/6821>. Acesso em: 17 nov. 2025.
EMPAER-MT. Agricultura Familiar em Mato Grosso: 2020. Compilado por Carlos Antônio 
Branco Lopes. Cuiabá, 2020. 76 p.
MATO GROSSO. Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF). Cartilha sobre Plano 
Municipal de Agricultura Familiar. Cuiabá: SEAF, 2024. Disponível em: 
<https://www.agriculturafamiliar.mt.gov.br/documents/d/seaf/cartilha-pmafs-1-pdf>. Acesso em: 
2 jun. 2025.
MATO GROSSO. Secretaria de Estado de Agricultura Familiar. Plano Estadual da 
Agricultura Familiar – PEAF MT. Cuiabá, 2017.
MATO GROSSO. Secretaria Municipal de Educação. Plano Municipal de Educação 2014–
2024. Tapurah, MT, 2014. 69 p.
PREFEITURA MUNICIPAL DE CAXIAS DO SUL. Secretaria da Agricultura, Pecuária e 
Abastecimento – SMAPA. Plano Municipal de Desenvolvimento Rural 2024–2027. Caxias do 
Sul, RS, 2024.
PREFEITURA MUNICIPAL DE NOVA FRIBURGO. Secretaria Municipal de Agricultura e 
Desenvolvimento Rural. Plano Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável do 
Município de Nova Friburgo 2020–2023. Nova Friburgo, RJ, 2020.
PREFEITURA MUNICIPAL DE PIRACICABA. Plano Municipal de Desenvolvimento Rural 
Sustentável 2010–2013. Piracicaba, SP, 2010.

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