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materia nº 8/2025

Tipo Razões do veto
Número / Ano 8 / 2025
Date 2025-11-05
EmentaVeto integral ao autógrafo de Lei nº 4.782, de 09 de outubro de 2025.
native_id16336

Autoria

Tramitação (latest 2)

DateStatusTurnoTexto
2025-12-04 Veto sobre a proposição mantido U
2025-11-11 Aguardando Parecer da Comissão da Constituição, Justiça, Red D

Documents (1)

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Matéria: Veto nº 25/2025
PROTOCOLO DE MATÉRIA LEGISLATIVA
Autoria: Poder Executivo - Diego Vaz Sorgatto
Ementa: "Veto parcial ao autógrafo de Lei n° 4.782, de 09 de outubro de
2025."
Assunto: Veto 4782
Departamento de origem: PODER EXECUTIVO - DIEGO VAZ SORGATTO
Data: 07/11/2025 10:57:00
Protocolo nº: 2192/2025
Praça Nirson Carneiro Lobo n° 34, Centro CEP 72.800-060 
(61) 3906-3080 / 3906-3091 CNPJ/MF 01.169.416/0001-09 - SITE: www.luziania.go.gov.br 
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OFÍCIO MENSAGEM N° 006/2025 – GAB/PML 
Luziânia, 05 de novembro de 2025
Ao Excelentíssimo Senhor, 
Felipe Medeiros Nascimento 
Presidente da Câmara Municipal de Luziânia/GO 
ASSUNTO: veto integral ao autógrafo de Lei n° 4.782, de 09 de 
outubro de 2025. 
Senhor Presidente, 
Cabe-me informar que, nos termos dos artigos 58, §1º, e 75, 
inciso IV, da Lei Orgânica do Município de Luziânia, que o Autógrafo de 
Lei n° 4.782, de 09 de outubro de 2025, de autoria da nobre Vereadora 
Márcia Elaine Meireles Silveira, que dispõe sobre a garantia de direito 
de prioridade nos programas sociais do nosso município para a mulher 
vítima de violência doméstica, na forma que especifica, foi 
integralmente vetado, pelos fatos e motivos de direitos que passamos 
a expor: 
Razões do veto: 
Autógrafo de Lei em questão dispõe sobre a garantia de 
direito de prioridade nos programas sociais do nosso município para a 
mulher vítima de violência doméstica. 
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A proposição, ao criar obrigações administrativas e 
procedimentos de gestão pública (identificação, concessão de 
prioridade, tratamento sigiloso de dados, estrutura de atendimento),
impõe tarefas e custos ao Poder Executivo. A iniciativa legislativa para 
normas que criam carga administrativa ou criam, ampliam ou alteram 
competência interna do Executivo é, por regra de governabilidade e 
separação dos poderes, atribuição privativa do Chefe do Poder 
Executivo ou depende de prévia iniciativa e autorização deste. A edição 
de normas que interfiram diretamente na organização administrativa e 
no regime de execução de políticas públicas sem iniciativa do Executivo 
configura vício formal (inconstitucionalidade por iniciativa), tornando o 
ato normativo inválido desde a sua origem. 
A norma cria obrigações de caráter administrativo que podem 
gerar despesas (cadastro, capacitação, controles, sistemas de sigilo e 
proteção de dados, estrutura de atendimento). A aprovação de normas 
com potencial impacto financeiro exige compatibilização com as 
normas orçamentárias e com a Lei de Responsabilidade Fiscal 
(planejamento e previsão das despesas). A ausência de avaliação de 
impacto e de previsão de fonte de custeio torna a lei juridicamente 
inadequada sob o prisma da responsabilidade fiscal e da prudência 
orçamentária. 
O sistema constitucional brasileiro se estruturou no princípio 
da tripartição dos poderes, na forma do art. 2° da CF/88, de 
observância obrigatória pelos Estados, Distrito Federal e Municípios, 
tendo sido distribuídas funções típicas e atípicas aos poderes 
Legislativo, Executivo e Judiciário, os quais, entre si, são 
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independentes e harmônicos. A mesma norma que institui a separação 
dos poderes proíbe ingerências indevidas de um poder sobre outro, de 
forma a garantir a já referida harmonia, motivo pelo qual a Constituição 
Federal estabeleceu determinadas matérias para as quais há reserva 
de iniciativa ao Chefe do Poder Executivo, por dizerem respeito a 
questões de organização administrativa e, especialmente, que estão 
sob o controle e gerenciamento do titular desse poder. 
 Assim sendo, a proposta acaba por transpor os limites do 
princípio da separação dos poderes, visto que interfere em atos de 
organização administrativa que gerarão despesas não programadas 
pelo Executivo. 
Sob a ótica formal, verifica-se que compete 
privativamente ao Prefeito legislar sobre matéria orçamentária, 
inclusive quanto à abertura de créditos adicionais, à concessão de 
auxílios, prêmios e subvenções, nos termos do art. 77, inciso IV, da Lei 
Orgânica do Município. Da mesma forma, é de sua competência 
exclusiva a criação, estruturação e definição das atribuições das 
Secretarias Municipais e demais órgãos da Administração Pública, 
conforme estabelece o art. 77, inciso III, do mesmo diploma legal. 
Portanto, é certo que compete ao Prefeito Municipal, 
figura que exerce as funções de governo relacionadas ao 
planejamento, organização e direção de serviços da municipalidade, 
eleger as prioridades e decidir quais ações governamentais, diretrizes 
e metas deverão ser estabelecidas para atender ao interesse da 
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população local e de seus servidores, havendo, portanto, 
inconstitucionalidade quanto à competência na apresentação do 
Projeto de Lei que ocasionou o presente Autógrafo. 
Ressalto, por oportuno, que o ato de sanção ou veto, 
pelo Poder Executivo, de um Projeto de Lei, seja de sua iniciativa ou 
não, insere-se no âmbito do Processo Legislativo, sendo o veto em si 
um mecanismo a conter futura inconstitucionalidade, ilegalidade ou
atos contrário ao interesse público, o que ora vislumbro. 
Diante do exposto, e com vistas a resguardar a legalidade, a 
constitucionalidade e o interesse público, VETO INTEGRALMENTE o 
Autógrafo de Lei nº 4.782, de 09 de outubro de 2025, por vício de 
iniciativa, inconstitucionalidade e ilegalidade 
Submeto o presente veto à elevada apreciação dessa Colenda 
Câmara Municipal. 
GABINETE DO PREFEITO MUNICIPAL DE LUZIÂNIA, data da 
assinatura eletrônica. 
__________________________________________________ 
DIEGO VAZ SORGATTO 
PREFEITO MUNICIPAL DE LUZIÂNIA 
DIEGO VAZ SORGATTO:03542826111 Assinado de forma digital por DIEGO VAZ SORGATTO:03542826111 
Dados: 2025.11.05 17:04:09 -03'00'
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