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materia nº 246/2026

Tipo Ofícios do Executivo
Número / Ano 246 / 2026
Date 2026-05-26
EmentaOfício n.º 265/2026/Gabinete do Prefeito - Encaminha resposta ao Requerimento n.º 47/2026, formulado pelo Vereador Luiz Gustavo Gonçalves Xavier, encaminhado pelo Ofício n.º 197/2026/Gabinete da Presidência, protocolado nesta Prefeitura sob o n.º 4.822/2026.
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Autoria

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texto original #

status: extracted · method: native · backend: pypdfium2 · confidence: 1.00 · pages: 117



Prefeitura Municipal de Andradas, Minas Gerais 
PraÁa Vinte e Dois de Fevereiro, s/nº - CEP 37838-042 — CNPJ nº 17.884.412/0001-34 
Fone: (35) 3739-2550 - endereÁo eletrÙnico: meioambiente@andradas.mg.gov.br 
sÌtio oficial na internet: www.andradas.mg.gov.br 
OfÌcio n.º: 141/2026 – Divis„o de Meio Ambiente 
 
Andradas, 18 de maio de 2026. 
Assunto: requerimento nº 57/2026 – C‚mara Municipal de Andradas – ETE Veredas da Serra 
¿ Divis„o de Gabinete 
Em atenÁ„o ao processo 04822/2026, referente ao requerimento da 
C‚mara Municipal nº 57/2026, informo que esta Divis„o n„o possui conhecimento 
quanto ao recebimento da ETE do loteamento Veredas da Serra, sendo que desconhece 
que a mesma tenha sido recebida pela administraÁ„o, cabendo a operaÁ„o, atÈ o presente 
momento, ao empreendedor. 
Ainda que os custos referentes a sua implantaÁ„o foram todos oriundos 
do loteador, n„o havendo gastos da municipalidade referente ao projeto. 
… de conhecimento desta divis„o a condiÁ„o deteriorada que se encontra 
a referida ETE, sendo informada a Secretaria Municipal de Planejamento e Meio 
Ambiente diante da situaÁ„o. H· registros oriundos de moradores do bairro, quanto a 
falta de manutenÁ„o, operaÁ„o e conservaÁ„o da estrutura da ETE e seus equipamentos, 
sendo reportado a administraÁ„o a condiÁ„o que se encontra. 
Em anexo segue, resumo acerca a situaÁ„o da ETE, projeto da ETE e 
licenÁa ambiental (que apesar de estar em nome da Prefeitura de Andradas, como 
mencionei, n„o possuo conhecimento quanto ao recebimento deste equipamento do 
loteamento). 
Sem mais para o momento, me coloco ‡ disposiÁ„o para esclarecimentos 
que fizerem necess·rios. 
Cl·udio J˙nior Ara˙jo 
Gerente da Divis„o de Meio Ambiente 
MatrÌcula 07509 
Prefeitura Municipal de Andradas, Minas Gerais 
PraÁa Vinte e Dois de Fevereiro, s/nº - CEP 37838-042 — CNPJ nº 17.884.412/0001-34 
Fone: (35) 3739-2550 - endereÁo eletrÙnico: meioambiente@andradas.mg.gov.br 
sÌtio oficial na internet: www.andradas.mg.gov.br 
OfÌcio n.º: 109/2026 – Divis„o de Meio Ambiente 
 
Andradas, 13 de abril de 2026. 
Assunto: ETE Veredas da Serra 
Ilma. Sra. 
Tarsila Maria Sibilla Brando Faion 
Secretaria Municipal de Planejamento e Meio Ambiente 
Em atenÁ„o a solicitaÁ„o da Sr.™ Tarsila Maria Sibilla Brando Faion, informo que a 
EstaÁ„o de Tratamento de Esgoto (ETE) pertencente ao loteamento Veredas da Serra I, ainda 
continua com problemas acerca de sua manutenÁ„o, tanto fÌsica, quanto elÈtrica, necessitando de 
aÁıes que consigam corrigir tal situaÁ„o. 
Esta ETE j· foi foco de questionamentos realizados pelo MPMG em 2022, sendo 
encaminhado resposta que consta em anexo. 
Ainda em vistoria realizada em 2024 (janeiro para verificar alÈm da condiÁ„o da
ETE, mas tambÈm outros pontos do loteamento que precisavam de revis„o – processo nº 
15863/2023, e em dezembro, esta ˙ltima vistoria focada exclusivamente na ETE – informaÁıes 
enviadas por e-mail), ficou evidente que a ETE carece de manutenÁ„o e operaÁ„o adequada. Foi 
encaminhado e-mail a Secretaria de Planejamento e Meio ambiente para ciÍncia e tomada de 
providÍncias, diante da condiÁ„o que a ETE se encontra (em ambos os casos). 
Em 2025 houve questionamento acerca da condiÁ„o da ETE do loteamento Veredas 
da Serra I atravÈs de processo de ouvidoria, o qual foi encaminhado para a Secretaria Municipal de 
Planejamento e Meio ambiente para ciÍncia do processo, contendo inclusive esclarecimentos acerca 
da responsabilidade sobre a ETE por parte da procuradoria do municÌpio. 
Sem mais para o momento. 
Cl·udio J˙nior Ara˙jo 
Gerente da Divis„o de Meio Ambiente 
MatrÌcula 07509
CLAUDIO JUNIOR 
ARAUJO:04929793670
Assinado de forma digital por 
CLAUDIO JUNIOR 
ARAUJO:04929793670 
Dados: 2026.04.13 18:02:35 -03'00'








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PREFEITURA MUNICIPAL DE ANDRADAS - MINAS GERAIS 
PraÁa Vinte e Dois de Fevereiro, s/nº - CEP 37795-000 CNPJ nº 17.884.412/0001-34 
Fone: (35) 3739-2000 – EndereÁo eletrÙnico:meioambiente@andradas.mg.gov.br
Sitio oficial na Internet: www.andradas.mg.gov.br
Divis„o de Meio Ambiente
 
Processo Administrativo nº: 15863/2023 
Prezada Sr.™ 
Tarsila Maria Sibilla Brando Faion 
Secretaria Municipal de Planejamento e Meio Ambiente 
Em atenÁ„o ao processo 15863/2023 foi realizada vistoria no local do 
parcelamento de solo Veredas da Serra I, pelos servidores p˙blicos municipal Julio Cesar 
Vieira (Fiscal de Obras) e Cl·udio J˙nior Ara˙jo (Gerente da Divis„o de Meio Ambiente). 
No local foram vistoriados itens que restam ser realizados para que possibilite o efetivo 
recebimento do parcelamento pela municipalidade. 
… interessante mencionar que n„o possuÌmos acesso ao InquÈrito Civil nº 
0026.19.000064-1 – Processo SEI nº 19.16.1111.0072829/2011-11. 
Na vistoria ao parcelamento forma elencados os seguintes pontos que merecem 
atenÁ„o pela municipalidade para efetivo recebimento do parcelamento. 
• ArborizaÁ„o das vias e compensaÁıes ambientais 
Percebe-se arborizaÁ„o deficit·ria em relaÁ„o ao projeto aprovado, restando 
muitas ·rvores nas divisas de lotes e canteiro central da avenida. 
AlÈm da arborizaÁ„o h· processos de compensaÁıes ambientais que restam ser 
comprovados sua realizaÁ„o por completo, conforme aprovaÁ„o do CODEMA. Favor, 
encaminhar relatÛrio das compensaÁıes (com ART) para que possamos realizar a vistoria 
e verificar o est·gio em que se encontra a compensaÁ„o/recuperaÁ„o de ·rea. 
Necessidade de comprovaÁ„o da extinÁ„o do processo junto ao IEF referente a 
crime ambiental por assoreamento de recurso hÌdrico que gerou compensaÁ„o ambiental 
a ser realizada. Favor, encaminhar a comprovaÁ„o da compensaÁ„o junto ao IEF e 
extinÁ„o do processo, caso a compensaÁ„o ambiental tenha sido realizada, segundo o IEF. 
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PREFEITURA MUNICIPAL DE ANDRADAS - MINAS GERAIS 
PraÁa Vinte e Dois de Fevereiro, s/nº - CEP 37795-000 CNPJ nº 17.884.412/0001-34 
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Divis„o de Meio Ambiente
 
• £rea institucional 
A ·rea institucional encontra-se da mesma forma, em local onde o esgoto dever· 
ser bombeado para a ETE e posterior tratamento, trazendo maiores custos ao municÌpio. 
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Divis„o de Meio Ambiente
 
N„o foi verificado a construÁ„o de muro de arrimo entre os lotes e ·rea institucional. 
Resta saber se È do interesse da municipalidade a correÁ„o destes itens. 
• EstaÁ„o de Tratamento de Esgoto – ETE – e Sistema de Esgotamento 
Sanit·rio 
O local encontra-se abandonado, sem qualquer equipamento de seguranÁa, 
podendo qualquer pessoa adentrar ao local. Assim foram encontrados dos mais diversos 
problemas: 
- Problemas eletromec‚nicos: roubo de fiaÁ„o do padr„o de energia no interior da 
ETE, roubo de disjuntores e outros equipamentos que compıem a instalaÁ„o elÈtrica da 
ETE, bombas do retorno e recirculaÁ„o do lodo n„o se encontram no local (n„o sei se 
foram removidos pelo loteador ou se foram furtadas); 
- Problemas estruturais como ac˙mulo de ·gua em lajes das construÁıes e de 
manutenÁ„o da ·rea como um todo – mato extremamente alto o que dificulta o acesso e 
inclusive gera riscos a vistoria devido a poÁos de bombeamento sem tampas; 
- N„o foi verificado a presenÁa de equipamento medidor de vaz„o da ETE (na 
medida do possÌvel devido ao mato alto) – a mediÁ„o de vaz„o di·ria muito 
provavelmente ser· condicionante de licenÁas ambientais emitidas pela FEAM para ETE, 
referente ao seu licenciamento; 
- Necessidade do licenciamento ambiental da ETE junto a FEAM, permitindo sua 
operaÁ„o em conformidade com a legislaÁ„o ambiental vigente; 
- LanÁamento do esgoto deve respeitadas as legislaÁıes de autodepuraÁ„o e 
lanÁamento de esgoto/efluentes em recursos hÌdricos. A prÛpria modelagem de esgoto, 
estudo realizado no segundo semestre de 2019, considera somente o Loteamento Veredas 
da Serra 1, chegando a conclus„o que para atendimento a legislaÁ„o vigente a Època, h· 
necessidade do afastamento do lanÁamento do esgoto atÈ recurso hÌdrico que suporte a 
vaz„o gerada pelo empreendimento (tanto em relaÁ„o a carga org‚nica como em relaÁ„o 
a vaz„o lanÁada no recurso hÌdrico). PorÈm este caso ainda se agravou, pois h· a previs„o 
da aprovaÁ„o do loteamento Veredas da Serra 2, do mesmo empreendedor, o qual possuir· 
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Divis„o de Meio Ambiente
 
ETE parcialmente compartilhada com a ETE do Veredas da Serra 1 (Leitos de secagem 
e lanÁamento do efluente em equipamentos compartilhados, comuns de ambas as ETEs). 
Assim, com este maior aporte de esgoto no lanÁamento final (considerando o 
parcelamento Veredas da Serra 2), mesmo que tratado, poder· gerar inconformidade em 
relaÁ„o ao ponto mencionado de possÌvel lanÁamento nos estudos da modelagem tÈcnica 
do sistema de esgotamento sanit·rio realizado em 2019, podendo gerar a necessidade de 
maior afastamento do emiss·rio para atender a legislaÁ„o pertinente. Apesar do 
parcelamento Veredas da Serra 2 n„o se encontrar aprovado (est· em processo de 
aprovaÁ„o), seria interessante que o loteador inclua esta soluÁ„o para ambos os 
loteamentos, pois compartilham de estruturas comuns, sendo o lanÁamento do efluente 
tratado uma delas. Assim o estudo e proposiÁ„o de soluÁ„o do problema encontrado 
quanto ao lanÁamento final de esgoto tratado em recurso hÌdrico que respeite a legislaÁ„o 
vigente. 
Outro ponto verificado È referente ao tratamento do lodo (leitos de secagem) que 
s„o insuficientes para ambos os parcelamentos (Veredas da Serra 1 e 2), havendo 
necessidade de rec·lculo por parte do empreendedor e readequaÁ„o para n˙mero 
suficiente para o tratamento adequado. 
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• RecomposiÁ„o asf·ltica 
Necessidade de realizaÁ„o de recomposiÁ„o asf·ltica em 3 pontos, sendo um dos 
locais prÛximo aos reservatÛrios de ·gua, e nos dois locais onde foram instaladas as 
v·lvulas de controle de press„o, localizadas na via. 
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• Limpeza e manutenÁ„o geral 
Limpeza de entulhos das vias, tanto ao final da avenida principal quanto prÛximo 
a ETE do loteamento. E limpeza das caixas de dissipaÁ„o de energia d’água pluvial, 
devido ao prov·vel ac˙mulo de areia (n„o foi possÌvel chegar ao local exato devido ao 
mato alto e riscos de acidentes apara se chegar ao local para vistoriar o equipamento). 
Limpeza dos lotes como um todo, devido ao mato alto nos lotes do parcelamento. 
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• Sistema de abastecimento de ·gua do loteamento 
N„o foi apresentado projeto aprovado e recebido pela COPASA – necessidade de 
apresentaÁ„o deste item. 
Encaminha-se o relatÛrio para averiguaÁ„o da Secretaria Municipal de 
Planejamento e Meio Ambiente. 
Sem mais para o momento, nos colocamos ‡ disposiÁ„o para eventuais 
esclarecimentos. 
Cl·udio J˙nior Ara˙jo 
Gerente da Divis„o de Meio Ambiente 
MatrÌcula 07509 
Julio Cesar Vieira 
Fiscal de Obras 
MatrÌcula 06867
CLAUDIO 
JUNIOR 
ARAUJO:049297
93670
Assinado de forma digital 
por CLAUDIO JUNIOR 
ARAUJO:04929793670 
Dados: 2024.01.29 
16:22:25 -03'00'
JULIO CESAR 
VIEIRA:0805
5663688
Assinado de forma 
digital por JULIO 
CESAR 
VIEIRA:08055663688 
Dados: 2024.01.30 
11:49:45 -03'00'
1
Prefeitura Municipal de Andradas - Meio Ambiente
De: Prefeitura Municipal de Andradas - Meio Ambiente 
<meioambiente@andradas.mg.gov.br>
Enviado em: sexta-feira, 6 de dezembro de 2024 15:53
Para: 'Prefeitura Municipal de Andradas - Tarsila Brando'; 'Prefeitura Municipal de 
Andradas - Dilmara Lima'
Assunto: Laudo ETE Veredas da Serra I - 05.12.24
Anexos: Parecer - ETE Veredas I - encaminha Tarsila - 05.12.24.pdf
Boa tarde. 
Conforme solicitado, segue laudo da ETE Veredas da Serra I. 
Atenciosamente, 
Cláudio Júnior Araújo 
Engenheiro Ambiental 
Prefeitura Municipal de Andradas – Divisão de Meio Ambiente 
Telefone: (35)3739-2000 ramal 230 
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Divis„o de Meio Ambiente
 
Prezada Sr.™ 
Tarsila Maria Sibilla Brando Faion 
Secretaria Municipal de Planejamento e Meio Ambiente 
Assunto: laudo ETE Veredas da Serra I
Em atenÁ„o a solicitaÁ„o da Secretaria Municipal de Planejamento e Meio 
Ambiente, encaminho laudo das condiÁıes encontradas na ETE do Parcelamento Veredas 
da Serra I. TambÈm s„o reiterados os pareceres presentes no processo 15863/2023 e 
enviado ‡ Procuradoria Geral do MunicÌpio, quanto aos problemas pendentes elencados 
e aos prazos para correÁıes mencionados, È informado que no ˙ltimo parecer, datado de 
02 de abril de 2024, foram verificadas as pendÍncias e informado o prazo de correÁıes 
em 6 meses, porÈm atÈ o presente momento sem retorno e n„o realizadas as correÁıes. 
Assim, È realizado novo laudo tÈcnico com intuito de avaliar a presente condiÁ„o 
da ETE Veredas da Serra I para informar a Secretaria Municipal de Planejamento e Meio 
Ambiente da atual situaÁ„o e da necessidade urgente de correÁıes para o correto 
funcionamento e tratamento de esgoto do loteamento Veredas da Serra I. 
Seguem os pontos elencados: 
- InstalaÁıes eletromec‚nica, hidr·ulica: 
Verifica-se que toda a parte eletromec‚nica est· comprometida, necessitando de 
reinstalaÁ„o para o correto funcionamento de motores e demais equipamentos que 
necessitem de energia elÈtrica. TambÈm h· necessidade de instalaÁ„o da parte de 
iluminaÁ„o da ETE que est· toda danificada. TambÈm È averiguado que diversas 
tubulaÁıes foram danificadas necessitando que seja reinstalada a parte hidr·ulica da ETE. 
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- Problemas estruturais e demais problemas de manutenÁ„o voltados a condiÁ„o 
da construÁ„o encontrada: 
CorreÁ„o de problemas estruturais, como ac˙mulo de ·gua em lajes, trincas, troca 
de portas danificadas, bancadas danificadas, alambrados danificados, pintura, entre outros 
reparos necess·rios para correto funcionamento. 
- ManutenÁ„o da ·rea – roÁada, limpeza em geral. 
ManutenÁ„o como um todo da ·rea – presenÁa de mato alto, pÈs de mamona e 
necessidade de limpeza, roÁada, inclusive em ·rea onde È realizado o lanÁamento de 
esgoto sanit·rio em recurso hÌdrico. Foi realizada a roÁada, pois a ·rea encontra-se em 
melhores condiÁıes que na vistoria de abril de 2024, porÈm, ainda h· muito mato e pÈs 
de mamona que precisam ser arrancados para evitar seu crescimento e manutenÁıes 
constantes. 
TambÈm È averiguado grande volume de ·gua, esgoto e empoÁamentos n„o sÛ na 
ETE Veredas da Serra I, mas tambÈm na ·rea relativa a ETE Veredas da Serra II (·rea 
adjacente), sendo problema grave e gerando grande preocupaÁ„o quanto a proliferaÁ„o de 
vetores na transmiss„o de dengue, zika e chikungunya. 
- Licenciamento ambiental de operaÁ„o 
O licenciamento ambiental da ETE junto a FEAM – operaÁ„o, foi conseguida pelo 
empreendedor em nome da prefeitura, porÈm devido a situaÁ„o encontrada da ETE a 
mesma n„o se encontra em operaÁ„o adequada, necessitando que tais correÁıes sejam 
realizadas e assim possibilite a correta operaÁ„o e o cumprimento das condicionantes 
vinculadas ao licenciamento. 
- Interceptor de esgoto – lanÁamento de esgoto tratado 
N„o foi averiguada a instalaÁ„o de interceptor de esgoto para o lanÁamento do 
esgoto tratado da ETE, seguindo as diretrizes da Modelagem TÈcnica do sistema de 
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Esgotamento Sanit·rio, estudo realizado em 2019 para realizaÁ„o da concess„o, nesta 
Època, dos serviÁos do sistema de abastecimento de ·gua e do sistema de esgotamento 
sanit·rio. 
Assim, È encaminhado o presente laudo para averiguaÁ„o da presente condiÁ„o da 
ETE Veredas da Serra I com vistas que sejam realizadas as correÁıes pertinentes para o 
correto tratamento do esgoto sanit·rio gerado neste loteamento. 
Seguem fotos do local: 
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Divis„o de Meio Ambiente
 
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Sem mais para o momento. 
Andradas, 06 de dezembro de 2024 
Cl·udio J˙nior Ara˙jo 
Gerente da Divis„o de Meio Ambiente 
MatrÌcula 07509
CLAUDIO 
JUNIOR 
ARAUJO:04929
793670
Assinado de forma 
digital por CLAUDIO 
JUNIOR 
ARAUJO:04929793670 
Dados: 2024.12.06 
14:23:41 -03'00'
 
1 
Rua Joaquim do Prado, 533 – Centro – Cruzeiro – SP CEP 12.701-370 Tel/Fax (0xx12) 3144-1604 E.mail: multidraw@terra.com.br 
1
Eng. e Proj. Industriais e Ambientais Ltda. 
PROJETOS, CONSULTORIAS E IMPLANTAÇÕES.
 
PROJETO DIMENSIONAL E DE CÁLCULO DA ESTAÇÃO DE 
TRATAMENTO DE ESGOTO SANITÁRIO 
PROPRIEDADE.............: Loteamento Residencial Veredas da Serra I 
CLIENTE........................: FSC Empreendimentos Imobiliários Ltda. 
PROJETO......................: ETES – Estação de Tratamento de Esgoto Sanitário 
LOCAL ..........................: Andradas-MG 
DATA..............................: Março / 2024 
 
 MULTIDRAW Eng. e Proj. Ind. e Ambientais Ltda. 
 
2 
Rua Joaquim do Prado, 533 – Centro – Cruzeiro – SP CEP 12.701-370 Tel/Fax (0xx12) 3144-1604 E.mail: multidraw@terra.com.br 
2
Eng. e Proj. Industriais e Ambientais Ltda. 
PROJETOS, CONSULTORIAS E IMPLANTAÇÕES.
ÍNDICE 
1 – Memorial Justificativo do sistema adotado 
1.2 – Memorial Descritivo do sistema adotado 
 
 1.3 – Fluxograma do Processo 
2 – Memorial de Cálculos 
 2.1 – Condições Técnicas 
 2.2– Parâmetros de Projetos 
2.3 – Cálculos das Vazões para Dimensionamento das Linhas de Emissário 
 2.4 – Carga de DBO Gerado Proveniente do Loteamento 
 2.5 – Dimensionamento da Caixa de Gordura 
2.6 – Dimensionamento da Caixa de Areia 
2.7 – Dimensionamento do Tanque de Aeração 
 2.8 – Dimensionamento dos Aeradores de cada fase 
2.9 – Dimensionamento do Tanque de Decantação 
3.0 – Dimensionamento dos Leitos de Secagem 
 
3 
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3.1 – Manual de Operação 
3.2 – Anexos (plantas e cortes; tabela do vertedor; bibliografia) 
 
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1 – Memorial Justificativo do sistema adotado 
O tratamento de efluentes é prática fundamental para a preservação do Meio 
Ambiente. Sua implantação é de interesse dos órgãos e instituições governamentais, 
empresas e principalmente da comunidade, estando acima de tudo à saúde da 
população que cada vez mais tem se conscientizado da necessidade de conservação 
do Meio Ambiente e do tratamento de efluentes como forma de preservação de rios e 
mananciais para melhora da qualidade de vida. 
Para o tratamento dos efluentes gerados neste empreendimento, optou-se por 
tratamento biológico de lodo ativado com aeração prolongada devido às características 
do efluente, espaço físico necessário à implantação, custo relativamente baixo, para 
implantação comparado aos demais sistemas, ser de fácil operação e principalmente 
pela eficiência que estes sistemas oferecem na remoção de matéria orgânica, 
eficiência esta comprovada na prática em empreendimentos com efluentes de 
características similares. 
Em uma Estação de Tratamento de Esgotos por processo biológico, os mesmos 
fenômenos básicos que ocorrem na natureza acontecem, mas a diferença é que há em 
paralelo a introdução de tecnologia. Essa tecnologia tem como objetivo, fazer com que 
o processo de depuração se desenvolva em condições controladas (controle da 
eficiência), e em taxas mais elevadas (solução mais rápida e compacta), evitando a 
liberação de odores. 
A compreensão da microbiologia do tratamento de esgotos é, portanto, 
essencial para a otimização do projeto e operação dos sistemas de tratamento 
biológicos. 
Os principais organismos envolvidos no tratamento são as bactérias, 
protozoários, vírus, fungos e algas. Destes, as bactérias são sem dúvida, os mais 
importantes na estabilização da matéria orgânica. 
 
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O presente sistema de tratamento foi dimensionado para uma eficiência de 85 a 
99% na remoção de carga orgânica, atendendo assim as exigências da Legislação 
Ambiental em todo território nacional, importante ressaltar que o Sistema de 
Tratamento somente atingirá a eficiência próxima a 100% na remoção de matéria 
orgânica se utilizado equipamentos de boa tecnologia, como os indicados pela 
Multidraw, e operado conforme manual de procedimento e treinamento em 
campo, realizado pela MULTIDRAW. 
1.2 – Memorial Descritivo do sistema adotado 
O efluente industrial chega à planta de tratamento e passa por um sistema de 
gradeamento, cuja função é de reter os sólidos grosseiros, que eventualmente 
presentes, podem danificar ou obstruir equipamentos posteriores. Após o 
gradeamento, o efluente passa por uma caixa de areia, com câmara dupla, onde opera 
alternando-se, visando reter excesso de areia. Posteriormente, o efluente é equalizado 
por uma calha parshall, que em seguida é encaminhado a uma caixa de gordura para 
retenção de eventuais excessos de gordura. 
Após este estágio, o efluente é enviado aos tanques de aeração. Nos tanques 
de aeração o líquido sofre intensa agitação, pela ação do aerador superficial, 
ocorrendo também introdução de oxigênio, visando a produção necessária à vida dos 
micro-organismos. Após passar pelos tanques de aeração, o efluente é enviado para 
os tanques de decantação que é responsável pela separação de lodo ativado o qual é 
recirculado ao tanque de aeração ou descartado para os leitos de secagem, quando 
em excesso. No tanque de decantação a velocidade do líquido é pequena, sendo a 
agitação nula. 
O líquido clarificado é isento de partículas sólidas que sai do tanque de 
decantação é conduzido, por gravidade, a um tanque de contato, onde é dosada 
através de bomba dosadora uma solução de hipoclorito de cálcio ou sódio a 10%. 
 
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Nos leitos de secagem o lodo é desidratado, podendo ser utilizado como adubo 
ou enviado para aterro industrial, antes checar as recomendações do órgão ambiental. 
O líquido gerado pela filtração nos leitos de secagem (percolado) é retornado 
para o tanque de aeração. 
A vazão e carga orgânica do efluente sanitário foram dimensionadas em função 
da: 
 NBR 7229 e NBR 13969 para geração de efluente, e carga orgânica por 
pessoa dia. 
 
1.3 – Fluxograma do Processo 
 
Esgoto Bruto 
Gradeamento 
Caixa de Areia 
Tanque de Aeração 
Tanque de Decantação 
Calha Parshall 
Tanque de Contato 
Esgoto Tratado 
Excesso de lodo para 
Leitos de Secagem 
Recirculação de 
Lodo 
Caixa de Gordura 
Desinfecção 
Lodo seco 
Aterro 
Sanitário 
 
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2 – Memorial de Cálculos 
2.1 - Condições Técnicas: 
 Os Parâmetros Técnicos Adotados na elaboração deste projeto estão de acordo 
com as recomendações da NBR – 570/89 – Projeto de Estação de Tratamento de 
Esgoto, bem como experiências práticas na execução e operação de sistemas 
similares. 
2.2 - Parâmetros de Projeto: 
k1 _Coeficiente do dia de maior contribuição = 1,20 (assumido;) 
K2_Coeficiente da hora de maior vazão do dia de maior contribuição= 1,50 (assumido); 
P _ População Máxima Prevista: 457 lotes residenciais = 2285 habitantes; 
q _Consumo Per Capita: 200 L/hab.dia; 
C _Relação Esgoto/Água: 0,80 (coeficiente de retorno); 
TI _Taxa de Infiltração: 0,0005L/s.m; 
L _Extensão da Rede Coletora: 7.179,0m = 7,179km; 
So_Concen. de DBO5 afluente: 200 mg/l : 50 g DBO/ hab.dia; 
S _Concentração de DBO5 efluente: 10 mg/l (máximo); 
Kd _Coeficiente de Respiração Endógena: Kd = 0,09 mg SSV/mg SSV.d. (assumido) 
fb’ _Fração Biodegradável ao gerar os sólidos: 0,8 
c _Idade do Lodo: 22 dias. 
Y _Coeficiente de produção celular: 0,8 mg SSV / mg DBO5 removida 
Xv _SSVTA: 2.500mgSSV/l. 
Qc _ Contribuição Industrial: 0 l/s. 
 _Período de Trabalho: 24h/dia. 
 _Período de Aeração: 24h/dia. 
 _Dias de Trabalho por mês: 30 dias. 
 _Taxa de Transferência no Tanque de Aeração: 1,00 Kg O2/Kw/h. 
 _Quantidade de O2 Necessária: 2Kg O2/Kg DBO5. 
 _Coeficiente de reforço: K1. K2 = 1,8 
 
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2.3 - Cálculo das Vazões para Dimensionamento das Linhas de Emissário: 
CÁLCULO DAS VAZÕES 
_ Comprimento da rede de esgoto sanitário = 7.179,0m 
_ De acordo com a NBR 7229 / 13969 , a contribuição de esgoto: 
CÁLCULO DA VAZÃO MÁXIMA 
Q máx = c. g .p.k1.k2/ 86400+{[(Qi/86400)+TI.L].10³} 
 { ( 2285 x 0,8 x 200 x 1,2 x 1,5) } 
Q máx = + (7179,0 x 0,0005 ) 
 86.400 
Q máx = 11,20 L/s 
 
CÁLCULO DA VAZÃO MÉDIA 
 
 { (2285 x 0,80 x 200 x 1,2) } 
Q med = + ( 7179,0 x 0,0005 )
 86.400 
Qmed = 8,66 l/s 
 
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CÁLCULO DA VAZÃO MÍNIMA 
Q min = c.g.p.k1.k2/ 86400+{[(Qc/86400)+TI.L].10³} 
 
 {( 2285 x 0,8 x 200 x 0,5)} 
Q min = + ( 7179,0 x 0,0005 ) 
 86.400 
Q min = 5,70 L/s 
2.4 - Carga de DBO Gerado Proveniente do Loteamento: 
Utilizaremos a vazão média: 748.224 L 
Número de Habitantes : 2285 
Carga de DBO: 50 g / hab . dia; 
Carga de DBO: 2285hab x 50 g / hab . dia = 114,3 Kg DBO. dia; 
Logo: 114,3 KgDBO.dia / 748224L/dia = 153 mg/l 
Portanto, adicionando um coeficiente de segurança de 30%: DBO será de 200mg/l. 
Adotou-se um coeficiente de segurança na carga de DBO para 200mg/L, visando 
algumas sobrecargas de materiais acidentalmente utilizados em residência, como 
óleos, entre outros produtos de elevada carga orgânica.
 
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2.5 – Dimensionamento da Caixa de Gordura: 
1. Contribuição diária máxima de efluente 
 
 Q = 967,68 m³/dia  para 24 horas de operação 
 Q = 40,32 m³/h 
Volume da caixa (V) 
Adotando tempo de detenção (t) de 5’, tendo em vista que a temperatura do 
líquido se encontra abaixo de 25ºC. 
V = Qmáx.t.1 
 V = 40,32 m³/h.0,083h.1 
V = 3,3 m³ 
Disposição da caixa 
A velocidade de ascensão das menores partículas é de 4mm/s, a taxa de 
aplicação (I) será 14,4m³/m².h. 
Área necessária: 
A = Qmáx(m³/h) 
 I (m³/m².h) 
A = 40,32(m³/h) 
 14,4 (m³/m².h) 
A = 2,8 m² 
Comprimento (L) e largura (B) 
Adotando L = 1,5 B 
 
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A = L.B 
A = 1,5.B² 
2,8m² = 1,5 B² 
B = 1,4m 
L = 1,5 x 1,4m  2,1 m 
Altura da caixa 
V = L.B.H 
3,3m3
 = 2,1 x 1,4. H 
H = 3,3  1,12 m 
 2,1 x 1,4 
Será utilizada 01 (uma) caixa com dimensões internas: 
Largura: 2,00m; comprimento: 3,90m; Altura Lâmina de água: 2,40m com 3 
divisões. 
2.6 - Dimensionamento da Caixa de Areia: 
 Determinação do comprimento “L” da Caixa de Areia: 
 VHoriz. = 0,15 a 0,30 m/s adotado 
e 
 Vsed. = 0,02 m/s (partículas com  = 0,2mm) 
VHoriz. = L t1 = L 
 t1 VHoriz. 
Vsed. = y t2 = y 
 t2 Vsed. 
Fazendo – se: 
t1 = t2 L = y 
 VHoriz. Vsed. 
 
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ou: L = VHoriz. . y = 0,30m/s . L = 15.y 
 Vsed. 0,02m/s 
 
 L = 15.y 
adotando – se um fator de segurança L = 25.y 
Determinação da altura da lamina de água: 
“Neste item, é necessário ser utilizado a vazão máxima e mínima, para 
determinação do rebaixo Z da calha Parshall.” 
A calha Parshall adotada, foi a com garganta de 3” onde podemos medir até 51 
L/s, o que nos atende. 
Portanto os valores de n e k são adotados conforme Tabela “José Alves Nunes”; 
n= 1,547 e k=0,176 ,logo: 
H= (Q/K) 1/n : 
Hmax = (0,01119 / 0,176) 1/1,547 = 0,16 m; onde: Qmáx = 0,01119 m³/s 
Hmin = ( 0,00525 / 0,176)1/1,547 = 0,103 m; onde: Qmin = 0,00525m³/s 
Achando Z : 
Z = Qmax . Hmin – Qmin . Hmax / Qmax – Qmin ; Z = 0,04m 
Altura da lamina de água antes do rebaixo (hmáx): 
hmax = Hmax – Z ; hmax = 0,16 m – 0,04m = 0,12m ; hmax = 0,12m; onde hmax é 
igual a y
 Determinação da largura “B” da Caixa de Areia: 
Q = A.VHoriz. 
A = B.y 
 Q = B.y. VHoriz. 
 VHoriz. = 0,30m/s 
 
 B = Q ; se y = 0,12m 
 y.0,30m/s e Q = 0.01119m3
/s 
 
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 B = 0,01119 m3
/s B = 0,30 m
 0,12m . 0,30m/s 
 Determinação do Comprimento “L”: 
L = 25.y = 25 . 0,12m = 3,0 m 
Onde: 
VHoriz. Velocidade Horizontal de passagem do esgoto 
Vsed. Velocidade Vertical de sedimentação da menor partícula (0,2mm). 
L Comprimento da Caixa de Areia. 
y Altura da lâmina de água. 
B Largura da Caixa de Areia. 
Calculo da Profundidade 
Para limpeza quinzenal: 
Adotando a taxa de 0,03 litros de material particulado por m³ de esgoto: 
0,00003m³/m³ x 0,01119m³/s x 86.400 = 0,029m³ 
0,029m³ x 15 dias = 0,43m³. 
 0,43m³ = 0,50m 
0,30m x 2,8m 
Será utilizada uma caixa de areia de câmara dupla tendo cada câmara largura mínima 
igual a 0,30m, profundidade mínima igual a 0,50m, e comprimento do canal de 
sedimentação mínima igual a 2,8 m. 
Obs.: A taxa de escoamento superficial (l) deverá se situar entre 600 e 1200 
m³/m².d 
 
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Verificando a taxa de escoamento superficial; 
l= Q (m³/dia) / A (m²) = 967,2 / (2,8.0,3) = 1151,4 m³/m².dia; a verificação 
comprovou o atendimento conforme norma. “José Alves Nunes” 
Verificação de velocidade: S = hmax . b; S = 0,12 . 0,3; S = 0.036; V = 0,01119 / 
0,036 = 0,31 m/s 
A velocidade utilizada conforme norma foi de 0,30 m/s, podendo variar ± 20 %, 
ficando entre 0,24 e 0,36 m/s. “José Alves Nunes” 
 2.7 - Dimensionamento do Tanque de Aeração 
Fração Biodegradável fb 
fb = = = 0,57 
Cálculo do Volume do Reator: 
V = 
Para aeração prolongada 2500 < Xv < 4000 mgSSV/l 
 V = = 470 m3
 
Dimensões internas adotada do tanque de aeração; 
Comprimento = 7,5 m Lâmina de H2O = 2,50m 
Largura = 15 m Borda Livre = 0,35m 
Volume por fase = 281,25m³ Volume Total = 562,5 m³ 
fb' 
1+(1-fb').Kd.c 
0,8 
1+(1-0,8).0,09.22 
Y.c.Q.(S0-S) 
Xv.(1+Kd.fb. c)
0.8 . 22 . 748,224 . (200-10) 
2500 . (1+0,09.0,57.22) 
 
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2.8 - Dimensionamento dos Aeradores: 
 Os aeradores foram dimensionados com base nos seguintes parâmetros: 
 - Vazão........................ 31,17m3
/h 
 - DBO5......................... 200 mg/l 
 - Tempo de trabalho.... 24 h/dia 
 - Tempo de aeração.... 24 h/dia 
Potência total = {[(31,17 m3
/h x 200 mg/l x 24h x 2kgO2/kgDBO5) / (1000 x 24h)] / 
1,0kgO2/kwh} x 1,36 cv  Potência Total  17 cv. 
Obs.: Utilizou-se um fator de segurança, com base em experiências práticas, visando 
maior eficiência do sistema nas zonas anaerobias, e utilização de forma que permita 
desligar os aeradores em períodos pré-determinados quando em excesso de oxigênio, 
bem como promover a realização de manutenção, para maximizar sua vida útil, será 
previsto 4 (quatro) aeradores de 10cv, sendo 2 de 10 cv em cada tanque. 
Tempo de detenção hidráulica (t) 
 t = onde: t: tempo de detenção hidráulica 
 V: volume de líquido no sistema 
 Q: volume de líquido retirado do sistema por unidade de tempo 
 Para o dimensionamento do volume de líquido no reator (V), foram 
considerados vários parâmetros, os valores assumidos para o coeficiente de 
respiração endógena (kd), concentração de SS no lodo de retorno (Xr), fator de carga 
(f), coeficiente de produção celular (y), idade do lodo (c) e os demais parâmetros 
foram baseados em recomendações da ABNT bem como em experiências 
comprovadas na prática, além de embasamento teórico fundamentado em bibliografias 
técnicas. 
V 
Q 
 
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 O tempo de detenção hidráulica, em decorrência do volume encontrado, 
resultou em 0,75 dias ou 18 horas, considerando um período de atividade efetiva de 24 
horas diárias com uma vazão média de efluente de 31,17m3
/h, ”Von Sperling, Marcos”. 
 Portanto observa-se que o tempo de detenção hidráulica é função da vazão 
afluente e de todos os parâmetros adotados para o dimensionamento do volume do 
reator que são conseqüências das características do efluente a ser tratado bem como 
do tipo de tratamento utilizado. 
Densidade de potência
 As funções básicas na maioria dos sistemas de tratamento com aeração são: 
 Oxigenação do esgoto em tratamento 
 Mistura do líquido, de forma a manter a biomassa em suspensão 
 Para a consecução do segundo objetivo, é necessária a introdução de uma 
potência suficiente por unidade de volume, para impedir que os sólidos sedimentem. 
Esta relação é representada através do conceito da densidade de potência (DP), 
expressa como: 
 DP = P/V onde: DP: densidade de potência (W/m3
) 
 P: potência introduzida (W) 
 V: volume (m3
) 
 Quanto maior a densidade de potência, maior a quantidade de sólidos em 
suspensão que ficam dispersos no meio do líquido. A manutenção dos sólidos em 
suspensão depende também da geometria do reator e da distribuição dos aeradores 
no reator. 
 Em sistemas de lodos ativados, devido às maiores concentrações de sólidos em 
suspensão no reator, deve-se adotar valores de DP entre a 10W/m3
.e 100W/m3
. 
 
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 Conforme dimensionamento da potência de aeração apresentado 
anteriormente, utilizando uma taxa de transferência de O2 necessária de 2kgO2/kgDBO 
e uma eficiência de oxigenação de 1,0kgO2/kWh obteve-se uma potência requerida de 
17cv ou 12503,5 W, sendo assim temos uma densidade de potência de: 
 DP = = 22,22 W/m3
Portanto verificamos que a densidade de potência dimensionada é superior à 
mínima recomendada que é de 10 W/m3
 e inferior a 100W/m³. 
2.9 - Dimensionamento do tanque de decantação 
Parâmetros utilizado para dimensionamento 
 Taxa de aplicação hidráulica: 0,7m3
/m2
.h conforme referência Metcalf & Eddy 
(1991) 
 Vazão: 31,17 m3
/h 
Cálculo da área superficial: 
A = [ ] [ ] = 44,5 m2 
Cálculo do volume da parte reta: 
A = V/ H , onde V= volume e H= altura de lamina de água 
V = 44,5m² x 2,42m = 107,7 m³ 
Tempo de Detenção Hidráulica 
T = V / Q 
T = 107,7 m³ / 31,17 m³/h = 3,45h 
12503,5 
562,5m3
31,17 
0,7 
m3 
h 
m2
.h 
m3 
 
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 Considerando um decantador tipo Dortmund, (sem remoção mecanizada de 
lodo), conforme norma NBR-570 (ABNT, 1989), a altura mínima recomendada é 0,5m 
e o tempo de detenção hidráulica mínimo é de 1,5 horas. 
 Considerou-se para este projeto, baseando-se nas experiências práticas em 
outros processos para tratamento de efluentes com características similares: 
 Dois decantadores de: 
 Altura = 2,42m (lâmina de água, parte reta) 
 Tempo de detenção hidráulica = 3,45 horas 
Portanto, o decantador será retangular, constituído em sua parte inferior de um 
poço piramidal com inclinação mínima de parede de 65º, evitando acúmulo de lodo nas 
mesmas. 
Serão construídos 02 (dois) decantadores conforme dimensões abaixo: 
Unidades Dados Observações
Período de trabalho horas/dia 24,00 
Vazão por hora m3/h 31,17 
Tempo de detenção horas 3,45 
Taxa de aplicação 0,6 a 0,8 0,7 
Área superficial m2 21,16 
Quantidade de cones 4 
Comprimento do decantador m 4,60 
Largura do decantador m 4,60 
Borda livre m 0,63 
Altura reta (lâmina de H2O) m 2,42 
Largura e comprimento do poço coletor m 0,58 
Ângulo de inclinação 65º F=1,732 1,73 
Altura Cônica m 2,64 
Altura total m 5,69 
Volume do tanque parte reta m3 51,20 
Volume do tanque parte cônica (4 cones) m3 24,50 
Volume total do tanque m3 75,70 
 
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3.0 - Dimensionamento dos leitos de secagem: “José Alves Nunes” 
Massa de lodo a ser descartada (ML) : 
ML = y . Q . (So – S) – kd . fb . Xv . V ; 
 y = Fração de matéria sintetizada na produção celular (adimensional); = 0,8 
Kd = respiração endógena; = 0,09 -¹ 
 Fb = fração biodegradável em suspensão voláteis; = 0,57 
 So = 0,200 kg/m³ 
 S = 0,01 kg/m³ 
 Xv = 2,5 kg/m³ 
 V = 562,5 m³ 
 Q = 748,224 m³/dia 
ML = 0,8 . 748,224 . (0,20 – 0,01) – 0,09 . 0,57 . 2,5 . 562,5 
ML = 41,6 Kgss/d 
Vazão de descarte do lodo (Qd) : 
Cs é a concentração média de sólidos do lodo extraído do decantador secundário; usualmente 
8.000 a 12.000 mg/l. 
Qd = ML / Cs; 
Qd = 41,6 / 12; 
Qd = 3,46 m³ SS/dia 
 Considerando a remoção na linha de recirculação de lodo: 
 Concentração: SSLR = SSTA.(1+1
/R) 
 Sendo: R=0,8 (assumido) 
 SSTA = SSVTA / (SSV/SS) 
 Para aeração prolongada  (SSV/SS) = 0,60 a 0,75 
Considerando *c = 22 dias; 
 *Ausência de decantação primária 
 
Volume de lodo a ser recirculado: 
 Qr = (0,80.Q) – Qex = (0,80.748.224) – 3,46 = 595 m3
/d. 
 Volume a ser removido = 3,46 m³/dia 
 
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Período estimado de secagem: 15dias 
Período estimado para limpeza do leito: 1 dia 
Ciclo de operação resultante: 16 dias 
Volume gerado: 56m3
Área de secagem média requerida para uma altura de carregamento de 50cm = 112m2
 
Serão construídos, 14 leitos de secagem de dimensões 4,0 x 2,0m  112m². 
Obs.: Todos os leitos de secagem devem ser construídos com cobertura fixa ou 
móvel, para evitar que após sua secagem o mesmo não umedeça, quando na 
ocorrência de chuva. Pois caso este procedimento de umidificação ocorra, haverá 
liberação de mau odor. 
 
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3.1 – Manual de Operação 
Instruções Técnicas 
 Gradeamento: 
 O material sólido retido na grade deve ser retirado sempre que estiver provocando 
obstrução da saída. Estabelecer uma periodicidade para limpeza, conforme a 
geração de sólidos no esgoto bruto, adequando o intervalo de tempo entre uma 
limpeza e outra conforme necessidade. 
Obs.: O material removido das grades deve ser acondicionado em 
bombonas plásticas dotadas de tampa ou em recipientes adequados para 
posterior envio ao aterro sanitário. O material removido deve permanecer no 
local pelo menor tempo possível, evitando degradação da matéria orgânica e 
geração de odores indesejáveis (tempo máximo = 24 horas). 
 Caixa de areia: 
 O sistema é composto por uma caixa de areia com câmara dupla, dotadas de 
comporta na entrada e saída. 
 - Operação/ Limpeza: 
 Regular a distribuição de vazão nas câmaras através do ajuste da 
abertura das comportas de entrada e saída;
 Observar constantemente o nível de areia retida na caixa, determinando 
a periodicidade de limpeza conforme necessidade;
 Efetuar a limpeza da caixa sempre que o nível de areia estiver acerca de 
20 cm abaixo do nível de saída da caixa;
 
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Caixa de gordura: 
 A função da caixa de gordura é reter todas as gorduras caracterizadas 
saturadas do efluente a ser tratado. O excesso deste tipo de gordura interfere 
negativamente no metabolismo dos micro-organismos aeróbios e conseqüentemente 
na degradação da matéria orgânica. 
- Operação/ Limpeza: 
 Efetuar a limpeza removendo a gordura retida na superfície da caixa com 
periodicidade determinada conforme geração de gorduras no sistema 
(mínimo uma vez por dia);
 Retirar a gordura com o auxílio de uma peneira colocando-a em 
bombonas plásticas;
 Após encher a bombona, adicionar uma camada fina de cal virgem, 
tampar e acondiciona-la no local destinado aos resíduos sólidos para 
posterior envio ao Aterro Sanitário.
Tanque de aeração 
O tanque de aeração ou reator biológico é a etapa vital de uma planta de lodos 
ativados. É neste tanque onde irão se desenvolver os micro-organismos que irão 
consumir a carga poluidora (matéria orgânica presente no esgoto). 
 O esgoto bruto contém normalmente micro-organismo em concentrações muito 
baixas e alimentação abundante. Estes micro-organismo ao ingressarem no tanque de 
aeração (T.A.), encontrarão condições ambientais propícias ao seu desenvolvimento. 
Existe alimento em grande quantidade e concentração adequadas de oxigênio 
dissolvido. Essas duas condições, somadas à presença de nutrientes contidos 
normalmente no esgoto e temperatura adequada, permitem que esses micro￾organismo se reproduzam rapidamente agrupando-se em colônias (flocos) que 
 
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permanecem em suspensão, devido à turbulência causada pelo movimento do 
aerador. 
 O lodo ativado é, portanto, constituído por colônias de micro-organismo em 
suspensão, em um líquido que contém, em solução, um substrato que lhes serve de 
alimento, nutrientes básicos e oxigênio dissolvido. Os micro-organismo desenvolvidos 
no T.A. através de suas funções naturais de nutrição e reprodução utilizam-se do 
substrato orgânico como fonte de energia, promovendo sua oxidação ou estabilização. 
O conteúdo orgânico dos despejos (DBO) é drasticamente reduzido no interior do T.A. 
 O efluente de um T.A., (operando normalmente), consiste, portanto, de uma 
grande quantidade de colônia de micro-organismo em suspensão (lodo ativado) em um 
líquido com baixa concentração de matéria orgânica. 
 O efluente do T.A. é submetido à sedimentação em uma unidade de tratamento 
denominada decantador secundário, no interior do qual os flocos de lodo ativado, que 
se mantinham em suspensão no T.A. são separados do líquido pela sedimentação, 
sendo recolhidos pelo fundo do decantador e recirculados ao T.A. 
 Com a recirculação constante do lodo, mais o desenvolvimento natural dos 
micro-organismo no T.A., chega-se a um estágio, no qual o nível de micro-organismo 
torna-se inconveniente ao processo, ou seja, tem-se mais organismos do que o 
necessário para consumir o alimento e o oxigênio introduzido pelos aeradores. 
 Para que a biomassa não entre em declínio (morte dos micro-organismo), retira￾se uma parcela do lodo ativado, isto é, interrompe-se a recirculação de lodo do tanque 
de decantação ao tanque de aeração, enviando-o aos leitos de secagem, desta forma, 
mantêm-se sempre um nível de desenvolvimento constante dos micro-organismo, 
obtendo um bom rendimento do processo. 
 
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Estratégias de controle 
 - Alternativa 01 
 Manter um nível constante de sólidos suspensos no tanque de aeração (SSTA). 
 Com esta operação o operador poderá somente ajustar o SSTA do sistema para 
baixo. Caso o nível do SSTA seja baixo, o operador não poderá fazer a diferença 
aparecer. Este método é mais utilizado quando a característica do efluente é 
relativamente constante. 
 A concentração de SSTA no T.A. é geralmente limitada em 3.500 a 5.000mg/l, 
de modo a manter uma concentração, suficiente para permitir o contato íntimo entre os 
micro-organismo, para que possa ocorrer o fenômeno da floculação biológica, sem a 
qual não ocorrerá a sedimentação de sólidos no decantador. O limite superior de SSTA 
é variável e irá depender principalmente de sedimentabilidade do lodo. 
 - Alternativa 02 
 Manter um F/M constante 
 A relação F (alimento) / M (micro-organismo) assume geralmente os seguintes 
valores: 
 
 = 0,08 a 0,15 Kg DBO5/KgSSV.d 
 Na maioria dos casos, este método produz bons resultados, exceção feita 
quando o F/M começa a baixar. Neste caso, o operador deverá optar ou pelo aumento 
da vazão influente ou descartar excesso de lodo. A opção pelo descarte do lodo, é 
adotada mais frequentemente, pois dificilmente se pode aumentar a vazão da planta. 
 Exemplificando este controle, assumamos que o operador queira trabalhar com 
um F/M de 0,5 e por determinação verificou que o sistema está com um F/M de 0,3, 
ele poderá calcular a quantidade de alimento necessário e introduzir este alimento 
F 
M 
 
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aumentando a vazão de entrada na planta ou proceder ao descarte de excesso de 
lodo. 
Cálculo da carga de DBO5: 
 Resultado da análise de DBO5 influente no T.A. em mg/l transformar para kg/dia 
e dividir pelo volume do T.A. 
Exemplo: 
 
 = 0,08 Kg DBO5/m3
/dia 
 - Alternativa 03 
 Manter a Idade do Lodo (ID) constante 
 Este método apresenta a dificuldade de que a ID, não leva em consideração as 
mudanças de carga diárias. Esta alternativa é semelhante ao controle do SSTA, ou 
seja, tem sua aplicação ideal nos casos em que a alimentação diária é constante. 
 O operador poderá ajustar a quantidade de SSTA, mantendo o lodo no sistema 
por um tempo pré-determinado. O operador deverá manter a ID de 20 a 30 dias, 
devendo descartar uma quantidade de lodo diariamente. 
 = 
 
SSVTA – Sólidos em suspensão voláteis no T.A. 
SSVLE – Sólidos em suspensão voláteis no lodo em excesso. mg/l. 
 Aeração de rotina 
 Durante as primeiras semanas de operação, as tarefas rotineiras são as de 
observar o funcionamento dos equipamentos, remover formação de espuma nos 
480 Kg DBO/dia
5.890 m3
SSVTA.(V)
SSVLE. Q1
 
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tanques (é normal no início da operação) observar o desenvolvimento de floculação 
biológica, registrar as vazões influentes e regularizar a vazão de recirculação de lodo. 
 À medida que for sendo desenvolvida a atividade biológica, o tanque de 
aeração vai assumindo uma coloração marrom, e o cheiro característico de esgoto vai 
desaparecendo, dando origem a um odor de terra úmida. 
 Durante as primeiras semanas, é importante observar se não está havendo um 
excesso de oxigênio. Este fato pode ser notado visualmente no tanque de aeração, 
pois quando há falta de oxigênio dissolvido, o líquido começa a escurecer, ou através 
da utilização de um medidor de oxigênio dissolvido. 
 O inverso ocorre quando da super aeração. Pois o líquido tem tendência a 
clarear. Análises de oxigênio dissolvido darão idéia exata do comportamento do 
líquido, no tanque de aeração. 
 Valores entre 1,5 e 3 mg/l devem ser mantidos para o oxigênio. Uma vez 
atingido o regime de operação o efluente no decantador se mostrará límpido. O 
operador deverá estabelecer uma rotina de trabalho, esta rotina de trabalho deve ser 
assumida como se segue: 
Diariamente:
 Verificar o funcionamento dos equipamentos de aeração, observando 
a presença de anomalias, que caso ocorram deve ser providenciado o 
reparo imediatamente; 
 Remover eventuais formações de espuma no tanque aeração 
colocando-as em bombonas plásticas com tampa, posteriormente
adicionar uma pequena camada de cal virgem sobre as mesmas. 
Tampar e dispor as bombonas no local destinado aos resíduos sólidos 
para posterior envio ao Aterro Sanitário; 
 
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 Efetuar análises de controle operacional (qualitativa) 
(sedimentabilidade do lodo, PH, Resíduo Sedimentável e Oxigênio 
dissolvido), conforme orientação específica deste manual; 
 Regular a recirculação de lodo de forma que a vazão de recirculação 
seja aproximadamente de 80% da vazão de entrada do tanque de 
aeração; 
 Efetuar manutenção preventiva dos equipamentos, tubulações, 
válvulas e conexões. 
Semanalmente: 
 Esgoto bruto: DBO, DQO, SS, SSV; 
 Tanque de aeração: SSV; 
 Efluente final: DBO, DQO, SS, SSV, Cloro residual. 
 Procedimento para Análises qualitativas diárias: 
 As análises que são realizadas diariamente são chamadas qualitativas, sendo 
as mais empregadas para o controle de uma planta de lodo ativado. 
a) Sedimentabilidade do lodo em 30 minutos: 
 Técnica: Esta análise é feita no final do tanque de aeração; com um recipiente 
de 1,1 litros preso a um cordão de nylon, e introduzido na lâmina de água até 40 cm 
abaixo para coletar a amostra desejada. 
 No laboratório ou local para realizar esta técnica, após coletada a amostra, 
adiciona-se em uma proveta de 1.000 ml, e aguarda-se 30 minutos. Após 30 minutos 
mede-se o volume de lodo decantado, sendo o resultado em ml/l. 
 A faixa ideal deve estar entre 200 e 300 ml/l. 
 b) pH: 
Técnica: Esta análise pode ser realizada por um medidor portátil de leitura 
direta, bem como através do papel indicador de pH (MERCK ou similar). A medição 
 
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deve ser realizada na entrada do tanque de aeração e no tanque de contato (após o 
sistema de tratamento). 
 A faixa ideal deve estar entre 6,5 e 7,5. 
 c) Resíduos sedimentáveis: 
Técnica: A amostra a ser analisada por este método deve ser coletada na saída 
do tanque de contato, através de um recipiente de 1,5 litros, coleta-se uma amostra e 
com leve agitação logo adiciona-se 1 litro desta em um cone de Imhoff deixando 
sedimentar durante 30 minutos e depois, dentro do cone agita-se levemente e deixa￾se sedimentar por mais 15 minutos, leia o volume de sólidos sedimentáveis em ml/l. 
 A faixa ideal deve ser menor que 1ml/l. 
d) Oxigênio dissolvido: 
 Técnica: Esta análise deve ser realizada diariamente até que as colônias de 
micro-organismo estejam estáveis. Após a estabilização das colônias, realizar no 
mínimo duas leituras semanais, ou sempre que ocorrerem anomalias no sistema. 
 Os métodos de análises são de leitura direta, através de medidor portátil sendo 
rápido versátil e funcional. 
 A faixa ideal de concentração de oxigênio dissolvido deve estar entre 1,5 a 3 
mg/l. 
 Introduzir o eletrodo do aparelho portátil de medição de oxigênio 
dissolvido diretamente no tanque de aeração a uma profundidade de 
aproximadamente 1m; 
 Efetuar a medição em pelo menos quatro pontos do tanque de aeração 
 Registrar os dados de leitura em uma planilha, para controle da evolução 
do processo e apresentação aos órgãos competentes quando 
solicitados. 
 
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Índice volumétrico de lodo (IVL) 
IVL = 
SSTA – sólidos em suspensão no interior do T.A. mg/l. 
TL – Volume de lodo ativado que sedimenta num cilindro de 1000ml em ml (teor de 
lodo decantado). 
 Além das tarefas já descritas, o operador deverá observar constantemente o 
comportamento geral da instalação, procurando “ajustá-la”, para obter melhor 
performance. Uma vez atingido um ponto de operação entendido como bom, deve-se 
procurar mantê-lo. Alterações frequentes são desaconselháveis. O tratamento 
biológico é de alta eficiência e econômico, porém é bastante sensível, pois trabalha 
com organismos vivos. 
Tanque de decantação 
Conforme exposto no item "Tanque de Aeração",a recirculação e retirada do 
lodo formado é feita a partir do tanque de Decantação. Este tanque contém uma linha 
de sucção para cada cone, cada qual com um registro na saída. 
 O lodo ativado, que constitui a fração sólida do efluente do T.A., é separado por 
sedimentação no tanque de decantação, sendo o líquido clarificado recolhido pela 
superfície, constituindo o efluente final tratado. 
 O lodo sedimentado é continuamente removido pela ação das bombas 
centrífugas sendo enviado ao tanque de aeração ou digestor aeróbio, através de 
manobras nas válvulas da tubulação de recalque. 
 O decantador é uma etapa do processo, que reflete as condições operativas do 
T.A., normalmente quando a superfície do líquido no decantador, se apresenta límpida, 
sem materiais flutuantes, o efluente também se apresenta com bom aspecto, o que 
indica um bom comportamento na operação do T.A .Quando ocorre presença de 
 TLx1000 
 SSTA 
 
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materiais flutuantes, espuma, fuga de sólidos e cor elevada no decantador, certamente 
estarão ocorrendo anormalidades no T. A. 
Operação/Manutenção: 
 Regular a vazão de recirculação do lodo através da abertura dos registros 
da linha de recalque, observando que a vazão deverá estar próxima a 80% 
da vazão de entrada de esgoto bruto no tanque de aeração; 
 Efetuar a remoção de eventuais espumas na superfície do tanque com 
auxílio de uma peneira conectada a uma haste, colocar a espuma removida 
em um tambor e posteriormente no leito de secagem para desidratação, 
adotando os mesmos procedimentos para desidratação do lodo; 
 Verificar as condições de conservação de tubulações, conexões e válvulas, 
realizando as devidas manutenções sempre que necessário; 
 A manutenção das bombas deve ser feita conforme orientação do fabricante 
(recomenda-se sempre adotar a manutenção preventiva); 
 O sistema de recirculação de lodo é constituído por duas bombas, sendo 
uma delas reserva da outra. 
 As bombas de recirculação/descarte de lodo são de acionamento manual, 
ao ligá-las certificar-se de que os registros da linha de recalque estão 
devidamente abertos. 
 Em caso de necessidade de se remover o lodo contido no tanque de 
decantação e não haver possibilidade de descartá-lo nos leitos de secagem, 
por razões extremas, efetuar a remoção com o auxílio de um caminhão 
limpa fossa diretamente nos cones do tanque. 
Desinfecção do efluente final por fase: 
 A desinfecção do efluente final é efetuada no tanque de contato instalado na 
saída do efluente tratado, através da aplicação de uma solução a 10% de hipoclorito 
de sódio ou cálcio, de forma a minimizar a ocorrência de micro-organismo ainda 
presentes no líquido. 
 
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Apesar da Sabesp ter centenas de sistemas de dosagens de cloro em efluentes 
industriais, apenas como observação, calculamos teoricamente a preparação do cloro 
a ser dosado na caixa de contato. 
 A dosagem de aplicação deve manter o efluente a uma concentração de 2 ppm 
de cloro, o que garantirá o parâmetro patogenicidade e a não formação no corpo 
receptor de compostos indesejáveis, como as cloraminas. 
 - Preparação de solução / Aplicação 
Na preparação da solução de hipoclorito de sódio, adicionar 9 partes 
de água para 1 parte de hipoclorito de sódio líquido; 
Cálculo da dosagem de solução a 10 % de hipoclorito de sódio. 
 Consideração: Hipoclorito de sódio  10 % v/v ( em média ) de cloro ativo 
 Concentração final desejada: 2 ppm 
 Vazão média de efluente (referência): 39,8m3
 / h 
Quantidade de cloro necessária: 
36,4m3
 . 2.10-6 = 0,0000796 m3
 = 79,6 ml 
Quantidade de hipoclorito de sódio (10 % de cloro ativo) necessária: 
79,6 ml . 100 = 796 ml 
 10 
Volume de solução a 10 % de hipoclorito a ser dosada por hora: 
796ml . 100 = 7960 ml = 7,96 litros / hora 
 10 
 
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Observação: 
 Aferir a dosagem de solução de hipoclorito pela manhã e no fim do dia 
com base na vazão média observada no período; 
 Realizar análise de cloro residual no esgoto tratado semanalmente, 
controlando desta forma a dosagem para a concentração final desejada. 
Leitos de Secagem de Lodo 
 Conforme exposto no ítem "Descrição do Fluxo", todo o lodo em excesso será 
enviado aos leitos de secagem adotando os seguintes procedimentos: 
 Preparar o leito de secagem, adicionando uma camada fina ( 0,5 cm ) de 
areia sobre os tijolos ; 
 Descartar o lodo no leito desejado não excedendo uma altura de descarte 
de 50 cm Este descarte poderá ser efetuado de modo simples, 
manobrando a válvula na tubulação de descarga do tanque de 
decantação e a válvula de entrada do leito escolhido;
 Quando o lodo se apresentar dentro do leito, com a superfície 
caracterizada por rachaduras ou fracionando em inúmeros pedaços, o 
operador poderá efetuar um teste de remoção, manipulando-o com 
auxílio de uma pá, caso não haja aderência do lodo à pá, este permitirá 
uma boa manipulação, aí poderá ser efetuada a remoção; 
 A retirada do lodo seco é manual, sendo colocado em um tambor com 
tampa para a mistura com cal, a proporção de cal deve ser de cerca de 
10% em relação à quantidade de lodo seco; 
 Depositar os tambores com o lodo seco no local destinado a resíduos 
sólidos para envio ao aterro sanitário; 
 
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 Limpar rigorosamente as juntas dos tijolos, removendo eventuais 
vegetais que possam estar presentes; 
 Nivelar os tijolos que eventualmente possam ter sido deslocados; 
 Recompor a areia sobre os tijolos, deixando o leito preparado para 
receber novo descarte. 
Soluções de problemas operativos 
Os problemas operativos discutidos neste item, são os que ocorrem com maior 
frequência nas plantas de lodo ativado, sendo apresentadas sugestões para contorná￾los, baseado em experiências práticas. 
A - Problema 
O tanque de aeração torna-se de cor clara, comparada a cor comum. 
Solução 
O problema acima pode indicar que existe uma perda de sólidos no tanque de 
aeração. Deve-se verificar se não esta havendo sobrecarga hidráulica bruta, ajustar a 
recirculação do lodo. 
B - Problema 
O tanque de aeração apresenta cor escura, comparada ao marrom comum. 
Solução 
Este problema geralmente indica que os sólidos do tanque de aeração estão se 
tornando sépticos, devido à insuficiente suprimento de ar ou que a instalação está 
sendo sobrecarregada. Em primeiro lugar verifique se o equipamento de aeração está 
funcionando adequadamente; a seguir procure verificar se está havendo sobrecarga 
 
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na entrada de esgoto bruto; retificar a vazão de recirculação e verificar se está sendo 
lançado algum material tóxico na instalação que venha a inibir os micro-organismos. 
C - Problema 
Falta de energia elétrica. 
Solução 
Dependendo da instalação, a falta de energia elétrica poderá ocasionar sérios 
problemas devido à interrupção da aeração. 
O tempo de parada sem riscos para a unidade é variável, mas certamente um intervalo 
acima de 04 horas poderá causar septicidade (anaeróbiose) desprendendo mau 
cheiro, entre outros inconvenientes e provocando a morte dos micro-organismos 
aeróbios. Em caso de manutenção, o operador poderá efetuar determinações 
contínuas de oxigênio dissolvido, para saber até quanto tempo pode paralisar a 
aeração. 
Obs.: É aconselhável que se tenha sistema de emergência gerador (DIESE) para 
suprir eventuais falhas no fornecimento de energia elétrica. 
D - Problema 
Mesmo com o tanque de aeração em boas condições, ou seja, lodo sem cheiro e cor 
marrom chocolate, há mau odor na instalação. 
Solução 
Quando ocorrer este tipo de problema, verificar se não há escuma retida em algum 
ponto da instalação. 
A escuma e materiais flutuantes devem ser retirados sempre que sejam visíveis, pois 
sua retenção por alguns dias leva à decomposição e conseqüente formação de mau 
cheiro e material tóxico. Este material deve ser incinerado ou ser adicionado ao lixo, 
para aterro sanitário. 
 
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E - Problema 
O teor de sólidos suspensos (SSTA) está acima do desejado. 
 
Solução 
Descartar o excesso de lodo. 
F - Problema 
O teor de oxigênio dissolvido no tanque de aeração está muito acima do desejado. 
Solução 
Paralisar temporariamente a aeração, procurar intercalar a paralisação no máximo 2 
horas por 8 horas de trabalho. 
G - Problema 
Está ocorrendo presença de sólidos flutuantes na superfície do decantador. 
Solução 
Esta anormalidade pode ser devida a uma das seguintes condições: 
A presença de grande volume de lodo de coloração clara e difícil sedimentação, 
geralmente é devida a super aeração no T.A; confirme o teor de OD do tanque de 
aeração. 
A presença de grande volume de sólidos flutuantes de coloração escura, na superfície 
do decantador, pode indicar excesso de tempo de retenção de lodo no tanque. 
Verifique o estado do lodo recirculado que deverá estar “fresco”, ou seja, com as 
mesmas características do lodo do T.A. Caso o lodo recirculado esteja em boas 
condições, verifique se a vazão de recirculação está normal, pois poderá estar 
ocorrendo obstrução na tubulação. 
H - Problema 
Está ocorrendo fuga de sólidos no efluente do decantador.
 
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Solução 
Verifique as seguintes condições: 
 A concentração de sólidos suspensos pode estar muito alta. Verifique isto com o 
teste dos sólidos sedimentáveis. Se o nível de sólidos é alto, será necessário 
descartar lodo. Efetue contínuas determinações de sólidos sedimentáveis para se 
suspender a descarga em uma concentração máxima de sedimentabilidade do lodo 
de 300ml/l. 
 A instalação poderá estar sendo sobrecarregada hidraulicamente. 
 Verifique a vazão do medidor. 
 O lodo ativado pode ser um lodo de pobre sedimentação.
Deve-se verificar também, se a recirculação de lodo, está funcionando 
adequadamente. O lodo de retorno ao tanque de aeração, deverá estar fresco, ou 
seja, não deve ter cheiro agressivo, deve apresentar um odor de terra e cor marrom 
chocolate. 
I - Problema
Está ocorrendo desprendimento de mau cheiro nos leitos de secagem.
Solução 
Este problema pode surgir no caso de adicionarmos descarte de lodo no leito de 
secagem sobre o lodo seco ou mesmo úmido, interferindo na secagem de lodo. Com a 
prolongação do lodo úmido no leito, se iniciará o processo de decomposição 
anaeróbia, libertando gases que provocam mau odor, como o gás sulfídrico, por 
exemplo. Para eliminar esse problema, deve-se esparramar cal virgem por toda a 
superfície do lodo ou adicionar hipoclorito de cálcio, para eliminar a atividade 
bacteriana. 
 
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Parâmetros de controle operacional 
 Os valores abaixo são índices médios, dentro dos quais as plantas operam, 
produzindo um efluente de boa qualidade. Estes valores são obtidos através de 
análises físico-químicas, cuja metodologia é encontrada na literatura. 
- Oxigênio dissolvido no T.A : manter entre 1,5 a 3 mg/l 
- Sedimentabilidade do lodo em 30 min. em proveta de 1.000 ml: deve estar entre 
200 e 300 ml/l 
- Índice volumétrico do lodo (IVL): manter entre 40 a 150mg/l. 
- Índice de densidade do lodo (IDL): maior que 1 é considerado bom IDL = 
- TL: Lodo decantado em uma proveta de 1000 ml 
- Idade do lodo: entre 20 a 30 dias são considerados como bom 
- pH: manter o PH do T.A. entre 6,5 a 7,5 
Recomenda-se ao pessoal da operação, elaborar uma ficha para anotação dos 
resultados de análises obtidas diariamente, para que possa ser acompanhada a 
performance e para que se tenham registros de dados para consulta.
SSTA 
 TL 
 
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3.2 - Anexos: 
a) Plantas e Cortes; 
b) Tabela de conversão vertedor triangular; 
c) Bibliografia 
Von Sperling, Marcos Lodos Ativados 
Nunes, Jose Alves Tratamento Fisicoquimico de águas residuarias Industriais 
Jordao, Eduardo Pacheco / Tratamento de esgotos domésticos 
Nutrientes de Esgoto Sanitario, utilização e remoção/ Francisco Suetonio Bastos 
Mota e Marcos Von Sperling (coordenadores) 
Pedro Marcio Braile e Jose Eduardo W. A. Cavalcanti, Manual de tratamento de 
águas residuarias industriais 
Cavalcanti, Jose Eduardo W.A Manual de tratamento de efluentes industriais 
Van Haandel, Adrianus / O Comportamento do sistema de lodo Ativado 
Fernandes, Carlos / Esgôtos Sanitários 
 
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Tabela de conversão de vazão (vertedor triangular)
 H=( cm ) Q =( l/s ) Q=(m3
/h) 
 0,5 0,0025 0,01 
 1,0 0,0142 0,05 
 1,5 0,04 0,14 
 2,0 0,08 0,29 
 2,5 0,14 0,50 
 3,0 0,22 0,79 
 3,5 0,33 1,19 
 4,0 0,45 1,62 
 4,5 0,61 2,20 
 5,0 0,79 2,84 
 5,5 1,01 3,64 
 6,0 1,25 4,50 
 6,5 1,53 5,51 
 7,0 1,84 6,62 
 7,5 2,19 7,88 
 8,0 2,57 9,25 
 8,5 2,99 10,76 
 9,0 3,45 12,42 
 9,5 3,95 14,22 
 10,0 4,49 16,16 
 10,5 5,07 18,25 
 11,0 5,70 20,52 
 11,5 6,37 22,93 
 12,0 7,08 25,31 
 12,5 7,84 28,22 
 13,0 8,65 31,14 
 13,5 9,51 34,24 
 14,0 10,41 37,48 
 14,5 11,37 40,93 
 15 12,37 44,53 
 16 14,54 52,34 
 17 16,92 60,91 
 18 19,52 70,27 
 19 22,34 80,42 
 20 25,40 91,44 
 
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PROJETO DIMENSIONAL E DE CÁLCULO DA ESTAÇÃO DE 
TRATAMENTO DE ESGOTO SANITÁRIO 
PROPRIEDADE.............: Loteamento Residencial Veredas da Serra II 
CLIENTE........................: CAPRI Incorporação de Empreendimentos Imobiliários SPE. 
PROJETO......................: ETES – Estação de Tratamento de Esgoto Sanitário 
LOCAL ..........................: Andradas-MG 
DATA..............................: Março / 2024 
 
 MULTIDRAW Eng. e Proj. Ind. e Ambientais Ltda. 
 
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ÍNDICE 
1 – Memorial Justificativo do sistema adotado 
1.2 – Memorial Descritivo do sistema adotado 
 
 1.3 – Fluxograma do Processo 
2 – Memorial de Cálculos 
 2.1 – Condições Técnicas 
 2.2– Parâmetros de Projetos 
2.3 – Cálculos das Vazões para Dimensionamento das Linhas de Emissário 
 2.4 – Carga de DBO Gerado Proveniente do Loteamento 
 2.5 – Dimensionamento da Caixa de Gordura 
2.6 – Dimensionamento da Caixa de Areia 
2.7 – Dimensionamento do Tanque de Aeração 
 2.8 – Dimensionamento dos Aeradores de cada fase 
2.9 – Dimensionamento do Tanque de Decantação 
3.0 – Dimensionamento dos Leitos de Secagem 
 
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3.1 – Manual de Operação 
3.2 – Anexos (plantas e cortes; tabela do vertedor; bibliografia) 
 
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1 – Memorial Justificativo do sistema adotado 
O tratamento de efluentes é prática fundamental para a preservação do Meio 
Ambiente. Sua implantação é de interesse dos órgãos e instituições governamentais, 
empresas e principalmente da comunidade, estando acima de tudo à saúde da 
população que cada vez mais tem se conscientizado da necessidade de conservação 
do Meio Ambiente e do tratamento de efluentes como forma de preservação de rios e 
mananciais para melhora da qualidade de vida. 
Para o tratamento dos efluentes gerados neste empreendimento, optou-se por 
tratamento biológico de lodo ativado com aeração prolongada devido às características 
do efluente, espaço físico necessário à implantação, custo relativamente baixo, para 
implantação comparado aos demais sistemas, ser de fácil operação e principalmente 
pela eficiência que estes sistemas oferecem na remoção de matéria orgânica, 
eficiência esta comprovada na prática em empreendimentos com efluentes de 
características similares. 
Em uma Estação de Tratamento de Esgotos por processo biológico, os mesmos 
fenômenos básicos que ocorrem na natureza acontecem, mas a diferença é que há em 
paralelo a introdução de tecnologia. Essa tecnologia tem como objetivo, fazer com que 
o processo de depuração se desenvolva em condições controladas (controle da 
eficiência), e em taxas mais elevadas (solução mais rápida e compacta), evitando a 
liberação de odores. 
A compreensão da microbiologia do tratamento de esgotos é, portanto, 
essencial para a otimização do projeto e operação dos sistemas de tratamento 
biológicos. 
Os principais organismos envolvidos no tratamento são as bactérias, 
protozoários, vírus, fungos e algas. Destes, as bactérias são sem dúvida, os mais 
importantes na estabilização da matéria orgânica. 
 
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PROJETOS, CONSULTORIAS E IMPLANTAÇÕES.
O presente sistema de tratamento foi dimensionado para uma eficiência de 85 a 
99% na remoção de carga orgânica, atendendo assim as exigências da Legislação 
Ambiental em todo território nacional, importante ressaltar que o Sistema de 
Tratamento somente atingirá a eficiência próxima a 100% na remoção de matéria 
orgânica se utilizado equipamentos de boa tecnologia, como os indicados pela 
Multidraw, e operado conforme manual de procedimento e treinamento em 
campo, realizado pela MULTIDRAW. 
1.2 – Memorial Descritivo do sistema adotado 
O efluente industrial chega à planta de tratamento e passa por um sistema de 
gradeamento, cuja função é de reter os sólidos grosseiros, que eventualmente 
presentes, podem danificar ou obstruir equipamentos posteriores. Após o 
gradeamento, o efluente é enviado a uma caixa de areia, com câmara dupla, onde 
opera alternando-se, visando reter excesso de areia. Posteriormente, o efluente é 
equalizado por uma calha parshall, que em seguida é encaminhado a uma caixa de 
gordura para retenção de eventuais excessos de gordura. 
Após este estágio, o efluente é enviado ao tanque de aeração. No tanque de 
aeração o líquido sofre intensa agitação, pela ação do aerador superficial, ocorrendo 
também introdução de oxigênio, visando a produção necessária à vida dos micro￾organismos. Após passar pelo tanque de aeração, o efluente é enviado para o tanque 
de decantação que é responsável pela separação de lodo ativado o qual é recirculado 
ao tanque de aeração ou descartado para os leitos de secagem, quando em excesso. 
No tanque de decantação a velocidade do líquido é pequena, sendo a agitação nula. 
O líquido clarificado é isento de partículas sólidas que sai do tanque de 
decantação é conduzido, por gravidade, a um tanque de contato, onde é dosada 
através de bomba dosadora uma solução de hipoclorito de cálcio ou sódio a 10%. 
Nos leitos de secagem o lodo é desidratado, podendo ser utilizado como adubo 
ou enviado para aterro industrial, antes checar as recomendações do órgão ambiental. 
 
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O líquido gerado pela filtração nos leitos de secagem (percolado) é retornado 
para o tanque de aeração. 
A vazão e carga orgânica do efluente sanitário foram dimensionadas em função 
da: 
 NBR 7229 e NBR 13969 para geração de efluente, e carga orgânica por 
pessoa dia. 
 
1.3 – Fluxograma do Processo 
 
Esgoto Bruto 
Gradeamento 
Caixa de Areia 
Tanque de Aeração 
Tanque de Decantação 
Calha Parshall 
Tanque de Contato 
Esgoto Tratado 
Excesso de lodo para 
Leitos de Secagem 
Recirculação de 
Lodo 
Caixa de Gordura 
Desinfecção 
Lodo seco 
Aterro 
Sanitário 
 
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2 – Memorial de Cálculos 
2.1 - Condições Técnicas: 
 Os Parâmetros Técnicos Adotados na elaboração deste projeto estão de acordo 
com as recomendações da NBR – 570/89 – Projeto de Estação de Tratamento de 
Esgoto, bem como experiências práticas na execução e operação de sistemas 
similares. 
2.2 - Parâmetros de Projeto: 
k1 _Coeficiente do dia de maior contribuição = 1,20 (assumido;) 
K2_Coeficiente da hora de maior vazão do dia de maior contribuição= 1,50 (assumido); 
P _ População Máxima Prevista: 253 lotes residenciais = 1265 habitantes; 
q _Consumo Per Capita: 200 L/hab.dia; 
C _Relação Esgoto/Água: 0,80 (coeficiente de retorno); 
TI _Taxa de Infiltração: 0,0005L/s.m; 
L _Extensão da Rede Coletora: 4.773,0m = 4,773km; 
So_Concen. de DBO5 afluente: 200 mg/l : 50 g DBO/ hab.dia; 
S _Concentração de DBO5 efluente: 10 mg/l (máximo); 
Kd _Coeficiente de Respiração Endógena: Kd = 0,09 mg SSV/mg SSV.d. (assumido) 
fb’ _Fração Biodegradável ao gerar os sólidos: 0,8 
c _Idade do Lodo: 22 dias. 
Y _Coeficiente de produção celular: 0,8 mg SSV / mg DBO5 removida 
Xv _SSVTA: 2.500mgSSV/l. 
Qc _ Contribuição Industrial: 0 l/s. 
 _Período de Trabalho: 24h/dia. 
 _Período de Aeração: 24h/dia. 
 _Dias de Trabalho por mês: 30 dias. 
 _Taxa de Transferência no Tanque de Aeração: 1,00 Kg O2/Kw/h. 
 _Quantidade de O2 Necessária: 2Kg O2/Kg DBO5. 
 _Coeficiente de reforço: K1. K2 = 1,8 
 
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2.3 - Cálculo das Vazões para Dimensionamento das Linhas de Emissário: 
CÁLCULO DAS VAZÕES 
_ Comprimento da rede de esgoto sanitário = 4.773,0m 
_ De acordo com a NBR 7229 / 13969 , a contribuição de esgoto: 
CÁLCULO DA VAZÃO MÁXIMA 
Q máx = c. g .p.k1.k2/ 86400+{[(Qi/86400)+TI.L].10³} 
 { ( 1265 x 0,8 x 200 x 1,2 x 1,5) } 
Q máx = + (4773,0 x 0,0005 ) 
 86.400 
Q máx = 6,60 L/s 
 
CÁLCULO DA VAZÃO MÉDIA 
 
 { (1265 x 0,80 x 200 x 1,2) } 
Q med = + ( 4773,0 x 0,0005 )
 86.400 
Qmed = 5,19 l/s 
 
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CÁLCULO DA VAZÃO MÍNIMA 
Q min = c.g.p.k1.k2/ 86400+{[(Qc/86400)+TI.L].10³} 
 
 {( 1265 x 0,8 x 200 x 0,5)} 
Q min = + ( 4773,0 x 0,0005 ) 
 86.400 
Q min = 3,55 L/s 
2.4 - Carga de DBO Gerado Proveniente do Loteamento: 
Número de Habitantes - 1265 
Carga de DBO: 50 g / hab . dia; 
Carga de DBO: 1265hab x 50 g / hab . dia = 63,3 Kg DBO. dia; 
Logo: 63,3 KgDBO.dia / 448416L/dia = 141 mg/l 
Portanto: DBO será de 200mg/l. 
Adotou-se um coeficiente de segurança na carga de DBO para 200mg/L, visando 
algumas sobrecargas de materiais acidentalmente utilizados em residências, como 
óleos, e outros produtos de elevada carga orgânica; e também a ocorrência de 
eventual diluição do DBO, em função da não implantação dos lotes fracionados. 
 
 
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2.5 – Dimensionamento da Caixa de Gordura: 
Contribuição diária máxima de efluente 
 
 Q = 570.24m³/dia  para 24 horas de operação 
 Q = 23,76 m³/h 
Volume da caixa (V) 
Adotando tempo de detenção (t) de 5’, tendo em vista que a temperatura do 
líquido se encontra abaixo de 25ºC. 
V = Qmáx.t.1 
 V = 23,76 m³/h.0,083h.1 
V = 2,1 m³ 
Disposição da caixa 
A velocidade de ascensão das menores partículas é de 4mm/s, a taxa de 
aplicação (I) será 14,4m³/m².h. 
Área necessária: 
A = Qmáx(m³/h) 
 I (m³/m².h) 
A = 23,76(m³/h) 
 14,4 (m³/m².h) 
A = 1,7 m² 
Comprimento (L) e largura (B) 
Adotando L = 1,5 B 
 
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A = L.B 
A = 1,5.B² 
1,7m² = 1,5 B² 
B = 1,0 m 
L = 1,5 x 1,0m  1,5 m 
Altura da caixa 
V = L.B.H 
2,1 m³ = 1,5 x 1,0 H 
H = 2,1  1,8 m 
 1,20 x 1,0 
Será utilizada 01 (uma) caixa com dimensões internas: largura: 1,33m; 
comprimento: 4,00m; Altura (Lâmina de água): 1,50m; com 3 divisões.
2.6 - Dimensionamento da Caixa de Areia: 
 Determinação do comprimento “L” da Caixa de Areia: 
 VHoriz. = 0,15 a 0,30 m/s adotado 
e 
 Vsed. = 0,02 m/s (partículas com  = 0,2mm) 
VHoriz. = L t1 = L 
 t1 VHoriz. 
Vsed. = y t2 = y 
 t2 Vsed. 
Fazendo – se: 
t1 = t2 L = y 
 VHoriz. Vsed. 
 
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PROJETOS, CONSULTORIAS E IMPLANTAÇÕES.
ou: L = VHoriz. . y = 0,30m/s . L = 15.y 
 Vsed. 0,02m/s 
 
 L = 15.y 
adotando – se um fator de segurança L = 25.y 
Na prática L = 25.y 
Determinação da altura da lamina de água: 
“Neste item, é necessário ser utilizado a vazão máxima e mínima, para 
determinação do rebaixo Z da calha Parshall.” 
A calha Parshall adotada, foi a com garganta de 3” onde podemos medir até 51 
L/s, o que nos atende. 
Portanto os valores de n e k são adotados conforme Tabela “José Alves Nunes”; 
n= 1,547 e k=0,176 ,logo: 
H= (Q/K) 1/n : 
Hmax = (0,00661 / 0,176) 1/1,547 = 0,12 m; onde: Qmáx = 0,00661 m³/s 
Hmin = ( 0,00355 / 0,176)1/1,547 = 0,08 m; onde: Qmin = 0,00355m³/s 
Achando Z : 
Z = Qmax . Hmin – Qmin . Hmax / Qmax – Qmin ; Z = 0,08m 
Altura da lamina de água antes do rebaixo (hmáx): 
hmax = Hmax – Z ; hmax = 0,12m – 0,08m = 0,04m ; hmax = 0,04m; onde hmax é 
igual a y
 Determinação da largura “B” da Caixa de Areia: 
Q = A.VHoriz. 
A = B.y 
 Q = B.y. VHoriz. 
 VHoriz. = 0,30m/s 
 
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PROJETOS, CONSULTORIAS E IMPLANTAÇÕES.
 
 B = Q ; se y = 0,04m 
 y.0,30m/s e Q = 0.00661m3
/s 
 B = 0,00661 m3
/s B = 0,55 m
 0,04m . 0,30m/s 
 Determinação do Comprimento “L”: 
L = 25.y = 25 . 0,04m = 1,0 m 
Onde: 
VHoriz. Velocidade Horizontal de passagem do esgoto 
Vsed. Velocidade Vertical de sedimentação da menor partícula (0,2mm). 
L Comprimento da Caixa de Areia. 
y Altura da lâmina de água. 
B Largura da Caixa de Areia. 
Calculo da Profundidade 
Para limpeza quinzenal: 
Adotando a taxa de 0,03 litros de material particulado por m³ de esgoto: 
0,00003m³/m³ x 0,00661m³/s x 86.400 = 0,017m³ 
0,017m³ x 15 dias = 0,26m³. 
 0,26m³ = 0,25m 
0,30m x 3.5m 
Será utilizada uma caixa de areia de câmara dupla tendo cada câmara largura 
do canal igual a 0,53m, profundidade igual a 0,60m, e comprimento do canal de 
sedimentação igual a 2,00m (conforme desenho). 
Obs.: A taxa de escoamento superficial (l) deverá se situar entre 600 e 1200 
m³/m².d 
 
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PROJETOS, CONSULTORIAS E IMPLANTAÇÕES.
Verificando a taxa de escoamento superficial; 
l= Q (m³/dia) / A (m²) = 571,2 / (1,0. 0,55) = 1038 m³/m².dia; a verificação 
comprovou o atendimento conforme norma. “José Alves Nunes” 
Verificação de velocidade: S = hmax . b; S = 0,04 . 0,55; S = 0.022; V = 0,00661 / 
0,022 = 0,30 m/s 
A velocidade utilizada conforme norma foi de 0,30 m/s, podendo variar ± 20 %, 
ficando entre 0,24 e 0,36 m/s. “José Alves Nunes” 
 2.7 - Dimensionamento do Tanque de Aeração 
Fração Biodegradável fb 
fb = = = 0,57 
Cálculo do Volume do Reator: 
V = 
Para aeração prolongada 2500 < Xv < 4000 mgSSV/l 
 V = = 281 m3
 
Dimensões internas do tanque de aeração: 
Comprimento = 7,5 m Lâmina de H2O = 2,50m 
Largura = 15 m Borda Livre = 0,35m 
Volume do reator = 281,25m³ 
 
 
fb' 
1+(1-fb').Kd.c 
0,8 
1+(1-0,8).0,09.22 
Y.c.Q.(S0-S) 
Xv.(1+Kd.fb. c)
0.8 . 22 . 448.416 . (200-10) 
2500 . (1+0,09.0,57.22) 
 
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2.8 - Dimensionamento dos Aeradores: 
 Os aeradores foram dimensionados com base nos seguintes parâmetros: 
 - Vazão........................ 18,68m3
/h 
 - DBO5......................... 200 mg/l 
 - Tempo de trabalho.... 24 h/dia 
 - Tempo de aeração.... 24 h/dia 
Potência total = {[(18,68 m3
/h x 200 mg/l x 24h x 2kgO2/kgDBO5) / (1000 x 24h)] / 
1,0kgO2/kwh} x 1,36 cv  Potência Total  10,16 cv. 
Obs.: Utilizou-se um fator de segurança, com base em experiências práticas, visando 
maior eficiência do sistema nas zonas anaerobias, e utilização de forma que permita 
desligar os aeradores em períodos pré-determinados quando em excesso de oxigênio, 
bem como promover a realização de manutenção, para maximizar sua vida útil, será 
previsto a instalação de 2 (dois) aeradores de 10,0cv. 
Tempo de detenção hidráulica (t) 
 t = onde: t: tempo de detenção hidráulica 
 V: volume de líquido no sistema 
 Q: volume de líquido retirado do sistema por unidade de tempo 
 Para o dimensionamento do volume de líquido no reator (V), foram 
considerados vários parâmetros, os valores assumidos para o coeficiente de 
respiração endógena (kd), concentração de SS no lodo de retorno (Xr), fator de carga 
(f), coeficiente de produção celular (y), idade do lodo (c) e os demais parâmetros 
foram baseados em recomendações da ABNT bem como em experiências 
comprovadas na prática, além de embasamento teórico fundamentado em bibliografias 
técnicas. 
V 
Q 
 
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 O tempo de detenção hidráulica, em decorrência do volume encontrado, 
resultou em 16 horas, considerando um período de atividade efetiva de 24 horas 
diárias com uma vazão média de efluente de 18,68m3
/h. 
 Portanto observa-se que o tempo de detenção hidráulica é função da vazão 
afluente e de todos os parâmetros adotados para o dimensionamento do volume do 
reator que são conseqüências das características do efluente a ser tratado bem como 
do tipo de tratamento utilizado. 
Densidade de potência
 As funções básicas na maioria dos sistemas de tratamento com aeração são: 
 Oxigenação do esgoto em tratamento 
 Mistura do líquido, de forma a manter a biomassa em suspensão 
 Para a consecução do segundo objetivo, é necessária a introdução de uma 
potência suficiente por unidade de volume, para impedir que os sólidos sedimentem. 
Esta relação é representada através do conceito da densidade de potência (DP), 
expressa como: 
 DP = P/V onde: DP: densidade de potência (W/m3
) 
 P: potência introduzida (W) 
 V: volume (m3
) 
 Quanto maior a densidade de potência, maior a quantidade de sólidos em 
suspensão que ficam dispersos no meio do líquido. A manutenção dos sólidos em 
suspensão depende também da geometria do reator e da distribuição dos aeradores 
no reator. 
 Em sistemas de lodos ativados, devido às maiores concentrações de sólidos em 
suspensão no reator, deve-se adotar valores de DP entre a 10W/m3
.e 100W/m3
. 
 
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 Conforme dimensionamento da potência de aeração apresentado 
anteriormente, utilizando uma taxa de transferência de O2 necessária de 2kgO2/kgDBO 
e uma eficiência de oxigenação de 1,0kgO2/kWh obteve-se uma potência requerida de 
20 cv , sendo assim temos uma densidade de potência de: 
 DP = = 53 W/m3
Portanto verificamos que a densidade de potência dimensionada é superior à 
mínima recomendada que é de 10 W/m3
 e inferior a 100W/m³. 
2.9 - Dimensionamento do tanque de decantação 
Parâmetros utilizado para dimensionamento 
 Taxa de aplicação hidráulica: 0,7m3
/m2
.h conforme referência Metcalf & Eddy (1991) 
 Vazão: 18,68 m3
/h 
Cálculo da área superficial: 
A = [ ] [ ] = 26,68 m2 
Cálculo do volume da parte reta: 
A = V/ H , onde V= volume e H= altura de lamina de água 
V = 26,68m² x 2,42m = 64,5 m³ 
Tempo de Detenção Hidráulica 
T = V / Q 
T = 64,5 m³ / 18,68 m³/h = 3,45h 
14914 
281,25m3
18,68 
0,7 
m3 
h 
m2
.h 
m3 
 
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 Considerando um decantador tipo Dortmund, (sem remoção mecanizada de 
lodo), conforme norma NBR-570 (ABNT, 1989), a altura mínima recomendada é 0,5m 
e o tempo de detenção hidráulica mínimo é de 1,5 horas. 
 Considerou-se para este projeto, baseando-se nas experiências práticas em 
outros processos para tratamento de efluentes com características similares: 
 Dois decantadores de: 
 Altura = 2,42m (lâmina de água, parte reta) 
 Tempo de detenção hidráulica = 3,45 horas 
Portanto, o decantador será retangular, constituído em sua parte inferior de um 
poço piramidal com inclinação mínima de parede de 65º, evitando acúmulo de lodo nas 
mesmas. 
Será construído 01 (um) decantador conforme dimensões abaixo: 
Unidades Dados Observações
Período de trabalho horas/dia 24,00 
Vazão por hora m3/h 18,68 
Tempo de detenção horas 3,45 
Taxa de aplicação 0,6 a 0,8 0,7 
Área superficial m2 21,16 
Quantidade de cones 4 
Comprimento do decantador m 4,60 
Largura do decantador m 4,60 
Borda livre m 0,63 
Altura reta (lâmina de H2O) m 2,42 
Largura e comprimento do poço coletor m 0,58 
Ângulo de inclinação 65º F=1,732 1,73 
Altura Cônica m 2,64 
Altura total m 5,69 
Volume do tanque parte reta m3 51,20 
Volume do tanque parte cônica (4 cones) m3 24,5 
Volume total do tanque m3 75,7 
 
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3.0 - Dimensionamento dos leitos de secagem “Jose Alves Nunes” 
Massa de lodo a ser descartada (ML) : 
ML = y . Q . (So – S) – kd . fb . Xv . V ; 
 y = Fração de matéria sintetizada na produção celular (adimensional); = 0,8 
Kd = respiração endógena; = 0,09 -¹ 
 Fb = fração biodegradável em suspensão voláteis; = 0,57 
 So = 0,20 kg/m³ 
 S = 0,01 kg/m³ 
 Xv = 2,5 kg/m³ 
 V = 281,25 m³ 
 Q = 448,41 m³/dia 
ML = 0,8 . 448,41 . (0,20 – 0,01) – 0,09 . 0,57 . 2,5 . 281,25 
ML = 32,08 Kgss/d 
Vazão de descarte do lodo (Qd) : 
Cs é a concentração média de sólidos do lodo extraído do decantador secundário; 
usualmente 8.000 a 12.000 mg/l. 
Qd = ML / Cs; 
Qd = 32,08 / 12,0; 
Qd = 2,67 m³ SS/dia 
 Considerando a remoção na linha de recirculação de lodo: 
 Concentração: SSLR = SSTA.(1+1
/R) 
 Sendo: R=0,8 (assumido) 
 SSTA = SSVTA / (SSV/SS) 
 Para aeração prolongada  (SSV/SS) = 0,60 a 0,75 
Considerando *c = 22 dias; 
 *Ausência de decantação primária 
 
Volume de lodo a ser recirculado: 
 Qr = (0,80.Q) – Qex = (0,80.448,41) – 2,67 = 356,05 m3
/d. 
 Volume a ser removido = 2,67 m³/dia 
 
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Período estimado de secagem: 15 dias 
Período estimado para limpeza do leito: 1 dia 
Ciclo de operação resultante: 16 dias 
Volume removido: 42,72m3
Área de secagem média requerida para uma altura de carregamento de 50cm = 85,44m2
 
Serão construídos, 12 leitos de secagem de dimensões 4,0 x 2,0m  96 m². 
Obs.: Todos os leitos de secagem devem ser construídos com cobertura fixa ou 
móvel, para evitar que após sua secagem o mesmo não umedeça, quando na 
ocorrência de chuva. Pois caso este procedimento de umidificação ocorra, haverá 
liberação de mau odor. 
 
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3.1 – Manual de Operação 
Instruções Técnicas 
 Gradeamento: 
 O material sólido retido na grade deve ser retirado sempre que estiver provocando 
obstrução da saída. Estabelecer uma periodicidade para limpeza, conforme a 
geração de sólidos no esgoto bruto, adequando o intervalo de tempo entre uma 
limpeza e outra conforme necessidade. 
Obs.: O material removido das grades deve ser acondicionado em 
bombonas plásticas dotadas de tampa ou em recipientes adequados para 
posterior envio ao aterro sanitário. O material removido deve permanecer no 
local pelo menor tempo possível, evitando degradação da matéria orgânica e 
geração de odores indesejáveis (tempo máximo = 24 horas). 
 Caixa de areia: 
 O sistema é composto por uma caixa de areia com câmara dupla, dotadas de 
comporta na entrada e saída. 
 - Operação/ Limpeza: 
 Regular a distribuição de vazão nas câmaras através do ajuste da 
abertura das comportas de entrada e saída;
 Observar constantemente o nível de areia retida na caixa, determinando 
a periodicidade de limpeza conforme necessidade;
 Efetuar a limpeza da caixa sempre que o nível de areia estiver acerca de 
20 cm abaixo do nível de saída da caixa;
 
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Caixa de gordura: 
 A função da caixa de gordura é reter todas as gorduras caracterizadas 
saturadas do efluente a ser tratado. O excesso deste tipo de gordura interfere 
negativamente no metabolismo dos micro-organismos aeróbios e conseqüentemente 
na degradação da matéria orgânica. 
- Operação/ Limpeza: 
 Efetuar a limpeza removendo a gordura retida na superfície da caixa com 
periodicidade determinada conforme geração de gorduras no sistema 
(mínimo uma vez por dia);
 Retirar a gordura com o auxílio de uma peneira colocando-a em 
bombonas plásticas;
 Após encher a bombona, adicionar uma camada fina de cal virgem, 
tampar e acondiciona-la no local destinado aos resíduos sólidos para 
posterior envio ao Aterro Sanitário.
Tanque de aeração 
O tanque de aeração ou reator biológico é a etapa vital de uma planta de lodos 
ativados. É neste tanque onde irão se desenvolver os micro-organismos que irão 
consumir a carga poluidora (matéria orgânica presente no esgoto). 
 O esgoto bruto contém normalmente micro-organismo em concentrações muito 
baixas e alimentação abundante. Estes micro-organismo ao ingressarem no tanque de 
aeração (T.A.), encontrarão condições ambientais propícias ao seu desenvolvimento. 
Existe alimento em grande quantidade e concentração adequadas de oxigênio 
dissolvido. Essas duas condições, somadas à presença de nutrientes contidos 
normalmente no esgoto e temperatura adequada, permitem que esses micro￾organismo se reproduzam rapidamente agrupando-se em colônias (flocos) que 
 
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permanecem em suspensão, devido à turbulência causada pelo movimento do 
aerador. 
 O lodo ativado é, portanto, constituído por colônias de micro-organismo em 
suspensão, em um líquido que contém, em solução, um substrato que lhes serve de 
alimento, nutrientes básicos e oxigênio dissolvido. Os micro-organismo desenvolvidos 
no T.A. através de suas funções naturais de nutrição e reprodução utilizam-se do 
substrato orgânico como fonte de energia, promovendo sua oxidação ou estabilização. 
O conteúdo orgânico dos despejos (DBO) é drasticamente reduzido no interior do T.A. 
 O efluente de um T.A., (operando normalmente), consiste, portanto, de uma 
grande quantidade de colônia de micro-organismo em suspensão (lodo ativado) em um 
líquido com baixa concentração de matéria orgânica. 
 O efluente do T.A. é submetido à sedimentação em uma unidade de tratamento 
denominada decantador secundário, no interior do qual os flocos de lodo ativado, que 
se mantinham em suspensão no T.A. são separados do líquido pela sedimentação, 
sendo recolhidos pelo fundo do decantador e recirculados ao T.A. 
 Com a recirculação constante do lodo, mais o desenvolvimento natural dos 
micro-organismo no T.A., chega-se a um estágio, no qual o nível de micro-organismo 
torna-se inconveniente ao processo, ou seja, tem-se mais organismos do que o 
necessário para consumir o alimento e o oxigênio introduzido pelos aeradores. 
 Para que a biomassa não entre em declínio (morte dos micro-organismo), retira￾se uma parcela do lodo ativado, isto é, interrompe-se a recirculação de lodo do tanque 
de decantação ao tanque de aeração, enviando-o aos leitos de secagem, desta forma, 
mantêm-se sempre um nível de desenvolvimento constante dos micro-organismo, 
obtendo um bom rendimento do processo. 
 
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Estratégias de controle 
 - Alternativa 01 
 Manter um nível constante de sólidos suspensos no tanque de aeração (SSTA). 
 Com esta operação o operador poderá somente ajustar o SSTA do sistema para 
baixo. Caso o nível do SSTA seja baixo, o operador não poderá fazer a diferença 
aparecer. Este método é mais utilizado quando a característica do efluente é 
relativamente constante. 
 A concentração de SSTA no T.A. é geralmente limitada em 3.500 a 5.000mg/l, 
de modo a manter uma concentração, suficiente para permitir o contato íntimo entre os 
micro-organismo, para que possa ocorrer o fenômeno da floculação biológica, sem a 
qual não ocorrerá a sedimentação de sólidos no decantador. O limite superior de SSTA 
é variável e irá depender principalmente de sedimentabilidade do lodo. 
 - Alternativa 02 
 Manter um F/M constante 
 A relação F (alimento) / M (micro-organismo) assume geralmente os seguintes 
valores: 
 
 = 0,08 a 0,15 Kg DBO5/KgSSV.d 
 Na maioria dos casos, este método produz bons resultados, exceção feita 
quando o F/M começa a baixar. Neste caso, o operador deverá optar ou pelo aumento 
da vazão influente ou descartar excesso de lodo. A opção pelo descarte do lodo, é 
adotada mais frequentemente, pois dificilmente se pode aumentar a vazão da planta. 
 Exemplificando este controle, assumamos que o operador queira trabalhar com 
um F/M de 0,5 e por determinação verificou que o sistema está com um F/M de 0,3, 
ele poderá calcular a quantidade de alimento necessário e introduzir este alimento 
F 
M 
 
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aumentando a vazão de entrada na planta ou proceder ao descarte de excesso de 
lodo. 
Cálculo da carga de DBO5: 
 Resultado da análise de DBO5 influente no T.A. em mg/l transformar para kg/dia 
e dividir pelo volume do T.A. 
Exemplo: 
 
 = 0,08 Kg DBO5/m3
/dia 
 - Alternativa 03 
 Manter a Idade do Lodo (ID) constante 
 Este método apresenta a dificuldade de que a ID, não leva em consideração as 
mudanças de carga diárias. Esta alternativa é semelhante ao controle do SSTA, ou 
seja, tem sua aplicação ideal nos casos em que a alimentação diária é constante. 
 O operador poderá ajustar a quantidade de SSTA, mantendo o lodo no sistema 
por um tempo pré-determinado. O operador deverá manter a ID de 20 a 30 dias, 
devendo descartar uma quantidade de lodo diariamente. 
 = 
 
SSVTA – Sólidos em suspensão voláteis no T.A. 
SSVLE – Sólidos em suspensão voláteis no lodo em excesso. mg/l. 
 Aeração de rotina 
 Durante as primeiras semanas de operação, as tarefas rotineiras são as de 
observar o funcionamento dos equipamentos, remover formação de espuma nos 
480 Kg DBO/dia
5.890 m3
SSVTA.(V)
SSVLE. Q1
 
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tanques (é normal no início da operação) observar o desenvolvimento de floculação 
biológica, registrar as vazões influentes e regularizar a vazão de recirculação de lodo. 
 À medida que for sendo desenvolvida a atividade biológica, o tanque de 
aeração vai assumindo uma coloração marrom, e o cheiro característico de esgoto vai 
desaparecendo, dando origem a um odor de terra úmida. 
 Durante as primeiras semanas, é importante observar se não está havendo um 
excesso de oxigênio. Este fato pode ser notado visualmente no tanque de aeração, 
pois quando há falta de oxigênio dissolvido, o líquido começa a escurecer, ou através 
da utilização de um medidor de oxigênio dissolvido. 
 O inverso ocorre quando da super aeração. Pois o líquido tem tendência a 
clarear. Análises de oxigênio dissolvido darão idéia exata do comportamento do 
líquido, no tanque de aeração. 
 Valores entre 1,5 e 3 mg/l devem ser mantidos para o oxigênio. Uma vez 
atingido o regime de operação o efluente no decantador se mostrará límpido. O 
operador deverá estabelecer uma rotina de trabalho, esta rotina de trabalho deve ser 
assumida como se segue: 
Diariamente:
 Verificar o funcionamento dos equipamentos de aeração, observando 
a presença de anomalias, que caso ocorram deve ser providenciado o 
reparo imediatamente; 
 Remover eventuais formações de espuma no tanque aeração 
colocando-as em bombonas plásticas com tampa, posteriormente
adicionar uma pequena camada de cal virgem sobre as mesmas. 
Tampar e dispor as bombonas no local destinado aos resíduos sólidos 
para posterior envio ao Aterro Sanitário; 
 
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 Efetuar análises de controle operacional (qualitativa) 
(sedimentabilidade do lodo, PH, Resíduo Sedimentável e Oxigênio 
dissolvido), conforme orientação específica deste manual; 
 Regular a recirculação de lodo de forma que a vazão de recirculação 
seja aproximadamente de 80% da vazão de entrada do tanque de 
aeração; 
 Efetuar manutenção preventiva dos equipamentos, tubulações, 
válvulas e conexões. 
Semanalmente: 
 Esgoto bruto: DBO, DQO, SS, SSV; 
 Tanque de aeração: SSV; 
 Efluente final: DBO, DQO, SS, SSV, Cloro residual. 
 Procedimento para Análises qualitativas diárias: 
 As análises que são realizadas diariamente são chamadas qualitativas, sendo 
as mais empregadas para o controle de uma planta de lodo ativado. 
a) Sedimentabilidade do lodo em 30 minutos: 
 Técnica: Esta análise é feita no final do tanque de aeração; com um recipiente 
de 1,1 litros preso a um cordão de nylon, e introduzido na lâmina de água até 40 cm 
abaixo para coletar a amostra desejada. 
 No laboratório ou local para realizar esta técnica, após coletada a amostra, 
adiciona-se em uma proveta de 1.000 ml, e aguarda-se 30 minutos. Após 30 minutos 
mede-se o volume de lodo decantado, sendo o resultado em ml/l. 
 A faixa ideal deve estar entre 200 e 300 ml/l. 
 b) pH: 
Técnica: Esta análise pode ser realizada por um medidor portátil de leitura 
direta, bem como através do papel indicador de pH (MERCK ou similar). A medição 
 
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deve ser realizada na entrada do tanque de aeração e no tanque de contato (após o 
sistema de tratamento). 
 A faixa ideal deve estar entre 6,5 e 7,5. 
 c) Resíduos sedimentáveis: 
Técnica: A amostra a ser analisada por este método deve ser coletada na saída 
do tanque de contato, através de um recipiente de 1,5 litros, coleta-se uma amostra e 
com leve agitação logo adiciona-se 1 litro desta em um cone de Imhoff deixando 
sedimentar durante 30 minutos e depois, dentro do cone agita-se levemente e deixa￾se sedimentar por mais 15 minutos, leia o volume de sólidos sedimentáveis em ml/l. 
 A faixa ideal deve ser menor que 1ml/l. 
d) Oxigênio dissolvido: 
 Técnica: Esta análise deve ser realizada diariamente até que as colônias de 
micro-organismo estejam estáveis. Após a estabilização das colônias, realizar no 
mínimo duas leituras semanais, ou sempre que ocorrerem anomalias no sistema. 
 Os métodos de análises são de leitura direta, através de medidor portátil sendo 
rápido versátil e funcional. 
 A faixa ideal de concentração de oxigênio dissolvido deve estar entre 1,5 a 3 
mg/l. 
 Introduzir o eletrodo do aparelho portátil de medição de oxigênio 
dissolvido diretamente no tanque de aeração a uma profundidade de 
aproximadamente 1m; 
 Efetuar a medição em pelo menos quatro pontos do tanque de aeração 
 Registrar os dados de leitura em uma planilha, para controle da evolução 
do processo e apresentação aos órgãos competentes quando 
solicitados. 
 
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Índice volumétrico de lodo (IVL) 
IVL = 
SSTA – sólidos em suspensão no interior do T.A. mg/l. 
TL – Volume de lodo ativado que sedimenta num cilindro de 1000ml em ml (teor de 
lodo decantado). 
 Além das tarefas já descritas, o operador deverá observar constantemente o 
comportamento geral da instalação, procurando “ajustá-la”, para obter melhor 
performance. Uma vez atingido um ponto de operação entendido como bom, deve-se 
procurar mantê-lo. Alterações frequentes são desaconselháveis. O tratamento 
biológico é de alta eficiência e econômico, porém é bastante sensível, pois trabalha 
com organismos vivos. 
Tanque de decantação 
Conforme exposto no item "Tanque de Aeração",a recirculação e retirada do 
lodo formado é feita a partir do tanque de Decantação. Este tanque contém uma linha 
de sucção para cada cone, cada qual com um registro na saída. 
 O lodo ativado, que constitui a fração sólida do efluente do T.A., é separado por 
sedimentação no tanque de decantação, sendo o líquido clarificado recolhido pela 
superfície, constituindo o efluente final tratado. 
 O lodo sedimentado é continuamente removido pela ação das bombas 
centrífugas sendo enviado ao tanque de aeração ou digestor aeróbio, através de 
manobras nas válvulas da tubulação de recalque. 
 O decantador é uma etapa do processo, que reflete as condições operativas do 
T.A., normalmente quando a superfície do líquido no decantador, se apresenta límpida, 
sem materiais flutuantes, o efluente também se apresenta com bom aspecto, o que 
indica um bom comportamento na operação do T.A .Quando ocorre presença de 
 TLx1000 
 SSTA 
 
30 
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materiais flutuantes, espuma, fuga de sólidos e cor elevada no decantador, certamente 
estarão ocorrendo anormalidades no T. A. 
Operação/Manutenção: 
 Regular a vazão de recirculação do lodo através da abertura dos registros 
da linha de recalque, observando que a vazão deverá estar próxima a 80% 
da vazão de entrada de esgoto bruto no tanque de aeração; 
 Efetuar a remoção de eventuais espumas na superfície do tanque com 
auxílio de uma peneira conectada a uma haste, colocar a espuma removida 
em um tambor e posteriormente no leito de secagem para desidratação, 
adotando os mesmos procedimentos para desidratação do lodo; 
 Verificar as condições de conservação de tubulações, conexões e válvulas, 
realizando as devidas manutenções sempre que necessário; 
 A manutenção das bombas deve ser feita conforme orientação do fabricante 
(recomenda-se sempre adotar a manutenção preventiva); 
 O sistema de recirculação de lodo é constituído por duas bombas, sendo 
uma delas reserva da outra. 
 As bombas de recirculação/descarte de lodo são de acionamento manual, 
ao ligá-las certificar-se de que os registros da linha de recalque estão 
devidamente abertos. 
 Em caso de necessidade de se remover o lodo contido no tanque de 
decantação e não haver possibilidade de descartá-lo nos leitos de secagem, 
por razões extremas, efetuar a remoção com o auxílio de um caminhão 
limpa fossa diretamente nos cones do tanque. 
Desinfecção do efluente final por fase: 
 A desinfecção do efluente final é efetuada no tanque de contato instalado na 
saída do efluente tratado, através da aplicação de uma solução a 10% de hipoclorito 
de sódio ou cálcio, de forma a minimizar a ocorrência de micro-organismo ainda 
presentes no líquido. 
 
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PROJETOS, CONSULTORIAS E IMPLANTAÇÕES.
Apesar da Sabesp ter centenas de sistemas de dosagens de cloro em efluentes 
industriais, apenas como observação, calculamos teoricamente a preparação do cloro 
a ser dosado na caixa de contato. 
 A dosagem de aplicação deve manter o efluente a uma concentração de 2 ppm 
de cloro, o que garantirá o parâmetro patogenicidade e a não formação no corpo 
receptor de compostos indesejáveis, como as cloraminas. 
 - Preparação de solução / Aplicação 
Na preparação da solução de hipoclorito de sódio, adicionar 9 partes 
de água para 1 parte de hipoclorito de sódio líquido; 
Cálculo da dosagem de solução a 10 % de hipoclorito de sódio. 
 Consideração: Hipoclorito de sódio  10 % v/v ( em média ) de cloro ativo 
 Concentração final desejada: 2 ppm 
 Vazão média de efluente (referência): 39,8m3
 / h 
Quantidade de cloro necessária: 
36,4m3
 . 2.10-6 = 0,0000796 m3
 = 79,6 ml 
Quantidade de hipoclorito de sódio (10 % de cloro ativo) necessária: 
79,6 ml . 100 = 796 ml 
 10 
Volume de solução a 10 % de hipoclorito a ser dosada por hora: 
796ml . 100 = 7960 ml = 7,96 litros / hora 
 10 
 
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PROJETOS, CONSULTORIAS E IMPLANTAÇÕES.
Observação: 
 Aferir a dosagem de solução de hipoclorito pela manhã e no fim do dia 
com base na vazão média observada no período; 
 Realizar análise de cloro residual no esgoto tratado semanalmente, 
controlando desta forma a dosagem para a concentração final desejada. 
Leitos de Secagem de Lodo 
 Conforme exposto no ítem "Descrição do Fluxo", todo o lodo em excesso será 
enviado aos leitos de secagem adotando os seguintes procedimentos: 
 Preparar o leito de secagem, adicionando uma camada fina ( 0,5 cm ) de 
areia sobre os tijolos ; 
 Descartar o lodo no leito desejado não excedendo uma altura de descarte 
de 50 cm Este descarte poderá ser efetuado de modo simples, 
manobrando a válvula na tubulação de descarga do tanque de 
decantação e a válvula de entrada do leito escolhido;
 Quando o lodo se apresentar dentro do leito, com a superfície 
caracterizada por rachaduras ou fracionando em inúmeros pedaços, o 
operador poderá efetuar um teste de remoção, manipulando-o com 
auxílio de uma pá, caso não haja aderência do lodo à pá, este permitirá 
uma boa manipulação, aí poderá ser efetuada a remoção; 
 A retirada do lodo seco é manual, sendo colocado em um tambor com 
tampa para a mistura com cal, a proporção de cal deve ser de cerca de 
10% em relação à quantidade de lodo seco; 
 Depositar os tambores com o lodo seco no local destinado a resíduos 
sólidos para envio ao aterro sanitário; 
 
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PROJETOS, CONSULTORIAS E IMPLANTAÇÕES.
 Limpar rigorosamente as juntas dos tijolos, removendo eventuais 
vegetais que possam estar presentes; 
 Nivelar os tijolos que eventualmente possam ter sido deslocados; 
 Recompor a areia sobre os tijolos, deixando o leito preparado para 
receber novo descarte. 
Soluções de problemas operativos 
Os problemas operativos discutidos neste item, são os que ocorrem com maior 
frequência nas plantas de lodo ativado, sendo apresentadas sugestões para contorná￾los, baseado em experiências práticas. 
A - Problema 
O tanque de aeração torna-se de cor clara, comparada a cor comum. 
Solução 
O problema acima pode indicar que existe uma perda de sólidos no tanque de 
aeração. Deve-se verificar se não esta havendo sobrecarga hidráulica bruta, ajustar a 
recirculação do lodo. 
B - Problema 
O tanque de aeração apresenta cor escura, comparada ao marrom comum. 
Solução 
Este problema geralmente indica que os sólidos do tanque de aeração estão se 
tornando sépticos, devido à insuficiente suprimento de ar ou que a instalação está 
sendo sobrecarregada. Em primeiro lugar verifique se o equipamento de aeração está 
funcionando adequadamente; a seguir procure verificar se está havendo sobrecarga 
 
34 
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PROJETOS, CONSULTORIAS E IMPLANTAÇÕES.
na entrada de esgoto bruto; retificar a vazão de recirculação e verificar se está sendo 
lançado algum material tóxico na instalação que venha a inibir os micro-organismos. 
C - Problema 
Falta de energia elétrica. 
Solução 
Dependendo da instalação, a falta de energia elétrica poderá ocasionar sérios 
problemas devido à interrupção da aeração. 
O tempo de parada sem riscos para a unidade é variável, mas certamente um intervalo 
acima de 04 horas poderá causar septicidade (anaeróbiose) desprendendo mau 
cheiro, entre outros inconvenientes e provocando a morte dos micro-organismos 
aeróbios. Em caso de manutenção, o operador poderá efetuar determinações 
contínuas de oxigênio dissolvido, para saber até quanto tempo pode paralisar a 
aeração. 
Obs.: É aconselhável que se tenha sistema de emergência gerador (DIESE) para 
suprir eventuais falhas no fornecimento de energia elétrica. 
D - Problema 
Mesmo com o tanque de aeração em boas condições, ou seja, lodo sem cheiro e cor 
marrom chocolate, há mau odor na instalação. 
Solução 
Quando ocorrer este tipo de problema, verificar se não há escuma retida em algum 
ponto da instalação. 
A escuma e materiais flutuantes devem ser retirados sempre que sejam visíveis, pois 
sua retenção por alguns dias leva à decomposição e conseqüente formação de mau 
cheiro e material tóxico. Este material deve ser incinerado ou ser adicionado ao lixo, 
para aterro sanitário. 
 
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PROJETOS, CONSULTORIAS E IMPLANTAÇÕES.
E - Problema 
O teor de sólidos suspensos (SSTA) está acima do desejado. 
 
Solução 
Descartar o excesso de lodo. 
F - Problema 
O teor de oxigênio dissolvido no tanque de aeração está muito acima do desejado. 
Solução 
Paralisar temporariamente a aeração, procurar intercalar a paralisação no máximo 2 
horas por 8 horas de trabalho. 
G - Problema 
Está ocorrendo presença de sólidos flutuantes na superfície do decantador. 
Solução 
Esta anormalidade pode ser devida a uma das seguintes condições: 
A presença de grande volume de lodo de coloração clara e difícil sedimentação, 
geralmente é devida a super aeração no T.A; confirme o teor de OD do tanque de 
aeração. 
A presença de grande volume de sólidos flutuantes de coloração escura, na superfície 
do decantador, pode indicar excesso de tempo de retenção de lodo no tanque. 
Verifique o estado do lodo recirculado que deverá estar “fresco”, ou seja, com as 
mesmas características do lodo do T.A. Caso o lodo recirculado esteja em boas 
condições, verifique se a vazão de recirculação está normal, pois poderá estar 
ocorrendo obstrução na tubulação. 
H - Problema 
Está ocorrendo fuga de sólidos no efluente do decantador.
 
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PROJETOS, CONSULTORIAS E IMPLANTAÇÕES.
Solução 
Verifique as seguintes condições: 
 A concentração de sólidos suspensos pode estar muito alta. Verifique isto com o 
teste dos sólidos sedimentáveis. Se o nível de sólidos é alto, será necessário 
descartar lodo. Efetue contínuas determinações de sólidos sedimentáveis para se 
suspender a descarga em uma concentração máxima de sedimentabilidade do lodo 
de 300ml/l. 
 A instalação poderá estar sendo sobrecarregada hidraulicamente. 
 Verifique a vazão do medidor. 
 O lodo ativado pode ser um lodo de pobre sedimentação.
Deve-se verificar também, se a recirculação de lodo, está funcionando 
adequadamente. O lodo de retorno ao tanque de aeração, deverá estar fresco, ou 
seja, não deve ter cheiro agressivo, deve apresentar um odor de terra e cor marrom 
chocolate. 
I - Problema
Está ocorrendo desprendimento de mau cheiro nos leitos de secagem.
Solução 
Este problema pode surgir no caso de adicionarmos descarte de lodo no leito de 
secagem sobre o lodo seco ou mesmo úmido, interferindo na secagem de lodo. Com a 
prolongação do lodo úmido no leito, se iniciará o processo de decomposição 
anaeróbia, libertando gases que provocam mau odor, como o gás sulfídrico, por 
exemplo. Para eliminar esse problema, deve-se esparramar cal virgem por toda a 
superfície do lodo ou adicionar hipoclorito de cálcio, para eliminar a atividade 
bacteriana. 
 
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Eng. e Proj. Industriais e Ambientais Ltda. 
PROJETOS, CONSULTORIAS E IMPLANTAÇÕES.
Parâmetros de controle operacional 
 Os valores abaixo são índices médios, dentro dos quais as plantas operam, 
produzindo um efluente de boa qualidade. Estes valores são obtidos através de 
análises físico-químicas, cuja metodologia é encontrada na literatura. 
- Oxigênio dissolvido no T.A : manter entre 1,5 a 3 mg/l 
- Sedimentabilidade do lodo em 30 min. em proveta de 1.000 ml: deve estar entre 
200 e 300 ml/l 
- Índice volumétrico do lodo (IVL): manter entre 40 a 150mg/l. 
- Índice de densidade do lodo (IDL): maior que 1 é considerado bom IDL = 
- TL: Lodo decantado em uma proveta de 1000 ml 
- Idade do lodo: entre 20 a 30 dias são considerados como bom 
- pH: manter o PH do T.A. entre 6,5 a 7,5 
Recomenda-se ao pessoal da operação, elaborar uma ficha para anotação dos 
resultados de análises obtidas diariamente, para que possa ser acompanhada a 
performance e para que se tenham registros de dados para consulta.
SSTA 
 TL 
 
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PROJETOS, CONSULTORIAS E IMPLANTAÇÕES.
3.2 - Anexos: 
a) Plantas e Cortes; 
b) Tabela de conversão vertedor triangular; 
c) Bibliografia 
Von Sperling, Marcos Lodos Ativados 
Nunes, Jose Alves Tratamento Fisicoquimico de águas residuarias Industriais 
Jordao, Eduardo Pacheco / Tratamento de esgotos domésticos 
Nutrientes de Esgoto Sanitario, utilização e remoção/ Francisco Suetonio Bastos 
Mota e Marcos Von Sperling (coordenadores) 
Pedro Marcio Braile e Jose Eduardo W. A. Cavalcanti, Manual de tratamento de 
águas residuarias industriais 
Cavalcanti, Jose Eduardo W.A Manual de tratamento de efluentes industriais 
Van Haandel, Adrianus / O Comportamento do sistema de lodo Ativado 
Fernandes, Carlos / Esgôtos Sanitários 
 
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PROJETOS, CONSULTORIAS E IMPLANTAÇÕES.
Tabela de conversão de vazão (vertedor triangular)
 H=( cm ) Q =( l/s ) Q=(m3
/h) 
 0,5 0,0025 0,01 
 1,0 0,0142 0,05 
 1,5 0,04 0,14 
 2,0 0,08 0,29 
 2,5 0,14 0,50 
 3,0 0,22 0,79 
 3,5 0,33 1,19 
 4,0 0,45 1,62 
 4,5 0,61 2,20 
 5,0 0,79 2,84 
 5,5 1,01 3,64 
 6,0 1,25 4,50 
 6,5 1,53 5,51 
 7,0 1,84 6,62 
 7,5 2,19 7,88 
 8,0 2,57 9,25 
 8,5 2,99 10,76 
 9,0 3,45 12,42 
 9,5 3,95 14,22 
 10,0 4,49 16,16 
 10,5 5,07 18,25 
 11,0 5,70 20,52 
 11,5 6,37 22,93 
 12,0 7,08 25,31 
 12,5 7,84 28,22 
 13,0 8,65 31,14 
 13,5 9,51 34,24 
 14,0 10,41 37,48 
 14,5 11,37 40,93 
 15 12,37 44,53 
 16 14,54 52,34 
 17 16,92 60,91 
 18 19,52 70,27 
 19 22,34 80,42 
 20 25,40 91,44 
7$148('($(5$d®2
750
1500
AERADOR SUPERFICIAL
3RWrQFLD&9
Quantidade: 04
750
1500
7$148('($(5$d®2
CANTONEIRA
Largura: 0.60m x 0.60m
Comprimento: 0.75m
AERADOR SUPERFICIAL
3RWrQFLD&9
Quantidade: 04
AERADOR SUPERFICIAL
3RWrQFLD&9
Quantidade: 04
AERADOR SUPERFICIAL
3RWrQFLD&9
Quantidade: 04
750 20
20
750
20
7$148('($(5$d®2
750
1500
750 20
20
LEITO DE SECAGEM
WtSLFR[
Comp.: 4.00m
Larg.: 2.00m
200
15
200 15 200 15 200 15 200 15 200 15 200 15 200
15
15
200
400 15 15 400
15 15
TANQUE DE SECAGEM
TANQUE DE SECAGEM
100
365
w.c.
115
250
215
200
100x100
180
150x100
110
100x100
180
7$148('('(&$17$d®220
230
230
38
58
7$148('('(&$17$d®2
230
230
38
58
7$148('('(&$17$d®2
250
465
15
15 200
20
CANTONEIRA COM CAIXA
'(5(7(1d®2
Ver Detalhe C.
78%239&‘0$5520
CL15
78%239&‘0$5520
CL15
15 200 15 200 15 200
6$Ì'$
6$Ì'$
TANQUE DE CONTATO
COM VERTEDOR
Ver detalhe
&$/d$'$
&$/d$'$
Veredas II
Veredas I
133
CAIXA DE GRADEAMENTO
125
15
93
93 CAIXA GORDURA &$,;$'(5(7(1d®2'($5(,$
400
02
92
387
20
CAIXA DE
GRADEAMENTO
CAIXA GORDURA
25
78
25 80 25
25
92
84
30
84
314
130
&$,;$'(5(7(1d®2'($5(,$
01
200
390
efluente bruto
Loteamento Veredas da Serra I
Rua
542
AERADOR SUPERFICIAL
3RWrQFLD&9
Quantidade: 04
CANTONEIRA
Largura: 0.60m x 0.60m
Comprimento: 0.75m
CANTONEIRA COM CAIXA
'(5(7(1d­2
Ver Detalhe C.
AERADOR SUPERFICIAL
3RWrQFLD&9
Quantidade: 04
MD
MD
CL15
78%239&‘PP
Esgoto
TANQUE DE CONTATO
COM VERTEDOR
Ver detalhe
efluente bruto
veredas I
CALHA PARSHAL
78%239&‘PP 78%239&‘PP
78%239&‘PP
78%239&‘PP
78%239&‘PP
78%239&‘PP
78%239&‘PP
78%239&‘PP
78%239&‘PP
78%239&‘PP
78%239&‘PP
78%239&‘PP
78%239&‘PP
78%239&‘PP
3960
4200
3938
4186
‘LQORFR
‘LQORFR
&RVWHOD‘F
20
20320
320
‘
16
16
315
315
HVWULER‘F
‘ORFR
‘LQORFR
20
20
306 16
HVWULER‘F
48 10
10
3DUHGHVHFDQWRVGRWDQTXHGHDHUDomR
Escala 1:50
FDQWRQHLUD‘F
3DUHGHVGRWDQTXHGHGHFDQWDomR
Escala 1:50
in loco
&RVWHOD‘F
in loco
264
58
58
20
20
PDOKDGXSODGH‘F
medida in loco
3DUHGHVHFDQWRVGRWDQTXHGHDHUDomR
Escala 1:100
3ODQWD)RUPDH)HUUDJHPWDQTXHGHDHUDomRHGHFDQWDomR
Escala 1:100
20
290
305
20 20 20 264
58
58
30
30
30
20
20
7DQTXHGH$HUDomR7DQTXHGH'HFDQWDomR
Escala 1:100
DETALHE
TANQUE DE CONTATO COM VERTEDOR FINAL
Corte 
80
20
85
100
65
20
s/ escala
Detalhe Placa A2
s/ escala
Detalhe Placa A1
100
65 20
85
80 20
Abertura de passagem do Efluente
Placa A1 
Entrada do Efluente
Placa A1 Abertura de passagem do efluente
Placa A2 Placa A2 
1LYHOGR/tTXLGR
vertedor triangular
2 Tubo pvc de 200 mm 
Saida de efluente
65
25
310
165
15
Escala 1:100
Planta
250
Corte "AA"
Aerador Superficial Air- inject
Potencia: 10 CV
Quantidade: 02
7DQTXHGH$HUDomR
comprimento; 15 metros
largura: 7,50 metros
ODPLQDGHiJXDPHWURV
Escala 1:100
290
120 100
183
72
Aerador Superficial Air- inject
Potencia: 10 CV
Quantidade: 02
$571ž
PROJETO ETE - VEREDAS I e II 
FOLHA 01/03
3URMHWRGD(7(7DQTXHGHDHUDomRGHFDQWDomRHOHLWRVHFDJHP
&217(Ô'2
Gilmar Vicentin
Arquiteto e urbanista e Engenheiro Civil 
AUTOR DO PROJETO E 5(63216É9(/7e&1,&2
CREA : 36.740/D
'HFODURTXHDDSURYDomRGRSURMHWRQmRLPSOLFD
no reconhecimento por parte da Prefeitura, do direito de
SURSULHWiULRGRWHUUHQRHPHFRPSURPHWRDQmRSHUPLWLU
TXHDViJXDVSOXYLDLVVHMDPODQoDGDVQDUHGHGHHVJRWR
ESCALA UNIDADE DE MEDIDA
24/04/2.024
0$75Ì&8/$
6.882
CIDADE
Andradas
6DQWD&HFtOLD
'(120,1$d®2
'(6&5,d®2'(6&5,d®2
Loteamento Veredas da Serra I e II 
35235,(7É5,2
CNPJ: 21.383.031/0001-49
)6&(PSUHHQGLPHQWRV,PRELOLiULRV/WGD
35235,(7É5,2
)6&(PSUHHQGLPHQWRV,PRELOLiULRV/WGD
REPRESENTADO
Jairo Roberto de Lima
)OiYLR&RQUDGL
250
Corte "BB"
Aerador Superficial Air- inject
Potencia: 10 CV
Quantidade: 02
7DQTXHGH$HUDomR
comprimento; 15 metros
largura: 7,50 metros
ODPLQDGHiJXDPHWURV
Escala 1:100
242 63 264
58
58
20
20
20
15 128 28
170
7DQTXHGH'HFDQWDomR 20
 
PRANCHA DE
MADEIRA
APARELHADA
COMPORTA 01 = 55cm x 55cm (x2)
COMPORTA 02 = 55cm x 65cm (x2)
PERFIL U.
PERFIL U.
CAIXA DE AREIA
CAIXA DE
GORDURA
7XER39&‘PP
%146'
90
110
140
60
$5'Ï6,$
100
30
150
 
PRANCHA DE
MADEIRA
APARELHADA
COMPORTA 01 = 55cm x 55cm (x2)
COMPORTA 02 = 55cm x 65cm (x2)
PERFIL U.
PERFIL U.
CAIXA DE AREIA CALHA PARSHALL
W=3"
CAIXA DE
GORDURA
7XER39&‘PP
%146'

60
110
120
10
240
40
30
130 100
240
120
CORTE DAS ALTURAS 01 CORTE DAS ALTURAS 02
veredas I
171
'(67,12&Ï55(*2
3/$17$(7((67$d®2'(75$7$0(172'((6*272
Escala 1:100
efluente bruto
Loteamento Veredas da Serra II
PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT
PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT
PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT
PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT

Página 1/2
AnotaÁ„o de Responsabilidade TÈcnica - ART
Lei n° 6.496, de 7 de dezembro de 1977
Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais
CREA-MG ART OBRA / SERVI«O
Nº MG20242930395
INICIAL
1. Responsável Técnico
GILMAR VICENTIN
Título profissional: ENGENHEIRO CIVIL, ENGENHEIRO AMBIENTAL, ARQUITETO RNP: 1403314888
Registro: 0400000036740MG
2. Dados do Contrato
Contratante: CAPRI INCORPORAÇÃO DE EMPREENDIMENTOS IMOBILIARIOS SPE LTDA CPF/CNPJ: 36.709.405/0001-40
AVENIDA DOUTOR BIAS FORTES Nº: 405
Complemento: SALA 11 Bairro: CENTRO
Cidade: ANDRADAS UF: MG CEP: 37795000
Contrato: Não especificado Celebrado em: 22/04/2024
Valor: R$ 1.000,00 Tipo de contratante: Pessoa Juridica de Direito Privado
Ação Institucional: Outros
3. Dados da Obra/Serviço
AVENIDA PREFEITO NÍVIO PREVIATO (ANTIGA AVENIDA A) Nº: 0000
Complemento: " GLEBA DE TERRAS " - DENOMINADO "SANTA LUZIA" Bairro: PALESTRINA
Cidade: ANDRADAS UF: MG CEP: 37795000
Data de Início: 22/04/2024 Previsão de término: 24/07/2025 Coordenadas Geográficas: 0, 0
Finalidade: INFRAESTRUTURA Código: Não Especificado
Proprietário: CAPRI INCORPORAÇÃO DE EMPREENDIMENTOS IMOBILIARIOS SPE LTDA CPF/CNPJ: 36.709.405/0001-40
4. Atividade Técnica
16 - Execução Quantidade Unidade
80 - Projeto > SANEAMENTO AMBIENTAL > SISTEMA DE ESGOTO/RESÍDUOS > DE SISTEMA
DE ESGOTO/RESÍDUOS LÍQUIDOS > #6.2.1.5 - ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE EFLUENTES
LÍQUIDOS DOMÉSTICOS
1.656,70 m²
80 - Projeto > TOPOGRAFIA > LEVANTAMENTOS TOPOGRÁFICOS BÁSICOS > DE
LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO > #33.1.1.3 - PLANIALTIMÉTRICO
102.103,20 m²
14 - Elaboração Quantidade Unidade
80 - Projeto > SANEAMENTO AMBIENTAL > SISTEMA DE ESGOTO/RESÍDUOS > DE SISTEMA
DE ESGOTO/RESÍDUOS LÍQUIDOS > #6.2.1.5 - ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE EFLUENTES
LÍQUIDOS DOMÉSTICOS
1.656,70 m²
80 - Projeto > TOPOGRAFIA > LEVANTAMENTOS TOPOGRÁFICOS BÁSICOS > DE
LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO > #33.1.1.3 - PLANIALTIMÉTRICO
102.103,20 m²
Após a conclusão das atividades técnicas o profissional deve proceder a baixa desta ART
5. Observações
ART DE LEVANTAMENTO PLANIALTIMÉTRICO DA GLEBA DO VEREDAS DA SERRA II E ETE DO LOTEAMENTO VEREDAS DA SERRA I E II.
6. Declarações
- Declaro estar ciente de que devo cumprir as regras de acessibilidade previstas nas normas técnicas da ABNT, na legislação específica e no decreto
n. 5296/2004.
- Declaro, nos termos da Lei Federal nº 13.709, de 14 de agosto de 2018 - Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), que estou ciente de que
meus dados pessoais e eventuais documentos por mim apresentados nesta solicitação serão utilizados conforme a Política de Privacidade do
CREA-MG, que encontra-se à disposição no seguinte endereço eletrônico: https://www.crea-mg.org.br/transparencia/lgpd/politica-privacidade-dados.
Em caso de cadastro de ART para PESSOA FÍSICA, declaro que informei ao CONTRATANTE e ao PROPRIETÁRIO que para a emissão desta ART é
necessário cadastrar nos sistemas do CREA-MG, em campos específicos, os seguintes dados pessoais: nome, CPF e endereço. Por fim, declaro que
estou ciente que é proibida a inserção de qualquer dado pessoal no campo "observação" da ART, seja meu ou de terceiros.
- Declaro, nos termos da Lei Federal nº 13.709, de 14 de agosto de 2018 - Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), que estou ciente de que
não posso compartilhar a ART com terceiros sem o devido consentimento do contratante e/ou do(a) proprietário(a), exceto para cumprimento de dever
legal. 
7. Entidade de Classe
ASSEA - Associação dos Engenheiros e Agrônomos de Andradas
A autenticidade desta ART pode ser verificada em: https://crea-mg.sitac.com.br/publico/, com a chave: 84xC4
Impresso em: 23/04/2024 às 09:20:09 por: , ip: 186.193.129.20
www.crea-mg.org.br atendimento@crea-mg.org.br
Tel: 0800 031 2732 Fax: 
CREA-MG Conselho Regional de Engenharia
e Agronomia de Minas Gerais
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AnotaÁ„o de Responsabilidade TÈcnica - ART
Lei n° 6.496, de 7 de dezembro de 1977
Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais
CREA-MG ART OBRA / SERVI«O
Nº MG20242930395
INICIAL
8. Assinaturas
Declaro serem verdadeiras as informações acima
________________, ________ de ___________________ de ________
 Local data
GILMAR VICENTIN - CPF: 339.998.806-00
CAPRI INCORPORAÇÃO DE EMPREENDIMENTOS IMOBILIARIOS SPE LTDA
- CNPJ: 36.709.405/0001-40
9. Informações
* A ART é válida somente quando quitada, mediante apresentação do comprovante do pagamento ou conferência no site do Crea.
10. Valor
Valor da ART: R$ 99,64 Registrada em: 22/04/2024 Valor pago: R$ 99,64 Nosso Número: 8604565956
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Tel: 0800 031 2732 Fax: 
CREA-MG Conselho Regional de Engenharia
e Agronomia de Minas Gerais


GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
SEMAD-Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável
CERTIFICADO Nº 1422 LICENCIAMENTO AMBIENTAL SIMPLIFICADO
O Chefe da Unidade Regional de Regularização Ambiental da URA Sul de Minas, no uso de suas atribuições, com base no art. 8º,
inciso VII da Lei nº 21.972, de 21 de janeiro de 2016, de acordo com o art. 17 ou art. 23 do Decreto nº 48.707, de 25 de outubro de
2023, e art. 8º, inciso III e seu §4º, inciso II, da Deliberação Normativa COPAM nº 217, de 6 de dezembro de 2017, concede à empresa
abaixo relacionada Licença Ambiental Simplificada, modalidade LAS/RAS, em conformidade com normas ambientais vigentes e
condicionantes impostas.
Pessoa Física ou Jurídica na qual o empreendimento se vincula : MUNICIPIO DE ANDRADAS
CNPJ/CPF : 17.884.412/0001-34
Empreendimento : ETE - Lot. Veredas da Serra e Veredas da Serra II
Endereço da Pessoa Física ou Jurídica : Praça 22 de fevereiro número/km S/N Bairro Centro Cep 37795-000 Andradas - MG
Município e Coordenadas geográficas do local de desenvolvimento das atividades:
Andradas (LAT) -22.076, (LONG) -46.5608
Fator locacional resultante : 0
Classe predominante resultante : 2
Processo Administrativo Licenciamento : 1422/2024
Código Descrição Parâmetro Qtde Unidade
Código e Descrição da(s) Atividade(s) Principal(is) :
E-03-06-9 Estação de tratamento de esgoto sanitário Vazão média prevista 13,85 L/s
Com condicionantes listadas no anexo.
Validade de 6 ano(s), com vencimento em 01/11/2030.
Certificado emitido eletronicamente, nos termos do art. 1º e art. 2º do Decreto Estadual nº 47.222/2017 e do art. 6º, §4º, do Decreto
Estadual nº 47.441/2018, com base nas informações prestadas pelo empreendedor e pelo(s) responsável(is) técnico(s) pelo(s) estudo(s)
apresentado(s).
Varginha, 01/11/2024.
Documento assinado eletronicamente por FREDERICO AUGUSTO MASSOTE BONIFACIO, Chefe da Unidade, em 01/11/2024 16:40
conforme horário oficial de Brasília, com fundamento no art. 6º, § 1º, do Decreto nº 47.222, de 26 de julho de 2017.
- Esta licença não dispensa nem substitui a obtenção, pelo requerente, de certidões, alvarás, licenças ou autorizações, de qualquer
natureza, exigidos pela legislação Federal, Estadual ou Municipal.
Conforme manifestação expressa no processo de licenciamento ambiental que originou a licença (quando assim for aplicável), há plena
ciência do empreendedor quanto sua obrigação legal de efetuar o registro de sua atividade no Cadastro Técnico Federal de Atividades
Potencialmente Poluidoras ou Utilizadoras de Recursos Ambientais, conforme Lei Nacional nº 6938/1981 e Instrução Normativa
MMA/IBAMA nº 06/2013, sem prejuízo dos demais registros advindos do Cadastro Técnico Federal de Atividades e Instrumentos de
Defesa Ambiental.
https://ecosistemas.meioambiente.mg.gov.br/sla/#/validarcertificado CHAVE DE ACESSO: 36-57-D5-4B
GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
SEMAD-Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável
CERTIFICADO Nº 1422 LICENCIAMENTO AMBIENTAL SIMPLIFICADO
Condicionantes
 Deverão ser cumpridas as condicionantes elencadas no Parecer Técnico do processo de licenciamento SLA nº
1422/2024. As condicionantes do processo devem ser protocolizadas no processo SEI! n° 2090.01.0029923/2024-57, por
meio de peticionamento na Unidade de Protocolo, com preenchimento do formulário no item solicitações pós
licenciamento ambiental.
CHAVE DE ACESSO: 36-57-D5-4Bhttps://ecosistemas.meioambiente.mg.gov.br/sla/#/validarcertificado
1 
PREFEITURA MUNICIPAL DE ANDRADAS, MINAS GERAIS 
Praça Vinte e Dois de fevereiro, s/nº - CNPJ nº 17.884.412/0001-34 – CEP 37795-000 
Fone: (35) 3739-2000 – endereço eletrônico: andradas@andradas.mg.gov.br
Sítio oficial na internet: www.andradas.mg.gov.br
 
 
Processo nº: 4822/2026 
Assunto: Requerimento nº 47/2026 – Câmara Municipal 
MANIFESTAÇÃO DA CONTROLADORIA INTERNA 
Em atenção ao Requerimento nº 47/2026, encaminhado pela Câmara Municipal de 
Andradas, que solicita informações referentes à Estação de Tratamento de Esgoto – ETE do 
Bairro Veredas da Serra, esta Controladoria Interna, no exercício das atribuições 
constitucionais e legais de controle, fiscalização e acompanhamento dos atos da 
Administração Pública Municipal, procedeu à análise da documentação encaminhada pelos 
setores técnicos competentes, especialmente os relatórios, laudos e manifestações emitidos 
pela Divisão de Meio Ambiente. 
Da análise dos documentos acostados aos autos, verifica-se que não há 
comprovação de recebimento formal da Estação de Tratamento de Esgoto do Loteamento 
Veredas da Serra I pela Administração Municipal, circunstância expressamente apontada pela 
Divisão de Meio Ambiente, a qual informa desconhecer a formalização de eventual 
incorporação da estrutura ao patrimônio e à operação do Município, permanecendo, até o 
presente momento, a responsabilidade operacional, estrutural e de manutenção vinculada ao 
empreendedor do loteamento. 
Conforme consta dos documentos técnicos apresentados, os investimentos 
relativos à implantação da ETE não foram realizados com recursos públicos municipais, tendo 
sido suportados pelo loteador, inexistindo, até o momento, registro de despesas municipais 
referentes à execução da obra. 
Os relatórios técnicos e vistorias realizadas pela Divisão de Meio Ambiente 
evidenciam, contudo, situação preocupante quanto às condições estruturais, operacionais e 
ambientais da ETE, sendo apontadas diversas inconformidades, dentre elas comprometimento 
das instalações eletromecânicas, ausência de manutenção adequada, danos estruturais, 
deficiência nos sistemas operacionais, necessidade de adequações ambientais, ausência de 
equipamentos essenciais, problemas relacionados ao tratamento e disposição final dos 
efluentes, além de risco potencial de impactos ambientais e sanitários. 
2 
PREFEITURA MUNICIPAL DE ANDRADAS, MINAS GERAIS 
Praça Vinte e Dois de fevereiro, s/nº - CNPJ nº 17.884.412/0001-34 – CEP 37795-000 
Fone: (35) 3739-2000 – endereço eletrônico: andradas@andradas.mg.gov.br
Sítio oficial na internet: www.andradas.mg.gov.br
 
 
Consta ainda nos autos que o Município já havia sido provocado anteriormente 
acerca da situação da ETE, inclusive em procedimentos envolvendo o Ministério Público, bem 
como mediante registros oriundos da Ouvidoria Municipal e reclamações de moradores da 
região relacionadas à falta de manutenção, conservação e funcionamento adequado da 
estrutura. 
Verifica-se também que a Divisão de Meio Ambiente realizou vistorias técnicas 
periódicas e encaminhou relatórios e comunicações internas à Secretaria Municipal de 
Planejamento e Meio Ambiente, reiterando a necessidade de adoção de providências 
corretivas e apontando pendências relevantes que impedem o adequado funcionamento da 
estação e eventual recebimento definitivo da infraestrutura pelo Município. 
A Controladoria Interna entende que a situação retratada nos autos demanda 
especial atenção da Administração Municipal, diante dos potenciais reflexos ambientais, 
sanitários, patrimoniais e administrativos envolvidos, sobretudo considerando tratar-se de 
estrutura destinada à prestação de serviço essencial relacionado ao saneamento básico e à 
saúde pública. 
Nesse contexto, esta Controladoria ressalta a necessidade de adoção de medidas 
administrativas efetivas pelos órgãos competentes, visando à regularização da situação da 
ETE, à responsabilização do empreendedor quanto às obrigações pendentes e à proteção do 
interesse público, especialmente no que se refere à observância das exigências ambientais, 
técnicas e legais aplicáveis. 
Registra-se, por fim, que as conclusões ora apresentadas decorrem das 
informações técnicas constantes dos autos e das manifestações emitidas pelos setores 
competentes da Administração Municipal, cabendo às secretarias responsáveis a adoção das 
providências administrativas, técnicas e jurídicas pertinentes ao caso. 
É a manifestação. 
Andradas, 19 de maio de 2026. 
Mariana Teixeira Cancherini Ribeiro 
Controladora Interna 
MARIANA 
TEIXEIRA 
CANCHERINI:0
5724186632
Assinado de forma digital 
por MARIANA TEIXEIRA 
CANCHERINI:05724186632 
Dados: 2026.05.19 
17:05:16 -03'00'

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