br-locleg corpus explorer

← Bicas (MG)

materia nº 29/2023

Tipo Projeto de Lei Ordinária
Número / Ano 29 / 2023
Date 2023-05-29
Ementa“Denomina Rua Antônio Roberto Arruda a rua conhecida por Prolongamento da Rua José Varanda, no bairro Leopoldina.
native_id4318

Autoria

Tramitação (latest 10)

DateStatusTurnoTexto
2023-07-20 Encaminhado ao Poder Executivo para Sanção.
2023-07-20 Redação final aprovada
2023-07-18 Abertura de prazo para recurso
2023-07-17 Redação Final pela CCLJ
2023-06-29 Encaminhado
2023-06-26 Aprovado terminativamente na Comissão
2023-06-02 Encaminhado
2023-06-01 Parecer Jurídico pela Admissibilidade da Matéria
2023-05-30 Encaminhado para parecer quanto admissibilidade
2023-05-30 Apresentada

Documents (1)

texto original #

status: extracted · method: native · backend: mammoth · confidence: 1.00 · pages: 1

PROJETO DE LEI ORDINÁRIA Nº 29 DE 29 DE MAIO DE 2023



“Denomina Rua Antônio Roberto Arruda a rua conhecida por Prolongamento da Rua José Varanda, no bairro Leopoldina.”



A Câmara Municipal de Bicas decreta...



Art. 1º  Fica denominada Rua Antônio Roberto Arruda a rua conhecida por Prolongamento da Rua José Varanda, no bairro Leopoldina.

Art. 2º  Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.



Bicas.      de       de 2023







Aloysio Barbosa Borges

Vereador proponente



Justificação. Filho do ferroviário José Arruda dos Santos, que foi chefe da Oficina da Leopoldina de Bicas e de Cecilia Ferreira Campos Arruda. Tendo como irmãos: Francisco de Assis Arruda, Altair Arruda(o Lila), Edel Luiz Arruda, José Luiz Arruda (o Shimite), Carlos Reis Arruda, e Cosme Marcos Arruda. Irmãs: Neusa Arruda, Nilza Arruda, Maria José Campos Arruda, Eneida Arruda, Rosa Lúcia Arruda, Nélia Arruda e Maria Vicentina Arruda. Nascido no dia 31/11/1947. Mudou para o Rio de Janeiro em 1967 com sua família. Viúvo de Irani Glória de Oliveira Arruda. Deixou 3 filhos Alexandre Tadeu de Oliveira Arruda, Rodrigo de Oliveira Arruda e Roberta Damiana Arruda e um neto Henrique Arruda.

Antônio Roberto Arruda iniciou sua brilhante carreira como Office boy no Jornal do Brasil. Sua dedicação e competência chamaram a atenção de João Máximo, Editor de Esportes do JB, que o promoveu para o cargo de arquivista nos anos 70. Quando João Máximo foi para o Jornal Correio da Manhã, ele levou Antônio Roberto Arruda para trabalhar na pesquisa sobre esportes, função que desempenhou no Jornal dos Sports, do renomado Mário Filho, irmão do jornalista e dramaturgo Nelson Rodrigues.

Em 1972, Antônio Roberto Arruda ingressou no jornal O Globo, onde, ao longo dos anos, seu trabalho dedicado em pastas e microfilmes o tornou um dos pesquisadores mais requisitados para grandes obras de vários escritores. Conquistando a amizade e confiança de Nelson Rodrigues, Antônio era mencionado pelo escritor em sua coluna no O Globo como "o homem fatal de Bicas", um personagem mineiro até então anônimo.

Com seu jeito cativante e habilidade na apuração de fatos, Antônio Roberto Arruda se aproximou de Pelé quando se tornou repórter. O próprio Rei considerou Antônio seu biógrafo mais fiel. Em 2009, o filho de Dondinho, pai de Pelé, levou Antônio para conhecer a fazenda da família no Vale da Ribeira. Gilmar Ferreira, redator de esportes do jornal Extra, conta que Pelé colocou Antônio no touro mecânico e ele caiu várias vezes. De forma irônica, Gilmar disse: "Comigo você não foi, mas era o Pelé, né?" (coisas de amigos). Antônio Roberto Arruda era conhecido por sua ousadia e por descobrir furos inusitados. Em 1993, por exemplo, ele conseguiu o telefone de Johan Cruyff e, sem se intimidar com a barreira do idioma, disse: "Don Johan, desculpe pelo adiantado da hora, mas no Brasil, futebol é uma paixão mundial." E dessa conversa surgiu a entrevista em que o então técnico do Barcelona afirmou que Romário era o gênio da grande área.

Em 2010, Antônio encerrou seu ciclo como chefe de redação da editoria de esportes e de sua coluna "Deu no Jornal" no jornal O Globo, após 12 anos no cargo. Durante seu velório, seus amigos de O Globo relembraram seu acervo de memórias, incluindo Renato Maurício Prado, ex-chefe de Redação de Esportes, que o nomeou como Coordenador Geral de Esportes. Em setembro de 2009, quando se aposentou, a diretoria da INFOGLOBO realizou um almoço animado em sua homenagem, com a presença de João Roberto Marinho, vice-presidente das Organizações Globo e ex-colega de Arruda na editoria de Esportes no início dos anos 70.

Carinhosamente chamado de Arrudinha pelos colegas de O Globo e pela comunidade esportiva, como também no meio esportivo, tinha trânsito livre com personalidades como Pelé e Garrincha, a quem ele trouxe para Bicas em 1982, enredo da Escola de Samba Real Biquense, campeã naquele ano. Além disso, cultivou amizades com figuras como Paulinho da Viola, Roberto Dinamite e Antônio Fagundes (o popular Canjica).

Antônio Roberto Arruda também foi responsável por diversas entrevistas marcantes ao longo de sua carreira. Ele foi o responsável pela primeira entrevista de Zico, o "galinho de Quintino", quando ainda estava no início de sua trajetória no futebol. Além disso, ele tinha uma extensa lista de amigos, como Ayrton Senna, Nelson Piquet, José Carlos Pace, Emerson Fittipaldi, Isabel do vôlei e o Juiz da Vara de Execução Criminal do TJ-RJ Francisco Horta, que também era presidente do Fluminense. Antônio tinha ainda ótimas relações com árbitros de futebol, como Arnaldo César Coelho, a quem chamava carinhosamente de Charles Arnald.

Dentre as diversas histórias do Contador de Histórias, como era conhecido no meio jornalístico, uma delas foi relatada pelo diretor-executivo das Unidades Populares, Bruno Thys. Em certa ocasião, tarde da noite, quando atendeu um telefonema na redação do jornal Extra, a pessoa do outro lado da linha se identificou como "Edson" e procurava por Arruda. Ao comunicar a informação a Antônio, ele respondeu com naturalidade: "Esse Edson que está ao telefone é o Pelé". Renato Maurício Prado, ex-chefe de Redação, também testemunhou a hospedagem de Pelé em um hotel em Nova York e afirmou que apenas duas pessoas o atendiam: Oldemario Touguinho e Antônio Roberto Arruda.

Conforme profetizado por Nelson Rodrigues, o maior dramaturgo do Brasil, Antônio Roberto Arruda realmente se tornou uma referência no mundo do esporte. Sua personalidade marcante, sua habilidade em contar histórias e sua capacidade de cultivar amizades no meio esportivo fizeram dele uma figura singular. Sua trajetória brilhante deixou um legado de inspiração para gerações futuras de jornalistas e amantes do esporte.

Portanto, é com profundo respeito e admiração que reconhecemos Antônio Roberto Arruda e sua contribuição inestimável para o jornalismo esportivo. Sua paixão, competência e carisma o tornaram um verdadeiro ícone no cenário esportivo nacional. Que sua memória seja eternamente lembrada como o homem fatal de Bicas, um profissional que deixou uma marca indelével no jornalismo esportivo brasileiro.

open original →