PROJETO DE LEI Nº13, DE 06 DE FEVEREIRO DE 2026
“Institui o Plano Diretor de Turismo do Município da
Estância Hidromineral de Lindoia e dá outras
providências.”
LUCIANO FRANCISCO DE GODOI LOPES, PREFEITO MUNICIPAL DA ESTÂNCIA
HIDROMINERAL DE LINDOIA, ESTADO DE SÃO PAULO, USANDO DE SUAS ATRIBUIÇÕES
LEGAIS, FAZ SABER QUE A CÂMARA MUNICIPAL APROVOU E ELE SANCIONA E PROMULGA
A SEGUINTE LEI:
Art. 1º Fica instituído o Plano Diretor de Turismo do Município da Estância
Hidromineral de Lindoia para os exercícios de 2024/2027, constante do Anexo I da
presente Lei.
Art. 2º O Plano Diretor de Turismo da Estância Hidromineral de Lindoia foi
elaborado com participação da sociedade, sob a coordenação da Diretoria de Turismo,
Cultura e Desenvolvimento e do Conselho Municipal do Turismo.
Art. 3º A execução do Plano Diretor de Turismo da Estância Hidromineral de Lindoia
pautar-se-á pelo regime de colaboração entre a União, o Estado, o Município e a Sociedade
Civil Organizada.
Art. 4º O Plano Diretor de Turismo da Estância Hidromineral de Lindoia terá sua
execução e o cumprimento de suas metas serão objetos de monitoramento contínuo e de
avaliações periódicas, realizadas pelas as seguintes instâncias;
I - Diretoria de Turismo, Cultura e Desenvolvimento;
II - Conselho Municipal do Turismo.
Art. 5º O Conselho Municipal do Turismo poderá sugerir a Diretoria de Turismo,
Cultura e Desenvolvimento a realização de fóruns ou de Conferências Municipais para
discussão e elaboração de futuros Planos.
Art. 6º O Poder Executivo Municipal empenhar-se-á na divulgação do presente
Plano e dos seus objetivos e metas, para que a sociedade o conheça amplamente e
acompanhe sua implementação.
Art. 7º As despesas decorrentes da aplicação desta Lei correrão à conta das verbas
orçamentárias próprias, suplementadas se necessárias.
Art. 8º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, ficando revogadas as
disposições em contrário.
Prefeitura da Estância Hidromineral de Lindoia, em 06 de fevereiro de 2026.
LUCIANO FRANCISCO DE GODOI LOPES
PREFEITO MUNICIPAL
OFÍCIO Nº 27/2026 GP
Assunto: Encaminha Projeto de Lei
Lindoia, 06 de fevereiro de 2026.
Senhor Presidente e Senhores Vereadores
Enviamos a esta Casa das Leis o presente Projeto de Lei n° 13/2026, que:
“Institui o Plano Diretor de Turismo do Município da Estância Hidromineral de Lindoia e dá
outras providências”.
O município de Lindoia, em sua condição de Estância Hidromineral, está na
iminência de receber repasses do DADETUR (Departamento de Apoio ao
Desenvolvimento dos Municípios Turísticos). No entanto, a liberação desses recursos
e a formalização de novos convênios junto à Secretaria de Turismo e Viagens do Estado
de São Paulo estão estritamente condicionadas à existência de um Plano Diretor de Turismo
vigente e aprovado por lei municipal.
O cronograma de liberação de verbas do Governo do Estado segue janelas
orçamentárias rígidas. Qualquer atraso na entrega da documentação legislativa pode
resultar no contingenciamento de verbas destinadas a obras de infraestrutura turística já
planejadas para este exercício.
A ausência desta lei coloca em risco a continuidade de projetos de
revitalização e fomento que dependem exclusivamente desses repasses externos.
Diante da natureza técnica do projeto, que já passou pelo crivo do Conselho
Municipal de Turismo (COMTUR), e da necessidade vital de garantir os recursos do
DADETUR, solicitamos aos nobres membros desta Casa a apreciação e votação da matéria
em regime de urgência, visando salvaguardar os interesses de nossa Estância.
Atenciosamente,
LUCIANO FRANCISCO DE GODOI LOPES
PREFEITO MUNICIPAL
A Sua Excelência, o Senhor
JOSÉ HUMBERTO PIETRAFESA DOS SANTOS
DD. Presidente da Câmara Municipal da Estância Hidromineral de Lindoia.
1
ANEXO I
“Capital
Estância Turística Hidromineral
2024 / 2027
“Aqua Pura, Vita Longa”
PLANO DIRETOR DE TURISMO
LINDÓIA – S.P.
2
Elaboração e Execução
Juliano Belini
CB Consultoria em Turismo
Diretor Técnico
Lucas Tavares
Expectativa Projetos Turísticos
Diretor
Administração Pública - Gestão 2021/2024
Luciano Francisco de Godoi Lopes
Prefeito Municipal
Luis Claudio Perciani
Vice-Prefeito Municipal
Pamela Cristina Moreira Bono
Diretora de Turismo, Cultura e Desenvolvimento
Conselho Municipal de Turismo - COMTUR
Silvana Sichieri de Godoy
Presidente do Comtur – 2024/2025
Conselho Municipal de Turismo
3
SUMÁRIO
Item Assunto Página
1 Introdução 09
2 Análise de Ambiente 10
2.1 Ambiente externo do mercado de turismo 10
2.1.1 Resultados por região 11
2.2 Ambiente interno do mercado de turismo 14
3 Cenário Econômico 18
3.1 Nacional 18
3.1.1 Número de turistas em viagem pelo Brasil em 2023 20
3.1.2 Número de turistas estrangeiros 21
3.1.3 Satisfação 22
3.1.4 Motivação 22
3.1.5 Hospedagem e meio de transporte 22
3.1.6 Gastos e permanência 23
3.1.7 A recuperação precisará ser forte para compensar
perdas 23
3.1.8 Índices ao longo da pandemia 23
3.1.9 O que vai mudar no turismo? 24
3.1.10 A segurança sanitária será o foco 25
3.1.11 Escolha pelos passeios domésticos 25
3.1.12 Viajantes buscarão mais por experiências e
sustentabilidade 26
3.1.13 Confiança na marca 27
3.1.14 Mundo virtual em todos os setores 27
3.1.15 Recuperação do setor 27
3.1.16 O que pensam os agentes de viagem sobre a
recuperação?
29
3.2 O Estado de São Paulo 31
3.2.1
Observatório do Turismo e Eventos mostra resultados
positivos no setor de hospedagem paulistano no ano
de 2023
35
3.2.2 STOPOVER 36
3.3 Ambiente Regional 36
3.3.1 Lista de regiões geográficas intermediárias de São
Paulo, estado brasileiro da Região Sudeste do país 37
3.3.2 Região Geográfica Intermediária de Campinas 40
3.3.3 Região Geográfica Imediata de Amparo 41
3.3.4 Programa de Regionalização do Turismo - Mtur 43
4 Mercado do Turismo – conceito e componentes 46
4.1 Conceito 46
4.2 Componentes 46
4.3 Tendências do mercado para 2022 em diante 46
4
4.3.1 Novo perfil do turista 47
4.3.2 Três principais macrotendências 48
5 Produto Turístico 49
5.1 Níveis do Produto Turístico 49
5.2 Componentes de um produto turístico 49
5.3 Característica do Produto Turístico 50
5.4 Produto turístico com foco em segmento 51
5.4.1 Segmentação do Mercado 51
5.4.2 Segmentos do Mercado de Turismo - MTur 51
5.5 Mudança Comportamental que influem diretamente no
Turismo
52
5.5.1 Boom de Viagens de Aventura 52
5.5.2 Outras observações importantes 52
5.5.3 Brasil: um dos melhores mercados para o e-commerce 53
5.5.4 Viagens Corporativas 53
5.5.5 Coisas que se deve saber para estimular os mais
jovens
55
5.6 Contraponto relevante, a reação contra o excesso 59
5.7 Tendências apontadas pela WGSN – maior autoridade
em tendências do mundo 59
5.8 Tendências apontadas pelo Observatório da Cidade
de São Paulo 60
5.9 O Consumidor repensando a vida! 61
5.10 Para que futuro o mundo está olhando? 61
5.11 ODS - Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 62
5.11.1 Quais são os ODS? 62
5.11.2
Participação do TCESP – Tribunal de Contas do Est.
de São Paulo junto às ODS - Objetivos de
Desenvolvimento Sustentável no Estado e Municípios
64
6 Planejando o Futuro 65
6.1 Ciclo PDCA – planejamento e execução 65
6.2 Fatores relevantes que devem ser comtemplados no
planejamento 65
6.2.1 Pirâmide de Maslow 66
6.2.2 Sustentabilidade 66
7 Justificativa 67
7.1 Três fatores que justificam a revisão e atualização do
Plano Diretor de Turismo 67
8 Objetivos 68
8.1 Objetivo geral 68
8.2 Objetivos específicos 68
9 Metodologia 69
9.1 Definição dos princípios essenciais 69
9.1.1 Política Integrada de Gestão 69
9.1.2 Missão 70
9.1.3 Visão 70
9.1.4 Princípios e Valores 70
5
DIAGNÓSTICO 71
10 Apresentação do Município de Lindóia 71
10.1 Formação Administrativa 71
10.2
4
Dados sobre o Município de Lindóia 72
10.3 IDH – Índice de Desenvolvimento Humano 77
10.4 Histórico do Município de Lindóia 77
11 Informações relevantes do Inventário da Oferta
Turística de Lindóia 78
12 Análise SWOT 83
12.1 Ambiente Interno 83
12.2 Ambiente Externo 84
12.3 Análise SWOT de Lindóia 84
13 Segmentos do mercado a serem trabalhados em
Lindóia 86
13.1 Segmentos do mercado de Turismo – São Paulo 86
13.2 Segmentos escolhidos priorizados 86
14 Definição do público alvo 86
14.1 Reconhecimento da necessidade 86
14.2 Segmentação objetivando a busca pelo público alvo 87
14.2.1 Tipos de segmentação de mercado 88
14.3 Análise e definição dos Segmentos do Mercado 89
14.4 Classes sociais no Brasil 90
15 Viajante, Visitante, Veranista, Turista e Excursionista 90
15.1 Diferenças entre Viajante, Visitante, Veranista, Turista
e Excursionista 90
16 Análise da Concorrência 91
17 Conhecendo o Turista da Estância Turística
Hidromineral de Lindóia 92
17.1 Objetivo do Estudo de Demanda 94
17.2 Metodologia do Estudo de Demanda 94
17.3 Descrição do Estudo 94
17.4 Análise Descritiva 94
17.5 Análise dos dados coletados pelo Estudo de Demanda
com os visitantes de Lindóia 95
18 Turismo de Esportes 112
PROGNÓSTICO 113
19 Lindóia e o futuro do Turismo no Município 113
20 Estratégias 114
20.1 Estratégias definidas 114
21 Plano de Ação 114
21.1 Análise das Dimensões do Turismo da Estância
Turística Hidromineral de Lindóia 114
22 Metas 132
23 Sobre a aprovação 132
6
24 Implantação do Plano Diretor de Turismo de Lindóia 132
25 Disposições finais 133
26 Reaplicar o Ciclo PDCA – análise e correção - para
melhoria contínua 133
27
Endereços pesquisados na WEB para obtenção de
informações para agregar valor na revisão e
atualização deste Plano Diretor de Turismo e que
também servem para serem consultados pelos leitores
deste Plano.
134
FIGURAS E TABELAS
Tipo Título Página
Figura Turismo Internacional Avança 12
Gráfico Entre Regiões 13
Gráfico Chegadas de turistas internacionais 14
Figura Medianas das Expectativas de mercado 20
Tabela Volume médio de produção mensal das Atividades
Características do Turismo- 2020 24
Gráfico Qual deve ser a data mais provável da retomada das
viagens dos brasileiros? 30
Gráfico Para quais destinos a retomada será mais rápida? 30
Gráfico Estudo dos segmentos apontados como promissores 31
Gráfico Preocupação dos Viajantes pós - crise 31
Figura Estado de São Paulo 33
Figura Mapa Estado de São Paulo – Negócios 35
Figura Mapa Estado de São Paulo – Turismo 35
Figura Regiões Geográficas do Estado de São Paulo 38
Tabela Regiões Geográficas Intermediárias com suas respectivas
Regiões Geográficas Imediatas 38
Figura Mapa Região Geográfica Intermediária de Campinas 40
Figura Mapa região Geográfica Imediata de Amparo 41
Tabela População dos Municípios da Região Imediata de Amparo 43
Tabela Mapa do Turismo Brasileiro - Evolução do número de
municípios 44
Tabela Mapa do Turismo Brasileiro – Evolução das Regiões
Turísticas 44
Figura Região Turística Águas e Flores Paulista 45
Figura Estilo característico da geração Z 58
Figura 5 Ps da Agenda 2030 62
Figura Objetivos de Desenvolvimento Sustentável - ODS 62
Figura Ciclo PDCA – Planejamento e execução 65
Figura Pirâmide de Maslow 66
Figura Mapa Territorial de Lindóia 72
7
Figura Dados sobre o Município de Lindóia 72
Tabela Evolução Populacional 76
Tabela Informações relevantes do Inventário da Oferta turística 78
Figura Análise SWOT 83
Tabela Análise SWOT de Lindóia 84
Tabela Segmentos do mercado de turismo escolhidos priorizados 86
Tabela Bases de Segmentação 89
Tabela Segmentação do Mercado 89
Tabela Classes Sociais por Faixas de Salário-mínimo 90
Tabela Análise dos Concorrentes de Lindóia 91
Figura Formulário Estudo da Demanda 93
Gráficos Sequência de 20 gráficos contendo resultado e análise do
Estudo de Demanda 95
Figura Os 05 Grandes Eixos e as 13 Dimensões 115
Tabela Lista das Dimensões 115
Tabela Plano de Ação 116
Figura Ciclo PDCA 134
8
São Paulo Brasil
9
PLANO DIRETOR DE TURISMO DA ESTÂNCIA TURÍSTICA
HIDROMINERAL DE LINDÓIA – S.P.
1. Introdução
Incrementar a competitividade e incentivar a inovação em todas as atividades da
cadeia produtiva do turismo.
Definindo, o Turismo corresponde ao deslocamento voluntário e temporário de
indivíduos com um propósito pessoal que pode ser desde a busca por descanso e lazer
até viagens de negócios e tratamentos de saúde. As atividades turísticas fazem parte do
setor terciário da economia e apresentaram um crescimento expressivo na última
década, tanto no Brasil quanto no mundo.
Além da sua importância econômica, o turismo gera empregos direta e indiretamente,
incentiva a conservação dos espaços físicos e proporciona o contato com novos povos e
culturas.
Em termos de mercado, não há como falar em Turismo atualmente sem levar em
consideração a Pandemia de Covid-19 e seus impactos em toda a economia e em
particular no setor de Turismo, que foi um dos mais impactados nos últimos dois anos,
fazendo com que o Governo Federal interviesse de várias formas para que o mercado
não entrasse em colapso.
Segundo o pronunciamento do ex-ministro do Turismo, Gilson Machado, o setor de
turismo foi um dos mais impactados pela pandemia de Covid-19. Por isso, desde o início
atuamos para proteger o setor e prepará-lo para a retomada das atividades, com oferta
de crédito, investimentos em infraestrutura turística e orientações sobre boas práticas de
segurança, por exemplo”.
A cada dia mais o governo avançou na vacinação da população e, aliada a adoção de
protocolos de biossegurança, já estamos em processo de retomada plena das
atividades turísticas.
O governo brasileiro precisou atuar em 4 eixos principais, para minimizar os impactos
negativos no setor do Turismo, causados pelo Pandemia do Covid 19:
Eixo 1 - Implantação de protocolos de biossegurança
Eixo 2 - Promoção e incentivo a viagens
Eixo 3 - Preservação de empresas e de empregos no setor de turismo
Eixo 4 - Melhoria da estrutura e da qualificação dos destinos turísticos
A OMT - Organização Mundial do Turismo, prevê que em 2023, o setor do Turismo
continue se recuperando apesar dos desafios econômicos, de saúde e geopolíticos que
afetam o mercado desde 2019. A OMT aponta que mais de 900 milhões de turistas
viajaram internacionalmente em 2022, sendo esse número o dobro de 2021 e
representam 63% dos números pré-pandêmicos. No Brasil, segundo o IBGE, o nível das
10
atividades turísticas, em dezembro de 2022, já estava 1,5% acima do registrado em
fevereiro de 2020, antes, portanto, de a Covid-19 se abater sobre a economia.
Antes da pandemia de Covid-19, em 2018, o setor de Viagem cresceu no mundo 3,9%,
contribuindo com um recorde de US $ 8,8 bilhões e gerando 319 milhões de empregos
para a economia de todo o planeta, representando 01 (um) em cada 10 (dez) empregos
gerados em todo o mundo.
Estes números são resultado de uma pesquisa anual realizada pelo WTTC - Conselho
Mundial de Viagens e Turismo em conjunto com a Oxford Economics. O estudo
acrescenta que pelo oitavo ano consecutivo o setor de turismo e viagens esteve com
uma taxa maior de crescimento do Produto Interno Bruto global. Cresceu mais
rapidamente do que as economias do mundo pelo oitavo ano consecutivo (3,9% de
Viagens e Turismo contra 3,2% do Produto Interno Bruto global). É o segundo setor que
mais cresce, ficando acima dos setores de Cuidados de Saúde (+ 3,1%); Tecnologias de
Informação (+ 1,7%) e Serviços Financeiros (+ 1,7%), ficando atrás apenas da
Manufatura, que cresceu 4%.
O turismo mundial fechou 2019 com 1.500 milhões de chegadas de turistas
internacionais, mais 4% do que no ano anterior, e marcou dez anos consecutivos de
crescimento, divulgou esta segunda-feira a OMT - Organização Mundial do Turismo. As
chegadas internacionais cresceram em todas as regiões do mundo, no ano passado,
mas a incerteza em torno da saída do Reino Unido da União Europeia (‘brexit’), a
falência da Thomas Cook, as tensões geopolíticas e sociais e a desaceleração da
economia global fizeram com que o crescimento fosse mais moderado,
comparativamente com as "excepcionais" taxas de crescimento registadas em 2017
(7%) e 2018 (6%).
2. Análise de Ambiente
2.1. Ambiente externo do mercado de turismo
Em 2023, atividade turística deve movimentar US$ 9,5 trilhões na economia
mundial, indica estudo da WTTC.
O valor representa 9,2% do PIB mundial. Neste ano, o setor também deve criar 24
milhões de empregos no mundo.
Em 2023, a atividade turística no mundo deverá alcançar os níveis pré-pandêmicos,
com recuperação de mais de 95% da sua capacidade de movimentação financeira.
É o que indica a Pesquisa de Impacto Econômico (EIR) de 2023, divulgada pelo
Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC). A previsão é que o setor
movimente US$ 9,5 trilhões nas economias dos países, representando 9,2% do PIB
mundial. Neste ano, o setor também deve criar 24 milhões de empregos no mundo.
A movimentação financeira do setor é apenas 5% abaixo dos níveis registrados em
2019, quando as viagens estavam no auge. A pesquisa, realizada pelo WTTC em
colaboração com a Oxford Economics, também revela que 34 dos 185 países
analisados já recuperaram os níveis pré-pandêmicos em termos de contribuição
11
para o PIB. Até o final de 2023, segundo o estudo, quase metade dos 185 países
terá recuperado totalmente os níveis de antes da pandemia ou estará inserido nesta
faixa de 95% da recuperação total.
Outro dado importante do estudo é que os gastos de visitantes estrangeiros também
demonstram crescimento, um recorde de 82%, atingindo US$ 1,1 trilhões em 2022,
mostrando que as viagens internacionais estão firmemente de volta aos trilhos.
“O mundo está ávido por viajar e temos amplas condições de tornar o Brasil cada
vez mais atrativo para esses turistas, pelas nossas belezas naturais e diversidade
cultural, histórica e gastronômica. Seguimos estruturando nossos destinos e nos
preparando com ampliação da qualificação dos nossos trabalhadores para receber
bem turistas de todo o mundo”, comemorou a ministra do Turismo, Daniela Carneiro.
No ano passado, o setor registrou uma alta de 22% em relação a 2021, atingindo
US$ 7,7 trilhões de contribuição para o PIB dos países. Essa recuperação
representou 7,6% da economia global em 2022, maior contribuição desde 2019,
embora seu PIB global ainda estivesse 22,9% atrás do pico de 2019.
EMPREGOS - O estudo da WTTC também aponta recuperação da capacidade do
setor em gerar empregos. Em 2022, foram criados 21,6 milhões de novos empregos,
atingindo mais de 295 milhões, o que representa um em cada 11 vagas de
empregos criadas no mundo.
A pesquisa também mostra que o conflito em curso na Ucrânia e as restrições
prolongadas de viagens impostas por vários países, como a China, tiveram um
impacto significativo na recuperação. Mas analisa que a recente decisão do governo
chinês de reabrir suas fronteiras a partir de janeiro vai impulsionar o setor para a
recuperação aos níveis pré-pandêmicos já no próximo ano.
“A recuperação será acelerada este ano, à medida que os viajantes chineses
voltarem a entrar no mercado. Esperamos que 2024 supere 2019”, afirmou Julia
Simpson, presidente e CEO do WTTC.
PRÓXIMA DÉCADA – O órgão global de turismo prevê que o setor aumentará sua
contribuição para o PIB para US$ 15,5 trilhões até 2033, representando 11,6% da
economia global, e empregará 430 milhões de pessoas em todo o mundo, com
quase 12% da população empregada no setor.
2.1.1. Resultados por região
OMT: Turismo internacional avança ‘num bom ritmo’ e chega a 80% do prépandemia
Os resultados do primeiro trimestre de 2023 estão em linha com as previsões da OMT
para esse ano: chegadas internacionais recuperando-se entre 80% e 95% dos níveis
pré-pandemia
12
Américas recuperam 85% dos níveis pré-pandemia e ficam acima da média global
A Organização Internacional do Turismo (OMT) informa: o turismo internacional avança
num bom ritmo rumo ao regresso aos níveis pré-pandemia! No primeiro trimestre do
ano, foi registrado o dobro de passageiros em relação ao mesmo período de 2022. O
órgão indica que a recuperação do setor continua em rápida evolução em 2023, com as
chegadas internacionais atingindo, por exemplo, 80% dos níveis pré-pandêmicos de
janeiro a março.
Estima-se que, nestes três primeiros meses, 235 milhões de turistas tenham feito
viagens internacionais, mais que o dobro do registrado no mesmo período de 2022. O
turismo não deixou de mostrar a sua resiliência, diz a OMT. De acordo com os dados
revisados pela organização, mais de 960 milhões de movimentos turísticos
internacionais foram registrados ao longo de 2022, ou seja, dois terços (66%) dos níveis
pré-pandemia.
ENTRE REGIÕES – O Oriente Médio registrou os melhores resultados, pois foi a única
região a superar as chegadas de 2019 (+15%) e a primeira a recuperar os números prépandêmicos em um trimestre completo. A Europa atingiu 90% dos níveis prépandêmicos graças à forte demanda intrarregional. África e Américas atingiram 88% e
perto de 85%, respectivamente, dos níveis registados em 2019. A região da ÁsiaPacífico acelerou sua recuperação para 54% dos níveis pré-pandemia.
13
Receitas e chegadas internacionais (Divulgação/OMT)
ENTRE SUB-REGIÕES E DESTINOS – O sul da Europa mediterrânea e o norte da
África também voltaram aos níveis pré-pandemia neste primeiro trimestre de 2023,
enquanto a Europa Ocidental, a Europa do Norte, a América Central e o Caribe, por
exemplo, estiveram muito próximos de alcançar estes níveis no 1T23.
“Este início de ano mais uma vez destacou a extraordinária resiliência do turismo. Em
muitos lugares, estamos próximos ou mesmo acima dos níveis de chegadas prépandemia. No entanto, devemos permanecer alerta para desafios que vão desde a
insegurança geopolítica, escassez de pessoal e o possível impacto da crise do custo de
vida no turismo, e devemos garantir que o regresso do turismo cumpra as suas
responsabilidades como solução para a emergência climática e como motor de
desenvolvimento inclusivo”, disse Zurab Pololikashvili, secretário-geral da OMT.
Receitas quebram barreira de US$ 1 trilhão em 2022
As receitas do turismo internacional mais uma vez quebraram a barreira de US$ 1 trilhão
em 2022, crescendo 50% em termos reais em relação a 2021, impulsionadas pela
recuperação nas viagens internacionais. Os gastos dos visitantes internacionais
atingiram 64% dos níveis pré-pandemia. Por região, a Europa teve o melhor
desempenho em 2022, com quase US$ 550 bilhões em receitas de turismo (87% dos
níveis de 2019). A África recuperou 75% das receitas; o Médio Oriente 70% e as
Américas 68%. Já os destinos asiáticos registaram cerca de 28% dos seus valores prépandemia.
OMT espera recuperação de 95% dos níveis pré-pandemia em 2023
14
Chegada de turistas internacionais pelo mundo e regiões (Divulgação/OMT)
Os resultados do primeiro trimestre de 2023 estão em linha com as previsões da OMT
para esse ano: chegadas internacionais recuperando-se entre 80% e 95% dos níveis
pré-pandemia. O Grupo de Especialistas da OMT está confiante de que a alta
temporada (maio a agosto) renderá bons frutos no hemisfério norte, conforme indica o
último Índice de Confiança da OMT, que prevê resultados ainda melhores do que em
2022 para este período.
No entanto, a recuperação do turismo também tem alguns desafios pela frente. Segundo
o Grupo de Especialistas da OMT, o principal fator que pesa na recuperação efetiva do
turismo internacional em 2023 é a conjuntura econômica, uma vez que a inflação
elevada e a subida do preço do petróleo resultam no aumento dos custos de transporte
e hospedagem. A incerteza causada pela agressão russa contra a Ucrânia e outras
tensões geopolíticas intensificadas também não estão isentas de riscos de
agravamento.
2.2. Ambiente interno do mercado de turismo
Setor de turismo cresceu 29% no primeiro bimestre de 2022.
Mesmo com o crescimento acumulado, o turismo ainda está 10,9% abaixo do patamar
de fevereiro de 2020, antes da pandemia de covid-19.
Os dois primeiros meses de 2022 foram positivos para o turismo brasileiro, que acumula
crescimento de 29% no período. A alta foi puxada pelos segmentos de transporte aéreo
de passageiros, hotéis, locação de automóveis, restaurantes e transporte rodoviário
coletivo de passageiros e serviços de bufê.
15
As informações constam na PMS - Pesquisa Mensal de Serviços do Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada na semana de 15-04-22.
Além da apuração bimestral, o índice de atividades turísticas da PMS também cresceu
28,7% em fevereiro quando comparado com o mesmo mês de 2021, o que representa a
11ª taxa positiva seguida.
Mesmo com o crescimento acumulado, o turismo ainda está 10,9% abaixo do patamar
de fevereiro de 2020, antes da pandemia de covid-19.
Os Estados que se destacaram no bimestre foram os seguintes:
Minas Gerais (55,8%)
São Paulo (37,1%)
Rio Grande do Sul (37%)
Bahia (25,5%)
Pernambuco (24,1%)
Rio de Janeiro (11,6%)
Em 2022, segundo dados divulgados pela Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), apurada
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o volume de receitas das
atividades turísticas avançou 29,9% em relação a 2021.
Para 2023, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC)
projeta crescimento de 2,5% no setor.
Segundo o Ministério do Turismo do Brasil, mais de 3,2 milhões de turistas
internacionais visitaram o Brasil no primeiro semestre de 2023. O número representa
92% do total de turistas internacionais que o país recebeu durante todo o ano de 2022,
quando 3,6 milhões de estrangeiros entraram no Brasil. Os dados foram divulgados
nessa segunda-feira, 24/7, a partir de um levantamento realizado por Ministério do
Turismo, Embratur e Polícia Federal.
Para o ministro do Turismo, Celso Sabino, o número é resultado do trabalho conjunto do
Governo Federal para o desenvolvimento do setor. “A promoção dos nossos atrativos, a
valorização da cultura brasileira e a qualificação profissional são alguns dos itens
fundamentais que explicam essa boa movimentação no país. Vamos continuar
trabalhando para ampliar esse número ainda mais”, destacou.
Boa parte desses turistas internacionais que entraram no Brasil de janeiro a junho
vieram da Argentina (1,3 milhão). Em seguida, aparecem os Estados Unidos, com 327
mil visitantes, e o Paraguai, com 233 mil. Completando os cinco primeiros do ranking,
estão o Chile (223 mil) e o Uruguai (199 mil). Os estados brasileiros por onde mais
entraram viajantes internacionais foram: São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro,
Paraná e Santa Catarina.
GASTO DE ESTRANGEIROS - No mês de maio, os turistas estrangeiros deixaram no
país US$ 567 milhões. O número já é o maior volume para o mês da série histórica
registrada pelo Banco Central desde 1998. No ano passado, o gasto desse público no
16
mesmo período foi de US$ 373 milhões. No acumulado do ano, os visitantes
internacionais já injetaram US$ 2,721 bilhões (cerca de R$ 13 bilhões) na economia
brasileira, 35,9% a mais do que no ano passado.
NACIONAL - Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) divulgados na
sexta-feira, 21/7, apontaram que 7,2 milhões de passageiros voaram pelo Brasil em
junho. No acumulado do ano, o número de viajantes no mercado doméstico chegou a
43,8 milhões, alta de 15% em relação ao primeiro semestre de 2022. A pesquisa
também mostrou que a movimentação do número de passageiros nos principais
aeroportos do país cresceu nos primeiros seis meses deste ano.
O Impacto da Troca de Ministros na Estabilidade da Gestão de Políticas Públicas
Em 2023 o Brasil passa a ter uma nova administração, saindo de uma situação de
direita, para outra voltada mais para o socialismo. Com isso ocorre uma descontinuidade
de políticas públicas em andamento.
Essa descontinuidade ocorre com frequência no Brasil, portanto ocorre sempre um
recomeço e nenhuma política pública é concluída, sendo esse um dos grandes
problemas de o Brasil, com todo potencial que tem, empacar em 6,5 milhões de
visitantes estrangeiros por ano, enquanto a França recebe 89 milhões, a Espanha 84
milhões, os Estados Unidos 79 milhões, a China 66 milhões, a Itália 65 milhões, a
Turquia 51 milhões, o México 45 milhões, a Tailândia e a Alemanha 40 milhões e o
Reino Unido 39 milhões.
Falta política pública para aplicar o processo completo e contínuo de Marketing, desde a
formatação de produtos, política de preço, escolha e busca pelo público-alvo e
promoção adequada, cabe ainda um outro elemento que afeta muito na hora da
escolha, que é o aspecto da segurança.
Existe, no Brasil, um grande problema decorrente da troca de ministros e como esta
mudança afeta a gestão de Políticas Públicas brasileiras.
Com o compromisso de reconstruir o turismo brasileiro, Celso Sabino tomou posse
como ministro do Turismo, neste 03/08/2023, já substituindo a Ministra Daniela Carneiro,
que ficou no Cargo por 7 meses.
O Ministro do Turismo, destacou o enorme potencial do setor e pontuou ações e
projetos que desenvolverá à frente da Pasta para impulsionar e desenvolver o turismo
no país, assumindo o compromisso e a missão de fazer do turismo uma ferramenta de
desenvolvimento sustentável que ajude a alavancar a economia do Brasil e a melhorar a
qualidade de vida do nosso povo.
“É um desafio que aceito com determinação e humildade, mas com muita confiança”,
disse o ministro.
Atividades Turísticas acumulam alta de 7,5% de janeiro a novembro de 2023.
17
Segundo a Pesquisa Mensal de Serviços do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), divulgado em 16/01/2024, na comparação com o mesmo período do
ano passado, houve um aumento de 2,8%.
O turismo nacional continua computando números positivos. De acordo com a Pesquisa
Mensal de Serviços (PMS), realizada todos os meses pelo Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE), de janeiro a novembro do ano passado, o índice de
atividades turísticas registra alta de 7,5%, frente ao mesmo período de 2022.
O destaque está no aumento da receita obtido por empresas dos ramos de locação de
automóveis; serviços de bufê; hotéis; agências de viagens; transporte aéreo;
restaurantes; e rodoviário coletivo de passageiros.
O ministro do Turismo, Celso Sabino, comenta os bons resultados apresentados pelo
setor no ano passado. “2023 marcou nosso setor que já demonstra que o impacto da
pandemia está no passado. Temos todas as boas condições de, nesse ano,
avançarmos, fortalecendo o turismo nacional e contribuindo com o aumento da abertura
de postos de trabalho e de renda para o brasileiro”, afirma.
Onze dos 12 locais investigados registraram taxas positivas, onde sobressaíram os
ganhos vindos de:
São Paulo (6,8%)
Rio de Janeiro (11,6%)
Minas Gerais (16,5%)
Bahia (12,6%)
Paraná (11,4%)
Já o único resultado negativo foi do Ceará (-2,1%).
COMPARATIVO ANUAL – O volume de atividades turísticas no período também
apresentou alta na comparação com novembro de 2022. A expansão foi de 2,8%. O
setor foi impulsionado, principalmente, pelos bons desempenhos dos hotéis;
restaurantes; bufês; espetáculos teatrais e musicais; locação de automóveis; agências
de viagens e transporte rodoviário coletivo de passageiros.
Em sete das 12 unidades da federação pesquisadas houve avanços nos serviços
voltados ao turismo, com destaque para:
São Paulo (5,0%)
Rio de Janeiro (10,1%)
Minas Gerais (10,4%)
Já os principais impactos negativos foram no Ceará (-18,7%) e Rio Grande do Sul
(-6,2%).
AVANÇOS – Os números de janeiro a novembro divulgados pelo IBGE se alinham a
outros bons indicadores observados no mesmo período e que demonstram o bom
momento do turismo nacional.
Segundo levantamento do Banco Central do Brasil (Bacen), turistas estrangeiros foram
responsáveis pelo incremento de R$ 30,8 bilhões (US$ 6,3 bilhões), representando alta
18
de 40,3% em relação ao período de janeiro a novembro de 2022. Apenas em novembro
do ano passado, os desembolsos atingiram o marco histórico de R$ 3,019 bilhões (US$
616,1 milhões).
Até novembro de 2023, segundo o Painel de Chegadas da Embratur, mais de 5,2
milhões de visitantes estrangeiros desembarcaram no Brasil. Esse é o melhor resultado
nos últimos três anos para o setor. O mês de novembro registrou a segunda maior
chegada de turistas internacionais da história - com 504.395 visitantes - perdendo
apenas para o 11º mês de 2015.
No mês onze do calendário também registrou números significativos de geração de
empregos. O turismo foi responsável pela criação de 23.521 vagas formais, segundo
informações do Cadastro-Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) do
Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
3. Cenário Econômico
3.1. Nacional
As tensões geopolíticas causadas pela guerra da Ucrânia e as taxas de inflação global
causarão, de um modo geral, retração ou recuperação lenta da economia mundial em
2023 e 2024, com destaque para desaceleração do crescimento da China. A economia
global deve desacelerar em 2024, com crescimento de 3%. Os Estados Unidos, a China
e a Zona do Euro devem registrar crescimentos de 2,2%, 5% e 2%, respectivamente, no
próximo ano. No caso da economia brasileira, as perspectivas são positivas, com
expectativa de crescimento por volta dos 2,2% em 2024, impulsionado por
investimentos, geração de emprego e queda da taxa de desemprego.
Estas conclusões fazem parte do e-book “Cenário Macroeconômico Global e Brasil
2024”, elaborado por Gilmar de Melo Mendes, professor associado da Fundação Dom
Cabral (FDC). Segundo o relatório, o Brasil se diferenciou no cenário mundial com um
crescimento de 3% em 2022 e com uma projeção de 3,0% para 2023. O país deve se
manter entre as dez maiores economias do mundo em 2024.
O Brasil enfrenta desafios, como a implementação das reformas econômicas e a
inflação. No entanto, o país também tem oportunidades, como o reposicionamento das
cadeias globais de suprimentos. Com a guerra na Ucrânia e as tensões geopolíticas, as
empresas estão buscando diversificar seus fornecedores e reduzir sua dependência de
países específicos. Isso abre oportunidades para o Brasil, que tem uma economia
diversificada e uma força de trabalho qualificada.
Para aproveitar essas oportunidades, o Brasil precisa implementar reformas econômicas
que promovam o investimento e o crescimento. De acordo com o relatório, “o
desempenho da economia brasileira vem surpreendendo o mercado há algum tempo”. O
cenário é impulsionado, em parte, por medidas do governo. “Veremos que medidas do
atual governo – por exemplo, o novo arcabouço fiscal e a reforma tributária aprovada
pela Câmara dos Deputados, embora não sejam aquelas esperadas e muito ainda se
tenha por fazer –, implicam mudanças que geram melhores perspectivas para as
19
previsões de crescimento da economia brasileira”, diz o professor Gilmar de Melo
Mendes, no relatório. O país também precisa avançar na agenda ambiental, para se
tornar mais competitivo no mercado global.
O conflito entre Israel e o Hamas em Gaza abre uma nova frente de tensão global.
Embora seja um conflito com os palestinos que dura setenta e cinco anos, que
corresponde a existência do Estado de Israel com guerras e diversos acordos de paz,
07 de outubro de 2023 se apresenta como um ponto de inflexão, seja pelas intensidades
dos ataques sofridos por Israel, seja pela magnitude da resposta. O conflito tem o
potencial de gerar uma nova frente de tensão global. Israel acusa o Irã de apoiar o
Hamas, e o aumento da violência no Oriente Médio poderia levar à escalada do conflito
entre os dois países. Além disso, o conflito poderia pressionar os preços do petróleo, o
que poderia alimentar a inflação global e levar a uma recessão econômica. No entanto,
é ainda cedo para avaliar o impacto da disputa. As variações dos preços do petróleo
ocorreram nos primeiros momentos da contraofensiva de Israel, mas depois retornaram
aos patamares anteriores.
De forma especial, a economia da China, que, desde a entrada na pandemia, vem
apresentando diversos problemas, embora recupere o crescimento padrão, ainda
permanece abaixo daqueles registrados na última década. Embora a projeção de
crescimento da China para 2023 seja em torno de 5%, isso não significa que o cenário
está bom no país. Após alcançar crescimento superior a 10% a.a. nas décadas entre
1991 e 2010, a China reduziu o ritmo e apresentou um crescimento de 2,9% em 2022.
Essa situação preocupa o Brasil, uma vez que a China é o principal destino de suas
exportações. Com o carro-chefe no agronegócio e no minério de ferro, as exportações
brasileiras para China representam 31,3 % do valor total exportado, considerando-se os
valores acumulados de 2017 até maio de 2023.
Apesar disso, segundo o relatório, especialistas afirmam que as exportações brasileiras
podem seguir estáveis. No âmbito dos alimentos, a China continuará com forte
demanda, porque, embora desacelere, permanecerá em crescimento com aumento da
renda per capita. A China teve um PIB per capita de US$ 11,56 mil em 2022, ou seja,
40% maior que o do Brasil. Segundo previsão do Fundo Monetário Internacional (FMI),
chegará a US$ 20 mil em 2028. Outra boa notícia para a economia brasileira é que, em
relação ao minério de ferro, embora o preço tenha caído 9%, o volume exportado pelo
Brasil aumentou 8%, o que implica baixo impacto sobre esse produto.
Na economia brasileira, ao problema da inflação registrado globalmente, somam-se
várias pressões relacionadas com os preços de alimentos e energia. Mas a inflação
acumulada em 12 meses continua recuando. A expectativa de inflação descendente
para 2023, em torno de 5,12%, estendida para uma expectativa mais decrescente para
2024 e 2025, demonstra a eficiência das medidas adotadas até agora.
O Banco Central, no Relatório de Inflação de junho de 2023, observa que a melhoria da
expectativa do mercado em relação à economia brasileira pode estar associada a
incertezas menores em relação à situação fiscal e à percepção de que ficou menos
provável uma possível elevação da meta de inflação para os próximos anos.
20
Projeções coletadas no Boletim Focus, do Banco Central de 19 de janeiro de 2024,
indicam que a economia está em alta nas medianas do PIB – Produto Interno Bruto,
com 1,60% em 2024 e para 2025 uma previsão estável com 2,0% de acordo com as
medianas.
Conforme apresentado neste boletim, o IPCA está em queda, 3,86% com projeção para
2025 em 3,50%, animando a economia do País. Isto mostra que o País vem fazendo
sua lição de casa, mantendo a inflação sob controle.
3.1.1. Número de turistas em viagem pelo Brasil em 2023
O Brasil recebeu, em 2023, um número de turistas internacionais nos mesmos
patamares do período pré-pandemia de Covid-19. No acumulado dos 12 meses, o país
registrou a entrada de exatos 5.908.341 visitantes do exterior. O número é 3% superior
à estimativa da Organização Mundial do Turismo (OMT) para o Brasil, e 62,7% maior
que o acumulado de 2022, quando o país recebeu 3,6 milhões de turistas. Em 2019,
foram 6,3 milhões de estrangeiros. Os dados são resultado de uma parceria entre
Embratur, Ministério do Turismo (MTur) e Polícia Federal (PF).
"Estamos muito perto de alcançar os números pré-pandemia e com o conjunto de ações
e programas que o Ministério do Turismo vem estabelecendo no campo da estruturação
e da promoção dos destinos vamos superar, em 2024, o número de turistas
internacionais em 2019. Mais importante ainda é aumentar o ticket médio e valor total
deixado por estrangeiros em nosso país e é com esse foco que estamos trabalhando",
afirmou o ministro do Turismo, Celso Sabino.
O presidente da Embratur, Marcelo Freixo, comemorou o resultado. “O interesse pelo
Brasil voltou devido à mudança de governo e à consequente mudança de rumos em
nossa política ambiental, de respeito à democracia e aos direitos humanos. Passamos
de inimigos da humanidade ao melhor destino de ecoturismo do planeta. Esse resultado
significa geração de emprego e renda por todo o país, numa atividade econômica que
só faz bem ao Brasil”, disse.
21
3.1.2. Número de turistas estrangeiros
De janeiro a novembro, entraram na economia brasileira como o turismo internacional
R$31 bilhões, números superiores aos patamares pré-pandemia. Só em novembro
foram R$3 bilhões, valor 13,3% maior do que o ano de 2011, até então o melhor da
série histórica (desde 1995). O consolidado de 2023, com o mês de dezembro, será
publicado pelo Banco Central nas próximas semanas. Para Marcelo Freixo, o trabalho
técnico desenvolvido pela Embratur na promoção internacional do turismo brasileiro foi o
que permitiu o aumento de 62,7% na chegada de turistas em apenas um ano.
“Esse resultado só foi possível porque o aumento de interesse no Brasil foi
acompanhado de um trabalho muito eficiente de nossa equipe na atração de novos voos
internacionais, que resultou num aumento da conectividade aérea de 40%. E de onde
decolou cada novo voo, atuamos com uma estratégia de publicidade e de geração de
negócios com as empresas brasileiras e estrangeiras, colocando nossos destinos na
prateleira internacional”, completou.
América Latina mais perto - A Argentina segue sendo o principal país emissor de turistas
para o Brasil, com 1,9 milhões de visitantes (32% do total) - o equivalente a 96% do total
de 2019. Em seguida estão Estados Unidos com 668,5 mil (11%), Chile com 458,5 mil
(7,7%), Paraguai com 424,5 mil (7,1%) e Uruguai, com 334,7 mil (5,6%). A França é o
principal país emissor da Europa e aparece na sexta posição, com 187,5 mil turistas
(3,1%), seguido de Portugal, com 158,5 mil (3%). Alemanha com 158,5 mil (2,6%),
Reino Unido com 130,2 mil (2,2%) e Itália com 129,4 mil (2,2%) completam o Top 10.
Em 2023, a chegada de chilenos foi recorde, a maior da série histórica, o que recolocou
o país na terceira colocação entre os principais emissores, desbancando o Paraguai e
retomando a posição que ocupava até 2018. No entanto, a chegada de paraguaios
também cresceu e alcançou o melhor resultado desde 1999, quando o número de
turistas do país foi de 501 mil.
MAIS DADOS - Os 5,9 milhões de turistas internacionais de 2023 correspondem a 93%
das entradas do último ano antes da pandemia. Em relação ao mês de dezembro, o
número de turistas internacionais que entraram no Brasil foi de 621.171. O registro é
17,4% maior que o de dezembro de 2022, que foi de 529.038. Nesse caso, a marca
corresponde a 95,2% dos dados de 2019, quando o número de visitantes do exterior no
País ficou em 652.099.
Os estados que registraram a maior entrada de turistas foram São Paulo, com
2.107.179, Rio de Janeiro, com 1.192.814, Rio Grande do Sul, com 1.000.909, Paraná,
com 791.536, e Santa Catarina, com 288.429. A principal via de acesso foi aérea, com
3.794.260 de entradas, seguida pela terrestre, com 1.923.243
Brasil em ritmo acelerado
Outro estudo recente, realizado pela GlobalData – empresa de análise e consultoria de
dados sediada na Inglaterra –, estima que o volume de viagens internacionais cresça
anualmente e atinja os níveis da pré-pandemia em 2025. Assim como a OMT, a
22
empresa aponta que a recuperação de chegadas internacionais nas Américas tem
ocorrido mais rápida, podendo chegar e até superar os números de 2019 já em 2024.
3.1.3. Satisfação
O índice de satisfação foi positivo. Do total de entrevistados, 38% relataram que a
viagem superou as expectativas, 49,2% afirmaram que ela atendeu plenamente os
anseios, 10,8% comentaram ter saído parcialmente satisfeitos e 1,5% se mostraram
decepcionados.
Quando perguntados sobre a intenção de retorno, 95,4% responderam desejar voltar ao
país. O índice ficou estável em relação aos registrados desde 2014, quando o patamar
variou entre 95% e 95,6%. A intenção de volta foi maior entre os turistas motivados pelo
lazer (96,5%) do que entre aqueles cuja viagem se deu a negócios (90,6%).
3.1.4. Motivação
A principal motivação da vinda ao Brasil foi o lazer, objetivo de 58,8% dos turistas. Em
seguida vieram viagens a negócios e para convenções, com 13,5%. As demais
motivações, como a visita a amigos ou parentes, totalizaram 27,7%.
Entre o primeiro grupo, o principal atrativo citado durante as entrevistas foi o segmento
de praia e o sol, seguido por atrativos naturais.
Evidenciando o crescimento do ecoturismo no país, as 145 unidades de conservação
federais, administradas pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da
Biodiversidade), contabilizaram 16,7 milhões de visitas em 2021.
Confira a lista das 5 unidades de conservação mais visitadas do Brasil:
1º Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca - 7.042.228
2º Parque Nacional da Tijuca - 1.739.666
3º Parque Nacional de Jericoacoara - 1.669.277
4º Parque Nacional da Serra da Bocaina - 718.453
5º Parque Nacional do Iguaçu - 696.380
3.1.5. Hospedagem e meio de transporte
Metade dos visitantes (50%) ficou em hotéis, flats ou resorts. A segunda modalidade de
hospedagem foi em casa de amigos e parentes, cerca de 25%. E a terceira, as casas
alugadas, com 15,9%.
O gerente de projetos da Fipe ponderou que essa opção não se deve ao crescimento da
plataforma Airbnb, mas a uma prática antiga de locação de imóveis por argentinos no
litoral sul do país.
No tocante às formas de vinda ao país, o avião continua o principal meio de transporte.
Dos 6,5 milhões de visitantes, 66% vieram por via área, totalizando 4,3 milhões de
viagens, e 33,3% por via terrestre, representando dois milhões de deslocamentos.
23
3.1.6. Gastos e permanência
O gasto médio diário por turista no país em 2018 foi de US$ 53,96, um pouco abaixo do
registrado em 2017, que ficou em US$ 55,8. Os turistas que vieram a negócios tiveram
uma média maior, de US$ 84,3, enquanto aqueles motivados por lazer tiveram como
custo médio por dia US$ 63,2.
A média de permanência dos turistas foi de 15 pernoites. Os turistas com maior
permanência foram os de outros continentes. Os europeus ficaram, em média, 24
pernoites. Os da América do Norte, 19 pernoites. E os da América do Sul, 11 pernoites.
O impacto gerado pela pandemia de Coronavírus deve causar uma queda de 38,9% no
Produto Interno Bruto (PIB) do Turismo em 2020. Nesta projeção, a movimentação
econômica da indústria totalizará R$ 165,5 bilhões no ano, contra R$ 270,8 bilhões
registrados em 2019.
Para 2021, a expectativa é de um PIB de R$ 259,4 bilhões para o setor, o que
representaria uma forte recuperação, mas ainda 4% abaixo do patamar de 2019.
Somados, estes dois anos de retração na comparação com o pré-pandemia devem
representar uma perda econômica de R$ 116,7 bilhões para a indústria do Turismo.
A projeção é do estudo Impacto Econômico do Covid-19 – Propostas para o Turismo
Brasileiro, realizado pela FGV - Fundação Getúlio Vargas. Na previsão estão
contemplados diversos segmentos da indústria, como Hotelaria e Hospedagem,
Transporte Rodoviário, Aéreo, Agências e Operadoras, Locação, atividades culturais,
além de bares e restaurantes.
A análise considerou o cenário de paralisação total de três meses, de março a junho,
com uma estimativa de retomada do turismo doméstico a partir de setembro.
O turismo de estrangeiros para o Brasil também recuou. Totalizando US$ 2,947 bi, os
gastos de moradores do exterior com viagens para o país ficaram 3,1% menor que o
registrado em 2020.
A expectativa é de uma recuperação completa do Turismo Doméstico em até 12
meses. Já no internacional, o estudo prevê aproximadamente 18 meses para a
retomada. No cenário analisado, o Turismo só retomaria ao mesmo patamar do
pré-pandemia a partir deste ano de 2023 que, diante dos números apresentados,
está ocorrendo como previsto.
3.1.7. A recuperação precisará ser forte para compensar perdas
Somente a retomada do patamar do período pré-Coronavirus não será suficiente para
reaver as perdas econômicas. Na análise da FGV, o setor precisaria registrar uma taxa
média de crescimento de 16,95% nos anos de 2022 e 2023 para compensar as perdas
do biênio 2020-21. Essa recuperação significaria aproximadamente R$ 303 bilhões no
PIB do Turismo em 2022 e R$ 355 bilhões em 2023.
3.1.8. Índices ao longo da pandemia
24
Tendo como bases os níveis alcançados nos meses de janeiro e fevereiro (alta
temporada), todos os segmentos do turismo já registram quedas consideráveis em
março, mês parcialmente afetado pela pandemia.
Na hotelaria, por exemplo, este impacto foi de 25%, enquanto na aviação chegou a 35%
e a 45% nas agências de viagens e operadoras de turismo. Em abril, primeiro mês
completo em que destinos turísticos praticam o isolamento social, a expectativa é de
que a atividade hoteleira caia para 10% do registrado na alta temporada. Na aviação, a
atividade caiu para apenas 8% e nas agências e locadoras 5%.
Fonte: FGV
3.1.9. O que vai mudar no turismo?
A pandemia do novo Coronavirus ocasionou uma transformação global. O ano de 2020
está marcando na sociedade em vários aspectos. Este é um momento de ruptura em
que muitas coisas irão mudar e o turismo, que até o momento é um dos setores que
mais sofrem impactos da pandemia (Covid-19), também passará por muitas mudanças.
O que vai mudar no turismo é um assunto que tem sido muito discutido nos últimos
anos. Segue abaixo algumas hipóteses e futuras tendências eu irão nortear os rumos e
os próximos passos no setor de turismo.
Entre outras mudanças, destacamos:
✓ Segurança sanitária;
✓ Procura por viagens domésticas;
✓ Consumidor com hábitos mais sustentáveis;
✓ Segurança transmitida pela marca.
25
3.1.10. A segurança sanitária será o foco
Não basta colocar o recipiente de álcool gel, vai ser preciso garantir que a pessoa não está
em risco.
Para os especialistas, a tendência é que a pandemia mude não somente o mercado de
turismo e o comportamento dos viajantes, mas também as normas de segurança em
geral, principalmente no que diz respeito à segurança sanitária.
As reflexões sobre programas nacionais e internacionais de segurança e inspeção
sanitária serão determinantes para elaboração de novas legislações de segurança
sanitária no Brasil e no mundo.
Segundo palavras do ex-presidente do CNS – Conselho Nacional de Saúde, somos
muito focados nas necessidades hospitalares com aspectos curativos e enfermidades,
mas temos que ter mais preocupação também com a prevenção. Sugere-se, portanto,
que a tendência seja o controle sanitário mais rígido e articulado, integrado e multisetorial, por exemplo, em controle de fronteiras e inspeções em geral.
3.1.11 Escolha pelos passeios domésticos
A tendência é que no segundo semestre de 2021, as pessoas prefiram passeios
domésticos e viagens regionais em locais que possam evitar aglomerações.
Surge no mercado o novo termo que é “staycation”, que se trata de “turistar” pela própria
cidade ou arredores, conhecendo atrativos e realizando atividades que podem ser já
conhecidas ou não. Staycation é viagens para perto de casa, com deslocamentos de até
300 km, que já é uma realidade para muitos turistas, principalmente após o fechamento
de alguns destinos no Brasil e no mundo por conta da pandemia de Covid-19. Segundo
pesquisa da Booking.com, mais da metade da população brasileira (55%) demonstrou
interesse em conhecer um novo destino na região em que mora.
Quanto às viagens internacionais, estas ficarão em segundo plano, até que as coisas
melhorem por completo. Na pesquisa da TVRL LAB, realizada em 2020, 60,48% dos
viajantes não pretendem voltar a viajar para fora até que haja confiança no controle da
pandemia. Sem dúvida, para Região Turística “Circuito das Águas Paulista”, o turismo
doméstico, é um negócio promissor para os próximos anos por vários fatores:
✓ o fato de estar próximo de grandes polos emissores de turismo do Brasil;
✓ a própria crise que contribuiu para que 2021 e 2022 fossem anos favoráveis para
a região;
✓ a proximidade do Aeródromo das Estâncias "Angelito" - Socorro Aeroporto
Internacional de Viracopos - Campinas, Aeroporto Estadual de Campos dos
Amarais - Campinas e Aeroporto “Deputado Freitas Nobre”/Congonhas – São
Paulo;
✓ a desvalorização do Real frente as moedas fortes internacionais, principalmente o
US Dólar, dificultando a viagem de lazer do brasileiro ao exterior;
✓ os cuidados com a segurança sanitária, entre outros.
26
Aproveitando essa grande oportunidade, no cenário do Turismo Doméstico temos uma
região turística de relevada importância dentro do Programa Nacional de Regionalização
do Turismo do Ministério do Turismo do Brasil.
A Região Turística “Circuito das Águas Paulista” que é composta por Águas de Lindóia,
Amparo, Holambra, Jaguariúna, Lindóia, Monte Alegre do Sul, Pedreira, Serra Negra e
Socorro.
Uma grande vantagem competitiva que essa região tem é o fato de estar próximo de
grandes polos emissores de turismo do Brasil, como estado de São Paulo, estado de
Minas Gerais entre outras Regiões Metropolitanas.
Apesar da grave crise econômica e política que o Brasil vem passando, a região tem a
seu favor a proximidade dos aeroportos a proximidade do Aeródromo das Estâncias
"Angelito" - Socorro Aeroporto Internacional de Viracopos - Campinas, Aeroporto
Estadual de Campos dos Amarais - Campinas e Aeroporto “Deputado Freitas
Nobre”/Congonhas – São Paulo, a desvalorização do Real frente as moedas fortes
internacionais, principalmente o US Dólar, dificultando a viagem de lazer do brasileiro ao
exterior, coloca a região em condições de suprir o desejo do brasileiro em viajar de
forma mais econômica, mostrando que a região tem um grande potencial de
desenvolvimento no turismo, como já vem mostrando fortes sinais de crescimento, além
de um forte aumento na oferta regional de emprego no setor, que hoje já começa a
apresentar falta de mão de obra qualificada para atender a demanda.
3.1.12. Viajantes buscarão mais por experiências e sustentabilidade
A forma de viajar vai mudar. A viagem de experiência entra na lista das mais valorizadas
de agora em diante. Os viajantes tenderão a evitar aglomerações, portanto, buscarão
viagens mais exclusivas e autênticas, que proporcione experiências diferentes como o
turismo solidário, ecológico, gastronômico e sustentável.
A tendência é que os viajantes e as empresas de turismo se tornem mais focados com
as ações humanitárias, sanitárias e sustentáveis.
O futuro do turismo no Brasil precisa andar, necessariamente, de braços dados com a
preservação ambiental. Para Vitor Leal Pinheiro, coordenador de Campanhas do
Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), a conservação do
planeta é uma pauta fundamental para o setor no pós-pandemia e que é possível obter
ganhos para além da agenda ambiental.
Ele apresentou dados globais sobre a produção de plástico e os impactos da poluição
marítima sobre o turismo, com recorte especial para o Brasil. Com base em dados
recentes mapeados pelo PNUMA com a Universidade de Brasília (UNB), o especialista
apontou que 72% da procura turística internacional no Brasil é motivada por “sol e
praias” e que os detritos nas regiões costeiras podem reduzir as receitas do setor em
39%. Mas apenas 48% dos meios de hospedagem fazem essa correlação entre a
poluição costeira e a baixa de ocupação.
27
O turismo depende muito de recursos naturais, ainda mais no Brasil. Essa retomada
pós-Covid precisa ser ‘verde’ e ‘equilibrada’.
Em uma pesquisa lançada pelo Panrotas e MAPIE, realizada pelo Laboratório de
Inteligência de Negócios em Viagens (TRVL LAB), estima-se que mesmo que o
isolamento termine, é necessário que haja uma vacina ou algum medicamento confiável
que cure a doença, pois as pessoas continuarão com medo. E é fato que o vírus
continuará circulando mesmo que não ocorram os picos.
Devido a esse cenário, as pessoas continuarão preferindo a prevenção e viajar se
tornará uma ação com muito mais cuidados
3.1.13. Confiança na marca
Analisando um outro lado, muitas pessoas tiveram que lidar com dificuldades na hora de
cancelar ou remarcar uma viagem. A busca agora será no encontro de marcas que
transmite confiança ao turista, desde a hora da compra até o pós-venda.
3.1.14. Mundo virtual em todos os setores
A pandemia tem feito praticamente todos os setores se reinventarem e buscarem uma
transformação digital. Da mesma forma será para o setor do turismo.
Como já falamos anteriormente, a curva dos viajantes conectados já estava crescendo,
agora, acredita-se que a curva acelere e que cada vez mais o consumidor estará mais
digitalizado e exigente. Esta tendência demanda mudanças das instituições de turismo,
que devem se manter mais conectadas e buscando oferecer melhores ações e serviços
online.
3.1.15. Recuperação do setor
Sabe-se bem que o setor de Viagens e Turismo tem um peso gigantesco na economia
global e é um dos motores de crescimento mais importantes do mundo. O crescimento
quase que ininterrupto desse setor atingiu novos patamares em 2019, respondendo por
1 em 4 dos novos empregos criados no mundo, 10% do PIB global e mais de 320
milhões de empregos em nível mundial, superando o crescimento da economia global
por oito anos consecutivos. Entretanto, a pandemia praticamente paralisou as viagens
internacionais.
Felizmente, após dois anos difíceis, nossos dados mais recentes apontam para uma
forte recuperação do setor de Viagens e Turismo. Em 2022, ele se recuperou de forma
contínua e acelerada e esse é um caminho sem volta. Portanto, vale a pena analisar
alguns números que mostram o alcance da recuperação e delineiam as previsões de
crescimento do setor para os próximos anos.
Segundo o Global Travel Insight da Visa para o terceiro trimestre de 2022, os viajantes
globais superaram rapidamente a pandemia. Em 2022, as chegadas internacionais
devem totalizar 850-900 milhões até o final do ano, o que representa 75 a 80% dos
níveis de 2019. De junho a agosto (o pico da temporada global de viagens que coincide
com o verão no hemisfério norte), as chegadas dos visitantes caíram só 8% em relação
28
a 2019 e, tirando as viagens de e para a Ásia- Pacífico, essas chegadas hoje superam
em 18% os níveis de 2019. Nossa previsão é que, em 2023, as chegadas de visitantes
internacionais ficarão próximas de 90 a 95% dos níveis de 2019. A recente suspensão
das restrições sanitárias nas fronteiras, especialmente na Ásia, deve ajudar a trazer a
recuperação total.
Mas os turistas não são os únicos a cruzar fronteiras. Apesar da ausência dos
compradores da Ásia-Pacífico, o turismo de varejo também viveu uma recuperação
impressionante. Entre junho e agosto de 2022, os gastos no varejo internacional —
compras em lojas e comércios — pagos por consumidores com credenciais Visa ficaram
13% acima dos do mesmo período de 2019. Os gastos dos turistas internacionais em
outras categorias (hotéis, restaurantes, entretenimento) se recuperaram mais rápido do
que os gastos no varejo, registrando um aumento de 27% em relação ao mesmo
período em 2019.
É importante notar também que a recuperação das viagens internacionais de lazer pode
estar preparando o caminho para uma potencial retomada das viagens de negócio.
Áreas que antes da pandemia atraíam predominantemente viajantes de negócio não
ficaram muito atrás de destinos com mais vocação para o lazer.
Dos 700 destinos analisados pela equipe de Visa Business and Economic Insights na
plataforma Visa International Travel (VISIT), pouco mais de um quarto foram
classificados como destinos de negócio. E os resultados são promissores: no primeiro
semestre de 2022, 43% dos destinos de negócio já registravam o mesmo volume de
chegadas de visitantes que no primeiro semestre de 2019. Alguns dos destinos de
negócio totalmente recuperados na América Latina são Medellín (Colômbia) e
Guadalajara e Hermosillo no México. Entre os destinos de lazer da região, 51%
retornaram totalmente aos níveis de 2019, incluindo Cancun (México), Punta Cana
(República Dominicana) e Cartagena (Colômbia)
O recém-lançado Relatório de Impacto Econômico das Cidades do Conselho Mundial de
Viagens e Turismo (WTTC, na sigla em inglês), patrocinado pela Visa, também mostra
que a recuperação das cidades globais caminha bem.
O relatório, que analisou 82 cidades-destino no mundo, revelou que em dez das 82
cidades pesquisadas, a contribuição do setor de viagens e turismo para o PIB deve
exceder os níveis de 2019. A previsão é que, em 2022, as cidades com a maior
contribuição direta do setor para o PIB sejam Paris (US$ 36 bilhões), Pequim (US$ 33
bilhões) e Orlando (US$ 31 bilhões). Além disso, espera-se que os empregos diretos
gerados pelo setor de viagens e turismo retornem aos níveis de 2019 em onze cidades,
entre as quais, o Rio de Janeiro (+18%).
O WTTC prevê ainda que, até 2032, o setor de Viagens e Turismo vai gerar diretamente
até 8% de todos os empregos nas 82 cidades analisadas. Além disso, sua contribuição
para o PIB crescerá mais rápido do que a de outros setores, gerando 126 milhões de
novos empregos líquidos.
29
O efeito Bridgerton
Agora que o mundo está se abrindo novamente, a recuperação do setor de Viagens e
Turismo está por toda parte. Uma nova tendência que vem ganhando força é o impacto
das séries de TV no desempenho do turismo.
É o caso da série Bridgerton lançada em dezembro de 2020 e que, em pouco tempo, se
tornou uma das recordistas de audiência da Netflix. No primeiro trimestre de 2021, três
meses após o lançamento da série e período em que as restrições às viagens
internacionais ainda eram rígidas, Bath e Northeast Somerset (onde Bridgerton foi
filmada) recuperou cerca de 8,3% do número de chegadas de turistas registrado no
primeiro trimestre de 2019, segundo os dados centrados na Visa. Os padrões de dados
sugerem que Bridgerton provavelmente contribuiu para a recuperação do turismo
dessas cidades. As tendências de viagem de visitantes internacionais ao Reino Unido
por país de origem também revelam insights dignos de nota. Por exemplo, para turistas
do Catar no Reino Unido, a participação de Bath e Northeast Somerset no número total
de transações relacionadas a viagens4 aumentou de 4% do total no primeiro trimestre
de 2019 para 14% no primeiro trimestre de 2021.
Tendo em vista o surgimento de múltiplas plataformas de streaming, a tendência é que a
influência de filmes e séries de TV nas decisões de viagem do consumidor cresça e
contribua para a recuperação.
As tendências de dados registradas nos primeiros nove meses de 2022 vêm preparando
o terreno para um amplo avanço no crescimento global do setor de Viagens e Turismo.
Na próxima década, as viagens e turismo globais voltarão a ser um importante propulsor
do crescimento econômico e, com o aumento das viagens de lazer e negócio, as
perspectivas para a total recuperação das viagens globais são excelentes.
Lorna Atiles é vice-presidente e head de Cross-Border para a Visa América Latina e Caribe.
3.1.16. O que pensam os agentes de viagem sobre a recuperação?
Os agentes de viagens são responsáveis por mais de 80% das vendas no setor do
Turismo.
Entre os dias 27 de abril e 11 de maio, cerca de 400 agentes responderam ao
questionário e os resultados demonstram um sentimento otimista. A amostra tem
agentes do Brasil inteiro, sendo que a maioria é das cidades de São Paulo, Rio de
Janeiro, Curitiba e Porto Alegre.
Entre os respondentes, 54,1% esperam que as viagens retomem no mês de setembro.
Em segundo lugar, com 16,9%, vêm aqueles que acreditam em uma volta apenas em
2021. Em seguida, 13,4% responderam dezembro e 11,4% julho. Os outros 5,2%
esperam que as pessoas voltem a viajar já no mês de junho.
30
Qual deve ser a data mais provável da retomada das viagens dos brasileiros?
Já sobre as preferências dos clientes, os agentes, quase 300 deles, indicaram o turismo
doméstico como aquele que dominará as vendas pós-pandemia.
Ao mesmo tempo, 250 agentes apostam também em destinos da América do Sul.
Menos de 50 profissionais colocaram Europa e Estados Unidos como opção.
Para quais destinos a retomada será mais rápida?
Jean-Philippe Perol, da Cap Amazon, destacou ainda que hoje entre os viajantes
brasileiros 50% viaja para perto e 50% para longe, diferente de outros grandes
mercados, onde apenas 20% vai para destinos mais distantes.
Para ele, isso deve mudar e países vizinhos, como Argentina, Chile, Perú e Colômbia,
por exemplo, devem receber mais brasileiros.
Com quase 200 respostas, o lazer ficou na frente, seguido por viagens para visitar
amigos e parentes e depois pelo corporativo.
Feiras, eventos e congressos, bem como os cruzeiros marítimos, tiveram menos de 50
respostas. O estudo mostrou ainda que os três principais segmentos (lazer, visita a
amigos e familiares e corporativo), foram os segmentos mais apontados como
promissores.
31
Os agentes apostam que a maior preocupação dos viajantes no pós-crise será com a
Saúde, seguida por destinos menos frequentados e por um maior interesse no Turismo
Nacional.
Concluindo, as respostas nos permitem concluir que, na visão das agências de viagens,
a retomada deve acontecer antes do fim do ano e será, provavelmente, mais rápida e
mais larga que se pensa.
Os turistas serão mais exigentes no que diz respeito a informações prévias dos
destinos, segurança etc, e também sobre condições de adiamentos e cancelamentos.
De outro lado, o consumidor vai mudar, mas as mudanças serão lentas e serão, em
grande parte, prorrogações de tendências já existentes, como a busca pelo bem-estar,
por exemplo.
Nessas novas tendências, os destaques devem ser a exigência de valorização da
viagem, e a procura de destinos com menor aglomeração, fugindo do chamado
overtourism (aglomerações), que vinha sendo muito discutido nos últimos anos.
3.2. O Estado de São Paulo
A economia do estado de São Paulo é desenvolvida e detém o maior PIB entre os
estados brasileiros, produzindo, em 2020, cerca de 2,326 trilhões de reais (31,6% do
PIB nacional) e o segundo maior PIB per capita (48 542,24 de reais em 2018). Sendo o
estado mais rico e populoso do Brasil, é o seu principal centro financeiro e um dos
principais centros do mundo. A terceira maior economia e o terceiro maior mercado
consumidor da América Latina, ocupa a 21.ª posição no ranking das maiores economias
do planeta, à frente de países como a Argentina, Bélgica, Chile e Singapura. Graças à
sua enorme força econômica, São Paulo é conhecido como "a locomotiva do Brasil".
32
A economia paulista, desenvolvida e heterogênea, é alimentada por recursos naturais
abundantes, uma infraestrutura bem desenvolvida, alta produtividade e uma mão de
obra altamente qualificada, detém 70% da mão de obra qualificada do pais.
Atualmente São Paulo é líder em vários setores da economia brasileira, notadamente no
setor financeiro, concentrado na cidade de São Paulo, a qual contém mais de 30,5% das
agências bancárias e 30% das operações de crédito no Brasil, além da BM&FBovespa,
uma das cinco maiores bolsas de valores do mundo. Na agropecuária, destaca-se como
um dos maiores produtores do país, sendo o maior produtor mundial de suco de laranja,
açúcar e etanol, e também se posiciona entre os principais produtores de alimentos
industriais do mundo, detendo cerca de 35,5% da produção industrial de alimentos
nacional. Na indústria, destaca-se como a mais moderna e variada da América Latina, a
qual apresenta uma forte base tecnológica, possuindo o maior parque industrial e
concentrando 36% da produção brasileira; destacam-se:
• a indústria automobilística, sendo o berço da indústria automobilística no Brasil,
o 15.º maior produtor de veículos do mundo, centralizando mais de 41% das
fábricas do complexo automotivo nacional;
• a indústria aeroespacial e defesa, a qual é o maior polo aeroespacial da América
Latina.
• outros setores importantes que também encontram-se em posição de liderança
no país que são os de: pesquisa e desenvolvimento, saúde e ciências da vida,
mercado imobiliário, energia, tecnologia da informação e comunicação (TIC),
petróleo e gás natural, economia verde, dentre outros.
A unidade federativa oferece uma ótima infraestrutura logística para investimentos,
devido às boas condições e extensão de sua malha rodoviária, bem como por sua
infraestrutura hidroviária, portuária e aeroportuária.
A interligação dessas malhas permite um eficiente sistema de transporte multimodal. De
acordo com uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional dos Transportes
(CNT), 19 das 20 melhores rodovias do Brasil estão localizadas no estado, sendo,
assim, a melhor malha rodoviária do país, apresentando 81,6% de sua extensão
classificados como ótimo ou bom.
Além disso, detém o maior e principal porto brasileiro – um dos principais do mundo – e
o maior complexo portuário da América Latina: o Porto de Santos; e o maior e segundo
mais movimentado aeroporto da América Latina, o Aeroporto de São Paulo-Guarulhos.
A arrecadação de ICMS de São Paulo é a maior do país. Em 2012 foi de R$ 109 103
539 mil ou 33,4% de toda a arrecadação dos estados brasileiros. A receita bruta do
estado gerou algo em torno de 550 bilhões de dólares na paridade de poder de compra.
Apesar de continuar a crescer economicamente, o estado de São Paulo vem perdendo
parte de sua participação no PIB nacional devido, evidentemente, ao desenvolvimento
dos outros estados.
33
Em 1990 o estado respondia por 37,3% do produto interno bruto do Brasil. Em 2008, a
participação na produção total de bens e serviços do país foi de 33,1%. Em 2009, a
participação foi de 33,5%, caindo novamente para 33,1% em 2010 e 32,1% em 2013 e
subindo para 32.2% em 2014
São Paulo é responsável por 28,6% dos produtos industrializados fabricados no Brasil.
A participação no PIB industrial nacional reduziu desde 2010, quando era responsável
por 32,1% do total. Em relação ao PIB do estado, a indústria responde por 22,9%
Com o COVID-19, a economia do país desacelerou, enquanto o estado apresentou um
aumento acima da média nacional, que recuou 4,1%
Estado de São Paulo
Bandeira Brasão
Lema: Pro Brasilia fiant eximia (latim)
"Pelo Brasil faça-se o melhor"
Hino:
Hino do estado de São Paulo
Gentílico: paulista
Localização
- Região Sudeste
- Estados limítrofes
Paraná (sul)
Mato Grosso do Sul (oeste)
Minas Gerais (norte, nordeste)
Rio de Janeiro (leste)
- Regiões geográficas
intermediárias 11
34
- Regiões geográficas
imediatas 53
- Municípios 645
Capital
São Paulo
23°32′56"S 46°38′20"O
Governo
- Governador(a) Tarcísio de
Freitas (Republicanos)
- Vice-governador(a) Felicio Ramuth (PSD)
- Deputados federais 70
- Deputados estaduais 94
- Senadores
Giordano (MDB)
Mara Gabrilli (PSD)
Marcos Pontes (PL)
Área
- Total 248 219,481 km² (12º)
[1]
População
- Censo 2022 44 420 459 hab. (1º)
[2]
- Densidade 178,96 hab./km² (3º)
Economia 2020[3]
- PIB R$ 2.377.639 trilhões (1º)
- PIB per capita R$ 51.364,73 (2º)
Indicadores 2017/2019[4][5]
- Esperança de vida (2017) 78,4 anos (4º)
- Mortalidade infantil (2019) 11,00‰ nasc. (22º)
- Alfabetização (2019) 97,4% (3º)
- IDH (2021) 0,806 (2º) – muito alto [6]
Fuso horário UTC−3, America/Sao_Paulo
Clima Subtropical, tropical de
altitude e tropical Cfa, Cfb, Cwa, Cwb,
Aw
Cód. ISO 3166-2 BR-SP
Site governamental http://www.saopaulo.sp.gov.br
Com base em banco de dados e informações de mercado e sites especializados,
chegou-se a um total de 10.314 meios de hospedagem no Brasil.
35
O Estado conta com mais de 5.000 meios de hospedagem, distribuídos entre 645
municípios, sendo que 70 deles são considerados Municípios Turísticos e 140
Municípios de Interesse Turístico.
O estado de São Paulo ainda conta com mais de 40 roteiros turísticos estabelecidos e 5
entre os 10 municípios turísticos mais visitados no Brasil.
O que mais se propaga no Estado é o turismo de negócios, em suas diversas
possibilidades (congressos, convenções, seminários, feiras industriais, viagens de
representação, compras, etc.), não só na capital, mas em vários municípios do interior
como Campinas, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto. Cerca de 80% dos grandes
eventos que acontecem no Brasil ocorrem no Estado de São Paulo.
3.2.1. Observatório do Turismo e Eventos mostra resultados no
setor de hospedagem paulistano no ano de 2023
Os dados do OTE – Observatório do Turismo e Eventos, no mês de junho de 2023,
mostra que os resultados no setor de hospedagem paulistano caíram quando se fala
em taxa de ocupação (T.O.) em -1,6% enquanto a diária média (D.M.) cresceu
15,3%, com relação ao mesmo período de 2022.
36
Os finais de semana, igualmente, apresentaram T.O. e D.M. diferentes no mesmo
comparativo, junho de 2023. Considerando apenas as sextas-feiras e sábados, o
período registrou 62,32% de ocupação e R$544,08 de diária, o que representa,
respectivamente, -3,39% e 25,83%. Estes índices mostram que o mercado de
hospedagem em São Paulo ainda não se recuperou quando falamos em T.O.,
porém em D.M. os valores mostram um aumento considerável, que talvez justifique
a queda na T.O. juntamente com a busca de novas localidades para realização de
eventos, negócios, cultura e entretenimento neste “novo normal” e as novas
modalidades de hospedagem, como os hostels, que de forma diferente, mostram
desempenho animador. A D.M. obteve um aumento de 9,76% e a T.O. demonstrou
alta de 6,15% com relação ao ano de 2022.
Enquanto os desempenhos de ambos os estilos de hospedagens, a diária praticada
foi bem diferente. Os hotéis e hostels terminaram o ano de 2022 com a média de R$
432,38 e R$ 66,93, e este ano (2023) até o mês de junho, os valores já estão em R$
544,08 e R$ 73,35 respectivamente.
O turismo é um dos principais setores econômicos do país. Este ano já criou cerca de
84 mil empregos (maio de 2023 – Caged), chegando a gerar, pré-pandemia,
aproximadamente 2 milhões de empregos e uma receita turística total da ordem de R$
26 bilhões advinda de gastos diversos em hospedagem, alimentação, compras e lazer.
3.2.2. STOPOVER
O Stopover São Paulo é uma das ações decorrentes da parceria entre a Secretaria
Estadual de Turismo, a Abear - Associação Brasileira das Empresas Aéreas e Visite São
Paulo, e que vem ao encontro da recente redução do ICMS sobre querosene de aviação
no Estado – que também gerou um compromisso por parte de diversas empresas
aéreas em ampliar suas partidas de São Paulo, em 2019, permitindo assim que haja
conexões mais demoradas que permita que o passageiro aproveitem as conexões
longas para conhecer o Brasil e particularmente o Estado de São Paulo, fomentando o
turismo no interior de São Paulo e de todo o Brasil.
3.3. Ambiente Regional
O estado de São Paulo, entre 1989 e 2017, foi divido geograficamente pelo IBGE em
63 microrregiões. Em 2017, o IBGE extinguiu as microrregiões e mesorregiões, criando
um novo quadro regional brasileiro, com novas divisões geográficas denominadas,
regiões geográficas imediatas e regiões geográficas intermediárias.
Segundo a nova divisão criada pelo IBGE em 2017, as mesorregiões foram substituídas
pelas regiões geográficas intermediárias. Abrangem um aglomerado de regiões
geográficas imediatas (substitutas das microrregiões), tendo como base uma ou
mais metrópoles, capitais regionais e/ou centros urbanos representativos dentro do
conjunto.
Região geográfica imediata é, no Brasil, um agrupamento de municípios que tem
como principal referência a rede urbana e possui um centro urbano local como base,
mediante a análise do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se de
uma divisão das regiões geográficas intermediárias, levando em consideração a
37
conexão de cidades próximas através de relações de dependência e deslocamento da
população em busca de bens, prestação de serviços e trabalho
As regiões geográficas imediatas foram apresentadas em 2017, com a atualização da
divisão regional do Brasil, e correspondem a uma revisão das antigas microrregiões, que
estavam em vigor desde a divisão de 1989. As regiões geográficas intermediárias, por
sua vez, substituíram as mesorregiões. A divisão de 2017 teve o objetivo de abranger as
transformações relativas à rede urbana e sua hierarquia ocorridas desde as divisões
passadas, devendo ser usada para ações de planejamento e gestão de políticas
públicas e para a divulgação de estatísticas e estudos do IBGE.
Na divisão passada, houve em primeiro momento o agrupamento dos municípios em
mesorregiões para depois serem separados em microrregiões. Na divisão de 2017,
ocorreu o contrário, visto que primeiro ocorreu a divisão em regiões geográficas
imediatas para depois se obter um agrupamento destas em regiões geográficas
intermediárias.
Região geográfica intermediária é, no Brasil, um agrupamento de regiões geográficas
imediatas que são articuladas através da influência de uma ou mais metrópoles, capitais
regionais e/ou centros urbanos representativos dentro do conjunto, mediante a análise
do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
As regiões geográficas intermediárias foram apresentadas em 2017, com a atualização
da divisão regional do Brasil, e correspondem a uma revisão das antigas mesorregiões,
que estavam em vigor desde a divisão de 1989. As regiões geográficas imediatas, por
sua vez, substituíram as microrregiões.
A divisão de 2017 teve o objetivo de abranger as transformações relativas à rede urbana
e sua hierarquia ocorridas desde as divisões passadas, devendo ser usada para ações
de planejamento e gestão de políticas públicas e para a divulgação de estatísticas e
estudos do IBGE.
Na divisão passada, houve em primeiro momento o agrupamento dos municípios em
mesorregiões para depois serem separados em microrregiões. Na divisão de 2017,
ocorreu o contrário, visto que primeiro ocorreu a divisão em regiões geográficas
imediatas para depois se obter um agrupamento destas em regiões geográficas
intermediárias.
3.3.1. Lista de regiões geográficas intermediárias de São Paulo,
estado brasileiro da Região Sudeste do país.
São Paulo é composta por 645 municípios, que estão distribuídos em 53 regiões
geográficas imediatas, que por sua vez estão agrupadas em 11 regiões geográficas
intermediárias, segundo a divisão do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE) vigente desde 2017.
A lista a seguir contém as regiões geográficas intermediárias e suas respectivas regiões
imediatas integrantes, ordenadas pela codificação do IBGE.
38
Regiões Geográficas Intermediárias com suas respectivas
Regiões Geográficas Imediatas
Região geográfica
intermediária
Região geográfica
imediata
Número
de
municípios
São Paulo
São Paulo 39
Santos 11
Sorocaba
Sorocaba 22
Itapeva 19
Registro 13
Itapetininga 6
Avaré 12
Tatuí 6
Bauru
Bauru 19
Jaú 12
Botucatu 9
Lins 8
Marília
Marília 18
Assis 12
Ourinhos 11
Tupã 8
Piraju 5
Presidente Prudente
Presidente Prudente 28
Adamantina-Lucélia 10
39
Região geográfica
intermediária
Região geográfica
imediata
Número
de
municípios
Dracena 12
Presidente Epitácio-Presidente
Venceslau 5
Araçatuba
Araçatuba 14
Birigui-Penápolis 19
Andradina 11
São José do Rio Preto
São José do Rio Preto 36
Catanduva 16
Votuporanga 12
Jales 18
Fernandópolis 11
Santa Fé do Sul 7
Ribeirão Preto
Ribeirão Preto 26
Barretos 16
Franca 10
São Joaquim da Barra-Orlândia 6
Ituverava 6
Araraquara
Araraquara 17
São Carlos 9
Campinas
Campinas 18
Jundiaí 9
Piracicaba 11
Bragança Paulista 11
Limeira 4
Mogi Guaçu 4
São João da Boa Vista 9
Araras 4
Rio Claro 5
São José do Rio Pardo-Mococa 7
Amparo 5
São José dos Campos
São José dos Campos 8
Taubaté-Pindamonhangaba 10
Caraguatatuba-Ubatuba-São
Sebastião 4
40
Região geográfica
intermediária
Região geográfica
imediata
Número
de
municípios
Guaratinguetá 8
Cruzeiro 9
3.3.2. Região Geográfica Intermediária de Campinas
A Região Geográfica Intermediária de Campinas é uma das onze regiões intermediárias
do estado brasileiro de São Paulo e uma das 134 regiões intermediárias do Brasil,
criadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2017. É composta
por 87 municípios, distribuídos em onze regiões geográficas imediatas.
Sua população total estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
para 1º de julho de 2018 é de 6 951 682 habitantes, distribuídos em uma área total de
24 769,309 km².
Campinas é o município mais populoso da região intermediária, com 1 988 876
habitantes, de acordo com estimativas de 2018 do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE).
Região Geográfica Intermediária de Campinas
Divisão regional do Brasil
Localização
Características geográficas
Unidade federativa São Paulo
41
Regiões geográficas
imediatas
Amparo
Araras
Bragança Paulista
Campinas
Jundiaí
Limeira
Mogi Guaçu
Piracicaba
Rio Claro
São João da Boa Vista
São José do Rio Pardo-Mococa
Regiões limítrofes
Araraquara
Bauru
Pouso Alegre
Ribeirão Preto
São José dos Campos
São Paulo
Sorocaba
Varginha
Área 24 769,309 km² 2017
População 6 951 682 hab. est. 2018
Densidade 280,66 hab./km²
Cidade mais populosa Campinas
3.3.3. Região Geográfica Imediata de Amparo
A Região Geográfica Imediata de Amparo é uma das 53 Regiões Geográficas
Imediatas do estado brasileiro de São Paulo e é formada pela união de 5 municípios
(Águas de Lindóia, Amparo, Lindóia, Monte Alegre do Sul e Serra Negra). Está contida na
Região Geográfica Intermediária de Campinas que é uma das 509 Regiões Geográficas
Imediatas do Brasil, criadas pelo IBGE em 2017.
42
Região Geográfica Imediata de Amparo
Divisão regional do Brasil
Localização
Características geográficas
Unidade federativa São Paulo
Região geográfica intermediária Campinas
Regiões limítrofes SP:
Bragança Paulista
Jundiaí
Campinas
Mogi Guaçu
MG:
Pouso Alegre
Área 868,247 km² 2017
População 134 010 hab. est. 2017
Densidade 154,35 hab./km²
Cidade mais populosa Amparo
A RGI de Amparo é composta por cinco municípios. Os valores populacionais indicados
na tabela abaixo referem-se às estimativas do IBGE para 2017.
43
Município População
Estimada (2017) Área (km²)
Águas de Lindóia 18 509 60,126
Amparo 71 193 445,323
Lindóia 7 695 48,756
Monte Alegre do Sul 7 871 110,306
Serra Negra 28 742 203,736
Total 134 010 868,247
3.3.4. Programa de Regionalização do Turismo
A Política Nacional de Turismo, estabelecida pela lei 11.771/2008, tem dentre os seus
princípios a regionalização do turismo. Esta trabalha sob a perspectiva de que mesmo
um município que não possui uma clara vocação para o turismo - ou seja, que não
recebe o turista em seu território - pode dele se beneficiar, se esse município
desempenhar um papel de provedor ou fornecedor de mão-de-obra ou de produtos
destinados a atender o turista.
O trabalho regionalizado permite, assim, ganhos não só para o município que recebe o
visitante, mas para toda a região. Algumas Unidades da Federação desenvolveram suas
políticas, utilizando, como unidade de estruturação, “polos turísticos”, “circuitos
turísticos” ou “zonas turísticas”.
O Programa de Regionalização surgiu, então, como forma de dar continuidade às
políticas e às ações utilizadas até aquele momento, ampliando-as para o enfoque
regional, sem estabelecer padrões e modelos inflexíveis, incentivando a participação e a
criatividade dos agentes locais de cada região turística. Embasando-se em
recomendações da Organização Mundial de Turismo, o Ministério do Turismo adotou
em 2004 essa política focada no desenvolvimento regional, dando maior protagonismo
às Unidades da Federação.
O Programa de Regionalização do Turismo trabalha a convergência e a interação de
todas as ações desempenhadas pelo MTur com estados, regiões e municípios
brasileiros. Seu objetivo principal é o de apoiar a estruturação dos destinos, a gestão e a
promoção do turismo no País. Esse programa de enfoque territorial foi reformulado em
2013, quando foram definidos seus oito eixos de atuação, que orientam as ações de
apoio à gestão, estruturação e promoção do turismo nas regiões e municípios.
O Mapa do Turismo Brasileiro é o instrumento instituído no âmbito do Programa de
Regionalização do Turismo e orienta a atuação do Ministério do Turismo no
44
desenvolvimento das políticas públicas. É o mapa que define a área – o recorte territorial
que deve ser trabalhada prioritariamente pelo MTur e pelo Sistema Nacional de Turismo.
Ele é atualizado bianualmente, sendo que os municípios que o compõem foram
indicados pelos órgãos estaduais de turismo em conjunto com as Instâncias de
Governança Regionais, a partir de critérios construídos em conjunto com o Ministério do
Turismo. Abaixo no Mapa 2019, a Evolução do número de municípios e das regiões
turísticas, por Unidade da Federação, extraído da publicação do Ministério do Turismo.
45
O Estado de São Paulo conta com 354 destinos, distribuídos em 49 regiões turísticas.
Lindóia está na Região Turística do Circuito das Águas Paulista juntamente com os
Municípios de Águas de Lindóia, Amparo, Holambra, Jaguariúna, Monte Alegre do Sul,
Pedreira, Serra Negra e Socorro.
Concluindo: Como pano de fundo geral, apesar da desaceleração econômica
global, a incerteza relacionada ao Brexit, bem como as tensões geopolíticas e
comerciais que podem levar a uma atitude de “esperar para ver” entre investidores e
viajantes, a estabilidade dos preços dos combustíveis tende a se traduzir em
viagens aéreas acessíveis, enquanto a conectividade aérea continua a melhorar em
muitos destinos mundiais, facilitando a diversificação dos mercados de origem.
Apesar da Pandemia do Covid-19, as pesquisas continuam indicando o interesse
das pessoas por viagens. Logicamente essa demanda não é mais a mesma, é
preciso se adaptar ao “novo normal” trazido pela pandemia, ou seja, menos
aglomerações, maior cuidado em obedecer às regras de sanitarismo, viagens mais
próximas da residência e experiências ao ar livre, entre outras.
A digitalização, os novos modelos de negócios, as viagens mais acessíveis,
apontam para formatação de produtos que atendam essa nova maneira e desejos
dos consumidores, chamados de “novo normal”. As mudanças sociais que devem
continuar moldando nosso setor, de modo que tanto os destinos quanto às
empresas precisam se adaptar se quiserem permanecer competitivos.
Com as tendências positivas do crescimento do turismo mundial em 2021, com a
recuperação da economia doméstica, somando-se a isso a favorável tendência mundial
de crescimento da demanda por turismo junto à natureza, a região do Circuito das
Águas Paulista, que se encontra em uma região geográfica privilegiada, será favorecida
e, consequentemente, Lindóia também.
46
4. Mercado do Turismo - conceito e componentes
4.1. Conceito
O mercado turístico é o local físico ou imaginário, onde se encontram a oferta e a
demanda de um determinado produto ou conjunto de produtos turísticos. É o local onde
converge a oferta de produtos e serviços de turismo e exibe a quem está motivado a
consumir esses produtos e serviços turísticos ofertados.
4.2. Componentes
Oferta Turística - recursos que tem um destino ou equipamento turístico de
lazer, disponíveis para atrair e motivar os turistas, com infraestrutura adequada para
atender e fornecer os serviços relevantes aos turistas.
Demanda Turística - conjunto de consumidores, no caso, turistas que estão
motivados por uma série de ofertas de produtos turísticos e serviços que se mostram
suficientes para atender suas necessidades e desejos de descanso, lazer, negócios, etc.
4.3. Tendências do mercado para 2022 em diante
Com as expectativas de que o setor do turismo se recupere e alcance o mesmo patamar
de faturamento do período pré-crise ainda no início de 2023, os donos de pequenos
negócios do setor precisam estar atentos às novas tendências do mercado e às
mudanças do perfil do consumidor. Estudo Econômico realizado pela Fundação Getúlio
Vargas (FGV) sobre os fatores que impactam a competitividade da cadeia de turismo
brasileira, em especial os pequenos negócios, destaca que o consumidor e as
demandas do turismo já não são as mesmas depois da pandemia da Covid-19.
A partir de extensa análise de dados em publicações especializadas e relatórios
nacionais e internacionais que consideram o futuro dos negócios na pós-pandemia da
Covid-19, o documento também aponta que a intensificação e aceleração dos processos
de mudanças culturais, socioambientais, econômicas e tecnológicas nos últimos anos
contribuem para novas formas de se fazer e experienciar atividades turísticas e de lazer,
o que abre oportunidades para novos negócios.
A analista de Competitividade do Sebrae Nacional, Analuiza Lopes, ressalta que se o
empreendedor está alinhado e aderindo às tendências, consequentemente estará
alinhado ao novo perfil do consumidor. “Esse novo perfil do consumidor pós-covid está
em busca de experiências diferentes. Como exemplo, eu destacaria o trabalhador
remoto ou nômade digital que procura hospedagens que ofereçam um mobiliário e luzes
mais adequadas para quem também precisa trabalhar”, comenta.
A partir do estudo da FGV com foco no turismo, o Sebrae destaca as 10 principais
tendências de mercado para as micro e pequenas do setor. Confira abaixo cada uma
delas:
1.Experiência e Autenticidade - Voltada para experiências únicas, profundas e
significativas mesmo que decorrentes de serviços ou atividades simples. A ideia é
oferecer para o cliente um novo significado de práticas de turismo, seja para vivenciar
viagens, refeições ou outras atividades turísticas ou de lazer.
47
2.Contato com a natureza - A busca por viagens e atividades em ambientes ao ar livre
se intensificaram na pandemia, continuam em alta e seguem em crescimento, visto que
permitem aliar o turismo às práticas de segurança ainda recomendadas.
3.Sustentabilidade e Inclusão - Visa atender de forma conjunta às necessidades não
só dos turistas, mas também das comunidades receptoras e empreendedores. Nesse
caso, é dada atenção aos aspectos de proteção e preservação de recursos naturais, da
biodiversidade e da integridade das pessoas envolvidas.
4.Staycation - A prática deve continuar em alta após a pandemia e diz respeito a fazer
turismo sem sair da cidade de residência. Opções como day use, oferecimento de
serviços por hotéis da cidade para a comunidade e uso de espaços para trabalho
remoto ou eventos comemorativos abre muitas possibilidades de ampliar o público-alvo
dos empreendimentos.
5.Contratos competitivos - Atende ao consumidor cada vez mais independente e beminformado. Os negócios de turismo precisam ser mais competitivos com bom custobenefício e flexibilidade para cancelamentos e remarcações.
6.Saúde e Bem-estar - O turismo de bem-estar é a junção de práticas de viagem à
procura pela saúde física e mental, em que o cliente busca por serviços diversos, como
por exemplo, práticas terapêuticas, dietas saudáveis, procedimentos estéticos, entre
outros.
7.Redução do contato físico - Com o receio de contágio na pandemia, o cliente
passou a valorizar de redução de contato físico com objetos de uso comum e de
interações pessoais, favorecendo avanços tecnológicos como a digitalização e
automação na busca por interações “sem toque”.
8.Marketing Digital - Em um contexto em que a presença no mundo digital é um
diferencial competitivo extremamente relevante, ainda se observam pequenos negócios
do turismo com baixos níveis de maturidade digital.
9.Segurança Sanitária - Medidas de segurança sanitária vão continuar como um fator
decisivo na tomada de decisão do turismo mais consciente e comprometido com a
responsabilidade social.
10.Economia compartilhada e sob demanda - Nesse caso, o cliente paga apenas
pelo que consome ou pelo tempo que consome, otimizando assim os recursos para
quem oferece e gerando economia para o consumidor. Essa nova forma de consumir
produtos e serviços considera a necessidade e não a posse.
4.3.1. Novo perfil do turista
O estudo econômico da FGV também avalia que ao compreender as mudanças
ocorridas no perfil do consumidor, as micro e pequenas empresas podem estudar as
melhores formas de transpor os desafios trazidos pelo novo cenário e encontrar
alternativas para viabilizar a continuidade da prestação de seus serviços e a sua
permanência no mercado econômico de modo competitivo.
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De acordo a analista do Sebrae, os pequenos negócios têm uma flexibilidade maior para
se adaptar às mudanças e aos novos nichos do mercado. “Ao contrário de uma grande
empresa, onde para fazer qualquer processo de mudança há um maior esforço de
recursos e tempo, o pequeno negócio está em uma posição mais favorável neste ponto
e consegue se adaptar mais rapidamente para atender a esse novo perfil”, frisou
Analuiza.
4.3.2. Três principais macrotendências
A - Manifesto Criativo
Em tempos de Fake News, o real se torna cada vez mais valioso. Num mundo onde
as pessoas clamam pela verdade e pela transparência, o desejo de ser diferente, ser
ouvido e causar impacto vai se intensificar.
Com as linhas entre verdade e ficção cada vez mais borradas, até o próprio Facebook
precisou criar algoritmos específicos para bloquear a disseminação das notícias falsas
(fake news), que foram acusadas de influenciar negativamente as eleições norteamericanas. No Brasil, o uso de perfis falsos (os chamados bots) para manipular a
opinião pública virou caso de segurança pública.
Pensar fora da caixa é a chave para competir com inteligências artificiais cada vez
mais presentes. A criatividade e a auto expressão serão habilidades essenciais,
devendo ser encorajadas nos negócios e no design como uma potente arma para a
mudança.
B - Comunidades “glocais” = globais + locais
O cenário político atual terá efeitos duradouros sobre a globalização para melhor ou
para pior, efeitos que vão bem além de 2019. Em um momento de desglobalização,
muitos consumidores e países se afastarão da economia mundial para concentrar-se no
crescimento doméstico. Ao mesmo tempo, muitas pessoas procurarão se conectar,
tanto localmente na vida real como globalmente através das mídias sociais. É hora de
encontrar novos aliados e novos mercados.
Essas novas comunidades virtuais desconsideram a localização geográfica e são
construídas em torno dos valores e interesses compartilhados pelos seus membros.
C - Vivendo in touch (em contato)
A partir de 2019 o mundo ficou marcado pela concepção de sentimentos, à medida que
entramos em uma nova era emocional.
Com as mudanças constantes, os consumidores balançam entre o rastreamento
obsessivo de seus dados pessoais e mídias sociais/notícias e o desejo de sumir do
mapa definitivamente. Chamado de suicídio virtual, o ato de deletar para sempre todas
as suas redes sociais nunca esteve tão presente no imaginário popular, dividindo
espaço com a vontade de permanecer conectado o tempo inteiro, guiado pelo medo da
sensação de “estar perdendo alguma coisa”.
Para os experts da WGSN - Worth Global Style Network empresa de previsão de
tendências, à medida que a humanidade começa a perceber a relação primordial entre o
equilíbrio físico e mental, os consumidores partem em busca do que realmente os
sensibiliza. Essa tendência faz com que procurem produtos e serviços cada vez mais
49
relacionados às coisas que os tocam emocional e fisicamente, incluindo sexualidade,
humor, moda e alimentação.
5. Produto turístico
O produto turístico é compreendido como o resultado entre os recursos naturais e
culturais e os serviços disponibilizados por uma localidade ou empresa, com o intuito de
despertar o interesse de um número de pessoas dispostas a consumir o este produto
oferecido com suas singularidades.
5.1. Níveis do Produto Turístico
Usando como exemplo a prestação de serviços ao hóspede um hotel, pode-se verificar
a classificação dos níveis de produtos que podem ser oferecidos para os clientes:
1- Benefício Central do Produto: É o serviço ou benefício fundamental que o cliente
busca. Portanto, um hóspede está realmente pagando pelo descanso e não pelo quarto
em si.
2- Produto Básico: Transformar a necessidade do cliente em uma oferta de produto.
Assim, se oferece cama, banheiro, toalhas e outros para representar o benefício central
do produto (para o descanso).
3- Produto Esperado: São as características já esperadas pelo turista para aquele
tipo de produto. Alguns hóspedes já esperam ar condicionado no quarto, camas
arrumadas, lâmpadas que funcionem, lençóis e toalhas limpos e outros atributos. Como
isso não é diferencial para este determinado hóspede, ele poderia escolher com
base em outros atributos, como serviços de internet e TV a cabo gratuitos ou preço
mais barato para hotéis com estas mesmas características.
4- Produto Ampliado: É a composição de solução que excede a expectativa do
cliente. No caso do hotel, o atendimento personalizado, jantar ou bebida de boas-vindas
ou a boa localização podem ser diferenciais oferecidos para o cliente. É neste nível que
acontece a distinção entre os produtos e, neste caso, por perceber valor adicional no
produto, os clientes podem estar dispostos a pagar mais caro.
LOVELOCK; WRIGHT, 2001.
5- Produto Potencial: Considera todas as transformações e ampliações que o
produto deve ser submetido no futuro. Neste aspecto, a oferta de produto e serviço
ao hospede não é de acordo apenas como ele espera ser tratado hoje, mas com a
oferta de valores adicionais que o cliente pode vir a demandar.
5.2. Componentes de um produto turístico: (IGNARRA, 1999)
1- Recursos:
1.1 naturais (clima, solo, paisagens, fauna, flora e outros);
1.2 culturais (patrimônio arquitetônico, cultura local, gastronomia, artesanato e
outros);
1.3 artificiais (feitos pelo homem);
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2- Bens e Serviços: produtos alimentícios, materiais esportivos, serviços receptivos,
atrações etc.;
3- Infraestrutura e equipamentos: estradas, meios de hospedagens, restaurantes etc.;
4- Gestão: a forma como o produto é gerido e ofertado à Comercialização.
5- Imagem da marca: como este produto é percebido pelos consumidores;
6- Preço: o valor a ser pago deve ser condizente com os benefícios oferecidos.
5.3. Característica do Produto Turístico
Considerando esta interação entre os componentes, o produto turístico possui
características específicas:
1. É intangível: por ser um bem de consumo abstrato e intangível, o turista não
pode tocar ou armazenar o produto, bem como transportá-lo em uma mala, ele
vive a experiência e a guarda na memória;
2. É estático: pois não é possível mudar a localização de uma atração turística, a não
ser que seja artificial;
3. É perecível: pois se a visitação, ou hospedagem não acontecer no período esperado,
o prejuízo não pode ser recuperado. A venda perdida não poderá mais ser feita;
4. É limitado: a produção de serviços é limitada à determinada quantidade, em um
determinado tempo e espaço;
5. É sazonal: concentra-se em algumas épocas e locais específicos, o que acaba por
induzir a criação de produtos diferenciados para serem vendidos ao longo de todo o
ano;
6. É sistêmico: todos os produtos e serviços de uma atração turística estão interligados.
Como o turista necessita de produtos e serviços variados, a ausência de um deles
poderá inviabilizar ou dificultar a experiência vivida pelo turista;
7. É variável em seu valor percebido: a avaliação feita pelo turista será de acordo com
a qualidade da experiência vivida por ele, que pode ser diferente da experiência de
outros na mesma viagem;
8. É simultâneo: o turista consome o produto ao mesmo tempo em que o serviço é
prestado.
9. É difícil de controlar: uma vez que o turista avalia os serviços prestados
posteriormente à sua experiência, torna-se mais difícil o controle da qualidade do
produto turístico.
51
5.4. Produto turístico com foco em segmento
A instituição, pública ou privada, pode assinalar melhor as oportunidades de mercado
quando está consciente da existência de segmentos diferentes e também de suas
necessidades.
Por meio da segmentação, a instituição pode melhorar seus programas de
atendimento, preços, canais de distribuição e composto promocional.
A segmentação do mercado é indispensável para a definição do público-alvo da
instituição. Com a segmentação da demanda é possível fazer um trabalho diferenciado
ou não para cada público alvo.
Com o marketing não diferenciado, a instituição opta por desenvolver um trabalho
padronizado e produção em massa, focalizando as necessidades comuns dos
consumidores.
No marketing diferenciado, é possível aplicar estratégias a diferentes segmentos,
podendo alcançar benefícios como: fortalecer a marca da instituição, criar lealdade. Ou
seja, com o marketing diferenciado a instituição pode antecipar maiores resultados do
que o não diferenciado.
5.4.1. Segmentação do mercado
Para criar um produto turístico com foco em um segmento, deve-se considerar:
• A vocação do destino: identificar os atrativos de maior potencial e as condições para
criar atividades relacionadas com as características do segmento a ser trabalhado, que
gerem uma identidade do destino;
• A imagem do destino: é necessário definir a identidade do destino e identificar como
os turistas a percebem e qual o valor atribuído;
• O perfil do turista que se deseja atrair: qual o segmento de demanda que se deseja
atrair para a localidade;
• As preferências da demanda: quais as necessidades e expectativas destes turistas
sobre o destino.
5.4.2. Segmentos do mercado de Turismo - Ministério do Turismo do
Brasil
1. Turismo Social
2. Ecoturismo
3. Turismo Cultural
4. Turismo de Estudos e Intercâmbio
5. Turismo de Esportes
6. Turismo de Pesca
7. Turismo Náutico
52
8. Turismo de Aventura
9. Turismo de Sol e Praia
10.Turismo de Negócios e Eventos
11.Turismo Rural
12.Turismo de Saúde
5.5. Mudança Comportamental que influem diretamente no Turismo
5.5.1. Boom de Viagens de Aventura
Um ponto importante é que o aumento nas viagens de aventura tem acompanhado a
mudança do consumidor de bens materiais para um interesse em experiências reais.
Entretanto, muitos europeus ocupados não têm o tempo para o adventuring tradicional e
assim que estão optando preferivelmente para um microadventure, stand-alone (um dia
de folga na semana ou em um final de semana comum) ou em um feriado prolongado.
Todos os tipos de aventuras podem ajudar as pessoas a lidar com sua vida agitada de
hoje em dia, bem como simplesmente se desestressar ao sair e explorar a natureza.
Às vezes conhecidas como soft adventure, esses tipos de atividades tendem a ser de
baixo risco e geralmente são alcançados com o mínimo de experiência anterior ou até
mesmo bastando o espírito de curiosidade ou simplesmente a busca por estilos de vida
mais saudáveis.
Brasil é referência mundial em ecoturismo. Além de contribuir para preservação
ambiental, modalidade cresce mais de 20% ao ano e gera retornos de US$ 70 milhões
a.a. ao País.
O Brasil é o destino com o maior potencial para ecoturismo e turismo de aventura no
mundo. As belezas naturais e a diversidade de espécies da flora e da fauna brasileiras
contribuíram para que o País recebesse essa classificação pelo Fórum Econômico
Mundial.
No vasto território brasileiro, os turistas podem entrar em contato com seis biomas e três
ecossistemas marinhos diferentes. Nesses locais, é possível praticar atividades radicais
como rapel, escalada, cicloturismo, rafting e arvorismo. Há ainda atividades menos
convencionais, como astroturismo, geoturismo e trilha de longo curso.
Além de contribuir para a preservação ambiental, o ecoturismo também favorece a
economia: mais de 10 mil empresas brasileiras são dedicadas ao setor. A Organização
Mundial do Turismo (OMT) aponta que, enquanto o turismo no geral avança 7,5% ao
ano, a prática de ecoturismo cresce 20%. No Brasil, cerca de um milhão de viajantes
optam pela modalidade, gerando um faturamento de US$ 70 milhões a.a.
5.5.2. Outras observações importantes
Female Frontier (Livro que apresenta um novo conceito de uma fronteira feminina) - A
mudança na sociedade com um papel cada vez mais participativo e atuante da
mulher na tomada de decisão, ou seja, na escolha.
53
Sustaintability Blue – A importância cada vez maior dada pela sociedade pela
preservação ambiental:
"Eu mudei meu comportamento no ano passado como um resultado direto de minhas
preocupações relacionadas à água." Opinião de 76% no Brasil
"Estou mais consciente das preocupações de seca e inundação hoje do que há dois
anos". Opinião de 70% dos adultos.
"Eu devo prestar mais atenção à ética da produção dos produtos que eu comprar."
Opinião de 86% dos adultos.
The Good Life – A sociedade está repensando o que é viver a boa vida:
"Eu planejo criar meus filhos de forma diferente de como fui criado." Opinião de
(Percentagem de adultos globalmente de acordo) 76% Homens 70% Mulheres
"Eu defino a prosperidade de forma diferente de como meus pais fizeram." Opinião de
71% dos adultos
"A prosperidade hoje é mais sobre felicidade do que riqueza." Opinião de mais de 80%
dos adultos
"A riqueza é uma medida ultrapassada de sucesso." Opinião de 69% Mulheres 60%
Homens
"Hoje, me importo menos com os bens materiais do que eu fiz no passado." Opinião de
70% dos adultos
"Minha definição de perder tempo é diferente do que era no passado." Opinião de 72%
dos adultos.
5.5.3. Brasil: um dos melhores mercados para o e-commerce
O Brasil é o quarto maior mercado global de Internet com 120 milhões de usuários, em
uma população total de mais de 200 milhões. De acordo com América Economia
Intelligence, o Brasil representa quase 60% de todo o mercado de consumo (B2C) na
América Latina. Atualmente, o mercado de varejo online brasileiro representa hoje R$ 48
bilhões e se mantem como o maior da América Latina.
O rápido crescimento, que atinge em cheio o mercado de turismo, está sendo
impulsionado por uma diversificada população de compradores online, pela crescente
base de usuários de dispositivos móveis e pela oferta cada vez mais sofisticada por
parte dos varejistas. Fonte: 10ª e-commerce week.
5.5.4. Viagens Corporativas
1- Alagev: 83,06% das empresas retomaram viagens corporativas em 2021
Em um novo estudo, a Alagev (Associação Latino Americana de Gestão de Eventos e
Viagens Corporativas) divulgou atualizações sobre os impactos da Covid-19 e da
variante Ômicron no setor. Apontando uma retomada otimista, o levantamento
54
identificou que 83,06% das empresas voltaram a viajar entre outubro e dezembro de
2021.
Denominada “Tomada de Informações – Impacto Coronavírus em viagens e eventos
corporativos”, a quarta edição da pesquisa foi realizada no período de dezembro de
2020 a janeiro de 2021, e contou com a participação de 473 fornecedores, gestores de
viagens e de eventos. Enquanto o outro levantamento, “Impactos da Ômicron em
viagens e eventos corporativos”, foi realizado brevemente em janeiro, com 43
respondentes.
Com base nos dados, Giovana Jannuzzelli, diretora executiva da Alagev, acredita que
há grande otimismo desse mercado, principalmente no primeiro trimestre de 2022, ainda
que a variante já estivesse presente. “No contexto geral, com o avanço da vacinação e a
eficácia dos protocolos de segurança, notamos que as pessoas estavam se sentindo
mais seguras para a retomada das atividades. ”
“Realizamos em janeiro um rápido levantamento sobre o impacto da Ômicron e
percebemos que houve um certo desconforto, mas entendemos que é algo passageiro e
esses números podem se confirmar com a 4ª Tomada”, complementa.
2-Impacto do Coronavírus
Entre 168 fornecedores, 20% indicaram cancelamentos de viagens dos clientes, porém
55% perceberam aumento na demanda, dos quais 44,8% apontam o crescimento no
primeiro trimestre do ano. Quanto aos eventos, 41,74% suspenderam parcialmente e
37,39% adiaram encontros. Ainda assim, há otimismo, visto que 45,13% mantêm
expectativa de retorno no primeiro trimestre de 2022.
Dos 169 gestores de viagens entrevistados, as viagens retomaram, ainda que com
orçamento reduzido em relação a 2019. A utilização de plataformas remotas é o
principal fator para tal declínio, segundo 94,12% dos respondentes. Ainda assim, 35%
preveem aumento do volume de viagens de até 20%, enquanto 45% acreditam que o
crescimento seja de até 40%.
Quanto aos gestores de eventos, 53,62% sofreram de forma significativa com o impacto
do coronavírus. 64,77% deles pretendem realizar todos os tipos de encontros (virtual,
presencial e híbrido), mas 68% limitam a participação para apenas vacinados e 88,41%
são a favor da testagem e exigem passaporte da vacina. Entre os 136 participantes,
42,67% afirmaram já promover ações presenciais e 20% acreditam que essas voltarão a
ter os números de pessoas iguais às de 2019 logo no primeiro trimestre deste ano.
Do total de todos os entrevistados da pesquisa, 69,64% dos fornecedores estudam
atitudes preventivas de segurança quanto à nova variante; já 82,76% dos gestores de
viagens e 78,26% dos gestores de eventos não pretendem realizar nenhuma ação.
3-Ômicron
Já o segundo levantamento promovido pela Alagev, com foco na nova variante, contou
com 43 entrevistados – 23 são gestores de viagens, nove da área de eventos e 11
fornecedores.
55
Desses, 30,23% apontaram que seus colaboradores estão desconfortáveis para viajar e
participar de eventos, 9,3% estão indiferentes, 6,98% confortáveis e 53,49% deixaram
de opinar por não terem elaborado nenhuma pesquisa entre os funcionários.
Quanto às ações adotadas em relação a viagens e eventos corporativos, paralisação de
contratação e retenção de custos, manutenção das mesmas restrições de viagens do
início da pandemia, suspensão temporária de viagens, cancelamentos de eventos ou
prorrogação de datas, retorno aos encontros virtuais e retomada do home office,
estavam entre as principais respostas.
5.5.5. Coisas que se deve saber para estimular os mais jovens
a- Eles são profissionais e pessoais ao mesmo tempo
Nós boomers bebemos da fonte da carreira acima de tudo. Os Millennials cresceram
vendo seus pais sacrificarem suas vidas pessoais por objetivos profissionais, e não
estão dispostos a fazer o mesmo. Trabalho e casa não são coisas separadas para eles.
Eles jogam enquanto trabalham e trabalham enquanto jogam. Os Millennials executam
múltiplas tarefas e fazem malabarismo. Eles esperam que seus empregos sejam tão
flexíveis quanto eles. Comparados com outras faixas etárias, Millennials são os mais
propensos a aceitar redução salarial, renunciar uma promoção ou se realocar com o
objetivo de manter vida pessoal e profissional balanceadas.
Se você quer atrair e manter Millenials, você tem que deixá-los trabalhar em seus
próprios termos. Você tem que renunciar à mente fechada.
b- Eles vão tentar fazer a diferença
Millennials não vão tentar vencer no trabalho sem esforço. Eles querem sempre provar
para que vieram e querem sempre ter um bom desempenho.
Eles têm mais opiniões – muitas mesmo – mas também um alto índice de criatividade,
maior do que qualquer outra geração. É assim que a inovação é gerada, e para o seu
negócio sobreviver, você tem que começar a apostar em iniciativas novas. Deixe-os
fazer a diferença.
c- Eles querem ser empoderados
Millennials foram criados para acreditar que cada um deles merece estar à frente das
coisas. Eles são assertivos com os mais experientes, procuram por feedbacks regulares
(e apreciam isso). Esperam relações recíprocas com seus líderes. Eles demandam
reconhecimento. Isto não é insubordinação, é motivação.
Millennials irão trabalhar por toda a organização para vê-la se movimentando e
prosperando. Se você der oportunidades a eles para demonstrar liderança, eles irão
sempre além, irão se superar, e trabalhar pelas madrugadas para finalizar suas
atividades.
d- Eles querem mudança constante
Pessoas jovens, entrando no mercado de trabalho agora, podem esperar ter em torno
de 15 a 20 empregos no curso de suas vidas. O “portfolio worker” talvez seja a classe
que mais cresce no mercado de trabalho. E mesmo que eles sempre estejam mudando
56
de emprego, isso não indica, necessariamente, falta de lealdade à companhia. A
devoção deles tem limites – igualzinha à dos clientes modernos.
Eles não se impressionarão pelas promessas de crescimento profissional para daqui 10
anos. Eles querem saber o que eles farão amanhã e qual será o próximo desafio. Se
você quer tê-los por perto, seu negócio precisa se adaptar a este senso de urgência.
e- Eles sabem tudo
Ao menos, eles acham que sabem. Se você não concorda, considere que o problema
pode simplesmente estar no significado da palavra saber. Para esta geração, saber algo
é o mesmo que ter acesso a isso. Eles pensam: “porque devo memorizar esta frase
quando eu posso procurá-la a qualquer momento? ”
Eles trabalham e aprendem não com suas cabeças, mas com as pontas de seus dedos.
Eles sabem instintivamente como achar um dado, o que desafia o aprendizado
tradicional.
f- Geralmente eles entendem muito de tecnologia
Millennials têm sede de conhecimento. E por “conhecimento”, eu quero dizer gadgets.
Eles são naturalmente especializados em tecnologia: eles gostam de mudança,
experimentação, usam bem o que aprendem. Seus colaboradores desta geração são
muito ligados à tecnologia. Eles têm habilidades que você não tem. Ao invés de ter
medo, eles aceitam com entusiasmo.
Você já sabe que seu negócio tem que trazer novas tecnologias para sobreviver, então
deixe os millennials serem seus guias na adoção de novos softwares e ferramentas.
g- Eles são o fio condutor com seus clientes
Muitos de seus clientes são millennials, e o caminho para atingi-los está dentro de sua
organização. Seus colaboradores desta geração podem ser de muita ajuda para
conectar sua empresa ao buzz online, respondendo às solicitações dos clientes,
resolvendo seus problemas, e ajudando a construir a voz do cliente moderno (e super
conectado) em seu negócio.
Dois grandes fatores dividiram a mesma geração
Não dá para considerar todos os jovens consumidores dessa geração como uma massa
única de gostos e comportamentos idênticos. O estudo “Dossiê BrandLab: The Millennial
Divide” mostra que há dois grandes grupos dentro dessa geração que merecem
tratamento personalizado de empresas e marcas. Aliás, entre esses dois subgrupos
há mais diferenças do que entre gerações: entre a geração X (nascidos antes de 79) e Y
ou entre a geração Y e Z (pós 1995). Dois momentos e acontecimentos foram cruciais
para a divisão desses grupos:
a- O primeiro fator: 2007 e a popularização dos smartphones. A partir disso, a
sociedade passa a viver hiper-conectada, com acesso ilimitado à informação. A cultura
da velocidade e do imediatismo também se propaga.
57
b- O segundo fator: a crise financeira mundial de 2008. Quem já estava no início da
vida adulta nessa época conviveu mais com inflação, desemprego e pessimismo sobre a
sociedade.
Assim, surgem dois grandes grupos: aqueles que hoje têm entre 18 e 24 anos (young
millennials) e aqueles que hoje têm entre 25 e 34 anos (old millennials).
Os Old Millennials
– Eles foram crianças e adolescentes nos anos 90 e não cresceram com acesso à
internet, smartphones e apps. Viveram boa parte da vida sem internet.
– Foram pegos de surpresa pela crise econômica – assunto que não pensavam muito a
respeito.
– Tendem a ser mais otimistas, colaborativos e flexíveis.
– Tendem a ser mais nostálgicos e se sentem adultos quando fazem coisas como varrer
a casa e lavar a louça.
– Hoje, suas maiores preocupações e objetivos são coisas como mudar ou conseguir
um emprego, viajar ao exterior, comprar uma casa ou apartamento e começar ou voltar
a estudar.
– Eles se interessam mais em momentos de “pausa” e “detox” das tarefas para relaxar e
buscam mais “life hacks” (dicas, macetes).
Os Young Millennials
– A infância e adolescência deles aconteceu nos anos 2000. Já nasceram em um
mundo conectado à internet e desde a escola conheceram coisas como smartphones e
redes sociais.
– Já conheceram o mundo com uma economia mais frágil.
– Tendem a ser mais realistas, questionadores e conscientes quando o assunto é
finanças.
– Adoram a filosofia YOLO (You Only Live Once/Só Se Vive Uma Vez). 89% se
identificam com esse estilo de vida.
– Tendem a ter menos paciência com “perda de tempo” como anúncios e comerciais.
– 4 entre 10 têm o diploma universitário como maior sonho.
Mas em algum momento eles precisam se encontrar, correto? Afinal, são todos
millennials. Segundo a análise do Google, a vida com acesso à informação 24 horas
por dia é o ponto comum. Ambos os grupos buscam no acesso à cultura a sua
principal fonte de educação, inspiração e entretenimento.
Geração Z é a geração de pessoas nascidas após a Geração Y. Os demógrafos e
pesquisadores costumam rotular os que nasceram desde meados da década de 1990
até o início dos anos 2000, embora ainda haja pouco consenso quanto ao término dos
anos de nascimento.
58
Estilo característico da geração Z
Comportamento
Conectados e nada deslumbrados
A Geração Z não diferencia a vida online da off-line, trabalha com o conceito de all-line e
quer tudo para agora. É crítica, dinâmica, exigente, sabe o que quer, é autodidata, não
gosta das hierarquias e muda de opinião toda hora. Nascidos a partir de 1995,
os nativos digitais da Geração Z nunca conceberam o planeta sem computador, chats,
telefone celular e internet. Por isso, são menos deslumbrados que os da Geração Y
com gadgets e afins.
Mesmos hábitos, canais ligeiramente diferentes
Em novembro de 2015 a Nielsen publicou a pesquisa Estilo de Vida das Gerações, que
entrevistou 30.000 pessoas em 60 países. A pesquisa aponta, por exemplo, que – em
todas as gerações estudadas – as refeições feitas em casa acontecem com alguma
outra coisa simultaneamente, como TV, tablet, smartphone ou computador.
A Geração Z é a segunda mais disposta a pagar por alimentos com benefícios e
também que come fora mais frequentemente. Se pudesse escolher, buscaria trabalhar
com ciências, tecnologia, engenharia e matemática. As principais atividades no
tempo livre da Geração Z são, em ordem de incidência: ouvir música, ler, assistir TV,
interagir com amigos e família, fazer exercícios, jogar online, acessar mídias sociais,
jogar videogames, praticar esportes, viajar, comprar online, cozinhar e cuidar do jardim.
As preferências encontradas nesta pesquisa revelam que as atividades favoritas são
parecidas entre as gerações – o que muda, em algumas delas, é o canal, a interface
(impressa, digital, online).
Instantaneidade, ansiedade e superficialidade são marcantes. Alguns indivíduos da
Geração Z sofrem se estão desconectados e podem sentir, por exemplo, da síndrome
FOMO (Fear Of Missing Out), uma espécie de medo de perder algo que pode estar
acontecendo e que saberia através da internet.
59
Eles também não se prendem as fronteiras geográficas, possuem amigos e
relacionamentos em todo lugar. São consumistas, mas preferem experiências, como
conhecer um lugar novo, a gastar com roupas e itens supérfluos.
A Geração Z busca um mundo melhor, se preocupa com sustentabilidade,
alimentação orgânica e veganismo. São jovens mais responsáveis e, mesmo com
toda informação que a internet traz, se preocupam com o uso excessivo da mídia.
Diferente da Geração Y, pensam com cuidado antes de publicar algo nas redes
sociais
5.6. Contraponto relevante, a reação contra o excesso.
Em um contraponto, um estudo de tendências para 2017 - LOOKING FURTHER WITH
FORD - 2017 TRENDS - feito para a Ford, observamos várias tendências que nos leva a
repensar sobre o que sabemos sobre o comportamento dos consumidores.
Apesar de todo impacto que a tecnologia vem provocando nas necessidades e desejos
dos consumidores, esse estudo aponta que a tecnologia continua a se desenvolver em
ritmo vertiginoso, mas com ressalvas, também está levando a uma maior reflexão sobre
o impacto que tem sobre nossas vidas.
Há um underbelly (resistência) à tecnologia que está se tornando cada vez mais
aparente aos usuários, que estão agora começando a lutar com o impacto.
Esse estudo aponta que:
• "No último mês, eu andei longe de uma decisão de compra porque havia tantas
opções, que eu não poderia escolher." Opinião de 40% dos adultos
• "A informação online é frequentemente contraditória." Opinião de 70% dos adultos
• "A tecnologia está nos fazendo menos educados." Opinião de 63% dos adultos
• "Encontrar informações objetivas e baseadas em fatos nunca foi tão difícil". Opinião
de 62% no Brasil
• “Os meios de comunicação de hoje oferecem mais opinião do que cobertura objetiva
de notícias. Opinião de "80% dos adultos
• "A mídia social é mais sobre a óptica do que sobre a substância". Opinião de 80% de
adultos
5.7. Tendências apontadas pela WGSN - maior autoridade em tendências do
mundo
Na WGSN, o nosso trabalho sempre foi analisar os sinais de mudança e o impacto que
eles terão no futuro. Neste momento atual de turbulência, mesmo apoiados na
conectividade digital para sobreviver, é o nosso anseio pela conexão humana que
verdadeiramente moldará as nossas vidas.
A nossa previsão anual do consumidor do futuro, mostra de que modo as pessoas irão
pensar, sentir e se comportar em 2022. Se podemos tirar algum tipo de aprendizado
deste momento, é que o futuro chegará mais rápido do que imaginamos.
Desta forma, apontamos algumas tendências e estratégias vencedoras:
60
Estratégias de como entender e atender esse grupo de consumidores
06 estratégias para entender e atender esse público
1. A simplicidade importa: Os consumidores estão exaustos. Simplifique o processo
de compra, tanto nas lojas quanto on-line, e as vendas devem fluir.
2. Comércio em livestream: O comércio conversacional chegou para ficar. Empresas
inovadoras já estão investindo na criação de eventos de compra transmitidos ao
vivo para promover as vendas e estimular o retorno sobre o investimento em
plataformas sociais.
3. A evolução dos serviços sob demanda: Os varejistas que disponibilizarem
plataformas que permitam compras e entregas coletivas atrairão o público, assim
como as marcas focadas nas entregas hiperlocais.
4. Comunicações unificadas: Com a ascensão do comércio unificado, aposte na
segmentação psicográfica para garantir que sua comunicação seja prática e
consistente.
5. Uso de plataformas de RA/RV em nome da conveniência: Cada vez mais
consumidores estão usando recursos de realidade aumentada ou virtual para testar
produtos. Quando se trata desse tipo de tecnologia, pense em menos marketing e
mais conveniência.
6. O poder (e a renda) do coletivo: Há um interesse renovado por fazer compras
coletivas, tanto em lojas de rua como on-line. Promova o engajamento em âmbito
regional e ofereça descontos para determinar qual o melhor retorno sobre o
investimento.
5.8. Tendências apontadas pelo Observatório da Cidade de São Paulo
A. Busca por viagens a lugares próximos, assim como a valorização do regional;
B. Compartilhamento: promove a vivência no destino e o turista experimenta a cultura
local com mais facilidade;
C. Experiência: a procura por viver o destino e não só visitá-lo;
D. Investimento na promoção e marketing de destinos;
E. Praticidades: disponibilidade de Wi-Fi, pouco mobiliário, possibilidade de pagar
somente por serviços solicitados e ambiente de busca, procura e reservas 100% mobile
friendly;
F. Tecnologia: lojas-conceito com realidade virtual e priorização de sites e aplicativos
que funcionem primeiro em dispositivos móveis (mobile first);
G. Bleisure travel: uma mistura de business com leisure, ou seja, viagens de trabalho
associadas a lazer.
O Observatório também ressalta a importância do turismo regional e local. Mais de 65%
do movimento turístico de São Paulo é representado pelo próprio estado, independente
da motivação. Um turismo regional sólido, com foco na experiência, transforma turistas
eventuais em constantes consumidores do destino São Paulo.
61
5.9. O consumidor repensando a vida!
The Good Life - A sociedade está repensando o que é viver a boa vida.
"Eu planejo criar meus filhos de forma diferente de como fui criado." Opinião de
(Percentagem de adultos globalmente de acordo) 76% Homens 70% Mulheres
"Eu defino a prosperidade de forma diferente de como meus pais fizeram." Opinião de
71% dos adultos
"A prosperidade hoje é mais sobre felicidade do que riqueza." Opinião de mais de 80%
dos adultos
"A riqueza é uma medida ultrapassada de sucesso." Opinião de 69% Mulheres 60%
Homens
"Hoje, me importo menos com os bens materiais do que eu fiz no passado." Opinião de
70% dos adultos
"Minha definição de perder tempo é diferente do que era no passado." Opinião de 72%
dos adultos
5.10. Para que futuro o mundo está olhando?
Sustentabilidade deve ser o foco de todos que desejam ofertar do mercado do turismo.
Essa demanda vem crescendo de maneira virtuosa.
São 4 as dimensões principais da sustentabilidade:
- Social - Relacionada às necessidades humanas, de saúde, educação, melhoria da
qualidade de vida e justiça.
- Ambiental - Trata da preservação e conservação do meio ambiente, com ações que
vão da reversão do desmatamento, proteção das florestas e da biodiversidade, combate
à desertificação, uso sustentável dos oceanos e recursos marinhos até a adoção de
medidas efetivas contra mudanças climáticas.
- Econômica - Aborda o uso e o esgotamento dos recursos naturais, a produção de
resíduos, o consumo de energia, entre outros.
- Institucional - Diz respeito às capacidades de colocar em prática os Objetivos do
Desenvolvimento Sustentável (ODS) em ação.
Os consumidores estão valorizando de maneira crescente o quesito sustentabilidade e o
foco deve ser os chamados 5 Ps da Agenda 2030, e é para lá que a oferta deve olhar.
Nessa agenda estão previstas ações mundiais e locais nas áreas de erradicação da
pobreza, segurança alimentar, agricultura, saúde, educação, igualdade de gênero,
redução das desigualdades, energia, água e saneamento, padrões sustentáveis de
produção e de consumo, entre outros. Essas ações estão traçadas nos ODS - Objetivos
de Desenvolvimento Sustentável.
62
5.11. ODS - Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
O que são?
Os ODS (objetivo de desenvolvimento sustentável) são uma agenda mundial adotada
durante a Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável em
setembro de 2015. Essa agenda é composta por 169 metas e 17 objetivos a serem
atingidos pela humanidade até 2030.
Os ODS foram construídos em um processo de negociação mundial com início em 2013
e contou com a participação do Brasil em suas discussões e definições, tendo se
posicionado de forma firme em favor de contemplar a erradicação da pobreza como
prioridade entre as iniciativas voltadas ao desenvolvimento sustentável.
5.11.1. Quais são os ODS?
63
ODS 1. Erradicação da pobreza: acabar com a pobreza em todas as suas formas, em
todos os lugares.
ODS 2. Fome zero e agricultura sustentável: acabar com a fome, alcançar a segurança
alimentar e a melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável.
ODS 3. Saúde e bem-estar: assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para
todos, em todas as idades.
ODS 4. Educação de qualidade: assegurar a educação inclusiva e equitativa de
qualidade e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos.
ODS 5. Igualdade de gênero: alcançar a igualdade de gênero e “empoderar” todas as
mulheres e meninas.
ODS 6. Água potável e saneamento: assegurar a disponibilidade e gestão sustentável
da água e o saneamento para todos.
ODS 7. Energia limpa e acessível: assegurar a todos o acesso confiável, sustentável e
moderno a preço acessível à energia.
ODS 8. Trabalho decente e crescimento econômico: promover crescimento econômico
sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo e trabalho decente para
todos.
ODS 9. Indústria, inovação e infraestrutura: construir infraestruturas resilientes,
promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação.
ODS 10. Redução das desigualdades: reduzir a desigualdade dentro dos países e entre
eles.
ODS 11. Cidades e comunidades sustentáveis: tornar as cidades e os assentamentos
humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis.
ODS 12. Consumo e produção responsáveis: assegurar padrões de produção e de
consumo sustentáveis.
ODS 13. Ação contra a mudança global do clima: tomar medidas urgentes para
combater a mudança climática e os seus impactos.
ODS 14. Vida na água: conservar e usar sustentavelmente os oceanos, os mares e os
recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável.
ODS 15. Vida terrestre: proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos
ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a
desertificação, deter e reverter a degradação da terra e deter a perda de biodiversidade.
ODS 16. Paz, justiça e instituições eficazes: promover sociedades pacíficas e inclusivas
para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à Justiça para todos e
construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis.
ODS 17. Parcerias e meios de implementação: fortalecer os meios de implementação e
revitalizar a parceria global para o desenvolvimento.
64
O turismo de Lindóia pode contribuir com todos os 17, mas tem como meta, aprovados
em audiência pública do dia 30/04/2024, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável:
ODS 6. Água potável e saneamento: assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da
água e o saneamento para todos.
ODS 8. Trabalho decente e crescimento econômico: promover crescimento econômico
sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo e trabalho decente para
todos.
ODS 9. Indústria, inovação e infraestrutura: construir infraestruturas resilientes, promover a
industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação.
ODS 11. Cidades e comunidades sustentáveis: tornar as cidades e os assentamentos
humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis.
ODS 12. Consumo e produção responsáveis: assegurar padrões de produção e de consumo
sustentáveis.
ODS 13. Ação contra a mudança global do clima: tomar medidas urgentes para combater a
mudança climática e os seus impactos.
ODS 14. Vida na água: conservar e usar sustentavelmente os oceanos, os mares e os
recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável.
ODS 15. Vida terrestre: proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas
terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter
a degradação da terra e deter a perda de biodiversidade.
ODS 17. Parcerias e meios de implementação: fortalecer os meios de implementação e
revitalizar a parceria global para o desenvolvimento.
5.11.2. Participação do TCESP – Tribunal de Contas do Est. de São
Paulo junto às ODS - Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no Estado e
Municípios.
O cumprimento desta agenda é tarefa extremamente
desafiadora. Abrange questões que vão da erradicação
da pobreza ao consumo responsável, passando pela
igualdade de gênero, saúde pública, educação, pelo
combate às mudanças no clima e o fortalecimento das
instituições democráticas.
Para o sucesso de um projeto tão ambicioso, é
imprescindível que cada país estabeleça estratégias, políticas, planos e programas
consistentes com cada uma das metas e que a evolução do processo de implementação
seja regularmente monitorada.
O tempo é curto e o desafio, enorme, já que os ODS devem ser cumpridos até 31 de
dezembro de 2030. A hora de nos comprometermos, portanto, é agora.
É imprescindível, assim, que cada país estabeleça estratégias, políticas, planos e
programas consistentes com cada uma das metas e que a evolução do processo de
implementação seja regularmente monitorada. O papel dos governos subnacionais e
locais é crucial para o sucesso desse projeto, já que são as esferas mais próximas da
população. Este painel tem o intuito de apresentar os dados colhidos pelo TCESP, no
âmbito de sua jurisdição, de forma organizada por ODS.
65
Ao clicar sobre "Visão Estadual", é possível identificar a relação entre os achados
arrolados nos relatórios das Fiscalizações Operacionais realizadas no Estado de São
Paulo e as metas de cada ODS. Já em "Visão Municipal" será verificada a
correspondência entre os ODS e os quesitos do Índice de Efetividade da Gestão
Municipal - IEG-M, no âmbito de cada um dos 644 Municípios fiscalizados pelo TCESP.
Importante destacar que as correlações realizadas se baseiam nas percepções das
equipes técnicas.
O TCESP, por meio da Diretoria de Contas do Governador (DCG), realiza anualmente o
acompanhamento contábil, orçamentário, financeiro, patrimonial e operacional das
contas do governo estadual, além da responsabilidade na gestão fiscal.
Ponderando-se critérios de relevância, materialidade e risco, os temas são selecionados
pelo Conselheiro Relator das Contas do ano; e resultam em relatórios, com achados e
propostas de encaminhamento elaboradas pela equipe de fiscalização. Estes podem
resultar em recomendações aos órgãos/pastas responsáveis, após análises pelos
demais órgãos técnicos do TCESP, se acolhidas pelo Conselheiro Relator.
6. Planejando o futuro
6.1. Ciclo PDCA – planejamento e execução
PDCA (do inglês: PLAN - DO - CHECK - ACT / Plan-Do-Check-Adjust) é um método
interativo de gestão de quatro passos, utilizado para o controle e melhoria contínua de
processos e produtos.
6.2. Fatores relevantes que devem ser contemplados no planejamento
Entre os principais fatores, destacamos o social que é o ponto central do Valor
Compartilhado, considerado como a grande ideia, onde o negócio é voltado para o
bem-estar social, ou seja, os funcionários e seus familiares precisam estar bem para
produzir mais e melhor, os fornecedores precisam estar bem para lhe fornecer o melhor
suprimento para confecção de produtos de qualidade (físicos ou serviços) e a sociedade
precisa estar bem para consumir o produto (físico ou serviço).
66
Enfim, se não produzirmos como este pensamento, não conseguiremos realmente um
crescimento sustentável.
6.2.1. Pirâmide de Maslow
O encantamento dos hóspedes e visitantes é o objetivo final. Esse planejamento deve
ser norteado sempre pensando que é isso que os colaboradores almejam.
Para isso é imprescindível levar em consideração suas necessidades como ser humano
e, um instrumento que nos ajuda a interpretar, é a hierarquia de necessidades de
Maslow, também conhecida como Pirâmide de Maslow.
É uma divisão hierárquica proposta por Abraham Maslow, em que as necessidades de
nível mais baixo devem ser satisfeitas antes das necessidades de nível mais alto. Cada
um tem de "escalar" uma hierarquia de necessidades para atingir a sua auto realização.
A Pirâmide de Maslow é empregada em sistemas de TQC (Total Quality Control)
Controle de Qualidade Total, que é o que procuramos com esse planejamento para o
Município de Lindóia.
Procurar seguir a ordem da Pirâmide é importante para o desenvolvimento e o bemestar dos habitantes de nossa comunidade, principalmente pela sua fácil comunicação e
implementação em uma administração pública.
Cabe salientar que há indivíduos que chegam a auto realizar-se sem passar por todas
as etapas da Pirâmide, mas para efeito de planejamento, temos que levar em
consideração a regra geral e não as exceções ou minorias.
6.2.2. Sustentabilidade
Área de Convergência Sustentável – as 4 dimensões da sustentabilidade: Social,
Ecológico, Econômico e Institucional.
67
Conforme já citado, devemos ter sempre em foco a promoção do desenvolvimento de
maneira sustentável, de maneira que possa ser considerado, economicamente viável,
socialmente justo, ambientalmente correto e comprometido com os objetivos de
desenvolvimento sustentável
7. Justificativa
7.1. Três fatores que justificam a revisão e atualização do Plano Diretor de
Turismo
A. O setor dos serviços é um dos que mais tem contribuído para o crescimento da
economia mundial. Em grande parte dos países desenvolvidos e em vias de
desenvolvimento, este setor tem uma forte contribuição para o PIB face aos outros
setores da economia. O turismo destaca-se dentro deste setor, e tem registado um
crescimento elevado, devido em grande parte às imensas transformações tecnológicas
que influenciam o comportamento dos mercados, tendo os prestadores de serviços que
ser mais ágeis, adaptáveis e competitivos.
A época em que a procura turística se caracterizava pelo turismo sol e praia e turistas
inexperientes, tem diminuído substancialmente. A realidade atual é diferente. Muito
associado à globalização da economia e desenvolvimento da tecnologia, tornam os
consumidores cada vez mais exigentes e informados.
Ocorrem constantemente mudanças no turismo, que têm feito como que as empresas e
destinos turísticos procurem uma melhor posição no mercado, tendo por base a
formulação de estratégias que criem vantagens competitivas para as mesmas. Estas
estratégias devem estar ligadas a novas formas de gestão e organização, qualidade,
flexibilidade e inovação, bem como a atenção personalizada e direcionada aos clientes.
O Plano Diretor de Turismo implica simultaneamente em definição de objetivos e
estratégias em um plano de ação, tornando-se então uma ferramenta fundamental para
todos os destinos turísticos que pretendam alcançar o sucesso planejando
estrategicamente ações para um desenvolvimento sustentado.
Assim sendo, o Plano Diretor de Turismo se torna uma ferramenta indispensável e
necessária ao sucesso, o presente tem como objetivo traçar ações trará vantagens
competitivas para o município, principalmente no que concerne traçar um plano de
ações que venha a corrigir os pontos fracos, maximizar os fortes, abrandar as ameaças
e aproveitar as oportunidades.
B. A recuperação mundial da crise de 2008 e com os BRICS promovendo certa
estabilidade global, o que oferecia condições para que a OMT - Organização Mundial do
Turismo continuar a observar um cenário mundial futuro favorável ao crescimento do
setor, mesmo levando-se em consideração a crise política brasileira com reflexos
significativos na atividade econômica e consequentemente no emprego e na renda.
Observa-se então, que seja uma histórica época para o turismo internacional e
doméstico, pois com a crise os viajantes vão escolher viagens mais curtas e mais
próximas do domicílio, portanto agora é o momento adequado para se preparar e não
perder o trem de oportunidades que está passando.
68
C. O rigor apontado pela Lei Complementar nº 1.261, de 29 de abril de 2015, aos
Municípios Turísticos e de Interesse Turístico do Estado de São Paulo, o que leva o
Município a elaborar um Plano Diretor de Turismo e atualiza-lo a cada 03 anos.
D. Sendo o Município de Lindóia, conforme informações do Seade 2020, uma cidade
com a população que tem as seguintes características:
1 – 71% demandando por trabalho = 5.481 habitantes dentro da faixa denominada
economicamente ativa de 15 a 64 anos
2 – 22,5% são jovens entre 15 a 29 anos = 1.740
3 – 16,6% da população são idosos = 1.281
Diante do exposto, Lindóia precisa de geração de emprego constante para que seus
habitantes não tenham que procurar alternativas de trabalho fora do Município. Sendo o
Turismo, uma das alternativas mais baratas e rápidas para gerar emprego e renda, a
revisão e atualização do Plano Diretor de Turismo se mostra perfeitamente justificável.
Observação importante: Todas as previsões para 2021, que eram excelentes, tanto
para o turismo internacional quanto para o doméstico, foram abaladas severamente pela
pandemia do Covid-19 que atingiu o mundo em 2020 e veio se arrastando por meados
de 2021, que de ano promissor para o setor, virou um pesadelo de proporções
incontroláveis, a ponto de esse presente planejamento ter que ser repensado na sua
essência e traçados novas estratégia. Mas em maio de 2021 o índice de Atividades
Turísticas subiu 18,2%, impulsionado, principalmente, pelo aumento na receita de
empresas que atuam nos segmentos de transporte aéreo de passageiros (60,7%) e de
alojamento e alimentação (18,0%), que inclui restaurantes e hotéis.
Um estudo realizado entre a Paraná Turismo e o Conselho Paranaense de Turismo
(Cepatur) mostrou que os empresários acreditam na retomada das atividades do setor
de turismo somente após a vacinação. Porém, com o calendário de vacina adiantado,
tudo indicava que até o final do 2º semestre de 2021 o setor já teria uma retomada.
Nota-se que isso realmente ocorreu e 2022 foi um ano promissor.
8. Objetivos
8.1. Objetivo geral
Revisão e atualização do Plano Diretor de Turismo existente visando a promoção
adequada da Política Municipal de Turismo de Lindóia
.
8.2. Objetivos específicos
A. Posicionar a Dir. de Turismo, Cultura e Desenvolvimento e todo o Trade Turístico do
Município, de como está se comportando e quais são as tendências do mercado;
B. Analisar detalhadamente o destino, identificando os pontos fortes e fracos em todos
os ambientes do contexto;
C. Promover correção de rumo, aproveitado as oportunidades e protegendo o município
das ameaças externas.
69
D. Deixar transparente quais os principais caminhos a serem explorados visando à
sustentabilidade;
E. Mostrar aos moradores e para o mercado, a importância do desenvolvimento
sustentável dos segmentos de turismo trabalhados pela cidade;
9. Metodologia
Para revisão e atualização do novo Plano Diretor de Turismo de Lindóia, foram
consideradas as seguintes premissas básicas:
• Participação direta da Dir. de Turismo, Cultura e Desenvolvimento;
• Participação da Comissão de Revisão e Atualização do novo Plano Diretor de
Turismo;
• Participação dos membros do Conselho Municipal de Turismo – Comtur;
• Participação da População e Autoridades através da Audiência Pública, em
30/04/2024 sendo que nessa oportunidade foram validados:
- definição dos principais Objetivos de Desenvolvimento Sustentável que Lindóia irá
apoiar;
- as estratégias escolhidas;
- os princípios essenciais que nortearão o desenvolvimento turístico de Lindóia;
- definidas as metas de mensuração;
- escolhidos os seguimentos turísticos que a cidade irá operar
- análise participativa no plano de ação para correção de rumo do destino para o
desenvolvimento sustentável do turismo utilizando:
- análise SWOT na sua construção;
- análise das 13 dimensões do Turismo
- elaboração do Plano de Ação
9.1. Definição dos princípios essenciais
9.1.1. Política Integrada de Gestão
Esse modelo de gestão propõe que Lindóia se fundamente nos quatro pilares
estratégicos abaixo:
1 – Satisfação do visitante: Buscamos constantemente a satisfação e o encanto de
todos nossos turistas e visitantes surpreendendo-os por meio dos nossos atrativos e
priorizando a valorização de seus desejos.
2 – Melhoria contínua e inovação: Nosso objetivo é de melhorar continuamente a
qualidade dos serviços prestados, com necessidade constante de inovar e renovar todos
os produtos e serviços oferecidos.
3 – Sustentabilidade: Temos como prioridade máxima a sustentabilidade do negócio
pelo gerenciamento adequado dos fatores ambientais e sociais com a preservação de
valores culturais e ações que estimulem a economia local, provocando geração de
emprego e renda de forma sustentável.
4 – Legislação: Propõe-se a atender toda legislação vigente no país, incluindo desde as
leis trabalhistas até as ambientais e também as leis de acessibilidade, que priorizam o
atendimento às pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.
70
9.1.2. Missão – Qual o nosso propósito?
Proporcionar momentos de encanto a todos os munícipes e visitantes de Lindóia através
da experiência na prática dos segmentos de turismo ofertados (Turismo de Esportes,
Turismo Rural, Turismo Cultural, Ecoturismo, Turismo de Aventura, Turismo de Eventos e
Negócios, Turismo Social, Turismo Religioso, Turismo de Pesca e Turismo de Saúde).
9.1.3. Visão – Onde queremos chegar?
Tornar-se referência nos segmentos de turismo priorizados (Turismo de Esportes, Turismo
Rural, Turismo Cultural), utilizando a melhoria contínua, explorando o potencial turístico, a
inovação, e o monitoramento como estratégia
9.1.4. Princípios e Valores – Quais são as convicções que irão
fundamentar nossas escolhas?
✓ Responsabilidade
✓ Comprometimento
✓ Ética
✓ Transparência
✓ Sustentabilidade
- Social - Relacionada às necessidades humanas, de saúde, educação, melhoria
da qualidade de vida e justiça.
- Ambiental - Trata da preservação e conservação do meio ambiente, com ações
que vão da reversão do desmatamento, proteção das florestas e da biodiversidade,
combate à desertificação, uso sustentável dos oceanos e recursos marinhos até a
adoção de medidas efetivas contra mudanças climáticas.
- Econômica - Aborda o uso e o esgotamento dos recursos naturais, a produção
de resíduos, o consumo de energia, entre outros.
- Institucional - Diz respeito às capacidades de colocar em prática os objetivos do
desenvolvimento Sustentável em ação.
DIAGNÓSTICO
71
Diagnóstico é o levantamento ou o apontamento de problemas encontrados ou da
situação na qual uma instituição se encontra num determinado momento, é a fotografia
da instituição em um determinado momento.
O diagnóstico deverá trazer a situação atual do Turismo do município apresentando
parâmetros da oferta (baseado nas informações colhidas pelo processo de inventariação
da oferta turística) e demanda (baseado nas informações colhidas no estudo aplicado
junto aos turistas que visitam o Município).
O documento deverá ainda apontar em análise SWOT, pontos fortes, fracos,
oportunidades e ameaças em relação ao município. Também deverão ser analisadas as
treze dimensões do turismo consideradas pelo Ministério do Turismo.
10. Apresentação do Município de Lindóia
Lindóia é uma Estância Turística reconhecida pela sua Água. Considerada a “Capital
Nacional da Água Mineral”, Lindóia produz 40% de toda a água consumida no País e, todas
elas têm em sua embalagem o nome Lindoya.
Lindóia tem hoje 7.722 (Seade) em uma área de 48,76 Km² (Seade) com Pesqueiros,
Produção de Cachaças, Vinhos, Doces Artesanais e Mel, Grande Lago para a prática de
esportes náuticos, Quiosques com porções diversas, gastronomia interiorana de alta
qualidade, como o tradicional e conhecido "Leitão Pururuca”, Pizzas e Lanches.
Igrejas belíssimas com sua arquitetura e pintura antiga, Caminhos Turísticos e de
Peregrinação, Praças, Monumento Histórico da Garrafa, Hotéis, Pousadas e Camping, Pista
de Skate, Quadras Poliesportivas, Quadra de Areia, Quadra de tênis, Quadra Society,
Ginásio de Esportes, Piscina Pública, Centro de Convenções com capacidade para 400 e
1.000 pessoas com infraestrutura de som e projeção.
Posto de atendimento médico 24hs, 08 Fontes de Água Mineral Pública e Sorveterias
Artesanais.
Confecção de Roupas e Malhas, Oficinas Mecânicas e Elétricas, Postos de combustíveis,
Clinicas Médicas e Odontológicas, Taxis 24h e Rodoviária são alguns dos prestadores de
serviços que também temos no Município.
10.1. Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Lindóia, por Lei Estadual nº 638, de 29 de julho de
1899, no Município de Serra Negra. Em divisão administrativa do Brasil referente ao ano de
1911, figura no Município de Serra Negra o Distrito Lindóia (Lyndoia). Assim permanecendo
em divisão administrativa referente ao ano de 1933. Em divisões territoriais datadas de 31-
XII-1936 e 31-XII-1937, figura o Distrito Judiciário de Lindóia no Município de Serra Negra.
No quadro anexo ao Decreto-Lei Estadual nº 9073, de 31-III-1938, o Distrito de Lindóia
permanece no Município de Serra Negra. Elevado à categoria de município com a
denominação de Lindóia, por Decreto-Lei Estadual nº 9775, de 30 de novembro de 1938,
desmembrado de Serra Negra. Constituído do Distrito Sede. Sua instalação verificou-se no
dia 02 de janeiro de 1939. Em 1939-1943, o Município de Lindóia é composto do Distrito
Sede e pertence ao termo de Serra Negra da comarca de Serra Negra. Em virtude do
Decreto-Lei Estadual nº 14334, de 30 de novembro de 1944, que fixou o quadro territorial
72
para vigorar em 1945-1948, o Município de Estância Hidro-Mineral de Lindóia ficou
composto do Distrito Sede e pertence à comarca de Serra Negra. Assim permanece no
quadro territorial fixado pela Lei Estadual nº 233, de 24 de dezembro de 1948 para vigorar
em 1949-1953. Fixado o quadro territorial para vigorar respectivamente no período de 1954-
1958, o Município é constituído do Distrito Sede. Lei Estadual nº 2456, de 30 de dezembro
de 1953, reconduz o Município de Estância Hidro-Mineral de Lindóia à categoria de Distrito
com a denominação de Águas de Lindóia. Assim permanecendo em divisão territorial
datada de 01-VII-1960. Elevado novamente à categoria de Município com a denominação de
Lindóia, por Lei Estadual nº 8092 de 28 de fevereiro de 1964, desmembrado de Águas de
Lindóia. Constituído do Distrito Sede, sua reinstalação verificou-se no dia 21 de março de
1965. Em divisão territorial datada de 01-VI-1995, o município é constituído do Distrito Sede.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 15-VII-1999.
Mapa Territorial de Lindóia
10.2. Dados sobre o Município de Lindóia
Lindoia
Município do Brasil
Município da Estância Hidromineral de Lindoia
73
Ponte sobre córrego na cidade.
Bandeira
Brasão de armas
Hino
Lema Aqua pura vita longa
"Água pura, vida longa"
Gentílico lindoiano
Localização
Localização de Lindoia em
74
São Paulo
Lindoia
Localização de Lindoia no Brasil
Wikimedia | © OpenStreetMap
Mapa de Lindoia
Coordenadas 22° 31′ 22″ S, 46° 39′ 00″ O
País Brasil
Unidade federativa São Paulo
Municípios limítrofes Águas de Lindóia, Serra
Negra, Itapira e Socorro
Distância até a capital 156 km[1]
História
Fundação 29 de julho de 1899 (125 anos)
75
Emancipação 21 de março de 1965 (60 anos)
Administração
Prefeito(a) Luciano Francisco de Godoi
Lopes[2]
(MDB, 2021–2024)
Características geográficas
Área total [3] 48,756 km²
População
total (Censo IBGE/2022[3]
)
7 014 hab.
Densidade 143,9 hab./km²
Clima Tropical de Altitude (Cwa)
Altitude 677 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2010[3]
) 0,742 — alto
PIB (IBGE/2021[4]
) R$ 246 178,78 mil
PIB per
capita (IBGE/2021[4]
)
R$ 30 018,14
Sítio lindoia.sp.gov.br (Prefeitura)
camaralindoia.sp.gov.br (Câmara)
GEOGRAFIA
Área: 48,76 km² (F. Seade 2020)
Bioma: Mata Atlântica
Altitude: 677m
Clima: Tropical de Altitude Cwa
76
LOCALIZAÇÃO
Região Geográfica Intermediária de Campinas
Região Geográfica Imediata de Amparo
CEP: 13950-000
Municípios limítrofes: Águas de Lindóia, Serra Negra, Itapira e Socorro.
São Paulo: 2 h 27 min - 188 km - via Rod. Gov. Dr. Adhemar Pereira de Barros
2 h 33 min - 200 km - via Rod. dos Bandeirantes
2 h 26 min - 154 km - via BR-146/BR-381 e BR-146
Brasília: 11 h 24 min - 934 km - via BR-050 e BR-050
14 h 47 min - 1.174 km - via BR-040
15 h 43 min - 1.204 km - via BR-040 e BR-381
Coordenadas geográficas sexagesimais: 22° 31' 22'' Sul, Longitude: 46° 39' 0'' Oeste
Coordenadas geográficas decimais: Latitude: -22.522778 - Longitude: -46.65
INFRA ESTRUTURA URBANA
Nível de Atendimento: Abastecimento de Água 87,87% - F. Seade 2010
Nível de Atendimento: Coleta de Lixo 99,24% - F. Seade 2010
Nível de Atendimento: Esgoto Sanitário 76,64% - F. Seade 2010
ECONOMIA
PIB 164.727,88 - F. Seade 2017 (em mil reais correntes)
PIB per capita R$ 22.093,33 – F. Seade 2017 (em reais)
POPULAÇÃO
Gentílico: Lindoiano
População: 7.014 hab. (IBGE 2022)
Densidade demográfica: 143,09 hab./km² (IBGE 2022)
População estimada: 7.147 hab. (IBGE 2024)
Evolução Populacional
Ano LINDÓIA São Paulo Brasil
1991 4.107 31.436.273 146.825.475
2000 5.331 36.974.378 169.799.170
2010 6.712 41.223.683 190.755.799
2022 7.014 44.420.459 211.856.447
Fonte: Seade
77
10.3. IDH – Índice de Desenvolvimento Humano
IDHM DE LINDÓIA: 0,742 (IBGE 2010)
O Brasil ocupa entre os 191 Países que compõem o Ranking Mundial do Índice de
Desenvolvimento Humano das Nações Unidas a 89ª posição no Ranking com um IDH de
0,760, liderado pela Suíça com IDH 0,967 (PNUD 2022)
O Estado de São Paulo apresenta um IDH de 0,806 estando estre as Unidades Federativas
em 2ª lugar, ficando atrás do Distrito Federal com IDH de 0,814 (PNUD Brasil 2021). Já o
município de Lindóia, apresenta um IDH de 0,742 (PNUD Municípios 2010), colocando-a no
nível Alto.
Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD
Índices
• IDHM: Geral
• IDHM-R: Renda
• IDHM-L: Longevidade
• IDHM-E: Educação
O índice varia de zero até 1, sendo considerado:
• Muito Alto, de 0,800 a 1
• Alto, de 0,700 a 0,799
• Médio de 0,600 a 0,699
• Baixo de 0,500 a 0,599
• Muito Baixo de 0,000 a 0,499
O Brasil ocupa entre os 189 Países que compõem o Ranking Mundial do Índice de
Desenvolvimento Humano das Nações Unidas, liderado pela Noruega com IDH 0,954, a 79ª
posição no Ranking com um IDH de 0,761.
CONCLUSÃO:
Observamos ainda que Lindóia tem seu IDH considerado “alto”. Sugerimos que a cidade
continue priorizando esforços para que este índice seja cada vez melhor, pois dará status e
melhor qualidade de vida para a população.
10.4. Histórico do Município de LINDÓIA
Histórico de LINDÓIA
Em 09 de setembro 1728, Manoel de Castro, residente em Santos, recebeu uma
"Sesmaria", como doação, concedida por
Antônio da Silva Caldeira Pimentel, alto
Membro do Conselho de sua Majestade,
Governador Capitão General da Capitania
de São Paulo, Minas do Paranapanema,
Cuibá e Guianazes.
A 10 de março de 1898, foi criado a
Paróquia de Nossa Senhora das Brotas,
78
cuja instalação se processou no dia 12 do mesmo mês e ano.
Em 29 de julho de 1899 foi criado, no Município e Comarca de Serra Negra, o Distrito de
Paz de Lindóia, que em tupi-guarani,
significa "rio que não se extravasa",
obedecendo à mesma divisão da paróquia.
O Decreto nº 9731 de 1938 eleva o Distrito
de Lindóia à categoria de Município e
Estância Hidromineral.
Em 1954 a sede do Município foi transferida
para "Termas de Lindóia", passando a
denominar-se Município de Águas de
Lindóia, o que ocasionou a volta de Lindóia a Distrito de Paz.
No ano de 1964, ocorreu a emancipação
político-administrativa, voltando Lindóia à
condição de Município.
A 29 de maio de 1970 através das
Secretarias Estaduais de Cultura, Esportes
e Turismo e da FUMEST - Fomento de
Urbanização e Melhoria das Estâncias,
Lindóia foi elevada à categoria de Estância
por força do Decreto nº 259.
11. Inventário da Oferta Turística de Lindóia
No quadro a seguir, vamos destacar algumas informações de relevância do Inventário da
Oferta Turística do Município de Lindóia;
NÚMERO ITEM OBSERVAÇÕES
A – Dados básicos e de Infraestrutura de apoio ao turismo
Acesso LINDÓIA dista do seu principal público alvo, a grande
São Paulo, 154 km - via BR-146/BR-381 e BR-146 - 2
h 26 min, distância está relativamente curta, que
facilita na hora da escolha pelo destino. Além desta
vantagem, ainda existe 02 opções de acesso, Rod.
Gov. Dr. Adhemar Pereira de Barros - 188 km - 2 h
27 min. e Rod. dos Bandeirantes – 200 km - 2 h 33
min., com ótimas estradas que podem ser utilizadas
por carro, moto ou ônibus, com disponibilidade de um
terminal para esta última opção. O destino deve
aproveitar essa vantagem competitiva.
Transporte
Rodoviário
Possui um terminal rodoviário, Ézio Colli, localizado
na Av. 31 de Março, s/n, com 03 empresas
operadoras, Expresso Fênix e Viação Bragança.
Estas empresas disponibilizam itinerários para São
Paulo, Campinas, Bragança Paulista, Santos e toda
Região do Circuito das Águas Paulista.
Aeroporto Embora hoje os turistas que visitam LINDÓIA
79
utilizando esse meio de transporte não seja a maioria
dos visitantes, é importante ressaltar que a cidade
tem no entorno de 170 km 03 grandes aeroportos
internacionais, que são os aeroportos de Viracopos
(Campinas), Gov. André Franco Montoro (Guarulhos),
Dep. Freitas Nobre - Congonhas (São Paulo) e
Aeroporto Circuito das Águas (Socorro) que pode
receber pequenas e médias aeronaves. Portanto
essa também é uma grande vantagem competitiva
e deve contribuir no futuro.
Outras Estruturas de
Apoio
Nesse item, destacamos a parte de segurança, com
Policiamento Militar, Policia Civil, Corpo de
Bombeiros e Guarda Municipal. Na saúde conta com
Hospital Regional (Águas de Lindóia), 01 UBS, 03
Postos de saúde, 01 Pronto Socorro, 05 Farmácias/
Drogarias. Podemos também contar com Postos de
Combustíveis 24hs, Caixa Eletrônico, Comércio
variado, contendo lojas de artesanato, bancos e entre
outros prestadores de serviços
B – Caracterização do Município em Turismo
Fluxo Pela proximidade da cidade com as regiões da
Grande São Paulo, Região Metropolitana de
Campinas e pela própria Região do Circuito das
Águas Paulista, Lindóia recebe turista o ano todo,
com destaque para os meses de Dezembro a Março,
Junho e Julho e feriados prolongados. Além dos
motivos comuns a todos os municípios, como natal,
réveillon, carnaval etc. O destino deve aproveitar
essa vantagem competitiva.
Órgão Oficial de
Turismo
Em Lindóia, o setor de Turismo é cuidado por uma
Diretoria de Turismo, Cultura e Desenvolvimento,
localizada à Rua Major Joaquim de Souza, n° 27. A
estrutura administrativa, conforme organograma da
Prefeitura, a Diretoria compõe-se de 01 Diretora e 02
Chefes de Divisão, Turismo e Cultura
respectivamente, sendo a Diretora e 01 Chefe de
Divisão Turismólogos. Sugerimos que o município
mantenha este organograma e se possível
aumente o número de colaboradores para o
atendimento ao turista aos finais de semana e
feriados.
Conselho
Municipal de
Turismo - COMTUR
Grande vantagem competitiva traz a existência do
COMTUR no município. Significa a possibilidade de
empresários, artistas e sociedade civil organizada
poder estar contribuindo de forma voluntária para
desenvolvimento do turismo local. O Conselho de
Turismo de Lindóia é composto conforme exigência
de Lei Estadual nº 1.261 que estabelece a paridade
80
1/3 do setor público e 2/3 da sociedade. Lindóia
possui um COMTUR atuante, de caráter consultivo e
deliberativo, que vem contribuindo para o
desenvolvimento da Cidade.
Capacitação em
Turismo
A cidade não possui instituições de ensino superior
ou técnico.
Sugerimos que se mantenha e aprimore a
parceria com o Sistema “S”, que oferta várias
capacitações para colaboradores do setor de
Turismo.
Economia do
Turismo
A participação do turismo na renda do município é de
60%. O Turismo juntamente com a Industria (Água),
Comércio, Prestação de Serviços e Agropecuária são
as maiores fontes de renda, tendo como maiores
geradores de emprego a Indústria (Água), o
Comércio e a Prestação de Serviços.
Planejamento O Município possui Plano Diretor de Turismo de
2024/2027
C – Serviços e equipamentos turísticos
Meios de
Hospedagem
LINDÓIA conta com 20 meios de hospedagem,
oferecendo 1.494 leitos, gerando 150 empregos fixos
e 45 temporários.
Segunda residência O destino conta com 420 imóveis de 2ª residência,
sendo 15% do total de imóveis da cidade. Possui
também 16 Ranchos/Sítios com capacidade de 150
pessoas.
Principais Bares e
Restaurantes
LINDÓIA, conta com bares, restaurantes,
lanchonetes, sorveterias, docerias, cafeterias,
panificadoras, entre outros estabelecimentos de
alimentação diversificados. Os estabelecimentos
abertos ao turista contemplam 40 empreendimentos e
tem sua capacidade de 1.482 assentos por vez,
podendo atender até 4.446 pessoas por refeição,
considerando que é possível dar até 3 trocas de
público por refeição. Quanto a geração de empregos,
os números chegam a 155 empregos fixos e 46
temporários
Estruturas para
Eventos –
Equipamentos
O Município conta com 11 espaços para realização
de eventos, cujas capacidades variam de 50 pessoas
até 5.000 pessoas, totalizando uma capacidade para
atender no Município até 10.250 pessoas.
Recreação e
Entretenimento
No destino existem 22 locais para Recreação e
Entretenimento dos mais variados com destaque para
01 Casa Noturna, 04 Pesque/Pague, 02 Piscinas, 01
Estádio, 07 Centros Esportivos, 03 Mirantes, Praças
entre outros espaços ligados diretamente ao turismo.
81
Informações
Turísticas
Lindóia possui o site da Prefeitura (lindoia.sp.gov.br),
e 02 postos de Informações ao Turista, situados à R.
Major Joaquim de Souza, nº 27, aberto diariamente
das 9h às 17h e Av. Rio do Peixe, nº 450 aberto de
segunda a sexta das 8h às 17h.
Sinalização Turística A cidade de Lindóia apresenta sinalização Turística,
porém ela é incompleta e descontinua, não
obedecendo o Manual de Sinalização Turística do
CONTRAN. Portanto, devido ao fato de a grande
maioria dos turistas de LINDÓIA serem do tipo
“independentes”, a sinalização tem grande
importância para este tipo de turista. É
fundamental e necessário que a cidade resolva
esta deficiência.
D – Atrativos turísticos
Atrativos Naturais
e Outros Atrativos
Lindóia conta com 03 atrativos naturais que são a
Rota Turística Caminhos Pro Interior que liga Lindóia
a Serra Negra e Lindóia a Águas de Lindóia feitos
em estradas rurais devidamente sinalizados que pode
ser feito caminhando, de bike, moto ou 4x4. O
Complexo do Grande Lago contempla 01 grande lago
para a prática de esportes náuticos e 01 área de lazer
com quadra de tênis, quadra de areia, quiosque e
playground. Observamos que o Rio do Peixe é um
grande potencial para o desenvolvimento do
turismo de aventura e pesca, portanto indicamos
que a cidade de relevância para esta
oportunidade que deve trazer um novo tipo de
turista para Lindóia.
Atrativos Culturais Em termos culturais, Lindóia apresenta o destino
com 15 opções para visitação, estudo, resgate à
memória e manifestações. Podemos citar que os
atrativos de maior interesse se encontram como
Mirante do Cristo Redentor, Cadeia Pública (hoje
Centro de Memória Armindo Beghini), Largo e Igreja
Matriz de Nossa Senhora das Brotas, Ponte de Arco
e Monumento à Garrafa.
Sugerimos neste item, uma melhora na
infraestrutura, inclusive no quesito
acessibilidade, no Mirante do Cristo Redentor e
no Largo da Matriz.
Eventos Os principais eventos anuais são: Carnaval, Natal,
Réveillon, Festa da Padroeira Nossa Senhora das
Brotas e Festivais Esportivos durante o ano. Estes
eventos são os que trazem muitos turistas para o
município gerando emprego e renda.
Sugerimos que a cidade encontre a opção de
realizar um grande evento na baixa temporada
82
contribuindo para uma maior sustentabilidade
dos empreendimentos turísticos e garantia do
emprego e renda dos empresários e
colaboradores
Gastronomia Lindóia possui uma gastronomia de qualidade e
variada, cada um com características próprias, sendo
que os principais produtos oferecidos pelo município
são: cachaça, queijo, pé de moleque, sorvete
artesanal, com destaque para o sorvete de queijo,
vinhos, mel, garapa (caldo-de-cana), café e o
tradicional e reconhecido nacionalmente, “Leitão à
Pururuca” e a “Panceta no Rolo”
Sugerimos neste item, que a cidade eleja um
prato típico, de preferência derivado de porco,
pelo fato da cidade já ser reconhecida com uma
boa opção para este tipo de alimento e que este
prato seja patrimoniado como patrimônio cultural
imaterial.
E- Segmentação
Tipologia Destaca-se nesse item o Turismo de Esportes,
Turismo Rural e Turismo Cultural. Estes três
segmentos devem ser trabalhados de forma
prioritária e nessa ordem.
PROJETOS ESPECIAIS
Modalidades Lindóia trabalha com vários segmentos turísticos,
como Turismo de Esporte, Turismo Rural, Turismo
Cultural, Ecoturismo e Turismo de Aventura entre
outros, com destaque para os segmentos de esportes
e rural.
Turismo Rural A cidade apresenta 03 locais para a prática de
Turismo Rural como Pesqueiros, Fazendas e Sítios
que produzem cachaça, queijos, doces, café e mel.
Cabe destacar que o município escolheu priorizar
este segmento de turismo para o seu
desenvolvimento, portanto sugerimos que a
município desenvolva outros empreendimentos
para o Turismo Rural, pois esse potencial existe
no município.
Turismo Cultural Entre as modalidades de Turismo Cultural, Lindóia
oferece a seus visitantes Igrejas e Templos para
visitação, Rota Turística e de Peregrinação
“Caminhos Pro Interior”, Gastronomia com pratos
típicos e produtos artesanais e edificações históricas.
83
Todo o Inventário da Oferta Turística do município de Lindóia, encontra-se no “Anexo
02”.
12. Análise SWOT
A Análise SWOT é um sistema para posicionar ou verificar a posição estratégica nos
ambientes interno e externo que fazem parte do contexto onde o analisado se encontra.
É uma técnica creditada a Albert Humphrey, que foi líder de pesquisa na Universidade
de Stanford nas décadas de 1960 e 1970, usando dados da revista Fortune das 500
maiores corporações.
O termo SWOT é uma sigla oriunda do idioma inglês, e é um acrónimo de:
• Forças (Strengths)
• Fraquezas (Weaknesses)
• Oportunidades (Opportunities)
• Ameaças (Threats).
Conhecida no Brasil como análise FOFA (Forças, Oportunidades, Fraquezas e
Ameaças), no presente trabalho, esta foi elaborada utilizando as informações colhidas
junto a Comissão de Revisão e Atualização, especialmente criado entre COMTUR,
Diretoria de Cultura e Turismo e aprovada pelo COMTUR.
12.1. Ambiente Interno – análise e classificação das Forças e Fraquezas
Ambiente Interno: é tudo aquilo que você pode controlar. Tudo que está ao alcance de
uma decisão administrativa e estratégica dentro de sua empresa. Não importa que
seja muito difícil ou caro, como por exemplo, mudar toda uma fábrica para uma cidade
em outro estado.
84
12.2. Ambiente externo - análise das Oportunidades e Ameaças
Ambiente Externo: é tudo aquilo que o município não pode controlar. Tudo que está
fora do alcance de uma decisão administrativa ou estratégica. Não é possível
normalmente, mudar o clima de uma região, ou fazer com que uma guerra termine em
outro país que fornece matérias-primas para seu município.
A análise de cenários externos é uma tarefa tão importante que deve ser rotineira,
ou seja, deve estar incorporada ao dia-a-dia dos municípios que pretendem administrar
estrategicamente o seu negócio.
As forças ambientais tornam-se incontroláveis quando elas não são previstas com certa
antecedência. Portanto, é preciso conviver com as turbulências, sabendo neutralizar seu
impacto.
Um município não deve se opor ao impacto de uma força contrária; em vez disso deve
procurar absorver com a maior naturalidade possível. Isto significa em termos
empresariais transformar problemas em oportunidades de negócio.
Um município atento poderá prever eventos e antecipar-se a eles, aproveitando-os
estrategicamente.
O município deverá promover o aproveitamento das Oportunidades e se precaver das
Ameaças.
12.3. Análise SWOT de Lindóia
ANÁLISE SWOT
INFLUÊNCIAS NOS OBJETIVOS DA INSTITUIÇÃO
QUANTO
AO
AMBIENTE
AJUDA A INSTITUIÇÃO ATRAPALHA A
INSTITUIÇÃO
Ambiente
Interno da
Instituição
FORÇA FRAQUEZA
Destino internacionalmente
conhecido pela qualidade de
sua Água;
Atendimento médico
insuficiente ao turista,
principalmente em grandes
eventos;
Proximidade dos grandes polos
emissores do Estado de São
Paulo;
Insuficiência de sinalização
turística adequada;
Beleza cênica; Falta de roteiros turísticos
formatados;
Clima agradável Falta de política de qualificação;
Qualidade da Água; Falta de atratividade dos
atrativos turísticos;
Vias de acesso de boa qualidade; Participação tímida e
inadequada na rede mundial de
computadores;
Natureza exuberante junto a
Serra da Mantiqueira;
Estrutura insuficiente para
execução da política municipal
de turismo;
Hospitalidade e Receptividade; Falta de monitoramento do
desenvolvimento do turismo;
85
Destino turístico consolidado e
reconhecido nacionalmente;
Mão de obra local não
qualificada;
Qualidade de Vida; Falta do código municipal do
meio ambiente;
Gastronomia Reconhecida.
Fornecimento de água
insuficiente em períodos de
grande fluxo e de estiagem;
Horário inadequado de
funcionamento do comércio
para atendimento ao turista;
Falta de fiscalização;
Legislação insuficiente na área
do turismo;
Rede WiFi aberta insuficiente
nos principais pontos turísticos;
Falta de Plantão Farmacêutico
QUANTO
AO
AMBIENTE
AJUDA A INSTITUIÇÃO ATRAPALHA A
INSTITUIÇÃO
Ambiente
Externo da
Instituição
OPORTUNIDADE AMEAÇAS
1. Aumento da demanda por
destinos próximos aos
centros emissores de
turistas;
1. Municípios de Interesse
Turístico
2. Valorização do Dólar e do
Euro
2. Classificação das
Estâncias e MIT
3. Aumento da população
chamada Melhor Idade
3. Adequação as exigências
da Legislação atual
pertinente ao Mercado de
Turismo
4. Aumento do Interesse dos
turistas por interação com a
natureza
4. Velocidade com que o
mercado se oferta através
do marketing digital;
5. Aumento do interesse dos
turistas por experiências
junto a natureza;
5. Redução do poder
econômico do turista;
6. Aumento do interesse dos
turistas pela cultura
interiorana;
6. Concorrência de Cidades
Vizinhas;
7. Oportunidade oferecidas pela
Web e Mídias Sociais
7. Inconstância na forma de
gerir o turismo nas três
esferas de governo;
8. Acentuação da
desigualdade social devido
a Pandemia
9. Pacotes Turísticos
Promocionais
86
13. Segmentos do mercado a serem trabalhados em Lindóia
13.1. Segmentos do mercado de Turismo – São Paulo.
1. Turismo Social
2. Ecoturismo
3. Turismo Cultural
4. Turismo de Estudos e Intercâmbio
5. Turismo de Esportes
6. Turismo de Pesca
7. Turismo Náutico
8. Turismo de Aventura
9. Turismo de Sol e Praia
10. Turismo de Negócios e Eventos
11. Turismo Rural
12. Turismo de Saúde
13. Turismo Religioso*
*Observação importante: Em particular, no Estado de São Paulo, por força da lei
complementar nº 1.261, de 29 de abril de 2015, pelo fato da relevância e características
próprias da cidade de Aparecida, encontra-se no artigo 2º, que elenca os segmentos do
mercado do turismo, este incluiu mais um segmento, passando o Estado de São Paulo a
contar com treze segmentos, o Turismo Religioso.
A Diretoria de Turismo, Cultura e Desenvolvimento de Lindóia nos informou que, em
reunião com os demais envolvidos, chegaram à conclusão que os segmentos escolhidos
para serem priorizados e levados em consideração ao traçar o Plano de Ação de
Lindóia para o mercado de turismo e para a definição dos nichos de mercado a serem
trabalhados, são os que estão transcritos na tabela abaixo em ordem de prioridade.
13.2. Segmentos escolhidos priorizados
Classificação Segmento priorizado escolhido
1° lugar Turismo de Esportes
2° lugar Turismo Rural
3° lugar Turismo Cultural
4º lugar Ecoturismo
5º lugar Turismo de Aventura
14. Definição do público alvo
14.1. Reconhecimento da necessidade
Kotler (1994) afirma que o reconhecimento da necessidade, coincidente com o início do
processo de compra, ocorre quando o consumidor percebe a diferença entre seu estado
atual e um estado desejado. Ele sabe que há um problema a ser resolvido, que pode ser
pequeno ou grande, simples ou complexo. Ainda segundo o mesmo autor, quanto mais
intensa a necessidade e quanto mais perdurar, tanto mais forte será o impulso do
87
indivíduo para reduzi-lo por meio da manifestação do comportamento de procura e,
finalmente, da aquisição de um objeto que venha a satisfazer sua necessidade.
De acordo com Mowen (1995), vários fatores podem influenciar o estado desejado ou as
aspirações de um consumidor. Entre eles, pode-se citar a cultura, grupos de influência e
estilo de vida. O autor cita o exemplo de um estudante que entra na universidade. Ele
sente necessidade de mudar seu comportamento, sua maneira de vestir e seus hábitos,
adequando-se ao novo ambiente.
Toda comunicação deve ser direcionada para um público que deseja ou necessita do
produto ou serviço em questão. Esse público potencialmente consumidor é chamado
público-alvo. Definir qual é esse público para o qual a comunicação deve ser dirigida é
fundamental. E é a partir dessa definição que são feitas as escolhas dos meios e
veículos de comunicação mais adequados para transmitir a mensagem para esse
público. A escolha do público-alvo deve preceder qualquer início de campanha.
Esse tipo de situação pode parecer absurdo, mas muitos anunciantes se comportam de
modo parecido quando insistem em escolher as mídias para promover seus produtos
baseados em seu gosto pessoal, na opinião de sua família ou de amigos.
Quem precisa gostar do programa são os clientes, seus potenciais consumidores: seu
público-alvo. É o público-alvo que precisa ser impactado pela mensagem comercial.
Hoje, a maioria dos mercados dispõe de pesquisas de audiência que oferecem
informações detalhadas sobre quem assiste, ou ouve ou lê e o que. A escolha da
programação de mídia deve ser feita visando otimizar o alcance do público-alvo do
anunciante. Para otimizar o resultado de seu esforço de comunicação, o anunciante
precisa alcançar o maior número possível de consumidores em potencial, isto é,
possíveis compradores. É preciso definir e buscar o público-alvo. Assim, o anunciante
terá condições de programar sua promoção de forma a aproveitar melhor seu
investimento, para todos os tipos de mídia. Não é somente o número de atingidos que
deve ser observado, e sim três fatores:
1 – Audiência – Número atingido
2 – Adequação Editorial – Mídia certa para o cliente certo
3 – Preço - Relação custo-benefício.
O primeiro passo para decidirmos o rumo ao sucesso, é definir o Público Alvo e o
primeiro passo para definir o Público Alvo é procurar conhecer, através da busca de
informações sobre o nicho desejado e isto pode ser feito por análise de informações
disponíveis, pesquisa ou por estudos disponíveis sobre o tema. Somente assim iremos
saber com quem iremos conversar, ou seja, qual será a nossa “tribo” dentro do
mercado.
14.2. Segmentação objetivando a busca pelo público alvo
Segmentar o mercado, é dividi-lo em fatias conforme características distintas e formar
unidades diferentes.
Requisitos para uma segmentação eficaz do mercado:
a. Mensurabilidade – Deve-se ter um segmento que dê condições de mensuração.
b. Substancialidade – Os segmentos devem ser grandes e rentáveis o suficiente para
serem atendidos.
c. Acessibilidade – Os segmentos precisam ser eficientemente atingidos e atendidos.
88
d. Diferenciabilidade – Os segmentos devem ser conceitualmente distinguíveis e
responder diferentemente a diferentes elementos do composto de marketing.
e. Operacionalidade – Programas eficazes podem ser formulados para atrair e atender
a segmentos diversos. A classificação da segmentação deve ser útil, para que
possamos identificar o consumidor.
f. Homogeneidade (similaridade) – Os consumidores de um segmento devem ser o
mais parecido possível.
g. Heterogeneidade – Os consumidores de segmentos diferentes devem ser o mais
diferente possível.
14.2.1. Tipos de segmentação de mercado
1 • Segmentação Geográfica:
É aquela que propõe dividir o mercado em unidades geográficas diferentes. A empresa
pode operar em uma, algumas ou todas as regiões, mas sempre observando as
diferenças de cada uma delas. Operando de maneira distinta.
2 • Segmentação demográfica:
É dividir o mercado baseado em idade, sexo, tamanho da família, ciclo de vida da
família, renda, ocupação, formação educacional, religião, raça e nacionalidade.
Este tipo de segmentação é o mais comum em razão das preferências e taxas de uso
de um produto estarem associadas às variáveis demográficas. Outra razão é que as
variáveis demográficas são mais fáceis de serem identificadas e mensuradas.
3 • Segmentação psicográfica:
Aqui os compradores são divididos em diferentes grupos, com base no estilo de vida, na
personalidade e na classe social deles.
- A classe social exerce forte influência sobre a preferência das pessoas.
- Os bens que as pessoas consomem expressam seu estilo de vida.
- A personalidade das marcas corresponde à personalidade das pessoas.
4 • Segmentação comportamental:
Nesta os consumidores são divididos em grupos, tomando-se por base seu
conhecimento, atitude, uso ou resposta a um produto.
- Ocasiões: Os consumidores podem ser diferenciados de acordo com as ocasiões em
que sentem uma necessidade, compram ou usam um produto (viagens – férias /
negócios).
- Benefícios: Uma ótima forma de segmentar é classificar os compradores de acordo
com os diferentes benefícios que buscam em um produto (pasta de dente –
branqueadora / econômica / medicinal).
- Status de usuário: Segmentar o mercado definindo usuários, não usuários, ex-usuários,
usuários em potencial (banco de sangue).
- Taxa de uso: É segmentar em função de grupos de pequenos, médios e grandes
usuários dos produtos.
- Status de lealdade: Segmentação por padrão de lealdade ao produto.
- Atitude: Formada por cinco grupos distintos: entusiastas, positivas, indiferentes,
negativas e hostis.
5 • Segmentação por benefício:
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Esta é estabelecida em função dos diversos benefícios que o consumidor deseja
encontrar no produto;
Observação: Segmentação difícil de fazer, pois um mesmo produto pode apresentar
uma série de benefícios diferentes em função do grupo pesquisado.
6 • Segmentação por volume:
O mercado é dividido entre consumidores de pequeno, médio e grande porte.
Observação: Este tipo de segmentação é usado nas indústrias e distribuidores para
buscar seus clientes.
14.3. Análise e definição dos Segmentos do Mercado
Segmentação do Mercado
Bases Consideradas Público Alvo
GEOGRÁFICA (países, regiões,
cidades, bairro)
Famílias domiciliadas Região Intermediaria
de Campinas, da Região Geográfica
Imediata de Amparo e dos moradores da
Região do Circuito das Águas Paulista.
DEMOGRÁFICA (sexo, idade, renda,
formação)
Pessoas de Classe Média e Média Alta
entre 21 e 50 anos.
PSICOGRÁFICA (estilo de vida,
atitudes)
Pessoas que gostam da tranquilidade junto
a natureza, que buscam pelo bem-estar,
que gostam de curtir momentos de
descontração e aproveitar a viagem para
pratica de esportes e interagir com a
cultura do interior.
COMPORTAMENTAL (ocasiões de
compra, hábitos de consumo,
benefícios procurados, taxas de uso)
Os benefícios procurados são: fugir do
estresse das grandes cidades; pratica de
esportes e lazer junto à natureza e
conhecer a cultura rural, inclusive a
gastronomia regional.
90
14.4. Classes sociais no Brasil
No Brasil, a classificação das classes socais, de acordo com a renda familiar é dividido
basicamente em: classe alta, classe média e classe baixa.
Segundo o critério de classificação econômica da Secretaria de Assuntos Estratégicos
(SAE) e a Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep), cada grupo (alta,
média e baixa) é caracterizado por letras: classe A, B, C, D e E. Por conseguinte, alguns
grupos apresentam subcategorias, por exemplo, a classe A (A1, A2), a classe B (B1,
B2), e a classe C (C1, C2).
Diante dessa classificação econômica, o grupo A1 é a classe mais alta (melhor
qualidade de vida e maior poder aquisitivo). Por sua vez, o grupo E, indica a classe mais
baixa, ou seja, com menor poder aquisitivo e baixa qualidade de vida. Esse critério leva
em conta a renda familiar, os bens e o grau de escolaridade.
Já a classificação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divide as
classes sociais em 5 categorias básicas, segundo a renda familiar mensal:
Classes Sociais por Faixas de Salário-Mínimo (IBGE)
Classe Número de Salários-Mínimos (SM) Renda Familiar em 2022
A Acima de 20 salários-mínimos Maior que R$ 24.240,00
B De 10 a 20 salários-mínimos De R$ 12.120,00 à R$ 24.240,00
C De 4 a 10 salários-mínimos De R$ 4.848,00 à R$ 12.120,00
D De 2 a 4 salários-mínimos De R$ 2.424,00 à R$ 4.848,00
E Recebe até 2 salários-mínimos Até R$ 2.424,00
15. Viajante, Visitante, Veranista, Turista e Excursionista
15.1. Diferenças entre:
Veranista: indivíduos que habitualmente passa o verão fora do local onde reside.
Viajante: São os indivíduos que se deslocam entre dois ou mais lugares dentro ou fora
do país.
Visitante: São as pessoas que se deslocam para um lugar diferente de onde mora. O
tempo de permanência deve ser inferior a 12 meses.
Excursionista: todo o indivíduo que em sua viagem permanece um tempo inferior a 24
horas fora do local em que residência, mas sem pernoitar. Com a finalidade de recreio,
esporte, saúde, motivos familiares, estudos, peregrinação religiosa ou negócio.
Turistas: toda pessoa, sem discriminação de etnia, sexo ou religião entra em um
território contratante diferente do local de residência, com um prazo superior a 24
horas e inferior a 12 meses com o objetivo de lazer, esporte, saúde, motivos familiares,
estudos, peregrinação religiosa ou negócio.
91
16. Análise da Concorrência - Com quem estaremos disputando o público alvo?
ANÁLISE DOS CONCORRENTES DE LINDÓIA
CONCORRENTES GEOGRÁFICOS
Destinos
Distância do Principal
Destino Emissor
(São Paulo Capital)
LINDÓIA - Vantagens Competitivas
Campinas 94 Km
Mesmo com uma distância maior, Lindóia é
propícia para quem quer descanso e lazer junto a
natureza com seus Pesqueiros, Lagos, Fazendas
e Sítios que produzem cachaça, queijos, doces e
café, ofertando também à seus visitantes a
Caminhada, Cicloturismo e Off Road, com grande
potencial para a exploração da Canoagem,
Rafting entre outros esportes de aventura e
aquático, além de seu patrimônio histórico
cultural e religioso.
Tudo isso que o destino oferece certamente é um
grande diferencial competitivo que deve ser
explorado.
Jaguariúna 124 Km
Apesar de Jaguariúna ser mais próximo da
Capital São Paulo, Lindóia tem suas vantagens
por ser uma cidade de porte pequeno com seus
pouco mais de 7.000 habitantes com pesqueiros,
fazendas e sítios que, além de produzirem café,
cachaça, vinhos, mel entre outros produtos,
ofertam uma experiência inesquecível a seus
visitantes e turistas com passeios em meio as
plantações e uma receptividade característica de
cidade interiorana. Estes diferenciais fazem de
Lindóia um destino curioso e interessante, ideal
para os amantes da natureza e propícia para
eventos esportivos de médio e pequeno porte.
Mogi Mirim 156 Km
Mogi Mirim é um destino com muita área verde e
cachoeiras, além de ficar mais próximo da
capital. Porém, Lindóia, mesmo sendo um pouco
mais distante, a beleza cênica de suas estradas,
junto com seus sítios produtoras de cachaça,
mel, vinhos e café entre outros traz a seus
visitantes e turistas uma experiência
encantadora.
CONCORRENTES POR MOTIVAÇÃO
Motivação Principais
Concorrentes Lindóia - Vantagens Competitivas
Turismo de
Esporte
Campinas, Bragança
Paulista, Mogi Mirim,
Itapira e outros
destinos consagrados
O destino se diferencia dos demais pelas opções
que oferece de lazer, entretenimento e interação
junto a natureza, em seus, pesqueiros, casarões
antigos, igrejas e templos religiosos, sítios
produtores de cachaças, vinhos, mel e café,
trazendo a seus visitantes e turistas uma
experiência encantadora. Possuidora de uma
gastronomia diferenciada, com o famoso Leitão a
92
Pururuca e a Panceta de Rolo, também tem
capacidade de infraestrutura para realização de
eventos esportivos de médio e pequeno porte.
Turismo
Rural
São Roque,
Holambra, Circuito das
Frutas e outros
destinos consagrados
O destino se diferencia dos demais pelas opções
que oferece de lazer, entretenimento e interação
junto a natureza, em seus, pesqueiros, casarões
antigos, igrejas e templos religiosos, sítios
produtores de cachaças, vinhos, mel e café,
trazendo a seus visitantes e turistas uma
experiência encantadora. Possuidora de uma
gastronomia diferenciada, com o famoso Leitão a
Pururuca e a Panceta de Rolo, também tem
capacidade de infraestrutura para realização de
eventos esportivos de médio e pequeno porte
Turismo
Cultural
Amparo, Campinas,
Paulínia, Jaguariúna e
outros destinos
consagrados
Lindóia é um destino que não deixa nada a
desejar quanto a seus concorrentes. Um
destino rico culturalmente e historicamente,
com destaque para a gastronomia que oferece o
“Leitão à Pururuca”, Panceta de Rolo e sorvetes
artesanais.
CONCORRÊNCIA INDIRETA
Indireta Tipo LINDÓIA - Vantagens Competitivas
Aquisição de
Bens Duráveis
Televisão, Geladeira,
Carro Lazer, tranquilidade e bem-estar
Imóveis Casa, Chácara Preço e maior opção de lazer junto à natureza
Outras formas
de
entretenimento
Show, Cinema, Teatro,
Shopping, Gastronomia
Interação com a natureza e melhoras na saúde
espiritual e mental
Conclusão: Lindóia é um destino aconchegante e acolhedor, seguro e com preços
vantajosos. Conta com uma beleza cênica considerável, proporcionando que o destino
tenha um real potencial para atingir a visão traçada, tornando-se no futuro, referência na
Região Geográfica Intermediária de Amparo nos diversos tipos de turismo oferecido,
porém, apesar das vantagens competitivas, cabe ressaltar que é necessário formatar os
produtos em potencial, promover os pontos fortes do destino e provocar o interesse para
investimentos em estruturas esportivas entre outras, pois concorre com vários outros
destinos já consagrados no mercado.
17. Conhecendo o Turista da Estância Turística de Lindóia
93
94
17.1. Objetivo do Estudo da Demanda
Captar a percepção sobre a cidade, motivações que os levaram a fazer a visita e definir
o perfil dos visitantes de Lindóia no que diz respeito ao comportamento, fonte de
informações e perfil socioeconômico.
17.2. Metodologia do Estudo da Demanda
O questionário estruturado foi pensado para captar a percepção sobre a cidade, motivações
que os levaram a fazer a visita e definir o perfil dos visitantes de Lindóia no que diz respeito
ao comportamento, fonte de informações e perfil socioeconômico.
A população deste estudo quantitativo foram pessoas que visitam Lindóia, ou seja, desejouse coletar informações e fazer inferências desse elemento. No entanto, para definição da
amostra a ser utilizada eram necessárias informações acerca do fluxo turístico da cidade.
Como o presente projeto tem por objetivo verificar estas duas questões e avaliar a
viabilidade turística da cidade, optou-se por um estudo exploratório que poderá ser utilizado
como base para um futuro Estudo de Demanda. Com este estudo espera-se captar as
principais informações do público-alvo e gerar indicadores capazes de nortear as decisões
no que se refere ao desenvolvimento turístico de Lindóia.
Os pesquisadores apenas poderiam entrevistar visitantes, ou seja, aquelas pessoas que
vieram de outras localidades e estão de passagem pela cidade. Este deveria ser o filtro para
aplicação do questionário. Além disso, a escolha desses visitantes deveria ser aleatória e os
pesquisadores não poderiam tendênciar a escolha destes entrevistados.
O pesquisador não poderia em hipótese nenhuma entrevistar mais de uma pessoa da
mesma família ou grupo. Cada questionário poderia contar apenas com um respondente e
que este tivesse no mínimo 16 anos.
Nesse contexto a pesquisa proposta teve natureza básica, exploratória, abordagem
quantitativa, objetivo descritivo, por meio de procedimento documental e de levantamento.
17.3. Descrição do Estudo
As informações foram coletadas in loco nos meses de Janeiro, Fevereiro, Março, Abril, Maio,
Junho, Setembro, Outubro e Dezembro dos anos de 2022 e 2023 somando um total de 85
entrevistas. Foi definido que as aplicações dos questionários deveriam ser realizadas nos
Meios de Hospedagem e nos seguintes atrativos: Mirante do Cristo, Grande Lago, Engenho
Cavalo de Tróia e Monumento da Garrafa.
17.4. Análise Descritiva
Todas as características em estudo foram descritas. Estes resultados foram obtidos
utilizando frequências e porcentagens para as características das diversas variáveis
categóricas e da obtenção de medidas de tendência central (média) e medidas de dispersão
(desvio-padrão e coeficiente de variação) para as quantitativas.
As respostas das variáveis foram apresentadas em forma de gráficos e tabelas. Além disso,
todas as figuras e tabelas serão apresentadas com a ‘Base de respostas’ de cada questão,
ou seja, do total de entrevistados que responderam à questão analisada.
95
17.5. Análise dos dados coletados pelo Estudo de Demanda com os
visitantes de Lindóia.
1-Cidade/UF de origem (85 respostas) – 55,3% pertencem a Grande São Paulo, com
destaque para a cidade de São Paulo que representa 74,5% da região. 16,5% são da
Região Metropolitana de Campinas, com destaque para cidade de Campinas que representa
85,71% desta região. 11,8% são da Baixada Santista, com destaque para Santos que
representa 60% da região. 3,53% são turistas do Rio de Janeiro.
O estudo mostra que em sua maioria, os visitantes e turistas que escolhem o Destino
vêm de domicílios muito próximos, das regiões próximas, e com distância bem abaixo
de 300 Km. Isso mostra que outras cidades importantes do Brasil, que estão acima
desta distância, não escolhem Lindóia como destino Turístico.
Portanto, fica evidente a necessidade de divulgar em Municípios, Capitais e Estados que
distam acima de 300 Km, pois são turistas que permanecerão no destino por mais
tempo. Uma boa estratégia de Marketing levando o Destino a lugares mais distante,
pode ser um bom investimento que, com certeza, renderá num futuro próximo, bons
frutos para o Destino.
2-País de origem (85 respostas) - 100% dos turistas de Lindóia são brasileiros.
96
3-Tempo de permanência no destino (81 respostas) – 61,17% dos turistas permanecem
em Lindóia no máximo 02 dias, ou seja, final de semana. 38,27% permanecem no destino
03 ou mais dias.
Mesmo com seus turistas e visitantes vindo de municípios próximos, na questão
permanência, o Destino não deixa nada a desejar, pois em sua maioria absoluta,
permanecem ao menos 2 dias. Mesmo com esta porcentagem significativa, o Destino
deve realizar um acompanhamento mais profundo para identificar o que está sendo
ofertado para segurar estes turistas e visitantes na cidade. Com estas informações,
potencializar a divulgação e promoção do Destino em busca de turistas e visitantes que
distam acima de 300 Km, que com certeza, movimentará a economia local gerando
novos empregos e aumentando a receita, que consequentemente motivará novos
investimentos.
4-Idade (83 respostas) – 66,27% ou seja, a maioria dos turistas de Lindóia, estão entre 31
e 60 anos. 14,46% pertencem ao grupo da Melhor Idade e 19,28% tem até 30 anos.
Podemos concluir que 80,72 do público de Lindóia, são pessoas que teoricamente já
estão estabilizados na vida e são consumidores conscientes. Dado este percentual,
acreditamos que o Destino já tem seu público definido, devendo intensificar e focar seus
esforços de marketing para este público, lembrando que, independente do “público”, o
outro não pode ser esquecido, pois estes poderão ser os grandes consumidores do
Destino no futuro. Nunca é demais lembrar que, definir seu público potencial, ou seja,
“segmentação de mercado” é de suma importância para o direcionamento das ações de
marketing.
(Segmentação de Mercado: A segmentação de mercado consiste em identificar num
mercado heterogéneo um determinado grupo de indivíduos, com respostas e
preferências semelhantes de produtos. Isto deve ser observado como um poderoso
instrumento que auxiliará departamentos de marketing e de design, no intuito de
apresentar propostas que atendam aos desejos deste público-alvo. Esta deve ser a
base que suporta toda a estratégia de marketing de um produto.
97
Segmentar o mercado é o resultado da divisão de um mercado em pequenos grupos.
Este processo é derivado do reconhecimento de que o mercado total representa o
conjunto de grupos com características distintas, que são chamados segmentos.
Em função das semelhanças dos consumidores que compõem cada segmento, eles
tendem a responder de forma similar a uma determinada estratégia de marketing.
Isto é, tendem a ter sentimentos e percepções semelhantes sobre um rol de marketing,
composto para um determinado produto.
O processo de segmentação comporta 4 etapas:
1. Escolha dos critérios de segmentação
a. Critérios demográficos, geográficos, sociais e econômicos.
b. Critérios de personalidade e de estilo de vida.
c. Critérios de comportamento face ao produto (Segmentação em função do estatuto do
consumidor e da sua fidelização; Segmentação face ao processo de decisão;
Segmentação em função das quantidades adquiridas; Segmentação em função da sua
rentabilidade; Segmentação em função das situações ou eventos; Segmentação em
função dos hábitos de utilização;
d. Critérios de atitudes psicológicas relativamente ao produto;
e. Segmentação multicritérios
2. Descrição das características de cada segmento
3. Escolha de um ou mais segmentos:
- Dimensão dos diferentes segmentos
- Permeabilidade do segmento a novos concorrentes
- Recursos da empresa
4. Definição da política de marketing para cada segmento selecionado)
5-Sexo (85 respostas) – 72,94% dos entrevistados são do sexo masculino. Significando
que o público de Lindóia fica evidenciado uma diferença entre homens e mulheres turistas.
Este item nos apresenta uma grande diferença entre homens (72,94%) e mulheres
(27,06%) na escolha pelo Destino. Uma observação, que nos cabe neste momento, é
que hoje em dia nas famílias, as mulheres acabam decidindo para onde querem ir.
Outro fator importante, é a presença da mulher no mercado de trabalho que vem sendo
cada vez mais reconhecida.
Mulheres na liderança
“...........Ao mesmo tempo, vimos que a participação feminina no mercado de trabalho
vem sendo cada vez mais reconhecida. Segundo uma pesquisa da Business Report
(IBR), realizada em 2019, no período de um ano houve um crescimento próximo de 30%
no número de empresas com pelo menos uma mulher em cargos de liderança. A
Sólides também faz parte dessa lista com Mônica Hauck, Founder e CEO da HRTech
líder no país para pequenas e médias empresas, conduzindo um time e um negócio que
crescem exponencialmente.
98
Ainda, no Brasil, há exemplos de grandes empresas lideradas por mulheres, como a
Ambev, liderada por Patrícia Capel, e a Microsoft Brasil, conduzida por Paula Bellizia”.
https://blog.solides.com.br/mulheres-no-mercadobrasileiro/#:~:text=Em%202021%2C%20as%20mulheres%20brasileiras,observada%20no%20fim%20de%20202
3.
Com o apresentado pelo “Estudo”, o destino deve ficar atento com este dado, realizando
o Estudo de Demanda em locais e momentos diferentes, para que possa confirmar este
dado e assim sendo, ou seja, confirmando os dados deste item, aumentar suas ações
de marketing para atrair, também, o público feminino.
6-Você veio acompanhado por (99 respostas) – 46,47% das pessoas vieram com o(a)
cônjuge e 40,40% vieram com a família.
Somando os que viajam em casal e família, temos um percentual de 86,86%, e os que
viajam com os amigos, sozinhos e outros, 13,13%. Desta forma e, analisando este item
juntamente com os itens acima, podemos dizer que o Destino vem realizando seu
trabalho de casa, mesmo com o item 01 nos mostrando que a grande maioria são de
municípios próximos. Pegando as respostas dos itens 02 e 04, somando a este item,
evidencia que o caminho traçado está dando resultado, pois tem conseguido segurar
seus turistas e visitantes em mais de 02 dias e a maioria absoluta com idade acima dos
30 anos, o que podemos considerar que são pessoas teoricamente bem informadas que
possivelmente pesquisam bastante antes da escolha, com uma capacidade critica
considerável e que teoricamente já estão estabilizados na vida e são consumidores
conscientes, confirmando até então, que a administração, juntamente com seus
colaboradores e todo o trade, estão trabalhando com o mesmo propósito. Lembrando
sempre que é fundamental um Centro de Informações Turística aberto diariamente,
sinalização turística adequada, mapa turístico (digital e impresso) e também deve ser
levado em consideração a questão de trânsito.
7-Número de acompanhantes (incluindo você) (81 respostas) – 49,4% das pessoas
viajam em forma de casal e 48,15%entre 3 a 5 pessoas.
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Em consonância com as questões anteriores, os turistas e visitantes de Lindóia viajam
em sua maioria entre 02 ou mais pessoas. Observando os resultados dos itens
anteriores, podemos confirmar que o Destino vem realizando um bom trabalho frente ao
“Turismo”, conseguindo atingir um bom público de turistas e visitantes que ficam no
Destino, proporcionando um número bom em estadias e com isso abrindo oportunidades
para novos investimentos, mesmo com os dados apresentado no item 01. Vale ressalva
que o “Turismo” é “Dinâmico” e o Destino não pode parar, qualificações, roteiros,
atratividade dos atrativos, eventos, receptivo turístico, material promocional impresso e
digital, mapas turísticos entre outros, devem ser revisados e atualizados
constantemente.
8-Faixa etária (100 respostas) – 57% têm a cima de 30 anos. 12% pertencente ao grupo
da Melhor Idade, a cima de 60 anos.
Diante do apresentado neste item, concluímos que Lindóia tem em seu público maior,
turistas de faixa etária entre 30 a mais de 60 anos, que acompanham os respondentes
do item 04. Desta forma enfatizamos que os Turistas e visitantes do Destino são
pessoas que teoricamente já estão estabilizados na vida e são consumidores
conscientes. Portanto, é de suma importância a elaboração de um Plano de Marketing,
tendo como foco, ações para este público, lembrando que, independente do “público”, o
outro não pode ser esquecido, pois estes poderão ser os grandes consumidores do
Destino no futuro.
9-Grau de instrução (84 respostas) – 65,48% dos turistas são pessoas que possuem grau
superior e pós-graduação.
Com este item apontando 98,80% dos turistas e visitantes de Lindóia com 2º ou mais
grau de instrução, juntamente com as informações colhidas nos itens anteriores,
podemos concluir que a maioria dos turistas e visitantes do Destino são pessoas bem
informadas que possivelmente pesquisam bastante antes da escolha, com uma
capacidade critica considerável. Diante destas informações, ressaltamos a importância
de oferecer um serviço de qualidade para poder encantar este nível de turista e
consequentemente aumentar a possibilidade de fazê-los permanecer ainda mais tempo
no destino e também aumentar o “marketing espontâneo”.
Marketing Espontâneo – Algumas dicas!
No mundo online, uma mensagem “esperta” pode criar uma campanha viral – e gratuita
– do seu produto. Os internautas agem assim porque querem também ser considerados
100
inteligentes e legais. Na vida em carne e osso, um produto comum pode gerar mais
comentários do que se imagina, de acordo com um estudo de Jonah Berger, professor
da Escola de Negócios Wharton, e do doutorando Eric Schwartz, baseados em
campanhas da agência BzzAgent. Eis algumas estratégias que costumam dar certo:
- dê visibilidade ao produto - As pessoas falam sobre o que veem e é relevante para
elas no momento, seja um copo de bebida ou a cor do batom. Nada inovador ou
interessante, e mesmo assim mais falado do que se supõe
Podemos concluir que a maioria dos turistas de Lindóia são pessoas bem informadas
que possivelmente pesquisam bastante antes da escolha, com uma capacidade critica
considerável. Diante das informações, ressaltamos a importância de oferecer um serviço
de qualidade para poder encantar este nível de turista e consequentemente aumentar a
possibilidade de fazê-los permanecer mais tempo no destino.
- dê brindes - O estudo confirma que eles aumentam em até 15% o boca a boca sobre o
produto.
- estimule a interação - Ninguém pode falar do que não experimentou. Mas não basta
distribuir amostras grátis para estabelecer uma conexão com o consumidor. Peça ideias
de como melhorar e usar de maneiras criativas o produto.
https://epocanegocios.globo.com/Inspiracao/Empresa/
noticia/2013/08/3-estrategias-para-estimular-o-marketing-espontaneo.html
10-Qual sua profissão (84 respostas) – 47,62% são turistas cuja a profissão está ligada ao
ramo de administração e negócios e 9,52% representam o funcionalismo público,
professores e aposentados, totalizando 57,14% dos turistas de Lindóia.
Podemos observar que uma boa parte do público de Lindóia, são pessoas bem
informadas que possivelmente pesquisam bastante antes da escolha, com uma
capacidade critica considerável e que teoricamente já estão estabilizados na vida e são
consumidores conscientes. Porém vale ressalva a porcentagem de “outros”, a qual deve
ser observado e trabalhado, pois podem ser consumidores em potencial ou formadores
de opinião. Diante das informações, entendemos ser de grande importância ofertar um
serviço de qualidade para poder encantar estes turistas visitante, gerando “marketing
espontâneo”, interesse de novos investidores e consequentemente geração de emprego
e renda.
101
11-Como soube do destino? (85 respostas) – 44,70% dos turistas visitaram Lindóia por
informações obtidas via internet e 43,53% indicação de Amigos
Os turistas e visitantes souberam do Destino por meio de amigos, por outros meios ou já
conheciam. Esta porcentagem está muito aquém do desejado, mostrando que o Destino
não vem realizando a sua promoção e divulgação adequadamente, ficando evidente que
as mídias digitais (site, mídias sociais etc) não vem sendo trabalhado de forma
profissional, focando em seu público alvo etc. Muito importante que o Plano de
Marketing seja utilizado de forma profissional na questão de comunicação e ter foco no
público alvo do destino e reverter estes números..
12-Qual(is) o(s) meio(os) de transporte utilizado(s) p/ chegar ao Destino (85 respostas)
– 96,47% dos turistas de Lindóia viajam de automóvel. Índice este, coerente ao resultado
apresentado na questão de número 07.
O meio de transporte mais utilizado pelos que vistam o Destino é o Automóvel seguido
de ônibus e Moto. Com estas informações podemos dizer que os turistas de Lindóia,
são turistas independentes, sendo fundamental Centros de Informações Turística aberto
diariamente, sinalização turística adequada, mapa turístico (digital e impresso) e
também deve ser levado em consideração a questão de trânsito. Se observarmos as
questões anteriores, os turistas descobriram o destino através de indicação de amigos
e/ou familiares, juntamente com este item, podemos comprovar a necessidade e
importância de rever a forma de comunicação e ter foco no público alvo, que
consequentemente tornarão o Destino mais atraente e consolidado como Estância
Turística Hidromineral. Definir seu público, focar no Segmento de Turismo escolhido,
trabalhar o “trade turístico”, Comtur e todos os envolvidos diretamente e indiretamente
no turismo, deve ser prioridade do Destino para melhorar a qualidade e a quantidade do
“turismo” no Destino.
102
13-Qual o motivo da viagem (137 respostas) – 43,1% dos turistas que procuram o
destino, buscam o descanso, seguido de 36,5% que buscam a interação junto a natureza
(Ecoturismo, Turismo Rural e Turismo de Aventura). 7,3% dos turistas buscam o destino
para o segmento de negócios e eventos (compras estão inclusos neste item).
O Destino Turístico de Lindóia tem como Segmentos de Turismo Escolhidos e
Priorizados, Turismo de Esportes, Turismo Rural, Turismo Cultural, Ecoturismo e
Turismo de Aventura. Este item infelizmente não nos apresenta a realidade do motivo da
viagem de seus turistas e visitantes, sendo necessário a atualização deste com os
segmentos de turismo ofertados no Estado de São Paulo, conforme Lei 1.261/2015.
Assim, como já mencionado em itens anteriores, a utilização do Plano de Marketing é de
suma importância para o Destino, mostrando sua “Marca” a fim de consolidar-se no
Mercado do Turismo como um “produto” e profissionalizando suas ações promocionais
entre outras. Qualificações e adequações devem ser realizadas para atender a
demanda do mercado, aumentando suas opções de atrativos e melhorando os já
existentes.
14-Qual era sua expectativa quanto ao destino antes da viagem? (84 respostas) –
53,57% das pessoas, ou seja, a maioria, consideravam que Lindóia seria um destino
turístico de qualidade Boa contra 31% que tinham expectativa que a cidade seria
Excelente.
15-Qual sua avaliação quanto ao destino agora? (85 respostas) – 42,35% consideraram
a cidade como Excelente. Esse número não representou a maioria dos turistas.
Como a missão escolhida pela cidade é de Encantar os Turistas, estamos longe de atingir
este objetivo. O Plano Diretor de Turismo será uma ferramenta importantíssima que o
município deve implantar o mais rápido possível e com muito empenho, para que em um
103
breve espaço de tempo, possamos reverter este índice, pois, somente assim, poderemos
cumprir a missão desenhada pelo município. Realizar a correção de rumo e executar as
ações deve ser prioridade, para que o Destino não sofra futuramente.
16-Onde ficou hospedado? (84 respostas) – 96,43% dos turistas entrevistados ficam nos
Meios de Hospedagem ofertados pelo Município (Hotéis e Pousadas).
Analisando o item, os meios de hospedagem legalizados precisam se atentar as novas
demandas do mercado. Com a concorrência cada vez mais acirrada dentre os meios de
hospedagem legalizados e a concorrência desleal com os informais, é preciso promover
as vantagens do seu modelo de negócio, trabalhar constantemente de forma criativa,
investir em tecnologia e ter um diferencial para se manter consistente e rentável perante
os desafios do mercado atual. Estudo realizado em Bento Gonçalves – RS, mostra a
importância da utilização de empreendimentos legalizados para arrecadação do ISSQN
para o Turismo:
Nas receitas municipais de Bento Gonçalves no exercício
de 2015, o ISS foi responsável com 65,33% da
arrecadação. Considerando apenas as Atividades
Características do Turismo (ACTs), a Prefeitura
arrecadou em ISS R$ 2.278.764,51, uma
representatividade de 8,86% sobre o total.
(https://cultura.rs.gov.br/upload/arquivos/carga20180153/16155335-issqnparticipacao-das-atividades-caracteristicas-do-turismo-em-bento-goncalves2015.pdf)
17-Quais os atrativos turísticos que visitou? (101 respostas) – Os turistas de Lindóia
escolheram para visitação o Grande Lago com 31,68%, Mirante do Cristo com 19,80% e
Engenho Cavalo de Tróia com 11,88%. A Gastronomia que sempre foi seu carro chefe ficou
com apenas 18,81%. Este estudo demonstra que os turistas de Lindóia apreciam estar junto
a natureza e admira-la, somando um montante de 60,4%
.
104
Como já apontados em gráficos anteriores e nesta nova “era” denominada “novo
normal”, os turistas estão mais exigentes, criteriosos, mais independentes, ou seja,
turistas que planejam e decidem observando todos os detalhes, roteiros turísticos,
pesquisa de preços, reservas, duração da viagem, segurança, atratividade dos atrativos,
segurança sanitária, conservação dos atrativos, cobrança de entrada, enfim, são bem
informados e que possivelmente pesquisam bastante antes da escolha, com uma
capacidade critica considerável. Em todas as opções citadas, observamos que há
necessidade de formatação destes produtos para serem disponibilizados adequadamente
aos Turistas. A Atualização e Revisão do Plano Diretor de Turismo de Lindóia será uma
ferramenta importantíssima que o município deve implantar o mais rápido possível e
com muito empenho, para que possa continuar buscando a excelência, encantando
seus visitantes e aumentar ainda mais seus números em um breve espaço de tempo.
18 - Em quais outras Cidades do Circuito das Águas Paulista você já esteve?
Incluindo a atual (303 respostas) – Além de Lindóia, os turistas também já visitaram as
outras cidades que compõem o Circuito das Águas Paulista, e a escolha deu-se na seguinte
ordem decrescente: Águas de Lindóia, Serra Negra, Socorro, Pedreira, Holambra, Amparo,
Monte Alegre do Sul e Jaguariúna
19-De nota de 5 a 10 para a infraestrutura urbana da cidade, sendo: 5 -
Péssimo 6-Ruim 7-Regular 8-Bom 9-Ótimo 10-Excelente (487 respostas)
– Considerando que um destino tem que buscar sempre a excelência, utilizaremos as
pontuações “10 – Excelente” e “09 – Ótimo” como referência e percentual “mínimo de
60%” como fator de atenção, onde temos a seguinte indicação:
Limpeza – 44,58%
Sinalização de Rua – 40,74%
Conservação de Rua – 53,66%
Arborização – 40,24%
Segurança – 48,2%
Bancos/Caixa Eletrônico – 15,78%
105
Observamos que o Destino não está conseguindo agradar seus turistas e visitantes no
que diz respeito a infraestrutura urbana, ficando todos os itens abaixo do percentual
mínimo como fator de atenção. Vale uma ressalva que um destino que busca o
encantamento de seus turistas e visitantes, deve observar os números que ficaram com
pontuação abaixo de 09. Somando estes números, temos um percentual alto de turistas
e visitantes “não muito satisfeitos” com a infraestrutura do Destino.
JÁ ERA: um cliente satisfeito fala bem da experiência
para até 8 pessoas, já um insatisfeito pode alcançar o dobro!
Pesquisando na internet você vai encontrar resultados diversos sobre a temática que escolhi
para o título do artigo, agora o que todos possuem em comum? O cliente insatisfeito
comenta sua experiência ruim para um número muito maior de pessoas do que os que
ficaram satisfeitos.
Burke (apud Hren, 1996) diz que um consumidor
satisfeito chega a contar sua experiência positiva
para 5 ou 8 pessoas, já os insatisfeitos
contam para até 16 pessoas.
Data venia, como diriam os advogados, essa estatística não se aplica mais nos dias de hoje,
pois assim como os negócios digitais, ela também cresceu exponencialmente.
Antes, o consumidor enfurecido registrava uma reclamação no PROCON ou entrava com
uma ação no Pequenas Causas, mas essas atitudes ficavam "escondidas" dentro dos
106
órgãos, o que fez com que as empresas, durante anos, não se preocupassem com a
insatisfação dos clientes.
Hoje, a internet empoderou o consumidor, que pode registrar sua insatisfação de forma
pública em diversas mídias sociais e causar um impacto gigantesco na rede.
Considerando que, de acordo com relatório produzido em 2017 pela We Are Social em
parceria com a Hootsuite, 58% da população brasileira está nas redes sociais, são mais de
120 milhões de pessoas! Por isso um cliente insatisfeito alcança um número muito maior de
pessoas, de uma maneira simples e rápida, por meio de um smartphone, abalando e muito a
reputação das empresas.
E olha só, não faltam opções para espalhar a insatisfação com um problema não resolvido.
O cliente pode usar o instagram, o facebook, o twitter, as avaliações do google maps e há
também serviços específicos como o Reclame Aqui.
O abalo negativo para a reputação da marca é incalculável
O impacto pode ser muito maior do que o empreendedor imagina, não é apenas com o
cliente insatisfeito que as empresas precisam se preocupar, segundo a Gisele Paula - sócia
e diretora Comercial do Reclame aqui - no portal são realizadas muito mais consultas da
reputação das empresas do que reclamações, ou seja, o consumidor digital pesquisa a
empresa antes de decidir comprar. É incalculável a quantidade de clientes que uma
empresa pode perder se a sua reputação online não for positiva.
Em uma palestra que participei, Gisele Paula mostrou o exemplo de uma montadora que
possui cerca de 3 mil reclamações no portal, e a mesma montadora recebeu quase 500.000
visitas! O que dá para concluir que as pessoas pesquisam antes de comprar para saber
quais são os problemas relatados mais recorrentes, e principalmente, como a empresa
respondeu a reclamação, se resolveu com agilidade ou se enrolou o consumidor.
Julho de 2019 | Fabiano Carvalho | Revisão: Amanda Gregório
https://pt.linkedin.com/pulse/j%C3%A1-era-cliente-satisfeitofala-bem-para-at%C3%A9-8-pessoas-carvalho
Como visto nesta matéria, não podemos perder tempo, temos que estar constantemente
atentos, principalmente neste momento onde “tudo é digital e todos estão digital”.
O Poder Executivo, COMTUR, juntamente com seus colaboradores devem começar a
ter um olhar mais criterioso sobre suas áreas, observando detalhes que podem fazer
diferença na hora da escolha por seus turistas e visitantes.
20-De nota de 5 a 10, para os itens abaixo, considerando: 5- Péssimo 6-Ruim
7-Regular 8-Bom 9-Ótimo 10-Excelente (943 respostas) – Considerando que
um destino tem que buscar sempre a excelência, utilizaremos as pontuações “10 –
Excelente” e “09 – Ótimo” como referência e percentual “mínimo de 60%” como fator de
atenção, onde temos a seguinte indicação:
Sinalização Turística – 19,75%
Posto de Informação – 14,92%
Site – 38,6%
Rodovia de Acesso – 65%
Receptivo – 26,31%
Hospedagem – 58,54%
Atrativos – 23,29%
107
Artesanatos – 24,24%
Restaurantes – 31,70%
Comércio – 27,27%
Táxis – 27,42%
Estacionamento – 36%
Postos de Combustíveis – 22,37%
108
Como já apontados em gráficos anteriores e nesta nova “era” denominada “novo
normal”, os turistas estão mais exigentes, criteriosos, mais independentes, ou seja,
turistas que planejam e decidem por todos os detalhes, desde o roteiro, passando por
pesquisa de preços, reservas, duração da viagem, são bem informados e que
possivelmente pesquisam bastante antes da escolha, com uma capacidade critica
considerável. Portanto, diante da nova Lei das Estâncias Turísticas e Municípios de
Interesse Turístico, Lei 1.261/2015 e Resolução ST 14, o destino deve se atentar a
estes números, podendo ter problemas em um futuro ranqueamento, conforme explicito
na Lei.
Como já apontados em gráficos anteriores e nesta nova “era” denominada “novo
normal”, os turistas estão mais exigentes, criteriosos, mais independentes, ou seja,
turistas que planejam e decidem por todos os detalhes, desde o roteiro, passando por
pesquisa de preços, reservas, duração da viagem, são bem informados e que
possivelmente pesquisam bastante antes da escolha, com uma capacidade critica
considerável. Portanto, diante da nova Lei das Estâncias Turísticas e Municípios de
Interesse Turístico, Lei 1.261/2015 e Resolução ST 14, o destino deve se atentar a
estes números, podendo ter problemas em um futuro ranqueamento, conforme explicito
na Lei.
Dos itens deste gráfico, somente “Rodovia de Acesso” teve uma boa pontuação, Desta
forma, deve-se dobrar a atenção e realizara imediatamente a Correção de Rumo para
corrigir este pontos. Como contribuição, segue abaixo a importância de um bom Posto
de Informações Turísticas;
“Para fidelizar este novo consumidor é preciso que se tenha
preocupação em compreender suas expectativas e anseios
109
e, portanto, a criatividade no setor turístico deve ser intensa
(COBRA, 2001).
Com o advento da Internet, alguns turistas já chegam ao
seu local de destino com informações sobre ele. É preciso
que o conteúdo disponível nos totens supere esta
expectativa e esteja além do que o turista já conhecia por
isso a grande importância em manter sempre informações
atualizadas, diferenciadas e completas.
Os totens sintetizam uma das características principais
deste início de século: a facilidade no acesso a informação.
É o que Dias (2003, p.17) define como uma “revolução
científico-tecnológica [...] provocando o surgimento de
tendências em várias áreas que influenciam diretamente o
turismo”. Para atender esta nova demanda de consumidores
de turismo deve-se, portanto, investir em informação.
O conteúdo disponível nos totens multimídia deve ser
heterogêneo e, assim, diversificado, englobando conteúdos
que vão desde transporte até diversas opções de
hospedagem e entretenimento. Desta forma, os anseios e as
expectativas deste consumidor exigente poderão ser
atendidos da melhor forma possível, sempre atentando para
a qualidade das informações oferecidas e do serviço
prestado pelos atendentes, que ficam junto aos totens, para
prestar ajuda a quem está usufruindo do serviço.
(https://portaldeperiodicos.unibrasil.com.br/index.php/cadernosnegocios/article/view/2173/1747
Conclusão: Os turistas e visitantes de Lindóia, em sua maioria permanecem no destino
entre 2 ou mais dias, ou seja, permanecem pelo menos um final de semana, com idade
acima dos 31 anos, onde podemos dizer, “são pessoas em idade produtiva da vida e
que teoricamente já estão estabilizados e são consumidores conscientes, mas que
também tem um relativo número de jovens, de maioria do sexo masculino e que viajam,
em sua maioria, em família e cônjuge, mas que também vem acompanhados por amigos
e sempre, conforme estudo, em número de 03 ou mais pessoas com a mesma idade, ou
seja, faixa etária entre 30 a mais de 60 anos. Em sua maioria tem o 2º grau de instrução
e superiores Diante destas informações, já podemos dizer que Lindóia é um Destino
que recebe pessoas bem informadas, que possivelmente pesquisam bastante antes da
escolha, com uma capacidade critica considerável, onde destacamos a importância de
oferecer um serviço de qualidade para poder encantar este nível de turista e
consequentemente aumentar a possibilidade de fazê-los permanecer ainda mais tempo
no destino e também aumentar o “marketing espontâneo”.
Viajam em sua maioria de automóvel, onde deve ser levado em consideração a questão
de trânsito, estacionamento e também que são turistas independentes, sendo
fundamental Centros de Informações Turística aberto diariamente, sinalização turística
adequada, mapa turístico (digital e impresso). Diante do pressuposto, e com o estudo
informando que a maioria dos turistas e visitantes descobriram o Destino através de
110
indicação de amigos, que juntamente com o mencionado acima, podemos comprovar a
necessidade e importância da utilização do Plano de Marketing para profissionalizar a
forma de comunicação e ter foco no público alvo, consolidar sua “Marca” no Mercado do
Turismo como um “produto” e profissionalizando suas ações promocionais entre outras.
Qualificações e adequações devem ser realizadas para atender a demanda do mercado,
aumentando suas opções de atrativos e melhorando os já existentes. Definir seu
público, focar no Segmento de Turismo escolhido, trabalhar o “trade turístico”, Comtur e
todos os envolvidos diretamente e indiretamente no turismo, deve ser prioridade, para
melhorar a qualidade e a quantidade do “turismo” no Destino.
Quanto ao segmento escolhido e priorizado, Turismo de Esportes, Turismo Rural,
Turismo Cultural, Ecoturismo e Turismo de Aventura, na questão motivo da viagem, há
necessidade de atualizar os itens conforme os segmentos de turismo ofertados no
Estado de São Paulo, Lei 1.261/2015, pois assim poderá ter uma mensuração mais
próxima da realidade.
Outro dado importante é que os turistas e visitantes de Lindóia, no quesito meios de
hospedagem, estão conseguindo atingir o objetivo. Vale lembrar que neste “novo
normal” as demandas de mercado mudaram e, com a concorrência cada vez mais
acirrada dentre os meios de hospedagem legalizados e a concorrência desleal com os
informais, é preciso promover as vantagens do seu modelo de negócio, trabalhar
constantemente de forma criativa, investir em tecnologia e ter um diferencial para se
manter consistente e rentável perante os desafios do mercado atual e com isso,
aumentar ainda mais o tempo de permanência e consequentemente aumentar a
receita local, sendo este, revertido em benefícios para toda a população, turistas e
visitantes, além de gerar empregos e novos empreendimentos. Também deve reavaliar
urgente sua estratégia de Marketing para que novas localidades à mais de 300 km
sejam comtempladas na promoção e divulgação do Destino.
Quanto aos atrativos elencados no estudo, acreditamos que o Destino deva aumentar
seu rol de ofertas, pois atrativos importantes não constavam em seu estudo e levando
em consideração, há necessidade de uma maior divulgação dos atrativos e uma
atenção maior no quesito atratividade e sinalização, lembrando que neste “novo normal”,
os turistas estão mais exigentes, criteriosos, mais independentes, ou seja, turistas que
planejam e decidem observando todos os detalhes, roteiros turísticos, pesquisa de
preços, reservas, duração da viagem, segurança, atratividade dos atrativos, segurança
sanitária, conservação dos atrativos, cobrança de entrada, enfim, são bem informados e
que possivelmente pesquisam bastante antes da escolha. No quesito infraestrutura
urbana, Lindóia não está conseguindo agradar seus turistas e visitantes.
Um Destino com o título de “Estância Turística Hidromineral ”, que tem como missão
proporcionar momentos de encanto e felicidade a seus turistas, está deixando um pouco
a desejar em todos os itens que interferem diretamente a uma boa recepção ao turista,
estando abaixo do limite aceitável. Diante de todo o exposto neste “Estudo”, ficou
evidente a necessidade de reavaliar suas ações, entender suas falhas e realizar a
correção de rumo, pois nesta nova “era” denominada “novo normal”, os turistas estão
mais exigentes, criteriosos, mais independentes, ou seja, planejam e decidem por todos
os detalhes, desde o roteiro, passando por pesquisa de preços, reservas e duração da
viagem, são bem informados e com uma capacidade critica considerável. Portanto,
111
como escrito por Fabiano Carvalho em sua matéria: “........ Burke (apud Hren, 1996) diz
que um consumidor satisfeito chega a contar sua experiência positiva para 5 ou 8
pessoas, já os insatisfeitos, contam para até 16 pessoas........”, e diante da nova Lei das
Estâncias Turísticas e Municípios de Interesse Turístico, Lei 1.261, Resolução ST 14 e
ST 05/2024, o destino deve se atentar a estes números, podendo ter problemas em um
futuro ranqueamento.
Observação: Os Formulários do Estudo de Demanda 2022 e 2023
encontram-se no “Anexo 01”.
18. Turismo de Esporte (Segundo a publicação do Ministério do Turismo - Marcos
Conceituais – Segmentação)
Embora encontre raízes remotas no esporte (a Grécia antiga era repleta de “turistas” que
participavam ou assistiam os jogos em Olímpia), o ato de viajar por razões esportivas e seus
desdobramentos começa a ser tratado como atividade turística particularmente no século
XX. Foi impulsionado pela propagação da prática esportiva associada à imagem de vida
saudável, pelo pesado investimento da indústria de materiais esportivos e outros setores
envolvidos, especialmente com o processo de globalização e culminando com a
popularização mundial das grandes competições esportivas - Jogos Olímpicos, Copas do
Mundo, Jogos de Inverno, etc.
Com a tarefa de unificar a compreensão em torno do tema - sua abrangência e interfaces -,
apresenta-se a definição de um marco conceitual e as principais características desse tipo
de turismo no Brasil, como “pontapé inicial” para incentivar seu desenvolvimento de forma
organizada. A delimitação da abrangência do segmento ainda está em discussão e
pressupõe a abordagem a seguir:
Pode-se afirmar que tanto o turismo quanto o esporte presumem, de modo geral, interrelação e congraçamento. Sendo assim, considerando o movimento turístico motivado pelo
esporte estabelece-se que Turismo de Esportes compreende as atividades turísticas
decorrentes da prática, envolvimento ou observação de modalidades esportivas. Para fins
de delimitação desse segmento são esclarecidos os termos a seguir:
Prática, envolvimento e observação de modalidades esportivas
Modalidades esportivas – refere-se a atividades esportivas praticadas sob regras, normas e
esquemas técnico e tático. Uma modalidade esportiva é, geralmente, institucionalizada e
tem como elemento principal a competição. Toda competição presume disputa e rivalidade -
faz parte da lógica do jogo “o princípio da incerteza”. Nesse caso - para fins turísticos -, são
consideradas de caráter competitivo as disputas oficiais (torneios, campeonatos),
organizadas por entidades representativas (associações, federações, confederações) e as
disputas ditas “amistosas”, sejam praticadas por profissionais ou amadores.
Prática - é a realização física da modalidade esportiva propriamente dita.
Envolvimento – são as atividades e serviços diretamente relacionados à organização e
operacionalização da prática e da apresentação esportiva
Observação – significa a participação do turista como espectador, torcendo ou assistindo a
apresentação de alguma modalidade esportiva.
112
PROGNÓSTICO
Prognóstico é a previsão do que irá ocorrer caso a instituição não coloque em prática as
ações propostas, elaboradas a partir do diagnóstico feito.
Prognóstico é um termo que deriva do latim Prognostĭcum embora a sua origem mais
remota se encontre na língua grega. O conceito faz referência a conhecer o futuro
através de certos indícios. Prognóstico é a previsão do curso provável de uma
ocorrência, que vêm do antigo grego e significa 'saber antecipadamente'.
O prognóstico deverá trazer uma previsão do desenvolvimento natural do Turismo na
destinação turística, levando em conta a não existência de intervenção planejada.
Para isto, deverão ser considerados os estudos realizados nos ambientes interno e
externo do município, oportunidades e ameaças, observando as previsões econômicas
referentes às regiões das quais os turistas desta localidade têm sua origem e a análise
das treze dimensões do turismo do Ministério do Turismo.
19. Lindóia e o futuro do Turismo no município
O município de Lindóia optou por priorizar os segmentos de Turismo de Esportes, Turismo
Rural, Turismo Cultural, Ecoturismo e Turismo de Aventura. São na realidade segmentos
que a cidade, de certa forma, já atua, mas para aprimorar e tornar-se referência, diversas
ações devem ser implantadas, pois Lindóia apresenta vários pontos fracos, já indicadas no
PDT de 2020 e indicados na análise SWOT atual, que requerem muita dedicação e atenção
do Poder Público, do COMTUR e da Iniciativa Privada, caso contrário, os objetivos não
serão atingidos e o destino, embora há tempos já considerada uma Estância Turística, corre
o risco de perder o título que tanto a glorifica e à seus moradores.
Entre estes pontos fracos, destacamos a questão dos requisitos legais (Estatutos da Criança
e Adolescentes, do Idoso, da Pessoa com Deficiência, Leis Trabalhista e Ambientais),
informações ao Turista (material impresso e digital), incluindo o sítio eletrônico, capacitação
de empreendedores e colaboradores, fortalecimento do COMTUR e do Fundo Municipal do
Turismo e estrutura adequada para a direção do Turismo. Sugerimos que o setor seja
equipado adequadamente e tenha pessoas suficientes para atender as futuras demandas.
Também evidenciamos que é necessária uma atenção especial a questão do marketing do
destino, com destaque para a implantação do plano de marketing, endomarketing e
marketing digital, peça fundamental para a divulgação do destino neste novo normal por
decorrência da pandemia mundial.
É fundamental para que Lindóia possa ter vantagens competitivas junto à concorrência, que
os produtos existentes e novas opções sejam formatados visando melhora da qualidade do
serviço e atividades oferecidas, propiciando que o turista permaneça por mais tempo no
destino gerando emprego e renda.
Para avaliar o resultado dos trabalhos que irão ser realizados, é fundamental que seja
implantado o monitoramento constante dos resultados.
113
Um conjunto de propostas, objetivos e ações estarão sendo relacionadas abaixo dentro do
Plano de Ação, que implantadas adequadamente, certamente anularão os pontos fracos e
colocarão Lindóia em lugar de destaque no mercado de turismo regional e estadual,
contribuindo ainda para atingir os objetivos sempre almejados e poder continuar mantendo o
Título de Estância Turística, sem correr o risco de ser penalizada pelo ranqueamento da
Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo.
Consideramos de fundamental importância, para um futuro promissor do turismo no
município, que ações sejam implementadas e priorizadas para correção de rumo.
20. Estratégias
Do grego Strategos, a arte de montar estratégias do general, objetivando ganhar as
batalhas.
Estratégia é a decisão ou o conjunto de decisões tomadas, evidenciando o que se
decide fazer, levando se em consideração os ambientes devidamente analisados, para
atingir os objetivos específicos desejados, respeitando os princípios essenciais
definidos.
De acordo com Maximiniano (2006, p.329), Estratégia é “a seleção dos meios para
realizar objetivos”.
Kenneth R. Andrews, professor da Universidade de Harvard desde 1946, e consultor de
empresas como a GM, AT&T e Chemical Bank, no livro "The Concept of Corporate
Strategy", publicado em 1987, afirma que uma Estratégia bem articulada leva a empresa
a se diferenciar dos concorrentes e a estabelecer vantagens competitivas.
20.1. Estratégias definidas
A - Inovar na oferta
B - Explorar o potencial turístico do Município
C - Melhorar a qualidade do produto sempre
D - Monitorar os Resultados
21. Plano de Ação
21.1. Análise das Dimensões do Turismo da Estância Turística de Lindóia
Para a elaboração do Plano de Ação a metodologia de análise das 13 (Treze)
dimensões consideradas pelo Ministério do Turismo – Mtur.
Essas dimensões foram preparadas para o estudo de competitividade do programa 65
Destinos Indutores do Ministério com parceria com o SEBRAE e FGV.
Com algumas adequações é possível utilizá-lo até por destinos e empreendimentos
turísticos e assim, fazer uma análise mais robusta sobre como se enquadra no mercado
de turismo que se propõe a trabalhar.
Serão analisadas abaixo as 13 dimensões turísticas contidas em 5 grandes eixos ou
macro dimensões que afetam o desenvolvimento sustentável do turismo.
114
Os 05 Grandes Eixos e as 13 Dimensões
Lista das Dimensões
1- Infraestrutura Geral
2 – Acesso
3 - Serviços e Equipamentos Turísticos
4 - Atrativos Turísticos
5 - Marketing e Promoção do Destino
6 - Políticas Públicas
7 - Cooperação Regional
8 – Monitoramento
9 - Economia Local
10 - Capacidade Empresarial
11 - Aspectos Sociais
12 - Aspectos Ambientais
13 - Aspectos Culturais
Este Plano de Ação juntamente com as ODS, Princípios Organizacionais / Segmentos
de Turismo / Análise Swot / Estratégias / Metas de Mensuração 2023/2024, foram
apresentados e validados pela Comissão de Revisão e Atualização do PDT em reunião
datada de 27 de fevereiro de 2024
Em 30 de abril de 2024, ocorreu a audiência pública com a participação do Conselho
Municipal de Turismo de Lindóia – COMTUR, Comissão de Revisão e Atualização do
PDT e convidados da Sociedade Civil, Comissão de Revisão e Atualização a qual foi
apresentado todos os itens do PDT e aprovados por unanimidade dos presentes.
115
PLANO DE AÇÃO - DIMENSÃO: INFRAESTRUTURA
Eixo 1: InfraestruturaGeral
Item A1 - Capacidade de atendimento
médico para o turista no destino
Proposta: Melhorar a capacidade de
atendimento do Médico
Objetivo: Proporcionar um melhor atendimento ao
Munícipe e Turista
Ação Responsáveis Meta Parcerias
1. Criar uma comissão de estudos para
verificar a possibilidade de melhorias no
sistema de atendimento médico já
existente
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2024
Diretoria de Saúde,
Conselho Municipal
de Saúde e
COMTUR
Item B1 - Fornecimento de energia
Proposta: Estabelecer procedimento para
atendimento a eventos.
Objetivo: Melhorar o fornecimento de energia elétrica
no município em eventos.
Ação Responsáveis Meta Parcerias
1. Elaborar procedimento Administrativo
Municipal obrigando consulta junto a
Diretoria de Obras, como pré-requisito,
para realização de Eventos em área
pública.
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2024
Poder Executivo
Municipal, Diretoria
de Obras, CPFL
Item C1 - Serviço de Proteção ao Turista
Proposta: Melhorar o Policiamento Objetivo: Melhora da segurança aos Turistas e
Munícipes
Ação Responsáveis Meta Parcerias
1. Aumentar o patrulhamento ostensivo e
preventivo em alta temporada em locais
de grande concentração de Turistas e
Munícipes
Diretoria de
Turismo, Cultura e
Desenvolvimento
2024
Poder Executivo
Municipal, Policia
Militar do Estado de
São Paulo,
CONSEG e GCM
Item D1 - Estrutura urbana nas áreas
turísticas
Proposta: Melhoria na Infraestrutura
Turística
Objetivo: Proporcionar melhor bem estar ao Turista e
Munícipes
Ação Responsáveis Meta Parcerias
1. Realizar um estudo/ planejamento
para melhorias e adequações dos
logradouros públicos municipais voltados
ao Turismo, visando proporcionar melhor
bem estar aos Turistas e Munícipes
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2024
Governo Estadual,
COMTUR,
Iniciativa Privada,
Diretoria de Obras
2. Adequação e revitalização da Praça
das Águas com Acessibilidade,
Fontanário, Play ground, Banheiros e Wifi
Poder Executivo
Municipal 2025
Governo Estadual,
Governo Federal,
Diretoria de Obras,
Diretoria de
Turismo, Cultura e
Desenvolvimento,
COMTUR
4.Construção de Mirante na Rota
Turística Morro do Mosquito e Rota
Turística Morro do Barnabé. Locais de
vista privilegiada e um pôr-do-sol
maravilhoso
Poder Executivo
Municipal 2025
Governo Estadual,
Governo Federal,
Diretoria de Obras,
Diretoria de
Turismo, Cultura e
Desenvolvimento,
COMTUR
Eixo 2: Acesso
Item A2 – Acesso Aéreo
Proposta: Não se aplica Objetivo:
Ação Responsáveis Meta Parcerias
NÃO SE APLICA
116
Item B2 – Acesso Rodoviário
Proposta: Melhorar as condições de
tráfego Objetivo: Facilitar o fluxo de munícipes e turistas
Ação Responsáveis Meta Parcerias
1. Realizar levantamento das vias de
acesso aos pontos turísticos que estão
inadequadas
Diretoria de
Turismo, Cultura e
Desenvolvimento
2024 COMTUR
2. Efetivar a solicitação junto ao Poder
Executivo municipal COMTUR 2025
Diretoria de
Turismo, Cultura e
Desenvolvimento
3. Adequar as vias de acesso aos pontos
turísticos que ainda estão inadequadas
Poder Executivo
Municipal 2026
Governo Estadual,
Diretoria de Obras
COMTUR, Iniciativa
Privada
4. Realizar levantamento dos locais a
serem sinalizados nas rodovias de
acesso
Diretoria de
Turismo, Cultura e
Desenvolvimento
2024 COMTUR
5. Solicitar junto às administradoras das
rodovias a sinalização de indicação
conforme levantamento
Poder Executivo
Municipal 2025
D.E.R., Diretoria de
Turismo, Cultura e
Desenvolvimento,
COMTUR
6. Criar uma comissão para revisar e
solicitar a implantação da tabela de
valores para prestação do serviço de
taxi, tanto para viagens na zona rural,
urbana e intermunicipal, levando-se em
consideração os valores cobrados pelos
serviços de aplicativos
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2025
Diretoria de Obras,
Diretoria de
Segurança e
Trânsito,
COMTUR, Poder
Executivo
Municipal
Item C2 – Acesso Aquaviário
Proposta: NÃO SE APLICA Objetivo:
Ação Responsáveis Meta Parcerias
1. NÃO SE APLICA
Item D2 – Acesso Ferroviário
Proposta: NÃO SE APLICA Objetivo:
Ação Responsáveis Meta Parcerias
1. NÃO SE APLICA
PLANO DE AÇÃO - DIMENSÃO: TURISMO
Eixo 3: Serviços e Equipamentos Turísticos
Item A3 – Sinalização Turística
Proposta: Elaborar projeto de sinalização
turística
Objetivo: Indicar os atrativos turísticos e demais
equipamentos de interesse público
Ação Responsáveis Meta Parcerias
1. Elaborar um projeto de sinalização
turística urbana e rural
Diretoria de
Turismo, Cultura e
Desenvolvimento
2025
COMTUR,
Diretoria de Obras
2. Captar recursos para execução do
projeto de sinalização turística urbana e
rural
Poder Executivo
Municipal 2026
Governo
Estadual,
Governo Federal,
COMTUR
117
Item B3 – Centro de Atendimento ao
Turista
Proposta: Constituir o Centro de
Atendimento ao Turista
Objetivo: Proporcionar aos visitantes informações
sobre o destino
Ação Responsáveis Meta Parcerias
1. Capacitação e reciclagem de pessoal
para atendimento no Posto de
Informações e Atendimento ao Turista
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2025
COMTUR, Sistema
“S”
2. Estudar o estabelecimento de
parcerias para a contratação de pessoal
para atendimento ao turista
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2025
COMTUR,
Iniciativa Privada
3. Estabelecer normas e procedimentos
para divulgação e informações no Posto
de Informações e Atendimento ao Turista
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2024
COMTUR,
Iniciativa Privada
Item C3 – Espaço para Eventos
Proposta: Adequar os espaços públicos
para realização de eventos
Objetivo: Aumentar a oferta de espaços apropriados para
captação de novos eventos
Ação Responsáveis Meta Parcerias
1. Adequar e Reformar o Espaço Centro
Educacional Lazaro Godoy para
realização de eventos de pequeno porte
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2024
COMTUR,
Conselho de
Educação,
Diretoria de
Educação,
Diretoria de Obras,
Governo Estadual,
Governo Federal,
COMTUR,
Iniciativa Privada
Item D3 – Capacidade dos Meios de
Hospedagem
Proposta: Dar padrão de qualidade aos
meios de hospedagem
Objetivo: Melhorar a capacidade de atendimento dos
meios de hospedagem
Ação Responsáveis Meta Parcerias
1. Realizar um seminário anual de turismo
com palestras sobre Hotelaria e Serviços
Turísticos
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2024
COMTUR, Sistema
“S”, Iniciativa
Privada
2. Montar um Núcleo de Hospedagem no
COMTUR
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2024 COMTUR
Item E3 – Capacidade do Turismo
Receptivo
Proposta: Inventariar a capacidade do
turismo receptivo
Objetivo: Melhorar a capacidade de atendimento do
turismo receptivo
Ação Responsáveis Meta Parcerias
1. Criar um roteiro oficial de city tour Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2024
COMTUR,
Sistema “S”
2. Utilizar roteiro regional de city tour Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2025
COMTUR,
Sistema “S”,
CICAP
3. Incentivar a elaboração de pacotes
turísticos COMTUR 2025
Diretoria de
Turismo, Cultura e
Desenvolvimento,
Iniciativa Privada
118
Item F3 – Estrutura de Qualificação para
o Turismo
Proposta: Promover cursos de qualificação Objetivo: Qualificar empresários e colaboradores
Ação Responsáveis Meta Parcerias
1. Estabelecer e/ou manter parcerias
com entidades: Sistema “S” e Instituições
de Ensino
Diretoria de
Turismo, Cultura e
Desenvolvimento
2024 COMTUR
2. Criação de um programa continuo de
capacitação sobre o turismo de Lindóia
Diretoria de
Turismo, Cultura e
Desenvolvimento
2024
COMTUR,
Sistema “S”
3. Capacitar os colaboradores para
atender corretamente pessoas com
deficiência e mobilidade reduzida
Diretoria de
Turismo, Cultura e
Desenvolvimento
2025
COMTUR,
Sistema “S”
4. Criação de um programa continuo de
formação de monitores de turismo
Diretoria de
Turismo, Cultura e
Desenvolvimento
2025
COMTUR,
Sistema “S”
Item G3 – Capacidade dos restaurantes
Proposta: Inventariar a capacidade de
restaurantes
Objetivo: Melhorar a capacidade de atendimento dos
restaurantes
Ação Responsáveis Meta Parcerias
1. Realizar cursos de capacitação de
manipulação de alimento.
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2024
COMTUR,
Sistema “S”,
Governo Estadual
Eixo 4: Atrativos Turísticos
Item A4 – Atrativos Naturais
Proposta: Realização de Estudo de
possibilidade
Objetivo: Criar novas opções de oferta turística
Ação Responsáveis Meta Parcerias
1. Avaliar o potencial de atratividade dos
atrativos turísticos naturais em relação ao
que ele desperta nos turistas
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2024 COMTUR
2. Analisar o estado de conservação, do
local, do entorno, da infraestrutura e do
acesso.
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2024 COMTUR
3. Elaborar plano de ação para cada
atrativo natural visando uma melhor
atratividade
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2025
COMTUR, Diretoria
de Obras
4. Construção de um Parque Ecológico
na cabeceira do Grande Lago com
espaços para a pratica de Turismo de
Esportes com ciclovias e locais para
caminhada e cooper, Turismo de Bem
Estar com redário e locais de
relaxamento, Turismo de Pesca com 2
lagos , Ecoturismo com trilhas, Turismo
Cultural como Palco Multi uso, Anfiteatro
ao céu aberto e infraestrutura de
atendimento como banheiros, wi-fi,
quiosques, Academia ao Ar Livre, Play
ground, revitalização da cachoeira e
estacionamento
Poder Executivo
Municipal 2026
Governo
Estadual,
Governo Federal,
Diretoria de
Obras, Diretoria
de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento,
COMTUR.
Diretoria de Meio
Ambiente
119
Item B4 – Atrativos Culturais
Proposta: Transformar os potenciais
culturais em atrativos turísticos
Objetivo: Aumentar a oferta de atrativos turísticos
Ação Responsáveis Meta Parcerias
1. Avaliar o potencial de atratividade dos
atrativos turísticos culturais em relação ao
que ele desperta nos turistas
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2024 COMTUR
2. Analisar o estado de conservação, do
local, do entorno, da infraestrutura e do
acesso.
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2024 COMTUR
3. Elaborar plano de ação para cada
atrativo cultural visando uma melhor
atratividade
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2025
Diretoria de Obras,
COMTUR
Item C4 – Eventos Programados
Proposta: Criar calendário integrado de
Eventos
Objetivo: Aumentar a oferta de atrações Turísticas
Ação Responsáveis Meta Parcerias
1. Avaliar o potencial de atratividade dos
eventos em relação ao que ele desperta
nos turistas, inclusive o conteúdo do
evento
Diretoria de
Turismo, Cultura e
Desenvolvimento
2024 COMTUR
2. Analisar o estado de conservação do
local de realização do evento, do
entorno, da infraestrutura e do acesso.
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2024
COMTUR, Diretoria
de Obras
3. Elaborar plano de ação para cada
evento visando uma melhor atratividade
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2025 COMTUR
4. Atualizar, Revisar anualmente o
calendário dos principais eventos
envolvendo as áreas do Turismo,
Cultura, Esporte, Meio Ambiente e
Educação
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2024
COMTUR, Dir.de
Esportes, Dir. de
Educação, Dir. de
Meio Ambiente,
Dir. de
Comunicação
5. Executar o calendário dos principais
eventos envolvendo as áreas do
Turismo, Cultura, Esporte, Educação e
Meio Ambiente
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2024
COMTUR, Diretoria
de Esportes,
Diretoria de
Educação,
Diretoria de Meio
Ambiente, Diretoria
de Comunicação
6. Criar e apoiar a comissão marketing e
eventos no COMTUR para levantar
possibilidades de captar novos eventos
externos para Lindóia e até sugerir
novos eventos da própria cidade
COMTUR 2024
Diretoria de
Turismo, Cultura e
Desenvolvimento,
Iniciativa Privada
Item D4 – Realizações Técnicas,
Científicas ou Artísticas
Proposta: NÃO SE APLICA Objetivo:
Ação Responsáveis Meta Parcerias
1. NÀO SE APLICA
120
Eixo 5: Marketing e Promoção do Destino
Item A5 – Plano de Marketing
Proposta: Elaboração de Plano de
Marketing
Objetivo: Promover o Destino de forma adequada
Ação Responsáveis Meta Parcerias
4. Registrar a “Logomarca” criada em
órgão competente (Marcas e Patentes)
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2025
COMTUR, Diretoria
de Comunicação
5. Elaborar linguagem de comunicação
visual uniforme para os meios de
promoção do destino, como: Folder,
Flyer, Banner, Mapas, Interface para:
Sites, Hot Site, Vídeos promocionais e
Mídias Sociais
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2025
COMTUR, Diretoria
de Comunicação
Proposta: Elaborar Plano de
Endomarketing
Objetivo: Mostrar aos Lindoianos a importância do
desenvolvimento do Turismo local
Ação Responsáveis Meta Parcerias
1. Revisar e atualizar anualmente o Plano
de Endomarketing
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2024
COMTUR,
Diretoria de
Educação,
Diretoria de
Esportes,
Diretoria de Meio
Ambiente,
Diretoria de
Comunicação
2. Aplicar Plano de Endomarketing
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2024
COMTUR, Diretoria
de Educação,
Diretoria de
Esportes, Diretoria
de Meio Ambiente,
Diretoria de
Comunicação
3. Criar a Semana de Conscientização
Turística no Município
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2025
COMTUR, Diretoria
de Educação,
Diretoria de
Esportes, Diretoria
de Meio Ambiente,
Diretoria de
Comunicação
Item B5 – Participação em Feiras e
Eventos
Proposta: Participar em feiras e eventos
nos centros emissores de turista de
interesse
Objetivo: Divulgar o Destino
Ação Responsáveis Meta Parcerias
1. Aproximação junto a Sec. de Turismo
do Estado e Consórcio de Turismo do
Circuito das Águas Paulista para
participação em Feiras e Eventos
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2024
COMTUR,
Iniciativa Privada,
Governo
Estadual, CICAP
2. Participar em feiras e eventos com
foco nos segmentos priorizados.
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2024
COMTUR,
Iniciativa Privada,
CICAP
3. Participar de feiras e eventos
objetivando network e assim promover o
destino Lindóia
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2024
COMTUR,
Iniciativa Privada,
CICAP
121
Item C5 – Promoção do Destino
Proposta: Dinamização e tratamento dos
meios de informação
Objetivo: Promoção do Destino
Ação Responsáveis Meta Parcerias
1. Levantamento de todos os meios
possíveis de divulgação do destino
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2024
COMTUR,
Diretoria de
Comunicação
2. Promover a cidade em localidades
com mais de 300Km de distância
(visando melhoria na permanência) –
Feriados em cidades de interesse
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2024
COMTUR,
Diretoria de
Comunicação
3. Contratar ou alocar profissional
suficiente para prestação de serviços de
Assessoria de Imprensa para o Turismo
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2025
Poder Executivo
Municipal,
Diretoria de
Comunicação,
COMTUR
4. Divulgar os eventos que fazem parte
do calendário integrado de eventos Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2024
COMTUR,
Diretoria de
Educação,
Diretoria de
Esportes
5. Participar ativamente de entidades
representativas (ABIH, ABRATUR,
ABETA) do setor em caráter Estadual e
Nacional
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2024 COMTUR
Item D5 – Página do Destino na Internet
(website)
Proposta: Estruturação de website voltado
para o Turismo
Objetivo: Promoção do Destino
Ação Responsáveis Meta Parcerias
1. Estruturar o site do turismo para que
seja responsivo, acessível utilizando uma
plataforma que permita a indexação com
as mídias sociais diversas
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2025
COMTUR,
Diretoria de
Comunicação
2. Criar Facebook, Twitter, Instagram
entre outras mídias sociais
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2025
COMTUR,
Diretoria de
Comunicação
3. Contratar ou alocar profissional
suficiente para elaboração do plano de
marketing digital e aplicação de ações de
engenharia de marketing digital
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2026
Poder Executivo
Municipal,
COMTUR,
Diretoria de
Comunicação
PLANO DE AÇÃO – DIMENSÃO: POLÍTICAS PÚBLICAS
Eixo 6: Políticas Públicas
Item A6 – Estrutura Municipal para Apoio ao Turismo
Proposta: Estruturar a Diretoria de Turismo
e Cultura
Objetivo: Adequar para atender novas demandas
Ação Responsáveis Meta Parcerias
1. Estruturar a Diretoria de Turismo,
Cultura e Desenvolvimento com recursos
humanos capazes e suficientes para
atender a demanda que será gerada pela
elaboração do Plano Diretor de Turismo
Poder Executivo
Municipal 2025
Poder Legislativo
Municipal
122
2. Solicitar a Administração Pública
Municipal a criação de fiscal municipal
para atendimento às atividades de turismo COMTUR 2026
Poder Executivo
Municipal, Diretoria
de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
3. Solicitar junto a Administração Pública
Municipal um espaço próprio para o
COMTUR que de condições para que
possa se organizar administrativamente,
inclusive com a possibilidade de um
assistente adm., que possa executar as
ações do Conselho. Essa estrutura
também poderá ser disponibilizada aos
demais conselhos.
COMTUR 2025
Poder Executivo
Municipal, Diretoria
de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
Item B6 – Grau de Cooperação com o
Governo Estadual
Proposta: Procurar aproximação junto a
Secretaria de Turismo e Cultura do Estado
Objetivo: Criar vínculo com a Secretaria de Turismo e
Cultura do Estado
Ação Responsáveis Meta Parcerias
1. Visitar frequentemente a Secretaria
Estadual de Turismo a fim de buscar
informações e relacionamento
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2024
COMTUR, CICAP,
Secretaria de
Turismo e Secretaria
Cultura do Estado
2. Visitar frequentemente a Secretaria
Estadual de Cultura a fim de buscar
informações e relacionamento
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2024
COMTUR, CICAP,
Secretaria de
Turismo e Secretaria
Cultura do Estado
3. Participar das atividades referente a
regionalização coordenadas pela
Secretaria Estadual de Turismo do
Estado
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2024
COMTUR, CICAP,
Secretaria de
Turismo e Secretaria
Cultura do Estado
Item C6 – Grau de Cooperação com o
Governo Federal
Proposta: Procurar aproximação junto ao
Governo Federal
Objetivo: Buscar oportunidades junto ao Governo Federal
Ação Responsáveis Meta Parcerias
1.Aproximação junto ao MTur a fim de
buscar parcerias, convênios e estreitar
relação
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2024
Poder Executivo
Municipal,
COMTUR, Diretoria
de Convênios
2. Apoiar e participar de feiras e eventos
em parceria com o Ministério do Turismo
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2024 COMTUR
3. Participação do Município em
Programas e Projetos em Parceria com o
Ministério do Turismo
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2024 COMTUR
Item D6 – Planejamento para a Cidade e
para a Atividade Turística
Proposta: Realizar revisão do Plano
Diretor de Turismo
Objetivo: Mensurar o andamento das ações e estabelecer
outras
Ação Responsáveis Meta Parcerias
1. Atender as exigências da Lei
1.261/2015, 16.283/2016, Resolução da
Sec. Tur. Estado de nº 14 /2016
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2024
Poder Executivo
Municipal,
COMTUR
2. Revisar o Plano Diretor de Turismo a
cada 3 anos
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2026 COMTUR
123
3. Elaborar ofício e protocolar junto ao
Poder Executivo Municipal solicitando
deste a implantação do S.I.M. Municipal
para os seguintes produtos artesanais:
-derivados de leite;
-derivados de mel;
- embutidos.
COMTUR 2024
Poder Executivo e
Legislativo
Municipal,
Diretoria de
Turismo, Cultura e
Desenvolvimento,
Diretoria de
Saúde (Vigilância
Sanitária)
4. Elaborar ofício e protocolar junto ao
Poder Executivo Municipal solicitando
deste a elaboração dos seguintes projetos
de Lei Municipal:
4.1 – Lei de Turismo de Aventura
4.2 – Lei de Acessibilidade
COMTUR 2024
Poder Executivo e
Legislativo
Municipal,
Diretoria de
Turismo, Cultura e
Desenvolvimento
Item E6 – Grau de Cooperação PúblicoPrivada
Proposta: Criar parcerias entre poder
público e a iniciativa privada
Objetivo: Criar condições para que o poder público possa
maximizar o uso dos recursos
Ação Responsáveis Meta Parcerias
1. Elaborar projeto de Lei visando a
possibilidade de estabelecimento de
parceria público -privada
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2025
Poder Executivo e
Legislativo
Municipal
Eixo 7: Cooperação Regional
Item A7: Governança
Proposta: Ofertar uma maior diversidade
de produtos turísticos visando uma
permanência mais longa
Objetivo: Promover a economia de escala, minimizar
gastos, maximizar receitas e gerando mais empregos
Ação Responsáveis Meta Parcerias
1.Participar efetivamente das ações
promovidas pelo Consórcio de Turismo
do Circuito das Águas Paulista
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2024 COMTUR
2. Participar de roteiros regionais Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2024 COMTUR
3. Cuidar para que Lindóia esteja em
situação regular junto ao Consórcio de
Turismo do Circuito das Águas Paulista
para que não perca as oportunidades
oferecidas
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2024
Poder Executivo
Municipal, Diretoria
de Finanças
COMTUR
Item B7: Projetos de Cooperação
Regional
Proposta: Incentivo à implantação e ao
uso de equipamentos turísticos regional
Objetivo: Desenvolver o turismo da Região
Ação Responsáveis Meta Parcerias
1. Promover campanhas de divulgação
dos atrativos turísticos regionais
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2024
Diretoria de
Comunicação,
COMTUR, CICAP
2. Promover roteiros turísticos regionais Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2024
Diretoria de
Comunicação,
COMTUR, CICAP
3. Promover eventos regionais Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2024
Diretoria de
Comunicação,
COMTUR, CICAP
124
Item C7: Planejamento Turístico Regional
Proposta: Desenvolver o Turismo
Regional
Objetivo: Tornar a Região como um Destino Turístico
Referência
Ação Responsáveis Meta Parcerias
1. Promover o fortalecimento da relação
entre as Diretorias/Secretarias de
Turismo
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2024 COMTUR, CICAP
2. Disponibilizar informações de Lindóia
ao Consórcio de Turismo do Circuito das
Águas Paulista sempre que solicitado
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2024 COMTUR, CICAP
3. Executar as tarefas designadas pelo
Consórcio de Turismo do Circuito das
Águas Paulista.
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2024 COMTUR
4. Promover o fortalecimento da relação
entre os Conselhos Municipais de
Turismo do Circuito das Águas Paulista
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2024 COMTUR, CICAP
Item D7: Roteirização
Proposta: Criação de Roteiros
Turísticos Regional
Objetivo: Aumento do tempo de permanência do turista na
Região
Ação Responsáveis Meta Parcerias
1. Sugerir roteiros que envolvam
atrativos turísticos regionais que
possibilitem a maior permanência do
turista
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2024
COMTUR, CICAP,
Sistema “S”
2. Sugerir roteiros turísticos temáticos Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2024
COMTUR, CICAP,
Sistema “S”
Item E7: Promoção e Apoio à
Comercialização de Forma Integrada
Proposta: Promover os roteiros turísticos
regionais
Objetivo: Aumentar o fluxo de Turistas no Destino
Ação Responsáveis Meta Parcerias
1. Promover a Marca da Região - Circuito
das Águas Paulista
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2024
Diretoria de
Comunicação,
COMTUR, CICAP
2. Participar ativamente das ações de
promoção do Consórcio de Turismo do
Circuito das Águas Paulista
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2024 COMTUR
3. Cooperar intervindo na relação públicoprivada, objetivando a formatação do
roteiro turístico
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2024
COMTUR,
Iniciativa Privada
4. Participar de eventos de cunho regional Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2024 COMTUR
Eixo 8 – Monitoramento
Item A8: Estudo de Demanda
Proposta: Realização do Estudo de
Demanda (recomenda-se no mínimo 1 ao
ano)
Objetivo: Conhecer melhor o Turista
Ação Responsáveis Meta Parcerias
1.Aplicar questionário junto aos turistas e
visitantes dos equipamentos turísticos
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2024 COMTUR
2. Compilar os dados do estudo e extrair
as informações uteis para administração
do turismo
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2025 COMTUR
125
Item B8: Pesquisa de Oferta
Proposta: Realização do Inventario da
oferta turística (recomenda-se no mínimo 1
ao ano)
Objetivo: Conhecer a oferta turística detalhadamente
Ação Responsáveis Meta Parcerias
1. Realizar o Inventário da Oferta
Turística conforme modelo proposto
pela Sec. Turismo do Estado de São
Paulo (Lei 1.261/2015)
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2025 COMTUR
2. Compilar os dados do estudo e extrair
as informações uteis para administração
do turismo
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2025 COMTUR
Item C8: Sistema de Estatísticas do
Turismo
Proposta: Criação de um Banco de Dados Objetivo: Implantar um sistema eficiente de administração
da atividade turística
Ação Responsáveis Meta Parcerias
1. Implantar um sistema para
armazenamento, análise e gestão das
informações turísticas
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2025
Poder Executivo
Municipal,
COMTUR,
Item D8: Medição dos impactos da
atividade turística
Proposta: Criação de planilha para análise
dos impactos turísticos
Objetivo: Avaliar os impactos positivos e negativos da
atividade Turística
Ação Responsáveis Meta Parcerias
1. Elaboração de planilha de avaliação
dos impactos positivos e negativos da
atividade Turística
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2025 COMTUR
2. Aplicação da planilha de avaliação
dos impactos positivos e negativos da
atividade Turística
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2025 COMTUR
3. Analise e correção de rumo Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2026 COMTUR
Item E8: Setor Especifico de Estudos e
Pesquisas
Proposta: Criação de Setor Específico Objetivo: Compilar os dados dos estudos realizados para
tomada de decisão
Ação Responsáveis Meta Parcerias
1. Alocar ou contratar profissional
técnico ou colaborador capacitado para
executar as funções pertinentes aos
estudos e pesquisas
Poder Executivo
Municipal 2025
Diretoria de
Turismo, Cultura e
Desenvolvimento
COMTUR
2. Providenciar espaço adequado para
o exercício da função Poder Executivo
Municipal 2026
Diretoria de
Turismo, Cultura e
Desenvolvimento
COMTUR
3. Equipar o espaço determinado para o
exercício da função Poder Executivo
Municipal 2026
Diretoria de
Turismo, Cultura e
Desenvolvimento
COMTUR
126
PLANO DE AÇÃO – DIMENSÃO: ECONOMIA
Eixo 9: Economia Local
Item A9 – Aspectos da Economia Local
Proposta: Aumento da receita municipal Objetivo: Despertar dentre a população local o interesse
pelo Turismo
Ações Responsáveis Meta Parcerias
1. Elaborar e implantar um programa de
conscientização fiscal
Poder Executivo
Municipal 2026
Poder Legislativo
Municipal
2. Atualização da medição dos imóveis
urbanos
Poder Executivo
Municipal 2025
Poder Legislativo
Municipal
Item B9 – Infraestrutura de Comunicação
Proposta: Implementação de melhorias
nos sistemas de telefonia e Internet Objetivo: Melhorar a comunicação
Ações Responsáveis Meta Parcerias
1. Melhorar e ampliar o sinal do wifi em
logradouros públicos
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2025
Poder Executivo
Municipal, Diretoria
de T.I.
Item C9 – Infraestrutura e Facilidades para
Negócios
Proposta: Criação de Associação
Empresarial Objetivo: Unir e fortalecer o empresariado local
Ações Responsáveis Meta Parcerias
1. Realizar encontros de empresários
locais, semestralmente, visando a
integração e troca de experiência entre os
mesmos.
COMTUR 2024
Diretoria de
Turismo, Cultura e
Desenvolvimento,
Iniciativa Privada,
Sistema “S”
2. Realizar encontros de empresários
locais, visando a sensibilização dos
empresários quanto ao horário de
atendimento do comércio local junto aos
munícipes e turistas.
COMTUR 2024
Diretoria de
Turismo, Cultura e
Desenvolvimento,
Iniciativa Privada,
Sistema “S”
Item D9 – Empreendimentos ou Eventos
Alavancadores
Proposta: Criar condições alavancadoras Objetivo: Atrair mais turistas e gerar emprego e renda
Ações Responsáveis Meta Parcerias
1. Criar evento de grande impacto na
baixa temporada
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2025
COMTUR, Diretoria
de Educação,
Diretoria de
Esportes, Iniciativa
Privada
Eixo 10: Capacidade Empresarial
Item A10: Capacidade de Qualificação e
Aproveitamento do Pessoal Local
Proposta: Sensibilizar o empresariado da
importância da qualificação e do
aproveitamento da mão de obra local
Objetivo: Melhorar a qualidade e gerar emprego
Ação Responsáveis Meta Parcerias
1. Levantamento das necessidades de
capacitação local COMTUR 2024
Diretoria de
Turismo, Cultura e
Desenvolvimento
127
2. Promover Oficinas, Seminários que
contribuam para a sensibilização sobre a
necessidade de capacitar o empresariado
local
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2024
COMTUR,
Sistema”S”
3. Promover Oficinas, Seminários que
contribuam para a sensibilização sobre a
necessidade de capacitar os
colaboradores locais
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2024
COMTUR,
Sistema”S”
4. Criar um programa de capacitação para
os membros do COMTUR sempre que
houver renovação dos mesmos
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2024
COMTUR,
Sistema”S”
Item B10: Presença de Grupos Nacionais
ou Internacionais do Setor do Turismo
Proposta: NÃO SE APLICA
Ações Responsáveis Meta Parcerias
1. NÃO SE APLICA
Item C10: Concorrência e Barreiras de
Entrada
Proposta: Avaliar a existência de
barreiras para a implantação de novos
negócios turísticos significativos
Objetivo: Facilitar a implantação de novos
empreendimentos significativos
Ações Responsáveis Meta Parcerias
1. Realizar levantamento sobre as
barreiras impeditivas existentes no
aspecto legal, físico e capacidades (trilhas,
acessos, questões imobiliárias,
ambientais, etc)
Poder Executivo
Municipal 2025
Diretoria de Obras,
Diretoria de
Turismo, Cultura e
Desenvolvimento,
Diretoria de Meio
Ambiente,
COMTUR
Item D10: Presença de Empresas de
Grande Porte, Filiais ou Subsidiarias
Proposta: NÃO SE APLICA Objetivo:
Ações Responsáveis Meta Parcerias
1. NÃO SE APLICA
PLANO DE AÇÃO – DIMENSÃO: SUSTENTABILIDADE
Eixo 11: Aspectos Sociais
Item A11: Acesso à Educação
Proposta: Preparar a população local
para absorver os empregos diretos e
indiretos que venham a ser gerados pelo
setor
Objetivo: Criar um cenário de atratividades que incentive
os empreendedores do setor
Ações Responsáveis Meta Parcerias
1. Implantar na grade curricular municipal
a matéria Turismo
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2024
Diretoria de
Educação
128
Item B11: Empregos Gerados Pelo
Turismo
Proposta: Promover a formalização dos
colaboradores
Objetivo: Melhor o nível do equilíbrio social
Ações Responsáveis Meta Parcerias
1. Sensibilização através de palestras,
seminários, mostrando a importância da
obediência as Leis Trabalhistas COMTUR 2024
Diretoria de
Turismo, Cultura e
Desenvolvimento.
Sistema “S”
Item C11: Política de Enfrentamento e
Prevenção à Exploração Sexual InfantoJuvenil
Proposta: Participar da campanha contra
a exploração sexual infanto-juvenil
Objetivo: Contribuir para o desenvolvimento sustentável
do turismo
Ações Responsáveis Meta Parcerias
1. Promover junto ao setor a campanha
contra a exploração sexual infanto-juvenil
do Ministério do Turismo
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2024 COMTUR
2. Colocar em todos os meios e formas
de promoção do destino e dos
equipamentos turísticos o símbolo da
campanha contra a exploração sexual
infanto-juvenil do Ministério do Turismo
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2024 COMTUR
Item D11: Uso de Atrativos e Equipamentos Turísticos pela População
Proposta: Objetivo:
Ações Responsáveis Meta Parcerias
1. NÃO SE APLICA
Item E11: Cidadania, Sensibilização e Participação na Atividade Turística
Proposta: Mitigar os impactos sociais do
turismo
Objetivo: Contribuir para sustentabilidade do destino
turístico
Ações Responsáveis Meta Parcerias
1. Realizar oficinas nas comunidades
locais, incentivando a participação da
população no COMTUR e em audiências
públicas ou fóruns relacionados ao
turismo
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2024
COMTUR,
Sistema “S”
Eixo 12: Aspectos Ambientais
Item A12: Estrutura e Legislação
Municipal de Meio Ambiente
Proposta: Promover padrões
sustentáveis de desenvolvimento
Objetivo: Promover a sustentabilidade ambiental
Ações Responsáveis Meta Parcerias
1. Criar o Código Municipal do Meio
Ambiente Poder Executivo
Municipal 2025
Diretoria do Meio
Ambiente,
CONDEMA, Poder
Legislativo
2. Apoiar as ações de sustentabilidade
COMTUR 2024
Diretoria do Meio
Ambiente,
CONDEMA,
Diretoria de
Turismo, Cultura e
Desenvolvimento
129
Item B12: Atividades em Curso
Potencialmente Poluidoras
Proposta: Resolver despejo de Poluentes Objetivo: Melhorar a qualidade da água do Grande Lago
Ações Responsáveis Meta Parcerias
1. Nomear uma comissão para analisar
despejo de poluentes no ribeirão que
alimenta o Grande Lago Diretoria de Meio
Ambiente 2024
Diretoria de
Turismo, Cultura e
Desenvolvimento,
Poder Executivo
Municipal,
Diretoria de
Obras, COMTUR
Item C12: Rede Pública de Distribuição
de Água
Proposta: Restruturação da reserva de
Água
Objetivo: Aumentar a capacidade da reserva de água
Ações Responsáveis Meta Parcerias
1. Criar Comissão para reavaliar a
capacidade de fornecimento de água no
Município, para suportar períodos de
grande fluxo Turístico e estiagem
Diretoria de Obras 2024
Poder Executivo
Municipal, Dir. de
Meio Ambiente,
Dir. de Turismo,
Cultura e Desenv.,
Governo
Estadual,
Governo Federal,
COMTUR
Item D12: Rede Pública de Coleta e
Tratamento de Esgoto
Proposta: Ampliação do sistema de
tratamento de esgoto e coleta
Objetivo: Contribuir para o desenvolvimento sustentável
do destino
Ações Responsáveis Meta Parcerias
1.Solicitar para dar andamento na
Regularização da documentação junto a
CETESB COMTUR 2025
Poder Executivo
Municipal
Governo
Estadual e
Governo
Federal,
2. Solicitar a Recuperação e ampliação
da rede coletora
COMTUR 2026
Poder Executivo
Municipal
Governo
Estadual e
Governo
Federal,
3. Solicitar a Recuperação ou
Readequação do emissário para retirada
do esgoto do Rio do Peixe COMTUR 2026
Poder Executivo
Municipal
Governo
Estadual e
Governo
Federal,
Item E12: Coleta e Destinação Pública de
Resíduos
Proposta: NÃO SE APLICA Objetivo:
Ações Responsáveis Meta Parcerias
1. NÃO SE APLICA
130
Item F12: Unidade de Conservação no
Território Municipal
Proposta: NÃO SE APLICA Objetivo:
Ações Responsáveis Meta Parcerias
1. NÃO SE APLICA
Eixo 13: Aspectos Culturais
Item A13: Produção Cultural Associada
ao Turismo
Proposta: Valorização das Manifestações
Culturais
Objetivo: Preservar a cultura local e agregar valor à
oferta turística do Município
Ações Responsáveis Meta Parcerias
1. Criar festival de musica Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2025
Diretoria de
Educação,
COMTUR
2. Criar festival de dança Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2025
Diretoria de
Educação,
Diretoria Esportes
COMTUR
3. Criar festival de arte cênica Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2025
Diretoria de
Educação,
Diretoria Esportes,
COMTUR
4. Criar uma comissão de estudo para
viabilizar a criação de um espaço para
exposição e venda de artesanato e
demais artes plásticas
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2024
Diretoria de
Educação,
COMTUR
5. Criar festival de arte circense Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2025
Diretoria de
Educação,
Diretoria Esportes,
COMTUR
Item B13: Patrimônio Histórico e Cultural
Proposta: Manutenção do Patrimônio
Material e Imaterial
Objetivo: Valorização da História do Município
Ações Responsáveis Meta Parcerias
1. Realizar um inventário específico sobre
o Patrimônio Histórico Cultural Material e
Imaterial do Município
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2025
Diretoria de
Educação
2. Elaboração de Projetos para busca de
parcerias para promoção e revitalização
do Patrimônio Histórico e Cultural
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2026
Diretoria de
Educação
Item C13: Estrutura Municipal para Apoio
à Cultura
Proposta: Fortalecer a governança local
ligada a cultura
Objetivo: Promover a manutenção e desenvolvimento da
cultura local
Ações Responsáveis Meta Parcerias
1. Realizar oficinas nas comunidades
locais, incentivando a participação da
população no COMUC e em audiências
públicas ou fóruns relacionados a cultura
Diretoria de Turismo,
Cultura e
Desenvolvimento
2024 COMUC
131
22. Metas
Metas têm a ver com números, pois se precisa estabelecer parâmetro para poder
mensurar e saber se as ações praticadas estão surtindo efeito.
Para monitoramento vamos estabelecer as seguintes metas:
Metas de Vendas - Pretende-se, com este plano, aumentar a demanda em 3% ao ano.
Obs.: O sucesso ficará limitado à resposta do mercado quanto à recuperação da
economia promovida pelos ajustes fiscais e reformas propostas pelo governo visando à
melhoria das contas públicas para 2024.
Metas de Mercado - Temos como meta que no Estudo de Demanda realizado em 2023,
2024 e 2025 mostre uma evolução anual favorável de 3% no item motivação de viagem
a favor do segmento escolhido como prioridade.
c. Metas de Resultados Financeiros - Apesar da crise econômica que estamos
atravessando no país, estimamos crescimento de 3% a.a. na arrecadação municipal, no
setor de serviços, a partir de 2025, devido às ações propostas neste plano e com a
implantação a partir de sua aprovação em 2024.
23. Sobre a aprovação
O compromisso de Lindóia com os ODS – Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis,
as escolhas das Estratégias, os Princípios Essenciais, a Análise SWOT e as Metas,
foram elaboradas em conjunto com a Comissão designado pelo COMTUR, aprovadas
no COMTUR.
A escolha dos Segmentos de Turismo e o Plano de Ação foram elaborados e aprovados
pela Comissão de Revisão e Atualização do PDT em consonância com o Conselho
Municipal de Turismo de Lindóia - COMTUR.
Seguindo, o Plano Diretor de Turismo deverá ser enviado pelo poder Executivo à
aprovação do Poder Legislativo. Depois deverá ser sancionado e publicado pelo Prefeito
Municipal para que se cumpram suas determinações.
24. Implantação do Plano Diretor de Turismo de Lindóia
Para garantir a implantação deste trabalho, a Gestão do Plano Diretor de Turismo será
de competência do Poder Público e do Conselho Municipal de Turismo, com a atribuição
de:
➢ Articular o poder público, a iniciativa privada e o terceiro setor para engajamento
em seus objetivos;
➢ Monitorar a execução das ações propostas no Plano Diretor de Turismo;
➢ Estabelecer negociações em parceria com a Prefeitura Municipal para obtenção
de recursos necessários a viabilização das metas propostas junto a órgãos
públicos e privados.
132
A execução das ações propostas deverá estar de acordo com planejamento
orçamentário municipal, a fim de serem viáveis economicamente e não gerarem
desgastes aos cofres públicos, sempre prevendo os recursos disponíveis e as variáveis
financiáveis.
(Observação: Recomenda-se que seja regulamentado por Decreto o Plano Diretor de
Turismo)
25. Disposições finais
O Plano Diretor de Turismo (PDT) consolidou o trabalho que vem sendo realizado pela
Administração Pública de Lindóia, sendo que esta assumiu o papel de liderança na
elaboração desse documento, estimulando a concentração de esforços para o alcance
de objetivos em comum, o qual deve ser, portanto, a referência para a política pública no
município e região.
O PDT é o resultado de um esforço coletivo e vem concretizar os desejos e as
aspirações dos diversos atores envolvidos na atividade turística de Lindóia. No entanto,
este documento não é o fim de um processo, pois dá início a um novo período de
trabalho no empreendimento de ações e estabelecimento de parcerias que fortalecerão
a gestão do turismo no âmbito local, regional, estadual e nacional.
As propostas apresentadas objetivam transformar a atividade turística, qualificando os
profissionais e empreendedores do turismo e os produtos e serviços turísticos, inserindo
e consolidando Lindóia como destino turístico.
Sendo assim, a execução do plano permitirá ao poder público criar condições favoráveis
ao desenvolvimento econômico e social, zelando pelo bem-estar das pessoas e pela
proteção ao nosso patrimônio cultural e ambiental.
26. Reaplicar o Ciclo PDCA – análise e correção - para melhoria contínua
O dinamismo típico da atividade turística demanda um consistente conjunto de práticas
e ferramentas que auxiliem o monitoramento e a avaliação sistemática e permanente do
setor, visando garantir seu cumprimento, bem como analisar os seus potenciais e as
suas perspectivas de desenvolvimento.
Nesse sentido, o Plano Diretor de Turismo terá seus indicadores, objetivos e ações
devidamente monitorados e avaliados por meio das ferramentas e dos sistemas de
informações turísticas que permitam o acompanhamento de seus resultados e da
eficácia, eficiência e efetividade das políticas definidas.
A sistemática de monitoramento do Plano prevê a apresentação e a divulgação dos
principais resultados obtidos através do Poder Público e do Conselho Municipal de
Turismo de Lindóia.
133
Os procedimentos de monitoramento e avaliação deverão ainda estar em consonância
com as diretrizes de governo, sendo para tanto norteados pelo princípio da publicidade
da Administração Pública, buscando viabilizar a divulgação e a consulta a documentos e
informações de interesse público, contribuindo para o pleno exercício da democracia.
O Plano Diretor de Turismo deverá sofrer revisão a cada três anos ou quando for
julgado necessário pelos segmentos envolvidos no processo ou por força de Lei.
27. Endereços pesquisados na WEB para obtenção de informações para agregar
valor na revisão e atualização deste Plano Diretor de Turismo e que também
servem para serem consultados pelos leitores deste Plano.
http://www.dadosefatos.turismo.gov.br/dadosefatos/home.html
http://www.regionalizacao.turismo.gov.br/index.php?option=com_blankcomponent&vi
ew=default&Itemid=101
http://www.regionalizacao.turismo.gov.br/index.php?option=com_content&view=articl
e&id=77&Itemid=107
http://www.trendnotes.com.br/
http://www.vbmaisturismo.com.br/sao-paulo/
https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2019-06/numero-de-turistasestrangeiros-fica-estagnado-mas-satisfacao-e-alta#
134
https://agenciasebrae.com.br/brasil-empreendedor/saiba-quais-sao-as-principaistendencias-do-setor-de-turismo-no-periodo-pospandemia/#:~:text=A%20busca%20por%20viagens%20e,Sustentabilidade%20e%20Incl
us%C3%A3o.
https://aldeia.biz/blog/comportamento/geracao-z-uma-nova-relacao-com-o-consumo/
https://arquivo.canaltech.com.br/gestao/7-coisas-que-voce-precisa-saber-sobre-seuscolaboradores-da-geracao-millennial-60463/
https://biblioteca.ibge.gov.br/
https://blog.portaleducacao.com.br/
https://br.advfn.com/economia/boletim-focus
https://www.camaralindoia.sp.gov.br/
https://eco.sapo.pt/2020/01/20/turismo-mundial-sobe-4-em-2019-e-regista-10-anosconsecutivos-de-crescimento-diz-omt/
https://embratur.com.br/2022/06/08/omt-preve-que-chegada-de-turistas-internacionaisatinja-ate-70-dos-niveis-de-2019-em-2022/
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https://exame.com/revista-exame/os-millennials-lamentamos-informar-sao-coisa-dopassado/
https://falandodeturismo.com.br/turismo-cresce-pela-oitava-vez-no-setor-de-viagense-entretenimento/
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C3%A1rias_e_imediatas_de_S%C3%A3o_Paulo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_unidades_federativas_do_Brasil_por_IDH
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Regi%C3%A3o_Geogr%C3%A1fica_Imediata_de_Amparo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Regi%C3%A3o_Geogr%C3%A1fica_Intermedi%C3%A1ria
_de_Campinas
https://pt.wikipedia.org/wiki/Regi%C3%B5es_geogr%C3%A1ficas_intermedi%C3%A1ri
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24%209%2C5,mundial%2C%20indica%20estudo%20da%20WTTC&text=Em%202023%2
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5%25%20de,janeiro%20a%20novembro%20de%202023&text=01%2F2024%2018h51-
,Segundo%20a%20Pesquisa%20Mensal%20de%20Servi%C3%A7os%20do%20Instituto
%2C%20na%20compara%C3%A7%C3%A3o,aumento%20de%202%2C8%25.
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