PROJETO DE LEI n.º 130/2022
“Denomina logradouro público como Rua Inês Lopes dos Santos.”
(Preâmbulo Usual)
Art. 1.° Fica denominada “Rua Inês Lopes dos Santos”, a via localizada no Bairro Santa Cruz, com aproximadamente 160 metros de extensão, com início: -22.614457960043556, -46.52471806718877 e fim: -22.61571575342227, -46.52494337271965, conforme mapa Anexo.
Art. 2.° Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
Câmara Municipal da Estância de Socorro, 02 de dezembro de 2022
Tiago de Faria
Vereador – Republicanos
JUSTIFICATIVA: Encaminho para apreciação dos nobres pares o presente projeto de lei, que tem por finalidade denominar logradouro público como Rua Inês Lopes dos Santos. Conforme informação prestada pelo Departamento de Tributos da Prefeitura Municipal não há qualquer óbice à esta iniciativa do ponto de vista cadastral para referida denominação e que não há nenhum logradouro público em nosso município assim denominado.
HISTÓRICO
Inês Lopes dos Santos, filha de Sebastião Lopes e Benedita Pinto da Fonseca. Nascida no bairro dos Rubins no município de Socorro no dia de 9 fevereiro de 1947. Era a Filha mais velha de oito irmãos, na infância trabalhava na roça e estudou até a 4ª série. Aos 12 anos foi trabalhar na cidade de Bragança Paulista com a família do Jesus Chedid, aprendendo a cozinhar. Mudou-se para a cidade de São Paulo, aos 16 anos, para trabalhar na casa da família Emir Balad. Logo após, foi trabalhar no circo, onde conheceu o marido Dejaniro Gonçalves de Souza. Desde casamento de 21 anos tiveram oito filhos: Rita de Cássia, Maria Rita, Rose Maria, Dejaniro, Inês, Belmira e Daniel. Mudaram para Socorro 1978, onde trabalhou como faxineira em várias casas de famílias socorrenses. Ficou viúva aos 32 anos com os oito filhos, sendo que o caçula tinha apenas um ano e oito meses.
Em 1982, começou a trabalhar como faxineira, cozinheira e lavandeira no Hospital Santa Casa de Misericórdia de Socorro e com isso conseguiu trabalhar como Enfermeira por dois anos, porém, como não possuía o Ensino Fundamental Completo e, por mais que quisesse, na época, era viúva, sustentava a casa sozinha com seus filhos, não conseguiu seguir seu sonho de se tornar uma Enfermeira. Para ela foi muito doloroso deixar de exercer seu trabalho como Enfermeira, pois gostava muito.
Começou trabalhar como cuidadora de idosos, era uma mulher muito alegre, que gostava de tocar e cantar moda de viola, adorava rádio, passar horas cozinhando, fazendo as melhores receitas, escrevia poemas, músicas, pintava, bordava e costurava para toda família. Amava a casa cheia, com filhos e netos, a porta da sua casa era sempre aberta para quem quisesse tomar um café e na hora do almoço sempre havia um prato de comida.
O terreno onde localizava sua casa, foi herdado da sua mãe, o bairro ainda não havia estrutura, havia necessidade de poste de luz e poços para água, ela e alguns donos de chácaras do bairro se juntaram e fizeram um poço artesiano e compraram postes de luz para o bairro, além de abrir ruas e estradas para chegar até as casas. Aquele terreno era onde ela passava seus dias, com suas galinhas, patos, cavalos e até porcos, acordava bem de manhã, antes mesmo do galo cantar, fazia seu café e já se preparava para o seu dia, o almoço estava pronto a partir das onze horas da manhã, depois fazia caminhada no terreno, adorava uma boa conversa e tinha a risada que não dava para confundir, ela adorava cuidar de suas árvores de frutas e suas flores.
ANEXO