| Tipo | Moção |
|---|---|
| Número / Ano | 2 / 2021 |
| Date | 2021-05-17 |
| Ementa | MOÇÃO DE REPÚDIO às críticas proferidas pelo Deputado Federal Ricardo Barros a classe dos Professores, na manhã do dia 20/04/2021, na Câmara dos Deputados. Justificativa: O Excelentíssimo Deputado disse : “Só o professor não quer trabalhar na pandemia...” |
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MOÇÃO Nº 002/2021 Senhor Presidente: O Vereador Paulo Henrique Neves de Oliveira, nos termos do art. 166 caput e parágrafo único do Regimento Interno desta Casa, apresenta requerimento de MOÇÃO DE REPÚDIO às críticas proferidas pelo Deputado Federal Ricardo Barros a classe dos Professores, na manhã do dia 20/04/2021, na Câmara dos Deputados. Justificativa: O Excelentíssimo Deputado disse: “Só o professor não quer trabalhar na pandemia...” Também, em entrevista a CNN Brasil, afirmou: "É absurdo a forma como estamos permitindo que os professores causem tantos danos às nossas crianças na continuidade da sua formação. O professor não quer se modernizar, não quer se atualizar. Já passou no concurso, está esperando se aposentar, não quer aprender mais nada". Verifica-se que ao se submeter há uma fala dessas, o Excelentíssimo Deputado mostrou desconhecer a realidade dos Professores (as), uma vez que estão tendo que se desdobrar trabalhando em casa, sem qualquer auxílio por parte do Poder Público (computadores, internet e auxílios), para que o conteúdo chegue até seus alunos com qualidade e, que nenhum aluno fique prejudicado na sua formação. O Deputado Federal Ricardo Barros, por ser Líder do Governo na Câmara dos Deputados, deveria ter proferido uma fala ao Excelentíssimo Presidente da Republica Jair Bolsonaro, que recusou a compra de 160 milhões de doses da Coronavac. Conforme noticiado, o Instituto Butantan ofereceu 160 milhões de doses da Coronavac para o Ministério da Saúde em três oportunidades, em 30 de julho, 18 de agosto e 7 de outubro de 2020. Nunca obteve resposta. No dia 19 de outubro, o então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, assinou a contratação de 46 milhões de doses. No dia seguinte, o presidente Bolsonaro mandou cancelar. "O presidente sou eu, não abro mão da minha autoridade". Sabemos que ao optar em não comprar as vacinas, o Presidente da República descartou a possibilidade de tentar salvar a vida de 407.639 pessoas, desde o inicio da pandemia (fonte: https://covid.saude.gov.br/, retirado no dia 03/05/2021). Sabemos também que se as vacinações tivessem sido iniciadas logo no início das ofertas pelas respectivas empresas, poderíamos estar com quase 100% dos brasileiros vacinados. Dessa forma, manifesto contrário às insistentes declarações pela retomada das atividades letivas presenciais nas escolas e instituições de educação públicas, por parte de autoridades públicas, lideranças políticas e empresariais, uma vez que o índice de contágio em nosso estado permanece elevado. O retorno à normalidade letiva em hipótese alguma deve ocorrer na circunstância de crescimento no número de infectados e de óbitos, devendo ser definido em fase de descenso da pandemia e em condições de segurança para estudantes, funcionários e professores, sem colocar a vida de ninguém em risco. Sem mais para o momento. Terra Boa, 17 de 2021. ____________________________________ PAULO HENRIQUE NEVES DE OLIVEIRA Vereador – Partido dos Trabalhadores