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norma nº 6740/2020

Tipo Lei Ordinária
Número / Ano 6740 / 2020
Date 2020-12-18
EmentaDenomina espaço público neste município: "LARGO Eduardo César Isse".
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ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL 
PREFEITURA MUNICIPAL DE MONTENEGRO 
Gabinete do Prefeito 
“Montenegro Cidade das Artes” 
“Capital do Tanino e da Citricultura” 
 
LEI N.º 6.740, DE 18 DE DEZEMBRO DE 2020. 
Denomina espaço público neste 
município: "Largo Eduardo César 
Isse ”. 
CARLOS EDUARDO MULLER, Prefeito Municipal, faço saber que a Câmara Municipal aprovou e eu sanciono a seguinte 
LEI: 
Art. 1º O Espaço Público localizado na rua Álvaro de Moraes, em frente à Câmara Municipal de Vereadores, Centro desta cidade, denominar-se-á 
“Largo Eduardo César Isse”. 
Ar. 2º É parte integrante desta Lei o ANEXO |, contendo a biografia do Sr. Eduardo César Isse e o mapa com as delimitações da área. 
Art. 3º Para os casos abrangidos por esta Lei entende-se como espaço livre inalienável, destinado à circulação pública de pedestres, eventualmente para veículos, e reconhecido pela municipalidade, que lhe confere 
denominação oficial, nos termos desta Lei. 
Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicaç 
GABINETE DO PREFEITO MUNICIPAL DE MONTENEGRO, em 
18 de dezembro de 2020. 
REGISTRE-SE E PUBLIQUE-SE: 
Data Supra. 
 
Secretária-Geral 
 
“Doe Órgãos, Doe Sangue: Salve Vidas” 
Rua João Pessoa, 1363 - Cx. Postal, 59 - CEP 95780-000 - Montenegro/RS - Tel/Fax: (51) 3649-8200 E-mail: gabinete()montenegro.rs.gov.br
ANEXO | 
BIOGRAFIA 
Eduardo César Isse, nascido na cidade de Montenegro em 07 de março 
de 1944, primogênito de Pedro e Seidy Nedir Isse, ambos descendentes de 
imigrantes sírio-libaneses, vieram construir a vida no Rio Grande do Sul, fugindo 
da perseguição aos cristãos no Oriente Médio. Formando família e se 
estabelecendo em nossa cidade, na qual via-se um grande futuro a ser galgado. 
Eduardo, na adolescência, veio a atuar com seu pai e tios Jorge e 
Clotário, que já haviam investido no transporte fluvial de areia, pedrisco e 
cascalho. Ainda jovem, se aproximando da Beira do Rio Caí, de onde jamais 
cogitava se afastar. 
Como estudante, iniciou sua trajetória no Colégio Delfina Dias Ferraz 
vindo a concluir sua formação como Técnico em Contabilidade na Escola 
Estadual de Ensino Técnico São João Batista, da qual colecionava muitas 
amizades e histórias. 
Em 1978, casou-se com Rose, com quem teve as três filhas: Fernanda, 
Jordana e Jamilla. No ano de 1982, a família passou a residir em definitivo na 
“casa dos seus sonhos”, situada na Beira do Rio Caí, entre as ruas João Pessoa 
e Álvaro de Moraes. De onde poderia cuidar de perto da sua Areiasul e também 
desfrutar daquela que considerou a mais bela paisagem do mundo. 
Carismático, orgulhava-se de ter vivido façanhas como ser pioneiro em 
subir o Morro São João com caminhão carregado de areia para a construção da 
Antena da cidade, carregar os vagões de trem na Antiga Estação Férrea com 
areia para a construção de estradas e pontes do Estado. Comerciante nato, 
buscava o bom relacionamento com todas as pessoas, e mesmo convicto de suas 
escolhas e valores pessoais, vivia livre de preconceitos. 
Atuante na comunidade, tinha orgulho de pertencer e presidir o Rotary 
Club Montenegro Centenário, entidade de serviço através da qual colaborou para 
a construção e estruturação de espaços assistenciais, na busca de oferecer
conforto às crianças nas creches e aos idosos em asilos. Esteve ao lado da 
Fundação Municipal de Artes de Montenegro, a FUNDARTE, tanto ao 
disponibilizar material para a construção, quanto na oferta de bolsas de estudo 
para jovens artistas. Junto ao seu pai, Pedro, investiu na construção da Escola 
Medianeira da APAE, bem como para a construção de entidades filantrópicas, 
esportivas e religiosas distintas. Como atividade social, colaborou com o Clube 
Riograndense, sendo vice-presidente e membro do Conselho Deliberativo por 
duas gestões. 
Orgulhava-se de manter muitas amizades: as da infância, da juventude, 
os de sempre, os presentes, os distantes os amigos das filhas, e onde quer que 
fosse adorava encontrar algum conhecido para rememorar fatos de “Montenegro 
antigo”. Tendo atuado como interino produzindo textos para algumas edições da 
coluna “Pra Recordar” do Jornal Ibiá, quando o titular da mesma, o Prof. José 
Carlos Schwartz ausentava-se por motivos de saúde. Uma de suas maiores 
alegrias foi participar de um documentário produzido pela EFICA, no qual dividiu, 
na época da restauração da Estação da Cultura Montenegro, suas histórias e 
vivências na antiga Estação. 
Avesso à qualquer tipo de vício, afirmava ser “o homem mais feliz do 
mundo”, pois considerava-se privilegiado por trabalhar com extrema dedicação, 
poder ajudar o próximo, apreciar a paisagem da Beira do Rio Caí, andar no seu 
conhecido Jeep Willis 1961, vestir a cor amarela todos os dias, tomar chimarrão, 
dar boas risadas, colecionar fotos antigas da cidade e aparelhos de telefone de 
outras décadas, e estar junto à família. 
No dia 19 de janeiro de 2007, um taque cardíaco fulminante o levou deste 
mundo. O cortejo atendeu ao seu pedido: passar pela orla do Rio Caí, que” 
naquela manhã encontrava-se triste e cinzenta, por ter perdido seu grande | 
zelador e apaixonado amigo.
 

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